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Portifólio Eduarda

Este documento discute a importância das ferramentas digitais para a construção de uma educação para todos durante a pandemia de Covid-19. Ele descreve como as escolas tiveram que interromper as aulas presenciais e adotar o ensino remoto online, e argumenta que as tecnologias digitais podem promover a inclusão educacional ao tornar o aprendizado acessível a todos os estudantes. O documento também discute como as tecnologias sempre foram parte importante da educação ao longo da história para facilitar o processo de ensino-

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Este documento discute a importância das ferramentas digitais para a construção de uma educação para todos durante a pandemia de Covid-19. Ele descreve como as escolas tiveram que interromper as aulas presenciais e adotar o ensino remoto online, e argumenta que as tecnologias digitais podem promover a inclusão educacional ao tornar o aprendizado acessível a todos os estudantes. O documento também discute como as tecnologias sempre foram parte importante da educação ao longo da história para facilitar o processo de ensino-

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SISTEMA DE ENSINO SEMIPRESENCIAL CONECTADO

PEDAGOGIA - LICENCIATURA

EDUARDA CHRISTINA DE SOUSA ALVES

“A IMPORTÂNCIA DAS FERRAMENTAS DIGITAIS NA


CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS”.

Palmas - TO
2021
EDUARDA CHRISTINA DE SOUSA ALVES

“A IMPORTÂNCIA DAS FERRAMENTAS DIGITAIS NA


CONSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS”.

Trabalho interdisciplinar apresentado ao


Curso Superior de Pedagogia - Licenciatura
da UNOPAR - Universidade Pitágoras, para
as disciplinas: Ed Cultura Digital, Educação a
distância, Educação e Diversidade,
Educação Inclusiva, Inovação Educacional,
Libras – Língua Brasileira de Sinais,
Sociedade Brasileira e Cidadania.

Palmas - TO
2021
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO.............................................................................................................3
DESENVOLVIMENTO 4
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................ 7
REFERÊNCIAS............................................................................................................8
3

INTRODUÇÃO

O surto epidemiológico da Covid-19 vem trazendo grandes desafios para


todas as áreas, no Brasil e no mundo. Na tentativa de reduzir a ampla disseminação
do novo Coronavírus, medidas de distanciamento social têm sido implantadas pelos
países, e ainda não se sabe precisamente quando deixarão de ser importantes. Na
Educação, tais modelos significam, globalmente, o fechamento de escolas públicas
e particulares, com interrupção de aulas presenciais.
Nessa questão, o Brasil tem seguido a vocação mundial. Em todo o território
nacional, redes públicas e privadas interromperam o funcionamento das escolas e,
várias outras ações, têm cogitado – importar aulas e outras atividades pedagógicas
para formatos a distância, ou seja, online. Por ora, são as redes estaduais que mais
têm avançado nesse sentido, e o caminho tem sido viabilizado, principalmente, por
meio da disponibilização de plataformas online, aulas ao vivo em plataformas digitais
e envio de materiais digitais aos alunos, como mostra recente resumo executado
com mais de três mil Secretarias de Educação de todo o País.
Diante desse contexto, o presente esforço busca recorrer aos dados e
evidências existentes para manifestar os desafios e controle do ensino antigo e,
também, as metodologias que são mais adequadas ao se optar por lançar mão
dessa alternativa. A abordagem propositiva que aqui se caracteriza parte de uma
importante premissa: frente a um cenário sem precedentes e que tem exigido do
poder público educacional tomadas de decisões aceleradas sobre questões únicas e
grandemente confusas, produções críticas ganham maior aceitação e utilidade na
medida em que reconhecem o momento exclusivo.
Nesse modelo, busca-se fugir, por exemplo, uma leitura “seca” das pesquisas
sobre aprendizado a distância, que, em geral, se concentram em comparar “aulas a
distância” com “aulas presenciais”. Em sentido parecido, as tentativas de países que
cortaram o funcionamento de escolas por amplos períodos devido a situações de
guerra, crises de refugiados, desastres naturais e epidemias mostram que a opção
do poder público em nada fazer, sob a justificativa de que não é possível chegar em
todos, tende a estimular as desigualdades resultantes da situação de emergência.
4

DESENVOLVIMENTO

Mediante à necessidade de modificação pedagógica da escola para atender


às novas ações e partidas, abriu-se uma forte oportunidade de alcançar a resposta
da instituição aos delineamentos contextuais impostos. Como organização
complexa, considerando-se o princípio da contradição, a escola possui diferentes
formas de resolver aos acontecimentos, mesmo dividido por um mecanismo em que,
geralmente, “o administrativo tem precedência sobre o pedagógico”
(TRAGTENBERG, 2018, p. 189).
Com a declaração do estado de pandemia pela Organização Mundial da
Saúde (OMS), em 11 de março de 2020, e a entrada do vírus no Brasil, em 13 de
março, houve o primeiro anúncio de suspensão de atividades educacionais em
território nacional, ação tomada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
e, logo depois, seguida por outras instituições do Ensino Superior e da Educação
Básica.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura (UNESCO), em 16 de março, já eram cem países a anunciar a suspensão
das atividades presencias nas escolas como medida de contenção do contágio,
colocando o ensino remoto2 como alternativa para minimizar os efeitos indesejados
da crise. No Brasil, o Ministério da Educação (MEC) constituiu um comitê para
pensar a expansão pedagógica na crise (BRASIL, 2020a), em que colaborou para
ajustamento da mudança de aulas presenciais por exercício em meio eletrônico e
para a agilidade dos dias escolares, desde que preservada a carga horária mínima
legalmente estipulada (BRASIL, 2020b; 2020c).
Em prol do apoio ao ensino antigo está a comum ampliação do sistema
digital, com acesso à Internet por dispositivos móveis como notebooks e
smartphones. Mesmo viável sob mediação de diferentes meios (impresso, TV,
rádio), podendo ocorrer de maneira síncrona, ao mesmo tempo, em turnos diversas,
desde o começo do mercado mais amplo da Internet, seu principal formato tem sido
o virtual online.
Procurando entender de que forma a inclusão digital acontece, ou seja,
ferramentas para que ela seja concretizada, foi realizado um estudo baseado nos
pensamentos de vários autores sobre a digitalização de educação e diálogo e
integração digital, o qual se qualifica como materiais tecnológicos para que o aluno
5

se faça inserido digitalmente.


Segundo Kenski (2012, p. 22) O conceito tecnologia uni a união de coisas que
a criatividade da inteligência humana conseguiu criar em todas as épocas, suas
formas de uso, suas aplicações”. O conceito de tecnologia 922 compreende tudo
que é construído pelo homem a partir da utilização de diversos recursos naturais,
tornando-se um meio pelo qual se realizam atividades com propósito de criar
materiais instrumentais e simbólicos, para exceder barreiras obrigatórias pela
natureza, determinar uma vantagem, diferenciar-se dos demais seres irracionais.
Portanto, a fala, a redação, os cálculos, o raciocínio, pode ser conhecido como
tecnologia. Para Kenski (2012, p. 24), o conjunto de:

[...] compreensão e conceitos tecnológicos que se aplicam ao preparo, à


elaboração e à utilização de um equipamento em um determinado tipo de
atividade, chamamos de “tecnologia”. Para criar quaisquer instrumentos, os
homens precisam pesquisar, planejar e criar o produto, o serviço, o
processo. A união de tudo isso, chamamos de tecnologias.

O indivíduo como um ser racional, principal atributo que o diferencia dos


demais criaturas viventes, apoiando-se em sua audácia de pensar, refletir sobre
suas atitudes, acumulando e elaborando conhecimento, traçando objetivos e
suposições, buscando vencer as calamidades, na tentativa de controlar os
fenômenos naturais ou antropogênicos, transformando o espaço natural almejando
qualidade de vida.
Existe uma interpretação desenvolvida de que tecnologias são apenas
instrumentos e aparelhos, mas como ela engloba a engenhosidade do cérebro
humano, tudo o que se produz torna-se tecnologia. Na idade da pedra, por exemplo,
para se defender de animais ferozes o homem operava armas, componente da
natureza e aos poucos foram aparecendo novas tecnologias, mas não apenas para
defesa e sim para dominação. Desde já iniciou uma guerra pela tomada de
territórios. Da ossada e a madeira manuseados como armas, passou-se a fazer uso
de lanças, flechas, barcos e até mesmo navios. Dessa maneira, com a revolução
tecnológica o homem iniciou uma busca incansável pelo amontoado de riquezas.
As tecnologias estão inseridas nas vivências cotidianas da humanidade desde
a antiguidade, para atender as suas carências, para solucionar dificuldades, retirar
barreiras e facilitar ações e exercícios, sendo usadas no meio educacional de acordo
6

com cada época histórica e tecnológica. De acordo com REIS (2009), a definição de
tecnologia pedagógica é vista como a associação de procedimentos reunidos a fim
de facilitar os processos de ensino.
Tais recursos, incorporados ao processo de ensino-aprendizagem são
subsídios para mediação entre o indivíduo e o conhecimento. Em uma sociedade
globalizada a educação assume um papel importante na formação de sujeitos e
julgamentos atuantes no processo de crescimento da sociedade, ocorrendo
mudanças sociais e tecnológicas e de paradigmas.
Com o ato pela colocação aqueles que antes eram vistos impossibilitados,
recentemente passam a ter acesso ao conhecimento através de novas metodologias
pedagógicas, novos conceitos e uma base de registros nacionais e internacionais,
que certifiquem o ingresso e a duração desses alunos no sistema educacional
regular. [...] A integração significa que a sociedade deve adequa-se às carências das
pessoas com incapacidade para que estas possam desenvolver-se em todos os
aspectos de sua vida. [...] (SASSAKI, 1997 p. 167).
No lançamento de proporção de oportunidades, que possibilita o aumento e a
independência das pessoas com invalidez. Nesse processo inclusivo, destaca-se
uma nova dimensão tecnológica conceituada como Tecnologia Assistiva.

“Tecnologia Assistiva é uma área” do conhecimento, de característica


interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias,
práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à
atividade e participação de pessoas com incapacidades ou movimentos
reduzidos, visando sua liberdade, autonomia, bem estar e inclusão social.
(CAT, 2009 p.13).

Nesse conteúdo, torna-se um meio favorável para o processo de inclusão,


para a concordância de oportunidades a participação e a independência das
pessoas com deficiência nos diversos ambientes da sociedade. Na interpretação da
educação inclusiva, esta tecnologia é dirigida a favorecer a participação do/a aluno/a
com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos
objetivos educacionais.
7

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em tempos de convivência com a Covid-19, mais que observar a construção


de desigualdades e a procura por receitas fáceis às mazelas escolares no Brasil, vê-
se a explicitação e o aprofundamento dessas. Em nome de uma alternativa
tecnológica pouco afeita à igualdade de oportunidades, insensível ao momento
histórico vivenciado por muitas famílias e não suficientemente desenvolvida para a
utilização proposta pelos governos, muitos estão sendo abandonados, sejam eles
professores, sejam estudantes.
Todo esse processo ainda está em curso; saber-se-á mais e melhor sobre
seus limites e suas potencialidades a posteriori. Todavia, o já vivido permite
engendrar inúmeras reflexões. Não obstante ser uma opção quase inevitável em
contexto de impossibilidade de atividades presenciais, a implementação do ensino
remoto se mostra complexa e desafiadora.
O método dos estudos exercidos para a formação deste trabalho, pensamos
dificilmente a respeito da tecnologia, tanto na sociedade quanto na educação. Ao
aceitar o papel da tecnologia, entende-se que estamos inclusos neste ambiente
como consumidores e educadores, qual atitude devemos tomar diante de tais
apontamentos trabalhados no decorrer do texto.
Com a revolução adequada pela tecnologia, olhamos uma forma de mudar a
realidade de maneira que a sociedade e a educação sejam as principais
beneficiadas. Cabe aos usuários, fazer uma análise sobre as consequências sociais
das inovações, já que a finalidade da criação da tecnologia tem sido o benefício do
capital, e não o bem estar do ser humano.
No entanto, o processo de inclusão não se configura apenas na garantia de
matriculas, ou no acolhimento desses discentes no ambiente escolar, mas na
equiparação de oportunidades, disponibilização de suportes para as suas
necessidades como adequações arquitetônicas e oferecimento de recursos que
facilitem o processo ensino-aprendizagem na inclusão.
Os resultados mostram que apesar da escola receber estes alunos há uma
insuficiência na disponibilidade desses recursos para atender as especificidades dos
alunos com deficiência, sendo necessário que os docentes e a comunidade escolar
tenham conhecimento da amplitude, bem como da importância da Tecnologia
Assistiva, para que o uso desta possibilite a superação de limitações e de barreiras.
8

REFERÊNCIAS

BRASIL. MEC. Portaria n. 329, de 11 de março de 2020. Institui o Comitê Operativo de


Emergência do Ministério da Educação – COE/MEC. Diário Oficial da União: ed. 49,
seção 1, Brasília, DF, 12 mar. 2020a. Acessado em 10 Março de 2021

BRASIL. MEC. Portaria n. 343, de 17 de março de 2020. Dispõe sobre a substituição de


aulas presenciais por aulas em meios digitais enquanto durar a situação de pandemia
do Novo Coronavírus – COVID-19. Diário Oficial da União: ed. 53, seção 1, Brasília, DF,
18 mar. 2020b. Acessado em 10 Março de 2021

BRASIL. MEC. Súmula do Parecer CNE/CP n. 5/2020. Reorganização do Calendário


Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de
cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da Pandemia da COVID-19.
Diário Oficial da União: ed. 83, seção 1, Brasília, DF, 4 maio 2020c. Acessado em 10
Março de 2021

CASTRO, Raimundo Nonato. As representações indígenas no processo de colonização


do Brasil. Revista Eletrônica História em Reflexão, v. 6, n. 11, UFGD:
Dourados,jan/jun2012. Acessado em 10 Março de 2021

KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: Um novo ritmo da informação. 8. ed.


Campinas: Papirus, 2012. p. 15-25. Acessado em 10 Março de 2021

Lilia K. Moritz Schwarcz resenha de BURKE, Peter. A fabricação do rei. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar, 1994, 254pp. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, 2000, v.43,n.1.
Acessado em 10 Março de 2021

REIS, J. B. A. O conceito de tecnologia e tecnologia educacional para alunos do ensino


médio e superior. In: CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL, 17., 2009, Campinas.
Anais. Acessado em 10 Março de 2021

RODRIGUES, M. E. N. Avaliação da tecnologia assistiva na sala de recursos


multifuncionais: estudo de caso em Fortaleza - Ceará. Dissertação (mestrado em
Educação Brasileira) Faculdade de Educação, - Universidade Federal do Ceará,
Fortaleza, 2013 p. 111 f. Acessado em 10 Março de 2021

RUCKSTADTER, Flávio M. M.; RUCKSTADTER, Vanessa C. M. As origens do Ensino


de História no Brasil Colonial. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, número especial,
p.76-85, mai.2010. Acessado em 10 Março de 2021

SANCHO, Juana Maria. Lição para usar tecnologia. (entrevista). Acessado em 10 Março
de 2021

SANTOS, B. S. A cruel pedagogia do vírus. Coimbra: Edições Almedina, 2020.


Acessado em 10 Março de 2021

SASSAKI, R. K. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA,
1997. p. 176. Acessado em 10 Março de 2021

TRAGTENBERG, M. A escola como organização complexa. Educação & S Acessado


em 10 Março de 2021

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