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A Linguagem das Cores: Escute-as!

Estudo sobre as cores

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Alícia Tatar
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A Linguagem das Cores: Escute-as!

Estudo sobre as cores

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AS CORES FALAM, APRENDA A ESCUTÁ-LAS

As cores falam. Ás vezes elas falam alto. Outras baixinho como em sussurros. Ás vezes elas falam
devagar e pausado. Outra vezes acaramelado. E há quem diz que elas falam grosso. Ás vezes elas
falam entrecortado. Outras falam sem pausa nem intervalo rapidinho e sem respirar. A nós fica
escutar.
Que as cores falam é um fato. O que eu gostaria de contar a vocês é como é essa língua das cores
e dar um mini dicionário ilustrado com o qual poderão se virar nas mais diversas situações.
Vamos começar pelo começo dizendo que a cor é um sensação visual, a sensação da luz. E isso que
parece simples já diz muito porque entramos no mundo dos sentidos e das percepções. Ou seja, da
forma em que conhecemos o mundo e nos relacionamos com ele.
Desde os primeiros homens e ao longo da humanidade, até os dias de hoje, aprendemos a
importância das cores na nossa vida seja com fins decorativos, simbólicos ou funcionais. Isso
virou matéria de estudo quando em 1810 Goethe escreveu que as cores "podem ser utilizadas para
certos fins sensíveis, morais e estéticos" no livro "A Doutrina das cores".

De lá para cá não temos dúvidas do poder das cores na comunicação visual. Basta googlear
"Psicologia das Cores" e teremos infinitos recursos a nossa disposição que abordam a forma em
que as cores comunicam e como podemos usá-las no marketing, no desenvolvimento de
produtos, na nossa imagem pessoal. Os usos são infinitos. Tanto quanto os artigos de qualidade que
falam sobre isso. Por isso o foco deste artigo é sobre aprender a ouvir as cores, não somente vê-las, mas
ouví-las. Porque como disse antes, elas falam. Sim, falam.
Vou explicar a distinção entre ver cores e escutar cores. Dessa forma vamos decifrando a língua
das cores. Quando vemos uma cor, o primeiro que vemos é o matiz. Vemos se ele é amarelo, verde,
azul, marrom, branco, preto, vermelho, violeta, laranja, cinza. Esse é o matiz, também chamado de
família de cor. O matiz é fundamental porque traz o conteúdo psicológico da cor. De fato, todos os artigos
que abordam a questão da psicologia das cores o fazem em função do matiz. Assim dizemos que
vermelho é a cor da paixão, amarelo é a cor da alegria, verde é a cor da natureza... e assim vai.

O importante é que o matiz acaba sendo a ponta de um iceberg. E aí é onde vemos a importância
de não somente ver mas escutar as cores. Quando vamos a escutar qualquer coisa, o volume é
fundamental. Há sons altos e outros baixos. Há sons agudos e sons graves. E com as cores é igual. Mas,
muito melhor do que falar... é escutar. Escute por você mesmo como estas cores falam.

Veja se consegue diferenciar quais falam mais alto e quais falam mais baixo.

E agora, consegue diferenciar quais falam mais agudo e quais falam mais grave?

E ainda consegue diferenciar quais falam mais pausado e quais falam mais rápido?
Caso fiquem dúvidas :) aí vai um pequeno guia - o mini dicionário ilustrado do qual falei lá no
começo do post - que ajudará a você também falar a língua das cores. E antes de que você ouse
pensar que pode ser difícil, essa língua se limita a poder diferenciar entre cores cálidas e cores
frias; cores claras e escuras; cores vibrantes e cores apagadas. Aperta play!
- As cores cálidas típicas são vermelho, laranja e amarelo. Elas remetem ao sol, ao fogo e ao calor e
tê m a habilidade de trazer força, calor e personalidade a qualquer composição colorida. São cores que -
em linhas gerais - falam mais rápido e mais alto. Mas isso pode variar de acordo a que se são também
cores claras, ou cores escuras, ou cores vibrantes ou cores apagadas.

- As cores frias típicas são verde, azul e violeta. Nos fazem lembrar da á gua e do cé u, e normalmente
provocam calma e relaxamento. Podem também ser sinal de frieza, distâ ncia e formalidade, muito
dependendo da tonalidades. São cores que - em linhas gerais - falam mais devagar e mais baixo. Mas, de
novo, isso pode variar de acordo a que se são também cores claras, ou cores escuras, ou cores vibrantes
ou cores apagadas.

- Cores claras sã o todas as que trazem branco na sua mistura; elas passam sensaçã o de descanso,
quietude, inocê ncia e/ou relaxamento. São cores que falam mais baixo, podem falar mais ou menos em
sussurro, mas sempre com calma e devagar, em forma pausada.

- Cores escuras sã o as que trazem preto na sua mistura. Essas tonalidades transmitem seriedade,
sofisticaçã o, maturidade e/ou dramaticidade. São cores que também falam mais baixo mas ao mesmo
tempo são cores mais graves. Há uma densidade maior nestas cores que podem fazer que a conversa
fique mais lenta e pesada.

- Cores vibrantes sã o todas aquelas que mais se aproximam da versã o “pura” da cor, sã o muito vistosas
e atraem muito o nosso olhar, chamam muito a nossa atençã o. Estas tonalidades inspiram excitaçã o,
alegria, movimento, açã o e/ou dinamismo. Sempre falam mais alto e também um tanto agudo, falam em
ritmos mais rápidos e intensos.

- Cores apagadas tê m o cinza na sua mistura. Sã o cores de alguma forma similares à s cores claras, mas
dependendo de quã o “sujas” elas sejam, podem parecer sé rias, sem vida ou antigas. São também cores
que falam mais baixo, talvez mais silenciosas do que as próprias cores claras. Elas têm uma cadência
mais lenta, pode até chegar a ser entrecortada.
E uma última dica muito, mas muito importante: lembra que as cores são relativas e é na comparação que
as características das cores se revelam. Assim uma cor que fala baixo do lado de outra pode falar mais alto
se comparada com uma terceira. ok?

COMO COMBINAR CORES E SAIR DO BÁSICO


Todos temos uma ideia de quais cores gostamos mais e quais cores gostamos menos. "Eu adoro
azul", dirão uns. "Eu não vivo sem verde", dirão outros. E há quem não resiste ao amigável
laranja. Mas... o que a gente faz com uma única cor? Pouco para falar verdade. Mesmo se você
decidir cair na tendência dos monocromáticos precisará usar diferentes tonalidades para dar
algum movimento na composição. Caso contrário, corre altos riscos de ficar muito (mas muito)
sem graça, ou o que é pior, confuso.
E não somente precisamos saber cominar cores, nos dias de hoje em que é tão valorizada a
identidade visual (de pessoas, espaços, marcas e produtos) é desejável sair do básico.

O que me faz lembrar à conversa que tive esta semana com a ex-aluna da Jornada da Cor, Fê Ávila.
Fernanda trabalha com gestão de imagem e comportamento e ela tem uma metodologia em que busca
dar vazão ao "fator Uau" de cada pessoa, marca ou empresa com a qual trabalha [o bate papo completo
está no IGTV de @coreslovers].

Depois de terminado o nosso papo fiquei pensando em uma forma de usar cores para sair do
básico. E nada melhor do que mostrar possibilidades usando o kit de papéis coloridos de Cores Lovers
(bônus exclusivo para os alunos do curso Jornada da Cor).

E deixa te contar como vou fazer: vou partir sempre de uma cor, tendo em mente aquela ideia que todos
sabemos que gostamos muito de uma cor, essa "uma" cor será a primeira cor escolhida para a paleta de
cores. A partir dela vou dar sugestões de outras cores para combinar, explicando o meu raciocínio em
cada caso. Mas antes três esclarecimentos:

- para fazer estas 10 paletas coloridas vou relevar a questão de pensar no objetivo da paleta de cores,
vou me centrar nas tonalidades e suas possibilidades.
- fiz todas as paletas de três cores, exceto um par que têm quatro cores, por nada especial. Geralmente
me parece que três é um bom número de cores em um esquema para combinar.
- estas paletas também não consideram o efeito da proporção no uso das cores, algo que normalmente
acontece mas aqui deixei de lado para, de novo, focar nas tonalidades.

1. Ponto de partida: laranja intenso. Aqui foi


simples, busquei as cores que formam laranja
(amarelo e vermelho) e em tonalidades
igualmente vibrantes. Ou seja que o maior
contraste é o de cor mesmo.
2. Ponto de partida: poderia ser qualquer
uma das três cores. O que busquei aqui é que as
cores tenham intensidade semelhante, são todas
de saturação média (nem muito vibrantes, nem
muito apagadas). Ao igualar as cores nesse
sentido, o contraste maior é o de cores mesmo.
Como podem ver é uma paleta com uma
inspiração candy colors :)

3. Ponto de partida: vermelho. Aqui o primeiro


que pensei foi em combinar cores igualmente
escurecidas. Este vermelho não é super
escurecido (o violeta acaba sendo um pouco
mais) mas também não é um vermelhão
vibrante. Ainda podemos pensar que vermelho +
azul = violeta. Mas quer saber? Isso percebi
somente agora que estou escrevendo :)

4. Ponto de partida: poderia ser qualquer


uma das três cores. O que pensei aqui foi em
fazer uma escala cromática mesmo. Muito na
moda hoje! Fazer escala cromática sempre é uma
boa saída. Veja que as cores mesmo sendo mais
claras e mais escuras ainda ficam unificadas ao
redor do mesmo grau de saturação.

5. Ponto de partida: comecei a pensar esta


paleta com a ideia de misturar vários
contrastes. Como optei por todas tonalidades
de verde, não há contraste de cor mesmo, mas de
tonalidades. Há contraste de mais escuro com
mais claro e também de mais apagado com mais
vibrante. Há bibliografia de cores que indica que
este último contraste de mais apagado com mais
vibrante é errado. Se me conhece um pouco, sabe
o que penso disso. Nada! Tudo depende da sua
intenção na hora de comunicar com cores :)
6. Ponto de partida: agora com quatro cores e
uma proposta similar à anterior. A diferença
aqui é que todas as tonalidades são apagadas. Há
mais claras e mais escuras, mas todas são
apagadas. E sim, comparativamente o laranja da
esquerda é um tantinho mais vibrante do que as
restantes.
7. Ponto de partida: a minha ideia era criar
um contraste de temperatura. Comecei pelo
azul e o primeiro que peguei foi um vermelho, no
fim das contas azul e vermelho não somente
contrastam na temperatura mas também no
emocional por ser opostos psicológicos. Mas me
pareceu muito "homem aranha" então usei o
recurso do "E se... ". Sabe como funciona? É
simples, eu me pergunto: "E se abrir mão do
vermelho mas ainda manter a diferença de
temperatura, qual cor poderia usar?". Assim
cheguei a essa tonalidade entre coral e salmão.
Para finalizar trouxe as tonalidades mais claras
para ajudar a dar profundidade no todo.

8. Ponto de partida: queria introduzir a ideia


da cor neutra que acompanha. Assim peguei
esse marrom com subtom quente. Muito
gostoso. Ele tem algo de alaranjado o que me
levou até o azul que puxou o violeta azulado. Esta
seja talvez, entre todas, a paleta mais diferente.

9. Ponto de partida: minha vontade era fazer


algo com cores neutras. Preto, marrom e um
laranja claro meio bege. Me pareceu elegante.

10. Ponto de partida: comecei com as duas


cores escuras e busquei uma tonalidade clara
que trouxesse luz. Assim cheguei até o rosa :)

COMO "VER" CORES NA PRÁTICA


Como eu sempre digo, vamos começar pelo começo. E se tratando de cores, antes de sair
escolhendo cores é preciso entender o que você está vendo. Isto pode parecer simples demais
mas há dicas e truques, de quem faz isso diariamente, que podem servir a você.
Antes de ir à parte prática é bom alinhar os conceitos de três características fundamentais que todas as
cores têm e são matiz, luminosidade e saturação. Para entender o que estamos vendo é preciso poder
identificar estes três elementos em todas as cores.

Matiz: se refere à família de cor, ou seja se é amarelo, vermelho, azul, verde, marrom, laranja... etc. O
matiz é importante porque carrega o conteúdo emocional da cor. É pelo matiz que temos a primeira
aproximação para o simbolismo das cores.

Luminosidade: se refere a quão clara ou escura é uma cor. Também podemos pensar na ideia de quanta
luz uma cor naturalmente reflete. Assim por exemplo, o amarelo será sempre a cor mais luminosa,
enquanto o violeta será a cor menor luminosa. É pela luminosidade que dizemos que uma cor é mais
clara ou mais escura do que outras cores.

Saturação: se refere a quão vibrante ou apagada é uma cor. A saturação se refere à intensidade de uma
cor, quanto ela atrai o nosso olhar.

Entendidos esses conceitos vamos à parte prática de como reconhecer e entender as cores que
estamos vendo.

>>> o importante a dizer é que há grandes vantagens em observar as cores em comparação com
outras cores. É na comparação que muitas das características das cores se revelam.

Primeiro passo: é preciso identificar o matiz. Falando de matiz, é o primeiro que vemos quando
entramos em contato com uma cor. É muito difícil ter dúvida sobre qual é o matiz, exceto quando se
trata de cores intermediárias (veja este post no qual falo delas) e portanto o subtom pode fazer com
que duvidemos entre um ou outro matiz. Como por exemplo quando estamos olhando para uma cor e
ficamos na dúvida de se é um verde azulado (matiz verde com subtom azul) ou se estamos olhando para
um azul esverdeado (matiz azul com subtom verde).

Como eu disse acima, é na comparação muitas vezes, que o subtom se revela. Vejam este exemplo dos
papéis coloridos do kit exclusivo de Cores Lovers. São duas cores muito similares. Olhando elas em
forma isolada é até difícil perceber a diferença. Á esquerda um bege amarelado. Á direita um bege
rosado. Mas quando vemos elas em comparação o subtom amarelado de uma delas realmente se revela.

Neste outro exemplo, na primeira foto um laranja rosado. Certo? Eu poso intuir, mas olhando para essa
cor sozinha, não sei exatamente quanto há de rosa nele. Mas se volto olhar essa mesma cor em
comparação com um laranja, de repente, o rosa se revela.

Segundo passo: vamos agora observar e identificar a luminosidade. Ou seja, se a cor em questão é mais
clara ou mais escura do que outras cores com as quais desejo usar junto por exemplo.

No mesmo exemplo anterior, das duas cores beges, vemos na comparação que parece haver uma
diferença de luminosidade entre elas. Mas, um truque - que serve para ter certeza - é fazer uma foto das
cores em questão e transformar em escala de cinzas. Ao fazer isso, você está eliminando o matiz e vai
observar somente a luminosidade. Veja que ao fazer isso fica claro que a diferença de luminosidade é
mínima.

Vamos ver agora este exemplo: vou avaliar uma cor azul (no meio das três fotos). Mas, eu sei que esta
cor tem algo a mais. Para "ver bem" nada melhor do que comparar com outras cores. E veja só: primeiro
comparo com um azul noite, depois comparo com um azul turquesa. Veja como nos dois casos vão
aparecendo diferentes lados das cores, inclusive podemos ver como as cores mudam em relação com
as outras cores. O azul em questão, fica mais violáceo e mais claro em comparação com o azul noite. E o
mesmo azul, fica ainda violáceo mas mais escuro em relação com o turquesa.
Terceiro passo: vamos agora observar a saturação. Ou seja, se a cor em questão é mais vibrante ou
mais apagada do que outras cores que estou cotando para o meu projeto por exemplo. Vou avaliar tons
de amarelo, um à direita, outro à esquerda. Olhando sozinhos, eu já posso ter uma noção do grau de
saturação de cada um. Mas nada como olhar em comparação, na foto do meio, para ver como um deles
é um amarelo mais vibrante do que o outro.

Para finalizar, é preciso fazer um esclarecimento. É muito difícil fotografar cores em forma caseira, fora
de um estúdio, e que elas saiam exatamente como elas são. Estas fotos acima retratam o mais fielmente
que eu consegui o que estava enxergando ao realizar estes testes com o kit de papéis coloridos exclusivo
de Cores Lovers.

Este post foi uma abordagem prática - muito prática mesmo - de como ver e entender as cores com as
quais estamos trabalhando. Com prática e treino, algo que considero fundamental para quem quer usar
cores sem medo, estes passos acabam sendo cada vez mais fáceis, mais rápidos e eventualmente serão
quase instantâneos. Por isso, reforço novamente a importância de treinar o olhar e praticar.

5 PARES de CORES OPOSTAS QUE SE ATRAEM


Sempre ronda no amor a ideia de que opostos se atraem. E isso é amplamente difundido em
filmes e histórias românticas onde pessoas de realidades e costumes aparentemente contrárias
se apaixonam. Nas cores também temos a máxima de que cores opostas no círculo cromático
fazem todo um par. O qual foi também romantizado por Marc Chagall na frase “Todas as cores
são amigas das suas vizinhas e amantes das suas opostas”. E hoje vim falar dos opostos
psicológicos, cores que pela sua simbologia carregam significados díspares mas que formam
belos duos quando se juntam.
O conceito de opostos psicológicos vem de mãos dadas com a ideia de criar tensão visual e os
ganhos que podemos tirar disso. Muitas vezes quando estou em contato com pessoas que participam
dos cursos e workshops de Cores Lovers vejo uma preocupação muito grande em criar composições
harmoniosas. Tanto é que chamamos o tempo todo às composições de cores como “harmonias”. Eu
considero isso no mínimo um tanto perigoso porque você bem sabe que no passo a passo que sugiro
para criar uma paleta de cores o ponto número um é “pensar no objetivo para o qual você vai usar
cores”. E se o seu objetivo for “causar tensão”? Nesse caso, poderíamos pensar que para o fim proposto
o mais interessante seja criar algo instigante, desafiador, caótico ou até agressivo, por que não? Tudo
depende, certo?
Sendo a tensão visual um recurso formal na arte e no design, se você pensa o tempo todo em
composições "harmoniosas" pode ser que perca de vista oportunidades de composições em
cores dissonantes ou discordantes mas que caem de maravilha para o seu objetivo.
Outra armadilha da linguagem é quando chamamos às paletas de cores como “combinações de cores”
porque a palavra "combinar" também trás implícita a ideia de uma concordância. E olha que eu uso
muito a palavra combinações, mas nunca perco de vista que o “descombinar” pode ser - dependendo do
objetivo - o melhor caminho para uma paleta de cores bem sucedida.
Vou te mostrar com exemplos 5 pares de cores que são contrárias na sua simbologia e que criam
uma tensão muito interessante. Estas cores não são opostas no círculo cromático, são opostas na sua
simbologia, nas ideias que evocam e portanto mexem com a gente de uma outra forma, talvez até
subconsciente, no entendimento da paleta como um todo. Vamos lá!

1. Vermelho e Azul: um par de opostos pela sua simbologia que vemos muito. Olha só: vermelho é a
cor da paixão, azul é a cor da razão;⁠ vermelho é a cor da energia e do movimento, azul é a cor da
tranquilidade⁠; vermelho é a cor das artes, azul é a cor do intelecto⁠; vermelho representa a força
masculina, azul representa a força feminina. ⁠
2. Marrom e Rosa: enquanto marrom é a cor da terra que simboliza estabilidade, confiabilidade e
solidez, rosa é uma cor delicada que simboliza a ternura infantil, o carinho, o romantismo, a compaixão
e até uma certa imaturidade ou excesso de otimismo como quando dizemos "vive em um mundo cor de
rosa".
3. Preto e Branco: uma dupla eternizada na moda por Coco Chanel, juntos trazem uma simbologia
muito forte. Enquanto um simboliza a morte e o fim, o outro simboliza o nascimento e o começo. Eu
acho que preto e branco fazem muito bem andando juntos porque simbolizam a verdade.

4. Azul Royal e Rosa: parecido com a dupla de marrom e rosa, toda a ternura, a quietude e a delicadeza
do rosa (não pink, estou me referindo a um rosa claro) bate de frente com a energia e o dinamismo do
azul royal. Um par muito jovem e ousado e que vem sendo muito usado em ilustrações.
5. Violeta e Laranja: enquanto o violeta fala do mundo interior, de mistério e de introspecção, o laranja
fala de conversas animadas, de descobrir o mundo e sair com amigos. Uma dupla que ao meu ver é
menos usada do que deveria - fora no Halloween :)

Acredito que pensar em cores que são opostas na sua simbologia é uma boa forma de sair do
lugar comum na hora de criar composições de cores. Assim as "harmonias" pensadas primeiro
pelo objetivo de usar cores e depois na escolha criteriosa das tonalidades com um bom
embasamento farão mais sentido na sua cabeça e no seu coração.

3 EXERCÍCIOS PARA QUEM DESEJA USAR


CORES E NÃO SABE POR ONDE COMEÇAR
As cores são uma forma de energia portanto há uma enorme oportunidade de usar essa energia
ao nosso favor. Uma cor ou uma combinação de cores, são uma boa oportunidade para o seu
bem-estar emocional, mental e físico. Se você quer usar mais cores ou quer usar novas cores, o
meu melhor conselho é sempre escolher essas cores com critério para tirar o melhor proveito
delas. Ou seja, "já que" vai escolher, a melhor escolha é ir pelas cores que trarão ganhos
imediatos para você. Essas são as cores que eu chamo de “as cores certas”.

Mas muitas vezes eu vejo um hiato entre o desejo de usar cores e ação. Você quer, mas não decide. Você
quer, mas não sabe como. Você quer, mas tem medo de errar. Você quer, mas não sabe por onde
começar. Pensando nisso, este não é o típico blog post. Hoje vou te propor realizar 3 exercícios que tem
como objetivo que você se conecte com as cores de uma forma mais pessoal.

Depois de realizar os três exercícios você:


• terá uma ideia clara de onde começar a trazer mais cor para sua vida e também
quais cores seriam mais apropriadas de acordo com os seus gostos, suas
preferências e as emoções e sensações que elas provocam em você.
• saberá se está conectada(o) ou desconectada(o) com suas cores preferidas,
aquelas com as quais te unem memórias afetivas e aquelas que fazem você se sentir
bem. Se estiver conectada(o), você pode até pensar em abrir espaço para
experimentar novas cores. Se estiver desconectada(o), pode pensar em trazer
aquelas cores que fazem mais sentido para você na tua vida.
Então, somente como reforço, recomendo estes exercícios se:
• quer usar cores e não sabe por onde começar,
• está cansada(o) de usar sempre as mesmas cores e quer trazer novidades,
• quer ter uma relação mais pessoal com as cores que usa.
Para realizar estes exercícios vai precisar de um cantinho sossegado, de um caderno de anotações e de
uma caneta ou lápis. Também vai precisar de tempo porque não adianta fazer correndo. Sugiro que faça
os três exercícios seguindo a ordem aqui proposta. Sem demorar mais, vamos colocar mãos à obra.

1. OLHAR PARA DENTRO: este exercício é um convite para olhar para dentro, olhar para a forma em que você
se conecta com as cores. Pode começar pela pergunta mais simples possível que é: quais são minhas cores
preferidas? E depois, quais são as cores que desgosto? E em seguida pensar em por que gosta de umas e desgosta
das outras. Vale a pena botar a cabeça para funcionar e ver se lembra de alguma história relacionada com estas
cores. Se for assim, tome nota dela. Lembra dos detalhes? Tome nota também. Pense nas emoções atreladas a
essas cores. Como você se sente quando usa ou está na frente das cores que gosta? E frente as cores que desgosta?
Essas cores que gosta e desgosta estão associadas a pessoas, ou lugares, ou circunstâncias? Acho que já entendeu
que este exercício é sobre autoconhecimento e que a ideia central é que você tenha uma ideia clara de com quais
cores você vibra melhor e quais é melhor deixar longe.

2. OLHAR PARA FORA: este exercício é um convite para olhar o mundo ao seu redor. Pode ser na sua
casa, no seu local de trabalho, no caminho que faz de casa para o trabalho, em um local que você
frequenta aos finais de semana, ou em todos esses locais. A ideia aqui é reparar nas cores com as quais
você convive com curiosidade e com o intuito de descobrir, de abrir o olhar. Neste exercício, a luz terá
um papel fundamental, portanto pode ser interessante olhar às mesmas cores em diferentes momentos
do dia e ver como a luz impacta na aparência delas. E você pode reparar tanto em cores da natureza
como também cores do nosso mundo material e físico, o mundo criado pelo homem por dizer de uma
forma. Este olhar cuidadoso fará você descobrir novas cores e reparar em diferentes tonalidades. Por
exemplo, pode ser que descubra uma grande gama de tonalidades de verde, ou diferentes tonalidades
de concreto, ou diferentes cores no céu com o passar das horas, até cores escondidas na sua casa. Vai
tomando nota de todas suas descobertas.
Se por ventura perceber que há poucas cores no seu convívio diário, essa é uma baita descoberta que
guiará também seus próximos passos.

3. MEU MUNDO, AS CORES E EU: neste exercício vai usar o aprendido nos dois exercícios anteriores.
Você já sabe as cores que mais gosta e aquelas que desgosta, e também fez um levantamento das cores
do teu convívio, você abriu o olhar, descobriu diferentes tonalidades e cores escondidas. E também pode
trazer um último elemento que é pensar em situações do dia a dia nas quais você toma decisões que
envolvem cores. Por exemplo, quando escolhe cores para vestir, quando algum produto chama sua
atenção na gôndola do supermercado, quando está olhando o feed no Instagram ou no Facebook e curte
algo colorido, ou também quando aparece algo colorido e você pensa “Isso não gostei” ou “Isso não é
para mim” ou seja, as cores que aparecem no seu dia a dia e que você rejeita, essas últimas vou chamar
de "não-escolhas". Toma nota tanto das escolhas como das “não-escolhas” e depois analisa elas. Há uma
conexão entre as suas escolhas de cores e as cores que mais gosta? Ou há uma desconexão? No seu dia
a dia, você está mais rodeada(o) de cores que gosta ou que desgosta? Você segue um padrão repetido
nas cores que fazem parte do seu dia a dia? E o mais importante de tudo, como isso tudo faz você se
sentir? Como você se sente quando faz escolhas em conexão com seus gostos e preferências? E como
se sente no dia a dia frente a cores que desgosta? Como muda a sua energia entre umas e outras? Você
sente efeitos no seu bem-estar emocional? E no seu bem-estar mental? E no seu bem-estar físico? Anota
tudo que estiver relacionado às cores no seu mundo no dia a dia.

Agora que realizou estes exercícios terá uma base de autoconhecimento e de reflexão importante sobre
cores, uma grande ajuda para escolher as cores certas para você. Eu tenho certeza que todos sabemos no
nosso interior quais são as cores que precisamos, quais são as cores que valorizam a nossa beleza e quais
são as cores que trarão resultados imediatos para o nosso bem-estar. O problema é que podemos estar
mais ou menos desconectados com essa sabedoria interior.

QUAL É O IMPACTO DAS CORES NAS NOSSAS


EMOÇÕES?
As cores, enquanto percebidas pelos nossos olhos, são interpretadas pelo nosso cérebro. E essa
maravilha da nossa maquinaria humana faz com que a Cor seja o mais relativo dos elementos no design.
Todos os profissionais que trabalhamos com Cores precisamos estar atentos a essa realidade no uso da
cor: ainda quando todos estejamos olhando para a mesma cena, e todos estejamos vendo o mesmo
vermelho, recebendo a mesma projeção na retina, ainda assim é bem possível que cada um traga
sentimentos próprios e únicos disparados por esta imagem.
O que nos faz escolher umas cores frente a outras?
Por que enquanto uns preferimos cores escuras e intensas, outros preferem cores claras e
suaves?
Estas últimas semanas tenho falado muito sobre tendências. E ainda quando é um tema que me parece
interessante muitas vezes me pergunto quanto é relevante, já que também sou uma férrea defensora do
uso da cor com propósito. Ou seja: usar as cores para transmitir emoções, para gerar sentimentos e
sensações que nos preencham. Sejam de energia e otimismo, ou de aconchego e introspecção.
Gosto de enxergar as tendências como um indicador do que está acontecendo fora da janela da minha
sala no bairro de Pinheiros. Olhar para as tendências de cores me abre um panorama imenso de
possibilidades infinitas. Movimentos culturais, novas tecnologias, expressões populares ou até restritas
a um grupo reduzido, respostas à evolução do nosso ambiente natural… tudo isso e muito mais, muito
mais… está contido na expressão de uma cor como tendência. E o fato de que aparecem cada vez mais
cores sujas, apagadas e escurecidas, fala alto do mundo que estamos vivendo.
Na Oficina da Cor há dois grupos de profissionais que se destacam pela participação: Consultoras de
Estilo e Arquitetos ou Designers de Interiores. Uns usam a cor na roupa, no estilo pessoal. Outros usam
a cor na casa, nos ambientes. Ambos lidam dia a dia com o fato das cores serem fundamentais para as
nossas emoções.
Quando compartilhamos o capítulo de Psicologia da Cor durante a Oficina é unânime, entre o grupo de
participantes, que a cor vermelha de batom requer uma auto-confiança e segurança da mulher para
“vestir o batom vermelho”. E vice-versa, se você conseguir segurar o batom vermelho você será
retroalimentada de uma força potente na hora de encarar o mundo. E isso só por um batom vermelho.
Trabalho com Cor diariamente faz 5 anos. E já tenho feitas inúmeras escolhas de cores para clientes em
tapetes, sofás, almofadas, paredes, cerâmicas, marcenaria. Uma vez alguém me perguntou: Quanto cor
é muita cor? E essa é uma pergunta que para mim não tem resposta. É como perguntar: Quanta alegria
é muita alegria? Quanta paz é muita paz? Quanto aconchego é muito aconchego?
Torço para que todos os profissionais que trabalhamos com Cor entendamos que temos nas
nossas mãos a chance de influenciar positivamente clientes, amigos e familiares com escolhas
de cores certas, pensadas, refletidas e construídas a 4 mãos.

COMO COMBINAR CORES COM HARMONIA E


BELEZA
Semana passada perguntei no Stories do Instagram sobre temas para escrever aqui no
Newsletter Quinzenal. E entre outros, apareceu uma questão muito bacana “Como quebrar as
regras de combinações (opostas, análogas, etc) com harmonia e beleza”. Eu adorei porque para
começar: não acredito em regras na hora de combinar cores. Portanto… vamos lá!
A primeira pergunta a responder é: o que é combinar cores? E isso é bem simples, anota aí… "Combinar
cores é estabelecer contrastes na medida certa, nem muito estimulante ao ponto de nos distrair, nem
muito monótono ao ponto de deixar desinteressante". E esta definição nos leva a nos perguntar outra
questão fundamental: estabelecemos contraste do que? De... Cores… ah… mas então caímos em uma
referência circular! Como assim? Quer dizer que “combinar cores é estabelecer constrastes de cores"?
Sim! Mas não achem que estou enlouquecendo, vamos ver tudo passo a passo. Mas antes disso, uma
questão ainda mais importante: se há uma gradação que deve ser considerada… nem muito
estimulante ao ponto de nos distrair, nem muito monótono ao ponto de deixar
desinteressante...quer dizer que há um protagonismo chave da "sensibilidade individual do
colorista” que pode significar a diferença entre o céu e o [Link] quando usamos o adoçante
em gotinhas? 1 gotinha não tem gosto a nada, 2 gotinhas ficou curto, 3 gotinhas é perfeito, 4
gotinhas é demais, 5 gotinhas é impossível de beber? Pois é… na hora de combinar cores assim
de afiada temos que ter a nossa sensibilidade… como um conta-gotas. Quando combinamos cores
estamos na verdade lidando com 3 elementos: matizes, saturações e luminosidades. Ou dito de outra
forma: escolhemos famílias de cores primeiro (verdes, azuis, amarelos, vermelhos, etc), depois
escolhemos intensidades de cor (cores mais fracas ou mais vibrantes) e também escolhemos entre cores
mais claras ou mais escuras. Estes são os 3 elementos que contrastamos e é isso que o “colorista”
deve dominar: matizes, luminosidades e saturações. Além da “sensibilidade individual como um
conta-gotas” que fiz referência uns parágrafos atrás. Veja então estes exemplos valiosos:

Portanto, espero que com estes exemplos você possa ver que:
• Não há regras na hora de combinar cores, a liberdade é total.
• O círculo cromático é uma boa ferramenta para usar na hora de criar harmonias de cores,
mas não é o único caminho para criar boas combinações.
• O protagonismo do “colorista” na hora de criar harmonias de cores é fundamental, como
um “conta-gotas” ele tem o poder de elevar ou diminuir uma combinação mexendo nas 3
dimensões das cores, uma de cada vez.
• Quão longe ou não iremos no “grau de contraste” dependerá em grande parte do
propósito e do objetivo da nossa combinação de cores.
E para finalizar, voltando à pergunta inicial que me foi feita no Stories do Instagram de @coreslovers,
se o que busca é "quebrar regras" na hora de combinar cores... eu entendo isso como "puxar a corda"
em algum contraste. Ou seja... se partiu de uma combinação análoga, seja mais ousada nos contrastes
de luminosidades, ou seja mais ousada nos contrastes de saturação; se partiu de uma combinação
oposta, seja menos ousada nos contrastes de saturação e transforme os opostos em grandes parceiros!
Acredito fortemente que o "olhar" se treina e que muitas vezes precisamos "para para pensar" na hora
de combinar cores. Espero ter ajudado!

Descubra de uma vez por todas como utilizar o círculo cromático


Encontrar a combinação correta para as cores é uma das partes (e desafios) mais
importantes que um criativo pode enfrentar. É através da combinação de cores que
o job terá ou não harmonia.

São elas que dizem se o trabalho tem energia, é mais sereno, um pouco mais dark ou voltado
para a pegada clean.

Pensando nisso, nós preparamos essa lista para que você aprenda de uma vez por todas
como utilizar o círculo cromático e arrasar em suas combinações.

Esquema nº 1: Combinações complementares


Cores complementares (conhecidas
também como suplementares ou de
contraste), são tons que estão em lados
opostos uns aos outros no círculo
cromático.

Esse esquema de combinações funciona


muito bem quando você quer que as cores
criem um efeito de vida, energia e
principalmente quando você quer alcançar
o máximo de saturação.
Esquema nº 2: A tríade – Combinação de três
cores
Está é uma combinação de três cores que
estão equidistantes uma das outras dentro
do círculo, produzindo um efeito de alto
contraste, porém sem perder a harmonia.
Esse tipo de composição cria uma sensação
“vibrante” mesmo quando utilizado cores
claras e sem saturação.

Esquema nº 3: Combinações análogas


Utilizando esse esquema você pode
combinas de 2 até 5 cores (porém o ideal é
utilizar apenas de 2 até 3), que são
adjacentes umas as outras. Isso cria uma
impressão de calma e simpatia.

Esquema nº 4: Combinação em fenda


Está é uma variação da combinação de cores
complementares. Neste caso, você escolhe
uma cor primária e duas cores
complementares (tons que se encontram os
dois diametralmente opostos a cor
primária). O efeito criado por esse esquema
tem mais contraste, porém é um pouco
menos intenso.
Esquema nº 5: Combinação de quatro cores
Neste caso basta utilizar uma cor primária e
duas cores complementares, além de uma
cor adicional que acentua as demais.

Esquema nº 6: O quadrado
Utilizando uma combinação de 4 cores
equidistantes uma das outras, neste caso os
tons diferem uma das outras, mas também
são complementares. Isso cria um efeito de
dinâmica, vividez e “diversão”.

BÔNUS: Combinações de cores individuais

• Branco: Combina com tudo, principalmente com azul, vermelho e preto;


• Bege: Combina com azul, marrom, esmeralda, preto, vermelho e branco;
• Cinza: Combina com fúcsia, vermelho, violeta, rosa e azul;
• Rosa: Combina com marrom, branco, verde menta, oliva, cinza, turquesa, azul
claro;
• Fúcsia (rosa escuro): Combina com cinza, amarelo amarronzado, lima, verde
menta e marrom;
• Vermelho: Combina com amarelo, branco, fulvo, verde, azul e preto;
• Marrom: Combina com creme, rosa, verde, bege e ciano brilhante;
• Laranja: Combina como ciano, azul, lilás, violeta, branco e preto;
• Amarelo: Combina com azul, lilás, ciano claro, violeta, cinza e preto;
• Verde: Combina com marrom dourado, laranja, verde salada, amarelo, marrom,
cinza, creme, preto e branco creme;
• Ciano: Combina com vermelho, cinza, marrom, laranja, rosa, branco e amarelo;
• Lilás: Combina com laranja, rosa, violeta escuro, amarelo e branco;
• Preto é a cor universal: Combina com todas as outras cores, especialmente com
laranja, rosa, verde salada, branco, vermelho ou amarelo.

Deixe nos comentários o que você achou desta postagem e se você acrescentaria algo nesta
lista de esquema de [Link].3 a atrás

1. Artigos
2. Círculo cromático
O círculo cromático é utilizado para a classificação e para o entendimento da teoria
das cores e geralmente é utilizado para estudar as cores-pigmento.

Independentemente dos atributos é necessário conhecer as propriedades das cores


para que possamos fazer a melhor a escolha e mistura na hora de utilizar nos
processos voltados a comunicação e os tipos de mídias que serão aplicados.

Composição do círculo cromático


O círculo cromático é uma representação dos espectros de cor percebido pelo olho
humano, em geral é representado por um círculo em formato pizza fatiada com as 12
cores sendo dispostas de forma perfeita com três primárias, três secundárias e seis
terceárias.

▪ Cores Primárias: O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou


seja, elas são puras, sem mistura. É a partir delas que são feitas as outras
cores.
▪ Cores secundárias: O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada
uma delas é formada pela mistura de duas primárias.
▪ Cores terciárias: As cores terciárias são a mistura de cores primárias com
secundárias resultando em vermelho-arroxeado, vermelho-alaranjado,
amarelo-alaranjado, amarelo-esverdeado, azul-esverdeado, azul-arroxeado.
Efeitos cromáticos
▪ Monocromia: Corresponde à variação tonal de apenas uma cor com
nuanças para o claro quando misturada ao branco ou para o escuro com a
obtenção do acréscimo do preto.
▪ Tonalidade: É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num
processo de escala ou dégradé.
▪ Policromia: Ocorre numa composição com a combinação de mais de três
cores organizadas separadamente.
▪ Matiz: Matiz é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho,
verde ou azul, por exemplo, são matizes. Para se mudar o matiz de uma cor,
acrescenta-se a ela outro matiz.

Harmonia cromática
Algumas vezes uma obra de arte ou material de comunicação se destaca e consegue
chamar a sua atenção, um dos motivos pode ser a utilização de uma harmonia
cromática bem produzida pois padrões assim nos remetem ao belo.

Mas obras como essas precisam de um conhecimento mais aprofundado em relação


ao estudo de cor tanto para produzir e criar materiais quanto as escolhas e
combinações de cores harmônicas.
Harmonia monocromática:
É a variação de luminosidade e saturação de uma única matiz do círculo cromático.

Harmonia análoga:
São as 3 cores que ficam juntas, uma ao lado da outra no círculo cromático.

Harmonia complementar:
São as cores que se localizam opostas no círculo cromático, a complementar de uma
cor primária sempre será uma cor secundária, e vice-versa, a complementar de uma
terciária sempre será outras terciárias.

Harmonia triádica:
São 3 cores que tenham a mesma distância entre elas no círculo cromático, formando
um triângulo equilátero. As cores primárias são triádicas, assim como as secundárias
e as terciárias.

Harmonia complementar dividido:


São combinações entre uma cor escolhida e as duas cores vizinhas à sua cor
complementar.

Harmonia dupla complementar:


São duas duplas de Complementares diretas cruzadas, intercalando uma cor. Também
chamada por alguns de tétrades.

Harmonia acromática:
São as cores chamadas neutras: branco, preto, cinzas e marfim. As cores situadas na
zona central do círculo cromático, que perdem tanta saturação que não aparece mais
o matiz original.

No último post eu mostrei como você como trabalhar com paletas de cor e dicas para
suas aplicações.
Temperatura das cores

Cores quentes:
São as cores que transmitem calor, alegria e luz, a exemplo do amarelo, laranja e
vermelho.

Cores frias:
Caracteriza-se pelas cores menos vibrantes, melancólicas, calmas comum do verde,
roxo e azul

Cores neutras:
O preto o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras formam as
cores neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura
com o preto, o branco ou o cinza, também se tornam cores neutras.

Entre as cores neutras podemos citar o branco, os tons cinza e preto. O branco é luz
isento de cor, o preto é a ausência de cor e os tons cinza são a mistura do branco com
o preto.

Algumas indicações sobre a simbologia das cores


A cor depende da temperatura da luz emitida sobre ela e a forma como é absorvida e
refletida em uma determinada superfície.
Os olhos vão captar as ondas eletromagnéticas que são refletidas e dependendo dos
seus comprimentos de onda, vemos cores diferentes. No nosso cérebro, as cores
podem despertar certas sensações e por isso cada cor traz um significado específico.

Mesmo não possuindo comprovação da comunidade científica cada cor tem a


capacidade de passar algum tipo de sensação como na lista a baixo:

Azul:
A cor azul está relacionada com a nobreza e costuma ser usada para transmitir
harmonia, tranquilidade e serenidade, limpeza, água e produtividade.
O significado da cor azul é associado principalmente a sensação de paz, assim como o
branco, porém de forma mais sutil. Em tons escuros transmite segurança, confiança,
sucesso e poder. Muito utilizado em empresas de tecnologia.

Verde:
Esta é a cor mais associada à natureza e ao sentimento de esperança, mas também
está relacionada com conceitos como saúde, vida, dinheiro, vitalidade e juventude,
equilíbrio, frescor, harmonia, coisas saudáveis. Seu uso em ciência, medicina, ecologia,
turismo e empresas de alimentos orgânicos é bastante comum.

Amarelo:
Utilizada para passar a sensação de luz e calor, o amarelo estimula o raciocínio e a
criatividade. Também pode ser usada para representar otimismo e jovialidade.
A cor amarela incentiva a criação e a comunicação, desperta alegria, animação,
entretenimento. Por chamar bastante atenção, é utilizada na sinalização de trânsito e
também em vitrines de lojas.

Roxo:
O significado da cor roxa está muitas vezes associado à espiritualidade, remete a
sabedoria, fantasia, mistério. O Roxo é uma cor que acalma e transmite bem-estar, por
isso, produtos de beleza, anúncios de cuidados com o corpo e tratamentos
alternativos são aplicações frequentes dessa tonalidade.

Rosa:
É a cor do romantismo e da delicadeza, sendo mais associada ao mundo feminino. Os
diferentes tons podem ter significados diferentes, mas normalmente esta cor é usada
para se referir ao amor e à inocência. A cor rosa em tons claros expressa inocência,
enquanto em tons mais escuro inspira desejo, afeto e feminilidade. Muito usado em
produtos voltados ao público feminino.

Vermelho:
Esta cor quente transmite muita energia, paixão e amor. É uma cor forte e por isso
muitas vezes também pode ser associada ao poder e violência. É conhecida por
estimular a circulação e melhorar a autoestima.
Também expressa urgência, e por isso é comumente utilizado na publicidade de lojas
em liquidação.
Combinado com o amarelo, é bastante utilizado no segmento de alimentação, como
em restaurantes e redes de fast-food, pois estimula o apetite.

Laranja:
É criada misturando vermelho e amarelo e transmite alegria e vitalidade. Também
pode significar sucesso e prosperidade.

A cor laranja representa uma cor enérgica, estimulante, jovem. Incentiva a expansão,
criatividade, entusiasmo e otimismo. Promove mudança e dinamismo.
Muito usada no segmento alimentício, esportivo e de lazer.

Marrom:
Considerada a cor da terra, o marrom expressa segurança, maturidade, conforto e
simplicidade. Além disso, também é relacionada a produtos naturais e ao estilo de
vida saudável.

A simbologia da cor marrom transmite sensação de tradição, conservadorismo,


confiabilidade, solidez, sendo bastante utilizado em móveis, empresas de decoração
de interiores, arquitetura.

Cinza:
Esta cor neutra corresponde à estabilidade, solidez e ausência de emoções. Muita
vezes é usada para representar elementos sofisticados. Apesar disso, para algumas
pessoas associam o cinza à solidão, depressão e tristeza.

O cinza é uma cor clássica que transmite elegância e respeito. É usado em empresas
de tecnologia e do ramo automobilístico, pois demonstra também responsabilidade e
profissionalismo.
Branco:
Representa a paz, a purificação, inocência e a clareza. Também é reconhecida como
uma cor que transmite calma e ajuda a atingir equilíbrio.

A cor branca em sua combinação com outras cores é harmônica, expressa paz, fé, luz
e pureza. Comumente utilizado no segmento de Medicina e Odontologia.

Preto:
A cor preta é obtida quando ocorre a absorção de todas as radiações do espectro solar.
A cor preta de acordo com o contexto pode representar tristeza e luto, porém se for
bem utilizado transmite nobreza, tradição, curiosidade, superioridade, poder,
profissionalismo. Empresas de engenharia, escritórios de advocacia, cosméticos e
produtos de luxo utilizam frequentemente essa cor.

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