INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CAMPUS UBAJARA
CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA
LABORATÓRIO DE QUÍMICA GERAL
ORIENTAÇÃO: Prof.ª(a). Dr. ANA KARINE OLIVEIRA DA SILVA
MEDIDAS DE VOLUMES
UBAJARA - CE
2023
ADRIANO RUFINO DE OLIVEIRA
ANA KALYNE DE LIMA SOUSA
GABRIEL DIOGO ALVES DE LIMA
UBAJARA – CE
2023
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4
2 OBJETIVOS .......................................................................................................................... 5
3 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................................. 5
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................................... 6
5 CONCLUSÃO........................................................................................................................ 7
6 PÓS LABORATÓRIO .......................................................................................................... 8
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 9
1 INTRODUÇÃO
“A Química é uma ciência experimental e se ocupa especialmente das transformações das
substâncias, de sua composição e das relações entre estrutura e reatividade. Os princípios
fundamentais em que a Química se apoia são baseados em fatos experimentais, razão pela qual
o estudante deve dedicar grande parte de seu esforço de aprendizagem a aperfeiçoar-se em
métodos de execução de trabalho experimental, dessa forma o conhecimento sobre as vidrarias,
a aritmética, a comparação das precisões, deverá acompanhar o químico por toda a sua
carreira”.
“Uma importante finalidade dos experimentos que são executados pelos alunos durante o seu
período de trabalho no laboratório será de adquirir um conhecimento básico sobre diversos
métodos e técnicas experimentais que posteriormente serão necessários em outros cursos
experimentais, de Química Orgânica, Química Inorgânica, Química Analítica, Físico-Química
e Bioquímica. A finalidade principal, porém, é de levar o estudante a dar seus primeiros passos
no método científico de trabalho experimental, um método baseado em princípios simples de
lógica, e que tem se mostrado muito eficiente nos últimos séculos, resultando no extraordinário
desenvolvimento da ciência que temos nos dias de hoje.
Para elaborar uma ciência experimental como a Química começamos sempre por observar os
fenômenos, sejam eles de ocorrência natural ou provocados. Você pode imaginar o homem pré
histórico observando o fogo e seus efeitos, exemplos típicos de fenômenos químicos. O
próximo passo é uma operação puramente mental: procura-se explicar o fenômeno, ou seja,
procura-se estabelecer relações entre causa e efeito, procura-se responder a questões do tipo:
Como? Porquê? Qual a consequência? etc. A explicação que se puder formular dá-se o nome
de hipótese (ou teoria, quando é mais elaborada). Essa primeira hipótese é, certamente,
provisória (pois facilmente pode não ser uma boa explicação para o fenômeno), e deve ser
verificada”. (M.G. Constantino et. Al.- USP, 2005. P. 11. Fundamentos de Química
Experimental).
2 OBJETIVOS
• Manipular vidrarias corretamente;
• Analisar a precisão das vidrarias;
• Verificar a precisão de medidas;
3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Materiais e reagentes
- Bureta (100 ml)
- Erlenmeyer (125 ml)
- Becker (100 ml)
- Proveta (100 ml e 10 ml)
- Pipeta volumétrica (10 ml)
- Pipeta graduada (5 ml)
- 6 tubos de ensaio
- Balão volumétrico (50 ml)
- Balança analítica
- Pisseta com água
3.2 Procedimento experimental
3.2.1 Medidas de volume
O experimento consistiu em primeiramente preencher a bureta com água até o volume “zero”,
em seguida foi transferido 50 ml da bureta para um Erlenmeyer de 125 ml, feito isso foi
verificado a precisão deste em comparação a bureta;
Após o término da primeira verificação, foi realizado o mesmo procedimento substituindo o
Erlenmeyer por um Béquer e uma proveta, feito a substituição, foi pipetado 10 ml de água
usando a pipeta volumétrica, e depois foi transmutado para a proveta para ser realizado mais
uma vez a comparação de precisão das vidrarias.
É importante ressaltar que foi feito a transferência de 1 ml; 1,5 ml; 3,8 ml; 4,5 ml e 5 ml de
água para diferentes tubos de ensaio. Esta prática tem como objetivo treinar o aluno para
controlar volumes variáveis em uma pipeta graduada.
3.2.2 Medidas de volume e massa
A última parte da prática consistiu em fazer a pesagem das vidrarias secas, após fazer isso, o
procedimento foi repetido mais uma vez, mas na segunda vez com água, até a marcação de 50
ml, usando a pisseta.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os valores de massas e volumes de cada vidraria estão apresentados na Tabela 1. Assumiu-se
os valores obtidos nas massas das vidrarias secas e com o volume de água de 50 ml, dessa
forma, pelas Equações 1, 2 e 3 foi determinado os valores finais. Por fim, pelo resultado do
erro percentual, que mede a precisão de cada vidraria, apresentou boa concordância com a
literatura, sendo o menos preciso o béquer e o mais preciso o balão volumétrico.
Massa da Massa da Volume Diferenç |Erro
Viraria vidraria vidraria Massa da de água* a para percentua
seca (g) com 50 água (g) (ml) 50 ml l|
ml de
água (g)
Béquer 49.0732 92.274 43.2008 43.2008 6.7992 13.59%
100 ml
Proveta 24.785 74.845 47.057 47.057 2.943 5.88%
50 ml
Balão vol. 18.386 65.443 50.06 50.06 0.06 0.12%
50 ml
Tabela 1. Valores de massa das vidrarias secas e com água, dos volumes, diferença para o valor
esperado e erro percentual.
Vale ressaltar as fórmulas matemáticas usadas na Tabela 1:
Equação 1: Volume da água = Massa da vidraria seca – Massa da vidraria com 50 ml de água
Equação 2: Diferença para 50 ml = Volume pretendido (50 ml) – Volume da água
Equação 3: Erro percentual (o erro percentual será identificado pela seguinte sigla “E%”):
𝑉𝑚−𝑉𝑒
E% = 𝑋 100
𝑉𝑒
* Vm = Volume medido
* Ve = Volume esperado
Béquer: Foi medido a vidraria seca que resultou em 49.0732 (g), depois foi adicionado 50 ml
de água na vidraria e logo depois, determinou-se a massa total, que resultou em 92.274 (g), para
obter esse resultado foi usado a Equação 1 e para ser erro percentual a Equação 3.
Proveta: Foi medido a vidraria seca que resultou em 24.785 (g), depois foi adicionado 50 ml de
água na vidraria e logo depois, determinou-se a massa total, que resultou em 65.443 (g), para
descobrir a massa da água e erro percentual, foram usadas as Equações 1 e 3, respectivamente.
Balão volumétrico: Foi medido a vidraria seca que resultou em 24.785 (g), depois foi
adicionado 50 ml de água na vidraria e assim foi possível medir sua massa total que resultou
em 74.845 (g). Para saber a massa da água e erro percentual, foram usadas as Equações 1 e 3,
respectivamente.
5 CONCLUSÃO
Ao término da prática, é importante enfatizar o conhecimento adquirido acerca da manipulação
das vidrarias, a partir das medidas de massa e de volume medidas no béquer, proveta e balão
volumétrico apresentaram boa concordância com o valor esperado e reportado de precisão e
exatidão na literatura.
6 PÓS LABORATÓRIO
6.1 Vidrarias em ordem crescente de exatidão
- Balão volumétrico = 0.12%
- Proveta = 5.88%
- Becker = 13.59%
6.2 Indicação dos volumes em relação a bureta de 100 ml
- Becker = 45 ml
- Erlenmeyer 125 ml = 50 ml
- Proveta 100 ml = 49 ml
- Proveta de 10 ml em relação a pipeta volumétrica = aproximadamente 10.3 ml
6.3 Conceito de precisão e exatidão e sua relação com as práticas de um analista no laboratório
- Precisão: é uma medida da reprodutibilidade de um método para um conjunto de várias
medidas de um mesmo fenômeno, podemos usar o desvio padrão para avaliar a precisão de um
método.
- Exatidão: é uma medida de quanto um resultado está próximo do valor verdadeiro. Na
ausência de erros sistemáticos, a exatidão pode ser avaliada pela precisão.
6.4 Fontes de erros observadas na prática
- Erro sistemático: “um erro que decorre de um vício no processo de medida, não tendo, por
isso, caráter aleatório; erro constante”.
Nessa prática foi possível analisar um erro em questão de precisão de medidas, seguindo
conceitos, o balão volumétrico deveria ser mais preciso que a proveta, mas de acordo com as
pesagens e medições, o balão obteve um percentual de erro maior que a proveta. Depois de
muita pesquisa e análise, foi possível descobrir que a fonte do erro foi que a balança analítica
não foi zerada antes de colocar a vidraria e que também havia erros de cálculo nas Equações 1
e 3 mencionadas na Tabela 1, assim ocorrendo erros nos algarismos significativos, dessa forma
resultou uma “anomalia” no experimento.
REFERÊNCIAS
- TRINDADE, D.F.; OLIVEIRA, F.P.; BANUTH, G.S.L.; BISPO, J.G. Química
básica experimental. 2a Ed. São Paulo: Ícone, 1998.
- M.G. Constantino et. Al.- USP, 2005. Fundamentos de Química Experimental.
- Faculdade Pitágoras, 2012. Equipamentos de Laboratório.
ANEXOS
Foto do grupo 2 após a conclusão da prática 1
Adicionando 50 ml de água na Bureta