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Os Lusíadas em Exame Nacional

Neste canto, Camões reflete sobre o desprezo dos poderosos portugueses pelas artes e pelas letras. Ele argumenta que, sem o apoio e incentivo dos nobres, Portugal não produzirá novos Homero ou Virgílio, nem terá epopeias celebrando heróis como Aquiles ou Eneias. Apesar de produzir grandes guerreiros, a terra lusa não lhes dá os "dons" da poesia para eternizar suas façanhas.
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Os Lusíadas em Exame Nacional

Neste canto, Camões reflete sobre o desprezo dos poderosos portugueses pelas artes e pelas letras. Ele argumenta que, sem o apoio e incentivo dos nobres, Portugal não produzirá novos Homero ou Virgílio, nem terá epopeias celebrando heróis como Aquiles ou Eneias. Apesar de produzir grandes guerreiros, a terra lusa não lhes dá os "dons" da poesia para eternizar suas façanhas.
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OS LUSÍADAS EM EXAME NACIONAL

Exame – 2017 – 2ª fase – Canto VIII

Vasco da Gama foi retido pelo Catual que tentou convencê-lo a Vocabulário
ordenar a aproximação das naus para as destruir. Como o Gama
não cedeu, foi feito prisioneiro e depois trocado pelas mercadorias . lhe (verso 2) – Vasco da Gama.
que mandou vir das naus.

Divisão em partes:
Est. 96 – 1ª parte – O poeta parte do exemplo
concreto do que aconteceu a Vasco da Gama para
salientar o poder corruptor do ouro que atinge
tanto os ricos como os pobres.

Est. 97 a 99 – 2ª parte – Exemplos da corrupção


provocada pelo “metal luzente e louro”, na 97 –
exemplos da Antiguidade; 98 e 99 – exemplos de
sempre.

Notar o uso da anáfora “este” que se refere ao


“metal luzente e louro” (perífrase de “ouro”)

1. Relacione o conteúdo da estância 97 com a opinião formada na estância anterior.

2. Releia os versos 17 a 28.


Explicite três dos valores postos em causa pelo poder do “metal luzente e louro” (v. 14). Apresente, para
cada um desses valores, uma transcrição pertinente.

3. Interprete o sentido dos vv. 29-32, enquanto crítica dirigida ao clero.

Outras questões:
Malefícios do ouro: faz render as fortalezas; torna os amigos traidores e falsos, leva os nobres a cometer vilezas (atos indignos), causa
traições; corrompe virginais purezas; deprava as ciências; cega as consciências; faz e desfaz as leis (a justiça deixa-se corrompe; tornar os
reis tiranos; corrompe o próprio clero. (Notar o uso do presente do indicativo – indica a permanência, isto é, a intemporalidade dos
efeitos do ouro).
Exame – 2016 – época especial – Canto VII

Camões invoca as Ninfas do Tejo e do Mondego para o ajudarem na árdua


tarefa – escrever a epopeia. Mostra frustração por se sentir vítima da
ingratidão.

1. Justifique o pedido dirigido pelo Poeta às Ninfas do Tejo e do Mondego, baseando-te no conteúdo da
primeira estância.

2. “Nua mão sempre a espada e noutra a pena” (v. 16).


Explique o sentido deste verso, tendo em conta os aspetos autobiográficos evocados pelo Poeta na segunda
e na terceira estâncias.

3. Explicite a crítica presente na última estância do texto.


Outras questões (as mesmas estâncias + a 82 – exame de 2006 – 2ª fase)

Exame 2008 – 1ª fase ( Canto IX)


Exame 2010 – 1ª fase ( Canto X)
Exame 2013 – 2ª fase - canto VII

O Poeta continua a sua reflexão, desta vez enumerando todos os que não serão por ele cantados. Termina dizendo
quem merecerá o seu louvor.

Exame 2019 – 2ª fase – canto VI

Contextualização

Encontrando-se os Portugueses já a navegar no Oceano Índico, Baco convence Neptuno a convocar um consílio de
deuses marinhos, com a intenção de impedir a chegada daqueles à Índia.
Exame 2012 – 1ª fase – Canto VI

Os Portugueses avistam a Índia, depois de enfrentarem uma violenta tempestade. O Poeta reflete sobre o valor das
honras e da glória.
Canto I – A fragilidade da vida humana

Depois do Consílio dos Deuses, onde Júpiter toma a decisão de ajudar os portugueses a chegarem à Índia, Baco, que
se manifestara contra essa ideia, prepara-lhes várias ciladas em Quíloa e Mombaça. O rei de Mombaça tinha sido
convencido por Baco a aniquilar os Portugueses. O Poeta reflete sobre os enganos e perigos que ameaçam o
Homem, fazendo-o um ser frágil.

105
O recado que trazem é de amigos,
Mas debaxo o veneno vem coberto, Introdução: referência à traição / cilada preparada contra os
Portugueses em Mombaça
Que os pensamentos eram de inimigos,
Segundo foi o engano descoberto.
Ó grandes e gravíssimos perigos,
Ó caminho de vida nunca certo,
Que, aonde a gente põe sua esperança,
Tenha a vida tão pouca segurança!
106
Generalização dos perigos que espreitam o homem, tanto
no mar como na terra
No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Conclusão: fragilidade da vida humana
Que não se arme, e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

1. Situa esta reflexão em função da estrutura global d’ Os Lusíadas, atendendo ao plano estrutural
representado.

Refere o motivo geral da reflexão levada a cabo por Camões nestas estrofes, justificando.
(O motivo geral da reflexão de Camões é a fragilidade da vida humana – que nunca sabe com o que pode contar. A vida é, por
isso, «um caminho» incerto e pouco seguro. O «bicho da terra tão pequeno», o homem, é assim apresentado como um ser à
mercê do inesperado – que não pode controlar.)

2. Interpreta os dois versos finais da estância 105.

3. Atenta nos quatro versos finais da estância 106 e explica de que modo podem encerrar uma valorização do
Homem.
Canto V – o desprezo dos poderosos portugueses pelas artes e pelas letras

92 98
Quão doce é o louvor e a justa glória Por isso, e não por falta de natura,
Dos próprios feitos, quando são soados! Não há também Virgílios nem Homeros;
Qualquer nobre trabalha que em memória Nem haverá, se este costume dura,
Vença ou iguale os grandes já passados. Pios Eneias, nem Aquiles feros.
As invejas da ilustre e alheia história Mas o pior de tudo é que a ventura
Fazem mil vezes feitos sublimados. Tão ásperos os fez, e tão austeros,
Quem valerosas obras exercita, Tão rudos, e de engenho tão remisso,
Louvor alheio muito o esperta e incita. Que a muitos lhe dá pouco, ou nada disso.

93 99
Não tinha em tanto os feitos gloriosos As Musas agradeça o nosso Gama
De Aquiles, Alexandro na peleja, O muito amor da Pátria, que as obriga
Quanto de quem o canta, os numerosos A dar aos seus na lira nome e fama
Versos; isso só louva, isso deseja. De toda a ilustre e bélica fadiga:
Os troféus de Melcíades famosos Que ele, nem quem na estirpe seu se chama,
Temístoeles despertam só de inveja, Calíope não tem por tão amiga,
E diz que nada tanto o deleitava Nem as filhas do Tejo, que deixassem
Como a voz que seus feitos celebrava. As telas douro fino, e que o cantassem.

94 100
Trabalha por mostrar Vasco da Gama Porque o amor fraterno e puro gosto
Que essas navegações que o mundo canta De dar a todo o Lusitano feito
Não merecem tamanha glória e fama Seu louvor, é somente o pressuposto
Como a sua, que o céu e a terra espanta. Das Tágides gentis, e seu respeito.
Si; mas aquele Herói, que estima e ama Porém não deixe enfim de ter disposto
Com dons, mercês, favores e honra tanta Ninguém a grandes obras sempre o peito,
A lira Mantuana, faz que soe Que por esta, ou por outra qualquer via,
Eneias, e a Romana glória voe. Não perderá seu preço, e sua valia.

95
Dá a terra lusitana Cipiões, Explicação
Césares, Alexandros, e dá Augustos;
Mas não lhe dá contudo aqueles dons É doce ouvir louvar os feitos celebrados pela Fama, por isso
Cuja falta os faz duros e robustos. os nobres esforçam-se por praticar ações que igualem ou
Octávio, entre as maiores opressões, ultrapassem os feitos do passado. No entanto, muito do que se
Compunha versos doutos e venustos. escreveu nas epopeias clássicas era exagerado, pois tanto os
(Não dirá Fúlvia certo que é mentira, poetas como os poderosos apreciavam ler as obras dos heróis.
Quando a deixava Antônio por Glafira.) Vasco da Gama esforça-se para mostrar que a sua viagem é
superior às dos antigos, no entanto, toda a gente conhece a
96 fama de Eneias e as glórias de Roma, uma vez que o
Vai César, sojugando toda França, imperador Otávio favorecia o poeta Virgílio. Camões nota que
E as armas não lhe impedem a ciência; Portugal é uma terra de grandes heróis, como Cipião, César,
Mas , numa mão a pena e noutra a lança, Alexandre ou Augusto, porém, aos nossos falta o interesse
Igualava de Cícero a eloquência. pelas artes e letras, tornando-se pessoas rudes. O mesmo não
O que de Cipião se sabe e alcança, sucedia no passado, pois Otávio compunha versos, César não
É nas comédias grande experiência. deixava de escrever à medida que conquistava a França,
Lia Alexandro a Homero de maneira Cipião apreciava as comédias e Alexandre gostava tanto dos
Que sempre se lhe sabe à cabeceira. versos de Homero que sempre tinha o livro à cabeceira. O
Poeta conclui que em todas as nações, os heróis são
97 simultaneamente corajosos e sábios, não sucedendo isso em
Enfim, não houve forte capitão, Portugal, em que não faltam homens valentes, mas pouco
Que não fosse também douto e ciente, dados à cultura. Por isso, se o Poeta não for excelente, isso
Da Lácia, Grega, ou Bárbara nação, fica a dever-se ao facto de não estimarem “o verso e a rima”,
Senão da Portuguesa tão somente. já que “quem não sabe arte não na estima”. Conclui, então,
Sem vergonha o não digo, que a razão que em Portugal não existem grandes poetas (como Homero e
De algum não ser por versos excelente, Virgílio), e que, no futuro, também não haverá heróis, pois
É não se ver prezado o verso e rima, não existirão poetas para louvar os seus feitos.
Porque, quem não sabe arte, não na estima.
TEXTOS EXPOSITIVOS SOBRE OS LUSÍADAS

2008 – 1ª FASE

2011 – 2ª fase

Exame 2006 – 2ª fase

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