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Desempenho Energético em Edifícios C&S

O documento discute a estrutura da certificação energética de edifícios de comércio e serviços em Portugal, definindo categorias como Grandes Edifícios de Serviços, Pequenos Edifícios de Comércio e Serviços, e espaços internos não úteis, e descrevendo os requisitos de desempenho energético, avaliação de desempenho e requisitos da envolvente para esta tipologia de edifícios.

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Vasco Silva
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Desempenho Energético em Edifícios C&S

O documento discute a estrutura da certificação energética de edifícios de comércio e serviços em Portugal, definindo categorias como Grandes Edifícios de Serviços, Pequenos Edifícios de Comércio e Serviços, e espaços internos não úteis, e descrevendo os requisitos de desempenho energético, avaliação de desempenho e requisitos da envolvente para esta tipologia de edifícios.

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Estrutura da formação

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1. Enquadramento legislativo

2. Edifícios de habitação

3. Pequenos edifícios de comércio e serviços

4. Medidas de melhoria

5. Sistema de Certificação Energética dos Edifícios

6. Edifícios – Obrigações legais


418
Introdução

Tipologia de utilização
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Segundo o disposto nas alíneas p e r do artigo 3º do Decreto-Lei n.º 101-D/2020, temos:

Tipologias particulares
Grandes Edifícios (GES) (piscinas, supermercados e hipermercados e centros comerciais)

Área útil de pavimento ≥ 1 000 m2 Área útil de pavimento ≥ 500 m2

Pequenos Edifícios sem climatização (PESsC)


Edifícios de Comércio Potência nominal global ≤ 30 kW Atuação do PQ I
e Serviços

Pequenos Edifícios
Pequenos Edifícios com climatização (PEScC)
Todos os edifícios C&S
não GES Potência nominal global > 30 kW

419
Introdução

Tipologia de utilização
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Como determinar a área para definição da tipologia de utilização de edifício de comércio ou serviços

Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑛𝑞𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑃𝐸𝑆 𝑜𝑢 𝐺𝐸𝑆 = Á𝑟𝑒𝑎 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 − Á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝐸𝑁𝑈

- Espaços interiores não úteis (ENU) De acordo com o disposto no cap. 6 do Manual SCE

Parâmetros a
- Área de pavimento de todos os espaços interiores
identificar
- Área de pavimento dos espaços ENU

420
421
ENU
ENU
Tipologia de utilização

ENU
Introdução
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Introdução

Tipologia de utilização
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ENU
ENU

Área total de pavimento = 1 400 m2


ENU

300+50+17,5+17,5+17,5+237,5+80+15+15+300+100+250

Área de pavimento ENU = 650 m2


300+100+250

Área de enquadramento = 1 400 – 650 = 750 m2


PES
Pequeno Edifício de Comércio e Serviços
Tipologia: Escritórios

422
423
Questão 20
Introdução
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Edifícios de comércio e serviços
Conteúdos programáticos
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Requisitos de Avaliação de desempenho


desempenho energético energético

Requisitos da envolvente
e sistemas técnicos
424
Edifícios de comércio e serviços
Conteúdos programáticos
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Requisitos de Avaliação de desempenho


desempenho energético energético

Requisitos da envolvente
e sistemas técnicos
425
Balanço energético em edifícios de C&S
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Edifício previsto Edifício de referência

Simulação com as características da envolvente e Simulação com as características da envolvente e


dos sistemas técnicos reais dos sistemas técnicos de referência
426
Balanço energético em edifícios de C&S
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Manual SCE

Edifício previsto

Simulação com as características da envolvente e


dos sistemas técnicos reais
427
Balanço energético em edifícios de C&S
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Manual SCE

Edifício de referência

Simulação com as características da envolvente e


dos sistemas técnicos de referência
428
Balanço energético em edifícios de C&S

Consumos nominais anuais de energia primária


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Edifício previsto

Edifício de referência

429
Balanço energético em edifícios de C&S

Indicador de eficiência energética previsto, função dos consumos de


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IEEpr energia para os usos regulados e não regulados e do contributo de


energia proveniente de sistemas que recorram a fontes de energia
renovável para autoconsumo nestes usos

Consumos de energia Consumos de energia Contribuição de fontes


regulados não regulados de energia renováveis

430
Balanço energético em edifícios de C&S
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Consumos do tipo S

Consumos do tipo T

𝟏
𝑰𝑬𝑬𝒑𝒓,𝑻 = ෍ 𝑬𝑻,𝒊 ∙ 𝑭𝒑𝒖,𝒊
𝑨𝒕𝒐𝒕
𝒊 Produção renovável

Área total de
pavimento

Fator de conversão
energia primária
431
Balanço energético em edifícios de C&S

Indicador de eficiência energética de referência, função dos consumos


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IEEref de energia para os usos regulados e não regulados para o edifício de


referência sem contributo de energia proveniente de sistemas que
recorram a fontes de energia renovável para autoconsumo nestes usos

Consumos de energia Consumos de energia Contribuição de fontes


regulados não regulados de energia renováveis

432
Balanço energético em edifícios de C&S
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Consumos do tipo S
referência

Consumos do tipo T
referência

Área total de pavimento

Fator de conversão
energia primária

433
434
IEET
Balanço energético em edifícios de C&S

Manual SCE

IEES
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Balanço energético em edifícios de C&S
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IEEpr,ren Representa a produção de energia, elétrica ou térmica, a partir de


fontes de origem renovável para autoconsumo nos usos regulados

IEEpr,ren
≤ IEEpr,S

O valor do IEEpr,ren não deve ser superior ao valor do IEEpr,S

435
Balanço energético em edifícios de C&S

Consumos regulados:
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• Aquecimento
• Arrefecimento
• Humidificação Consumo de energia do equipamento ou sistema em função:
• Desumidificação • Necessidades de energia para o uso n (QEn)
• Água quente sanitária • Parcela das necessidades de energia para sistema k e uso n (fEk,n)
• Água quente da piscina • Eficiência do sistema k para o uso n (ηk,n)

Restantes consumos regulados


Consumo de energia
do equipamento ou
sistema
Consumos não regulados

436
Balanço energético em edifícios de C&S
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Consumo de energia do equipamento ou sistema em função:


• Potência absorvida pelo equipamento ou sistema (𝑃𝐸𝑘 )
• Fração de utilização por hora (fH)

Cálculo anual
simples

Consumo de energia do equipamento ou sistema

437
Balanço energético em edifícios de C&S

Consumos nominais anuais de energia primária


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Edifício previsto

Edifício de referência

438
Balanço energético em edifícios de C&S

As necessidades e consumos de edifícios de C&S são determinados por cálculo horário


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Múltiplas
Zonas Simulação Dinâmica Multizona (SDM)
Térmicas
GES

1 Zona Cálculo Dinâmico Simplificado Monozona (CDSM)


Térmica
Edifícios de Comércio
e Serviços
Múltiplos Cálculo Dinâmico Simplificado Monozona (CDSM)
Corpos CDSM aplicado a cada zona térmica individual ou corpo
PES e somado os resultados individuais obtidos

Múltiplas
Zonas Simulação Dinâmica Multizona (SDM)
Térmicas
439
Balanço energético em edifícios de C&S

Zona Térmica ou Corpo


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O Manual SCE define como:

“…espaço ou conjunto de espaços passíveis de serem considerados em conjunto, devido às


Zona Térmica suas similaridades, em termos de perfil de ocupação, iluminação e equipamentos, ventilação,
sistemas de climatização e condições de exposição solar,…”

“a construção independente que por via da constituição de propriedade ou do sistema de


Corpo
climatização pertence ao edifício”

▪ No caso de um edifício com área interior útil de pavimento igual ou inferior a 250 m2, pode ser
considerada uma única zona térmica que agregue todos os espaços interiores úteis
CDSM
▪ No caso de um edifício com múltiplos corpos, podem ser adotados os pressupostos indicados no
ponto anterior para cada corpo

440
Balanço energético em edifícios de C&S

Simulação Dinâmica Multizona (SDM)


Exemplos de programas de cálculo
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multizona no mercado

▪ Ser acreditado pela norma ASHRAE 140


▪ Permite modelar mais que uma zona térmica
▪ Modelar num incremento de tempo horário, ou
período inferior, para o período de um ano civil
(totalizando 8760 horas)
Capacidades
▪ Modelar a variação das cargas internas
do programa
(ocupação, iluminação e equipamentos)
de SDM
▪ Ajuste dos termóstatos das zonas térmicas e
operação dos sistemas de climatização para dias
de semana e fim-de-semana
▪ Modelar recuperação de calor do ar de rejeição
▪ Considerar o efeito da massa térmica do edifício

441
Balanço energético em edifícios de C&S

Cálculo Dinâmico Simplificado Monozona (CDSM)


Exemplos de programas de cálculo
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no mercado

▪ Cumprir metodologia de cálculo EN ISO 13790


(modelo RC de 1 zona e 3 nodos ou 5R1C)
▪ Cálculo das necessidades de energia para
aquecimento e arrefecimento para uma zona
térmica

Capacidades ▪ Definição de perfis de utilização em hora solar


da ferramenta
▪ Utilização de dispositivos de proteção solar
do CDSM
sempre que radiação seja superior a 300 W/m2
▪ Fator solar, fatores de obstrução, fração
envidraçada, coeficiente de redução, coeficiente
de absorção da radiação solar, coeficientes de
transmissão térmica da envolvente exterior,
interior e em contato com o solo

442
Balanço energético em edifícios de C&S

Zona Térmica ou Corpo


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O Manual SCE define como:

“…espaço ou conjunto de espaços passíveis de serem considerados em conjunto, devido às


EDIFÍCIO PREVISTO

Zona Térmica suas similaridades, em termos de perfil de ocupação, iluminação e equipamentos,


ventilação, sistemas de climatização e condições de exposição solar,…”

443
Balanço energético em edifícios de C&S

Zona Térmica ou Corpo


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O Manual SCE define como:


EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

“…espaço ou conjunto de espaços passíveis de serem considerados em conjunto, devido às


Zona Térmica suas similaridades, em termos de perfil de ocupação, iluminação e equipamentos,
ventilação, sistemas de climatização e condições de exposição solar,…”

O zonamento do edifício de referência é idêntico ao estabelecido para o edifício previsto.

444
Balanço energético em edifícios de C&S

Volumetria
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O levantamento dimensional associado à


volumetria inclui:
• Representação dos espaços em planta (dimensões
EDIFÍCIO PREVISTO

medidas pelo interior)


• Caraterização e dimensão dos elementos da
envolvente
• Pé-direito por espaço
• Orientações do edifício e envolvente
• Coeficientes de redução (bztu)
• Marcação da envolvente
• Dimensões dos elementos de sombreamento

O levantamento dimensional deve ser


complementado com a documentação prevista
no Anexo I do Manual SCE

445
Balanço energético em edifícios de C&S

Volumetria
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O levantamento dimensional associado à


EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

volumetria inclui:
• Representação dos espaços em planta (dimensões
medidas pelo interior)
• Caraterização e dimensão dos elementos da
envolvente A volumetria do edifício de referência
• Pé-direito por espaço
• Orientações do edifício e envolvente é idêntica ao edifício previsto.
• Coeficientes de redução (bztu)
• Marcação da envolvente
• Dimensões dos elementos de sombreamento

O levantamento dimensional deve ser


complementado com a documentação prevista
no Anexo I do Manual SCE

446
Balanço energético em edifícios de C&S

Dados Climáticos
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O cálculo horário é efetuado com base nos dados


meteorológicos de referência para o local e altitude do
edifício

Os dados meteorológicos devem ser obtidos através do


ficheiro [Link], na sua versão mais atual

Link de acesso ao ficheiro


[Link]
setoriais/energia/energias-renovaveis-e-
sustentabilidade/sce-er/

447
Balanço energético em edifícios de C&S

Dados Climáticos
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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

O cálculo do IEEpr deve ser efetuado com


EDIFÍCIO PREVISTO

base nos dados meteorológicos de referência


do [Link]

Para o cálculo do IEEref são considerados os


mesmos dados meteorológicos do edifício
previsto

448
Balanço energético em edifícios de C&S
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Fatores de Eficiência dos


conversão sistemas

Energia Primária Energia Final Energia Útil

449
Balanço energético em edifícios de C&S
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Fatores de Eficiência dos


conversão sistemas

Energia Primária Energia Final Energia Útil

450
Necessidades de energia útil
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As necessidades de energia útil traduzem a quantidade de energia necessária fornecer para


manter as condições de temperatura e, quando aplicável humidade, de conforto

Aquecimento Arrefecimento Preparação de


Desumidificação Humidificação
ambiente ambiente água quente

451
Necessidades de energia útil
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As necessidades de energia útil traduzem a quantidade de energia necessária fornecer para


manter as condições de temperatura e, quando aplicável humidade, de conforto

Aquecimento Arrefecimento Preparação de


Desumidificação Humidificação
ambiente ambiente água quente

452
Necessidades de energia útil
Climatização

Necessidades nominais anuais de energia útil para climatização


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Edifício previsto

Edifício de referência

453
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S
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As necessidades de energia útil para aquecimento e arrefecimento para os edifícios de


comércio e serviços, são determinadas com base num balanço energético anual,
através de metodologia de cálculo horário

Variáveis do balanço energético

• Transmissão de calor
• Ganhos solares
• Ganhos internos
• Ventilação

454
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S
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As necessidades de energia útil para aquecimento e arrefecimento para os edifícios de


comércio e serviços, são determinadas com base num balanço energético anual,
através de metodologia de cálculo horário

Variáveis do balanço energético


▪ Envolvente opaca
• Transmissão de calor
▪ Envolvente envidraçada
• Ganhos solares
• Ganhos internos
• Ventilação

455
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S
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As necessidades de energia útil para aquecimento e arrefecimento para os edifícios de


comércio e serviços, são determinadas com base num balanço energético anual,
através de metodologia de cálculo horário

Variáveis do balanço energético

• Transmissão de calor
▪ Envolvente opaca
• Ganhos solares
▪ Envolvente envidraçada
• Ganhos internos
• Ventilação

456
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Condições Fronteira
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Manual SCE

Variáveis do balanço energético

• Transmissão de calor
• Ganhos solares
• Ganhos internos
• Ventilação

457
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Envolvente Opaca
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Manual SCE
Pontos já analisados:
• Bztu determinado de acordo com as condições fronteira
• Absortância solar (αsol) segundo as considerações já apresentadas
• Levantamento segundo os princípios indicados para a volumetria
EDIFÍCIO PREVISTO

• Inércia térmica segundo as considerações já apresentadas

Ubw ou Ubf
• Elementos em contato com solo (paredes ou pavimentos),
considerar perdas como elemento exterior, não considerando
ganhos solares e efeitos do vento

CDSM
• Para elementos com bztu < 0,70 não são consideradas trocas
térmicas, com exceção dos elementos em contato com edifícios
adjacentes

SDM
• Para os coeficientes de transmissão térmica e inércia térmica,
deve ser considerados tendo como base a introdução dos
constituintes dos materiais que compõe os elementos ou com
introdução das caraterísticas da envolvente e inércia do edifício
458
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Envolvente Opaca
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Manual SCE
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

A absortância solar (αsol) dos elementos da


envolvente opaca devem assumir o valor de 0,4

459
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Pontes térmicas lineares e planas


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PTL em edifícios de comércio e serviços:


O efeito das PTL tem de ser considerado no cálculo das Manual SCE
necessidades de aquecimento do edifício, podendo recorrer a duas
abordagens:
EDIFÍCIO PREVISTO

• Determinação individual de cada PTL, de acordo com a


metodologia apresentada para edifícios de habitação, ou

• Majoração global das necessidades de aquecimento em 5%

Pontes térmicas planas (PTP):


Simplificação não pode ser aplicada se:
• Determinação do coeficiente de transmissão térmica (U) através
de metodologia indicada anteriormente, ou • Existam soluções construtivas que garantam
a ausência ou reduzida contribuição das
Simplificação – Não aplicável a edifícios novos zonas de PTP
(ex: isolamento pelo exterior ou elementos
• Contabilização do efeito das PTP através do agravamento em exteriores de alvenaria de pedra)
35% do valor de U do elemento da envolvente opaca
• Elementos em contato com o solo

460
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Pontes térmicas lineares e planas


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Manual SCE
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

A contabilização das PTL no edifício de referência,


é efetuada da mesma forma que o edifício previsto.

461
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Envolvente Envidraçada
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Manual SCE
Para efeitos do cálculo do DEE, caso o espaço apresente
dormida, deve ser considerado o valor do Uwdn em vez do
EDIFÍCIO PREVISTO

valor de Uw do vão envidraçado

462
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S

Envolvente Envidraçada
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Manual SCE
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Manual SCE

463
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S
© Adene – Agencia para a Energia. Reprodução Proibida, sem autorização expressa. | [Link]

As necessidades de energia útil para aquecimento e arrefecimento para os edifícios de


comércio e serviços, são determinadas com base num balanço energético anual,
através de metodologia de cálculo horário

Variáveis do balanço energético

• Transmissão de calor
• Ganhos solares ▪ Ocupantes
• Ganhos internos ▪ Iluminação
• Ventilação ▪ Equipamentos

464
Necessidades de energia útil
Ganhos internos em edifícios de C&S

Ganhos internos
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Correspondem aos ganhos derivados da libertação de calor resultantes das cargas internas, que no caso dos edifícios de
comércio e serviços são contabilizados individualmente.

Ocupação Iluminação Equipamentos

Aferição da ocupação Aferição da iluminação Aferição dos


média (ou densidade) e prevista ou instalada e equipamentos previstos
perfil de funcionamento perfil de funcionamento ou instalados e perfil de
horário horário funcionamento horário

465
Necessidades de energia útil
Ganhos internos em edifícios de C&S

Ganhos internos
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Potência de Equipamentos máxima [W] 2150


Potência de Iluminação máxima [W] 1600
Segundo a Sexta Sábado Domingo Feriados
Ocupação máxima(Horas) 15
Segundo a Sexta (%)
Sábado Domingo(%) Feriados
(%) (%)
O perfil de funcionamento deve apresentar uma coerente (Horas)
Segundo00h00
a Sexta Sábado Domingo
(%)
- 01h00 15(%) Feriados
(%)15 (%)15 15
(Horas)
distribuição da carga em função da utilização horária (%)
00h00 - 01h00 5 (%)
01h00 - 02h00 15(%)
5 (%)515 515 15
00h00 - 01h00 0
01h00 - 02h00
02h00 5 0
- 03h00 15 05 0515 515 15
01h00 - 02h00 0
03h00
02h00 - 03h00 5 0
- 04h00 15 05 0515 515 15
03h00 - 04h00
02h00 - 03h00 0
04h00 5 0
- 05h00 15 05 0515 515 15
03h00 - 04h00 0
04h00 - 05h00
05h00 5 0
- 06h00 15 05 0515 515 15
04h00 - 05h00 0
05h00 - 06h00
06h00 5 0
- 07h00 30 05 0515 515 15
O perfil de ocupação deve variar em função do número de 05h00 - 06h00 0
06h00 - 07h00
07h00 10 0
- 08h00 70 05 0515 515 15
ocupantes do espaço 06h00 - 07h00 10
07h00 - 08h00 30 0
08h00 - 09h00 85 05 0515 515 15
07h00 - 08h00 20
08h00 - 09h00 75 0
09h00 - 10h00 95 05 0515 515 15
08h00 - 09h00 50
09h00 - 10h00 85 0
10h00 - 11h00 10005 0515 515 15
09h00 - 10h00 90
10h00 - 11h00 100 0
11h00 - 12h00 95 05 0515 515 15
O perfil de iluminação deve representar os períodos de 10h00 - 11h00 100
11h00 - 12h00 100 0
12h00 - 13h00 70 05 0515 515 15
utilização da iluminação assim como a percentagem de 12h00 - 13h00
11h00 - 12h00 100 50 0
13h00 - 14h00 70 05 0515 515 15
12h00 - 13h00 50
13h00 - 14h00 85 0
14h00 - 15h00 95 05 0515 515 15
iluminação ligada 13h00 - 14h00 70
14h00 - 15h00 95 0
15h00 - 16h00 10005 0515 515 15
14h00 - 15h00 90
15h00 - 16h00 100 0
16h00 - 17h00 90 05 0515 515 15
15h00 - 16h00 100
16h00 - 17h00 95 0
17h00 - 18h00 70 05 0515 515 15
16h00 - 17h00 80
17h00 - 18h00 50 0
18h00 - 19h00 45 05 0515 515 15
O perfil de equipamentos deve aproximar-se da utilização dos 17h00 - 18h00 50
18h00 - 19h00 30 0
19h00 - 20h00 25 05 0515 515 15
18h00 - 19h00 20
19h00 - 20h00 25 0
20h00 - 21h00 15 05 0515 515 15
equipamentos instalados, sendo essencial que seja considerado 20h00 - 21h00
19h00 - 20h00 10 5 0
21h00 - 22h00 15 05 0515 515 15
apenas os períodos de utilização durante os intervalos horários 20h00 - 21h00 0
21h00 - 22h00
22h00 5 0
- 23h00 15 05 0515 515 15
21h00 - 22h00 0
22h00 - 23h00
23h00 5 0
- 00h00 15 05 0515 515 15
22h00 - 23h00 0
23h00 - 00h00 5 0 05 05 5
466
23h00 - 00h00 0 0 0 0
Necessidades de energia útil
Ganhos internos em edifícios de C&S

Ganhos internos – Ocupação


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Ocupação
Manual SCE
Densidade de ocupação
EDIFÍCIO PREVISTO

• Determinação da ocupação através de levantamento real


ou previsto (situação de projeto)
• Se não existir informação, recorrer a valor por defeito
(Anexo VII do Manual SCE)
Perfil de funcionamento
• Aferição do perfil horário real ou previsto (situação de
projeto)
• Se não existir informação, recorrer os perfis por defeito
(Anexo VII do Manual SCE)

A iluminação e os equipamentos serão analisados em detalhe no capítulo da Energia Final

467
Necessidades de energia útil
Ganhos internos em edifícios de C&S

Ganhos internos – Ocupação


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Manual SCE
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

A ocupação do edifício de referência


é idêntica ao edifício previsto.

468
Necessidades de energia útil
Balanço energético em edifícios de C&S
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As necessidades de energia útil para aquecimento e arrefecimento para os edifícios de


comércio e serviços, são determinadas com base num balanço energético anual,
através de metodologia de cálculo horário

Variáveis do balanço energético

• Transmissão de calor
• Ganhos solares
• Ganhos internos
▪ Caudais de ar novo
• Ventilação
▪ Caudais de extração de ar

469
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
470
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
471
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Os espaços dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar novo igual ou superior ao caudal de ar
novo mínimo obrigatório, determinado em função no valor máximo obtido da aplicação dos critérios de ocupação e edifício

Requisito de ar novo

Critério Ocupação Critério Edifício

Método analítico Método Prescritivo Método por área

472
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Os espaços dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar novo (QAN) igual ou
superior ao caudal de ar novo mínimo (QANmin)

473
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Adicionalmente ao requisito mínimo indicado, no caso particular


de sistemas de ventilação mecânica, o caudal mínimo de ar
novo a introduzir nos espaços deve ser afetado da eficácia de
remoção de poluentes (ԑv):

Manual SCE

▪ Os valores da eficácia devem ser consultados na Tabela 68 do Manual SCE


▪ Em alternativa, os valores de eficácia podem ser obtido no guia REHVA
(2003) Guidebook n.º 2, Mundl et al
▪ Para sistemas com funções de aquecimento e arrefecimento, selecionar a
opção com o menor valor de eficácia
474
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Isenção do cumprimento do requisito de caudal de ar novo

Os seguintes espaços encontram-se isentos dos requisitos de ar novo:


▪ Corredores, balneários, instalações sanitárias, arrumos, armazéns, cozinhas, copas ou similares;
▪ Espaços técnicos e locais sujeitos a requisitos de higiene e segurança no local de trabalho, relativos à
renovação do ar interior, no âmbito da respetiva atividade, com fontes poluentes específicas e nos quais
são manuseados produtos químicos ou biológicos

Nota

Nas situações de recirculação de ar ou ar transferido de outros espaços, este não deve ser proveniente de IS,
cozinhas, arrecadações, parques de estacionamento, espaços com fumadores e outros espaços com fontes
de contaminação identificadas.
475
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Os espaços dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar novo igual ou superior ao caudal de ar
novo mínimo obrigatório, determinado em função no valor máximo obtido da aplicação dos critérios de ocupação e edifício

Requisito de ar novo

Critério Ocupação Critério Edifício

Método analítico Método Prescritivo Método por área

476
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

O caudal de ar novo (QAN) obtido através do método analítico correspondem ao valor mínimo que garante o
cumprimento do limiar de proteção de CO2 durante o período de ocupação

Parâmetros a ter em conta, para o espaço Manual SCE


em análise

• Dimensões do espaço
• Número de ocupantes
• Nível de atividade metabólica e área
de superfície corporal
• Perfil horário de ocupação do espaço
477
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

(𝐸𝑞. 56)

Concentração CO2 exterior com valor de 390 ppm

478
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

Taxa total de emissão de CO2 pelos ocupantes

Em que:
▪ Mmet,c – Taxa de metabolismo corrigida em função
Em que: da idade dos ocupantes [met]
▪ ADu – Área de DuBois da superfície corporal [m2] ▪ ΔMmet – Acréscimo de taxa de metabolismo em
função da idade [met]
▪ n – Número de ocupantes do espaço [ocupantes]
479
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

Manual SCE Manual SCE

480
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

Para efeitos da aplicação do método analítico, encontra-se disponível folha de cálculo (Qventila)
desenvolvida pelo LNEC

481
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Analítico

Nas situações onde não se disponha de toda a informação necessária para aplicação da equação apresentado,
pode ser aplicado o método analítico em regime estacionário através de:

(𝐸𝑞. 60)

482
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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Os espaços dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar novo igual ou superior ao caudal de ar
novo mínimo obrigatório, determinado em função no valor máximo obtido da aplicação dos critérios de ocupação e edifício

Requisito de ar novo

Critério Ocupação Critério Edifício

Método analítico Método Prescritivo Método por área

483
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Prescritivo
Edifícios em fase de projeto

Informação deve ser obtida, por espaço, com base no projeto de


AVAC. O número de ocupantes deve ser aferido através do
projeto de arquitetura
Edifícios novos
Em que: Informação deve ser obtida, por espaço, com base nas telas
▪ QAN – Caudal de ar novo [m3/h] finais de AVAC. O número de ocupantes deve ser aferido através
do projeto de arquitetura ou no local, caso aplicável
▪ n – Número de ocupantes do espaço [ocupantes]
Edifícios existentes
▪ QAN,Mmet – Caudal de ar novo por ocupante para um
nível de atividade metabólica igual a 1. Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
[m3/([Link])] levantamento efetuado no local e, sempre que não exista
informação, recorrendo às simplificações do Manual SCE

484
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Prescritivo

Em que: Manual SCE

▪ QAN – Caudal de ar novo [m3/h]


▪ n – Número de ocupantes do espaço [ocupantes]
▪ QAN,Mmet – Caudal de ar novo por ocupante para um
nível de atividade metabólica igual a 1.
[m3/([Link])]

485
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Prescritivo Espaços ocupados por pessoas com múltiplos tipos de atividades,
Situações particulares deve ser ajustada a taxa de metabolismo

Em que:
▪ QAN – Caudal de ar novo [m3/h]
QAN,1met – Caudal de ar novo por ocupante para nível de
▪ n – Número de ocupantes do espaço [ocupantes]
atividade igual a 1 met, assumindo o valor de 20
▪ QAN,ocupante – Caudal de ar novo por ocupante m3/([Link])
corrigido pela atividade metabólica
[m3/([Link])]

486
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método Prescritivo Espaços ocupados por pessoas com múltiplos tipos de atividades,
Situações particulares deve ser ajustada a taxa de metabolismo

Manual SCE
Em que:
▪ QAN – Caudal de ar novo [m3/h]
Em que:
▪ n – Número de ocupantes do espaço [ocupantes]
▪ Mmeti – Taxa de metabolismo da
▪ QAN,ocupante – Caudal de ar novo por ocupante atividade i [met]
corrigido pela atividade metabólica
[m3/([Link])] ▪ ni – Número de ocupantes com
a atividade i [ocupantes]

487
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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Os espaços dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar novo igual ou superior ao caudal de ar
novo mínimo obrigatório, determinado em função no valor máximo obtido da aplicação dos critérios de ocupação e edifício

Requisito de ar novo

Critério Ocupação Critério Edifício

Método analítico Método Prescritivo Método por área

488
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método por área

Determinação do caudal de ar novo necessário para


a diluição e remoção de poluentes derivados de:
• Poluentes do próprio espaço
• Materiais de construção, incluindo mobiliário
Em que:
• Atividades desenvolvidas no espaço
▪ QAN – Caudal de ar novo [m3/h]
▪ Aespaço – Área de pavimento do espaço [m2]
Este critério não é aplicável para
espaços com atividade do tipo “sono” ▪ QAN,área – Caudal de ar novo por unidade de área [m3/(h.m2)]

489
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método por área

Manual SCE

490
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de Ar Novo


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE AR NOVO

Método por área

Consideram-se materiais de baixa emissão poluentes os revestimentos e


acabamentos que:
• Não emitam poluentes incluindo:
• materiais cerâmicos ou pétreos sem aplicação de produtos de
revestimento, como tijoleira, azulejo e similares, com exceção do
granito não selado
• materiais metálicos (como aço, alumínio ou similares)
• vidro

• Apresentem certificado ou rótulo que demonstre explicitamente as suas caraterísticas de baixa emissão poluente
(tal situação deve ser demonstrada por relatório de ensaio segundo norma EN ISO/IEC 17025

491
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Consideremos uma sala de reuniões com uma área de 18 m2, um pé-direito de 2,7 m e uma ocupação máxima
de 10 pessoas. O espaço não possui materiais de baixa emissão de poluentes. Sabendo que o sistema de
ventilação apresenta uma eficácia de 0,80 e que o perfil de funcionamento é o apresentado, determine qual o
caudal mínimo de ar novo a garantir no espaço.

Caudal mínimo de ar novo

492
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Critério Edifício

493
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Critério Ocupação
Método Prescritivo

494
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Comparação dos caudais por critério

Caudal mínimo efetivo

495
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Critério Ocupação
Método Analítico Nota Verificação do critério de ocupação pelo método analítico

496
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Comparação dos caudais por critério

Caudal mínimo efetivo

497
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Exemplo 14. Caudais mínimos de ar novo


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Caudal mínimo efetivo

Método prescritivo e por área Método analítico e por área

A aplicação do método prescritivo ou analítico depende do técnico autor do projeto, cabendo ao mesmo avaliar qual a
metodologia a aplicar
498
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
499
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Sistema constituído por componentes, designadamente, aberturas, passagens de ar interiores e condutas, que permitem
assegurar, em termos médios, a renovação de ar sem qualquer sistema mecânico
EDIFÍCIO PREVISTO

Método Base Método Simplificado Método Condicional

Aplicação da EN 16798-7 Aplicação da EN 15242 Aplicação das regras


com as simplificações e
ou metodologia equivalente
adaptações do Manual SCE
previstas no Manual SCE

Folha do LNEC

500
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método base (cap.9 do Manual SCE)


O método base tem como principio o cálculo horário da taxa de renovação de ar segundo os pressupostos da
EDIFÍCIO PREVISTO

norma EN 16798-7, ou outra tecnicamente equivalente, onde são analisados os parâmetros:

▪ Permeabilidade ao ar da envolvente
▪ Dispositivos de admissão de ar situados nas
fachadas Verificação do caudal de ar novo obrigatório
Deve ser garantido que o espaço garante durante pelo
▪ Condutas de ventilação
menos 90% das horas do ano, o caudal obrigatório
▪ Sistemas mecânicos durante o período de ocupação

▪ Efeito da impulsão térmica (ou efeito chaminé)


▪ Ação do vento
501
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método simplificado (Anexo III do Manual SCE)


O método simplificado é apenas aplicável nos espaços onde não se desenvolvam atividades passíveis de
EDIFÍCIO PREVISTO

emissão de poluentes específicos e que não disponham de aparelhos de combustão.

Emissão de poluentes específicos


▪ Este consiste num conjunto de simplificações
e adaptações do método previsto na Norma • Lavandarias • Salas de aulas de artes
EN 15242, previstas no Anexo III do Manual • Perfumarias • Laboratórios de escolas
SCE.
• Farmácias • Estabelecimentos comerciais
▪ Para a sua utilização encontra-se disponível a de mobiliário e madeiras
• Salões de beleza
folha de cálculo do LNEC. • Outros similares
• Lojas de animais

502
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método simplificado (Anexo III do Manual SCE)


O método simplificado é apenas aplicável nos espaços onde não se desenvolvam atividades passíveis de
EDIFÍCIO PREVISTO

emissão de poluentes específicos e que não disponham de aparelhos de combustão.

Janelas Caixas de estore Aberturas Condutas Ventiladores

Aplicação da metodologia é idêntica à analisada para os edifícios de habitação


acrescendo algumas particularidades

503
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método simplificado (Anexo III do Manual SCE)


No caso particular dos edifícios de comércio e serviços, é
EDIFÍCIO PREVISTO

possível contabilizar as aberturas de janelas se cumulativamente


apresentarem:

▪ Posições fixas quando abertas e limitar a infiltração


de água da chuva
▪ Parte da zona aberta acima de 1,8 m do pavimento Tipos de janelas
interior Basculantes, projetantes, oscilo-batentes, de correr ou janelas com
ferragens com meios de fixação de pelo menos duas posições de
▪ No mínimo uma classe 3 de permeabilidade abertura
Limitação da infiltração de água da chuva
Controlo de infiltração de água pode ser realizado através de
palas ou outros elementos exteriores
504
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método condicional (cap.9 do Manual SCE)


O método condicional é apenas aplicável em edifícios até quatro pisos (a contar do solo), nos espaços onde não
EDIFÍCIO PREVISTO

se desenvolvam atividades passíveis de emissão de poluentes específicos e que não disponham de aparelhos
de combustão.
Emissão de poluentes específicos

• Lavandarias • Salas de aulas de artes

• Perfumarias • Laboratórios de escolas

• Farmácias • Estabelecimentos comerciais


de mobiliário e madeiras
• Salões de beleza
• Outros similares
• Lojas de animais

505
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método condicional (cap.9 do Manual SCE)


Este método define o seguinte conjunto de condições que devem ser aplicadas cumulativamente:
EDIFÍCIO PREVISTO

• Não pode ser inferior a 4% da área de pavimento do espaço


Área útil total das aberturas • Atuação das aberturas acessíveis aos ocupantes
na envolvente exterior • Área útil de ter em consideração elementos que reduzem a sua área, tais
como proteções solares fixas e elementos do vão

• Devem ser janelas do tipo basculantes, projetantes, oscilo-batentes, de


correr ou janelas com ferragens com meios de fixação de pelo menos duas
posições de abertura
Ventilação por abertura de • As janelas devem possuir folhas móveis com várias posições ou múltiplas
janelas folhas, para controlo do caudal de ar novo
• Cada janela não pode ter uma área de abertura superior a 1 m2
• Parte da abertura da janela deve situar-se acima de 1,8 m do pavimento
• Permeabilidade ao ar da janela com classe mínima de 3
506
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método condicional (cap.9 do Manual SCE)


Este método define o seguinte conjunto de condições que devem ser aplicadas cumulativamente:
EDIFÍCIO PREVISTO

• O espaço deve apresentar uma densidade de ocupação inferior a 0,2 ocup/m2


Ocupação • Espaços com atividade sono, a admissão de ar deve ser efetuada por grelhas
autorreguláveis

Espaço com aberturas apenas numa fachada


• Profundidade do espaço (distância entre fachada e parede oposta) não
pode exceder 2 x PDmédio ou 7,5 m
Localização das aberturas e Espaço com aberturas em duas fachadas opostas
distâncias de fachadas • Maior distância entre fachadas não pode exceder 5 x PDmédio ou 17,5 m
Espaço com aberturas em duas fachadas adjacentes
• Distância média entre centro das fachadas não pode exceder 5 x PDmédio
ou 17,5 m
507
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Natural
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Método condicional (cap.9 do Manual SCE)


Sempre que as condições apresentadas sejam cumpridas na integra, considera-se que o espaço garante as
EDIFÍCIO PREVISTO

condições de caudais de ar novo obrigatórios

Nas situações de um espaço interior contiguo (espaço B) a um espaço


confinado pela envolvente exterior (espaço A), considera-se que os
caudais de ar novo são regulamentares se:

• Existir abertura permanente de ligação entre os dois espaços com dimensão


não inferior a 8% da área de pavimento do espaço interior (espaço B)
• A área de abertura permanente tem um limite mínimo obrigatório de 2,3 m2

508
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
509
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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Ventilação com recursos a equipamentos mecânicos que visam garantir a renovação do ar interior por insuflação e extração
mecânica
EDIFÍCIO PREVISTO

Caudais de ar novo
Recolha da informação no projeto da
especialidade com complementação
da verificação das chapas nos
equipamentos instalados, quando
aplicável

510
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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Simplificação
EDIFÍCIO PREVISTO

Edifícios existentes
Caso se verifique cumulativamente:
Para a definição do caudal de ar novo por
• Existência de sistemas de ventilação espaço, deve ser aplicado o método
mecânica em funcionamento
prescritivo considerando uma eficácia de
• Ausência de qualquer informação
sobre caudais de ar novo remoção de poluentes de 0,8

511
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
512
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação Mista
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Tipo de ventilação que prevê uma solução mista de ventilação natural e mecânica. A componente de ventilação natural
deve ser determinada através do método base ou simplificado e a ventilação mecânica segundo as caraterísticas dos
equipamentos previstos e rede de distribuição e difusão do ar
EDIFÍCIO PREVISTO

(𝐸𝑞. 63)
Em que:
▪ QAN,mecânico – Caudal de ar novo por ventilação mecânica [m3/h]
▪ QAN,natural – Caudal de ar novo por ventilação natural [m3/h]
▪ tmecânica – Horas de funcionamento diário da ventilação mecânica no período de ocupação [h]
▪ tnatural – Horas de funcionamento diário da ventilação natural no período de ocupação [h]
▪ tocupação – Horas de ocupação diária [h]
513
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Para efeitos do cálculo do desempenho energético, devem ser garantidas as condições definidas na Tabela 101:

▪ Caudal de ar novo – ventilação natural Manual SCE


EDIFÍCIO PREVISTO

▪ Espaços apenas com ventilação natural, considerar o caudal


de ar novo determinado pelo método prescritivo sem o
efeito da eficácia
▪ Caudal de ar novo – ventilação mecânica
▪ Espaços com ventilação mecânica, considerar o caudal
efetivamente introduzido (tendo em conta a eficácia de
remoção poluentes)
▪ Simplificação: Na ausência de melhor informação, exceto
nos edifícios novos, e sempre que se encontre em
funcionamento o sistema de ventilação mecânica, poderá
ser contabilizado o caudal de ar novo pelo método
prescritivo afetado de uma eficácia de remoção de poluente
igual a 0,8 514
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Recuperação de calor e Free-cooling


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Caso o sistema de ventilação apresente sistema de recuperação de calor, deve ser identificada a eficiência da recuperação:

▪ Eficiência de sistema de recuperação de calor


EDIFÍCIO PREVISTO

▪ A eficiência da recuperação deve ser determinada pela equação


indicada, baseada nas normas EN 13141-7 e 13141-8, devendo ser
obtida da ficha técnica do equipamento
▪ Na ausência de informação, exceto em sistemas de ventilação novos,
e sempre que seja comprovada a existência de sistema de
recuperação, poderão ser aplicadas as eficiências da Tabela 67 do
Manual SCE

▪ Free-cooling
▪ O sistema free-cooling, caso exista, deve ser caraterizado indicando o
caudal de ar e set-point de controlo do sistema

515
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Ventilação – Situações particulares


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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Nos edifícios de comércio e serviços deve ser considerado,


EDIFÍCIO PREVISTO

apenas para o cálculo do desempenho energético, valores


de infiltração de ar por espaço segundo a tabela indicada,
sempre que se verifique alguma das seguintes situações:
▪ Espaços do edifício sem sistema de ventilação
▪ Durante o período de não ocupação, em espaços
dotados de ventilação mecânica

516
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Para efeitos do cálculo do desempenho energético de referência, devem ser garantidas as condições definidas na Tabela
102:
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Manual SCE
▪ Caudal de ar novo
▪ Determinar o caudal de ar novo pelo método prescritivo
afetado de uma eficácia de remoção de poluente igual a 0,8
▪ Baixa emissão poluentes
▪ Para os espaços com materiais de baixa emissão de
poluentes, considerar na referência, caudal de ar novo
obtido pelo método área para espaços “sem atividades com
emissão de poluentes” – 3 m3/h.m2
▪ Ventilação mínima obrigatória
▪ Espaços com condições de ventilação específicas (saúde ou
segurança), devem ser considerados os caudais de ar iguais
ao edifício previsto
517
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais de ar novo
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Método Base
Natural
Método Simplificado

Requisito de ar novo
Tipo de Método Condicional
Ventilação Caudais de ar novo
mínimos por espaço
Método Base
Mista
Método Simplificado Requisito extração de ar
Caudais de extração
mínimos
Estratégias de ventilação
Mecânica mecânica
518
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de extração de ar


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE EXTRAÇÃO

As instalações sanitárias dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de extração de ar igual ou
superior ao caudal de extração mínimo obrigatório, determinado em função no valor máximo obtido da aplicação dos
critérios de pontos poluentes e área

Requisito de ar extraído

Critério Poluente Critério Área

519
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de extração de ar


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE EXTRAÇÃO

As instalações sanitárias dos edifícios de comércio e serviços devem apresentar um caudal de ar de extração
(Qext) igual ou superior ao caudal de extração mínimo (Qextmin)

Para efeitos da determinação dos caudais de extração, não deve ser considerada a eficácia de remoção
de poluentes (ԑv)

520
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de extração de ar


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE EXTRAÇÃO

Manual SCE
Critério Poluente
Instalações sanitárias privadas
Caudal de 45 ou 90 m3/h por instalação, dependendo do
funcionamento do sistema

Instalações sanitárias públicas

Determinação do caudal em função do caudal unitário


multiplicado pelo somatório de pontos de poluentes, por
instalação
O caudal unitário depende do tipo de funcionamento do
sistema de extração

521
Necessidades de energia útil
Ventilação em edifícios de C&S

Caudais mínimos de extração de ar


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REQUISITO DE CAUDAL MÍNIMO DE EXTRAÇÃO

Manual SCE
Critério Área
Instalações sanitárias
Caudal de extração determinado com base num valor
unitário de 10 m3/(h.m2) multiplicado pela área do espaço
Este caudal deve ser determinado por instalação

522
Necessidades de energia útil
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As necessidades de energia útil traduzem a quantidade de energia necessária fornecer para


manter as condições de temperatura e, quando aplicável humidade, de conforto

Aquecimento Arrefecimento Preparação de


Desumidificação Humidificação
ambiente ambiente água quente

523
Necessidades de energia útil
Controlo humidade em edifícios de C&S

Necessidades nominais anuais de energia útil para desumidificação e humidificação


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Edifício previsto

Edifício de referência

524
Necessidades de energia útil
Controlo humidade em edifícios de C&S
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As necessidades de energia útil para desumidificação e humidificação para espaços


específicos dos edifícios de comércio e serviços, são determinadas com base num
balanço energético anual, através de metodologia de cálculo horário
EDIFÍCIO PREVISTO

Variáveis de controlo ambiente

• Temperatura ambiente
• Humidade relativa ▪ Variável de controlo ambiente associada com espaços de utilizações
específicas (ex.: piscinas, zonas de arquivos históricos, etc)

Pela sua especificidade, a determinação dos consumos associados com


desumidificação e humidificação geralmente requerem programas de
cálculo mais complexos

525
Necessidades de energia útil
Controlo humidade em edifícios de C&S
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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

As necessidades nominais anuais de energia útil para desumidificação e humidificação de referência


assumem o mesmo valor determinado para o edifício previsto.

526
Necessidades de energia útil
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As necessidades de energia útil traduzem a quantidade de energia necessária fornecer para


manter as condições de temperatura e, quando aplicável humidade, de conforto

Aquecimento Arrefecimento Preparação de


Humidificação Desumidificação
ambiente ambiente água quente

527
Necessidades de energia útil
Preparação de AQS e AQP

Necessidades nominais anuais de energia útil para preparação de AQS e AQP


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Edifício previsto

Edifício de referência

528
Necessidades de energia útil
Preparação de AQS
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As necessidades de água quente sanitária (AQS) em edifícios de comércio e serviços são determinadas com
base no consumo anual de AQS

A energia útil necessária para a preparação de AQS durante um ano (QAQS) é calculada de acordo com a seguinte equação:
EDIFÍCIO PREVISTO

Em que:
▪ CAQS - Consumo anual de AQS (litros/ano)
▪ ΔT - Aumento de temperatura necessário para a preparação de AQS

529
Necessidades de energia útil
Preparação de AQS
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A Portaria n.º 138-I/2021 prevê valores referência

▪ CAQS - Consumo anual de AQS que pode ser obtido na seguinte


EDIFÍCIO PREVISTO

hierarquia:
▪ Registo histórico de monitorização do consumo de água
quente sanitária, caso exista

▪ Estimativa de consumos com base em variáveis ajustadas à


tipologia de utilização do edifício

▪ Litros/pessoa ▪ Litros/duche

▪ Litros/cama ▪ Litros/lavagem

▪ Litros/refeição
530
Necessidades de energia útil
Preparação de AQS
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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

As necessidades nominais anuais de energia útil para preparação de AQS de referência assumem o mesmo
valor determinado para o edifício previsto.

531
Balanço energético em edifícios de C&S
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Fatores de Eficiência dos


conversão sistemas

Energia Primária Energia Final Energia Útil

532
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
533
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
534
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Necessidades nominais anuais de energia final para Iluminação


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Edifício previsto

Edifício de referência

535
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Variáveis de caraterização dos sistemas de


iluminação fixa Exclusões

• Quantidade e potência das lâmpadas Iluminação móvel


• Quantidade de luminárias Dispositivos de iluminação de carácter amovível

• Tipo, quantidade e potência de equipamentos Iluminação dedicada


auxiliares (balastros, transformadores ou drivers)
Iluminação direcionada a objetos com o intuito de
• Tipo e potência dos sistemas de controlo e os realçar
regulação
• Iluminância, quando aplicável

536
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Conceitos de Iluminação

Fluxo luminoso Iluminância


• Símbolo: ϕ • Símbolo: E
• Unidade: lúmen [lm] • Unidade: lux [lx]

A iluminância é o fluxo luminoso que incide


sobre uma superfície (plano de trabalho)
O fluxo luminoso é a quantidade total
de energia luminosa emitida por uma fonte de luz em
todas as direções A iluminância pode ser consulta na norma EN 12464-1 ou EN 12193
(para recintos desportivos)
537
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Luminária Componentes de uma luminária


Invólucro
• Contém todos os componentes, incluindo balastro,
transformadores ou drivers quando não incluídos na lâmpada
Refletor
• Visa direcionar a luz
Lâmpadas
• Elementos produtores do fluxo luminoso
Proteção
• Elemento que permite reduzir o encandeamento de
desconforto e ajudar na distribuição de luz
538
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Lâmpadas

Fluorescente tubular Fluorescente Incandescente Incandescente (halogéneo)

Fluorescente compacta Vapor de sódio Iodetos metálicos LED

539
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Equipamentos Auxiliares
Lâmpadas que necessitam de equip. aux.
• Fluorescentes , fluorescentes tubulares, vapor de mercúrio,
Balastro eletromagnético Balastro eletrónico
vapor de sódio, iodetos metálicos, LEDs.

Lâmpadas que apresentam equip. aux. incorporado


• Fluorescentes compactas, LED compacta.
Driver Transformador
Lâmpadas que não apresentam equip. aux.
• Incandescentes.

540
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Equipamentos Auxiliares
Lâmpadas que necessitam de equip. aux.

Balastro eletromagnético Balastro eletrónico


Balastro Lâmpadas fluorescentes
eletromagnético e fluorescentes tubulares

Balastro eletrónico Todos os tipos de


Driver Transformador
lâmpadas que
Transformador necessitam de equip.
aux.
Driver
541
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Equipamentos Auxiliares
Regras de simplificação

Balastro eletromagnético Balastro eletrónico


Assume o valor de 30%
Balastro da potência total das
eletromagnético lâmpadas da luminária

Balastro eletrónico
Driver Transformador Assume o valor de 10%
Transformador da potência total das
lâmpadas da luminária
Driver
542
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário

Sistemas de controlo

Interruptor Detetor de movimento


Sistemas que visam o controlo do funcionamento
da iluminação dos espaços.
A ativação do sistema de iluminação pode ser
automático ou manual assim como o desligar do
Regulação de luz natural Controlador horário sistema

543
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário
EDIFÍCIO PREVISTO

Para efeitos da determinação do desempenho


energético de edifícios, os sistemas de
iluminação devem ser contabilizados tendo em
consideração as condições de cálculo constantes
na Tabela 101 do Manual SCE

544
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de iluminação fixa nos edifícios de comércio e serviços,


são determinados com base na potência global instalada e em função do seu perfil de
funcionamento, através de metodologia de cálculo horário
EDIFÍCIO PREVISTO

Os consumos de energia associados com a


iluminação dedicada, de emergência e iluminação
exterior são consumos não regulados (tipo T),
contudo, devem ser quantificados.

545
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação


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EDIFÍCIO PREVISTO

Em que:
▪ Ptot – Potência nominal de iluminação fixa do espaço [W]

▪ Foc – Fator de ocupação do espaço

▪ Fd – Fator de disponibilidade de luz natural do espaço

▪ Pc – Potência nominal total dos sistemas de controlo do espaço [W]

▪ Aespaço – Área de pavimento do espaço [m2]

546
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação


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Edifícios em fase de projeto


Potência da iluminação fixa
EDIFÍCIO PREVISTO

Informação deve ser obtida, por espaço, com base no projeto de


iluminação e estudo luminotécnico

Edifícios novos

Em que: Informação deve ser obtida, por espaço, com base no


levantamento efetuado no local e complementado por fichas
▪ Ptot – Potência nominal de iluminação fixa do espaço [W] técnicas dos sistemas
Edifícios existentes
▪ Pi,n – Potência nominal do conjunto lâmpada + equip. aux.
(balastro/transformador/driver) [W] Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
levantamento efetuado no local e, sempre que não exista
informação, recorrendo às simplificações do Manual SCE

547
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação


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EDIFÍCIO PREVISTO

Manual SCE

O fator de ocupação do espaço (Foc) encontra-se associado à


existência de sistema de controlo por ocupação.
• Deve ser consultado na referida tabela do Manual SCE
• Na ausência de sistemas de controlo por ocupação assume
o valor de 1

Como alternativa podem ser usados outros valores,


Nota desde que suportados por cálculo luminotécnico
em programa que cumpra a EN 15193
548
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação


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EDIFÍCIO PREVISTO

Manual SCE

O fator de disponibilidade de luz natural do espaço (Fd)


encontra-se associado à existência de sistema de controlo por
luz natural.
• Deve ser consultado na referida tabela do Manual SCE
• Na ausência de sistemas de controlo por ocupação assume
o valor de 1

Como alternativa podem ser usados outros valores,


Nota desde que suportados por cálculo luminotécnico
em programa que cumpra a EN 15193
549
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação


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Sistemas existentes
Potência do sistema de controlo
Na ausência de melhor informação, pode ser determinada a
EDIFÍCIO PREVISTO

potência nominal dos sistemas de controlo através de:

A potência nominal dos sistemas de controlo do espaço (Pc)


novos ou renovados, deve ser obtida por espaço, com base
Em que:
no projeto de iluminação e estudo luminotécnico
▪ Pc – Potência nominal dos sistemas de controlo do
espaço [W]

▪ Aespaço – Área de pavimento do espaço [m2]

550
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação – Situações Particulares


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Portaria n.º 138-I/2021

Para os casos particulares de espaços que não apresentem


EDIFÍCIO PREVISTO

sistema de iluminação, o valor de DPIinst deve ser


determinado com base em:

Em que:
▪ DPI100lx,máx – Densidade de potência de iluminação
máxima do espaço, por 100 lux, constante na Portaria
n.º 138-I/2021, [(W/m2)/100 lx]
▪ Ēm req – Iluminância média requerida no espaço [lx],
constantes no anexo IV do Manual SCE

551
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação – Situações Particulares


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Anexo IV do Manual SCE

Para os casos particulares de espaços que não apresentem


EDIFÍCIO PREVISTO

sistema de iluminação, o valor de DPIinst deve ser


determinado com base em:

Em que:
▪ DPI100lx,máx – Densidade de potência de iluminação
máxima do espaço, por 100 lux, constante na Portaria
n.º 138-I/2021, [(W/m2)/100 lx]
▪ Ēm req – Iluminância média requerida no espaço [lx],
constantes no anexo IV do Manual SCE

552
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação – Situações Particulares


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Edifícios em tosco ou sem funcionamento


EDIFÍCIO PREVISTO

Nas situações onde não existe sistema de iluminação nem informação sobre o uso efetivo
do espaço, deve ser considerado o valor por defeito, em função do tipo de utilização do
edifício:
Para edifícios de comércio:

Para edifícios de serviços:

Nota Edifícios sem funcionamento onde seja possível identificar os sistemas de


iluminação, tem de ser realizado o levantamento dos mesmos

553
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Perfis de funcionamento
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Anexo VII do Manual SCE

Hierarquia de informação sobre perfis de funcionamento


EDIFÍCIO PREVISTO

• Aferição dos perfis de funcionamento real para os diferentes


sistemas de iluminação fixa, ou perfis previstos (no caso de
edifícios por construir)

• Para os casos em que não seja possível identificar a sua


utilização e regime de funcionamento, devem ser aplicados os
perfis por defeito constantes no Anexo VII do Manual SCE

• Para edifícios sem funcionamento, devem ser considerados os


perfis por defeito

554
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Potência de Iluminação Exterior


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Edifícios em fase de projeto


EDIFÍCIO PREVISTO

Informação deve ser obtida, por espaço, com base no projeto de


Para efeitos da contabilização do consumo de iluminação iluminação e estudo luminotécnico
exterior, deve ser aferida:
Edifícios novos
▪ Potência nominal do conjunto Ptot [W],
lâmpada + equip. aux. Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
▪ Número de horas de funcionamento anuais do sistema levantamento efetuado no local e complementado por fichas
técnicas dos sistemas
Edifícios existentes

Informação deve ser obtida, por espaço, com base no


levantamento efetuado no local

555
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Iluminação de referência em edifícios de comércio e serviços


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Os sistemas de iluminação de referência devem


respeitar as condições de cálculo constantes na Tabela
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

102

A densidade de potência de iluminação de referência é


obtida com base nos valores limite de DPI e a
iluminância dos espaços previstos na norma EN 12464
ou EN 12193

Para a determinação do IEEref não deve ser considerado


qualquer sistema de controlo de iluminação ou outras
soluções de eficiência energética
556
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Densidade de Potência de Iluminação de referência em edifícios de comércio e serviços


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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Em que:
▪ DPI100lx,máx – Densidade de potência de iluminação máxima do espaço, por
100 lux, constante na tabela 25 da Portaria n.º 138-I/2021, [(W/m2)/100 lx]
▪ Ēm req – Iluminância média requerida no espaço [lx], constantes no anexo IV
do Manual SCE

557
Energia Final
Iluminação fixa em edifícios de C&S

Potência de Iluminação dedicada, emergência e exterior de referência


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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Para efeitos do cálculo do desempenho energético do edifício de referência, deve ser considerado os
mesmos pressupostos e parâmetros estabelecidos para o edifício previsto.

558
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
559
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S

Eficiência dos sistemas técnicos para a climatização e AQP


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Edifício previsto

Edifício de referência

560
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S
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Os consumos de energia final de climatização (aquecimento e arrefecimento) e água


quente nos edifícios de comércio e serviços, são determinados com base nas eficiências
nominais dos sistemas de produção.
EDIFÍCIO PREVISTO

As condições a respeitar para a determinação do IEEpr encontram-se


definidas no Manual SCE.

561
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S

Eficiência do sistema produtor para Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)


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Pontos analisados:
▪ A eficiência nominal ou sazonal (para bombas de calor)
EDIFÍCIO PREVISTO

▪ Fator de depreciação em função da idade (Fage) A aferição da eficiência dos equipamentos


▪ As eficiências de sistemas com aquecimento por efeito de
de produção para edifícios de comércio e
Joule e termoacumuladores
▪ As eficiências de sistemas bomba de calor, que não serviços é idêntica à apresentada para
cumpram EN 16147, para AQS
edifícios de habitação
▪ As eficiências para sistemas sem informação disponível
▪ Ausência de isolamento na rede distribuição Serão analisadas em pormenor as situações
▪ Condições particulares dos sistemas de climatização particulares para C&S
▪ Sistema de cogeração, trigeração e outros
▪ Sistemas por defeito

562
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S

Eficiência do sistema produtor para Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)


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Ausência de isolamento na rede de distribuição de água quente


Na ausência de isolamento térmico na rede de distribuição de água quente para aquecimento ambiente ou
EDIFÍCIO PREVISTO

para preparação de AQS que assegure uma resistência térmica de, pelo menos, 0,25 ([Link])/W, a eficiência
dos respetivos sistemas técnicos, no cálculo do Ntc, deve ser multiplicada por 0,9, ou seja:

No referente à metodologia de cálculo para edifícios de comércio e serviços, a eficiência do sistema


produtor não é agravada devido à ausência de isolamento na rede de distribuição de água quente

563
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S

Eficiência do sistema produtor para Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)


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Na ausência de sistemas técnicos para uma determinada função, devem ser considerados os sistemas por
defeito e respetiva eficiência indicados tabela do Manual SCE.
EDIFÍCIO PREVISTO

Nota

Em edifícios de comércio e serviços apenas se


determinam consumos de água quente caso
existam sistemas instalados ou previstos que
possam gerar necessidades.
Como tal, não se encontram previstos
sistemas por defeito para AQS e AQP.

564
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos em edifícios de C&S

Equipamentos auxiliares dos sistemas de climatização


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Torre de
EDIFÍCIO PREVISTO

arrefecimento e Ventiladores
similares

Os consumos dos
equipamentos auxiliares têm de
ser considerados no DEE

Unidades
Bombas
interiores

565
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos

Eficiências de referência dos sistemas em edifícios de comércio e serviços


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Os sistemas de climatização e produção de água


quente (AQS e AQP) de referência devem respeitar as
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

condições de cálculo constantes na Tabela 102

Em função do sistema instalado ou previsto instalar no


edifício previsto, para o cálculo do IEEref devem ser
consideradas as respetivas eficiências de referência,
definidas na Tabela 105 do Manual SCE

Para a determinação do IEEref não deve ser considerado


qualquer sistema de eficiência energética

566
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos

Eficiências de referência dos sistemas em edifícios de comércio e serviços


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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

567
Energia Final
Eficiência dos sistemas técnicos

Equipamentos auxiliares dos sistemas de climatização


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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Para efeitos do cálculo do desempenho energético do edifício de referência, deve ser considerado para os
equipamentos auxiliares, os mesmos pressupostos e parâmetros estabelecidos para o edifício previsto.

568
Energia Final
Parcela das necessidades de energia útil

Parcela das necessidades nominais anuais de energia útil


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Edifício previsto

Edifício de referência

569
Energia Final
Parcela das necessidades de energia útil

A parcela das necessidades de energia útil representa a fração das necessidades supridas por um
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determinado sistema ou equipamento, para cada um dos usos regulados do edifício.

Parcela das necessidades de energia supridas pelo sistema 𝑘


EDIFÍCIO PREVISTO

para o uso 𝑛 e fonte de energia 𝑖

Tipos de uso (n)

• Aquecimento • Desumidificação
• Arrefecimento • Água quente sanitária
• Humidificação • Água quente da piscina

570
Energia Final
Parcela das necessidades de energia útil
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Pressupostos a adotar no cálculo dos IEE

O somatório das parcelas das necessidades de energia para cada


EDIFÍCIO PREVISTO

um dos diferentes usos deve ser igual a 1

Os espaços úteis que não apresentem sistemas de climatização


instalados, devem ser considerados climatizados segundo o
sistema por defeito
Tal como previsto na definição de “Espaço interior útil” constante no DL
101-D/2020

571
Energia Final
Parcela das necessidades de energia útil

No que respeita à determinação da parcela das necessidades de energia útil na referência, para efeitos
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de cálculo do IEE, aplicam-se os mesmos pressupostos apresentados para o edifício previsto

Adicionalmente, quando no edifício previsto as necessidades de energia útil são supridas por um
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

sistema solar térmico, no edifício de referência devem ser considerados os pressupostos constantes
na Tabela 105 do Manual SCE

572
573
Parcela das necessidades de energia útil
Energia Final

Questão 21
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Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
574
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Necessidades nominais anuais de energia final para Ventilação e Bombagem


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Edifício previsto

Edifício de referência

575
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Os consumos de energia final dos sistemas de ventilação e bombagem nos edifícios de


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comércio e serviços, são determinados com base na potência instalada e nas


necessidades ou horários de funcionamento.

UTA e UTAN Climatização

Ventilação Bombagem
VI e VE AQS e AQP

Unidades Hidropressoras
interiores e outras

576
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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UTA e UTAN
Ventilação Função de controlo térmico

Contabilização dos consumos Contabilização dos consumos


de energia através da VI e VE de energia através de cálculo
aplicação do perfil de horário (CDSM ou SDM) com
funcionamento e potência base nas necessidades de
elétrica de cada sistema Unidades energia útil
interiores

577
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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Edifícios em fase de projeto


Parâmetros de caraterização das unidades de Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
EDIFÍCIO PREVISTO

ventilação: projeto de AVAC


• Consumos de energia dos ventiladores e valores
Edifícios novos
de potência específica (SFP)
• Eficiência de sistemas de recuperação de calor Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
levantamento efetuado no local e complementado por
• Arrefecimento gratuito, por controlo dos fichas técnicas dos sistemas
sistemas de ventilação
• Perfis de funcionamento e sistemas de controlo Edifícios existentes
das unidades de ventilação
Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
• Caudais de ar novo e de extração de ar levantamento efetuado no local
• Eficácia de remoção de poluentes Na ausência de alguma informação, deve recorrer-se às
simplificações previstas no Manual SCE

578
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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Na ausência de melhor informação, exceto nos edifícios novos, e desde que se verifique o bom funcionamento do sistema
de ventilação mecânica, devem ser consideradas as seguintes simplificações em edifícios de comércio e serviços:
EDIFÍCIO PREVISTO

▪ Consumo de energia dos ventiladores


▪ O consumo de energia dos ventiladores deve ser determinado
considerando uma potência elétrica SFP= 2000 W/(m3/s),
equivalente a uma categoria SFP 4, de acordo com a Tabela 65
do Manual SCE
▪ Adicionalmente, a determinação dos consumos dos
ventiladores deve ainda ter em conta o acréscimo aos valores
de SFP, apresentados na Tabela 66, em função dos
componentes que constituem o sistema

579
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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O consumo de energia associado com a ventilação


EDIFÍCIO PREVISTO

das unidades interiores, deve ser contabilizada para


efeitos da determinação do desempenho energético
do edifício (DEE). Para tal, deve ser detalhado:
Unidades interiores
• A potência absorvida do ventilador de cada
unidade interior instalada
• Perfil de funcionamento de cada unidade,
dependente de regime horário ou necessidades

580
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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EDIFÍCIO PREVISTO

Unidades interiores

581
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Ventilação Mecânica
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Para efeitos do cálculo do desempenho energético de referência, devem ser garantidas as condições definidas na Tabela 102
do manual SCE:
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

▪ Potência de ventilação
▪ Para ventiladores com uma potência igual ou superior a 750
W no edifício previsto, deve ser efetuada a correção da
potência com base na potência especifica de 1250 W/(m3/s)
▪ Restantes ventiladores considerar a potência igual ao valor
do edifício previsto
▪ Sistemas de eficiência energética
▪ Não devem ser considerado qualquer tipo de sistema de
eficiência energética (free-cooling, recuperação de calor,
variação de caudal, etc)

582
583
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Questões 22, 23
Energia Final
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Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Bombagem
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Climatização
Associadas ao controlo
Bombagem
térmico
Contabilização dos consumos
AQS e AQP Contabilização dos consumos
de energia através da
de energia através da cálculo
aplicação do perfil de
horário (CDSM ou SDM) com
funcionamento e potência
base nas necessidades de
elétrica de cada sistema Hidropressoras energia útil
e outras

584
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Bombagem
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Edifícios em fase de projeto


Parâmetros de caraterização dos sistemas de Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
EDIFÍCIO PREVISTO

bombagem: projeto de AVAC


• Potência elétrica absorvida por cada motor Edifícios novos
elétrico
Informação deve ser obtida, por espaço, com base no
• Contabilização da eficiência do sistema de levantamento efetuado no local e complementado por
bombagem (eficiência do motor e bomba) fichas técnicas dos sistemas

• Perfis de funcionamento e sistemas de controlo


Edifícios existentes
do grupos de bombagem
Informação deve ser obtida com base no levantamento
• Caudais de água efetuado no local

585
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Bombagem
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Na ausência de melhor informação, exceto nos edifícios novos, e desde que se verifique o bom funcionamento do sistema
de bombagem:
EDIFÍCIO PREVISTO

▪ Consumo de energia dos sistemas de bombagem

▪ O consumo de energia deve ser determinado considerando a


potência absorvida pelo grupo eletrobomba, e tendo em
consideração a eficiência global do mesmo (rendimento do
Em que:
motor elétrico e da bomba)
▪ ηglobal – Eficiência global do sistema (inclui motor elétrico e
bomba)

▪ Pútil – Potência elétrica útil [W]

▪ Pabsorvida – Potência elétrica absorvida [W]

586
Energia Final
Ventilação e bombagem em edifícios de C&S

Bombagem
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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Para efeitos do cálculo do desempenho energético do edifício de referência, devem ser considerados os
mesmos pressupostos e parâmetros estabelecidos para o edifício previsto.

587
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
588
Energia Final
Equipamentos em edifícios de C&S

Necessidades nominais anuais de energia final para equipamentos


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Edifício previsto

Edifício de referência

589
Energia Final
Equipamentos em edifícios de C&S

Os consumos de energia final dos equipamentos nos edifícios de comércio e serviços,


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são determinados com base na contabilização da potência e perfil de funcionamento


dos mesmos.
EDIFÍCIO PREVISTO

Parâmetros de caraterização:
Equipamentos
• Identificação do tipo de equipamentos instalados
• Registo da potência unitária de cada equipamento O consumo de equipamentos enquadra-se como
• Perfis de funcionamento consumos não regulados (tipo T), nos quais se incluem :

• Equipamentos de frio, incluindo câmaras de


Para efeitos do cálculo do desempenho energético refrigeração
do edifício (DEE), tem de ser considerada a carga
• Outros equipamentos e sistemas não incluídos nos
térmica libertada pelos equipamentos nos espaços.
consumos do tipo S

590
Energia Final
Equipamentos em edifícios de C&S

Equipamentos a contabilizar para determinação Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)


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▪ Densidade de potência de equipamentos


EDIFÍCIO PREVISTO

Manual SCE
▪ Considerar a potência dos equipamentos
instalados no edifício
▪ Perfil de funcionamento
▪ Considerar os perfis de funcionamento dos
equipamentos de acordo com a utilização real ou
prevista (edifícios em projeto)
▪ Nas situações de edifícios sem funcionamento ou
que não se conhece a sua utilização, recorrer aos
perfis por defeito (Anexo VII do Manual SCE)

591
Energia Final
Equipamentos em edifícios de C&S

Equipamentos a contabilizar para determinação Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)


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EDIFÍCIO PREVISTO

Situações particulares Manual SCE

No caso de edifícios sem qualquer equipamento


instalado, deve ser considerado valores por defeito:

• Edifícios de comércio: 5 W/m2

• Edifícios de serviços: 15 W/m2

592
Energia Final
Equipamentos em edifícios de C&S

Equipamentos de referência a contabilizar para determinação Desempenho Energético dos Edifícios (EDEE)
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EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

Para efeitos do cálculo do desempenho energético do edifício de referência, deve ser considerado para os
equipamentos, os mesmos pressupostos e parâmetros estabelecidos para o edifício previsto.

593
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
594
Energia Final
Energia renovável em edifícios de C&S

Energia produzida a partir de fontes de origem renovável


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Edifício previsto

Edifício de referência

595
Energia Final
Energia renovável em edifícios de C&S

Sistemas solares térmicos


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Na avaliação do desempenho Sistemas solares fotovoltaicos


energético do edifício, deve ser
contabilizada a energia
EDIFÍCIO PREVISTO

proveniente de sistemas que Sistemas eólicos


recorram a fontes de energia
renovável destinada a
Biomassa
autoconsumo nos usos
regulados do edifício (Eren),
variando a metodologia de Geotermia
cálculo em função do tipo de
sistema de produção e da fonte
de energia que o alimenta. Mini-hídrica

Sistemas do tipo bomba de calor


(aerotérmica ou geotérmica)
596
Energia Final
Energia renovável em edifícios de C&S
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Na avaliação do desempenho A metodologia de cálculo para edifícios


energético do edifício, deve ser de comércio e serviços é idêntica à
contabilizada a energia apresentada para edifícios de habitação
EDIFÍCIO PREVISTO

proveniente de sistemas que


recorram a fontes de energia
renovável destinada a
autoconsumo nos usos
regulados do edifício (Eren),
variando a metodologia de
cálculo em função do tipo de Biomassa
sistema de produção e da fonte
de energia que o alimenta.

597
Energia Final
Energia renovável em edifícios de C&S

Biomassa
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A energia produzida por um sistema de queima de biomassa sólida (Eren), é determinada de acordo com a
seguinte equação:
EDIFÍCIO PREVISTO

Aquecimento ambiente

Em que:
Preparação de AQS
▪ Eren – Energia produzida a partir de fontes de origem renovável destinada
a autoconsumo nos usos regulados do edifício

▪ QEn – Necessidades nominais de energia útil para o uso n


Preparação de AQP
▪ ηk,n – Eficiência do sistema k para o uso n

▪ fEk,n – Parcela das necessidades de energia útil do sistema k para o uso n

598
Energia Final
Energia renovável em edifícios de C&S
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Manual SCE
REFERÊNCIA
DE PREVISTO

Para efeitos do cálculo do


desempenho energético do
edifício de referência, não é
EDIFÍCIO
EDIFÍCIO

contabilizado qualquer
contributo renovável.

599
Energia Final
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A energia final corresponde à energia consumida por um equipamento ou sistema para


satisfazer um determinado uso no edifício. A relação entre a energia útil e energia final é
traduzida pela eficiência de desempenho do sistema.

Iluminação Climatização Água Quente Ventilação

Instalações Energia
Equipamentos Bombagem
elevação renovável
600
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Necessidades nominais anuais de energia final para sistemas de elevação


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Edifício previsto

Edifício de referência

601
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Os consumos de energia final dos sistemas de elevação nos edifícios de comércio e


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serviços, são determinados com base na contabilização do período de funcionamento,


de pausa e stand-by dos sistemas.

Sistemas de elevação

Ascensores Escadas e tapetes rolantes

602
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Ascensores
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EMIE
Empresa responsável pela
Medição dos consumos manutenção da instalação
segundo EN ISO 25745-1
EIIE
Entidade inspetora
acreditada pela DGEG

Consumo anual dos


ascensores

Cálculo dos consumos


segundo EN ISO 25745-2

603
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Ascensores
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Nota Caso não seja conhecida a classe energética,


considera-se:
Ed,asc – Consumo de energia diário
▪ Uma classe B para ascensores de tração direta;
da,asc – número de dias de funcionamento
▪ Uma classe C para ascensores de tração com
redutor;
Manual SCE
▪ Uma classe F para os ascensores hidráulicos.

604
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Ascensores
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Manual SCE

Ed,asc – Consumo de energia diário


da,asc – número de dias de funcionamento

Manual SCE

605
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Ascensores
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Ed,asc – Consumo de energia diário


da,asc – número de dias de funcionamento

Manual SCE

Na ausência de melhor informação, na determinação


Nota de lm, podem ser considerados 3 metros por piso.
606
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


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Ed,etr – Consumo de energia diário


da,etr – número de dias de funcionamento

607
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


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Em que: Em que:
▪ Ed,stb – Consumo de energia diário em stand-by ▪ tstb – Período de funcionamento diário
em stand-by
▪ Ed,as – Consumo de energia diário em auto start
▪ tas – Período de funcionamento diário
▪ Ed,vr – Consumo de energia diário em modo em auto start
velocidade reduzida
▪ Pv – Potência de vazio
▪ Ed,v – Consumo de energia diário em vazio (sem
carga) ▪ tvr – Período de funcionamento diário
em modo velocidade reduzida
▪ Ed,cc – Consumo de energia diário com carga
▪ tvn – Período de funcionamento diário
em velocidade nominal

608
609
Manual SCE
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


Energia Final
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610
Manual SCE
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


Energia Final
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Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


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Em que:
N – Número médio de passageiros diários [passageiros/dia]
m – Massa média por passageiro, por defeito assume o valor de 75 [kg/passageiro]
Hetr – Desnível da escada ou tapete rolante [m]
Ltr – Comprimento do tapete rolante [m]
CF – Coeficiente de correção da eficiência em modo descida
Assume o valor 0 com menos de 10 000 passageiros por dia e não regenerativas
Assume o valor 0,5 para mais de 10 000 passageiros por dia ou regenerativas
αetr – Ângulo de inclinação da escada ou tapete rolante

611
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


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Manual SCE

Escadas
(sentido ascendente)

Escadas
(sentido descendente)

Tapetes rolantes

612
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Escadas e tapetes rolantes


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Em que:
▪ tacessórios – Período de funcionamento diário dos acessórios, que na ausência de melhor informação deve tomar o valor igual a 24 [h/dia]

613
Balanço energético em edifícios de C&S
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Fatores de Eficiência dos


conversão sistemas

Energia Primária Energia Final Energia Útil

614
Energia Final
Sistemas de elevação em edifícios de C&S

Fator de conversão de energia final para energia primária


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Edifício previsto

Edifício de referência

615
Energia primária
Fatores de conversão

Os fatores de conversão de energia final para energia primária (Fpu) a utilizar na


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determinação dos consumos nominais anuais de energia primária de edifícios de


comércio e serviços encontram-se definidos na Tabela 106 do Manual SCE.
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA
EDIFÍCIO PREVISTO

616
Energia primária
Fatores de conversão

Os fatores de conversão de energia final para energia primária (Fpu) a utilizar na


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determinação dos consumos nominais anuais de energia primária de edifícios de


comércio e serviços encontram-se definidos na Tabela 106 do Manual SCE.
EDIFÍCIO DE REFERÊNCIA

O desempenho energético em sistemas de cogeração ou trigeração é refletido no fator de


EDIFÍCIO PREVISTO

conversão entre energia final e energia primária publicado pela Direção Geral de Energia e
Geologia (DGEG) após a entidade proprietária dos sistemas ou da rede urbana de produção e
distribuição de calor e frio solicitar o seu cálculo.

Nas situações em que não exista um


fator de conversão publicado, deve ser
considerado o fator aplicável ao edifício
de referência.

617
Edifícios de comércio e serviços
Conteúdos programáticos
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Requisitos de Avaliação de desempenho


desempenho energético energético

Requisitos da envolvente
e sistemas técnicos
618
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos
Portaria n.o 138-I/2021
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Tipo de requisito Categoria Em que consiste

Características técnicas evidenciadas por marcação CE ou etiqueta


Gerais
energética, ou outra documentação técnica oficial
Envolvente
Regras a que um componente se encontra sujeito que afetam o
+ Desempenho energético geral
seu desempenho
Sistemas técnicos
Instalação dos componentes para que estes funcionem em
Instalação correta
conformidade com o propósito para que foram concebidos
Regras com vista a garantir que os sistemas técnicos são
Dimensionamento adequado adequados às necessidades e características do edifício, bem como
às condições de utilização esperadas
Tarefas de teste e ajustamento efetuadas aos sistemas técnicos,
Sistemas Técnicos Ajustamento adequado depois de instalados, com vista ao respetivo funcionamento em
conformidade com as especificações definidas.
Capacidade de regulação e monitorização exigida aos sistemas
Controlo adequado
técnicos em conformidade com as especificações definidas
619
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 620
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalação correta

Requisitos gerais: componentes da envolvente e sistemas técnicos


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A instalação ou renovação deve ser realizada por pessoas singulares ou coletivas


devidamente habilitadas para o efeito e que assegurem a conformidade com a
legislação e regulamentação aplicável em vigor

Os componentes e sistemas técnicos devem de igual modo cumprir com as


normas, a legislação em vigor e, sempre que aplicável, o especificado no projeto,
as instruções de montagem definidas pelos fabricantes e a arte de boa execução

São incentivadas as iniciativas promovidas pelas entidades instaladoras,


designadamente, a aplicação de soluções inovadoras e o reforço da capacitação
técnica e humana e das melhores práticas ambientais e sustentáveis

621
Requisitos dos sistemas técnicos
Ajustamento adequado

Requisitos dos sistemas técnicos


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Testes aos sistemas pelo Formação aos técnicos responsáveis


instalador pelos sistemas

Telas finais
Manuais
Relatório de execução de testes
Catálogos
Fichas de manutenção

622
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 623
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente opaca e envidraçada

Requisitos gerais
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Os elementos da envolvente opaca e envidraçada de edifícios novos ou renovados devem estar devidamente
caracterizados em termos do seu comportamento térmico ou das características técnicas que possam determinar
ou afetar esse comportamento, nomeadamente devem dispor de marcação CE e declaração de conformidade que
declare que o produto cumpre todas as disposições aplicáveis.

Esta caracterização deve ser evidenciada através de documentação e/ou fichas técnicas, bem como de
etiqueta energética emitida no âmbito de sistema de etiquetagem aplicável nos termos de regulamentação
europeia ou nacional em vigor

▪ Nas situações em que os elementos da envolvente de conceção e fabrico individuais se encontrem excluídos da obrigação de
apresentar marcação CE ou declaração de conformidade, o fabricante deve recorrer a procedimentos simplificados de
avaliação de desempenho que permitam caracterizar o respetivo comportamento térmico ou apresentar as características
técnicas que possam determinar ou afetar esse comportamento.

624
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente opaca

Requisitos de desempenho energético geral


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O coeficiente de transmissão térmica superficial (U) de elementos da envolvente opaca de edifícios de comércio e
serviços novos ou renovados não pode ser superior aos valores indicados na Tabela 4 da Portaria n.º 138-I/2021.

625
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente opaca

Isenção do cumprimento dos requisitos


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Zona corrente da envolvente

Os edifícios de comércio e serviços encontram-se isentos do


cumprimento dos requisitos relativos aos coeficientes de transmissão
térmica superficiais aplicáveis à zona corrente da envolvente opaca,
desde que o somatório de energia útil para climatização seja inferior
ao obtido considerando o cumprimento dos mesmos.

626
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente opaca

Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


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que impeçam o cumprimento do requisito

Os elementos da envolvente opaca ficam dispensados do


cumprimento dos requisitos quando na presença de
constrangimentos técnicos ou funcionais.

O técnico autor do projeto deve prever soluções que minimizem a


ocorrência de patologias e promovam a melhoria do conforto dos
espaços.

627
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Requisitos de desempenho energético geral


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O coeficiente de transmissão térmica superficial (UW) de elementos da envolvente envidraçada de edifícios de


comércio e serviços novos ou renovados não pode ser superior aos valores indicados na Tabela 6 da Portaria n.º 138-
I/2021.

O cumprimento dos
requisitos pode ser
avaliado tendo em
conta o valor de UWDN

628
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Isenção do cumprimento dos requisitos


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Envolvente envidraçada

Os edifícios de comércio e serviços encontram-se isentos do


cumprimento dos requisitos relativos aos coeficientes de
transmissão térmica superficiais aplicáveis à envolvente envidraçada,
desde que o somatório de energia útil para climatização seja
inferior ao obtido considerando o cumprimento dos mesmos.

629
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


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que impeçam o cumprimento do requisito

Os elementos da envolvente envidraçada ficam dispensados


do cumprimento dos requisitos quando na presença de
constrangimentos técnicos ou funcionais.

O técnico autor do projeto deve prever soluções que


minimizem a ocorrência de condensações superficiais e
promovam a melhoria de conforto dos espaços.

630
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Requisitos de desempenho energético geral


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Os vãos envidraçados com condição fronteira exterior ou interior com ganhos solares em espaços interiores úteis
devem verificar a seguinte condição:

Portaria 138-I/2021

631
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Isenção do cumprimento dos requisitos


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Envolvente envidraçada

Os edifícios de comércio e serviços encontram-se isentos do


cumprimento dos requisitos relativos ao fator solar, desde que o
somatório de energia útil para climatização seja inferior ao obtido
considerando o cumprimento dos mesmos.

Qualquer vão envidraçado com orientação no quadrante norte,


inclusive, encontra-se isento do cumprimento do requisito
relativo ao fator solar

632
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Envolvente envidraçada

Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


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que impeçam o cumprimento do requisito

Técnico autor do projeto deve prever soluções que minimizem os


ganhos solares e promovam a melhoria de conforto dos espaços

633
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 634
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos gerais
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Os sistemas de ventilação nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

▪ A ventilação nos edifícios deve realizar-se, preferencialmente, de forma natural podendo ser complementada com ventilação
mecânica de forma a assegurar a renovação do ar

▪ A ventilação natural deve ser dotada de meios que permitam limitar a renovação excessiva de ar, assim como prever uma
distribuição adequada das aberturas nos espaços para promover a renovação do ar e evitar zonas de estagnação.

▪ As soluções de ventilação devem cumprir com as disposições relativas aos requisitos acústicos em edifícios previstas na
legislação aplicável

▪ Nos edifícios de habitação, a ventilação é geral para todo o edifício, devendo a admissão de ar ser pelos espaços principais e
extração por espaços de serviços

▪ Nas situações que a ventilação se faça de forma conjunta com a climatização, devem ser garantidos os requisitos aplicáveis
dos sistemas de climatização
635
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos gerais
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Os sistemas de ventilação nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

A caracterização dos elementos do sistema de ventilação deve ser evidenciada através de documentação
e/ou fichas técnicas, bem como de etiqueta energética emitida no âmbito de sistema de etiquetagem
aplicável nos termos de regulamentação europeia ou nacional em vigor

▪ Os elementos que compõem o sistema de ventilação devem cumprir os requisitos de conceção ecológica de produtos da
regulamentação europeia, dispondo de marcação CE e declaração de conformidade, que ateste que o produto cumpre todas
as disposições aplicáveis

636
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação
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Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento da instalação de


meios para limitar a renovação excessiva de ar na ventilação natural

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição que as mesmas não colocam em risco a qualidade do ar e
a garantia da salubridade dos espaços interiores

637
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ O dimensionamento dos sistemas de ventilação, deve garantir os caudais de ar exigidos tendo em vista a promoção da qualidade
do ar interior e a minimização dos consumos de energia associados

▪ No caso que as redes de condutas dos sistemas de ventilação disponham de isolamento, este deve ser instalado preferencialmente
pelo exterior, mas se for instalado pelo interior o isolamento não pode prejudicar a qualidade do ar circulante

▪ Os sistemas de ventilação devem dispor de acessos fáceis para trabalhos de inspeção e manutenção, segundo norma NP EN 12097,
aos componentes:

▪ Filtros ▪ Unidades de tratamento de ar (UTA)

▪ Baterias/permutadores de calor ▪ Unidades de tratamento de ar novo (UTAN)

▪ Tabuleiros de condensados ▪ Ventiladores

▪ Torres de arrefecimento ▪ Redes de condutas

638
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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Requisitos associados às unidades de tratamento de ar (UTA e UTAN)

▪ Instalação de um separador de gotas sempre que o ar passe pelas baterias de arrefecimento a velocidades iguais ou
superiores a 2,5m/s

▪ Instalação de tabuleiros que assegurem a recolha rápida de condensados

▪ Instalação de módulos de filtragem ensaiados de acordo com as normas ISO 16890-1 ou EN 1822-1 de classe adequada, tendo
em conta a qualidade do ar exterior e o tipo de utilização do espaço (EUROVENT 4/23), mantendo-se as regras para
configuração da instalação

▪ Instalação de pressostáto diferencial para monitorização do grau de colmatação dos filtros

▪ Proteção das extremidades das condutas durante o transporte, armazenamento e instalação

639
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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Portaria 138-I/2021

No caso de ventilação mecânica,


encontram-se previstas distâncias mínimas
entre a captação de ar e extração

O valor mínimo de da taxa de renovação Para edifícios de comércio e serviços o requisito de renovação do ar
horária encontra-se definida na tabela 10,
sendo o valor de 0,5 renovações por hora é definido através de um caudal mínimo de ar novo por espaço

640
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação
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Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento das distâncias


mínimas indicadas para admissão de ar novo e emissões de
poluentes

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição que as mesmas não coloquem em risco a qualidade do ar
e a garantia da salubridade dos espaços interiores
O projeto tem de inequivocamente justificar individualmente as
limitações existentes

641
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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Tal como verificado anteriormente, o requisito por espaço de caudal de ar novo é determinado com base
nos critérios de ocupação e edifício

Requisito de ar novo

Critério Ocupação Critério Edifício

Método analítico Método Prescritivo Método por área

642
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ No caso do cumprimento dos requisitos de caudais de ar novo ser assegurado exclusivamente por ventilação natural, considera-se
adequado quando o caudal de ar por espaço seja garantido para 90% das horas do ano, durante o período de ocupação

▪ Os seguintes espaços encontram-se isentos do cumprimento do requisito de ar novo:

▪ Corredores, balneários, instalações sanitárias, arrumos, armazéns, cozinhas, copas ou similares;

▪ Espaços técnicos e locais sujeitos a requisitos de higiene e segurança no local de trabalho, relativos à renovação do ar interior, no âmbito da
respetiva atividade, com fontes poluentes específicas e nos quais são manuseados produtos químicos ou biológicos

▪ Nas situações que exista recirculação de ar ou a ventilação se processe por ar transferido, esse ar não pode ser proveniente de:
▪ Instalações sanitárias, cozinhas, arrecadações, parques de estacionamento, espaços com fumadores e outros espaços com fontes de
contaminação identificadas

643
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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Tal como verificado anteriormente, o requisito por espaço de caudal de ar de extração é determinado com
base nos critérios de poluente e área

Requisito de extração ar

Critério Poluente Critério Área

644
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ As instalações sanitárias devem ser mantidas em depressão relativamente a todos os espaços adjacentes, através de redes de
condutas de exaustão independentes

▪ O cumprimento dos caudais de extração deve ser assegurado através da colocação de aberturas de ar localizadas acima da fonte
poluente. Nos casos de várias fontes para um único volume de ar não compartimentado, poderá ser realizada a extração de ar do
espaço numa abertura única

645
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação
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Constrangimentos de ordem técnica ou funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos caudais de ar


novo e de extração de ar

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição que as mesmas não coloquem em risco a qualidade do ar
e a garantia da salubridade dos espaços interiores

646
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação

Requisitos de controlo adequado


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▪ Os edifícios de comércio e serviços que disponham de ventilação natural, recomenda-se a instalação de um sistema de controlo de
abertura dos dispositivos de admissão e extração de ar através da monitorização permanente de CO2

▪ Sistemas de ventilação mecânica com caudal global de ar novo igual ou superior a 3000 m3/h devem:

▪ Ser integrados num sistema de gestão técnica de energia

▪ A integração deve ser efetuada com recurso a protocolos normalizados ou interfaces que permitam comunicação aberta com outros sistemas

▪ Para as unidades de tratamento de ar (UTA) e unidades de tratamento de ar novo (UTAN):


▪ Adicionalmente à instalação de pressostatos diferenciais para aferição do estado de colmatação dos filtros, deve ser considerado um sistema
de alerta que permita especificação de valor de regulação, para indicação da substituição dos filtros em função do seu estado de colmatação

647
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Ventilação – Radão

Prevenção contra o Radão


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▪ Até à publicação do Plano Nacional do Radão, referido no Artigo 150.º do Decreto-Lei n.º 108/2018, que prevê a caracterização ao
nível nacional das zonas mais suscetíveis à exposição do Radão, devem ser implementadas:

▪ Soluções com vista à redução da concentração do Radão, em edifícios inseridos em zonas graníticas para valores inferiores ao disposto no
artigo 145º do Decreto-Lei n.º 108/2018, de 3 de dezembro, sendo o limiar de 300 Bq/m2

▪ Inserem-se na categoria de zonas graníticas os edifícios localizados nos distritos de:

▪ Braga ▪ Guarda
▪ Vila Real ▪ Viseu
▪ Porto ▪ Castelo Branco

648
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 649
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos gerais
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Os sistemas de climatização nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

▪ São projetados e instalados de forma a permitir uma adequada condução e manutenção durante o seu funcionamento

A caracterização dos sistemas de climatização deve ser evidenciada através de documentação e/ou fichas
técnicas, bem como de etiqueta energética emitida no âmbito de sistema de etiquetagem aplicável nos
termos de regulamentação europeia ou nacional em vigor

▪ Os elementos que compõem o sistema de climatização devem cumprir os requisitos de conceção ecológica de produtos da
regulamentação europeia, dispondo de marcação CE e declaração de conformidade, que ateste que o produto cumpre todas
as disposições aplicáveis

▪ Nos casos em que o projeto dos sistemas de climatização apresente uma potência nominal global superior a 30 kW, o
conteúdo técnico do projeto deve estar em conformidade com o artigo 44º da Portaria n.º 701-H/2008

▪ Nas situações que a climatização seja assegurada por água quente com origem em sistemas solar térmico, devem ser
garantidos os requisitos aplicáveis dos sistemas de preparação de água quente 650
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ Os sistemas de climatização instalados em edifícios novos ou sujeitos a grande renovação devem dispor, de dispositivos que
permitam regulação separada da temperatura em cada espaço e assegurem cumulativamente:

▪ Adaptação automática da potência de climatização dependendo da temperatura

▪ Regulação da potência de climatização, em conformidade com as definições de conforto térmico para o espaço em causa

O requisito aplica-se também a:


▪ Múltiplos geradores de calor ou frio, ligados entre si, e em que a renovação incida apenas numa parte desses equipamentos

No caso de renovações, excluindo grandes renovações, onde seja substituído o gerador de calor ou frio, pode o requisito de
regulação ser observado ao nível da zona térmica e não do espaço

651
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ Toda a rede de transporte de fluidos e respetivos elementos deve


ser isolada em função dos parâmetros das Tabelas 14 a 16 da
Portaria 138-I/2021

▪ No caso de tubagens e condutas com temperatura de fluido


inferior à temperatura ambiente, dispor de barreira contra vapor
▪ Espessuras de isolamento das tubagens (Tabela 14), devem ser
incrementadas em:
▪ +10 mm se elementos se encontrarem no exterior
▪ +20 mm se elementos de fluido frio se encontrarem no
exterior e possuírem um diâmetro superior a 60 mm

▪ Os isolamento térmicos das tubagens instaladas no exterior devem


apresentar adequadas proteções ultravioletas e mecânico

652
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ As espessuras de isolamento previstos nas Tabelas 14 a 16 são


válidas para uma condutibilidade térmica de 0,040 W/(m.℃) a
10℃

Para materiais com condutibilidades térmicas distintas, o


requisito de espessura mínimo deve ser corrigido de forma
a garantir a mesma resistência térmica

Em que:

▪ R – Resistência térmica [(m2.℃)/W]

▪ e – espessura de isolamento [m]

▪ λ – Condutibilidade térmica [W/(m2.℃)]

653
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ O isolamento das tubagens associadas ao transporte do fluido frigorigéneo dos sistemas de expansão direta deve:

▪ Respeitar as instruções definidas pelo fabricante, ou

▪ Garantir o cumprimento das espessuras mínimas de isolamento da tabela 14

▪ As tubagens enterradas devem dispor de proteção mecânica estanque, isolamento térmico e barreira de vapor

Elementos das redes de tubagem e/ou condutas encontram-se isentas da aplicação de isolamento
desde que, dedicadas a um espaço climatizado e não exista possibilidade de condensação

654
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ Sistemas de climatização devem ser dimensionados aferindo as necessidades de aquecimento e/ou arrefecimento, tendo em
conta a utilização prevista do edifício

▪ É obrigatória a instalação de dispositivos que permitam o arrefecimento gratuito (free-cooling) se:

▪ Temperatura e entalpia exterior for inferior à do ar de retorno, e

▪ Soma de caudais de ar de insuflação dos equipamentos dos sistemas “tudo ar” seja superior a 10 000 m3/h

▪ É obrigatória a instalação de sistemas de recuperação Sistemas sem capacidade de recuperação


de energia do ar de rejeição, com mínimo de 50% se de calor latente, aplica-se o valor de 50%
potência térmica de rejeição for superior a 80 kW apenas ao calor sensível

655
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ Sistemas de climatização em edifícios de comércio e serviços devem cumprir que:

▪ A potência elétrica de aquecimento por efeito de joule não excede 5% da potência global de aquecimento, com limite máximo de 25 kW por
fração

▪ Nos sistemas exclusivos de arrefecimento, a potência dos equipamentos destinados a reaquecimento terminal não pode exceder 10% da
potência térmica global de arrefecimento, sendo admissível o recurso a resistência elétrica desde que cumprido o requisito do efeito de joule
indicado

O requisito não é aplicável se o reaquecimento


terminal é obtido por recuperação de calor das
unidades de climatização do sistema arrefecimento

656
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de dimensionamento adequado


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Dispensa do cumprimento dos requisitos


▪ Os requisitos de dimensionamento indicados podem ▪ É obrigatório a repartição da potência de aquecimento
ser dispensados, sempre e quando o seu cumprimento segundo o disposto na Tabela 17 da Portaria 138-I/2021
origine um aumento dos consumos de energia

Justificação do aumento do consumo deve


ser apresentada pelo projetista no projeto
da especialidade

657
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


dimensionamento

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas, conforto
térmico e qualidade do ar interior

658
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de controlo adequado


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▪ Os sistemas de climatização em edifícios de comércio e serviços


devem dispor de controlo que permita pelo menos:

▪ Possibilidade de controlo automático do sistema de climatização


por espaço ou grupos de espaços, em períodos de não ocupação

▪ Possibilidade de parametrização de horários de funcionamento

▪ Os sistemas de climatização devem dispor de pontos de


medição ou monitorização, indicados na Tabela 18 da
Portaria 138-I/2021

659
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização

Requisitos de controlo adequado


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Sistemas de climatização centralizados

▪ Em sistemas centralizados que sirvam várias frações, deve ser previsto:

▪ Dispositivos de contagem dos consumos de energia por cada fração, e

▪ A instalação dos dispositivos deve ser efetuada nas redes de distribuição de água quente e refrigerada, devendo os mesmos ficarem
acessíveis para leitura e manutenção

660
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Climatização
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


controlo adequado

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas, conforto
térmico e qualidade do ar interior

661
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 662
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos gerais
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Os sistemas de preparação de água quente (AQ) nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

▪ São projetados e instalados de forma a permitir uma adequada condução e manutenção durante o seu funcionamento

A caracterização dos sistemas de preparação de AQ deve ser evidenciada através de documentação e/ou
fichas técnicas, bem como de etiqueta energética emitida no âmbito de sistema de etiquetagem aplicável
nos termos de regulamentação europeia ou nacional em vigor

▪ Os elementos que compõem o sistema de preparação de AQ devem cumprir os requisitos de conceção ecológica de produtos
da regulamentação europeia, dispondo de marcação CE e declaração de conformidade, que ateste que o produto cumpre
todas as disposições aplicáveis

▪ Nos casos em que o projeto dos sistemas de preparação de AQ apresente uma potência nominal global superior a 30 kW e/ou
o projeto de sistemas solares térmicos de circulação forçada apresente uma área superior a 15 m² de área de captação, o
conteúdo técnico do projeto deve estar em conformidade com o artigo 44º da Portaria n.º 701-H/2008

663
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos gerais
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Os sistemas de preparação de água quente (AQ) nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

▪ Para a preparação de AQ deve ser privilegiado a utilização de equipamentos com recurso a energia renovável

▪ Os sistemas de preparação de AQ, no referente à preparação e distribuição de água quente sanitária (AQS), devem cumprir
com o Regulamento Geral dos Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagem de Águas Residuais
(Decreto Regulamentar n.º 23/95, de 23 de agosto)

▪ Nas situações que os sistemas de preparação de AQ contemplem a função de climatização, devem ser garantidos os requisitos
aplicáveis dos sistemas de climatização

664
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ Toda a rede de transporte de fluidos e respetivos elementos deve


ser isolada em função dos parâmetros das Tabelas 19 e 20 da
Portaria 138-I/2021

▪ No caso de tubagens e condutas com temperatura de fluido


inferior à temperatura ambiente, dispor de barreira contra vapor
▪ Espessuras de isolamento das tubagens (Tabela 19), devem ser
incrementadas em:
▪ +10 mm se elementos se encontrarem no exterior

▪ Os isolamento térmicos das tubagens instaladas no exterior devem


apresentar adequadas proteções ultravioletas e mecânica

▪ As tubagens enterradas devem dispor de proteção mecânica


estanque, isolamento térmico e barreira de vapor 665
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de desempenho energético geral


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Portaria 138-I/2021
▪ As espessuras de isolamento previstos nas Tabelas 19 e 20 são
válidas para uma condutibilidade térmica de 0,040 W/(m.℃) a
10℃

Para materiais com condutibilidades térmicas distintas, o


requisito de espessura mínimo deve ser corrigido de forma
a garantir a mesma resistência térmica

Em que:

▪ R – Resistência térmica [(m2.℃)/W]

▪ e – espessura de isolamento [m]

▪ λ – Condutibilidade térmica [W/(m2.℃)]

666
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de desempenho energético geral


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Para sistemas solar térmico, acresce:

▪ Os sistemas e/ou coletores solares térmicos devem ser certificados segundo EN 12976 e EN 12975, respetivamente

▪ Sistemas termossifão devem dispor de válvula misturadora

▪ O sistema solar térmico deve ser o único sistema que aquece a parte mais fria do depósito de acumulação

▪ Se a temperatura de estagnação do coletor solar plano for superior a 120℃, os coletores devem possuir quatro tomadas

▪ Nas instalações de sistemas solar térmico compostos por três ou mais grupos autónomos, devem ser previstas a instalação de
válvulas de regulação de caudal

667
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de desempenho energético geral


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Deve ser dado preferência:

Instalação de produtos eficientes que


Instalação de produtos eficientes que
OU conduzam a um elevado desempenho no âmbito de sistema de
possuam rotulagem hídrica
avaliação e classificação de eficiência hídrica

Tal obrigação deve funcionar sem prejuízo do desempenho das redes ou da saúde pública em instalações de uso público

668
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de dimensionamento adequado


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Portaria 138-I/2021
▪ Para o dimensionamento dos sistemas de preparação de água
quente sanitária em edifícios de comércio e serviços, encontram-
se recomendados valores de referência dispostos na Tabela 23

▪ Tipologias sem previsão de consumos, podendo assumir valores


de outras tipologias

▪ Consumos podem assumir outros valores dos tabelados, desde


que justificados pelo autor de projeto

669
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ As redes de distribuição de AQS superiores a 15 metros, entre gerador (ou acumulador) e dispositivo terminal mais afastado,
deverá ser prevista rede de circulação

A obrigação de instalação de rede de circulação pode ser dispensada, caso sejam instaladas
soluções que minimizem os tempos de espera de AQS ou o seu desperdício

Eficiência Hídrica

▪ Os dispositivos terminais devem dispor de soluções que minimizem o consumo de água


▪ Ex.: Arejadores e redutores de caudal, torneiras eco-stop e termostáticas, temporizadores entre outras soluções

670
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de dimensionamento adequado


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Para sistemas solar térmico, acresce:

▪ Recomendação que o sistema solar térmico assegure entre 50 a 70% das necessidades de AQ

▪ Obrigação de instalação de válvulas de regulação de caudal em sistemas centralizados que sirvam vários depósitos ou frações

▪ Vaso de expansão deve ser:


▪ Dimensionado para a temperatura de estagnação
▪ Instalado a jusante da válvula de retenção

▪ Vaso de expansão deve ter capacidade de absorver as dilatações do circuito e receber o líquido expulso durante vaporização

▪ Para sistemas com área de captação superior a 15 m2: o circuito primário deve apresentar uma perda de carga ≤ 4 mbar/m

671
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


dimensionamento

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

672
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de controlo adequado


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▪ Os sistemas de preparação de AQ em edifícios de comércio e


serviços devem dispor de pontos de medição e monitorização,
segundo o disposto na Tabela 24 da Portaria 138-I/2021

673
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de controlo adequado


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Sistemas de preparação de água quente centralizados

▪ Em sistemas centralizados que sirvam várias frações, deve ser previsto:

▪ Dispositivos de contagem dos consumos de energia por cada fração ou edifício serviços pelo sistema

▪ Sempre que exista rede de circulação e retorno de AQS, deve ser previstos mecanismos de controlo horário para minimizar
consumos em períodos de não utilização

674
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente

Requisitos de controlo adequado


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Para sistemas solar térmico, acresce:

▪ Sistemas com área de captação superior a 15 m2, devem dispor de monitorização e registo de produção
▪ Obrigação de controlo para o sistema de apoio, garantindo que apenas funciona quando necessário
▪ Nos sistemas de circulação forçada, a bomba circulação do primário apenas deve funcionar para aproveitamento de energia
solar ou dissipação de energia
▪ Depósitos com resistência elétrica devem possuir relógio programável
▪ Sistemas de controlo devem permitir parametrização e leitura de:
▪ Temperatura do depósito e valor máximo

▪ Temperatura do coletor e valor máximo

▪ Diferencial de temperatura entre zona mais quente do coletor e zona mais fria do depósito

675
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Água quente
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


controlo

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

676
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 677
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de desempenho energético geral


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Os sistemas de iluminação fixos nos edifícios novos ou renovados, devem garantir que:

▪ São projetados e instalados de forma a permitir uma adequada condução e manutenção durante o seu funcionamento

A caracterização dos sistemas de iluminação fixos deve ser evidenciada através de documentação e/ou
fichas técnicas, bem como de etiqueta energética emitida no âmbito de sistema de etiquetagem aplicável
nos termos de regulamentação europeia ou nacional em vigor

▪ Os elementos que compõem o sistema de iluminação fixo devem cumprir os requisitos de conceção ecológica de produtos da
regulamentação europeia, dispondo de marcação CE e declaração de conformidade, que ateste que o produto cumpre todas
as disposições aplicáveis

678
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ Os sistemas de iluminação fixa devem dispor de uma densidade de


potência de iluminação (DPI) [(W/m2)/100 lx], inferior ao valor
indicado na Tabela 25 da Portaria 138-I/2021

▪ Para a aferição do valor de DPI [W/m2], devem ser consultados os


valores de iluminância com base no tipo de utilização do espaço,
apenas nas normas EN 12464-1 ou EN 12193 (recintos desportivos)

Exclusões do requisito de DPI [(W/m2)/100 lx]:


▪ Iluminação de emergência
▪ Iluminação dedicada de montras e expositores
▪ Iluminação em recintos para prática desportiva em regime de alta
competição e com transmissão televisiva

679
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ Os sistemas de iluminação devem respeitar requisitos de


projeto e qualidade dos equipamentos e elementos
aplicáveis no âmbito da legislação e normas, nomeadamente NP EN 12464-1 (extrato da norma)
para a ergonomia, segurança e higiene no trabalho

▪ No projeto de iluminação fixa deve ser considerado:

▪ Luminárias com elevado rendimento e grupos óticos com


controlo de encandeamento adequado aos níveis de índice
unificado de encandeamento (UGR)

▪ Equipamentos de controlo e regulação de fluxo eficientes,


instalados para funcionamento automático/individual ou
ligados em rede para gestão centralizada

680
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ O dimensionamento dos sistemas de iluminação fixa deve


ser realizado:
NP EN 12464-1 (extrato da norma)
▪ Tendo por base os níveis de iluminância, controlo de
encandeamento, índice de restituição cromática e uniformidade
por cada espaço, em função da utilização, segundo norma EN
12464-1 ou EN 12193 (aplicável para edifícios ou recintos para
prática desportiva)

▪ A iluminância dos espaços deve cumprir os valores indicados


nas normas referidas, não podendo exceder em mais de 30%
esses valores

▪ A verificação dos níveis de iluminância deve ser realizada através Em alternativa, a verificação dos níveis de iluminância para
de estudo luminotécnico com recurso a programa de utilização edifícios construídos, pode ser efetuada através de medição
independente e adequado à norma EN 15193 por espaço segundo EN 12464-1

No estudo luminotécnico ou medição de níveis de iluminância, não deve ser


contabilizado o contributo de iluminação natural, móvel, de montras e expositores
681
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de dimensionamento adequado


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EN 12464-1: 2021 (extrato da nova versão da norma)

Requisitos associados a Parâmetros dos


tarefas ou atividades espaços

Para efeitos da consulta do valor de iluminância, para a verificação da densidade de potência de


iluminação (DPI), deve ser consultado o valor mínimo obrigatório

682
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


dimensionamento, referentes ao projeto de iluminação fixa e
verificação dos níveis de iluminância

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

683
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de controlo adequado


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▪ Os sistemas fixos de iluminação, devem recorrer à segregação dos circuitos elétricos de potência:
▪ Utilização de circuitos independentes por cada zona funcional;

▪ Adoção de circuito elétrico independente que alimente as luminárias junto às janelas

▪ Adoção de circuitos elétricos independentes por filas de luminárias, paralelas ou alternadas entre si

▪ Adoção de circuitos independentes para as luminárias das circulações

▪ Os sistemas de iluminação com equipamentos elétricos auxiliares (balastros ou drivers), dispensam a segregação de
circuitos, desde que se encontrem ligados uma comunicação com sensores ou detetores para controlo e regulação da
iluminação que promovam o mesmo efeito da segregação de circuitos

684
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Requisitos de controlo adequado


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▪ Os sistemas de iluminação novos ou renovados devem instalar


soluções de controlo e regulação segundo as funções por tipo
de espaço indicadas na Tabela 26 da Portaria 138-I/2021
▪ O requisito para sistema de iluminação renovado apenas se
verifica se a área dos espaços renovados perfaça pelo menos 25%
da área total de pavimento do edifício

▪ Os sistemas de controlo devem funcionar em protocolo


normalizado aberto, ou possuir interfaces que permitam
comunicar abertamente com outros sistemas, facilitando a
integração em sistemas de gestão de energia

685
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


controlo

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

686
687
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Iluminação fixa

Questão 24
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Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 688
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Produção de energia elétrica

Requisitos gerais
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Os sistemas de produção de energia elétrica em edifícios novos ou renovados, devem obedecer:

▪ Sistema seja enquadrado em função da atividade, nos termos da legislação aplicável, nomeadamente:
▪ Autoconsumo renovável individual

▪ Autoconsumo renovável coletivo

▪ Cogeração

▪ Avaliação em função do consumo de energia do edifício e eventual necessidade de injeção na rede, de forma a realizar-se um
adequado dimensionamento da produção e desempenho

689
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Produção de energia elétrica

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ O dimensionamento das unidades de produção para autoconsumo (UPAC), nos termos do Decreto-Lei n.º 162/2019,
deve promover a otimização da relação entre a produção e consumo de energia da própria instalação

▪ O dimensionamento das instalações de cogeração, nos termos do Decreto-Lei n.º 23/2020 na sua redação atual, deve ser
realizado com o objetivo de dar resposta às necessidade de energia térmica e de eletricidade do edifício

690
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Produção de energia elétrica

Requisitos de controlo adequado


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As unidades UPAC devem dispor de sistemas de


contagem de energia
Sistema de contagem deve cumprir
Regulamento Técnico e de Qualidade,
previsto no DL n.º 162/2019
Sistemas UPAC centralizados que sirvam várias frações,
devem dispor de sistemas de contagem de energia por
fração

Sistemas UPAC > 30 kWp devem permitir a sua A integração deve ser efetuada com
integração num sistema de gestão técnica de energia recurso a protocolos normalizados

691
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Produção de energia elétrica
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento dos requisitos de


controlo associados à integração de sistema de gestão técnica de
energia

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

692
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 693
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Automatização e controlo

Requisitos gerais
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Os sistemas de automatização e controlo em edifícios novos


ou renovados, devem aos seguintes requisitos:

▪ A adoção de SACE deve ser realizada em função da potência


nominal global, segundo o disposto na Tabela 27 da Portaria 138-
I/2021

Para sistemas abaixo de 100 kW, a instalação SACE deve assegurar o cumprimento dos
requisitos de controlo adequado aplicáveis, individualmente, a cada sistema técnico abrangido

694
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 695
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalações de elevação

Requisitos de desempenho energético geral


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▪ Os ascensores, escadas mecânicas e tapetes rolantes a instalar


devem cumprir a classe de eficiência mínima da Tabela 29 da
Portaria 138-I/2021

▪ O requisito associado à classe deve ser evidenciado por


documentação, fichas técnicas ou etiqueta energética afeta a
sistema de etiquetagem aplicável

▪ A verificação do requisito da classe energética deve ser


evidenciada por:
▪ Cálculo ou simulação, na fase de projeto

▪ Cálculo ou medição, na fase de execução

696
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalações de elevação
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento do requisito da


classe de eficiência

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

697
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalações de elevação

Requisitos de dimensionamento adequado


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O dimensionamento deve ser realizado tendo por base:

▪ A determinação das necessidades de elevação previstas para o edifício

▪ A contabilização dos parâmetros que se considerem pertinentes e que afetem o desempenho do sistema, tal como:

▪ A utilização prevista do edifício

▪ A função dos sistemas de elevação

698
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalações de elevação

Requisitos de controlo adequado


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Controlo de iluminação da cabine


Sistemas de controlo em ascensores
Funcionalidades cumulativas
Sistema de regeneração de energia

Power off – interrupção da alimentação elétrica do motor


Sistemas de controlo em escadas
mecânicas e tapetes rolantes Slow speed – redução da velocidade na ausência de passageiros
Pelo menos uma das funcionalidades

Auto start – arranque automático após posição estacionária e deteção de passageiros

699
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Instalações de elevação
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento do requisito de


controlo adequado

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

700
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Tipos de categorias de requisitos

Veículos elétricos Envolvente opaca e envidraçada


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Instalações de
Ventilação
elevação

Automatização
Climatização
e controlo
Requisitos da envolvente e
sistemas técnicos
Edifícios de C&S
Produção de
Água quente
energia elétrica

Iluminação 701
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos

Requisitos de dimensionamento adequado


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▪ Os edifícios novos ou sujeitos a grandes renovações devem prever a disponibilização de uma potência mínima de carregamento
de veículos elétricos, segundo o disposto na Portaria n.º 220/2016

▪ Suporte a futura infraestrutura de pontos de carregamento de veículos elétricos

Suporte a uma infraestrutura para carregamento para 1 em cada 5 lugares de estacionamento + 2 postos de carregamento VE

Apenas aplicável se:


Edifícios novos:
▪ Parque de estacionamento se encontre localizado no interior do edifício, ou
▪ Parque localizado adjacente ao edifício

Edifícios sujeitos a grandes renovações:


▪ Medidas de renovação incluam o parque de estacionamento interior ou as infraestruturas elétricas do edifício, ou
▪ Medidas de renovação incluam o parque de estacionamento adjacente ou as infraestruturas elétricas do parque

702
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento do requisito de


dimensionamento adequado

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

703
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos

Requisitos de controlo adequado


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As infraestruturas de carregamento de
VE devem dispor cumulativamente:

Sistema de controlo de carga


Sistemas de contagem de energia
segundo artigo 2º da Portaria n.º 220/2016

704
Requisitos da envolvente e sistemas técnicos
Infraestruturas de carregamento de veículos elétricos
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Constrangimentos de ordem técnica, funcional


que impeçam o cumprimento do requisito

Perante limitações que impeçam o cumprimento do requisito de


dimensionamento adequado

Técnico autor do projeto deve adotar soluções alternativas, sob


condição de promover a redução dos consumos de energia e de não
colocar em risco o correto funcionamento dos sistemas

705
Edifícios de comércio e serviços
Conteúdos programáticos
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Requisitos de Avaliação de desempenho


desempenho energético energético

Requisitos da envolvente
e sistemas técnicos
706
Requisitos de desempenho energético
Classe energética

O processo de avaliação do desempenho energético do edifício culmina com a determinação da


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respetiva classe energética do edifício, que tem por base alguns dos indicadores energéticos
apresentados anteriormente

▪ Nos edifícios de comércio e serviços, a classe energética é determinada em função do rácio de classe
energética (RIEE), que resulta da relação entre os consumos regulados de energia primária determinadas para
o edifício previsto (IEEpr,S), tendo em conta o contributo de fontes de energia renovável (IEEpr,ren) e os de
referência (IEEref,S), conforme a seguinte equação:

707
Requisitos de desempenho energético
Classe energética
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A classe energética é obtida pela correspondência entre o valor de RIEE e os intervalos


apresentados na Tabela 109 do Manual SCE

708
Requisitos de desempenho energético
Classe energética

Os edifícios de comércio e serviços novos devem verificar o cumprimentos dos requisitos


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desempenho energético indicados na Tabela 3 do Despacho 6476-E/2021

709
Requisitos de desempenho energético
Classe energética

Os edifícios de comércio e serviços sujeitos a grande renovação devem verificar o cumprimentos dos
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requisitos desempenho energético indicados na Tabela 4 do Despacho 6476-E/2021

Os edifícios sujeitos a grande renovação ficam dispensados dos requisitos de desempenho energético, de forma
individual, sempre que se verifiquem constrangimentos técnicos ou funcionais
710
Requisitos de desempenho energético
Indicador de energia primária renovável

Os edifícios de comércio e serviços novos ou sujeitos a grande renovação devem


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apresentar um nível mínimo de energia primária renovável mediante os indicadores


de energia primária renovável RenC&S

▪ O valor de RenC&S é obtido pela relação entre a energia primária total renovável para autoconsumo nos
usos regulados do edifício e a energia primária total para o uso de AQS, conforme a seguinte equação:

711
Requisitos de desempenho energético
Indicador de energia primária renovável
Despacho n.º 6476-E/2021
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O indicador de energia primária renovável apenas é aplicável se existirem necessidades de AQS


Em edifícios sujeitos a grande renovação, o cumprimento deste requisito é obrigatório quando
renovados, cumulativamente, a rede de distribuição e o sistema produtor de AQS
712
712
Requisitos de desempenho energético
Indicador de energia primária fóssil

Os edifícios de comércio e serviços novos ou sujeitos a grande renovação devem apresentar


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um nível limitado de energia primária fóssil para consumos regulados mediante os indicadores
de energia primária fóssil IEEfóssil,S

713
Requisitos de desempenho energético
Indicador de energia primária fóssil
Despacho n.º 6476-E/2021
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714
Requisitos de desempenho energético
Edifício de necessidades quase nulas de energia
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Classificação como edifício de necessidades quase nulas de energia (NZEB)

▪ São edifícios com necessidades quase nulas de energia (NZEB) os edifícios de comércio e serviços que
verifiquem o cumprimento das condições previstas para os edifícios novos indicadas na Tabela 3 do Despacho
n.º 6476-E/2021

Requisitos de desempenho energético

Edifícios em tosco ficam dispensados do


cumprimento dos requisitos, não
obstante da obrigação integral dos
mesmos para a emissão do primeiro
certificado energético em
funcionamento

715
716
Requisitos de desempenho energético

Questão 25
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717
Agradecemos a sua atenção
Fim do tema 3
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