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Diana Mendonça - Versão Final

O artigo analisa o direito fundamental à saúde no Brasil, focando na política pública de atendimento multidisciplinar para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Rio de Janeiro. A pesquisa revela que, apesar das diretrizes existentes, a implementação enfrenta desafios significativos, como escassez de recursos e formação inadequada de profissionais. Conclui-se que um sistema de saúde integrado e acessível é crucial para garantir os direitos das pessoas com TEA.

Enviado por

Dyanna Mendonça
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Diana Mendonça - Versão Final

O artigo analisa o direito fundamental à saúde no Brasil, focando na política pública de atendimento multidisciplinar para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Rio de Janeiro. A pesquisa revela que, apesar das diretrizes existentes, a implementação enfrenta desafios significativos, como escassez de recursos e formação inadequada de profissionais. Conclui-se que um sistema de saúde integrado e acessível é crucial para garantir os direitos das pessoas com TEA.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM

CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS


CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

Diana Mendonça Bomfim

DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE: análise da política pública de atendimento


multidisciplinar para diagnóstico do TEA no município do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro
2024
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

Diana Mendonça Bomfim

DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE: análise da política pública de atendimento


multidisciplinar para diagnóstico do TEA no município do Rio de Janeiro

Artigo científico apresentado ao Curso de


Bacharelado em Direito do Centro de
Ciências Sociais e Aplicadas do Centro
Universitário Augusto Motta - UNISUAM
como requisito parcial para a aprovação na
disciplina Orientação em Monografia, sob a
orientação do Prof. Fabio Carlos Nascimento
Wanderley.

Rio de Janeiro
2024
Diana Mendonça Bomfim

DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE: análise da política pública de atendimento


multidisciplinar para diagnóstico do TEA no município do Rio de Janeiro

Artigo científico apresentado ao curso de Bacharelado em Direito do Centro de


Ciências Sociais e Aplicadas do Centro Universitário Augusto Motta – UNISUAM,
como requisito parcial para a aprovação na disciplina Orientação em Monografia,
obtendo aprovação pela banca examinadora assim composta:

________________________________________________________
Professor Fabio Carlos Nascimento Wanderley (orientador)

________________________________________________________
Professora Fabiana Kuele Moreira dos Santos Lima

________________________________________________________
Professor Vitor Luiz de Andrade
AGRADECIMENTOS

Primeiramente, a minha gratidão a Deus, que foi a luz em cada passo que dei
nessa jornada. Nos momentos em que me sentia perdida, quando o peso da
caminhada parecia insuportável, foi Ele quem me carregou e me mostrou que há
sempre um novo amanhecer. Sua presença foi meu refúgio e minha força, e sem Sua
graça, eu jamais teria chegado até aqui.
Aos meus pais, Alberto e Roberta, não há palavras que possam expressar o
quanto sou grata a vocês. Vocês não foram apenas pais, foram anjos que Deus
colocou ao meu lado para me guiar. Nos momentos em que a pressão da faculdade
se tornava insuportável, vocês me abraçaram, acreditaram em mim e nunca me
deixaram cair. Obrigada por cada sacrifício silencioso, por cada conselho dado com
amor, e por, mesmo nos meus piores dias, nunca deixarem de acreditar no meu
potencial. Tudo o que sou, devo a vocês.
À minha irmã, Sara, que foi minha rocha nos momentos mais turbulentos. Você
não apenas me compreendeu em cada surto de desespero, mas me deu a mão, me
trouxe de volta ao equilíbrio e me fez lembrar que eu não estava sozinha. Sua
presença foi meu refúgio, e suas palavras, meu consolo. Obrigada por ser sempre tão
paciente, tão forte e tão presente.
Às minhas amigas, Victoria, Gabriele e Brenda, nossa amizade foi o que deu
cor a esses cinco anos. Em meio às provas, trabalhos e noites mal dormidas, vocês
foram a leveza que eu precisava. Com vocês, vivi momentos que jamais serão
apagados da memória. Risos, conversas, apoio e uma parceria que vai muito além
dos muros da universidade. Vocês foram minha rede de apoio, e sem vocês, essa
jornada teria sido muito mais difícil. Tenho certeza de que nossa amizade vai seguir
florescendo por muitos e muitos anos.
Não posso deixar de agradecer aos meus incríveis professores, que foram mais
do que mestres — foram inspirações. Ao professor Eládio, que transformou o Direito
do Trabalho em algo tão acessível que parecia "mamão com açúcar". Às professoras
Priscila e Jordana, que despertaram em mim uma verdadeira paixão pelo Direito Civil,
mostrando-me a beleza e a profundidade dessa área. E aos professores Alfredo e
Thiago Minagé, que me fizeram enxergar o Direito Penal de forma tão fascinante que
me apaixonei ainda mais pela profissão que escolhi.
A cada um de vocês, minha eterna gratidão. Vocês foram, e sempre serão, as
pessoas que fizeram essa caminhada ser possível, e este momento de vitória não é
só meu, é nosso.
EPÍGRAFE

“Assim como um diamante precisa ser


lapidado para brilhar, uma pessoa com
autismo merece e deve ser acolhida, cuidada
e estimulada a se desenvolver.”
(Ana Beatriz Barbosa Silva)
RESUMO
O presente artigo científico tem como objetivo analisar o direito fundamental à saúde
no Brasil, com um foco específico na política pública de atendimento multidisciplinar
para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município do Rio de
Janeiro. A pesquisa fundamenta-se na análise da Constituição Federal de 1988,
discutindo o conceito e alcance do direito à saúde, as competências do Estado e a
interseção deste direito com os direitos das pessoas com TEA. Os objetivos incluem
a identificação das diretrizes das políticas públicas voltadas para o diagnóstico e
tratamento do TEA e a avaliação da efetividade das ações implementadas pelo
sistema de saúde local. Os resultados evidenciam que, embora existam diretrizes
estabelecidas, a implementação das políticas públicas enfrenta desafios significativos,
como a escassez de recursos, a formação inadequada dos profissionais e a falta de
integração entre os serviços de saúde. Conclui-se que o atendimento efetivo e
oportuno às pessoas com TEA depende de um sistema de saúde público que seja
integrado, acessível e que priorize a inclusão, garantindo a promoção dos direitos
dessa população.

Palavras-chave: Direito à saúde; Transtorno do espectro autista; Políticas públicas,


Diagnóstico multidisciplinar.

ABSTRACT
This scientific article aims to analyze the fundamental law to health in Brazil, with a
specific focus on the public policy of multidisciplinary care for the diagnosis of Autism
Spectrum Disorder (ASD) in the municipality of Rio de Janeiro. The research is based
on the analysis of the 1988 Federal Constitution, discussing the concept and scope of
the right to health, state competencies, and the intersection of this right with the rights
of individuals with ASD. Objectives include identifying the guidelines of public policies
aimed at the diagnosis and treatment of ASD and evaluating the effectiveness of
actions implemented by the local health system. The results highlight that, despite
established guidelines, the implementation of public policies faces significant
challenges, such as resource scarcity, inadequate professional training, and a lack of
integration among health services. It concludes that effective and timely care for
individuals with ASD depends on a public health system that is integrated, accessible,
and prioritizes inclusion, ensuring the promotion of rights for this population.

Keywords: Health law; Autism spectrum disorder; Public policies; Multidisciplinary


diagnosis.
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ........................................... ................................................................ 8

1 O DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE NA CRFB 1988........................................ 9


1.1. Conceito e alcance ............................................................................................... 9
1.2. Competência ...................................................................................................... 10
1.3. Interseção com pessoas com transtorno do espectro autista: direitos e obrigações
estatais ...................................................................................................................... 11

2 A POLÍTICA DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR PARA DIAGNÓSTICO DO


TEA NA AGENDA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DO RIO
DE JANEIRO ............................................................................................................ 12
2.1. Discussão do tema em âmbito federal .............................................................. 12
2.2. Discussão do tema em âmbito estadual (RJ) ..................................................... 13
2.3. Discussão do tema no município do RJ ............................................................ 14

3 A FORMULAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA PÚBLICA DE


ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR PARA DIAGNÓSTICO DO TEA NO
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ........................................................................... 15
3.1. Legislação instituidora ........................................................................................ 15
3.2. Contexto, desafios e metas ................................................................................ 17
3.3. Equipe multidisciplinar ........................................................................................ 17
3.4. Recursos materiais, financeiros e humanos ....................................................... 18

CONCLUSÃO ........................................................................................................... 18

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 20
8

INTRODUÇÃO

Um dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição da República


Federativa do Brasil de 1988 é à saúde. Este direito é um pilar essencial das bases
de promoção geral do bem-estar e dignidade humana. Mais do que a garantia de
acesso a tratamentos e médicos, a saúde é, pela legislação brasileira,
responsabilidade do Estado em prover condições plenas para que políticas de
prevenção e assistência possam ser desenvolvidas.
Deste modo, a garantia do direito da saúde é distinta quando se refere às
pessoas com TEA. Isto se deve principalmente à complexidade da condição e do
tratamento, que envolve uma abordagem de múltiplas perspectivas, demandando
recurso e coloca ao sistema público de saúde, principalmente do município desse
trabalho, um desafio. Este artigo pretende desenvolver a análise a uma política pública
do município do Rio de Janeiro, que é o atendimento multidisciplinar para diagnóstico
de casos de TEA. Diante do aumento da visibilidade e demanda de casos
especializados, é perceptível o impacto do diagnóstico precoce na qualidade de vida
do portador, o que torna o acesso aos dados clínicos do multidisciplinar não só
desejável, mas também necessário. Esse atendimento engloba profissionais de
diversas especialidades, entre elas psicologia, fonoaudiologia, neurologia, pediatria,
que criam suportes essenciais para o paciente com o desenvolvimento da qualidade
de vida.
No entanto, o estudo também visa analisar como essa política pública em
particular foi implementada no Rio de Janeiro. Portanto, será explorada as barreiras e
limitações do projeto, bem como as oportunidades oferecidas. Para atingir este
objetivo, as leis em vigor e as metas estabelecidas pelas autoridades competentes e
os recursos investidos, tanto em nível nacional, estadual e municipal, serão trazidos à
tona. Outros fatores que dificultam a efetiva implementação dessa política incluem a
escassez de profissionais qualificados na rede pública de saúde, falta de
financiamento adequado e a dificuldade de acesso por parte das famílias de baixa
renda.
Portanto, há uma necessidade urgente de examinar criticamente a eficácia da
política e a responsabilidade do governo de garantir o acesso universal ao diagnóstico
e ao tratamento do TEA. Além disso, esse estudo também é justificado pela urgência
em estabelecer uma rede de assistência que não se limite a garantir o direito a
9

atendimento médico, mas também contribua para a inclusão social e para a melhoria
das condições de vida dos pacientes e suas famílias. Dessa forma, não só o artigo
trabalha a descrição da política em questão, mas também fornece elementos para a
melhoria de abordagens e práticas de atendimento do SUS e, em um sentido mais
amplo, as vias para a formação de um SUS mais inclusivo e eficiente.

1 O DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE NA CRFB 1988

1.1 Conceito e alcance

No que tange a constituição brasileira promulgada em 1988, o conceito de


saúde é classificado como um direito fundamental, no artigo 6º ele é também
conhecido como direito social tais como da educação, do trabalho, da moradia e
outros. Em nossa constituição mais especificamente no artigo 196º que é o principal
dispositivo em que há a definição de saúde como “direito de todos e dever do Estado”
que será garantido através de políticas sociais e econômicas objetivando a redução
dos riscos de doenças e ao acesso igualitário e universal proporcionando ações e
serviços de proteção e recuperação da saúde.
A constituição tem como definição para o termo saúde um conceito amplo e
integrador. Em consonância a organização mundial de saúde (OMS) a definição de
saúde não fica somente conceituado pela ausência de uma doença, mas em como
está o bem-estar físico, mental e social. Esse conceito foi apensado a constituição
brasileira, para garantir que o Estado tenha o dever de prover não apenas cuidados
curativos, mas atue na prevenção, promovendo um bem-estar da população, seja por
meio de políticas públicas incluem a saneamento básico, o controle de doenças
transmissíveis e a melhoria das condições gerais de vida.
A abrangência do direito à saúde vai desde a individual até a coletiva,
promovendo condições sociais que envolvam e favoreça a saúde pública. Em nossa
constituição há uma previsão de um sistema de saúde quem tem como princípios a
universalidade, integralidade e equidade, que são assegurados pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). A universalidade garante o acesso aos serviços a todos os cidadãos,
independentemente da classe social, raça ou gênero. A integralidade garante que os
cuidados alcancem todos os níveis de cuidados de saúde, desde a prevenção ao
tratamento e recuperação ou cuidados proporcionais às necessidades do grupo.
10

Outrossim a Constituição de 1988 e a legislação pertinente demandam que o


Estado implemente ações específicas para efetivar esse direito. A Lei nº 8.080/1990
que regula o Sistema Único de Saúde (SUS) e define a responsabilidade de todos os
níveis de governo na garantia do acesso aos serviços de saúde. O SUS é um marco
significativo na democratização dos serviços de saúde no Brasil, pois centraliza as
ações e serviços de saúde pública. No entanto, enfrenta desafios históricos
relacionados ao financiamento, à gestão e à capacidade dos serviços, o que limita a
plena realização desse direito.

1.2 Competência

A competência comum estabelecida na nossa constituição de 1988 mais


precisamente em seu artigo 23, é delegada à União, aos Estados, ao Distrito Federal
e aos Municípios, com a intenção de deles atuarem na promoção e proteção da saúde
pública. É fundamental essa competência compartilhada pois é possível garantir uma
atuação coordenada entre os distintos entes federativos. Entretanto o artigo 198, da
CF/1988 e a lei 8.080/1990 deliberam que o comando das políticas de saúde em nossa
país seja de forma descentralizada e organizada de forma regional e hierarquizada,
dispondo fundamentalmente da responsabilidade da execução dos serviços pelo
Município com o apoio técnico e supervisão dos Estados e da União.
Legislativamente a competência no âmbito da saúde e compartilhada entre a
União que irá firmar normas gerais, e os Estados e Municípios, quem tem autonomia
para suplementar a legislação de acordo com as necessidades locais, conforme artigo
24 da CF/1988. A União tem como função central a criação das diretrizes nacionais,
através do Ministério da Saúde que regula os programas e os repasses financeiros, o
Município e os Estados têm como responsabilidade colocar em praticas as diretrizes
formuladas pela União.
Por outra perspectiva, na competência administrativa mostra-se a organização
do SUS, quem tem uma operação tripartite, ou seja, a União é incumbida por
coordenar e criar políticas nacionais de saúde, pelos financiamentos principais e pelo
cumprimento dos programas federativos. Os Estados operam no controle e
coordenação por regiões e dando o devido suporte técnico e financeiro aos
Municípios, à medida que os Municípios estão mais próximos dos cidadãos o que
11

garante uma proximidade maio, tendo assim um atendimento mais intimo à população
nas unidades de saúde.
Embora a segmentação seja coerente com o federalismo brasileiro, na pratica
há desafios para o seu cumprimento. O financiamento congruente é escasso, a falta
de mecanismos monitoramento eficaz que afetam a aplicação dos recursos, além da
sobrecarga municipal, lesionam a efetividade do direito garantido na constituição.
Ademais a dependência do Município no que se diz respeito aos recursos
disponibilizados pela união tem como resultado constante o atraso e a paralização de
programas de saúde, o que ocasiona um grande impacto negativo, principalmente nas
populações mais vulneráveis, um bom exemplo seria as pessoas com Transtorno do
Espectro Autista (TEA).

1.3 Interseção com pessoas com transtorno do espectro autista: direitos e


obrigações estatais

A legitimação de pessoas com Transtorno do Espectro autista (TEA) no Brasil


é relativamente novo, tendo sua consolidação promulgada através da Lei nº
12.764/2012, popularmente conhecida como Lei Berenice Piana. A lei promulgada em
2012 define que quando há o diagnóstico precoce de autismo a pessoa tem direito a
um atendimento multidisciplinar, terapia especializada, o que configura a esse grupo
o direito fundamental à saúde.
O âmbito da interseção do direito à saúde de pessoas com TEA necessita
politicas publicas bem especificas e claro um sistema de atendimento especializado.
Em consonância a Lei Berenice Piana, para todos os efeitos legais a pessoa com TEA
deve ser considerada deficiente e com isso o Estado tem por obrigação suprir
quaisquer suportes para a que seja garantido sua integração social.
No Transtorno do Espectro Autista é primordial que o diagnostico seja precoce
que pessoas que se encontram no espectro autista, pois permite que a intervenção
seja precoce nos primeiros anos de vida. Esses indivíduos necessitam de atendimento
multiprofissional, englobando médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais,
fonoaudiólogos, educadores e outros especialistas. O SUS é o serviço de saúde
pública principal, e tem o dever de garantir a disponibilidade da rede de profissionais
em todas as regiões do país, essa tarefa infelizmente tem grandes desafios
principalmente em áreas de grande escassez de recursos.
12

O Estado tem o dever de assegurar o acesso ao diagnostico, além do contínuo


acompanhamento, o que engloba o fornecimento de terapias comportamentais,
medicamentos e os programas de inclusão social. A constituição homologa a saúde
como direito fundamental, e isso impõe ao Estado a responsabilidade no tratamento
igualitário a todos cidadãos, porém tem como exigência atitudes concretas para que
grupos vulneráveis, como pessoas dentro do Espectro Autista, tenham apoio para o
que necessitam, no sentido que seus direitos sejam igualmente exercidos.
Sem embargo, tem se encontrado dificuldades para a efetivação desses
direitos. A escassez de profissionais capacitados, falta de recursos que sejam
destinados ao diagnóstico precoce e ao tratamento do autismo, além da carência de
centros de atendimento multidisciplinar são obstáculos frequentes, Politicas publicas
mais resistentes e também um grande investimento na formação dos profissionais da
saúde, para que assim seja assegurado que pessoas com TEA tenham o atendimento
devido e garantido tanto pela Constituição brasileira de 1988 quanto pela Lei Berenice
Piana de 2012.
Direito a saúde é fundamental para o desenvolvimento e bem-estar de pessoas
com TEA, e o Estado tem como dever moral e legal promover políticas publicas e
ações que garantam a plena concretização desse direito. Um ponto importante são as
campanhas de conscientização sobre TEA e claro a capacitação dos profissionais,
para que assim o atendimento dessas pessoas seja feito de forma adequada e visando
todas as suas particularidades e necessidades.

2 A POLÍTICA DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR PARA DIAGNÓSTICO DO


TEA NA AGENDA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO MUNICÍPIO DO RIO
DE JANEIRO

2.1 Discussão do tema em âmbito federal

No capítulo anterior foi discutido de como a saúde é direito fundamental


legitimado na constituição brasileira de 1988, mais especificamente no artigo 196,
“direito de todos e dever do Estado”, confere ao Estado a responsabilidade da
promoção de políticas públicas que assegurem o ingresso universal e igualitário nos
serviços de saúde.
13

Legislativamente no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem o


reconhecimento do direito ao atendimento multidisciplinar através da Lei nº
12.764/2012 mais conhecida como Lei Berenice Piana. Na Lei 12.764/2012 discorre
que para a promoção de uma inclusão e de um desenvolvimento social e cognitivo é
essencial por meio de um diagnóstico precoce, atendimento terapêutico e uma equipe
multidisciplinar.
Dessa forma, o Sistema Único de Saúde (SUS), presidido pela Lei nº
8.080/1990, na qualidade de política pública nacional tem como obrigação garantir
que o TEA tenha suas especificidades atendidas, pois em sua Lei o SUS tem a
responsabilidade em garantir acesso aos serviços de saúde de forma universal,
integral e com equidade.
A Portaria nº 739/2012 tem como função presidir a Rede de Cuidados à
Pessoas com Deficiência no SUS, há preceitos de como deve ser o atendimento para
com as pessoas com TEA, inserindo proposta de diagnostico, terapias específicas a
serem realizadas por profissionais capacitados como por exemplo, psicólogos,
psiquiatras, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros, além de uma
necessária infraestrutura que comporte as necessidades mentais e de
desenvolvimento.
Porém, há desafios na hora de colocar em prática esses preceitos, como a
carência de profissionais capacitados, subfinanciamento e o acesso equitativo em
todo Brasil. Ademais há problematização na padronização do diagnostico, o que
causa um grande impacto na efetividade e qualidade de atendimento dado pelo SUS.
Embora haja leis, portarias que regulamentem, na prática há um abismo entre o que
está garantido pela legislação e o que ocorre exatamente no SUS, principalmente em
regiões menos desenvolvidas.

2.2 Discussão do tema em âmbito estadual (RJ)

Em consonância ao artigo 24 da constituição federal Estado do Rio de Janeiro


e em cumprimento de sua competência suplementar, o Estado visando melhorar o
atendimento especializado, complementou a legislação federal com a lei estadual
9.913/2022 que tem como premissa o treinamento e a capacitação dos profissionais
que realizam o atendimento direto às pessoas com transtorno do espectro autista.
14

Além de assegurar a prioridade no atendimento dos serviços de saúde, a lei


9.913/2022 estimula a capacitação dos profissionais que trabalham nesse ramo,
criando assim um ambiente de conscientização do TEA, além de haver mais
informações sobre o espectro autista no perfil de cada profissional. Há também o
encorajamento fundação de redes de apoio que são de extrema importância para a
inclusão social.
O Estado tem estabelecido uma cooperação em diversos setores como na
educação, na assistência virtual e melhor na saúde, com intenção de que as pessoas
com transtorno do espectro autista tenham um atendimento conjunto e de qualidade.
Esse aspecto multidisciplinar não tem como objetivo atender somente a pessoa TEA,
mas também os seus familiares trazendo para abordagem muito mais humanizada e
de certa forma completa para o desenvolvimento familiar da população com TEA.
Infelizmente da mesma forma que no âmbito federal se tem obstáculos no
cumprimento das diretrizes no âmbito estadual não seria diferente, a falta de
profissionais que sejam capacitados, a escassez de financiamento para que sejam
implementadas as terapias multidisciplinares e a falta de recurso limitam o
cumprimento da lei estadual.
O sofrimento com esse tipo de dificuldade nos sistemas de atendimento voltado
as populações vulneráveis e deficientes são comuns, e indica que enorme
necessidade de investimento e claro uma coordenação gestacional que assegure que
atendimento tanto para com as pessoas com TEA quanto para a população vulnerável
ocorra de maneira efetiva em todos estado, dessa forma o princípio garantido na
constituição em seu artigo 196 seja cumprido de forma efetiva.

2.3 Discussão do tema no município do RJ

No âmbito municipal vemos que de certa forma há um avanço maior no quesito


complementação da lei federal, no sentido de proteger a pessoa com transtorno do
espectro autista o âmbito municipal conta com um arcabouço legislativo que inclui não
somente nos serviços de saúde como socialmente.
A Lei nº 846/2023 torna obrigatório o símbolo mundial do autismo (fita com
quebra cabeças coloridos) esteja incluso em todos os emplacamentos de prioridade
como públicos e privados. Essa ação tem como função conscientizar que pessoas
15

autistas são Pessoas com Deficiência (PCD) além de sensibilizar em relação as


dificuldades sociais dessas pessoas.
A Lei nº 7.850/2023 estipula que as redes de saúde dos municípios devem
possuir uma equipe multidisciplinar destinada ao diagnóstico do transtorno do
espectro do autismo. Conforme previsto, a equipe deve necessariamente ser
composta por um neurologista, um psicólogo, um psiquiatra, um fonoaudiólogo, um
terapeuta ocupacional e um assistente social, garantindo uma avaliação integral e
precisa. A constituição destas equipes multidisciplinares reforça a importância de
abordagens complementares para a identificação das características únicas de cada
caso/paciente, além de garantir uma intervenção precoce e eficaz.
Por fim, também um novo instrumento legal, a Lei Municipal nº. 765 de 2021,
proíbe a queima, lançamento, manuseio e exploração de fogos de artifício no
município. Esta é particularmente ação amiga das pessoas com transtorno do
espectro do autismo (TEA) que são frequentemente sensíveis a ruídos altos, como
aqueles causados por fogos de artifício. Em resumo, as normas têm a função de
proteger pessoas TEA, diminuir a sobrecarga sensorial prejudicial e criar centros
urbanos mais seguros e amigáveis.
Assim, essas legislações refletem o empenho da administração municipal em
desenvolver políticas públicas que favoreçam as demandas das pessoas com TEA e
garantam um atendimento de saúde apropriado. No entanto, semelhante a outras
esferas governamentais, o município ainda lida com obstáculos, incluindo a urgência
de uma formação mais robusta para os profissionais e a necessidade de assegurar
recursos suficientes para que essas políticas sejam implementadas de maneira eficaz
em todas as áreas da cidade.

3 A FORMULAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA POLÍTICA PÚBLICA DE


ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR PARA DIAGNÓSTICO DO TEA NO
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

3.1 Legislação instituidora

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um tema importante nas políticas


públicas brasileiras, especialmente na Lei nº7.850/2023, que incluem diretrizes que
dão atenção especial às pessoas com autismo. Pela lei, a cidade criará uma equipe
16

com vários profissionais da saúde, que incluirá neurologistas, psicólogos,


psicoterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. O
acesso a estes grupos visa o acontecimento de um exame minucioso e abrangente,
incluindo as competências sociais e de comunicação necessárias para um diagnóstico
e intervenção adequados, começando pelo estado psicológico e cerebral.
A aplicação desta política no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS)
apresenta vários desafios. Em consonância ao site Diário PCD (2024) e do Autismo
& Realidade nos mostra a grande necessidade de ajuda, pois a grande demanda
ultrapassa a capacidade das redes de saúde e os tempos de espera para diagnóstico
e tratamento, ocasionando a demora no diagnóstico e no tratamento. Na verdade,
esperar no Rio de Janeiro destrói a capacidade de administrar o tempo, que é muito
importante para o desenvolvimento de habilidades das pessoas com autismo. Para
aliviar estes problemas, o Município tem procurado recursos para criar um centro de
informação sobre o autismo que permitisse a colaboração de muitos grupos.
A nova política do ministério da Saúde inclui pela primeira vez o Transtorno do
Espectro do Autista na Política Nacional de Deficiência e atende a essa necessidade,
reconhecendo-o como uma condição que requer apoio especial. A lei apoia uma
abordagem multidisciplinar que leva em consideração as necessidades de cada
paciente autista e os objetivos e implementação da lei para ampliar as oportunidades
de pesquisa e reduzir os tempos de espera nas filas de atendimento.
A dificuldade na criação e manutenção das equipes multidisciplinares
ultrapassa a mera contratação dos profissionais habilitados. De acordo com o estudo
do Brazilian Journal of Health Review e da ABENEPI, as barreiras à implementação
eficiente de tais equipes são as restrições financeiras e estruturais. O sistema de
saúde do Rio de Janeiro sofre com limitações tanto financeiras quanto ao
disponibilizar recursos materiais e humanos, de forma que as equipes são impedidas
de contratar e treinar regularmente profissionais habilitados a atender o TEA. A
adaptação da infraestrutura de saúde destinada às crianças com autismo também
implica investimentos na criação de espaços e materiais de terapias apropriados e
educativos.
As unidades de saúde do município adotam uma estratégia de formulação de
um Projeto Terapêutico Singular que implica um planejamento individual de
intervenções a serem tomadas em cada criança desde o diagnóstico até o
acompanhamento contínuo. Tal iniciativa busca abordar humanamente o contribuinte
17

através do qual o diagnóstico e intervenções são repensados de acordo com a


demanda, emprestando eficácia e suporte individual apropriado. A Secretaria de
Saúde do Rio de Janeiro estabelece metas para a disseminação deste modelo,
visando acabar com a fila de espera e aumentar a qualidade do atendimento.

3.2 Contexto, desafios e metas

Segundo a lei, cada equipe multidisciplinar deve ser composta por um


neurologista, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e assistente
social com o objetivo de fornecer um diagnóstico abrangente e intervenção precoce.
O estudo na ABENEPI enfatiza que o esforço conjunto entre esses profissionais
“permite a avaliação integrada de unidades, incluindo aspectos motores, cognitivos e
emocionais” dos pacientes diagnosticados com TEA. Por exemplo, enquanto
neurologistas e psiquiatras aprofundam-se em condições neurológicas e
comportamentais, fonoaudiólogos terapeutas ocupacionais desenvolvem
intervenções que enfatizam a comunicação e as habilidades motoras. No entanto, é
necessário salientar que a formação de uma equipe completa e capacitada não se
limita apenas à contratação.
Os profissionais devem participar de treinamento e ser convidados a terem uma
educação contínua, como destacado pelo estudo no RSD Journal. (2023). Dessa
forma, os profissionais podem manter-se atualizados sobre as melhores práticas e a
intervenção comprovada que pode ser utilizada para tratar uma variedade de sintomas
e comportamentos associados ao leque de comportamentos do TEA, sempre que
possível. Esse enfoque integrado não só garante um diagnóstico mais preciso como
também assegurasse que uma intervenção de qualidade seja implementada de forma
integrada ao longo dos anos.

3.3 Equipe multidisciplinar

Por outro lado, a necessidade de um time que inclua desde neurologistas,


psicólogos e psiquiatras até fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e assistente
sociais é justificada com base na complexidade e variedade das manifestações do
TEA, como mencionado pelo artigo do Brazilian Journal of Health Review. Cada
profissional possui um papel a desempenhar no processo de diagnóstico e
18

intervenção: os neurologistas e os psiquiatras avaliam as condições neurológicas e


emocionais dos pacientes, ao passo que psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas
ocupacionais trabalham o desenvolvimento social, comunicativo e motor. A inclusão
do TEA na política nacional não somente reforça a presença desse time nas redes
públicas, mas também estimula a criação de protocolos de acompanhamento
personalizado, os quais possibilitam intervenções mais eficaz e adaptada às
especificidades dos pacientes.

3.4 Recursos materiais, financeiros e humanos

No entanto, a alocação de recursos é um dos desafios mais significativos ao


implementar essa política de atendimento. Conforme discutido no RSD Journal, a
expansão dos serviços de saúde para atender o público autista exige um investimento
considerável em infraestrutura, contratação de profissionais especializados e
desenvolvimento de centros de referência. Centros de referência são estruturas de
centro que reúnem uma equipe multidisciplinar integrado em um único local,
facilitando o cuidado e promovendo uma coordenação mais eficaz entre os
profissionais.
Da mesma forma, parcerias com ONGs, universidades e sociedades civis têm
sido vitais para aumentar a cobertura. Esses grupos de apoio oferecem ajuda extra,
incluindo treinamento para profissionais e programas de conscientização para
familiares e cuidadores. Portanto, a prefeitura do Rio de Janeiro tem procurado
envolver mais agências dessas organizações para complementar os serviços do SUS
e promover uma integração mais profunda dos pacientes com TEA na sociedade. A
longo prazo, esse investimento, reduzindo a disparidade de atendimento, permitirá um
atendimento mais veloz e acessível que cumpra de forma justa o direito à saúde de
todos os cidadãos. Portanto, a meta da política pública é expandir o atendimento e,
ao mesmo tempo, promover uma sociedade inclusiva na qual todos tenham chance
de ter uma vida produtiva.

CONCLUSÃO

A análise do direito básico à saúde sob diferentes perspectivas no tratamento


do TEA na cidade do Rio de Janeiro mostra os desafios e conquistas que mostram a
19

complexidade deste tema no Brasil hoje. A CRFB 1988 estabelece um quadro para
regulamentar o direito à saúde; no entanto, ainda existem barreiras estruturais,
financeiras e institucionais que dificultam a implementação desta lei, especialmente
para pessoas com necessidades especiais, como pessoas com TEA.
Os problemas surgem tanto em termos de financiamento, por falta de recursos
para utilização de especialistas, quanto na organização da rede de serviços, que
muitas vezes não atende à crescente demanda. No caso do Rio de Janeiro, a política
municipal de organização dos diversos órgãos mostra uma tentativa de solucionar
esse problema, mas enfrenta obstáculos que dificultam o alcance dos objetivos
pretendidos.
Embora tenha havido um aumento no estabelecimento de organizações e no
desenvolvimento de sistemas de atendimento ao paciente, ainda existem problemas
com os quais o governo deve lidar, como a expansão de equipamentos e pessoal no
sistema de monitoramento e avaliação. Além disso, as autoridades locais devem
introduzir o TEA na avaliação e gestão da política nacional para a deficiência, embora
demonstrem progressos, para garantir que a rede de serviços seja fortalecida.
Somente através da solidariedade a liberdade de vida pode ser alcançada,
especialmente para os fracos e vulneráveis. Um estudo sobre a legislação nacional e
a sua implementação no Rio de Janeiro mostra a importância da legislação sanitária
para satisfazer as necessidades das pessoas e apoiar a capacidade do governo de
promover os direitos humanos e o desenvolvimento humano.
Portanto, este estudo contribui para o debate sobre a inclusão de pessoas com
TEA nos serviços de saúde, e mostra que são necessárias mudanças organizacionais
e investimentos constantes. No final, embora tenha havido progresso, há necessidade
de mais esforços para garantir que os importantes direitos à saúde previstos na CRFB
de 1988 sejam mantidos para todos, especialmente em relação à saúde da pessoa
com TEA.
20

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