Disciplina: MÉTODOS GEODÉSICOS
2° Semestre 2013 – Prof° Sílvio R. C. de Freitas
Estagiária de docência: Ruth da Maia Moreira
Capítulo 4 - Métodos baseados em Geodésia Espacial
4.2 – Outras metodologias
Metodologias
4.2.1 - LASER (SLR e LLR);
4.2.2 – VLBI (Very Long Baseline Interferometry);
4.2.3 – DORIS;
4.2.4 – Altimetria por satélites;
4.2.5 – Gravimetria por satélites;
4.2.6 - Determinações do geopotencial e estimativa de
parâmetros geodésicos
Ferramentas da Geodésia Moderna
Novos Métodos Geodésicos permitem as observações
aplicáveis a modelagens no contexto dos “três pilares da
geodésia” e Sistemas Geodésicos de Referência (SGRs).
Métodos terrestres, aéreos e espaciais
Monitoramento da forma da terra, campo gravitacional e
rotação com acurácia, resolução e estabilidade sem
precedentes.
Geometria e
Cinemática
Rotação da Campo
Terra Gravitacional
GGOS – Global Geodetic Observing System
Estabelecido pela International Association of Geodesy (IAG )
- integrar as três áreas fundamentais da Geodésia (3 pilares);
- monitorar os parâmetros geodésicos e suas variações
temporais;
- realizar estas tarefas em um sistema de referência global
com acurácia relativa de 10-9 ou melhor.
“Entender o Sistema-Terra e sua evolução no tempo”
GGOS – Global Geodetic Observing System
FONTE: http://www.ggos.org /
Ferramentas da Geodésia Moderna
Geometria e Cinemática
GNSS; Satélites altímetros;
SLR móvel; LPS; INS/GPS;
Nivelamento geométrico;
Sensoriamento Remoto;
InSAR; Marégrafos
ADAPTADO DE: H.-P. Plag & M. Pearlman
(eds.), 2009. Global Geodetic Observing
System, Springer, pp. 24.
Redes Geodésicas
de Referência
Campo Gravitacional
e Geopotencial
Rotação da Terra VLBI; LLR; SLR; DORIS;
GNSS; PRARE;
Alt. Satélite Grav. terrestre; INS/GPS;
VLBI; LLR; SLR; DORIS; Gravimetria marinha e aérea;
GNSS; Astronomia clássica Análise de órbitas de satélites;
Futuros giroscópios Gravimetria absoluta e sup.;
terrestres Hi-Lo & Lo-Lo SST;
Grad. por satélite;
PRARE
5 Níveis do GGOS e suas interações com observações de vários tipos
Quasares: bilhões de
anos-luz
GEO: 35.786km
MEO: acima de 12000km
abaixo de 35.786km
LEO: até 12000km
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 239.
Métodos geodésicos espaciais
PASSIVOS: não emitem sinais mas somente recebem de
fontes remotas
ATIVOS: emitem e recebem sinais
MÉTODOS MÉTODOS
ATIVOS SLR PASSIVOS
GNSS
LLR
VLBI
DORIS
Componentes do IERS – International Earth Rotation and
reference system Service
ILRS – International Laser Ranging Service
IVS – International VLBI Service for Geodesy and
Astronomy
IGS – International
GNSS Service
IDS - International DORIS Service
FONTE: http://www.iers.org/nn_10886/IERS/EN/Organization/About/Components/map.html?__nnn=true
LASER
Estações ILRS
FONTE: http://ilrs.gsfc.nasa.gov/images/slrmap_symbols_2012_v5b.jpg
ILRS
Coleta, trata, arquiva e distribui dados Satellite Laser Ranging (SLR) e
Lunar Laser Ranging (LLR) com acurácia suficiente para safisfazer os
objetivos de uma ampla gama de aplicações científicas, de engenharia,
operacionais e experimentais.
Este serviço tem uma interação muito acentuada com o IERS
(International Earth Rotation and reference system Service)
PRODUTOS:
- Parâmetros de Orientação da Terra (movimento do pólo e duração do dia);
- Coordenadas das estações e velocidades dos sistemas de rastreio ILRS;
- Variação no tempo das coordenadas do geocentro (Tx; Ty; Tz);
- Coeficientes estáticos e variáveis no tempo do campo gravitacional ;
- Efemérides dos satélites com acurácia centimétrica;
- Constantes físicas fundamentais;
- Efemérides lunares e libração;
- Parâmetros de orientação da lua.
LLR/SLR
APLICAÇÕES OPERACIONAIS E CIENTÍFICAS:
- Realização de acessibilidade global e melhoria do
International Terrestrial Reference Frame (ITRF)
- Monitoramento tridimensional das deformações da Terra
“sólida”
- Monitoramento da rotação da terra e movimento do pólo
- Suporte ao monitoramento das variações na topografia e
volume da Terra “líquida” (circulação nos oceanos, nível
médio do mar, espessura da camada de gelo, altura das
ondas, etc.)
- Variação na distribuição de massa atmosférica gerada pelas
marés
- Calibração de técnicas de rastreio de microondas
LLR/SLR
APLICAÇÕES OPERACIONAIS E CIENTÍFICAS:
- Experimentos de transferência do tempo global do picossegundo
- Observações astrométricas incluindo a determinação da dinâmica
dos equinócios, obliquidade da eclíptica e a constante da
precessão.
- Estudos relativísticos gravitacionais e gerais incluindo o Princípio
da Equivalência de Mach/Einstein, o parâmetro b de Robertson-
Walker e a taxa de mudança da constante gravitacional
- Física lunar incluindo a dissipação de energia rotacional, forma do
limite núcleo-manto (Número de Love k2), e librações livres e
mecanismos de estimulação.
- Vínculos do Sistema Solar para o International Celestial Reference
Frame (ICRF)
Missões que
utilizam a tecnologia Laser
FONTE: http://ilrs.gsfc.nasa.gov/missions/satellite_missions/index.html
Princípio do LASER
SLR – Satellite Laser Ranging
SLR é uma técnica de mensuração do tempo do duplo percurso de
um feixe laser desde a estação terrestre até o conjunto retrorefletor
no satélite (Terra-Satélite-Terra).
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 29
SLR – Satellite Laser Ranging
Provê medidas com precisão milimétrica que ajudam na
definição de TRF e suporte à determinação das órbitas
precisas;
Grande parte dos satélites vinculados às aplicações
geodésicas têm retrorefletores para uso desta técnica;
É a técnica fundamental para determinação do geocentro;
Com base em uma rede de cerca de 40 estações, tem
atividades coordenadas pelo ILRS.
SLR – Satellite Laser Ranging
Para o Reference Frame o LAser GEOdynamics Satellite
(LAGEOS) 1 e 2 é fundamental, pois tem forma esférica
e massa elevada proporcionalmente à área, o que
possibilita estabilidade orbital de longo prazo para a
mensuração da dinâmica da Terra.
Satélite LAGEOS-1
Diâmetro 60cm
Peso ~400kg
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 31
SLR – Satellite Laser Ranging - APLICAÇÕES
Detecção e monitoramento do movimento das placas tectônicas,
deformação crustal, rotação da terra e movimento do pólo;
Modelagem das variações espaciais e temporais do campo de
gravidade da Terra;
Determinação das marés oceânicas;
Monitoramento a nível milimétrico das variações na localização
do centro de massa do Sistema Terra total (Terra sólida,
atmosfera e oceanos);
Estabelecimento e manutenção do International Terrestrial
Reference System (ITRS); e
Detecção e monitoramento da subsidência e réplica (rebound)
pós-glacial.
LLR – Lunar Laser Ranging
Mesmo princípio do SLR, com retrorefletores instalados
na Lua.
Refletor laser na lua
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 31
LLR – Lunar Laser Ranging - APLICAÇÕES
Determinação de uma série de parâmetros que descrevem:
- Efemérides lunares;
- Física lunar;
- Interior da lua;
- Vários reference frames;
- Parâmetros de orientação da terra;
- Dinâmica Terra-Lua.
Curiosidade: LLR é uma das ferramentas mais consistentes
no teste da teoria geral da relatividade de Einsten no sistema
solar.
LLR – Lunar Laser Ranging
Localização de refletores na Lua
FONTE: http://ilrs.gsfc.nasa.gov/science/scienceContributions/lunar.html
LLR – Lunar Laser Ranging
Observatórios ILRS equipados com LLR em conjunto com
retro-refletores na superfície da Lua
FONTE: http://ilrs.gsfc.nasa.gov/science/scienceContributions/lunar.html
VLBI – Very Long Baseline Interferometry
Técnica geodésica espacial baseada em rádio
astronomia desenvolvida nos anos 70;
Rádio-interferômetro: um par de antenas direcionais
(rádiotelescópios) recebem rádio sinais de objetos
extragaláticos (quasares);
O rádio sinal do quasar é recebido e gravado pela
estação VLBI com tempo preciso (estabilidade 10-12s
=> 3mm);
O atraso no recebimento do sinal entre as duas
estações é utilizado para estimar a posição das estações
com precisão melhor que 1cm, e a velocidade relativa
pode ser medida com observações de vários anos.
VLBI – Very Long Baseline Interferometry
Princípio de funcionamento
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 28.
VLBI – Very Long Baseline Interferometry
Rede com cerca de 40 estações distribuídas em todo o globo
Atividades coordenadas pelo IVS – International VLBI Service for
Geodesy and Astrometry
Radiotelescópio de 14,2m em Fortaleza
FONTE: http://ivscc.gsfc.nasa.gov/publications/ar2012/nsfort/
Rede de estações IVS (VLBI)
FONTE: http://ivscc.gsfc.nasa.gov/stations/ns-map.html
VLBI – Very Long Baseline Interferometry
PRODUTOS:
- Terrestrial Reference Frame (TRF);
- International Celestial Reference Frame (ICRF), e
- Earth Orientation Parameters (EOP). VLBI é a
principal ferramenta na determinação dos EOP;
- Única ferramenta para a determinação das
coordenadas de quasares;
- Vários parâmetros geodinâmicos, astronômicos e
meteorológicos.
DORIS - Doppler Orbitography and Radiopositioning
Integrated by Satellite
Principal objetivo: Determinação das órbitas precisas dos
satélites – acurácia na ordem do centímetro.
Cálculo da órbita: baseada em modelo comparado com as
medidas obtidas pelo DORIS; acurácia aumenta com o
acúmulo de medidas.
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/principle.html
DORIS
Manutenção de acessibilidade global e melhoria do
International Terrestrial Reference Frame (ITRF);
Monitoramento da rotação da Terra;
Determinação da posição relativa e absoluta de estações
fixas
Atividades coordenadas pelo IDS – International DORIS
Service
FONTE: http://ids-doris.org/welcome.html
Princípio de funcionamento - Efeito Doppler
Diferença entre o comprimento de onda emitido e recebido de
objetos em movimento
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/principle.html
Sistema DORIS
Instrumentos a bordo do satélite
Receptor
Antena
Oscilador
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/system/instruments-onboard.html
Sistema DORIS
Cerca de 60 estações ao redor do mundo (2012)
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/system/ground-beacons.html
Sistema DORIS
Centros de controle e processamento para o cálculo das órbitas
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/system/control-and-processing-center.html
Satélites com DORIS a bordo e suas aplicações
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/doris-applications.html
Evolução do sistema DORIS
acurácia melhor que cm com Jason-1
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/doris/system/a-system-constantly-evolving.html
Altimetria por satélites
Atividades coordenadas pelo IAS – International Altimetry
Service, com os objetivos de:
- Prover informações gerais sobre altimetria por satélites e
suas aplicações;
- Comunicar e realizar a interface com provedores de dados
de missões altimétricas e centros de processamento,
arquivo e análise de dados;
- Promover a altimetria por satélites como um elemento
central do Global Earth Observing Systems; e
- Ajudar os usuários a compilar e analisar os dados, bem como
atender às necessidades dos usuários.
Altimetria por satélites sobre os oceanos
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Radar altímetro: medidas de altitude da superfície
instantânea (mar, gelo), em relação ao elipsóide de
referência;
Altímetro emite o sinal para a Terra, e recebe o eco da
superfície do oceano, após a sua reflexão. A altitude do
oceano é representada pela distância satélite - superfície e a
posição do satélite em relação a uma superfície de
referência arbitrária (elipsóide de referência).
A posição do satélite com acurácia é determinada pelo
sistema DORIS;
As perturbações referentes à refração atmosférica, efeitos
geofísicos e outros são corrigidos por modelos.
Altimetria por satélites
PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/principle/basic-principle.html
Altimetria por satélites
CARACTERÍSTICAS TÍPICAS
Satélite altímetro
Frequência radar 13,5 GHz
Duração do pulso 12,5 ns
Tempo de propagação 5 ms
Frequência de repetição 1000 Hz
Taxa de mediação 0,05 s
Altitude em rel. NM ~800 km
Largura do feixe (“footprint”) 2-11 km Nível do mar
Velocidade na superfície 6,7 km/s
Tempo de revisita ~10 dias
Credito: W. Bosch
Altimetria por satélites
ERROS DE OBSERVAÇÃO
Efeitos instrumentais
Atraso no tempo eletrônico
Deriva do relógio (oscilador)
Offset no centro de fase da antena
Centro de gravidade
Tempo de marcação das
observações
Erro no doppler
Refração atmosférica devido a:
ionosfera
troposfera, componente seca
troposfera, componente úmida
Alvo (superfície do oceano)
Marés oceânicas , efeitos de
carregamento,
Marés terrestres, maré polar
Influência eletromagnética (estado
oceânico)
Efeito de inversão barométrica
CRÉDITO: W. Bosch
Altimetria por satélites
PULSOS E FORMA DA ONDA
O radar altímetro emite um pulso em direção à superfície
terrestre. O tempo que leva desde a transmissão do pulso até a
recepção do eco refletido na superfície da terra é proporcional à
altitude do satélite;
A magnitude e forma do eco, ou forma da onda, também contém
informações sobre as características da superfície que causou a
reflexão;
Sobre os oceanos, a forma da onda refletida tem um formato
característico que pode ser descrito analiticamente (modelo
Brown);
Superfícies que não são homogêneas, que contêm
descontinuidades ou declividade significativa, como algumas
superfícies terrestres, dificultam a acurácia da interpretação.
Altimetria por satélites - REFLEXÃO DO PULSO
O radar altímetro recebe o eco refletido, que varia em intensidade com o tempo. Onde a superfície do
oceano é plana (esq.) a amplitude da onda refletida aumenta bruscamente desde o momento em que a
vanguarda do sinal do radar atinge a superfície.
Entretanto, em mares agitados ou com muitas ondas (dir), o sinal atinge a crista de uma onda e então
uma série de outras cristas que fazem com que o aumento da amplitude da onda refletida seja mais
gradual.
Desta onda refletida pode ser derivada a altura da onda do mar, desde que a declividade da curva que
representa sua amplitude ao longo do tempo seja proporcional à altura da onda. Creditos : Cnes
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/principle/pulses-and-waveforms.html
Altimetria por satélites – FORMA DA ONDA
Exemplo Topex
RIO
OCEANO
TERRA
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/principle/pulses-and-waveforms.html
Altimetria por satélites
DEGRADAÇÃO DO SINAL NA COSTA
Quando o satélite altímetro se
aproxima da costa, a entrada
do footprint em terra modifica
a forma da onda (em vermelho
na figura) tornando a estimativa
da distância superfície-satélite
e outras quantidades derivadas
mais difícil.
Alternativas em terra:
SAR, p.ex. ALOS
FONTE: http:// www.coastalt.eu/coastalt-short-web-summary
Altimetria por satélites
FREQÜÊNCIAS DO ESPECTRO UTILIZADAS
Bandas mais utilizadas
Ku (13,6 GHz)
mais comum (T/P, Jason1, ...)
C (5,3 GHz)
Sensível à perturbação
ionosférica, combinada com Ku
S (3,2 GHz)
Combinada com Ku
Ka (35GHz)
Boa detecção do gelo, chuva,
zonas costeiras , altura das ondas, ...
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/principle/frequencies-used.html
Altimetria por satélites
trilhas
Trilhas das missões
Repetidoras (observam sempre
sobre a mesma trilha)
(T/P GFO ERS)
Pontos das missões
sequenciais
(ERS1 e Geosat)
Trilhas das missões
repetidoras
(T/P- JASON; GFO; ERS -
ENVISAT )
Crédito: W. Bosch
Altimetria por satélites
PRINCIPAIS MISSÕES
o Skylab e GEOS-3 (1975) – USA
o SEASAT (1978) – USA
o Geosat (1985-1989) – USA
o ERS-1 (1991-1996) – ESA
o TOPEX-Poseidon (1992-2006) – NASA e CNES
o ERS-2 (1995) - ESA
o GFO – Geosat Follow-On (2000) - USA
o ENVISAT (2002) - ESA
o Jason-1 (2001) – NASA E CNES
- TOPEX/Poseidon
missão altimétrica de maior sucesso até o presente
- Mais de 12 anos de operação;
- Trilhas distanciadas de 311 km;
- Revisita a cada 9,95 dias;
- Órbitas precisas determinadas
com Laser, DORIS e GPS;
- Primeiro sensor-altímetro de
dupla freqüência;
- Calibração contínua;
- Cobertura em latitude de ±66.0°;
- Sucedido pelo JASON.
FONTE: http://ias.dgfi.badw.de/index.php?id=148
Altimetria por satélites
PRINCIPAIS MISSÕES
FONTE: http://ias.dgfi.badw.de/index.php?id=3
Altimetria por satélites
Acurácia na determinação da altimetria nos oceanos: 1-2 cm
A combinação de vários satélites possibilita uma melhora na
acurácia; p.ex. Topex/Poseidon-ERS, Jason/Envisat
Combinação Topex/Poseidon e ERS permitiu melhores observações dos redemoinhos
na corrente do Golfo. Crédito CLS
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/history.html
Altimetria por satélites
Pelo menos dois satélites são necessários para mapear
e monitorar o movimento nos oceanos, numa escala de
100 a 300km (mesoescala).
Combinações de satélites altímetros e aplicações
FONTE: http://www.aviso.oceanobs.com/en/altimetry/multi-satellites.html
Altimetria por satélites
OUTRAS APLICAÇÕES
Geóide marinho global com alta precisão e resolução;
Geofísica marinha (tectônica marinha, litosfera
oceânica, topografia do fundo do mar, etc.);
Variações temporais da superfície dos oceanos;
Correntes de superfície, dinâmica da topografia dos
oceanos, El Niño, conteúdo de calor, aumento do nível
dos oceanos, marés, ondas, etc;
Mudança na elevação das camadas de gelo;
Nível de água de lagos, rios e inundações.
Altimetria por satélites
Anomalia free-air da gravidade
FONTE: http://www.space.dtu.dk/english/Research/Earths_physics_and_geodesy/Gravity_field
Combinações de técnicas geodésicas espaciais para
controle de parâmetros Sistema de Observação da Terra
No PARÂMETRO A SER CONTROLADO VLBI GNSS DORIS SLR LLR ALT.
PRARE SAT.
1 Coordenadas de Quasars X
2 Nutação X (X) (X) X
3 Movimento do Pólo X X X X X
4 Tempo Universal X
5 Duração do Dia X X X X
6 Coordenadas e Velocidades X X X X X (X)
7 Geocentro X X X X
8 Campo da Gravidade X X X (X) X
9 Órbitas X X X X X
10 Órbitas Terrestres Baixas (LEO) X X X X
11 Ionosfera X X X X
12 Troposfera X X X X
13 Tempo e Freqüência (X) X (X)
1 define o ICRF 2 a 5 definem os EOP
6 e 7 definem o ITRF 7 a 10 relacionadas com o campo da gravidade
11 e 12 atmosfera 13 relaciona-se com Sistemas de Tempo.
ADAPTADO DE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 268.
Combinação e integração
de técnicas de observação
geodésicas
Infraestrutura combinada
permite a determinação e
manutenção dos Sistemas
Geodésicos de Referência
Globais, e a determinação
do campo de gravidade da
Terra e rotação.
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 269.
Gravimetria por satélites
Por que é necessário conhecer a gravidade?
- O campo da gravidade reflete as heterogeneidades de
massa no interior da terra e na superfície
- É fundamental na determinação do geóide
Principal objetivo das missões gravimétricas:
Fornecer modelos globais e regionais do campo da
gravidade e do geóide.
Acurácia e resolução espacial sem precedentes.
Gravimetria por satélites
MISSÕES E PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Satellite-to-satellite tracking (SST), modo high-low
- Missão “Challenging Minisatellite Payload” – CHAMP (2000-2010)
-Órbita do satélite LEO é dada por
satélites de órbita mais alta (GPS)
-Forças não gravitacionais atuando
são medidas pelo acelerômetro
-Das acelerações medidas é
derivado o campo da gravidade
FONTE: HOFMANN-WELLENHOF, B.; MORITZ, H.;
http://isdc.gfz-potsdam.de/index.php?module=pagesetter&func=viewpub&tid=1&pid=34
Gravimetria por satélites
MISSÕES E PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Satellite-to-satellite tracking (SST), modo low-low
- Missão “Gravity Recovery and Climate Experiment” – GRACE (2002)
- Dois satélites gêmeos na mesma
órbita separados por ~200km
- Diferença de aceleração entre os
dois satélites é medida
FONTE: HOFMANN-WELLENHOF, B.; MORITZ, H.;
http://www.csr.utexas.edu/grace/
Gravimetria por satélites
MISSÕES E PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO
Satellite gravity gradiometry - Missão “Gravity Field and Steady
State Ocean Circulation Explorer” – GOCE (1999-2013)
- Diferenças de aceleração são
medidas diretamente no satélite,
em três direções espaciais de seis
acelerômetros;
- O sinal medido corresponde ao
gradiente da gravidade.
FONTE: HOFMANN-WELLENHOF, B.; MORITZ, H.;
http://spaceinimages.esa.int/Images/2009/05/GOCE_in_orbit
Primeiro modelo GOCE e melhora na resolução espacial com a
mudança da altitude
FONTE: http://www.esa.int/Our_Activities/Observing_the_Earth/The_Living_Planet_Programme/Earth_Explorers/GOCE/GOCE_giving_new_insights_into_Earth_s_gravity
http://spaceinimages.esa.int/Images/2012/11/Improved_spatial_resolution
Modelos Globais do Campo da Gravidade
FONTE: http://icgem.gfz-potsdam.de/ICGEM/
O campo da gravidade e suas variações está diretamente
relacionado com o transporte e distribuição de massas.
Interconexão entre processos
e temas de pesquisa
relacionados ao transporte e
distribuição de massas
- Setas no centro: trocas de
massas e mecanismos
dinâmicos de feedback.
- Outras setas conectam as
observações gravimétricas e
geométricas (superior da
figura) aos processos físicos
ou indicam influências
externas e campos
complementares (inferior da
figura)
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 119-121.
Resolubilidade do
transporte de massas
pelas missões satelitais
CHAMP, GRACE e GOCE
FONTE: H.-P. Plag & M. Pearlman (eds.), 2009. Global Geodetic Observing System, Springer, pp. 119-121.
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
Das grandezas derivadas da altimetria por satélites é
possível obter-se a unificação d0s Sistemas de Altitudes:
Geopotencial W0 a partir do NMM
Definir referência continental única relativamente a um
Sistema Global de Altitudes (SIRGAS)
Determinação das componentes do desvio da vertical ξ e η
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
Constantes geodésicas/planetárias fundamentais
obtidas a partir de técnicas espaciais
a, GM, J2, ω determinam de forma unívoca um elipsóide
de referência e seu campo da gravidade normal.
Para o SGR80: Grandezas derivadas
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
ω determinada astronomicamente com grande precisão
GM 3ª Lei de Kepler
“O quadrado do período de revolução de um satélite é
proporcional ao cubo do semi-eixo maior da órbita”
n²a³ = G(M+m) com n = 2/P
n = velocidade angular média
a = semi-eixo maior da órbita
G = constante da gravitação universal
M = massa da Terra
m = massa do satélite
P = Período de revolução
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
J2 = -C2,0 harmônicos zonais
Perturbações sobre satélites próximos
Dos elementos orbitais,
J2 é diretamente proporcional
à ascensão reta do nodo
ascendente Ω
HOFMANN-WELLENHOF, B.; MORITZ, H. 264pp.
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
Tendência atual – superfície equipotencial de referência:
W0 - Geopotencial do geóide global;
J2 = -C20 - Fator dinâmico de forma, sendo = f (J2)
GM - Constante Gravitacional Geocêntrica;
- Velocidade angular da Terra.
Conquista da altimetria por satélites:
U0 derivado de W0.
Semi-eixos a,b do elipsóide = derivados de U0.
Determinações do geopotencial e
estimativa de parâmetros geodésicos
O Geopotencial pode ser expresso em pontos com
coordenadas dadas (r, , ) no exterior das massas
atratoras, em termos das constantes fundamentais da
Geodésia e em função dos polinômios de Legendre
Pnm(sen), como:
n
a
n
1 2 2
1 Cnm cos m Snmsenm Pnm sen r 1 P20 sen
GM
W ( r, , )
r n 2 m0 r 3
3 1
Coeficientes de Stokes P2,0 ( sen ) sen 2
2 2
Cnm , 1 ( n m )! cos m
( 2 0m ) ( r' ) Pnm( sen )
n
dM
S nm MRe ( n m )! sen m
Com = 1 se m = 0 e = 0 se m 0
Referências Bibliográficas
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