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Modelagem Espaço Estados

Este documento apresenta os conceitos fundamentais da teoria de controle moderna no espaço de estados. Explica que a teoria de controle moderna é aplicável a sistemas lineares ou não-lineares, de múltiplas entradas e saídas, podendo ser invariantes ou variantes no tempo. Define o estado de um sistema dinâmico e o espaço de estados, e mostra como representar sistemas dinâmicos no espaço de estados por meio de equações diferenciais vetoriais de primeira ordem. Apresenta exemplos de como modelar sistemas

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Paulo
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Este documento apresenta os conceitos fundamentais da teoria de controle moderna no espaço de estados. Explica que a teoria de controle moderna é aplicável a sistemas lineares ou não-lineares, de múltiplas entradas e saídas, podendo ser invariantes ou variantes no tempo. Define o estado de um sistema dinâmico e o espaço de estados, e mostra como representar sistemas dinâmicos no espaço de estados por meio de equações diferenciais vetoriais de primeira ordem. Apresenta exemplos de como modelar sistemas

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MODELAGEM

ESTADOS

NO

ESPAO

DE

Teoria de controle convencional:

Aplicvel a sistemas lineares, invariantes no tempo, mono-variveis (uma


entrada e uma sada);
Abordagem normalmente no domnio da freqncia.

Teoria de controle moderna:

Aplicvel a sistemas lineares ou no-lineares, SISO (Single Input, Single


Output) ou MIMO (Multiple Input, Multiple Output), invariantes ou variantes
no tempo;
Abordagem normalmente no domnio do tempo;
Permite a anlise de sistemas complexos, com o auxlio de ferramentas
computacionais.

O Estado de um sistema dinmico o menor conjunto de variveis (variveis de


estado) cujo conhecimento no instante inicial ( t=0 ), aliado ao conhecimento da
entrada futura ( t 0 ), determina o comportamento futuro do sistema.
As variveis de estado podem ser mensurveis, observveis ou calculadas, e
podem ser arranjadas em um vetor de estados.

[]

x1
x= x 2

xn

Espao de Estados o espao n-dimensional cujos eixos coordenados so os


estados

x1 ,

x2 ,

x n , e onde os vetores de estados so pontos.

Equaes no espao de estados envolvem no apenas as entradas e sadas, mas


tambm os estados:

O sistema dinmico deve envolver elementos que memorizem o valor das


entradas;
Integradores servem de memria;
As sadas de integradores podem ser consideradas variveis de estado que
definem o estado interno do sistema;
Neste caso, o nmero de variveis de estado que descrevem completamente
a dinmica do sistema igual ao nmero de integradores do sistema (em
diagramas de blocos, definir as sadas dos integradores e dos modelos de 1
ordem como estados).

Exemplo: Sistema genrico com

{
{

integradores,

entradas e

sadas

x 1 ( t ) =f 1 ( x 1 , x 2 , , x n ; u1 ,u 2 , ,ur ; t )
x2 ( t ) =f 2 ( x 1 , x 2 , , x n ; u1 ,u 2 , ,u r ; t )

x n ( t ) =f n ( x 1 , x 2 , , xn ; u1 ,u 2 , ,u r ; t )
y 1 ( t )=g1 ( x 1 , x 2 , , x n ; u1 ,u2 , , ur ; t )
y 2 ( t )=g2 ( x 1 , x 2 , , x n ; u1 ,u2 , , ur ; t )

(
)
y m t =gm ( x 1 , x 2 , , x n ; u1 ,u 2 , ,u r ; t )

Definindo-se

[] [] [ ] [] []

x1
x= x 2 , u=

xn

u1
u2 , y =

ur

y1
y 2 , f ( x ,u , t )=

ym

f1
f 2 , g ( x ,u , t )=

fn

g1
g2

gm

tem-se

x ( t )=f ( x ,u , t ) (equao de estado)


y ( t )=g ( x , u , t ) ( equao de sada)

Se o sistema linearizado em torno do estado de operao, e considerando-se que


ele invariante no tempo, obtm-se

x ( t )= Ax ( t )+ Bu ( t )
y ( t )=Cx ( t )+ Du ( t )

onde A a matriz de estado, B a matriz de entrada,


sada e D a matriz de transmisso direta.

a matriz de

OBSERVAO: se o sistema for variante no tempo, o modelo de estados resultante

x ( t )= A ( t ) x ( t ) + B ( t ) u ( t )
y ( t )=C ( t ) x ( t )+ D ( t ) u ( t )

Em termos de diagrama de blocos:

De fato:
1-

Bu ( t )

3-

x (t )

2-

x ( t )= Ax ( t )+ Bu ( t )

4-

Cx ( t )

5-

y (t )=Cx (t ) + Du ( t )

Notar que os estados so as sadas dos integradores!

FUNO DE TRANSFERNCIA DE SISTEMAS NO ESPAO


DE ESTADOS
Considera-se um sistema MIMO invariante no tempo:

x ( t )= Ax ( t )+ Bu ( t )
y ( t )=Cx ( t )+ Du ( t )

Aplicando-se a Transformada de Laplace a estas equaes:

sX ( s )x ( 0 )= AX ( s )+ BU ( s )
Y ( s )=CX ( s ) + DU ( s )

Como a Funo de Transferncia definida pela razo da Transformada de Laplace


da sada pela Transformada de Laplace da entrada assumindo-se condies iniciais
nulas, ento:

sX ( s )= AX ( s )+ BU ( s )
( sI A ) X ( s )=BU ( s )
X ( s ) =( sI A ) BU ( s )

Y ( s )=CX ( s ) + DU ( s )
Y ( s )=CX ( s )+ DU ( s )
Y ( s )=CX ( s ) + DU ( s )

Y ( s )=C ( sI A )1 BU ( s ) + DU ( s ) Y ( s )=[ C ( sI A )1 B+ D ] U ( s )
ou

Y ( s)
=C ( sI A )1 B+ D
U ( s)

REPRESENTAO DE SISTEMAS DINMICOS NO ESPAO


DE ESTADOS - SISTEMA DE ORDEM n SEM DERIVADAS
DA ENTRADA
Considera-se inicialmente um sistema invariante no tempo descrito por uma
equao diferencial como:
(n )

y + a1 y

( n1 )

+a2 y

( n2 )

++a n1 y +a n y=b0 u

E sua respectiva FT ser:

Para encontrar uma representao deste sistema no espao de estados, deve-se


tomar a sada e suas derivadas como variveis de estado ( exceo da maior
derivada):

x 1= y
x 2= y

x n= y ( n1 )
o que implica:

x1= y =x 2
x 2= y =x 3

(n )
x n= y =an ya n1 y a2 y (n2 )a1 y ( n1) +b 0 u
ou ainda:

x 1=x 2
x 2=x 3

x n=an x1 an1 x2 a2 x n1a1 x n+ b0 u


Escrevendo em forma matricial:

[ ][

][ ] [ ]

x 1
x1
0
1
0
0
0
x 2
x2
0
0
1
0
0
=
+

0
0
0
1 x n1
0
x n1
an a n1 a2 a1 x n
b0
x n

[]

x1
x2
y=[ 1 0 0 ]
xn 1
xn
ou

x ( t )= Ax ( t )+ Bu ( t )
y ( t )=Cx ( t )+ Du ( t )

com

] []

0
1
0
0
0
0
1
0
A=

, B=
0
0
0
1
an an 1 a2 a1

0
0
,C= [ 1 0 0 ] , D=0
0
b0

Notar que um sistema descrito por uma equao diferencial de ordem


modelado atravs de uma equao diferencial vetorial de primeira ordem.

foi

REPRESENTAO DE SISTEMAS DINMICOS NO ESPAO


DE ESTADOS - SISTEMA DE ORDEM n COM DERIVADAS
DA ENTRADA
Considera-se agora um sistema invariante no tempo descrito por uma equao
diferencial como:
(n )

y + a1 y

( n1)

+a2 y

( n2)

(n )
( n1)
++a n1 y +a n y=b0 u + b1 u
++bn1 u +bn u

E sua respectiva FT ser:

Para encontrar uma representao deste sistema no espao de estados, pode-se


tomar as seguintes variveis de estado (esta soluo no nica):

x1 = y 0 u
x 2= y 0 u 1 u=x1 1 u
x3 = y 0 u 1 u 2 u= x2 2 u

( n2 )
( n2)
( n3)
x n1= y 0 u 1 u n3 u n2 u= x n2 n2 u
x n= y (n1) 0 u(n 1 ) 1 u( n2 ) n2 u n1 u= x n1 n1 u
com

0=b0
1=b1 a1 0
2=b2a 1 1a 2 0

n1=bn 1a1 n2a2 n3an 2 1an1 0


n=b na 1 n1a 2 n2an1 1an 0
o que implica:

x 1=x 2+ 1 u
x 2=x 3+ 2 u

x n1=x n+ n 1 u
x n=an x1 an1 x 2a2 x n1a1 xn + n u
Escrevendo em forma matricial:

[ ][

][ ] [ ]

x 1
x1
1
0
1
0
0
x 2
x2
2
0
0
1
0
=
+

u
0
0
0
1 x n1 n1
x n1
an a n1 a2 a1 x n
x n
n

[]

x1
x2
y=[ 1 0 0 ] + 0 u
xn 1
xn
ou

x ( t )= Ax ( t )+ Bu ( t )
y ( t )=Cx ( t )+ Du ( t )

com

][]

0
1
0
0
0
0
1
0
A=

, B=
0
0
0
1
an an 1 a2 a1

1
2
,C= [ 1 0 0 ] , D= 0
n1
n

Notar que, novamente, um sistema descrito por uma equao diferencial de ordem
n foi modelado atravs de uma equao diferencial vetorial de primeira ordem.
EXEMPLO

Sabe-se que a massa da carreta desprezvel e que as condies iniciais so iguais a zero. A
segunda lei de Newton estabelece que:
de onde obtm-se:

ma F

Ou

Finalmente:

Forma padronizada:

Conclui-se que:

Como:

0=b0
1=b1 a1 0
2=b2a 1 1a 2 0

n1=bn 1a1 n2a2 n3an 2 1an1 0


n=b na 1 n1a 2 n2an1 1an 0
Ento:

Como tambm:

x1 = y 0 u
x 2= y 0 u 1 u=x1 1 u
x3 = y 0 u 1 u 2 u= x2 2 u

( n2 )
( n2)
( n3)
x n1= y 0 u 1 u n3 u n2 u= x n2 n2 u
x n= y (n1) 0 u(n 1 ) 1 u( n2 ) n2 u n1 u= x n1 n1 u
Define-se ento as variveis de estado:

Visto que:

x 1=x 2+ 1 u
x 2=x 3+ 2 u

x n1=x n+ n 1 u
x n=an x1 an1 x 2a2 x n1a1 xn + n u
Conclui-se ento:

Finalmente a representao em espao de estados:

EXERCCIOS
1 Para cada sistema seguinte, obter duas representaes no espao de estados.
1.1

1.2

( +s
)

_
1s
_ __
s
1_
_+
1

__
s
5_
_+
1
0

Y
(
s
)

2 Para cada sistema seguinte, obter ao menos uma representao no espao de


estados.
2.1

2.2

3 Determinar a Funo de Transferncia do sistema descrito por:

[][

][ ] [ ]

x 1 5 1 x 1 2
=
+ u
3 1 x 2 5
x 2
y= [ 1 2 ]

[]
x1
x2

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