Esquema Filósofos Pré-Socráticos
Esquema Filósofos Pré-Socráticos
Correntes pré-socráticas
Filósofos jônicos.
A ideia de que tudo no universo pode ser reduzido basicamente a uma única substância é a teoria do monismo, e
Tales e seus seguidores foram os primeiros a propor isso dentro da filosofia ocidental.
d) Heráclito de Éfeso: fogo, “inteligência” (arché). “Sobre a natureza”. “Tudo se move”. Orfismo.
Os pitagóricos identificavam o número (e seus componentes) como o “princípio”. Encaravam o universo como uma
harmonia numérica. Encaravam a música, traduzida em determinações numéricas, como purificação e catarse. Os
fenômenos da natureza, sobretudo o tempo, tem uma inferência numérica. A justiça coincidiria com o 4 (2 x 2) ou
com o 9 (3 x 3), pela ideia de equidade. A inteligência coincidiria com o número 1, pela ideia de imobilidade,
enquanto a opinião seria o 2. Os números não seriam meras representações mentais, mas, a própria realidade
(physis). Os números, por sua vez, derivariam de dois “elementos” que, juntos, completam-se (um indeterminado e
outro determinado). Os pares (“femininos”) são indeterminados e menos perfeitos; os ímpares (“masculinos”) são
limitantes e mais perfeitos. O número 1 seria uma exceção a essa regra (nem par, nem ímpar, mas, parimpar), pois,
dele todos os outros procederiam. Pitagóricos desconheciam o zero (0). O número 10, porém, seria o número da
perfeição, representado como um triângulo perfeito, tendo o número 4 em cada lado (tetraktys).
a) Pitágoras. Metempsicose. O fim da filosofia: purificar e libertar a alma do corpo. Influência órfica.
• Protágoras (480 – 415 a.C.) – Abdera. • Górgias (485 – 380 a.C.) – Leontinos.
a) Horai.
b) Sinonímia.
c) Ética pessimista.
d) Precursor de Sócrates.
e) Deuses são a Hipostatização do útil.
f) Reinterpretação do mito de Hércules.
Os sofistas
• Liberdade. Para Sócrates, é o autodomínio • Felicidade. Não pode vir das coisas exteriores,
(razão > paixão). O maior dos escravos é quem do corpo, mas somente da alma. A alma feliz é
não domina seus instintos. Nova concepção de ordenada (virtuosa). O homem virtuoso não ode
herói (vence os inimigos interiores). Autarquia. sofrer nenhum mal, nem na vida, nem na morte.
• Mundo sensível: criado, material, visível e • Dialética. Processo de conhecimento. Pode ser
cópia. Criado pelo Demiurgo (Deus-artífice). ascensional (sinótica) ou descensional
Formado pelas coisas materiais. (diairética).
• Estado Ideal. O político deve ser um filósofo • Arte. Mimese (Cópia). A arte esconde o
(aristocracia). As classes estariam associadas verdadeiro e corrompe o homem. Ela se volta
às almas (racional, irascível e apetitiva) para as faculdades irracionais da alma.
• Diálogos. Platão escreveu ao todo 36 diálogos, • Academia. Escola fundada por Platão.
subdivididos em nove tetralogias. Priorizava o ensino da Matemática.
• Liceu. Escola fundada por Aristóteles em • Ciências. O conhecimento foi dividido em três
Atenas. Escola Peripatética. Aulas esotéricas e grandes áreas: Ciências Teoréticas, Ciências
exotéricas. Práticas e Ciências Poiéticas.
Para Aristóteles, todos os seres são dotados de quatro causas: Material, Formal, Eficiente e Final.
Em seus estudos sobre movimento, Aristóteles fala de Potência e de Ato, de onde vem a ideia de Motor.
Existe uma substância suprassensível (Deus), que é causa do tempo e do movimento. É o Motor Imóvel.
A Psicologia aristotélica é parte integrante da Física e estuda os seres animados (dotados de alma): vegetais,
animais e homens.
Filosofia Helenística
• As correntes filosóficas helenísticas derivam da verdadeira fusão estabelecida entre as culturas grega e orientais,
a partir da expansão política, militar e territorial macedônica, comandada por Alexandre, o Grande, entre 334 e
323 a.C.
• Tratava-se de um contexto de crise política da Pólis, sendo o ideal cosmopolita cada vez mais valorizado. O
homem da cidade cedeu para o homem-indivíduo.
• A concepção de homem atinge uma dimensão de igualitarismo universal, em detrimento do modelo
exclusivamente grego.
• Surgiu, dessa forma, a necessidade de formas de pensamento mais adequadas à realidade imposta pela
expansão macedônica.
• Nesse sentido, surgiram as chamadas correntes helenísticas.
• O centro cultural deixou de ser Atenas e passou a ser Alexandria.
• Cinismo. Fundado por Antístenes (445 – 365 • Epicurismo. Fundado por Epicuro (341 – 271
a.C.), mas Diógenes de Sínope (412 – 323 a.C.).
a.C.) foi o principal expoente. • Escola do Jardim.
• Objetivo da vida: viver na virtude, conforme a • Influência dos atomistas.
natureza. • Influência socrática (filosofia como arte de vida).
• Cinosargo (escola) – Nothoi (alunos • Influencia cirenaica (felicidade x prazer).
marginalizados). • Felicidade: falta de dor (ataraxia, em relação à
• A mais anticultural das filosofias gregas. alma; e aponia, em relação ao corpo).
Opunha-se às leis e aos costumes. • Todos os homens são iguais.
• Defendia a Apatia (indiferença às vicissitudes), • O conhecimento se fundamenta sobre a
a Parresia (liberdade de palavra), Anaideia sensação.
(liberdade de ação) e a Autarquia • A alma é um agregado de átomos.
(autodomínio).
• Estoicismo. Fundado por Zenão de Cítio (344 • Ceticismo. Fundador por Pirro de Élida (360 –
– 262 a.C.). 270). Também chamado de Pirronismo.
• Filósofos do portão (estoá, em grego). • Influência dos gimnosofistas (pensadores
• Renegava a metafísica e toda forma de gregos), que diziam que tudo não passa de
transcendência. Concebia a filosofia como a vaidade.
arte de viver. • Pirro negou o ser e os princípios do ser.
• Opunha-se ao Epicursimo (redução do mundo e • As coisas são em si indiferenciadas,
do homem a átomos e a identificação do prazer incomensuráveis e indiscrimináveis.
como o bem do homem). • Os sentidos e a razão não estão em condição
• Comparava a Filosofia a um pomar: muro de estabelecer a verdade e a falsidade.
(Lógica), árvores (Física) e frutos (Ética). • O homem deve permanecer sem opinião.
• Todos os seres são dotados de um senso de • O sábio usa de afasia (calar-se), para atingir a
conservação. ataraxia (imperturbabilidade).
Filosofia Medieval
A religião cristã, embora originária do judaísmo, surge e se desenvolve no contexto do helenismo, e é precisamente
da síntese entre o judaísmo, o cristianismo e a cultura grega que se origina a tradição cultural ocidental de que
somos herdeiros até hoje.
A leitura que os primeiros pensadores cristãos fazem da filosofia grega é sempre altamente seletiva, tomando aquilo
que consideram compatível com o cristianismo enquanto religião revelada. Assim, valorizaram sobremaneira a:
• Escolástica. Aristotelismo cristão. • Santo Tomás de Aquino (1225 – 1274). “Boi mundo”.
• A Europa vivia uma fragmentação política e • Expoente máximo entre os escolásticos.
cultural e uma instabilidade social e econômica, • Aristotelismo cristão.
além do desinteresse dos bárbaros pela • Frade dominicano. Discípulo de Alberto Magno.
Filosofia.
• A Teologia retifica a Filosofia, mas não a substitui. A fé
• Esforço dos monges beneditinos. Copismo. melhora a razão.
• SIRG (séc. IX). • Ente (Tudo aquilo que existe). Deus é ser (essência)
• Reforma Gregoriana. Escolas em mosteiros: • Teologia Negativa.
Trivium e Quadrivium.
• Cinco provas (vias) da existência de Deus: Movimento,
• Santo Anselmo (1033 – 1109). Monológio e Eficiência, Contingência, Perfeição e Finalidade.
Proslógio. Prova da existência de Deus (retórica,
• Suma Teológica.
lógica e ontológica).
• Livre arbítrio: o homem é natureza racional.
• Querela dos Universais. Realistas (Universais são reais). Conceitualistas (Universais são conceitos).
Nominalistas (Universais são nomes).
Filosofia Moderna
Com frequência, a Filosofia Moderna é apresentada dividida em duas escolas, a dos racionalistas (incluindo
Descartes, Pascal, Espinosa e Leibniz) e a dos empiristas (incluindo Bacon, Hobbes, Locke, Berkeley e Hume).
Vários filósofos não se encaixaram automaticamente neste ou naquele grupo, cada qual sendo ao mesmo tempo
semelhante e diferente dos outros de maneira complexa. Entretanto, a diferença essencial entre as duas escolas era
epistemológica: elas divergiam em suas opiniões sobre o que podemos saber e como sabemos o que sabemos.
Dito de maneira simples, os empiristas sustentavam que o conhecimento derivaria dos sentidos e da experiência,
enquanto os racionalistas afirmavam que o conhecimento pode ser adquirido exclusivamente por meio da reflexão
racional.
Racionalismo
• Ética. • Monadologia.
• Família judaica. • Verdades de razão (necessária) e de fato
• Deus é a causa de tudo que existe; tudo que existe, (contingente).
existe em Deus. • O universo é composto de “mônadas”
• Substância (aquilo que explica a si mesmo). (substâncias simples e individuais).
• Monismo da substância (Deus ou natureza). • Cada mônada está isolada de outras mônadas.
• Dualismo do atributo (corpo e mente). • Cada mônada contém uma completa
• Deus é o mundo e o mundo é Deus (panteísmo, representação de todo o universo em seu estado
“Deus sive natura”). passado, presente e futuro.
• Deus é causa imanente do mundo. • toda mente humana é uma mônada que contém
• O estoico moderno. Emoções ativas e passivas. uma representação completa do universo.
• Empirismo radical e cético. Opunha-se ao Racionalismo, sobretudo por seu caráter teológico-metafísico.
• Hume buscava na Filosofia, o que Newton alcançou na Física. Hume queria uma “Filosofia Natural”.
• Em Hume, a Natureza se impõe à razão. O homem-filósofo deve ceder ao homem-natureza.
• Tratado sobre a Natureza Humana (três volumes, entre 1739 e 1740).
• Investigação sobre o Entendimento Humano (1748).
• História da Inglaterra (seis volumes, entre 1754 e 1762).
• Profunda influência sobre o pensamento de Kant, a Fenomenologia e a Filosofia Analítica.
• Relacionou-se intelectualmente com Diderot, D’Alembert, d’Holbach e, sobretudo, Rousseau.
• Amigo de Adam Smith, defendia o livre-comércio. Apoiou a independência dos EUA.
• Impossibilidade de certeza absoluta. Não há ideias inatas. O conhecimento vem da experiência.
• A relação entre causa e efeito é discutível. A causalidade é um hábito. A base de causa e efeito é a experiência.
• O conteúdo da mente humana: percepções (impressões e ideias).
• Liberdade é não necessidade (casualidade). “A razão não pode contrapor-se à paixão na condução da vontade”.
• A religião não tem fundamento racional, nem moral. A religião é instintiva (medo da morte).
• Thomas Hobbes (1588 – 1679), o “gêmeo do medo”. • John Locke (1632 – 1704).
a)
• Leviatã (1651). “Autoridade inquestionável”. • Contratualista liberal.
• Estado de natureza x Estado civil. • Tratados sobre o Governo Civil (Governo
• Natureza má do ser humano (agressivo, belicoso). consentido). Autoridade constituída.
• O homem é visto em uma perspectiva mecanicista. • Função do Estado: proteger os direitos naturais
• “Guerra de todos contra todos”. Bellum omnia omnes (Jusnaturalismo): vida, liberdade e propriedade.
• Estado e Sociedade fortes. • Cláusula lockeana: O fundamento da
• A função do Estado = manter a ordem. propriedade é o trabalho.
• “Pai do Totalitarismo” x “Pensador democrático”. • Último grande filósofo que justifica a
• Estado > Leis. Estado > Religião. escravidão.
• Empirismo x Filosofia Política. • O Legislativo é o poder supremo (Leis>Estado).
• Um pensador individualista, mas, não liberal. • O poder do Estado é limitado.
• A liberdade é a ausência de impedimento. • Resistência ao governo tirânico.
• Homem = corpo natural. Estado = corpo artificial. • Influenciou as revoluções Gloriosa, Americana
• Opôs-se à Revolução Puritana (1642 – 1649). e Francesa.
• Não defendia exatamente o Absolutismo, mas, o • Defendia a tolerância religiosa.
poder exercido de forma absoluta.
• O pensador de língua alemã Immanuel Kant (1724-1804) deixou uma produção que pode ser vista como um
verdadeiro marco na Filosofia Moderna.
• O pensamento de Kant costuma estar segmentado em duas fases:
a) Dogmática, que vai até a Dissertação de 1770. Kant era essencial e exclusivamente racionalista.
b) Crítica, a partir da publicação da Crítica da razão pura (1ª ed. 1781). Kant buscou superar a dicotomia entre
racionalismo e empirismo.
• Crítica da Razão Pura - 1781 (Teoria do Conhecimento – Filosofia Transcendental). Início do Idealismo alemão.
Idealismo alemão é uma escola que teve desenvolvimento na Alemanha entre os séculos XVIII e XIX. Decorreu do
Kantismo e esteve diretamente influenciada pelo Iluminismo e pelo Romantismo. O idealismo explorava as ideias em
seus sentidos ontológico, epistemológico e ético. Os grandes nome do Idealismo alemão pós-kantiano: Johann
Gottlieb Fichte (1762 – 1814), Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831) e Friedrich Schelling (1775 – 1854).
Materialismo
• Família de origem judaica (O pai, Heinrich, advogado. A mãe, Henriette, dona de casa). Nasceu em Trier.
• Doutorou-se em Filosofia em Berlim (1841) aos 18 anos. Dedicou-se ao Jornalismo.
• Casou-se com Jenny von Westphalen (1843).
• Teve em Friedrich Engels um amigo e colaborador por toda a vida desde que se conheceram.
• Influências de Hegel e de Feuerbach. Foi um hegeliano de esquerda, mas depois rompeu.
• Leu e aprofundou as teorias dos economistas clássicos (Smith, Ricardo, Pecqueur, Say).
• Criticava o Socialismo Utópico, em favor do Socialismo Científico.
• A Ideologia Alemã (escrito em 1846). Manifesto do partido comunista (1848). Os dois em parceria com Engels.
• O Capital (1867). Os outros dois volumes foram publicados postumamente (1885 e 1894, respectivamente).
• Crítica da Economia Política (1859).
• Foi um dos principais organizadores da primeira Internacional (1864 – 1876).
• Alienação do trabalho (pior arquiteto x melhor abelha). Reificação.
• Materialismo histórico. Não é a consciência dos homens que determina o ser, mas é o ser social que determina a
consciência do homem. A estrutura econômica determina a superestrutura das ideias.
• Superestrutura (política), Estrutura (sociedade) e Infraestrutura (economia).
• Materialismo dialético. Marx inverte a dialética hegeliana (das ideias para a história, da mente para os fatos).
• A luta de classes é o motor da história.
• A mercadoria tem duplo valor: valor de uso e valor de troca.
• Mais-valia. Produto suplementar não pago pelo capitalista ao operário. Processo de acumulação capitalista.
• O advento do Comunismo (Revolução Armada x Ditadura Proletária).
Filosofia Contemporânea
Existencialismo
FRASES
• A filosofia para Nietzsche, representada por Sócrates, o “homem de uma visão só”, instaura o predomínio da
razão, da racionalidade argumentativa, da lógica, do conhecimento científico, da demonstração.
• Com isso, o homem perde a proximidade com a natureza e suas forças vitais, que mantinha no período
anterior e que encontra sua expressão nos rituais dionisíacos, na dança, na embriaguez.
• O advento do cristianismo reforçará a direção com o espírito do sacrifício e da submissão, com o pecado e a
culpa, com o supremo paradoxo do “deus morto”, Cristo, o “crucificado”, como Nietzsche se refere a ele.
• Nossa cultura seria fraca e decadente devido ao predomínio das “forças reativas” que a construíram. A
verdade e a moral são os instrumentos que os fracos inventaram para submeter e controlar os fortes, os
guerreiros. A tradição ocidental é o resultado desse processo.
Fenomenologia
A Fenomenologia é uma escola filosófica que tenta investigar todos os fenômenos da nossa experiência interior - é o
estudo da consciência e suas estruturas. Husserl assumiu uma abordagem similar à de Descartes, mas a utilizou de
modo diferente. Ele sugeriu que, se adotarmos uma atitude científica em relação à experiência, deixando de lado
toda suposição particular (incluindo a suposição de que um mundo externo existe fora de nós), então poderemos
começar a filosofar numa lousa limpa, livre de todas as inferências. Husserl chamou essa abordagem de
fenomenologia: uma investigação filosófica sobre os fenômenos da experiência. Precisamos olhar para a experiência
com urna atitude científica, deixando de lado (ou "colocando entre parênteses", como dizia Husserl) cada uma de
nossas suposições. E, se olharmos cuidadosa e pacientemente, poderemos criar uma base segura de conhecimento
para nos ajudar a lidar com problemas :filosóficos que têm nos acompanhado desde o início da filosofia.
Husserl
Max Scheler
Merleau-Ponty
Filosofia Analítica
Por volta do início do século XX, as teorias de Albert Einstein (explicação mais detalhada sobre a natureza do
universo) e a psicanálise de Sigmund Freud (ideia radicalmente nova sobre o funcionamento da mente)
proporcionaram aos filósofos voltar sua atenção para questões de filosofia moral e política ou para questões mais
abstratas da lógica e da análise linguística. Na vanguarda do movimento de análise lógica, que se tornou conhecida
como Filosofia Analítica, estava a obra de Gottlob Frege, que uniu o processo filosófico da lógica com a matemática.
Suas ideias foram recebidas de maneira entusiástica por um filósofo e matemático britânico, Bertrand Russell.
• Filho de uma abastada família austríaca de origem judaica, viveu o ambiente cultural efervescente de Viena no
final do séc. XIX.
• Influenciou as duas correntes da Filosofia Analítica da linguagem contemporânea: a semântica formal e a
pragmática.
• Estudou engenharia e matemática. Em Cambridge, estudou com Bertrand Russel.
• Lutou na I Guerra Mundial pelo Império Austro-Húngaro.
• Tractatus logico-pholosophicus (1921). Busca uma essência da linguagem.
• Wittgenstein busca fundamentar o conhecimento da realidade através da lógica, e não da epistemologia.
• Grandes problemas metafísicos se originariam da má interpretação da linguagem
• A Filosofia tem por objetivo a elucidação lógica dos pensamentos.
• A Filosofia não é um corpo doutrinal, mas uma atividade.
• Sem Filosofia, os pensamentos são nebulosos e indistintos. Sua tarefa é torná-los claros e bem delimitados.
• Investigações Filosóficas (1952). Verdadeira ruptura com a primeira obra. Aqui surge um segundo Wittgenstein.
• Nas Investigações a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece,
dissolve-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados.
• A noção de jogo de linguagem se dá pelo uso que fazemos das expressões linguísticas nos diferentes contextos
ou situações em que as empregamos.
Wittgenstein
Bertrand Russel
Escola de Frankfurt
Theodor Adorno (1903-1969) Filósofo alemão. Max Horkheimer (1895-1973) foi um dos
fundador, juntamente com Horkheimer, em 1924, da fundadores, juntamente com Adorno, da Escola de
famosa Escola de Frankfurt. Exilou-se por motivos Frankfurt, Horkheimer nasceu na Alemanha,
políticos na Inglaterra (1933) e depois nos Estados doutorando-se pela Universidade de Frankfurt. Em
Unidos (1937); retornando em 1949 à Alemanha. 1934, foi para os Estados Unidos, onde lecionou na
Inicialmente dedicou-se ao estudo de Kierkegaard, Universidade Columbia, em Nova York, regressando
sobretudo à sua noção de subjetividade, passando em 1950 à Alemanha. Horkheimer desenvolveu em
depois à análise da dialética em um sentido crítico à estreita colaboração com Adorno, uma profunda
formulação de Hegel. Desenvolveu urna teoria crítica reflexão sobre o projeto filosófico, político, científico e
da ideologia da sociedade industrial e de sua cultura, cultural do Iluminismo, e sua influência na formação
que marca distintamente a posição da escola de da sociedade contemporânea e ele sua ideologia, no
Frankfurt. Formulou o conceito de "indústria cultural" célebre Dialética do Iluminismo (1947). Sua obra é
para caracterizar a exploração comercial e a voltada sobretudo para temas centrais da sociedade
vulgarização da cultura, principalmente através do contemporânea como a família, a questão da
rádio e do cinema. Denunciou sobretudo a ideologia autoridade política e do autoritarismo, a cultura de
da dominação da natureza pela técnica, que traz massas e a ideologia da sociedade burguesa. Apesar
como consequência a dominação do próprio homem. de crítico do materialismo dialético, Horkheimer pode
É famosa, nesse sentido, sua polêmica com Popper ser considerado um neomarxista por seu uso de
e sua crítica ao Positivismo. Adorno destacou-se categorias do marxismo em suas análises e por sua
também como musicólogo, tendo sido ligado a Alban critica ao positivismo sociológico. Obras principais: A
Berg, um dos criadores da música atonal, e situação atual da filosofia social (1931); Estudos
escrevendo uma série de estudos sobre a música sobre a autoridade e a Família (1936), em
desde Wagner até a música popular e o jazz. Suas colaboração com Marcuse e outros membros da
obras principais são: Kierkegaard, construção do escola; Por uma crítica da razão instrumental (1967).
estético (1933), Dialética do esclarecimento (1947, Muitos de seus artigos e ensaios foram publicados na
com Horkheimer), Filosofia da nova música (1949). Revista de pesquisa social, que dirigiu, destacando-
Dialética negativa (1966), Teoria estética (1968), se Um novo conceito de ideologia (1930) e Teoria
Três estudos sopre Hegel (1969). tradicional e teoria crítica (1937).
• A Teoria Crítica da Escola de Frankfurt teve como objetivo o desenvolvimento de uma teoria crítica da cultura
e da sociedade retomando a filosofia de Marx, sobretudo sua análise da ideologia, e aproximando-a de suas
raízes hegelianas.
• A Escola de Frankfurt preocupou-se sobretudo com o contexto social e cultural do surgimento das teorias,
valores e visão de mundo da sociedade industrial avançada, procurando assim atualizar e desenvolver a teoria
marxista enquanto teoria filosófica e sociológica.
Herbert Marcuse (1898-1979) foi um filósofo alemão (nascido em Berlim) que estudou na Universidade de
Freiburg, onde foi aluno de Husserl e Heidegger. Posteriormente ligou-se a Adorno e Horkheimer, tornando-se
um dos mais destacados membros da escola de Frankfurt. Transferiu-se para os Estados Unidos (1934), como a
maioria dos membros da escola, tendo sido professor em diversas universidades americanas (Columbia.
Harvard, Califórnia). Marcuse alcançou grande notoriedade sobretudo a partir dos movimentos estudantis de
1968 na França, Alemanha e Estados Unidos, devido a suas teses revolucionárias e a sua interpretação crítica
da sociedade industrial contemporânea. A principal contribuição de Marcuse à teoria crítica frankfurtiana pode ser
considerada a relação que desenvolveu entre o pensamento de Marx e o de Freud, em urna interpretação que
realça o sentido libertário tanto do marxismo quanto da teoria psicanalítica. Para Marcuse, a repressão sexual e a
repressão social são indissociáveis em nossa cultura. Denunciou inclusive a aparente tolerância existente no
liberalismo de certas sociedades industriais avançadas como uma pseudoliberdade, conduzindo no fundo ao
conformismo. Marcuse criticou igualmente o marxismo oficial da União Soviética, considerando-o muito distante
do caráter revolucionário da filosofia de Marx. Suas principais obras são: Razão e revolução (1941), Eros e
civilização (1955), O homem unidimensional (1964), O fim da utopia (1967).
Jürgen Habermas
Jürgen Habermas (1929) é um filósofo alemão, pertencente à chamada "segunda geração" da escola de
Frankfurt. Foi assistente de Adorno de 1956 a 1959, professor na Universidade de Heidelberg (1961-1964) e
depois em Nova York (1968), diretor do Instituto Max Planck (1971), em Starnberg, Alemanha, sendo atualmente
professor na Universidade de Frankfurt. A obra de Habermas desenvolve-se na perspectiva da teoria crítica da
sociedade iniciada pela escola de Frankfurt, pretendendo ser uma revisão e uma atualização do Marxismo capaz
de dar conta das características do capitalismo avançado da sociedade industrial contemporânea. Inspirando-se
em Weber, Habermas toma como ponto central de sua análise a racionalidade dessa sociedade, caracterizando-
a cm termos de uma razão Instrumental, que visa estabelecer os meios para se alcançar um fim determinado.
Segundo essa análise, o desenvolvimento técnico, e a ciência voltada para a aplicação técnica, que resultam
dessa razão instrumental, acarretam a perda da autonomia do próprio hem, submetido igualmente às regras de
dominação técnica do mundo natural. Para Habermas, numa perspectiva crítica, é necessário portanto recuperar
a dimensão da interação humana, de uma racionalidade não-instrumental, baseada no agir comunicativo entre
sujeitos livres, de caráter emancipador em relação à dominação técnica. A ideologia corresponde, para
Habermas, à distorção dessa possibilidade de ação comunicativa, produzindo relações assimétricas e impedindo
que a interação se realize plenamente. A crítica, ao explicitar as condições da ação comunicativa, implícitas em
todo uso significativo do discurso, permite o desmascaramento da ideologia e a retomada da razão
emancipadora. Nesse sentido, a proposta de Habermas formula-se em termos de uma teoria da ação
comunicativa, recorrendo inclusive à filosofia analítica da linguagem para tematizar essas condições do uso da
linguagem livre de distorção como fundamento de uma nova racionalidade. Contra os críticos da Modernidade,
que se caracterizam pela racionalidade técnica, como Lyotard, Habermas, no entanto, defende o racionalismo do
projeto iniciado pelo *Iluminismo, considerando-o como projeto ainda a ser desenvolvido e ainda significativo para
nossa época, desde que a razão seja entendida criticamente, no sentido do agir comunicativo. Dentre suas obras
mais importantes, destacam-se: Teoria e praxis (1963), Técnica e ciência como "ideologia" (1968), Conhecimento
e interesse (1968), O problema da legitimação no capitalismo tardio (1973), Para a reconstrução do materialismo
histórico (1976), Teoria da ação comunicativa (1981), O discurso filosófico da modernidade (1985).
Utilitarismo
• Trata-se de uma doutrina centrada na questão da ética e defendida por grandes pensadores, como Bentham e
John Stuart Mill.
• Na definição de Mill, "as ações são boas quando tendem a promover a felicidade, más quando tendem a promover
o oposto da felicidade".
• As ações, boas ou más, são consideradas assim do ponto de vista de suas consequências, sendo o objetivo de
uma boa ação, de acordo com os princípios do utilitarismo, promover em maior grau o bem geral.
• As críticas ao Utilitarismo geralmente apontam para a dificuldade de se estabelecer um critério de bem geral, para
o fato de que essa doutrina aceita o sacrifício de uma minoria em nome do bem geral, e para a não-consideração
das intenções e motivos nos quais a ação se baseia, levando em conta apenas seus efeitos e consequências.
• Jeremy Bentham (1748-1832) foi um filósofo inglês, fundador do Utilitarismo, desenvolvido depois por John Stuart
Mill (1806-1873).
• Para Bentham, o Utilitarismo seria a doutrina que, do ponto de vista moral, consideraria a utilidade como o principal
critério da atividade.
• Tratava-se de uma teoria da felicidade pensada segundo o modo de uma economia política ou em termos de gestão
do capital-vida.
• Em seu livro mais importante, Princípios de moral e de legislação (1780), Bentham escreveu: "A natureza colocou o
homem sob o império de dois mestres soberanos: o prazer e a dor.
• O princípio de utilidade reconhece essa sujeição e a supõe como fundamento do sistema que tem por objeto erigir,
com a ajuda da razão e da lei, o edifício da felicidade.
• "O importante é que o homem procure calcular como obter o máximo de felicidade com um mínimo de sofrimento.
• Em outra obra, intitulada O panóptico (1786), Bentham elaborou todo um plano de organização arquitetural das
prisões a fim de submeter os prisioneiros a uma vigilância permanente e poder reinseri-los no sistema produtivo.
• Pretendia estender esse plano a todas as instituições de educação e de trabalho.
• Escreveu também outro livro muito importante: Defesa da usura (1787).
• John Stuart Mill (1806-1873) foi um filósofo e economista inglês que sempre esteve preocupado com a reforma e a
melhoria das condições de vida dos homens.
• Toda a sua vida foi pautada por uma intensa atividade: fundou revistas, círculos de estudos e foi membro do
Parlamento.
• Seus livros principais são: System Sistema de lógica (1843), Ensaios sobre algumas questões não-resolvidas de
economia política (1844), Princípios de economia política (1848) e Utilitarismo (1863).
• É considerado um dos primeiros a elaborar as chamadas leis da prova ou da pesquisa científica: expôs as quatro
regras fundamentais do método experimental, já anunciadas por Francis Bacon (concordância, diferença, resíduos e
variações) concomitantes.
• Retomou de Bentham o princípio segundo o qual o interesse e o prazer constituem as molas da conduta humana,
para elaborar uma moral utilitarista: do ponto de vista da moral, a utilidade é o principal critério da atividade humana;
não há em nós uma consciência moral capaz de designar o bem e portadora de princípios de ação; o bem e o mal
são uma questão de experiência; a reflexão moral se funda no fato de que os homens são seres sociais: os
sentimentos morais fundamentais são a simpatia e a fraternidade.
• Concepção filosófica que defendendo o empirismo no campo da teoria do conhecimento e o utilitarismo no campo
da moral (valoriza a prática mais do que a teoria e considera que devemos dar mais importância ás consequências).
• O critério de verdade deve ser encontrado nos efeitos e consequências de uma ideia, em sua eficácia, em seu
sucesso (A validade de uma ideia está na concretização dos resultados que se propõe obter).
• Charles Sanders Peirce (1839-1914) foi um filósofo norte-americano, de formação científica (físico e químico),
criador do Pragmatismo e que escreveu inúmeros trabalhos de lógica, metafísica, teoria do conhecimento e filosofia
da ciência.
• Peirce concebe o Pragmatismo como um método para estabelecer o significado dos conceitos a partir dos efeitos
práticos de seu uso concreto.
• Desenvolveu, nessa linha, uma teoria consensual de verdade, que seria o acordo a que chegariam os cientistas
após o exame de suas hipóteses.
• Contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da lógica matemática contemporânea e para a discussão da
importância da probabilidade e do método indutivo na ciência.
• É de grande importância sua teoria dos signos, que propõe distinções entre ícones, signos que guardam uma
semelhança com o objeto representado; índices, que indicam o objeto representado; e símbolos, que são
convencionais e supõem uma regra de uso para sua aplicação (uma das bases da semiótica contemporânea).
• William James (1842-1910) foi um filósofo e psicólogo norte-americano, conhecido como um dos fundadores do
Pragmatismo, definindo a verdade por "aquilo que tem êxito praticamente e traz o novo ao mundo", e como o
primeiro a desenvolver a psicologia nos Estados Unidos.
• Seu livro Principles of Psychologv (1890) é um clássico.
• Em 1875, criou, em Harvard, o primeiro laboratório de psicologia.
• Uma de suas teses centrais diz que a consciência é uma função biológica, que ela é ação sobre e no real,
adaptação ativa a um meio que a influencia, mas que também modela (pois é operante).
• James encontra-se na origem do "Funcionalismo" que será adotado por Dewey e outros da "escola de Chicago".
• Seu pragmatismo deriva, na ordem do conhecimento, do Empirismo e, na ordem da ação, do Utilitarismo de John
Stuart Mill.
• O espírito que o domina sustenta que se deve dar maior importância à prática do que à teoria, o critério da verdade
devendo ser procurado na ação.
• Porque a verdade é uma ideia que tem êxito, o verdadeiro é aquilo que se verifica e que é útil.
• O mesmo ocorre na ordem moral: o justo consiste naquilo que é vantajoso para nossa conduta.
• O conhecimento deve ser prospectivo, voltado para o futuro e, por isso, a verdade é concebida como um
"programa", seu valor sendo medido por sua eficácia (“valor monetário” de nossas ideias).
• John Dewey (1859-1952) foi um filósofo e educador norte-americano, além de professor de filosofia, psicologia e
pedagogia nas Universidades de Chicago e Columbia (Nova York).
• Desenvolveu o Pragmatismo formulado por Charles Peirce e William James, aplicando essa doutrina à lógica e à
ética, e defendendo o Instrumentalismo ou o Experimentalismo em teoria da ciência.
• Tornou-se célebre por ter fundado a chamada Escola Ativa.
• Sua obra é vasta: Escola e sociedade (1889), A criança e o currículo (1902). Como nós pensamos (1910),
Democracia e educação (1916), Experiência e educação (1938), Ensaios de lógica experimental (1916, 1954).
• Criticou severamente o sistema tradicional de ensino centrado no mestre, esse monarca da classe.
• Formulou uma concepção pedagógica segundo a qual a educação deve ser "urna preparação para a vida adulta",
seus fins não devendo ser autoritariamente fixados do exterior nem tampouco estáticos.
• A preocupação central de toda construção pedagógica deve ser a experiência, porque toda a pedagogia precisa
organizar-se em torno desse fenômeno atual e vivo, que é o problema prático que se põe a criança, seguido do
debate no qual ela se engaja para resolvê-lo.
• A didática se resume no famoso método "do problema", que se desenvolve em cinco fases: a) a criança traz um
problema (um objeto, uma preocupação etc.. relacionados com sua vida); b) definição em comum do problema; c)
inspeção dos dados disponíveis; d) formação de uma hipótese de trabalho; e) comprovação da experiência (da
validade das informações. dos meios e dos raciocínios).
• Dewey inventou a escola ativa e os métodos ativos. Sua essência está em lançar mão das motivações espontâneas
da criança para a descoberta, pela experiência pessoal, das informações úteis a serem assimiladas.
Hannah Arendt (1906 – 1975)
1. Filósofa alemã, de origem judaica, estudou com 2. Notabilizou-se sobretudo por suas reflexões sobre
Heidegger e Jaspers, tendo emigrado a situação do mundo atual e sobre as crises que
inicialmente para a França e depois para os marcam nossa época: crise da religião, crise da
Estados Unidos (1941), onde foi professora na tradição filosófica e crise da autoridade política.
New School for Social Research de Nova York.
4. Na filosofia política, é importante sua análise do 5. Dentre suas principais obras destacam-se As
totalitarismo, que interpreta como resultante origens do totalitarismo (1951) e A condição
precisamente da crise de autoridade. humana (1958).
• “Foi como se naqueles últimos minutos [Eichmann] resumisse a lição que sua
longa carreira de mal nos ensinou, a lição da terrível banalidade do mal,
diante da qual as palavras e o pensamento parecem impotentes”. Hannah
Arendt em Eichmann em Jerusalém.
•
• Em A Condição Humana, publicado em 1958, Arendt traça um relato do desenvolvimento histórico da situação da
existência humana, da Grécia Antiga até a Europa moderna. Ela teve como meta no livro discutir as possibilidades
da vita activa no mundo moderno. Ela define as três atividades (labor, trabalho e ação) e descreve quatro campos
possíveis: o político, o social, o público e o privado. A autora então explica como os gregos antigos posicionavam
• Arendt defendia um conceito de “pluralismo” no âmbito político, acreditando que com esse pluralismo uma potencial
liberdade e igualdade política seria gerada entre as pessoas.
• Arendt ressaltava que para assumir a responsabilidade política deveriam estar presentes pessoas adequadas e
dispostas, já que elas seriam responsáveis pelos convênios e leis que toda a sociedade deveriam se submeter.
• Com isso defendia um sistema de democracia direta ou um sistema de conselhos.
• Em julho de 1933 ela foi detida durante oito dias pela Gestapo.
• Já naquele ano Arendt defendia a postura de que se devia lutar ativamente contra o nacional-socialismo.
• Ao contrário dos filósofos alemães da época, entre eles alguns judeus, e isso gerou uma repugnância da parte de
Arendt, que os considerava oportunistas ou mesmo entusiastas.
• Nesse mesmo ano Hitler assumia o poder alemão e Arendt por ser judia ficou impedida sua segunda tese que lhe
daria acesso à docência nas universidades alemães.
• Seu envolvimento com o sionismo a levava a colidir com o antissemitismo do Terceiro Reich, fatores que a levaram
a sair da Alemanha.
• Em 1963 Hanna Arendt é contratada como professora da Universidade de Chicago, onde ensina até 1967, ano em
que se muda para Nova York e passa a lecionar na New School for Social Research.
• O trabalho filosófico de Hanna Arendt abarca temas como a política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, a
condição laboral, a violência e a condição feminina.
Estruturalismo
Doutrina filosófica que considera a noção de estrutura fundamental como conceito teórico e metodológico. Concepção
metodológica em diversas ciências (linguística, antropologia, psicologia etc.) que tem como procedimento a
determinação e a análise de estruturas.
Pode-se considerar o estruturalismo corno uma das O método estruturalista de investigação científica foi
principais correntes de pensamento, sobretudo nas estabelecido pelo linguista suíço Ferdinand de Saussurre,
ciências humanas, em nosso século. que afirma ver na linguagem a predominância do sistema
sobre os elementos, visando extrair a estrutura do sistema
através da análise das relações entre os elementos.
A linguística, desse modo, teria por objeto não a descrição empírica das línguas, mas a análise do sistema abstrato que
constitui as relações linguísticas. Lévi-Strauss aplicou o método estruturalista no estudo elos mitos e das relações de
parentesco nas sociedades primitivas, tornando as estruturas sociais como modelos a serem descritos, estabelecendo
assim o sentido da cultura em questão.
Michel Foucault
• Foucault, Michel (1926-1984) empreendeu urna importante análise epistemológica do surgimento das ciências
humanas e de seu papel em nossa cultura, bem como uma crítica à noção tradicional de sujeito.
• Por outro lado, foi também grande a influência do próprio método de análise do discurso proposto por Foucault.
• Seu ponto de partida é o conceito de episteme, uma rede de significados — uma "formação discursiva" — que
caracterizaria uma determinada época nos diversos domínios da sociedade e da cultura: da literatura à ciência, da
arte à filosofia.
• A análise arqueológica, que realizou, representa um método original em história das ideias, cujas bases são
formuladas em sua obra Arqueologia do saber (1969). Essa análise é essencialmente uma análise do discurso,
tomado no entanto em um sentido prévio a qualquer categorização, procurando estabelecer relações não-
tematizadas e examinar com rigor corno as categorizações se dão no discurso, como o próprio discurso se
constitui.
• As palavras e as coisas: "o homem é uma invenção que a arqueologia de nosso pensamento mostra claramente a
data recente, e talvez também o fim próximo".
• Inspirando-se em Nietzsche, desenvolveu seu método em outra direção, que chamou de "genealogia", conceito que
introduziu em seu Vigiar e punir (1975).
• A genealogia é essencialmente uma análise histórica de como o poder pode ser considerado explicativo da
produção dos saberes.
• Os discursos são vistos agora a partir das condições políticas que os tornam possíveis.
• O poder, contudo, deve ser visto aí de uma forma difusa, não se identificando necessariamente com o Estado, mas
nas várias instâncias da vida social e cultural, em uma perspectiva que Foucault denominou "microfísíca do poder".
• No primeiro volume de sua última obra, História da sexualidade, desenvolveu sua análise nessa direção.
• Além dos já citados, destacam-se ainda os seguintes livros: História da loucura na idade clássica (1961), O
nascimento da clínica (1963), A ordem do discurso (1971), História da sexualidade em três volumes: A vontade do
saber (1976), O uso dos prazeres (1984) e O cuidado de si (1984).
Positivismo Lógico
• Doutrina do Círculo de Viena, também conhecida como Empirismo lógico, Positivismo Lógico ou neopositivismo.
• Sua ideia central é a de que a linguagem da física constitui um paradigma para todas as ciências, naturais e
humanas (dentre estas últimas sobretudo a psicologia), estabelecendo a possibilidade de se chegar a uma ciência
unificada.
• Essa linguagem, por sua vez, se reduz a sentenças protocolares, que descrevem dados da experiência imediata, e a
sentenças lógicas que são analíticas.
• A verificação empírica e o formalismo lógico são assim as bases da doutrina.
• Uma das tarefas mais importantes, relativas à lógica da ciência, será o desenvolvimento das operações que corrente
sustenta e que são possíveis: indicar as regras sintáticas para a inserção dos diferentes conceitos biológicos,
psicológicos e sociológicos na linguagem física.
• Essa análise dos conceitos de linguagens parciais conduz à concepção de uma linguagem unitária que suprimiria o
estado de dispersão que reina atualmente na ciência.
Feminismo
• A maior parte da história registrada, as mulheres têm sido consideradas subordinadas aos homens.
• Durante o século XVIII, no entanto, a justiça dessa disposição começou a ser questionada abertamente.
• Entre as vozes discordantes mais proeminentes estava a da radical inglesa Mary Wollstonecraft.
• Muitos defendiam as diferenças físicas entre os sexos para justificar a desigualdade social entre mulheres e homens.
• A visão de Locke de que o conhecimento advinha da experiência e da educação pôs em xeque tal raciocínio.
• Para Wollstonecraft se a homem e mulheres é dada a mesma educação, ambos vão adquirir o mesmo conhecimento.
• “Uma defesa dos direitos da mulher” (1792) foi uma espécie de resposta a Emílio (1762), de Jean-Jacques Rousseau.
• Wollstonecraft semeou os movimentos sufragistas e feministas que floresceriam nos séculos XIX e XX.
• Simone de Beauvoir (1908 – 1980) foi uma filósofa francesa ligada à corrente existencialista e à fenomenologia.
• Em O segundo sexo, escreveu que o padrão de medida do humano passa por uma visão peculiarmente masculina.
• O “Eu” do conhecimento filosófico é masculino (falta de oposição); seu par binário, o feminino, é o “Outro”.
• O Eu é ativo e consciente, enquanto o Outro é tudo o que o Eu rejeita: passivo, sem voz e sem poder.
• As mulheres são julgadas como iguais apenas na medida em que agem como os homens.
• O pensamento de que as mulheres podem ser e fazer o mesmo que os homens é um erro (são diferentes).
• A relação que cada pessoa tem com o próprio corpo e com ·o mundo é fortemente influenciada pelo gênero sexual.
• Separou o ente biológico (a forma corporal das mulheres) e feminilidade (urna construção social).
• A construção é aberta à interpretação, o que significa existirem várias maneiras de "ser mulher".
• "Exortam-nos: sejam mulheres, permaneçam mulheres, tornem-se mulheres. Todo ser humano do sexo feminino
não é, portanto, necessariamente mulher. Ninguém nasce mulher, torna-se mulher".
• As mulheres devem livrar-se da ideia de ser como os homens e da passividade que a sociedade lhes atribuiu.
• Uma existência autêntica é o único caminho para a igualdade e a liberdade.