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Análise Sintática

O documento discute conceitos de análise sintática, incluindo classificações de frases, orações e períodos. Também aborda sujeito e predicado, tipos de verbos, termos relacionados a verbos como objeto direto e indireto, e tipos de predicados.
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ANÁLISE SINTÁTICA

A parte da Gramática que estuda e classifica as orações e os termos de cada oração chama-se
SINTAXE.

Classificações importantes:
Frase: É todo enunciado comunicativo que transmite novas informações.

 Hoje à noite não tem luar.


 Puxa! Que puxa!
 Socorro!

Oração: É toda frase constituída de verbo.

 Menina volte para casa agora!


 Está vendo aquela lua que brilha no céu.
 Alô, amor! Estou te ligando aqui no orelhão.

Período: É a frase formada por uma ou mais orações. O período pode ser:

 Simples: formado por uma única oração. [1 verbo ou 1 locução verbal];


Ex.: Não tinha medo tal João de Santo Cristo...
 Composto: formado por duas ou mais orações. [2 verbos ou 2 locuções verbais];
Ex.:É preciso saber viver...

1- Sujeito e predicado
É uma estrutura completa que apresenta uma informação (predicado) sobre alguém ou alguma
coisa (sujeito).

 Sujeito determinado: Quando a informação do predicado repousa num elemento que pode ser
facilmente determinado.
Ex.: O rato roeu a roupa do rei de Roma.

OBS: TOMAR CUIDADO COM A INVERSÃO DO SUJEITO!!

Ex.: Agradou-me, desde ontem pela manhã, quando ele me havia ligado, o fato de ter uma pessoa legal
ao meu lado naquela situação difícil.

BIZURAÇÃO:

 PERGUNTE: O que me agradou desde ontem pela manhã, quando ele me havia ligado?
 RESPOSTA: o fato de ter uma pessoa legal ao meu lado naquela situação difícil.

1.1 - CLASSIFICAÇÃO DO SUJEITO


 Simples: Quando há somente um núcleo claro.

Ex.: Alguém escondeu a minha bolsa.

Ex.: Quem foram os beneficiados pelo projeto esportivo?

Ex.: As despesas das casas de praia e de campo ficaram por minha conta.

 Composto: É o tipo que tem mais de um núcleo.


 Maria, Víctor e John viviam juntos.
 A casa, o carro e as motos foram apreendidos.
 Desinencial (Oculto): Quando nåo vem expresso na oração, mas é possível determiná-lo por
meio da desinência verbal.
Ex.: Comemos a pizza.
Ex.: Fizestes a tarefa, menina?
Ex.: Foste ao cinema sozinho, querida!
*Nesses casos, o sujeito é simples, porém está subentendido no verbo.

 Sujeito indeterminado: Quando a afirmação expressa pelo predicado repousa num elemento que
não pode ser determinado dentro de um conjunto. Há, em português, três maneiras de se
indeterminar o sujeito:

1. Com verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito expresso.


Ex.: Morderam a pobre menina!
2. Com o verbo na 3ª pessoa do singular mais partícula SE (índice de indeterminação do
Sujeito).
Ex.: Precisa-se de empregados.
Ex.: Vive-se bem neste lugar.
Ex.: Aqui se é muito feliz.

*Em geral, é formado por VT, VTI ou V. lig. + PIS ou IIS.

Bizuração: SE como pronome apassivador:

O SE terá essa função quando aparecer ligado a um verbo na 3ª pessoa (do sing. ou pl.) e a
oração admitir a transformação para a voz passiva analítica, isto é, para a voz passiva com dois verbos
(verbo ser ou estar + verbo principal no particípio).

Bizuração: SE como índice de indeterminação do sujeito:

SE como índice de indeterminação do sujeito A palavra SE terá essa função quando ela
aparecer ligada a um verbo (sempre na 3ª pessoa do singular) em frases que não admitem a
transformação para a voz passiva analítica.

Esquematizando essas
duas funções do SE:

Dada a frase em que


se quer determinar a função do SE e/ou o sujeito, observe o seguinte:
BIZURAÇÕES – voz passiva sintética e analítica:

Ex.: [Comemora-se] ainda hoje um aninho de vida de meu filho. (voz passiva sintética;
sujeito simples);
Ex.: Um aninho de vida de meu filho [é comemorado] ainda hoje. (voz passiva analítica;
sujeito simples).
Ex.: É preciso que [se incuta] nos partidos políticos brasileiros, tachados de corruptos, o
valor da honestidade. (voz passiva sintética; sujeito simples);
Ex.: É preciso que o valor da honestidade [seja incutido] nos partidos políticos brasileiros,
tachados de corruptos. (voz passiva analítica; sujeito simples).

BIZURAÇÕES – sujeito pleonástico:


*Quando há necessidade de ênfase ou de reforço expressivo, o sujeito pode ser
PLEONÁSTICO. Isso ocorre principalmente em nível informal:
 Esses alunos, eles me dão muito orgulho.

 Sujeito inexistente (oração sem sujeito): Teremos sujeito inexistente nos seguintes casos:

1. Com o verbo HAVER no sentido de existir ou com referência a tempo:


Ex.: Há tanta coisa lá fora, aqui dentro sempre…
Ex.: Há tempos nem os santos têm ao certo a medida...
2. Com os verbos que exprimem fenômenos Naturais:
Ex.: Chove muito aqui!
Ex.: Nevou em BV!
3. Construções do tipo: chega de, basta de e passa de.
Ex.: Chega de tanta maldade!
Ex.: Basta de saudade!
Ex.: Passa de 5 da tarde, meu!

Bizuração - A IMPESSOALIDADE:

Quando temos orações sem sujeito? R= quando temos só o predicado na oração. Portanto,
dizemos que o verbo de tais orações é IMPESSOAL - Os verbos impessoais, geralmente, devem ficar
na 3ª pessoa do singular. Assim, não se diz:

Ex.: Haviam muitas leis no país.


Ex.: Fazem dois anos que nos conhecemos.

Então, corrija-se para:

Ex.: Havia muitas leis no país.


Ex.: Faz dois anos que nos conhecemos.

1.2 PREDICAÇÃO VERBAL OU TRANSITIVIDADE VERBAL


1. INTRANSITIVOS: São verbos que não reclamam complemento e, por isso, podem constituir
sozinho o predicado. (sentido completo).
Ex.: Nasceu, sofreu, morreu por nós!
Ex.: Amanheceu!

*Em geral, aparecem em frases com adjuntos adverbiais.


2. TRANSITIVOS: São verbos que, por não possuírem sentido completo, exigem um complemento e,
por isso, não conseguem sozinho constituir o predicado. Os verbos transitivos subdividem-se em:
DIRETOS E INDIRETOS.

DIRETOS: Quando exigem complemento sem preposição obrigatória.

Ex.: Eu comprei minha SV 650A.

Ex.: Amo meus cachorros.

INDIRETOS: Quando exigem complemento com preposição obrigatória.

Ex.: Preciso de você aqui!

Ex.: Concordamos com tudo!

Ex.: Gosto tanto de ver, leãozinho!

TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS (OU BITRANSITIVOS): Quando exigem dois


complementos: um sem e outro com preposição obrigatória.

Ex.: Enviaram esta carta ao seu amigo.

Ex.: prefiro Coca-cola a Fanta.

Ex.: Ofereci um abraço à mocinha indefesa.

DE LIGAÇÃO: São aqueles que, não tendo conteúdo próprio, servem apenas como elemento de
ligação entre o sujeito e um atributo do sujeito (predicativo).

Ex.: A casa é bela

Ex.: O professor Cleyton é bonitão.

Ex.: Esse cara sou eu.

1.3 TERMOS QUE SE REFEREM AO VERBO:


OBJETO DIRETO: É um termo da oração que se liga a um verbo (transitivo direto ou bitransitivo)
sem preposição obrigatória, completando-lhe o sentido.
OBJETO INDIRETO: É o termo da oração que se liga a um verbo (transitivo indireto ou
bitransitivo) por meio de preposição obrigatória, completando-lhe o sentido.

AGENTE DA PASSIVA: É o termo da oração que sempre se refere a um verbo passivo por meio
de preposição para indicar o elemento que executa ação verbal.

ADJUNTO ADNOMINAL: Liga-se a um verbo exprimindo uma circunstância. Algumas vezes, o


adjunto adverbial pode estar ligado a um adjetivo ou a um advérbio.

BIZURÇÃO:

O SUJEITO ORACIONAL: É quando vem em forma de oração. O verbo do sujeito oracional fica
sempre na 3ª pessoa do singular.

Ex.: É preciso amar as pessoas...

Ex.: Não é saudável, embora seja delicioso, comer frituras todos os dias.

Ex.: Viu-se que ela tem grande potencial na música.


Ex.: Urge que se papire constantemente, combatentes!

1.4 OS TIPOS DE PREDICADOS:


NOMINAL: Há, nesse tipo de predicado, um verbo de ligação e um núcleo nominal, isto é, uma
característica do sujeito (predicativo do sujeito).

Ex.: A casinha é bonitinha!

Ex.: O pato é amarelo!

Ex.: prof. Cleyton é um arregaçador!

VERBAL: Há, nesse tipo de predicado, um verbo significativo/ nocional e um objeto (direto ou
indireto) apenas isso e nada mais.

Ex.: Os carros colidiram.

Ex.: Os filhotes de cadete compraram um iphone para o professor.

Ex.: Os filhotes de sargento fizeram algo melhor.

VERBO-NOMINAL: Há, nesse tipo de predicado, um verbo significativo, um objeto e um


predicativo (do sujeito ou do objeto).

Ex.: O professor comeu o bolo gostoso.

Ex.: O prof. Cleyton ajudou a aluninha aplicada.

Ex.: A aluna achou a aula topzera.

Ex.: A aspira torava tranquila.

RESUMÃO:
ADJUNTO ADNOMINAL: É o termo da oração que se liga a um nome, sem mediação de verbo
afim de determiná-lo ou caracterizá-lo. Quem pode ser adjunto adnominal?
COMPLEMENTO NOMINAL: É o termo da oração que se liga a um nome sempre por meio de
preposição obrigatória, a fim de completar-lhe o sentido. Podemos dizer que o complemento nominal é
o objeto do nome transitivo.

PREDICATIVO: É o termo da oração que se refere a um nome sempre por meio do verbo (de
ligação ou não), a fim de caracterizá-lo.

APOSTO: O aposto é o termo da oração que se refere a um nome com função de explicá-lo,
esclarecê-lo, identificá-lo. Normalmente, o aposto vem separado por vírgulas.
VOCATIVO: Constitui um termo independente da oração por não se articular a nenhum outro.
Portanto, o vocativo não se refere ao sujeito, nem ao predicado. Trata-se de um chamamento,
direcionado ao ouvinte da frase. Esse termo vem sempre isolado por sinais de pontuação.

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