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26/09/2024

ECONOMIA POLÍTICA I
Conceitos essenciais de Economia, em especial a Microeconomia

JOSÉ NEVES CRUZ ([email protected])

Escolha racional
• Como se viu a escolha de uma alternativa implica comparar com a
segunda melhor alternativa
• A melhor decisão resulta da comparação entre os benefícios líquidos
(diferença entre preço de reserva e custos financeiros) entre as opções
alternativas.
• O custo económico (de oportunidade) de cada opção incorpora o benefício
líquido da opção alternativa e os custos financeiros dessa opção.
• É possível existirem fatores que afetam a tomada de decisão, desviando a
escolha da melhor opção do ponto de vista da racionalidade económica
(ofertas, promoções, estratégias de marketing, etc.)

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26/09/2024

I. Conceitos essenciais de Economia:


Conceitos
• Pessoas racionais pensam na margem
• Alterações marginais significam um pequeno ajuste incremental a um dado plano de ação.
• Exemplo:
• Porque é a água tão barata e os diamantes tão dispendiosos?
• As pessoas necessitam da água para sobreviver e os diamantes não são necessários.
• O que leva as pessoas a estar dispostas a pagar muito mais por um diamante do que por um copo de
água?
• A razão de tal deve-se ao facto de a disponibilidade a pagar por um bem basear-se no benefício marginal
que uma unidade adicional desse bem pode dar.
• O benefício marginal depende do número de unidades do bem que as pessoas possuem.
• A água é essencial, mas o benefício marginal de um copo adicional é baixo, porque temos acesso com
facilidade a uma grande quantidade de água.
• Pelo contrário, ninguém necessita de diamantes para sobreviver, mas dado que são tão raros, as pessoas
atribuem um elevado benefício marginal a uma unidade adicional de diamante.
• Conclusão: Um decisor racional atua apenas se o benefício marginal dessa ação excede o seu
custo marginal.

I. Conceitos essenciais de Economia:


Conceitos
• As pessoas respondem a incentivos
• Incentivo: algo que leva uma pessoa a agir (por exemplo a perspetiva de
receber um prémio ou de receber uma punição).
• Se os preços de um bem sobem as pessoas têm um incentivo a consumir
menos desse bem, trocando-o por outro que satisfaça a mesma necessidade
e cujo preço não se alterou. Por outro lado, os produtores do bem cujo preço
subiu têm um incentivo a produzir mais desse bem.
• Exemplos de uso de incentivos na política fiscal:
• A isenção de pagamento de imposto único de circulação (IUC) aos veículos elétricos
incentivam a sua compra.
• A tributação dos sacos plásticos desincentivou o seu uso pelos consumidores.

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I. Conceitos essenciais de Economia: Conceitos

• A perspetiva da economia comportamental: behavioral economics


(George Akerlof, Daniel Kahneman, Vernon L. Smith)
• As pessoas não são matemáticos que andam constantemente a fazer cálculos.
• Muitas vezes as pessoas atuam por simples rotina
• O que se assume é que as pessoas tendem a ser consistentes nas suas
escolhas e de forma geral fazem escolhas para conseguir a maior satisfação
possível.
• Contudo, as pessoas cometem erros: compram bens de que não precisam,
caiem na armadilha de vendas agressivas.

I. Conceitos essenciais de Economia: Conceitos

• A perspetiva da economia comportamental: behavioral economics


(George Akerlof, Daniel Kahneman, Vernon L. Smith)
• As pessoas têm pouco tempo, fraca memória, informação imperfeita,
distorções psicológicas e o custo de tomada de decisão pode levar a más
decisões.
• Ajuda a explicar porque as pessoas
• não poupam para a velhice,
• porque se compram títulos de empresas, ou títulos sobre hipotecas sem valor
(especulação, crise de subprime nos EUA),
• porque empresas dificultam muito a comparação dos seus preços com os dos
concorrentes, tornando custosa a busca de informação
• e o êxito de muitas estratégias agressivas de marketing e técnicas de vendas que
conduzem os consumidores a decisões que lhes dão pouca satisfação – por exemplo a
forma como produtos são colocados nas prateleiras no supermercados, etc.

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Economia comportamental – Vieses cognitivos


• Mente humana – 2 sistemas
• Sistema 1 – Sistema intuitivo
• As operações do sistema 1 são rápidas, automáticas, sem esforço, associativas e muitas vezes carregadas
de emoção e também são guiadas pelo hábito e, portanto, difíceis de controlar ou modificar.
• Sistema 2 – Sistema racional
• As operações do sistema 2 são mais lentas, seriais, trabalhosas e deliberadamente controladas.
• A capacidade humana para esforço mental é limitada.
• Os processos que exigem esforço tendem a interferir uns com os outros.
• Os processos que não exigem esforço não causam sofrimento nem interferências
quando combinados com outras tarefas.
• Os indivíduos perante uma multiplicidade de decisões que enfrentam
diariamente tendem a responder muitas vezes de forma intuitiva, o que se traduz
em vieses cognitivos.

Vieses cognitivos

•Um bastão e uma bola custam € 1,10 no


total. O bastão custa € 1 a mais do que a
bola. Quanto custa a bola?

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Vieses cognitivos
• Quase todos os questionados relatam uma tendência inicial para responder
“10 centimos” porque a soma € 1,10 se separa naturalmente em € 1 e 10
centimos, e 10 centimos é a magnitude certa.
• Verificou-se que muitas pessoas inteligentes cedem a este impulso
imediato: 50% (47/93) de um grupo de alunos de Princeton e 56%
(164/293) dos alunos da Universidade de Michigan deram a resposta
errada.
• A surpreendentemente elevada taxa de erros neste problema fácil ilustra
como o resultado do pensamento associativo sem esforço é monitorizado
de forma leve:
• as pessoas não estão acostumadas a pensar muito e frequentemente contentam-se
em confiar num julgamento plausível que rapidamente vem à mente

Vieses cognitivos – “Framing” (Enquadramento)

• Problema da doença asiática (“Asian desease”):


• Imagine-se que os Estados Unidos se estão a preparar para um surto de uma
doença asiática incomum, que deve matar 600 pessoas. Dois programas
alternativos para combater a doença foram propostos.
• Versão 1: Suponha-se que as estimativas científicas exatas das consequências
dos programas são as seguintes:
• se o Programa A for adotado, 200 pessoas serão salvas;
• se o Programa B for adotado, há um terço de probabilidade de que 600 pessoas sejam
salvas e dois terços de probabilidade de que nenhuma pessoa seja salva.

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Vieses cognitivos – “Framing” (Enquadramento)

• Problema da doença asiática (“Asian desease”):


• Nesta versão do problema uma maioria substancial dos questionados é a
favor do Programa A, indicando aversão ao risco.

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Vieses cognitivos – “Framing” (Enquadramento)

• Problema da doença asiática (“Asian desease”):


• Versão 2:
• se o Programa A' for adotado, 400 pessoas morrerão;
• se o Programa B' for adotado, há um terço de probabilidade de que ninguém morra e
dois terços de probabilidade de que 600 pessoas morram.

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Vieses cognitivos – “Framing” (Enquadramento)

• Problema da doença asiática (“Asian desease”):


• Uma maioria substancial dos questionados sobre a segunda versão do problema
apoia o Programa B’, a opção de propensão ao risco.
• Não há diferença substantiva entre as versões (o valor esperado de todas é o
mesmo), mas evocam diferentes associações e avaliações.
• Os resultados que são certos são sobrepesados em relação aos resultados de
probabilidade elevada ou intermédia.
• A certeza de salvar pessoas é desproporcionalmente atraente, enquanto aceitar a
morte certa de pessoas é desproporcionalmente aversivo. Estas respostas afetivas
imediatas favorecem respetivamente A sobre B e B' sobre A’.
• A principal premissa da teoria do enquadramento é que uma questão pode
ser vista de uma variedade de perspetivas e ser interpretada como tendo
implicações para múltiplos valores ou considerações.

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Vieses cognitivos – “Framing” (Enquadramento)

• A forma como as coisas são apresentadas influencia as decisões:


• A opção designada como padrão tem grande vantagem nas escolhas, mesmo
para decisões que tenham considerável significado.
• Estudo que comparou as proporções da população inscrita em programas de
doação de órgãos em sete países europeus nos quais a inscrição era o padrão,
pelo que quem não queria ser doador teria de o registar formalmente e
quatro países nos quais a não inscrição era o padrão, ou seja, quem quisesse
ser doador teria de formalmente realizar uma inscrição.
• Fazendo a média dos países, a inscrição em programas de doadores foi de 97,4 por cento
quando esta era a opção padrão; 18 por cento em caso contrário.

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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Reciprocidade
• a reciprocidade negativa, ou seja, a tendência para responder a um ato
indelicado com um ato indelicado
• a reciprocidade positiva, isto é, a tendência para responder a um ato gentil
com um ato gentil.
• Jogo do ultimato (“ultimatum game”):
• O jogador A recebe uma quantia em dinheiro para dividir com o jogador B. O jogador A
anuncia a divisão e B pode aceitar ou rejeitar a divisão proposta. Se aceita, a divisão é
implementada e ambas as partes seguem o seu caminho. Se rejeita, ambas as partes não
recebem nada. A divisão é proposta apenas uma vez (um ultimato) e ambas as partes
sabem disso.

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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Reciprocidade – jogo do ultimato
• O modelo de racionalidade é claro relativamente ao resultado: em equilíbrio,
A oferecerá a menor quantidade possível. B aceitará o que for oferecido, pois
qualquer valor positivo é preferível a zero. Nenhuma quantia positiva
proposta por A deve ser rejeitada.
• Na primeira experiência para testar este conceito, Guth et al. (1982, cit. em
Wilson, 2011, p. 203) obtiveram dois resultados peculiares (não esperados de
acordo com o modelo económico de comportamento humano racional):
quase todos os sujeitos deram mais do que o mínimo - de facto a oferta
modal foi de 50% da dotação-; houve ofertas diferentes de zero que foram
rejeitadas e, de acordo com a racionalidade, nenhuma quantia positiva
proposta por A deveria ser rejeitada. Estes resultados indicam a existência de
reciprocidade negativa.

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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Altruísmo e justiça
• Jogo do ditador
• O proponente, A, recebe uma doação e pode dividir essa doação com o destinatário, B. O
jogador B não tem escolha e deve aceitar tudo o que A enviar. Nesse sentido, A é um
ditador; B não tem ação. Todo o jogo é anónimo, eliminando assim o medo de retaliação
pós-jogo.
• O equilíbrio deste jogo é óbvio: A deve ficar com tudo e não enviar nada para B. Se algo é
enviado, acredita-se que isso se deve a algum senso de justiça ou ato de altruísmo por
parte de A. Os resultados revelam que quase três quartos dos participantes deram algo
ao segundo jogador.
• Uma meta-análise de 129 artigos que usaram o jogo do ditador revela que os ditadores
doam cerca de 28% de sua dotação .

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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Confiança
• Jogo da confiança (trust game)
• Nesta experiência, há novamente dois jogadores. Ambos recebem uma dotação equivalente e
o jogador A tem o primeiro movimento. O jogador A pode decidir qual o montante da sua
dotação que envia ao jogador B. O que quer que seja enviado é triplicado em valor pelo
experimentador e dado a B. O jogador B então decide como dividir o valor triplicado que
recebeu e a dotação inicial.
• Como o jogo do ultimato e o jogo do ditador, este é um jogo de uma só jogada em que, uma
vez tomada a decisão, os jogadores saem com seus ganhos.
• O equilíbrio é óbvio: o jogador B manterá sua dotação e o que lhe foi enviado (e triplicado). O
jogador A, antecipando isso, recusar-se-á a enviar qualquer quantia no primeiro movimento.
• Se A confia que B é confiável, ambas as partes podem beneficiar-se. Numa meta-análise sobre
o jogo da confiança mostram que, em média, os confiantes enviam 50,8% de sua dotação
(com base em 84 experiências). A confiança é recompensada (mal), pois 36,5% do que é
enviado é devolvido (com base em 75 experiências).

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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Cooperação social – jogo dos bens públicos
• Cada um dos participantes recebe uma dotação monetária inicial (moeda
virtual) e escolhe afetá-la entre um bem privado e um bem público. A cada
sujeito foram oferecidos dois investimentos possíveis, um em um bem privado
e outro em um bem público. O investimento no bem privado dá um retorno de
um para um a cada indivíduo, mas no global um retorno menor que o
investimento no bem público (que é multiplicado pelo experimentador de
forma superior) se todos contribuírem para o bem público. Todavia, o
investimento em bem público é não-rival (porque todos os membros do grupo
obtêm o mesmo benefício) e não-excludente (porque os sujeitos ainda que
não contribuam para o investimento em bem público, se houver quem
contribua, receberão o retorno que é distribuído igualmente por todos). Aos
participantes foi pedido para escolherem uma alocação do seu dinheiro entre
os investimentos.
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Vieses cognitivos – preferências sociais: as pessoas


têm em conta o bem-estar dos outros
• Cooperação social – jogo dos bens públicos
• Como o retorno social total é maior para o bem público do que para o bem privado,
o resultado socialmente eficiente seria que todos contribuíssem plenamente para o
bem público. No entanto, cada indivíduo tem um incentivo para manter todo o seu
dinheiro, porque dedicando todo o dinheiro ao investimento em bem privado
conseguirá o máximo retorno desse investimento e não será excluído do acesso ao
retorno do bem público se os outros para ele contribuírem, maximizando assim o seu
retorno total.
• O jogo foi repetido em diversas rodadas e o nível de contribuições reais foi
comparado com a previsão de racionalidade individual - contribuições zero para o
bem público - e o resultado socialmente eficiente - contribuições na totalidade para
o bem público.
• Os resultados das várias experiências, embora muitas vezes contraditórios, sugerem
que é frequente a ocorrência da contribuição para o bem público, às vezes em
quantidades significativas

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Vieses cognitivos – desconto do tempo


• Os psicólogos e economistas documentaram muitos casos em que as
pessoas fazem escolhas inconsistentes relativamente ao desconto do
tempo. A natureza dessa inconsistência é expressa da seguinte
maneira:
• Suponha que um indivíduo possa escolher entre € 100 hoje e € 105 amanhã,
e prefere os € 100 hoje. Em seguida, pode escolher entre € 100 dentro de seis
meses e € 105 dentro de seis meses mais um dia, e prefere os € 105.
• Isto constitui uma reversão de preferências inconsistente com a forma
padrão de desconto exponencial.
• O resultado básico é que a maioria dos indivíduos gasta demais no
presente e não economiza o suficiente.

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Vieses cognitivos: possibilidades de ganhos e


de perdas
• Os indivíduos são mais propensos a correr riscos perante
possibilidades de ganhos e evitam riscos em face de possibilidades de
perdas.
• Problema 1: Está disposto a aceitar este jogo em que tem 50% de
probabilidade de ganhar € 150 e 50% de probabilidade de perder € 100?

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Vieses cognitivos: possibilidades de ganhos e


de perdas
• A evidência empírica mostra que a maior parte das pessoas rejeita um
jogo com iguais probabilidades de ganhar e perder, a não ser que o
ganho possível tenha pelo menos duas vezes a dimensão da possível
perda.

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Vieses cognitivos: possibilidades de ganhos e


de perdas
• Problema 2: Qual é que escolheria: perder com certeza € 100 ou em
alternativa uma probabilidade de 50% de ganhar € 50 e uma probabilidade
de 50% de perder € 200?

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Vieses cognitivos: possibilidades de ganhos e


de perdas
• No problema 2 os resultados revelam que a maioria dos entrevistados
escolhe jogar em vez de perder com certeza € 100, ou seja, as
preferências por busca de risco existem na maioria dos entrevistados.
• A diferença entre a reação do entrevistado ao problema 1 e ao
problema 2 é que os indivíduos passam de avessos ao risco (em face
do problema 1) a propensos ao risco (em face do problema 2).
• As preferências foram determinadas pelas atitudes em relação a
perdas e a ganhos com base num ponto de referência e não nos
resultados esperados.

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Vieses cognitivos: status-quo


• A perceção depende da referência:
• Imergir a mão em água a 20°C dará uma sensação agradável de calor após
uma imersão prolongada em água muito mais fria e de resfriamento
agradável após uma imersão em água muito mais quente.
• Segundo a teoria de escolha racional, a escolha depende apenas dos
resultados finais das diferentes alternativas, não sendo relevante a
referência de partida.
• Os resultados empíricos mostram que muitas vezes as pessoas
relevam a situação de partida nas suas escolhas.

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Vieses cognitivos: irregularidades psicológicas


• Excesso de confiança
• Há muitas evidências de que os entrantes nos mercados confiam demais na sua
probabilidade de sucesso e os investidores confiam demais na sua capacidade de ler o
mercado.
• Emoções
• Está demonstrado o papel da inveja e da indignação na motivação de rejeições no jogo do
ultimato e o lugar do amor, ódio, vingança e desprezo em vários outros cenários.
• Uma teoria da escolha que ignora completamente sentimentos como a dor das perdas e o
arrependimento dos erros não é apenas descritivamente irreal, mas também leva a
prescrições que não maximizam a utilidade dos resultados. (Kahneman, 2003)
• Estatuto
• A Psicologia indica que os seres humanos frequentemente olham para os outros para decidir
quem imitar ou seguir. Não se trata de uma decisão aleatória, mas muitas vezes está
associada ao estatuto social.
• O estatuto social não deveria ser relevante para as decisões económicas, mas existe
evidência de que realmente é importante

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I. Conceitos essenciais de Economia:


Economia Mista Moderna
• Mecanismo de mercado
• Um mercado é um mecanismo segundo o qual compradores e vendedores
interagem para determinar preços e trocar bens, serviços e ativos.
• Os compradores e vendedores nem sempre atuam segundo o pressuposto da
racionalidade, pelo que nem sempre os resultados das interações de mercado
garantem a eficiência no uso dos rescursos.
• Assume-se doravante que os agentes atuam segundo o princípio da
racionalidade.
• Milhões de empresas e consumidores fazem voluntariamente relações de
comércio em que cada um procura melhorar a sua situação económica, sendo
todas as ações invisivelmente coordenadas pelo sistema de preços e pelos
mercados.
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I. Conceitos essenciais de Economia:


Economia Mista Moderna
• Mecanismo de mercado
• Os problemas económicos são resolvidos sem que haja uma entidade
responsável para resolver os grandes problemas económicos:
• Que mercadorias produzir e em que quantidades?
• Como são produzidos os bens?
• Para quem são produzidos os bens?
• Exemplo de como numa grande cidade todas as atividades estão sintonizadas
– abastecimentos, compras, transportes, etc.
• Preços: termos em que os bens podem ser trocados e são sinais para os
compradores e vendedores (e. g., se os consumidores querem maior
quantidade do bem, os preços subirão).

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I. Conceitos essenciais de Economia:


Economia Mista Moderna
• Equilíbrio de mercado
• Aqueles preços que levam a que os compradores desejem comprar
exatamente as quantidades produzidas pelos vendedores constituem um
equilíbrio entre a procura e a oferta.
• Todos os mercados individualmente considerados tendem para um equilíbrio,
estabelecendo-se automaticamente os preços que garantem que a procura
iguale a produção.
• Tal acontecendo em todos os mercados gera-se um equilíbrio geral do
mercado.
• Através de lucros e perdas as empresas vão produzindo eficientemente no
mercado os bens e serviços na quantidade desejada.

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I. Conceitos
essenciais de
Economia:
Economia Mista
Moderna
• Um quadro
dos preços e
dos mercados

Fonte: Samuelson e Nordhaus, p. 29.

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I. Conceitos essenciais de Economia:


Economia Mista Moderna
• Mão invisível e “falhas de mercado”
• Adam Smith, 1776 - o interesse privado pode levar ao ganho coletivo quando
tem lugar num mercado que funciona bem
• sem programação por uma entidade supra-individual, num contexto em que os
indivíduos podem transacionar livremente (mercado), cada um seguindo o seu interesse,
levará a que se produza na sociedade uma solução em que tudo o que é produzido é
vendido e os recursos são usados da melhor forma possível.
• Foi demonstrado na economia que dentro de determinadas condições, uma
economia concorrencial é eficiente.

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I. Conceitos essenciais de Economia:


Economia Mista Moderna
• Mão invisível e “falhas de mercado”
• Contudo, depois de dois séculos de reflexão, reconhece-se que tal resultado é
muito limitado. De facto existem “falhas de mercado”, que fazem com que os
mercados nem sempre levem à eficiência. Algumas falhas de mercado:
• Monopólios e concorrência imperfeita;
• Efeitos externos às relações de mercado que afetam terceiros;
• Bens públicos;
• Deficiências na transmissão da informação;
• Distribuição do rendimento eticamente ou socialmente inaceitável.
• Quando qualquer destes elementos acontece, a doutrina da “mão invisível” é
questionada e a “mão visível do Estado” é chamada a intervir.

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