Curso Teologico Modulo 3-1
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
A História de Israel
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Capitulo I
Início
O patriarca dos hebreus, Abraão, era originalmente de Ur dos Caldeus (perto da Basra, no
Iraque hoje), estava morando em Harã, sul da Turquia hoje, quando Deus o chamou. Quando
ele tinha 75 anos Deus falou com ele: "Saia do seu país, deixe a sua parentela e a casa de seu
pai, para uma terra que eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação, e te abençoarei e te
engrandecerei o nome, e tu serás uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei
os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra". Gn 12:1-3.
Abrão, sua esposa estéril Sarai e seu sobrinho Ló, saíram de Harã para Canaã, onde Deus disse
a ele: "Levanta agora os teus olhos e olha desde o lugar onde estas, para o norte, para o sul, para
o oriente e para o ocidente. Toda esta terra que vês, hei de dar a ti, e a tua descendência para
sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra, de modo que se alguém puder contar o pó
da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-se, percorre a terra, no seu
comprimento e na sua largura, pois eu a darei a ti" Gn 13:14-17.
Depois de dez anos de espera pelo filho da promessa em Canaã, Abrão e Sarai se tornaram
impacientes. Sarai ofereceu sua serva Hagar para Abrão e eles tiveram um filho chamado
Ismael. Porém, esse não era o filho que Deus havia prometido. Finalmente, quatorze anos
depois (24 anos depois que eles chegaram em Canaã), Deus falou com Abrão sobre Sua
promessa.
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Foi então quando Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (pai duma multidão), e o de
Sarai para Sara (princiesa) que Deus começou a cumprir Sua promessa. Em Gênesis 17:7-8
Deus diz: "Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas
gerações, como aliança perpétua, para ser o teu Deus, e a tua descendência depois de ti. Darei a ti
e a tua descendência depois de ti a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em
perpétua possessão; e serei o seu Deus." Esse texto confirma que a aliança de Deus seria
perpétua e incondicional, não seria temporária. Nessa época Abrão tinha 99 anos e Sara tinha
90 anos e continuava estéril.
Após a chegada de Abraão à terra de Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina,
para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia ), Iavé
estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o
grande rio, o rio Eufrates" Gn 15:18. E acrescentou: "Eu multiplicarei grandemente a tua
descendência, de tal modo que não se poderá contá-la" Gn 16:10. Como sinal dessa aliança lhe
ordenou: "Que todos os vossos machos sejam circuncidados" Gn 17:10. Abraão, seu filho Isaque
e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do povo judeu, fiel à aliança divina.
Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos
do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel".
Egito
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Do retorno até Herodes, o grande
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Capitulo II
Não há nenhuma dúvida de que Gênesis apresenta uma concepção monoteísta de Deus. A
Bíblia ensina que o monoteísmo (crença na existência de um único Deus) foi à concepção mais
remota de Deus. O primeiro versículo do livro de Gênesis é monoteísta: “No princípio criou
Deus os céus e a terra”. Gn 1.1. Todos os patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, apresentaram uma
fé monoteísta. Gn 12-50. Isto revela um Deus que criou o mundo e que, portanto, é diferente
do mundo. Esses são os conceitos essenciais do teísmo ou monoteísmo.
Encontramos na epístola de Paulo aos Romanos, no seu primeiro capítulo, a afirmação de que
o monoteísmo precedeu o animismo (
)eo
politeísmo ( ). O texto declara: “Porquanto o que de Deus
se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhes manifestou. Porque as suas coisas
invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se
entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem
inescusáveis; porquanto tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe
deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se
obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível
em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para
desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e
serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”. Rm 1.19-25.
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Monoteísmo teórico e politeísmo prático
“
”
Todavia, este monoteísmo se deteriora muitas vezes em um politeísmo disfarçado, que não
fica longe do paganismo evidente. Algumas vertentes dessas religiões mantêm certo
monoteísmo em seu credo, mas sua prática está repleta de envolvimento com outros deuses.
Ao menos em teoria, é possível que as religiões envolvam todos estes conceitos, ou mais,
porém, a revelação bíblica só admite o primeiro. O cristianismo autêntico é mais do que
doutrina verdadeira (ortodoxia), é a prática do culto verdadeiro (ortopraxia). É um grande
engano supor que a simples adesão intelectual a um credo torna o homem aceitável a Deus,
enquanto na prática ele continua invocando, adorando ou se envolvendo espiritualmente com
falsos deuses. O rótulo de “cristão” utilizado por diversos grupos, como espíritas, racionalistas,
etc., é insuficiente para que os homens tenham um relacionamento verdadeiro com Deus,
uma vez que as pessoas observam práticas pagãs e idólatras.
O Senhor ordenou: “Não terás outros deuses diante de mim”. Êx 20.3. O exclusivismo da
Divindade não vai apenas até a formulação de um credo, mas está no âmago do verdadeiro
relacionamento entre Deus e o homem. Se o primeiro mandamento não for respeitado na
prática, o homem não obterá uma verdadeira relação com o Deus vivo, independente de
quantos conceitos corretos possa apresentar na teoria.
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Mediador e mediadores
“ ”
Jacques Doyon, grande teólogo católico, por exemplo, assim se expressa sobre este assunto:
“Os anjos, os santos e a Virgem exercem também certa influência sobre a nossa salvação,
mais ou menos larga, segundo sua importância, embora sua mediação não possa ser colocada
em pé de igualdade com Cristo...” Consequentemente, ao rejeitar a exclusividade da
mediação de Cristo a pessoa nega também a exclusividade de sua Divindade.
Catolicismo romano
Vejamos o discurso dos padres do baixo clero, durante a Idade Média: “Guardai-vos meus
filhos, da cólera dos santos! São todos eles bondosos e cheios de amor. Mas ai dos que não os
cultuam devidamente! Recebem como castigo horríveis doenças que lhe cobrem o corpo de
chagas. São Sebastião, por exemplo, foi o criador da peste. Seus devotos escapam desse
terrível mal [...] Aliás, é bom não esquecer de rezar para os demais santos encarregados de
conter a peste: São Roque, São Gil, São Cristóvão, São Valentino e São Adrião. Não convém
recorrer unicamente a São Sebastião. Os outros podem se sentir ofendidos”.
O romanismo é a expressão mais evidente de como uma religião pode ser monoteísta em seus
fundamentos e politeísta em suas práticas. Principalmente porque leva o título de
“cristianismo”. Contudo, um pouco de bom senso é suficiente para perceber a distância
existente entre o cristianismo neotestamentário e o cristianismo romano. Esta distorção
geralmente é maquiada com inúmeras sutilezas teológicas, com argumentos sofismáticos e
emocionalismo. Mesmo assim é difícil não reconhecer a semelhança existente entre o
paganismo comum e o catolicismo popular.
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“Em Roma, a corporação [profissionais de um mesmo ramo reunidos em uma organização]
era, sobretudo, um colégio religioso. Tinha seu deus particular, seu culto, suas festas [...]
Embora as corporações medievais não fossem idênticas às romanas teriam mantido o caráter
forte de uma autoridade moral. Freqüentemente tinham como sede uma paróquia ou capela
particular, e cultuavam a um santo que era o patrono da corporação”.
Isso sem falar no sincretismo extremo encontrado não só no Brasil como também em muitas
partes do mundo, onde os cultos locais absorveram o catolicismo e continuaram a ser
praticados com uma roupagem cristã. Um exemplo claro e peculiar do Brasil foi a
identificação dos orixás dos cultos afros com os “santos, santas e nossas senhoras” do
catolicismo português.
Kardecismo
O conceito de Deus, utilizado por Alan Kardec, foi extraído diretamente do pensamento
judaico-cristão. Mesmo que o kardecismo não aceite definitivamente a natureza Trina de
Deus, nos demais aspectos é muito fácil perceber que quando se refere a Deus está-se
referindo ao Deus cristão. “Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o
pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a
justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus”. Sendo assim, podemos considerar o
espiritismo kardecista uma religião monoteísta. Aliás, esse segmento espírita pode, mais do
que qualquer outro, ser chamado de espiritismo cristão (embora, na prática, isto seja um
contra-senso), visto o uso deliberado que Kardec faz dos evangelhos.
Este conceito monoteísta, todavia, não impede o relacionamento espiritual com outros seres,
por meio da oração e dos diálogos. Na prática, o contato, a manifestação e a “bênção” dos
espíritos são o centro do kardecismo, e não Deus ou Jesus Cristo. Absolutamente!
“As preces feitas a Deus escutam-nas os espíritos incumbidos da execução de suas vontades;
as que se dirigem aos bons espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres
que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede
sem a vontade de Deus [...] É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida [...]”.6
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Veja sua declaração: “Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima
no céu, nem embaixo na terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os
adorareis e não lhes prestareis culto soberano”.
Com este argumento, abre-se espaço para um culto “relativo” aos espíritos, muito semelhante
ao que existe no catolicismo, separando latria, dulia e hiperdulia, como se a mera alteração
dos termos pudesse anular os efeitos da idolatria sobre a humanidade.
Islamismo popular
O primeiro artigo de fé dos muçulmanos é uma declaração explícita de seu monoteísmo: “Só
há um Deus, Alá, e Maomé é o seu profeta”. Esta profissão de fé foi sempre o âmago da
mensagem islâmica. Devido a isto, seria difícil imaginar que a fé muçulmana pudesse, de
alguma forma, tornar-se politeísta em suas práticas.
Convém lembrar, porém, que a maior parte das “conversões” dos povos ao islamismo se deu
sob a ponta de uma espada. Logo, não é de admirar que os neófitos, com o passar do tempo,
buscassem fazer algum tipo de sincretismo entre a crença monoteísta muçulmana e suas
crenças politeístas culturais, tal qual aconteceu com alguns povos da Europa Medieval ou com
os escravos africanos trazidos ao Brasil.
Basta a um povo encontrar e fundir pontos semelhantes entre sua cultura e uma religião
imposta para que o sincretismo seja realizado. Este fato não é, de forma alguma, ignorado
pelos muçulmanos. Fazlur Rahman, historiador muçulmano, assim se refere às práticas
politeístas dentro do islamismo: “A crença generalizada neste tipo de bênção levou à
veneração e adoração dos túmulos dos santos (islâmicos) e de outras relíquias. Ainda se
realizam anualmente peregrinações ao túmulo desses santos”.
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O islamisno popular, embora rejeite o politeísmo na teoria, na prática, porém, foi absorvido
pelo islamismo oficial em um esquema semelhante ao catolicismo que, apesar de dizer que
condena a idolatria, faz vistas grossas para ela ou, de forma velada, estimula a fé popular nos
santos e nas “nossas senhoras”. “A interação entre o islamismo ideal e o popular tem tido lugar
desde o surgimento do islamismo. A nova fé foi, ao mesmo tempo, combatida e colorida pelo
animismo existente na Arábia. Pedras, fetiches, árvores sagradas foram rejeitados como
objetos dotados de poder; e, no entanto, os muçulmanos sempre trataram a Pedra Negra
[aliás, objeto de culto das tribos árabes primitivas desde a Era pré-islâmica] e a água Zam
Zam, existentes no santuário de Meca, como fontes de poder e de bênção”.
Para termos uma idéia de até que ponto vai esse sincretismo, e quão presente está no
islamismo, basta frisar que na África Ocidental as pessoas rezam aos ancestrais, a fim de
adquirir poder. Conforme vão-se “islamizando”, mais e mais vão rezando a Deus, por meio dos
ancestrais.
Sendo assim, essa imagem de um monoteísmo sólido, vendida ao mundo pelo islamismo, não
corresponde inteiramente aos fatos. Os líderes islâmicos estão plenamente cônscios de um
culto paralelo aos santos, aos ancestrais, aos objetos e até mesmo ao próprio Maomé.
Estes poucos pontos, aqui expostos, são suficientes para mostrar que a insistência do
protestantismo, ou melhor, da fé evangélica, no padrão sola scriptura (somente a Escritura),
nunca será demasiada. O menosprezo dos conceitos teológicos da Bíblia como afirmações
absolutas das verdades divinas facilmente leva a uma frouxidão doutrinária que com certeza
resulta em práticas espirituais duvidosas.
“ ”
Esta verdade, tão vital para a humanidade, ainda que aceita por muitos, tem sido
ardilosamente distorcida, maquiada e anulada pelas primitivas práticas pagãs. Sob a
roupagem monoteísta e até mesmo cristã se escondem práticas politeístas e idólatras que
precisam ser desmascaradas e confrontadas com o verdadeiro culto a Deus.
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Capitulo III
Os Hebreus na Palestina
Hoje essa tem sido a questão que não quer se calar; teria Israel direito à Terra da Palestina?
Não seria Israel um invasor? Os palestinos não são historicamente anteriores à chegada dos
Hebreus?
Palestina é a região que compreende a área geográfica situada entre o mar Mediterrâneo, a
oeste, o deserto da Arábia, a leste, o rio Litani, ao norte, e o deserto de Neguev, ao sul. Dentro
desses limites pouco precisos, inclui parte dos atuais estados de Israel, Jordânia e Egito. O
pequeno território, com uma superfície aproximada de vinte mil quilômetros quadrados,
constitui um corredor natural entre Ásia e África, muito disputado em todas as épocas, mais
por sua posição estratégica que por suas escassas riquezas naturais. (Barsa)
O que podemos notar na etimologia da Palestina é que ela era habitada por etnias diversas e
descentralizadas, não podemos dizer que havia nessa região uma civilização estabelecida.
Historicamente falando, os Egípcios foram à civilização mais bem elaborada do mundo
antigo; o povo Hebreu quando chegou a região da Palestina tinham um modelo vivo de
civilização, além de uma Lei muita bem estabelecida pelo seu líder Moises, que era instruído
em toda a ciência do Egito. At. 7:22. A conquista da Região fazia parte da lógica histórica; pois
um povo mais evoluído e estruturado, só poderia dominar e implantar suas Leis e seu sistema.
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Foi isso que fez o povo de Israel, usando sua experiência empírica/divina, o apanhado
tecnológico dos Egípcios, a sabedoria do seu “monarca” Moisés – a retórica histórica só
poderia se confirmar, os estado de Israel seria estabelecido. Toda história da Palestina foi
desenrolada através do povo Hebreu, seria ilógico alguém querer arvorar que a Terra da
Palestina não pertence aos Judeus. Além de Biblicamente, pois a Bíblia é clara sobre de quem
é a terra (Gn. 12), a história não deixa dúvida, Israel tem direitos sobre aquela região.
Dominou-a, dentro de uma ótica histórica aceita em âmbito geral, usando sua avançada
ideologia de conduta moral, social e ética (digo isso, pois há vários países que foram
instituídos da mesma maneira e ninguém duvida dos direitos dessas nações ). Poderíamos
dizer que Israel foi a primeira nação a elaborar um código de ética tão complexo e perfeito que
sua ideologia passou por séculos e séculos e influência até hoje a nossa sociedade.
Os islâmicos gostam de acusar a nação de Israel de extermínio e destruição das terras de seus
irmãos palestinos – seria isso verdade? É obvio que os Palestinos estão maximizando muitos
dos fatos; prova disso foi o caso do ataque judeu sobre Jenin (Incidente ocorrido no primeiro
semestre do ano de 2002). Alardearam que “um massacre” havia sido cometido contra civis
palestinos, morrendo mais de 500 pessoas. Entretanto, a verdade constatada mostrou que só
50 palestinos bem armados é que haviam sido mortos, mas Israel ficou com a fama de
sanguinário. Acredito que se não fosse o fator – “islamismo”, palestinos e judeus estariam
vivendo em paz, mas a fé em uma teologia antijudeu nunca deixará a paz brotar!
Devemos notar também o interesse militar que aquela faixa de terra despertava por ser
geograficamente estratégica, ligando África/Ásia/Europa. Eliminar todos aqueles que
pensavam diferente sempre fez parte das políticas ditatórias da história e não foi diferente
nos governos islâmicos. Dentro deste contexto, podemos admitir que o Islã não têm o direito
de negar a Israel o seu estado. É obvio que a recíproca é verdadeira.
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1. Ramessés Israel foi tirada do Egito. Êx. 12; Nm. 33:5.
2. Sucote Depois que os hebreus deixaram esse primeiro acampamento, o Senhor ia adiante
deles, de dia numa coluna de nuvem, e de noite numa coluna de fogo. Êx. 13:20–22.
4. Mara O Senhor fez com que as águas de Mara se tornassem doces. Êx. 15:23–26.
6. Deserto de Sim O Senhor enviou maná e codornizes para alimentar Israel. Êx. 16.
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7. Refidim Israel pelejou contra Amaleque. Êx. 17:8–16.
10. Acampamentos no Deserto Setenta anciãos foram chamados para ajudar Moisés a
governar o povo. Nm. 11:16–17.
12. Cades-Barnéia Moisés envia espiões para a terra prometida; Israel rebelou-se e foi
impedido de entrar na terra; Cades serviu como o acampamento principal de Israel
durante muitos anos. Nm. 13:1–3, 17–33; 14; 32:8; Dt. 2:14.
13. Deserto Oriental Israel evitou o conflito com Edom e Moabe. Nm. 20:14–21; 22–24.
14. Ribeiro de Arnom Israel destruiu os amorreus que lutaram contra eles. Dt. 2:24–37.
15. Monte Nebo Moisés viu a terra prometida. Dt. 34:1–4. Moisés fez seus três últimos
sermões. Dt. 1–32.
16. Campinas de Moabe O Senhor disse a Israel que fizesse a divisão da terra e que
expulsasse os habitantes. Nm. 33:50–56.
17. Rio Jordão Israel atravessou o Rio Jordão a seco. Próximo a Gilgal, pedras tiradas do fundo
do Rio Jordão foram reunidas em um memorial da divisão das águas do Jordão. Js. 3–5:1.
Portanto, queremos reafirmar: está escrito na Bíblia, em Gênesis 12:6-7, 15:13-21, 17:1-8,
17:19, 26:1-5, 28:10-14 e 35:9-12, que Deus deu aos israelitas toda a Terra de Canaã, que
posteriormente passou a ser chamada Terra de Israel, e atualmente muitos chamam
indevidamente de “Palestina”.
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Capitulo IV
Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, patriarca é: “Chefe de família, entre
os povos antigos, principalmente os do Antigo Testamento. Venerando cercado de família
numerosa. Chefe de família exemplar”.
No Dicionário Bíblico Universal, publicado pela Editora Vida, diz-nos que: “Patriarcas são
Príncipes, chefes de família ou de tribos. O termo foi aplicado com um sentido especial no
Novo Testamento a Abraão, Isaque, Jacó, aos filhos de Jacó e a Davi. No Antigo Testamento a
expressão equivalente é em geral “príncipe da tribo”. Mas o título é, ordinariamente, dado
àqueles que viveram antes do tempo de Moisés. Sob o regime patriarcal o pai de família, ou
chefe de tribo, tinha autoridade suprema sobre seus filhos e servos. Ele não tinha que dar
contas dos seus atos a qualquer superior terrestre, e por isso podia recompensar ou castigar,
segundo a sua maneira de ver. Encontra-se isto inteiramente exemplificado nas vidas de
Abraão, Isaque e Jacó. Cada um exercia a sua autoridade com poder absoluto, e, como nos
casos de Israel, Esaú, Jacó, Simeão e Levi, procediam os patriarcas mais segundo os seus
sentimentos pessoais do que em virtude de qualquer estabelecido código de leis. É claro que
na proporção em que os patriarcas possuíam o temor de Deus, o seu governo havia de
exercer-se com justiça e bondade, mas onde faltava esse sentimento religioso, haveria
opressão, violência e injustiça”.
Mais adiante, Lucas relata que o apóstolo Pedro pregando no templo menciona Abraão,
Isaque e Jacó como nossos pais: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos
pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos
negastes, quando este havia resolvido soltá-lo”. At 3:13.
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Em Atos 5:30, o apóstolo Pedro e os demais apóstolos se referem implicitamente a Abraão,
Isaque e a Jacó, ao se defenderem de seus acusadores, dizendo: ”O Deus de nossos pais
ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro”.
Segundo a narrativa de Lucas, no sermão de Estevão, este mencionou os irmãos de José como
pais ou patriarcas: “E deu-lhe o pacto da circuncisão; assim então gerou Abraão a Isaque, e o
circuncidou ao oitavo dia; e Isaque gerou a Jacó, e Jacó aos doze patriarcas”. At 7:8.
”Sobreveio então uma fome a todo o Egito e Canaã, e grande tribulação; e nossos pais não
achavam alimentos”. At 7:11. E ainda, em Atos 7:12 os pais são enviados ao Egito em busca de
alimentos.
Deste modo os doze filhos de Jacó fazem parte no rol dos patriarcas e ao examinarmos o
Antigo Testamento constatamos que foram estes patriarcas que deram nomes as Tribos de
Israel que tomaram posse cada um de sua parte na divisão das terras de Canaã após a
conquista por Josué, e são eles: Rubem, Simeão, Issacar, Dã, Gade, Aser, Judá, Benjamim,
Nebulom, Naftali, José e Levi. Gn 49:1-28.
Jacó e seus filhos morreram no Egito: Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos
pais. At 7:15; Gn 49:33; Êx 1:6.
O Novo Testamento não destaca outros patriarcas posteriores a descendência de Jacó (Israel),
que assim possa ser cognominado. Estevão, denomina os homens que conquistaram a terra
de Canaã como pais de seu povo: ”...o qual nossos pais, tendo-o por sua vez recebido, o
levaram sob a direção de Josué, quando entraram na posse da terra das nações que Deus
expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi”. At 7:45. Esta conotação não é mais
a mesma atribuída aos patriarcas mencionados anteriormente. “Estes pais são bem
diferentes, senão vejamos os textos a seguir: Homens de dura cerviz, e incircuncisos de
coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim
também vós.” At 7:51. “A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que
dantes anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e homicidas”.
At 7:52. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios refere-se ao povo hebreu no deserto como
nossos pais: “Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da
nuvem, e todos passaram pelo mar”. I Co 10:1. Deus também tratou o seu povo como pais do
povo. “... onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as
minhas obras”. Hb 3:9.
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A única semelhança que estes pais guardam com os patriarcas se limitaram ao benefício das
bençãos prometidas aos autênticos patriarcas: Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos que
ficaram sepultados no Egito, com exceção dos restos mortais de José que foram levados para
Canaã por ocasião do êxodo conforme seu pedido. Gn 50:24-26; Êx 13:19; Hb 11:22. Assim
todos os pais e todo o povo escolhido tinham herança ao beneficiarem-se das bênçãos
prometidas aos patriarcas, mas já não tinham mais este título nobre.
A última menção aos patriarcas no Novo Testamento foi feita pelo autor do livro aos Hebreus
destacando o nome de Abraão quando de seu encontro com o Sacerdote Melquisedeque a
quem deu o dízimo dentre os melhores despojos. “Considerai, pois, quão grande era este, a
quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos. Hb 7:4”.
Quando Deus chamou Abraão do meio do seu povo para possuir uma terra, dizendo que faria
dele uma grande nação e que ele seria uma bênção para todas as famílias da terra, estava
sendo chamado o primeiro patriarca. Gn 12:1-3. Quando o filho de Abraão e Sara nascer se
tornará o segundo patriarca na hierarquia da aliança feita com Abraão. Gn 17:21.
Jacó testificando da aliança que Deus fez com seus pais, invoca a Deus e menciona os nomes
de seu avô e de seu pai, os patriarcas Abraão e Isaque. Gn 32:9.
Em Gênesis 35:12, Deus confirma a aliança feita com os pais prometendo a Jacó e a sua
descendência a terra que havia dado a Abraão e a Isaque. Jacó torna-se então o terceiro
patriarca nomeado por Deus por meio das promessas a seus pais e estende o título a seus
filhos que se tornam os demais patriarcas.
Em Gênesis 48:15 Jacó abençoa a José mencionando os nomes de Isaque e de Abraão com os
quais Deus tinha feito a aliança.
Em Gênesis 50:24 José fala com seus irmãos acerca das promessas a Abraão, Isaque e Jacó.
Estes dois últimos textos de Gênesis deixam claro que os filhos de Jacó por hereditariedade
herdaram também o título de patriarcas. Inúmeros outros textos no Antigo Testamento
testificam das promessas aos pais, principalmente quando Deus se apresentava a Moisés,
dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Deus na verdade estava dizendo: Eu
sou o Deus que fez aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. Êx 2:24; 3:6; 4:5; 6:3; 6:8; 33:1;
Lv 26:42; I Crô 29:18. Em todo o Antigo Testamento encontramos textos que retratam o
relacionamento entre Deus e os patriarcas (pais) e a sua descendência (até os filhos de Jacó)
conforme o texto de Lucas em Atos (Deut 1:8). E por conseqüência a todo o povo de Israel.
O único patriarca mencionado no Novo Testamento que é bem posterior aos filhos de Jacó é o
Rei Davi. At 2:29. E um dos patriarcas não mencionado explicitamente no Novo Testamento,
mas que a tradição cristã tem por hábito mencioná-lo fazendo justiça é Noé. Um grande chefe
de família que gozava de íntima comunhão com Deus. Foi um profeta e construtor de uma
grande arca que abrigou os animais e a sua família por ocasião do dilúvio preservando a
espécie humana e atendendo à vontade de Deus. Gn 7:1.
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II. Governo dos Juízes
Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia
obediência aos mandamentos divinos. Jz 2.12-15. E em consequência disso certas pessoas
foram escolhidas por intervenção divina, para governarem a nação como juízes ou
libertadores. Não tinham poder de fazer novas leias, mas somente o de julgarem em
conformidade com a lei de Moisés. Havia neles, também o poder executivo, embora a sua
jurisdição se estendesse somente algumas vezes a certa parte do país. Não tinha estipêndio
estabelecido, mas o povo estava acostumado a levar-lhes presentes, ou oferendas. Esta forma
de governo durou desde a morte de Josué até à escolha de Saul para ser rei, compreendendo um
espaço de 460 anos.
Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava
a exercer principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de
governo. I Sm 8.7. A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo
era o mesmo que “consultar a Deus”. Ex 18.15. Era ele divinamente dirigido, não temendo
então a face de ninguém.
Além dos juízes supremos, havia anciãos da cidade, que constituíam um tribunal de justiça,
com o poder de resolver pequenas causas da localidade. Dt 16.18.
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III. Instituição da Monarquia
Por volta de 1010 a.C. os hebreus unificaram suas tribos e formaram o reino de Israel, do qual
o 1° rei foi Saul. Coube a seu sucessor, Davi (1006-966 a.C.), a tarefa de expulsar da Palestina
um dos povos rivais: os Filisteus. Após escolher Jerusalém – cidade que já existia – para capital
do reino, Davi dividiu Israel em doze (12) províncias (ou tribos).
Com Salomão (966-926 a.C.), filho de Davi, o reino de Israel conheceu sua fase de esplendor e
de centralização religiosa. É dessa época a construção do templo de Jerusalém. Época de
grande estabilidade e riqueza, quando é criada uma corte em Jerusalém.
Em 539 a.C. Ciro I, o grande, rei da Pérsia, conquistou a Mesopotâmia e permitiu que os
hebreus retornassem à Palestina, onde viveriam em liberdade desde que lhe pagassem
tributos. A região da Palestina foi dominada pelos gregos e depois pelos romanos. Em 70 d.C.
Tito, general romano, destruiu Jerusalém e os hebreus abandonaram a Palestina. Em razão da
violência imposta por estes últimos, os hebreus dispersaram-se por vários lugares do mundo
na chamada Diáspora. Essa dispersão durante cerca de 2 mil anos.
Mesmo vivendo separados uns dos outros, sem governo e sem território próprios até 1948,
quando a ONU criou o Estado de Israel, os judeus mantiveram vivo o sentimento de
identidade nacional e religiosa. Esse sentimento de pertencer a uma única nação só foi
possível em razão de sua forte crença religiosa e do fato de acreditarem que a Palestina estava
destinada a eles por vontade divina.
Segundo a tradição, o Muro das Lamentações, em Jerusalém, é a única parte que restou do
Templo de Salomão, destruído por tropas do rei babilônico Nabucodonosor em 587 a.C. A
cidade de Jerusalém é considerada sagrada por três grandes religiões monoteístas: Judaísmo,
Cristianismo, Islamismo.
1. Saul ( )
2. Davi ( )
3. Salomão ( )
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IV. Reino Dividido ( )
O Reino de Israel, no tempo do rei Roboão, se divide, formando dois reinos: Israel, ao Norte,
tendo como cidade principal Samaria, formado por 10 das 12 tribos; e forma-se ao sul o reino
de Judá, tendo Jerusalém como centro político e religioso, formado pelas tribos de Judá e
Simeão. Após essa divisão ocorrem diversas investidas na região por parte do Egito, Assíria e
Babilônia, que ao dominarem as regiões, tributavam-nas. As 10 tribos do Norte são tomadas
pelos Assírios no séc. VIII a.C. e o reino do sul sofre com os egípcios tributando-os e no séc. VII
e no séc. VI a.C. com os babilônicos.
1. Jeroboão I (937 aC) 1Rs 11.28 11. Joacaz (814 aC) 2Rs 10.35
2. Nadabe (915 aC) 1Rs 14.20 12. Joás (797 aC) 2Rs 13.10
3. Baasa (914 aC) 1Rs 15.16 13. Jeroboão II (781 aC) 2Rs 14.23
4. Elá (891 aC) 1Rs 16.8 14. Zacarias (741 aC) 2Rs 14.29
5. Zinri (890 aC) 1Rs 16.15 15. Salum (741 aC) 2Rs 15.10
6. Onri (890 aC) 1Rs 16.16 16. Manaém (740 aC) 2Rs 15.14
7. Acabe (876 aC) 1Rs 16.29 17. Pecalias (737 aC) 2Rs 15.23
8. Acazias (856 aC) 1Rs 22.40 18. Peca (736 aC) 2Rs 15.25
9. Jeorão ou Jorão (854 aC) 2Rs 1.17 19. Oséias (730 aC) 2Rs 15.30
10. Jeú (842 aC) 1Rs 19.16
1. Reoboão (937 aC) 1Rs 11.43 12. Acaz (734 aC) 2Rs 15.38
2. Abias (920 aC) 1Rs 14.31 13. Ezequias (727 aC) 2Rs 16.20
3. Asa (917 aC) 1Rs 15.8 14. Manasses (697 aC) 2Rs 21.1
4. Josafá (878 aC) 1Rs 15.24 15. Amon (642 aC) 2Rs 21.19
5. Jeorão (851 aC) 2Cr 21.1 16. Josias (640 aC) 1Rs 13.2
6. Acazias (843 aC) 2Rs 8.25 17. Joacaz ou Salum (608 aC) 2Rs 23.30
7. Atalias (rainha) (842 aC) 2Rs 8.26 18. Joaquim (608 aC) 2Rs 23.34
8. Joás (836 aC) 2Rs 11.2 19. Jeoaquim ou Jeconias (598 aC) 2Rs 24.6
9. Amazias (796 aC) 2Rs 14.1 20. Zedequias ou Matanias (598 aC) 2 Rs
10. Uzias ou Azarias (777 aC) 2Rs 14.21 24.17
11. Jotão (750 aC) 2Rs 15.5
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Declínio e queda do reinado
1. Queda do Reino do Norte e cativeiro israelita sob os assírios (722/721 a.C) - ISRAEL
É nesse período que Nabucodonosor rei da Babilônia, por motivo de uma rebelião por parte
dos judeus contra seu domínio tributário, em 605 a. C., leva cativo o rei de Judá e parte do
povo da terra. Em uma segunda rebelião, Jerusalém é cercada por dois anos e num segundo
cativeiro são levados mais de 10000 habitantes. Uma terceira rebelião faz com que Jerusalém
seja totalmente destruída, os muros são derrubados, o Templo destruído e seus tesouros
roubados (que segundo relatos bíblicos eram muitos). Jovens, donzelas, velhos, crianças são
mortos pela fome dos cercos e tomadas da cidade. A tomada e a destruição de Jerusalém são
detalhadamente contadas no final do segundo Livro dos Reis.
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Capitulo V
Tanto por sua origem como pelo uso comum a palavra templo, quando usada literalmente,
tem um significado restrito e específico. A idéia de templo é essencialmente a de um lugar
destinado especificamente às cerimônias consideradas sagradas, seja o seu caráter sagrado
real ou suposto; num sentido mais restrito, os templos são prédios construídos para a
realização de cerimônias sagradas e são utilizados exclusivamente para esse fim.
O Tabernáculo foi uma estrutura física construída pelo povo de Israel, sob a supervisão de
Moises, cerca 1450 a.C. O “lay-out” do Tabernáculo e os materiais de sua construção foram
especificados em grande detalhe à Moisés por Deus no Monte Sinai, e isto a algumas semanas
depois do povo de Israel ter saído do Egito (o Êxodo). O Tabernáculo foi uma construção
portátil, feita por mãos hábeis e transportado por uma tribo (os Levitas) através dos 40anos
de peregrinação no deserto.
O Templo de Salomão (no hebraico המקדש בית, Beit HaMiqdash), foi o primeiro Templo em
Jerusalém, construído no século XI a.C., e funcionou como um local de culto religioso judaico
central para a adoração a Javé, Deus de Israel, e onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos
como korbanot.
O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Javé (YHWH), onde a Arca da
Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou
tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado
por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria
permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de
que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem pacífico. II Samuel 7:1-16; I Reis
5:3-5; 8:17; I Crónicas 17:1-14; 22:6-10.
O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém,
(depois do cativeiro babilônico), no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de
ser destruído. Segundo o relato bíblico, a reconstrução do templo foi designada pelo
imperador persa Ciro II. No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilónia e ordena o
repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que,
segundo a descrição presente no livro de Esdras (capítulo 1, versículos 1 a 4), terá tido lugar
sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu.
Remodelação por Herodes: No século I a.C., Herodes o Grande ordena uma remodelação ao
templo, considerada por muitos judeus como uma profanação, com o propósito de agradar a
César, tendo mandar construir num dos vértices da muralha a Torre Antónia, uma guarnição
romana que dava acesso direto ao interior do pátio do templo. Certos autores designam o
templo após esta intervenção por "Terceiro Templo". Não se podia mudar a arquitetura do
templo, Deus havia dado o modelo a Davi, e ordenou que se seguisse o modelo pré-
determinado por Ele. A mudança que Herodes fez simbolizava uma profanação para os
judeus. Foi destruído no ano 70 pelos romanos.
O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão
tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado,
presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de
vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o
templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do
Anticristo. O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido
reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos
para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual
era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando
forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está
agindo.
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Capitulo VI
A Diáspora
( )
De acordo com a Bíblia, a Diáspora é fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para
com Deus, o que fez com que este os tirasse da terra que lhes prometera e os dispersasse pelo
mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus, onde seriam restaurados
como uma nação soberana e senhora do mundo. Geralmente se atribui o inicio da primeira
diáspora judaica ao ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico —
invadiu o Reino de Judá, destruindo a Jerusalém, e o Templo; e deportando os judeus para a
Babilônia. Mas esta dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é
destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são dispersas pelo mundo.
Diáspora na Babilônia
Com a conquista de Judá cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a Babilônia,
onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos,
associados à outros costumes herdados dos babilônios. A assimilação fez com que o hebraico
perdesse sua importância em função do aramaico que tornou-se a língua comum. Com a
queda do poder babilônico e a ascensão do imperador persa Ciro I, este permitiu que algumas
comunidades judaicas retornassem para a Judéia, mas a grande maioria da população judaica
preferiria permanecer em Babilônia onde tinham uma sociedade constituída do que retornar
às vicissitudes da reconstrução de um país. Com o domínio romano sobre a Judéia, a maior
parte dos judeus que viviam na Judéia emigrou para Babilônia, que se tornou o maior centro
comunitário judaico no mundo até o século XI. Ao vencerem os partas em 226, os persas
novamente conquistam a Babilônia, mas os judeus permanecem com uma relativa autonomia
sob a liderança do exilarca ou Resh Galuta (Príncipe do Exílio), descendente de Davi. No
século IV é compilado o Talmud Babilônico, e tem início a crise caraíta. A comunidade judaica
na Babilônia perdurou solidamente através da história, influenciando o judaísmo mundial
também na segunda diáspora e só deixará de existir com a emigração dos judeus do Iraque no
século XX.
Segunda Diáspora
A Segunda Diáspora aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C. Os romanos destruíram
Jerusalém, e isso acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da
Ásia Menor ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do Leste
Europeu ficam conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Perseguidos pelo islamismo, os
judeus do norte da África (sefardins) migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo
crescente cristianismo do século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina
e, estimulados pela colonização europeia, chegam ao continente americano.
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Capitulo VII
O Renascimento de Israel
Desde o século treze, até 1916, o império turco-otomano controlava todo o Oriente Médio.
Com sua derrota na Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a França assumem o controle
sobre o Oriente Médio, que é dividido em vários Estados separados: Iraque, Síria, Jordânia,
Líbano e Palestina. Um ano mais tarde, pela Declaração de Balfour, os ingleses prometiam
aos judeus um lar na Palestina. Era a concretização de um sonho que Theodore Herzl
acalentava: que os judeus tivessem uma terra onde pudessem se sentir livres.
Em 1922, a Liga das Nações havia aprovado a ideia da criação de um Estado judeu na
Palestina, embora não se cogitasse ainda a de um Estado independente e soberano. Esta ideia
só surgiu mais tarde. A imigração de judeus se intensifica. Só que, até aquele momento, a
população nativa - os árabes - não havia sido consultada.
A Alemanha de Hitler declarou que era chegada a hora da "solução final", que significava a
total aniquilação dos judeus. Com isso, aumentou o número de judeus que fugiam para Israel.
E com o fim da Segunda Guerra Mundial, a ONU propõe a divisão da Palestina em dois
Estados: um Estado árabe e um Estado judeu. A União Soviética e os países árabes rejeitam a
proposta. Para os judeus, que haviam escapado ao holocausto, Israel é, afinal, o paraíso que
tanto esperaram. Para os palestinos, é uma grande injustiça permitir-se que sua terra seja
ocupada por gente recém-chegada.
A estrada longa e deserta: Dizer apenas que os judeus “sonhavam” com seu retorno não reflete
nem de longe a intensidade desse anseio. Há milênios, os filhos e filhas de Abraão têm sido
um povo marcado para o extermínio. Eles sofreram nas mãos dos cruzados, inquisidores,
perseguidores e defensores das expulsões dos países em que viviam. Eles foram forçados a
usar símbolos degradantes que os identificavam como judeus, e passaram pela aflição de
serem metidos em guetos abarrotados, onde até mesmo os direitos mais simples lhes eram
negados.
“
”
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Capitulo VIII
Israel é chamado "O relógio de Deus", pois é como uma vitrine apocalíptica sendo revelada a
cada dia. Veja a construção deste enorme muro ao redor de Jerusalém, por exemplo; não seria
a preparação para a volta de Jerusalém como capital de Israel? Temos inúmeros sinais que
estão se cumprindo, Jesus está às portas!.
2. O deserto floresce
Subjugada durante séculos por povos estranhos, a Terra Santa se foi tornando, pouco a
pouco, um enorme deserto. Era o cumprimento da Palavra de Deus em Levítico 26.33: “... E a
vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas”.
Foi exatamente nestas condições que os primeiros Judeus encontraram a palestina. Todavia,
trabalhando diuturnamente nas condições mais desfavoráveis possíveis, os novos
colonizadores plantaram milhões de mudas de árvores e drenaram extensos pântanos,
através de um arrojado programa de recuperação do solo, em que parte das águas do rio
Jordão foram desviadas, até que o deserto começou a florescer. Is 27.6; Ez 36.33-35. Hoje, as
flores estão realmente crescendo no Neguev, as cidades antigas foram reconstruídas e
habitadas, e a triste paisagem desértica foi substituída pelo verde alegre da natureza.
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3. O sinal da figueira brotando
“Olhai para a figueira e para todas as árvores, quando já tem rebentado, vós sabeis por vós
mesmos, vendo-as, que perto está o verão.” Lucas 21.29,30.
A figueira, que é Israel, está agora mesmo brotando em cumprimento à Palavra de Deus. Esta
nação milenar é como o relógio de Deus a revelar “o horário” em que nos encontramos dentro
da presente dispensação da graça. Ef 3.2. Particularmente o retorno dos Judeus à sua pátria,
depois de quase vinte séculos, constitui um extraordinário sinal de que estamos vivendo no
“tempo do fim”, nos dias que antecedem a volta em glória do Senhor Jesus Cristo, a Cabeça da
Igreja e o Messias de Israel. “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima
e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”. Lc 21.28.
4. A reconstrução do templo
Atualmente, desde que Israel reconquistou a parte oriental de Jerusalém na guerra dos seis
dias (1967), o maior sonho do povo judeu é a reconstrução do templo. Há informações de que
Israel há muito já dispõe de todo o material necessário, e que a obra será conduzida
rapidamente, quando chegar a hora. O templo só não foi ainda reedificado porque na área do
antigo templo está edificada a Mesquita do Domo da Rocha, dos mulçumanos! Falar em
derrubar esta mesquita hoje em dia, seria o mesmo que declarar guerra aos árabes
(mulçumanos)! Nos anos de 1999 e 2000, neste local, já se ouvia diretamente de guias
turísticos que, em razão de escavações que estão sendo feitas por baixo da área da esplanada
do templo, os judeus já começam a acreditar que a área exata do antigo templo seria um
grande pátio situado ao lado da Mesquita! Em se confirmando, o templo seria reerguido ao
lado da Mesquita! Interessante é que esta área fica exatamente em frente ao Portão Dourado
de Jerusalém, porta pela qual Jesus entrou sendo aclamado como Rei, no Domingo de Ramos.
Os judeus lacraram este portão por entenderem que, quando o Messias vier, Ele entrará por
esta porta... A reconstrução do templo neste local (ao lado da Mesquita) além de não
provocar maiores atritos, se mostraria justificável perante o mundo, pois, se os mulçumanos
têm a sua Mesquita, é justo que os judeus também tenham o seu Templo.
É inconcebível, sobretudo para o povo judeu, Jerusalém sem o Templo! Choca muito também
ao povo cristão ver um templo pagão (Mesquita) em lugar do Templo do Senhor! Enquanto os
mulçumanos têm uma linda e suntuosa Mesquita, os judeus ortodoxos têm apenas o “Muro
das Lamentações”! Certamente que isto não durará muito tempo. Sendo Jerusalém a cidade
do Grande Rei (Mt 5:35), e estando esta cidade sob o domínio do povo judeu, certamente que
eles reedificarão o Templo para adoração a Jeová!
A leitura de Daniel 8:13, 11:31, 12:11 deixa claro tratar-se do templo, fisicamente. Também o
texto de II Ts 2:4 quando diz: “... o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus,
ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse
o próprio Deus.” O texto de Mt 24:15 combinado com estes outros textos aqui citados, nos
conduz ao entendimento de que o “lugar santo” referido em Mt 24:15 é o altar do templo (o
qual terá que ser reedificado!).
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Capitulo IX
Israel X Igreja
Qualquer pessoa que estuda a Bíblia com interesse genuíno, logo perceberá que grande parte
do seu conteúdo é aplicada a uma só nação – Israel. Somente a história dos judeus é
apresentada no Velho Testamento, quer em narrativa, quer em profecia. As demais nações
são mencionadas apenas no que se refere a suas relações com os israelitas. Parece também
que todas as comunicações de Deus com Israel, como nação, têm conexão ou relação com a
terra. Sendo fiel e obediente, a nação israelita receberá como prêmio grandezas, riquezas e
poder terrestre. Sendo porém infiel e desobediente, a nação será espalhada “entre todos os
povos”. Dt 28:64.
As Escrituras revelam que, tanto Israel como a Igreja nem sempre existiu. Cada qual teve um
princípio – Israel com a chamada de Abraão (Gênesis 12:1-2); a Igreja no Pentecostes. At 2:37-
41. Há os que ensinam que Adão e os patriarcas pertencem à Igreja, mas ela não existia antes,
nem durante a vida terrena de Jesus Cristo, que se referindo a sua Igreja, fê-lo como tendo de
ser estabelecida no futuro. Mt 16:18. Notemos que Cristo não disse “tenho edificado” nem
“estou edificando”, mas “edificarei”.
1. Escolha de Deus
1.1. Deus escolheu Israel para a sua glória na terra. Gn. 15:7 – Js 11:23 – Êx 32:13
1.2. Deus escolheu a igreja para a sua glória no Céu. Ef 2:4 a 7
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Israel deve permanecer para sempre (Jr 31.35-38), caso contrário as profecias bíblicas e as
promessas de Cristo não se cumpririam. Cristo faz menção da existência das cidades de Israel
ainda por ocasião de Sua Segunda Vinda (Mt 10.23), o que prova que a Igreja não substituiu
Israel. Além dessas provas, uma outra (ainda que desnecessária), é que Cristo prometeu aos
Seus discípulos que eles reinariam com Ele sobre Israel no Seu Reino Milenar. Mt 19.28; Lc
23.30. A Igreja não pode cumprir as profecias que foram feitas a Israel; ela nunca pertenceu a
uma terra específica de onde tenha sido deportada ou para a qual tenha retornado. Ao
contrário, a Igreja é formada "de toda tribo, língua, povo e nação". Apoc 5.9. A sua esperança
é ser arrebatada ao céu (Jo 14.3; I Ts 4.16-17; etc.), onde estaremos diante do "Tribunal de
Cristo" (Rm 14.10; II Co 5.10) e então, desposados com o nosso Senhor (Apoc 19.7-9),
estaremos eternamente com Ele. Jo 14.3; I Ts 4.17.
2. Tempo da escolha
3. O propósito de Deus
3.1. Fazer de Israel uma nação diferente de todas. Gen. 12:2 – 46:3
3.2. Fazer da igreja um corpo diferente de todos. Ef 1:15-23; II Co 11:2, Ct 4:1
4. O Chamado
4.1. Deus chamou uma pessoa para dela formar uma nação. Isaías 51:2
4.2. A igreja chamada entre muitos para se tornar um só corpo. Efésios 2:11-16
7. A herança
Como citado acima ha uma grande diferença entre Israel e igreja, o objetivo de Deus com
Israel e um e com a igreja e outro totalmente diferente. Comparando o que diz as Escrituras
sobre Israel e a Igreja, o estudante notará contrastes na vocação, na promessa, no culto, na
conduta e no futuro de ambos. Portanto, não se pode imaginar Deus desprezou o Seu povo
Israel. Jamais o Senhor colocou a Igreja em lugar de Israel. Essa heresia (da substituição)
provém do catolicismo romano, e muitos reformadores foram incapazes de se libertar dela,
apesar de compreenderem claramente a Salvação pela graça através da fé. A crença de que a
Igreja substitui Israel continua ainda hoje entre os católicos romanos, mas também entre
muitos evangélicos.
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Avaliação: A História de Israel
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Bibliografia
Pr José Polini
Pr. José
Cristologia para o nosso tempo. P. Jacques Doyon. Edições Paulinas, 1970, p. 364.
O evangelho segundo o espiritismo. Alan Kardec. Instituto de difusão espírita, 1978, p. 306.
Grandes personagens da história universal. Victor Civita. Abril Cultural, 1972, p. 525.
Introdução à sociologia. Guilherme Galliano. Editora Harba, 1981, p. 129.
O evangelho segundo o espiritismo. Alan Kardec. Instituto de difusão espírita, 1978, p. 71.
Mais detalhes, conferir revista Defesa da Fé, nº 61, na matéria intitulada “Idolatria disfarçada”, de autoria de
Paulo Cristiano da Silva. Centro Apologético Cristão de Pesquisas.
O islamismo. Fazlur Rahman. Editora Arcádia, 1975, p. 211. Ibid., p. 213.
A relevância dos ministérios de poder para o islamismo popular. J. Dudley Woodberry. Citado no livro A luta
contra os anjos do mau, compilado por Peter Wagner e Douglas Pennoyer. Editora Unilit, p. 340.
Ibid., p. 341.OLINI jos Por Eguinaldo Hélio de [email protected]
Prof. João Flávio Martinez
Augusto Bello de Souza Filho
Pr Elias R. de Oliveira
Bibiografia:
Dic. Bíblico Universal
Bíblia Vida Nova
A História de Israel
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Soteriologia
A História da Igreja
A História de Israel
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Temática
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Introdução
Se quiséssemos fazer uma lista dos dez maiores dias na História da humanidade, certamente
o Pentecostes o primeiro Pentecostes após a ressurreição de Jesus teria de estar na lista. O
Pentecostes foi o começo. Atos 11.15. Foi o início daquilo que estava proposto, não na mente
do homem, mas na mente de Deus; não como um pensamento que ocorreu depois, mas
desde a eternidade.
Por volta de nove meses antes de morrer, Jesus disse: "Sobre esta pedra edificarei a minha
igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Mateus 16.18. Pedro havia
acabado de confessar: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Sobre esse fundamento de
verdade a igreja de Cristo seria edificada. Sobre esse fundamento seriam colocadas pedras
vivas (I Pedro 2.5), pedras que juntas formariam o templo de Deus. Mas o trabalho de
edificação ainda não havia começado. O valor da compra ainda não tinha sido pago. O agente
santificador e purificador ainda não estava à disposição. O processo de edificação tinha de
aguardar sua morte, sepultamento, ressurreição e ascensão ao céu, onde, como Sumo
Sacerdote, ele ofereceria o seu próprio sangue como expiação do pecado.
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Capitulo I
A Pré-Existência da Igreja
A igreja de Cristo sempre existiu na mente e coração do Pai, desde antes da fundação do
universo. Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos
santos e irrepreensíveis diante dele em amor. Ef 1.4. O qual, na verdade, em outro tempo foi
conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por
amor de vós. I Pe 1.20.
O plano de Salvação estava traçado por Deus desde o eterno passado. O sacrifício fora feito
antes da fundação do universo, isto é, antes mesmo de ser efetuado no calvário, o cordeiro já
era conhecido pelo Pai. Em uma ordem lógica, podemos admitir que: Deus fundou a Igreja,
Jesus Cristo formou a Igreja e o Espírito Santo confirmou a Igreja. Assim, o projeto no coração
de Deus, a formação pelo ministério de Cristo e a confirmação, no dia de Pentecostes, pelo
poderoso derramamento do Espírito Santo.
I. A Pedra ( ) Gn 28.17-19
No estudo dos 20 Séculos em que a igreja de Cristo tem estado em atividade, veremos os
grandes acontecimentos, os quais servem como divisória, e cada um deles assinala o término
e início de uma época, ou seja, indicam os grandes períodos da História da Igreja.
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A História da Igreja
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Soteriologia
Capitulo II
A Igreja Apostólica
A Igreja que antes era um mistério "oculta em Deus" fora revelada em Cristo, tornando-se o
"segredo de Deus" conhecido aos homens. A expressão “oculta em Deus” indica que a igreja
esteve sempre na mente de Deus, e vindo a ser conhecida pelo ministério terreno de Jesus
Cristo e o Espírito Santo.
I. O Nascimento da Igreja
A Igreja de Cristo iniciou sua história com um movimento de âmbito mundial, no dia de
Pentecostes, cinqüenta dias após a ressurreição, e dez dias depois da ascensão do Senhor
Jesus Cristo. Atos 1.1-11.
Pedro, com os outros apóstolos, falou a respeito de Jesus, provando que aquele a quem o
povo tinha crucificado era Senhor e Cristo. As multidões se convenceram, sendo
profundamente tocadas. "Que faremos, irmãos", perguntavam todos. O apóstolo Pedro
respondeu: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para
remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo". At 2.38. Perto de 3.000
pessoas alegremente aceitaram a palavra e foram batizadas. At 2.41. Cristo tinha começado
agora o processo de edificar a igreja. Mas o que havia começado no Pentecostes se mostraria
um processo contínuo: Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. At
2.47.
Assim surgiu a igreja e o cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu
fundador era o próprio filho de Deus. Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região
do Mediterrâneo e chegou ao coração do império romano.
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(60-120 d.C.) - historiador romano, fez uma ligação entre os cristãos e o Christus que no
governo de Tibério (14 a.C.-37 d.C.), "...sofreu a morte por sentença do procurador Pôncio
Pilatos...".
(62-113 d.C.) - protetor da Bitínia e Ponto, escreveu ao imperador Trajano (53-117 d.C.) a
respeito da integridade moral e fidelidade dos cristãos.
(37-100 d.C.) judeu, escreveu uma vasta obra sobre a história dos judeus: "Nesse
mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo
simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que
tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas
mesmo por muitos gentios. Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante
Pilatos e ele fê-lo crucificar.'' (Josefo, História dos Hebreus, pg. 275).
Na primeira pregação após o derramamento do Espírito cerca de três mil pessoas aceitaram a
Cristo como seu Salvador naquele dia. At 2.41. Posteriormente mais cinco mil pessoas
aceitaram a Cristo (At 4.4) e a igreja caía na graça do povo e crescia. At 2.47.
O crescimento dos cristãos foi espantoso. O núcleo formado por Cristo em Jerusalém se
espalhou para a Judéia, Galiléia e Samaria. Não tardou muito e o evangelho atravessou as
fronteiras da Palestina atingindo a Síria, Chipre e toda a Ásia Menor. Mais algum tempo e toda
a costa norte e sul do mediterrâneo possuía grandes centros de cristãos. Nos lugares mais
longínquos não seria tão difícil encontrar um cristão professando a fé bíblica.
O crescimento inicial foi conseqüência do espírito missionário que havia no coração dos
apóstolos. Esse espírito foi transmitido à primeira geração de convertidos, os quais, até o
segundo século, conseguiram espalhar o evangelho em quase todo o mundo conhecido. O
fator de não ter um local específico para a reunião de cultos (ainda que havia um lugar
especial onde eles se reuniam aos domingos, e a julgar pelo que diz Paulo era sempre no
mesmo local - I Co 11,18 e 20), facilitava a propagação do evangelho.
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IV. Atividades Missionárias
Cristo havia estabelecido sua igreja na encruzilhada do mundo antigo. As rotas comerciais
traziam mercadores e embaixadores através da Palestina, onde eles entravam em contato
com o evangelho. Dessa maneira, no livro de Atos vemos a conversão de oficiais de Roma (At
10.1-48), da Etiópia (At 8.26-40), e de outras terras.
Portanto, logo depois da morte de Estêvão, a igreja deu início a uma atividade sistemática
para levar o evangelho a outras nações. Pedro visitou as principais cidades da Palestina,
pregando tanto a judeus como aos gentios.
Outros foram para a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria. Ouvindo que o evangelho era bem
recebido nessas regiões, a igreja de Jerusalém enviou a Barnabé para incentivar os novos
cristãos em Antioquia. At 11.22-23. Barnabé, a seguir, foi para Tarso em busca do jovem
convertido Saulo (Paulo) e o levou para a Antioquia, onde ensinaram na igreja durante um
ano. At 11.26.
Um profeta por nome Ágabo predisse que o Império Romano sofreria uma grande fome sob o
governo do Imperador Cláudio. Herodes Agripa estava perseguindo a igreja em Jerusalém; Ele
já havia executado a Tiago, irmão de João, e tinha lançado Pedro na prisão. At 12.1-4. Assim
os cristãos de Antioquia coletaram dinheiro para enviar a seus amigos em Jerusalém, e
despacharam Barnabé e Paulo com o socorro. Os dois voltaram de Jerusalém levando um
jovem chamado João Marcos. At 12.25.
Por esta ocasião, diversos evangelistas haviam surgido no seio da igreja de Antioquia, de
modo que a congregação enviou Barnabé e Paulo numa viagem missionária à Ásia Menor. At
13-14. Esta foi à primeira de três grandes viagens missionárias que Paulo fez para levar o
evangelho aos recantos longínquos do Império Romano. Foi necessário o surgimento de
severa perseguição, para que se decidisse a ir a outras regiões.
V. As perseguições
O incêndio de Roma
O grande incêndio de Roma teve início na noite de 18 de Julho, no ano 64 d.C., no núcleo
comercial da antiga cidade de Roma, em volta do Circo Máximo. O fogo alastrou-se
rapidamente pelas áreas mais densamente povoadas da cidade, com as suas ruelas sinuosas.
O fato de a maioria dos romanos viverem em Insulae, edifícios altamente inflamáveis devido à
sua estrutura de madeira, de três, quatro ou cinco andares, ajudou à propagação do incêndio.
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Nestas condições, o incêndio prolongou-se por seis dias seguidos, até que pudesse ser
controlado. Mas por pouco tempo, já que houve focos de reacendimento, que fizeram o
incêndio durar por mais três dias. O antigo Templo de Júpiter Stator e o Lar das Virgens
Vestais foram destruídos, bem como dois terços da antiga cidade. Enquanto Roma era
destruída pelas chamas, o imperador romano Nero "dedilhava" um instrumento musical.
Acusado pelo povo de ser o seu autor, lançou a culpa sobre os Cristãos. Louco e alucinado,
mandou que os cristãos, desarmados e indefesos apenas confiantes na sua fé, fossem
lançados às feras no Coliseu servindo de espetáculo aos Romanos e outras mortes com um
requinte de crueldade bem peculiar de alguém que mandou matar sua própria mãe para ver
aonde ele foi gerado.
O historiador romano Cornélio Tácito relatou no seu livro “Os Anais de Roma Imperial”
(publicado apenas uma geração depois do incêndio): “Nero culpou e infligiu as torturas mais
intensas em uma classe odiada por suas abominações, chamada o povo Cristão. Christus, de
onde o nome se originou, sofreu grande penalidade durante o reino de Tibério nas mãos de
um dos seus procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição maligna, assim marcada durante
aquele momento, novamente explodiu não só em Judéia, a primeira fonte do mal, mas até em
Roma, onde todas as coisas abomináveis e vergonhosas de todas as partes do mundo acham
seu destino e se tornam popular.
Assim sendo, aprisionamento foi feito de todos que reconheceram-se culpados; então, depois
da confirmação, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de ter queimado a
cidade, mas por ódio contra a humanidade. Humilhação de todo tipo foi adicionada às suas
mortes. Cobertos com pele de animais, eles foram dilacerados por cachorros e morreram, ou
eram pregados à cruz, ou eram condenados às chamas e queimados, para servirem como
iluminação noturna, quando a luz do dia tinha acabado.” (Anais, XV, 44).
Nero iluminou suas festas no jardim com Cristãos que eram queimados vivos. Com certeza
alguém teria confessado a verdade estando sob a ameaça de tão grande dor. No entanto, o
fato é que não temos nenhum registro de Cristãos primitivos renunciando sua fé para dar um
fim ao seu sofrimento. Pelo contrário, temos vários registros do aparecimento de centenas de
testemunhas após a ressurreição dispostas a sofrer e morrer por tal causa.
Tertuliano, escritor cristão do século li, disse: "O sangue dos mártires é a semente da igreja".
Para surpresa geral, sempre que surgia perseguição, o número de cristãos a ser perseguido
aumentava. Em sua primeira carta, Pedro encorajou os cristãos a suportar o sofrimento,
confiantes na vitória derradeira e no governo divino que seria estabelecido em Cristo. I Pe 5.8-
11. O crescimento da igreja sob esse tipo de pressão provou, em parte, a veracidade dessas
palavras.
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Evidentemente o crescimento veio acompanhado dos ciúmes do judaísmo e das religiões
pagãs, sendo as últimas protegidas pelo império. De princípio o judaísmo perseguiu e fez
vítimas como Estevão e o apóstolo Tiago. Décadas depois o paganismo entrou em ação, e
com o apoio dos imperadores, suas vítimas chegaram aos milhões. Trajano, imperador entre
98 a 117, decretou um ofício em que o cristianismo em si já constituía um crime, e todos que
nele fossem encontrados deveriam ser julgados e punidos com a morte.
Ofícios como estes voltaram a ser decretados por outros imperadores, e bem como este
davam força às religiões pagãs para tentarem destruir a igreja de Cristo. Entretanto as igrejas
permaneciam de pé e aumentando cada vez mais.
1. Política - O judaísmo era uma religião lícita pela autoridade romana - religião permitida o
cristianismo era considerada uma religião ilícita pela autoridade romana - religião proibida A
lealdade ao império confundia-se ao patriotismo e as tradições religiosas romanas, no
cristianismo pregava-se o respeito ao Estado sem adoração aos deuses, o cristianismo era
visto com desconfiança pelas autoridades - uma ameaça política. Não participavam da vida
pública e nem serviam o exército até ao ano de 313.
2. Religiosa - A base religiosa romana era politeísta e cristã monoteísta sem qualquer imagem.
Dentre as acusações as mais comuns prevaleciam o ateísmo, outras: Canibalismo,
imoralidade. Devido aos encontros secretos aumentava as especulações dos inimigos do
evangelho. Os ritos pagãos começaram a ser abandonados e os templos a esvaziarem-se.
3. Social - O evangelho (boas novas) promete libertação dos sofrimentos, igualdade atraía
multidão dos desfavorecidos e marginalizados do sistema aristocrata - pregava-se a
simplicidade e a fraternidade dos povos. Constituía uma ameaça ao sistema escravocrata.
4. Econômica - O desapego aos bens terreno - o declínio do comércio religioso pagão era
também a causa da perseguição. At 19.27 - imagem de Diana; At 19.19 - livros de magia. Plínio
escrevendo ao imperador Trajano no segundo século relata: " ... os templos pagãos estavam
praticamente abandonados e que não se encontram compradores para a carne sacrificada aos
ídolos... " (Gonzales, p. 62).
Os Perseguidores Romanos
Imperador Cláudio (41-54) - Todos os judeus foram expulso de Roma. Suetônio, historiador
romano relata que os judeus foram expulsos devido a conflitos por causa de Cresto. Os
historiadores sustentam que o termo Cresto refere-se a Cristo. Houve um erro de grafia. No
princípio do século o cristianismo era considerado uma facção do judaísmo.
Imperador Domiciano (81-96) - Sucedeu ao imperador Tito que invadira destruíra Jerusalém
no ano 70. Com a destruição de Jerusalém Domiciano ordenou que todos os judeus deviam
enviar à Roma as ofertas anuais, que eram enviadas a Jerusalém, estes, por sua vez não
obedeceram, o que desencadeou a segunda perseguição, não somente aos judeus mas
também aos cristãos.
Durante esses dias milhares de cristão foram mortos, especialmente em Roma e em toda a
Itália. Nesta época o apóstolo João, que vivia em Éfeso, foi preso e exilado na ilha de Patmos,
foi quando recebeu a revelação do Apocalipse.
Géssio Floro amava o dinheiro e odiava os judeus. Como procurador romano, governava a
Judéia e pouco se importava com as sensibilidades religiosas. Quando a entrada de impostos
era baixa, ele se apoderava da prata do Templo. Em 66, quando a oposição cresceu, ele enviou
tropas a Jerusalém para crucificar e massacrar alguns judeus. A ação de Floro foi o estopim
para uma revolta que já estava em ebulição havia algum tempo.
No século anterior, Roma não tinha tratado os judeus de maneira adequada. Primeiramente,
Roma havia fortalecido o odiado usurpador Herodes, o Grande. Apesar de todos os belos
edifícios que construíra, Herodes não conseguiu lugar no coração das pessoas.
Arquelau, filho de Herodes e seu sucessor-, era tão cruel que o povo pediu a Roma que lhe
desse um alívio. Roma atendeu a esse pedido enviando diversos governadores: Pôncio Pilatos,
Félix, Festo e Floro. Eles, assim como outros, tinham a tarefa, nada invejável, de manter a paz
em uma terra bastante instável.
O espírito independente dos judeus nunca morreu. Eles olhavam com orgulho para os dias dos
macabeus, quando se livraram do jugo de seus senhores sírios. Agora, suas desavenças
mesquinhas e o fabuloso crescimento de Roma os colocavam novamente sob o comando de
mãos estrangeiras.
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O clima de revolução continuou durante o governo de Herodes. Os zelotes e os fariseus, cada
um à sua maneira, queriam que as mudanças acontecessem. O fervor messiânico estava em
alta. Jesus não estava brincando quando disse que as pessoas falariam: "'Vejam, aqui está o
Cristo!' ou Ali está ele!'". Esse era o espírito da época.
Foi em Massada (formação rochosa praticamente inexpugnável, que se eleva próximo ao mar
Morto, onde Herodes construiu um palácio e os romanos ergueram uma fortaleza ) que a
revolta judaica teve seu início e um fim trágico.
Céstio Galo, o governador romano da região, saiu da Síria com 20 mil soldados. Cercou
Jerusalém por seis meses, mas fracassou, deixando para trás seis mil soldados romanos
mortos e grande quantidade de armamentos que os defensores judeus recolheram e usaram.
Contudo, antes do golpe de misericordia, Vespasiano foi chamado a Roma, pois Nero
morrera. O pedido dos exércitos orientais para que Vespasiano fosse o imperador marcou o
fim de uma luta pelo poder. Em um de seus primeiros atos imperiais, Vespasiano nomeou seu
filho, Tito, para conduzir a guerra contra os judeus.
A situação se voltou contra Jerusalém, agora cercada e isolada do restante do país. Facções
internas da cidade se desentendiam com relação às estratégias de defesa. Conforme o cerco
se prolongava, as pessoas morriam de fome e de doenças. A esposa do sumo sacerdote,
outrora cercada de luxo, revirava as lixeiras da cidade em busca de alimento.
Enquanto isso, os romanos empregavam novas máquinas de guerra para arremessar pedras
contra os muros da cidade. Aríetes forçavam as muralhas das fortificações. Os defensores
judeus lutavam durante todo o dia e tentavam reconstruir as muralhas durante a noite. Por
fim, os romanos irromperam pelo muro exterior, depois pelo segundo muro, chegando
finalmente ao terceiro muro. Os judeus, no entanto, continuaram lutando, pois correram para
o Templo — sua última linha de defesa.
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Esse foi o fim para os bravos guerreiros judeus — e também para o Templo. Josejo, historiador
judeu, disse que Tito queria preservar o Templo, mas os soldados estavam tão irados com a
resistência dos oponentes que terminaram por queimá-lo.
Ao lado das perseguições externas, o Cristianismo enfrentou um inimigo muito mais terrível,
posto que interno, através de heresias, algumas delas propostas por líderes da própria igreja.
As multidões que se convertiam ao Cristianismo não aderiam à fé cristã livres da bagagem
cultural. Pelo contrário, cada qual trazia para dentro da Igreja suas próprias experiências e
seus próprios conhecimentos. Esta variedade cultural num certo sentido foi de grande valor
para a Igreja e, em todos os casos era sinal da universalidade do Evangelho. Mas, por outro
lado, esta situação sugeria a liberdade para que alguns começassem a oferecer suas próprias
interpretações da fé cristã, e, à medida que isto acontecia, algumas dessas interpretações
divergiam radicalmente da fé cristã. Este perigo era ainda maior diante do fato de que o
mundo da época era acentuadamente sincretista, isto é: havia uma grande mistura de cultos
oferecidos a uma mesma divindade.
A medida que o tempo passava, foi possível verificar que muitas pessoas buscavam não uma
doutrina única, mas um sistema que de algum modo combinasse todas as doutrinas, tomando
um pouco de cada uma. Dessa miscelânea surgiu aquilo que hoje é a monolítica Igreja Católica
Romana, com suas cerimônias, ora a identifica-las com o Cristianismo, ora com o paganismo.
O que estava em jogo, portanto, não era simplesmente tal ou qual elemento do Cristianismo,
mas sim, a questão fundamental: tinha ou não a nova fé uma mensagem única, e em que
sentido era única essa mensagem. Desse conflito de interesses surgiram heresias as mas
absurdas e algumas outras que tiveram início nesse período e que deram muito trabalho para
os Pais da Igreja combater.
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Portanto, várias foram às heresias que ameaçavam a sã doutrina da igreja (heresia significa
doutrina contrária à verdade bíblica). As cartas apócrifas que circulavam na época também
contribuíram a confusão doutrinária e à perversão da sã doutrina Dentre as muitas que
existiram ao longo da história da igreja destacam-se: Doutrina dos judaizantes - era defendida
por judeus praticante do judaísmo que haviam se convertido ao cristianismo. No entanto, eles
não abandonaram as Leis Mosaicas; pregavam que a salvação dependia da guarda das leis -
era Influência direta do judaísmo - a circuncisão e a força da lei mosaica e a Doutrina dos
Nicolaitas -fundador - Nicolau - helenista; defendia a prática da licenciosidade, promiscuidade
sincretismo religioso - cristianismo/paganismo - ligação com a doutrina de Balaão. Apoc 2.14-
15; Nm 22.
Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois:
Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na ilha
de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural.
Nestes quase dois mil anos da história da igreja, houve um consenso de que o ofício apostólico
deixou de existir, tendo cessado com a morte daqueles verdadeiros apóstolos comissionados
diretamente pelo Senhor Jesus.
No Novo Testamento há dois sentidos básicos para a palavra apóstolo. Um mais amplo e
outro mais restrito. No sentido amplo apóstolo significa enviado. Neste sentido qualquer
pessoa enviada através da igreja para uma tarefa missionária poderia ser chamada de
apóstolo. Isto se deve ao fato de que a palavra grega “apóstolos” significa: “enviado”,
“mensageiro”, “delegado”. O substantivo apóstolo e o verbo grego enviar são correlatos.
Assim sendo, neste sentido mais amplo, não teria problemas em se aceitar que qualquer
cristão possa vir a ser um apóstolo (enviado). Contudo, no Novo Testamento, o sentido mais
comum é o restrito, referindo-se ao grupo seleto dos apóstolos do Senhor Jesus. A palavra
grega da qual traduzimos apóstolo aparece 80 vezes no Novo Testamento grego. Destas 80
ocorrências, 73 vezes ela tem o sentido restrito e o sentido mais amplo (enviado) ocorre
somente cinco vezes. João 13.16; II Coríntios 8.23; Filipenses 2.25; Atos 14.4 e 14. Aparece
também três vezes onde pode há alguma dificuldade exegética podendo ter um ou outro
sentido. Atos 14.4,14; Romanos 16.7.
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Capitulo III
A Igreja Pós-Apostólica
Outra característica que distingue esse período é sem dúvida, o desenvolvimento da doutrina.
Na era apostólica a fé era do coração, uma entrega pessoal à vontade de Cristo. Entretanto no
período que agora focalizamos, a fé gradativamente passara a ser mental, era uma fé do
intelecto, fé que acreditava em um sistema rigoroso e inflexível de doutrinas. O credo
Apostólico, a mais antiga e mais simples declaração da crença cristã, foi escrito durante esse
período. Nesta época surgiram três escolas teológicas (uma em Alexandria, outra na Ásia
Menor e outra na África). Os maiores vultos da historia do Cristianismo passaram por essas
escolas: Orígenes, Tertuliano e Cipriano.
Os Maniqueus: De origem persa, foram chamados por esse nome, em razão de seu fundador
Ter o nome de Mani. Acreditavam que o universo compõe-se do reino das trevas e da luz e
ambos lutam pelo domínio do homem. Rejeitavam a Jesus, porém criam em um "Cristo
celestial".
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III. A perseguição implacável dos Imperadores Romanos
A famosa carta de Plínio (Governador da Bitínia - hoje Turquia) ao Imperador Trajano, declara
que os templos dos deuses estavam quase abandonados, enquanto os cristãos em toda parte
formavam uma multidão, e pertenciam a todas as classes, desde a dos nobres, a até a dos
escravos. O crescimento vertiginoso do cristianismo agregado o ciúme dos imperadores (que
se consideravam divindades) desencadeou uma perseguição descomunal com a única
finalidade de exterminar definitivamente com os cristãos.
Adriano (117/138 AD) Morreu gritando: Quão desgraçado é procurar a morte e não achá-la
Marco Aurélio (161/180 AD) Milhares foram decapitados e devorados pelas feras na arena.
Severo (193/211 AD) - Mandava decapitar e lançar às feras. Iniciou uma terrível perseguição
que durou até à sua morte em 211 AD. Possuía uma natureza mórbida e melancólica; era
muito rigoroso na execução da disciplina. Tão cruel fora o espírito do imperador, que foi
considerado por muitos como o anticristo.
Décio (249/251 AD) - Décio observava com inveja o poder crescente dos cristãos, e
determinou reprimi-lo. Via as igrejas cheias enquanto os templos pagãos desertos. Por
conseqüência, mandou que os cristãos tinham que se apresentar ao Imperador para
comunicar e religião. Quem renunciava recebia um certificado, quem não renunciava era
considerado criminoso e conduzido às prisões e sujeitos às mais horrorosas torturas.
Diocleciano (305 a 310 d.C.) - Sob esse governo aconteceu a última perseguição imperial e a
mais severa de todas. Estendeu-se por todo o Império. Foi um esforço diabólico determinado
a abolir o Cristianismo. Em uma série de editos determinou-se que:
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Durante os dez anos os cristãos foram caçados como feras pelas cavernas e florestas;
queimados, lançados às feras, mortos pelos métodos mais cruéis. Consta que o imperador
Diocleciano erigiu um monumento com esta inscrição: "Em honra ao extermínio da
superstição cristã". Diocleciano reabilitou as velhas tradições, incentivando o culto dos deuses
antigos.
A perseguição movida por Diocleciano provocou o segundo problema, que foi o do Cânon do
Novo Testamento. Se o possuir epistola podia levá-los a morte, os cristãos precisavam estar
seguros de que os livros pelos quais poderiam padecer a morte eram realmente livros
canônicos. Esta preocupação ajudou nas decisões finais acerca de qual literatura era sagrada.
Foi assim que se resolveu aceitar os atuais 27 livros do Novo Testamento.
Quantos foram os mártires? Não conhecemos o seu número exato. Os historiadores pensam
que foram, aproximadamente, alguns milhares; as Atas dos Mártires, que são os protocolos
judiciários dos processos aos cristãos, conservaram-nos a lembrança de muitos mártires,
mas não podemos tirar delas a sua lista completa. Segundo Tácito, na grande perseguição
desencadeada por Nero, eles foram uma «ingens multitudo». Clemente de Roma fala de
«uma grande multidão de eleitos». O martirológio de Jerônimo enumera bem 979. Cipriano,
em seguida, escreverá que «o povo dos mártires foi incalculável» (martyrum innumerabilis
populus). Das se¬pulturas de cristãos variam os cálculos, indo de 2 milhões a 7 milhões. Mais
de 4.000 epitáfios têm sido descobertos, pertencentes ao período de Tibério (14-37 d.C.) a
Constantino (306-37 d.C).
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Os mártires pertencem a toda categoria de idade, sexo, proveniência social, profissão e
cultura. Eles são modelos para os cristãos de qualquer lugar e de qualquer época. São as
testemunhas de uma fé invencível, de uma fidelidade total a Cristo confirmada com a oferta
da própria vida. Portanto, Roma guarda em suas catacumbas um testemunho vivo marcante.
Era onde se refugiavam os cristãos que conseguiam escapar da morte. Nas pedras encontram-
se gravados nomes, datas de nascimento e morte, de casamento, marcando tempos de
escuridão e de sobrevivência da Igreja.
As fontes que possuímos a respeito das perseguições, além das Escrituras, são
conhecidas como "atas dos mártires", que consistem em descrições mais ou menos
detalhadas das condições sob as quais se produziram os martírios, as prisões, encarceramento
e julgamento do mártir ou mártires em questão, e por fim sua morte Outras noticias chegam
através de outros documentos escritos por cristãos que de algum modo se relacionam com o
martírio e a perseguição. O exemplo mais valioso desta classe de documentos é a coleção de
sete cartas escritas por Inácio de Antioquia a caminho do martírio. Também existem algumas
correspondência onde se apresenta algumas atitudes dos pagãos diante dos cristãos,
especialmente a atitude de governantes.
V. O Coliseu Romano
Era capaz de receber até 100 mil espectadores, que ávidos por combates violentos
compareciam aos milhares. As lutas eram patrocinadas pelos governantes, que desejavam
aumentar sua popularidade e seu prestígio.
No início da Era Cristã [1º século], a Igreja nascente foi grandemente perseguida, conforme
documentos e livros que narram acontecimentos dessa época. Mortes no Coliseu Romano,
cristãos que não negavam a fé eram jogados publicamente aos leões, na arena, ou queimados
em praças ou jardins públicos para 'iluminar a noite' para delírio de uma platéia insana.
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VI. Principais Mártires
Inácio (67-110 d.C.) discípulo de João e bispo de Antioquia. O imperador Trajano, visitando
essa cidade, mandou prendê-lo; ele mesmo presidiu ao julgamento e sentenciou que Inácio
fosse lançado às feras em Roma.
De viagem para esta cidade, escreveu uma carta aos cristãos romanos, pedindo-lhes que não
tentassem conseguir o seu perdão; ansiava ter a honra de morrer pelo seu Senhor, dizendo:
"As feras atirem-se com avidez sobre mim. Se elas não se dispuserem a isto, eu as provocarei.
Venham, multidões de feras; vinde, lacerai-me, estraçalhai-me, quebrai-me os ossos. Triturai-
me os membros; venham, cruéis torturas do demônio; deixai-me apenas que eu me una a
Cristo." Regozijou-se no martírio. (Inácio de Antioquia, morto pelos leões por se negar a
adorar os deuses e muitos outros).
Papias (70-155 d.C.) outro discípulo do Apóstolo João e bispo de Hierápolis, uns 160 km a leste
de Éfeso. Pode ter conhecido Filipe, que, segundo uma tradição, morreu em Hierápolis.
Escreveu um livro: "Interpretações dos discursos do Senhor", onde diz que se empenho» em
inquirir dos presbíteros as palavras exatas de Jesus. Sofreu martírio em Pérgamo mais ou
menos ao tempo de Policarpo. Este, Inácio e Papias formam o elo entre a era apostólica e a
posterior.
Justino, o Mártir (100-167 d.C.) nasceu em Neápolis, antiga Siquém, mais ou menos quando
João morreu. Estudou filosofia. Quando moço, assistiu a muita perseguição movida aos
cristãos. Converteu-se. Viajou vestido num manto de filósofo, procurando ganhar pessoas
para Cristo. Escreveu uma defesa do cristianismo, que endereçou ao imperador.
Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: No domingo há uma
reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos
e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Terminada a leitura, o presidente,
num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos
nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes,
pão e vinho e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação
responde, 'Amém.'
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Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são
levados pêlos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem
conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente que, com ela, atende a
órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade.
Justino um dos homens mais competentes do seu tempo. Seus livros, que ainda existem,
oferecem valiosas informações acerca da vida da igreja nos meados do segundo século. Seu
martírio deu-se em Roma, no ano 166.
As imagens eram encontradas em todos os lares, e até em cerimônias cívicas, para serem
adoradas. Os cristãos, é claro, não participavam dessas formas de adoração. Por essa razão o
povo considera os cristãos como “Anti-sociais e ateus que não tinham deuses”. A adoração ao
Imperador era considerada como prova de lealdade. Havia estátuas dos imperadores
reinantes nos lugares mais visíveis para o povo adorar. Os cristãos recusavam-se a prestar tal
adoração. As reuniões secretas dos cristãos despertaram suspeitas. De praticarem atos
imorais e criminosos, durante a celebração da Santa Ceia, era vetada a entrada dos estranhos.
Reafirmamos que as perseguições produziram uma igreja pura, pois conservava afastados
todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para
obter lucros ou popularidade. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até a morte,
se tornavam publicamente seguidores de Cristo. A Igreja multiplicava-se. Apesar das
perseguições ou talvez por causa delas, a igreja crescia com rapidez assombrosa. Ao findar-se
o período de perseguição, a igreja era suficientemente numerosa para constituir a instituição
mais poderosa do império. Estas perseguições duraram até o ano 313 AD, quando
Constantino, o primeiro Imperador Romano, "cristão", fez cessar todos os propósitos de
destruir a Igreja.
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Capitulo IV
O adversário de Deus passa a usar uma nova tática: corromper a igreja através da união do
paganismo com o cristianismo. No início do século IV, pararam as perseguições e Constantino
decretou o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Muitos, para agradar ao
imperador, adotaram a nova religião. Regimentos inteiros de soldados eram batizados sem
terem se arrependido e sem terem crido em Jesus, ou seja, não eram nascidos de novo. A
mistura de pagãos com cristãos foi obscurecendo a consciência da igreja verdadeira. A
corrupção instalou-se cada vez mais na igreja, tentando combinar o cristianismo com a
filosofia pagã.
1. Conversão de Constantino
Era o mês de outubro do ano 312. Um jovem general, a quem todas as tropas romanas da
Bretanha e da Gália eram fiéis, marchava em direção a Roma para desafiar Maxêncio, outro
postulante ao trono imperial. Segundo o relato da história, o general Constantino olhou para o
céu e viu um sinal, uma cruz brilhante, na qual podia ler: "Com isto vencerás". O supersticioso
soldado já estava começando a rejeitar as divindades romanas a favor de um único Deus. Seu
pai adorava o supremo deus Sol. Seria um bom presságio daquele Deus na véspera da
batalha?
Mais tarde, Cristo teria aparecido a Constantino em um sonho, segurando o mesmo sinal
(uma cruz inclinada), lembrando as letras gregas chi (?) e rho (?), as duas primeiras letras da
palavra Christos. O general foi instruído a colocar esse sinal nos escudos de seus soldados, o
que fez prontamente, da forma exata como fora ordenado. Conforme prometido, Constantino
venceu a batalha.
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Esse foi um dos diversos momentos marcantes do século IV, um período de violentas
mudanças. Se você tivesse saído de Roma no ano 305 d.C. para viver anos no deserto, quando
voltasse certamente esperaria encontrar o cristianismo morto ou enfrentando as últimas
ondas de perseguição. Em vez disso, o cristianismo se tornou a religião patrocinada pelo
império. Depois de ter tomado o poder em 284, Diocleciano, um dos mais brilhantes
imperadores romanos, começou uma enorme reorganização que afetaria as áreas militar,
econômica e civil. Durante certo período de tempo, ele deixou o cristianismo em paz.
Uma das grandes idéias de Diocleciano foi a reestruturação do poder imperial. Dividiu o
império em Oriente e Ocidente, e cada lado teria um imperador e um vice-imperador (ou
césar). Cada imperador serviria por vinte anos e, a seguir, os césares assumiriam também por
vinte anos e assim por diante. No ano 286, Diocleciano indicou Maximiano imperador do
Ocidente, enquanto ele mesmo continuava a governar o Oriente. Os césares eram Constancio
Cloro (pai de Constantino) no Ocidente e Galério no Oriente.
Galério era radicalmente anticristão (há informações que ele atribuiu a perda de uma batalha
a um soldado cristão que fez o sinal da cruz). É bem provável que o imperador do Oriente
tenha assumido posições anticristãs por instigação de Galério. Tudo isso era parte da
reorganização do império, de modo que a lógica era a seguinte: Roma tinha uma moeda
única, uní sistema político único e, portanto, deveria ter uma única religião; os cristãos,
porém, estavam em seu caminho.
A partir do ano 298, os cristãos foram retirados do exército e do serviço civil. Em 303, a grande
perseguição teve início. As autoridades planejaram impor severas sanções sobre os cristãos,
que começariam a ser implantadas na Festa da Termi-nália, em 23 de fevereiro. As igrejas
foram arrasadas, as Escrituras confiscadas, e as reuniões proibidas. No início, não houve
derramamento de sangue, mas Galério logo se encarregou de mudar essa situação. Quando
Diocleciano e Maximiano deixaram seus postos (de acordo com o planejado), em 305, Galério
desencadeou uma perseguição ainda mais brutal. De modo geral, Constantino, que governava
o Ocidente, era mais indulgente. Porém, as histórias de horror do Oriente eram abundantes.
Até o ano 310, a perseguição tirou a vida de milhares cristãos.
Contudo, Galério foi incapaz de esmagar a igreja. Estranhamente, em seu leito de morte, ele
mudou de idéia. Em outro grande momento, no dia 30 de abril de 311, o feroz imperador
desistiu de lutar contra o cristianismo e promulgou o Édito de Tolerância. Sempre político,
insistiu em que fizera tudo para o bem do império, mas que "grande número" de cristãos
"persiste em sua determinação". Desse modo, agora era melhor permitir que eles se
encontrassem livremente, contanto que não atentassem contra a ordem pública. Além disso,
declarou: "Será tarefa deles orar ao seu Deus em benefício de nosso Estado". Roma precisava
de toda a ajuda que pudesse obter. Galério morreu seis dias depois.
A visão de Constantino foi autêntica ou ele foi apenas um oportunista, que usou o cristianismo
para benefício próprio? Somente Deus conhece a alma. Embora tenha falhado na
demonstração de sua fé em várias ocasiões, o imperador certamente assumiu um interesse
ativo no cristianismo que professava, chegou até mesmo a correr risco pessoal em certos
momentos. Ε certo que Deus usou Constantino para fazer com que as coisas acontecessem
para a igreja. O imperador afirmou e assegurou a tolerância oficial à fé.
Por este edito, Constantino concedeu "aos cristãos e a todos os outros plena liberdade de
seguir a religião que a cada um aprouvesse", o primeiro deste gênero na História. E foi
adiante: favoreceu de todos os modos os cristãos; deu-lhes os principais cargos; isentou
ministros cristãos de impostos e do serviço militar; incentivou e ajudou a construção de
igrejas; fez do cristianismo a religião de sua corte; expediu uma exortação geral, 325, a todos
os súditos para que abraçassem o cristianismo; e porque a aristocracia romana persistisse em
seguir suas religiões pagãs, mudou a capital para Bizâncio e denominou-a Constantinopla,
"Nova Roma", capital do novo império cristão.
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3. Os benefícios da cristianização do Império Romano
a. As perseguições acabaram.
b. Em muitos lugares os templos pagãos foram dedicados ao culto cristão.
c. Constantino estabeleceu o Domingo como dia de descanso e adoração.
d. Foi abolida a crucifixão como gênero de pena capital.
e. O infanticídio foi reprimido.
f. As lutas de gladiadores foram proibidas.
g. Foi abolida a escravidão.
h. Foi abolida os combates de gladiadores.
i. O primeiro templo cristão foi construído em (222-35).
j. Depois do edito de Constantino, muitos templos foram construídos.
4. A Fundação de Constantinopla
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d. Falsas conversões (muitos se convertiam para fugir da perseguição).
e. Não havia nenhum critério (exigência) para se tornar cristão.
f. Aceitavam o cristianismo para assim obterem influência social e política.
g. Os cultos aumentaram em esplendor, porém eram menos espirituais.
H. As festas pagãs tiveram seus lugares na Igreja, mas, com outros nomes.
i. A adoração a Vênus/Diana foi substituída pela adoração a virgem Maria.
j. Imagens dos mártires nos templos, como objeto de reverência e culto.
Evidentemente esta união foi à pior calamidade que já sobreveio à mesma Igreja. O desígnio
de Cristo era vencer por meios puramente espirituais e morais. Até ao tempo de Constantino
as conversões eram voluntárias, por uma genuína mudança do coração e da vida. Agora,
porém, as conversões forçadas enchiam as igrejas de gente não regenerada. Entrou na Igreja
o espírito militar da Roma Imperial, mudando-lhe a natureza e tornando-a uma organização
política e fazendo-a precipitarem-se no milênio das abominações papais.
Como resultado deste promíscuo casamento da igreja com o estado, cristãos zelosos dessa
época, com freqüência, optavam por lutar contra o comprometimento de sua fé afastando-se
do mundo. Antão (um erimita - um dos principais fundadores das comunidades monásticas)
buscou fazer isso e foi viver em uma caverna. De acordo com Atanásio, seu biógrafo, durante
doze anos Antão foi cercado por demônios que assumiam formas de vários animais estranhos
e que, em alguns momentos, o atacavam, e, em determinada ocasião, quase o mataram. Eles
estavam tentando trazer Antão de volta ao mundo dos prazeres sensuais, mas Antão sempre
se levantava de maneira triunfante.
Para se afastar ainda mais do mundo, Antão se mudou para um forte abandonado, onde viveu
vinte anos sem ver rosto humano. Sua comida lhe era jogada por cima do muro. As pessoas
ouviam sobre sua impressionante autonegação e suas batalhas com os demônios. Alguns
admiradores ergueram casas rudes próximas ao forte, e, de modo relutante, ele se tornou
conselheiro espiritual delas, dando-lhes orientação sobre jejum, oração e obras de caridade.
Antão certamente se tornou um modelo de autonegação.
A igreja católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas a partir da igreja
primitiva.
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Foi exatamente a partir daí que teve início a Igreja Católica Apostólica Romana, a antiga igreja
de Roma, agora "sob nova direção". Durante o período em que o catolicismo foi absorvido
pelo império romano os assuntos religiosos sofreram ingerências dos imperadores romanos,
tanto nas questões administrativas quanto teológicas.
Roma reclamava para si autoridade apostólica. A Igreja de Roma era a única que declara
poder mencionar o nome de dois apóstolos como fundadores, isto é, Pedro e Paulo. A
organização da Igreja de Roma e bem assim seus dirigentes defendiam fortemente estas
afirmações. Além disso, Roma apresentava um Cristianismo prático. Nenhuma outra igreja a
sobrepujava no cuidado para com os pobres, não somente com os seus membros, mas
também entre os pagãos. Foi assim que em todo o ocidente o bispo de Roma, começou a ser
considerado como autoridade principal de toda a igreja. Foi dessa forma que o Concílio
Calcedônia, na Ásia Menor, no ano 451 d.C, Roma ocupou o primeiro lugar e Constantinopla o
segundo lugar.
Para que entendamos melhor a origem da Igreja Católica Romana, convém fazermos algumas
observações bastante úteis e esclarecedoras acerca da igreja.
Do ano 33 ao ano 54 da era cristã, os seguidores de Jesus eram chamados de "os seguidores do
caminho’. At 11.26.
Do ano 54 ao ano 170 da era cristã, os seguidores de Jesus passaram a ser chamados de
"Cristãos". É a época em que a igreja não tinha divisão e possuía somente uma doutrina, a dos
Apóstolos.
Do ano 170 ao ano 313 da era cristã, a Igreja não se envolvera com nenhum dos problemas
comportamentais da sociedade da época caracterizados pela corrupção em todas as suas
áreas, principalmente a política.
Do ano 313 em diante, podemos dizer que marca o início do Catolicismo Romano, pois o
cristianismo passa a ser a religião oficial do Império, trazendo como conseqüência desastrosa,
a entrada no seio da Igreja de muitas pessoas não convertidas e pagãs. Ao longo de sua
história muitas doutrinas estranhas continuaram a penetrar no catolicismo romano. Fazendo
que cada vez mais ela se distanciasse de sua origem.
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Doutrina Católica Ano
Portanto, a união entre a Igreja e o Estado e o cristianismo sendo a religião oficial do império
fizeram com que as formas litúrgicas fossem substituídas por cultos mais elaborados cheio de
pompa. Das pequenas e salas das casas dos irmãos onde se celebravam os estudos bíblicos e o
culto ao Senhor, deram lugar aos grandes e ricamente ornamentados templos. Esses eram,
geralmente, construídos nos suposto lugares de residência do mártir ou santo. Deu-se início a
paganização da igreja e começou a ser introduzido muitas heresias e a doutrina apostólica
sofreu profunda e radical mudança.
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IV. A Origem do Papado
Nas reuniões da igreja do I ao V século os bispos eram iguais entre si isto é, todos tinham o
mesmo peso na hora da votação nos concílios. No entanto, por volta do ano 440, Leão l, bispo
da cidade de Roma, começou a reivindicar sua superioridade sobre os demais bispos da igreja.
A justificativa repousa no texto de Mt 16.16-18. Alegava-se que o apóstolo Pedro foi bispo em
Roma e recebeu a primogenitura eclesiástica de Cristo. Desta formas, seus sucessores do
episcopado romano deveriam exercer o mesmo ministério da administração da igreja cristã.
Depois da queda do império ocidental e o enfraquecimento de outras cidades aumentaram o
poder dos bispos romanos.
O papado é outra instituição católica que se assenta sobre dois grandes equívocos: o primeiro
é que o apóstolo Pedro nunca esteve em Roma, nunca foi papa, e se o foi, era um papa que
não se conformava com o catolicismo, pois era casado (Marcos 1.30,31); era financeiramente
pobre (Atos 3.6); foi um homem humilde (Atos 10.25,26) e foi um homem repreensível.
Gálatas 2.1 1,14.
o segundo equívoco é que até o ano de 451 (até Leão I) não havia um bispo romano chefe do
catolicismo. Podia ser até que eles fossem chefes das igrejas locais, o que em si seria um erro;
porém, só 300 anos mais tarde é que ficaram conhecidos como chefes católicos no sentido em
que os conhecemos hoje em dia e mais é admirável que Pedro, sendo o "Príncipe dos
Apóstolos", conforme o catolicismo romano afirma, quem era o pastor da comunidade cristã
em Jerusalém era Tiago. At 15. Sendo assim, é lançada por terra a pretensão do catolicismo
romano de Ter o apóstolo Pedro como seu primeiro Bispo.
Todas as nações orgulham-se de seus heróis e festejam seus benfeitores, mas o Estado do
Vaticano evita mencionar seu passado ou reproduzir a biografia de muitos de seus papas,
cujas vidas não harmonizaram com o que diziam representar. Pressionam para que
esqueçamos o passado da Igreja e de muitos papas, mas com seus métodos, ações e
intolerância revelam que "Roma será sempre a mesma".
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Em 1215 o Papa Inocêncio III proclamou-se "Vigário de Cristo no Céu e no Inferno"; a seguir,
proibiu a leitura da Bíblia, instituiu a Inquisição e mandou massacrar milhares de Cartaros
(albigenses) Cristãos.
O Papa Nicolau V, ano 1447, autorizou o Rei de Portugal, guerrear povos africanos, tomar-lhes
as propriedades e fazer escravos. Esse papa dizia: "Eu sou tudo em todos, minha vontade
prevalecerá, Cristo mandou Pedro embainhar a espada, mas eu mando desembainhar".
Campos de Concentração
Tais campos de concentração estavam sob a supervisão direta de Pavelic. Aos ustashis
cumpria enviar para os campos as pessoas não confiáveis, que eram sumariamente liquidadas.
Vejamos apenas uma pequena descrição dos horrores:
2. Beatificação
Em 1998 o papa João Paulo II beatificou o Arcebispo de Zagreb, Cardeal Alojzije Stepinac,
defensor da "limpeza étnica" implementada pelos católicos croatas nos anos 40, e prepara-se
para fazer o mesmo em relação a Pio XII, o papa que pecou por omissão. Com a palavra
Settimia Spizzichino, a única judia romana que sobreviveu a Auschwitz, depois de ser cobaia
de Joseph Mengele:
“Decerto que o Papa pode beatificar e canonizar quem quiser, mas a beatificação de alguém
com um passado no mínimo nebuloso como o Cardeal Stepinac [elevado a cardeal em 1953] é
um insulto à memória de todos os que foram assassinados pela Ustasha e pelo nazismo”.
Com a derrocada de Hitler, caiu por terra o sonhado Estado Católico da Croácia. Em 11 de
outubro de 1946, a Suprema Corte em Zagreb condenou o Arcebispo Stepinac a 16 anos
prisão em trabalhos forçados. As principais acusações, conforme consta do processo, foram:
(2) convocação dos sacerdotes católicos para colaborarem com os traidores, conforme
circular distribuída em 28.04.1941;
(3) como presidente da Ação Católica e do congresso dos bispos influenciou a imprensa
católica, que fez propaganda do fascismo, elogiou Hitler e Pavelic, e deu cobertura a todo o
processo. Stepinac saiu da prisão antes do tempo previsto.
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Não iremos descer aos detalhes das conversões forçadas de ortodoxos, que, diante do poder
da espada, temendo por sua vida e de seus familiares, submetiam-se aos humilhantes ritos de
iniciação ao catolicismo; também não faremos referência às crianças órfãs, aos milhares, que
foram expatriadas, raptadas e levadas para outros países; colocadas em orfanatos dirigidos
por padres e freiras, rebatizadas com nomes católicos, crescendo sem o contato com seu
grupo étnico e religioso original; não falaremos do modo sanguinário, feroz e cruel como
muitos Sérvios foram torturados e mortos, enterrados vivos, sangrados, mutilados; das
dezenas de templos ortodoxos que foram destruídos ou transformados em salas destinadas às
atividades ligadas ao catolicismo. Avro Manhattan, em seu minucioso trabalho em The
Vatican´s Holocaust, registra à guisa de conclusão:
“Os massacres da Ustashi, todas as atrocidades cometidas por oficiais católicos, padres ou
monges, faziam parte de um esquema friamente calculado para a total eliminação das massas
ortodoxas, ativa e passivamente resistindo à sua absorção pela Igreja Católica no sentido de
se tornarem ovelhas do seu rebanho. De fato, esta foi à política premeditada pela hierarquia
católica, agindo em favor do seu verdadeiro e único inspirador – o Vaticano”.
Encontramos a Igreja Católica, no ápice da idade média (séculos 13 a 15), com a maioria das
práticas litúrgicas, incorporadas do paganismo, já institucionalizadas dentro da estrutura
eclesiástica. O cenário está sendo preparado pelo Senhor da História para a Reforma do
Século XVI. A religião foi transformada de uma devoção consciente a Deus, baseada no que
conhecemos de Deus pelas Escrituras e exercitada pelas diretrizes da sua Palavra; no
misticismo subjetivo, baseado em tradições humanas, exercitado em práticas obscuras.
A Igreja, que deveria aproximar as pessoas cada vez mais de Deus e de sua Palavra, na prática
afasta os fiéis da religião verdadeira. Os rituais e a liturgia são realizados em uma língua
desconhecida (Latim). Os seguidores são sujeitos a uma hierarquia estranha à Bíblia, na qual
os administradores maiores se preocupavam mais com o jogo político do que com a situação
espiritual dos fiéis. Aqueles que se dedicavam mais ao estudo da palavra, em vez de estarem
próximos dos fiéis, conscientes de suas lutas, necessidades e pecados, isolam-se em
mosteiros. Novas estruturas monásticas são formadas e multiplicam sua influência. Os poucos
escritos refletem um misticismo que enaltece a trindade, mas, ao mesmo tempo, apresentam
uma ênfase mística que os distanciam da realidade.
Outras cabeças pensantes da Igreja, em vez de procurar um retorno à teologia das Escrituras,
embarcam num intelectualismo que pretende explicar de forma palatável à razão humana os
mistérios de Deus – esses também distanciam a Igreja e sua hierarquia de sua missão e
daqueles que a seguem em busca espiritual sincera ou por conveniência. Certamente, fica
cada vez mais evidente que o caminho da reforma está sendo preparado por Deus. A Igreja
está deteriorada em seu íntimo – os problemas aparecem. Porém o remanescente fiel ficará
mais evidente e desabrochará no tempo apontado por Deus.
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4. A Santa Inquisição
A palavra "herege" significa aquele que escolhe, que professa doutrina contrária ao que foi
definido pela Igreja como sendo matéria de fé. Então, todos os que se rebelava contra a
autoridade papal ou faziam qualquer espécie de crítica à Igreja de Roma eram considerados
hereges. INQUISIÇÃO é o ato de INQUIRIR: indagar, investigar, pesquisar, perguntar, interrogar
judicialmente. Os hereges seriam os "irmãos separados", os “crentes” “protestantes”, os
"evangélicos" de hoje. Em suma, a INQUISIÇÃO foi um tribunal eclesiástico criado com a
finalidade de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Da Enciclopédia BARSA, vol 7,
pags. 286-287 extraímos o seguinte:
"Heresia, no sentido geral é uma atitude, crença ou doutrina, nascida de uma escolha pessoal,
em oposição a um sistema comumente aceito e acatado. É uma opinião firmemente
defendida contra uma doutrina estabelecida. A Igreja Católica, no seu Direito Canônico,
estabelece uma distinção entre heresia, apostasia e cisma. Assim diz este documento: Depois
de recebido o batismo, se alguém, conservando o nome de cristão, nega algumas das
verdades que se devem crer com fé divina e católica ou dela duvida, é HEREGE. Se afasta
totalmente da fé cristã, é APÓSTATA. Se recusa submeter-se ao Sumo Pontífice (o Papa) ou
tratar com os membros da Igreja aos quais está sujeito, é CISMÁTICO" (Direito Canônico 1.325,
párag. 2). Então, por esse raciocínio e decreto de Roma, os milhões de crentes no mundo são
hereges e cismáticos porque negam muitas das "verdades" da fé católica, não se submetem
ao Sumo Pontífice, e só reconhecem Jesus Cristo como autoridade máxima da Igreja.
Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens remontam ao
século IV: o herege espanhol Prisciliano foi condenado à morte pelos bispos espanhóis no ano
de 1385; no século X muitos casos de execuções de hereges, na fogueira ou por
estrangulamento; em 1198 o Papa Inocêncio III liderou uma cruzada contra os " ALBIGENSES"
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(hereges do sul da França), com execuções em massa; em 1229, no Concílio de Tolouse, foi
oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício, sob a liderança do Papa Gregório
IX; em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado " AD EXSTIRPANDA", em que
vociferou: "os hereges devem ser esmagados como serpentes venenosas". Este documento
foi fundamental na execução do diabólico plano de exterminar os hereges. As autoridades
civis, sob a ameaça de excomunhão no caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges.
O "AD EXSTIRPANDA" foi renovado ou reforçado por vários papas, nos anos seguintes:
Alexandre IV (1254-1261); Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292); Bonifácio VIII
(1294-1303) e outros. Inocêncio IV autorizou o uso da tortura.
Os Métodos de Tortura
Com a promessa de irem diretamente para o Céu, sem passagem pelo purgatório, muitos
homens eram exortados pelos inquisidores para guerrearem contra os hereges. No ano de
1209, em Beziers (França), 60 mil foram martirizados; dois anos depois, em Lauvau (França), o
governador foi enforcado, sua mulher apedrejada e 400 pessoas queimadas vivas. A
carnificina se espalhou por outras cidades e milhares foram mortos. Conta-se que num só dia
100.000 hereges foram vitimados.
(a) A matança dos valdenses. Um dos primeiros grupos organizados a serem atormentados
foram os valdenses. Valdenses eram chamados "os membros da seita, também chamada
Pobres de Lião, fundada pelo mercador Pedro Valdo por volta de 1170, na França. Inspirada na
pobreza evangélica, repudiava a riqueza da Igreja Católica".
O grupo organizado por Pedro Valdo, um rico comerciante, cria que todos os homens tinham
o direito de possuir a Bíblia traduzida na sua própria língua. Acreditavam, também, que a
Bíblia era a autoridade final para a fé e para a vida. Os valdenses se vestiam com simplicidade
- contrapondo-se à luxúria dos sacerdotes católicos, ministravam a Ceia do Senhor e o
Batismo, e ordenavam leigos para a pregação e ministração dos sacramentos. "O grupo tinha
seu próprio clero, com bispos, sacerdotes e diáconos". Tal liberdade não era admitida pela
Igreja Católica porque não havia submissão ao Papa e aos seus ensinos. Os valdenses
possuíam a Bíblia traduzida na sua língua materna, o que facilitou a pregação da Palavra.
Outros grupos sucumbiram diante das ameaças e castigos impostos pelos romanistas. Os
valdenses, todavia, resistiram. Na escuridão das cavernas, cada versículo era copiado, lido e
ensinado. Na Bíblia encontraram a Luz - uma luz forte que inunda corpo, alma e espírito...
Uma luz chamada Jesus. Os valdenses foram, certamente, os primeiros a se organizarem
como igreja, formar seu próprio clero e enviar missionários para outras regiões na França e
Itália. Tudo com muito sacrifício e sob implacável perseguição.
Essa liberdade de ação motivou os líderes romanos a adotarem medidas duras contra a
"seita". Uma bula papal classificou os valdenses como hereges e, como tal, condenados à
morte. A única acusação contra eles era a de que "tinham uma aparência de piedade e
santidade que seduzia as ovelhas do verdadeiro aprisco".
Uma cruzada foi organizada contra esse povo santo. Como incentivo, a Igreja prometia
perdão de todos os pecados aos que matassem um herege, "anulava todos os contratos feitos
em favor deles (dos valdenses), proibia a toda a pessoa dar-lhe qualquer auxílio, e era
permitido se apossar de suas propriedades por meio de violência". Não se sabe quantos
valdenses morreram nas Cruzadas. Sabemos, portanto, que esses obstinados cristãos
fincaram os alicerces da Reforma que viria séculos depois.
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Com a concordância do Papa Gregório XIII, o rei da França, Carlos IX, eliminou em poucos dias
milhares de huguenotes. A matança iniciou-se na noite de 24.08.1572, em Paris, e se estendeu
a todas as cidades onde se encontravam protestantes.
No Livro "O GRANDE CONFLITO", consta que foram martirizados cerca de setenta mil nesse
massacre. "Quando a notícia do massacre chegou a Roma, a alegria do clero não teve limites”.
O cardeal de Lorena recompensou o mensageiro com mil coroas; o canhão de Santo Ângelo
reboou em alegre salva; os sinos dobraram em todos os campanários; e o Papa Gregório XIII,
acompanhado dos cardeais e outros dignitários eclesiásticos, foram, em longa procissão, à
igreja de S.Luís, onde o cardeal de Lorena cantou o Te Deum. Um sacerdote falou "daquele
dia tão cheio de felicidade e regozijo, em que o santíssimo padre recebeu a notícia e foi em
aparato solene dar graças a Deus e a S.Luís".
Para comemorar e perpetuar na memória dos povos esse horrendo massacre, por ordem do
Papa Gregório XIII foi cunhada uma moeda, onde se via a figura de um anjo com a espada
numa mão e, na outra, uma cruz, diante de um grupo de horrorizados huguenotes. Nessa
moeda comemorativa lia-se a seguinte inscrição: "UGONOTTORUM STANGES, 1572" ("A
MATANÇA DOS HUGUENOTES, 1572").
Em seu livro "OS PIORES ASSASSINOS E HEREGES DA HISTÓRIA ", o historiador e pesquisador
cearense Jeovah Mendes, à pág. 238, assim registra a fatídica Noite de S.Bartolomeu: "Papa
Gregório XIII (Ugo Buoncompagni) (1502-1585) - Em irreprimível ritmo acelerado recrudescia
o ódio contra os protestantes em rumo de um trágico desfecho”.
O cardeal de Lorena, com a aprovação e bênção pontifícia de Gregório XIII, engendrou o mais
horrível banho de sangue por motivos religiosos em toda a História da França ou de qualquer
nação do mundo. Consumou-se o projeto assassino aos 24 de agosto de 1572, a inqualificável
NOITE DE S.BARTOLOMEU, sendo nesse macabro festival de sangue, morto o impetérrito
Coligny, mártir do Evangelho e honra de sua Pátria. Como troféu da bárbara carnificina, a
cabeça de Coligny fora remetida ao "sumo pontífice" Gregório XIII (Maurício Lachatre, História
dos Papas, vol. IV, pg. 68)".
(c) O Massacre dos Albigenses. Albigenses eram os nascidos na cidade de Albi, sul da França.
Em 1198, por iniciativa do Papa Inocêncio III, foram instituídos "Os Inquisidores da Fé contra
os Albigenses". Esses franceses foram considerados "hereges" porque seus ensinos
doutrinários não se alinhavam com os da Igreja de Roma. O extermínio começou no ano de
1209 e se estendeu por 20 anos, quando milhares de albigenses pereceram. Fala-se em mais
de 20.000 mortos, entre homens, mulheres e crianças.
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"Celebrizou-se por seu fanatismo religioso e crueldade". De mãos dadas com os reis católicos,
promoveu a expulsão dos judeus da Espanha por édito real de 31.03.1492, tendo estes o prazo
reduzido de quatro meses para se retirarem do país sem levar dinheiro, ouro ou prata. É
acusado de haver condenado à fogueira 10.220 pessoas, e cerca de 100.000 foram
encarceradas, banidas ou perderam haveres e fazendas. Tudo em nome da fé católica e da
honra de Jesus Cristo.
(e) O Massacre dos Anabatistas. Grupo religioso iniciado na Inglaterra no século XVI, que
defendia o batismo somente de pessoa adulta. Por autorização do Papa Pio V (1566-1572),
cem mil foram exterminados.
(f) O Massacre em Portugal. Diante dos insistentes pedidos de D. João III, o Papa Paulo III
introduziu, por bula de 1536, o Tribunal do Santo Ofício em Portugal. As perseguições foram
de tal ordem que o comércio e a indústria na Espanha e em Portugal ficaram praticamente
paralisados. "As execuções públicas eram conhecidas como autos-de-fé. No começo,
funcionaram tribunais da Inquisição nas diversas dioceses de Portugal, mas no século XVI
ficaram apenas os de Lisboa, Coimbra e Évora”.
Depois, somente o da capital do reino, presidido pelo inquisidor-geral. Até 1732, em Portugal,
o número de sentenciados atingiu 23.068, dos quais 1.554 condenados à morte. Na torre do
Tombo, em Lisboa, estão registrados mais de 36.000 processos". Daí porque os 4.500
processos constantes dos arquivos de terror do Vaticano - Os Arquivos do Santo Ofício -
recentemente liberados aos pesquisadores, não contam toda a história da desumana
Inquisição.
A Inquisição se instalou no Brasil em três ocasiões: Em 09.06.1591, na Bahia, por três anos; em
Pernambuco, de 1593 a 1595; e novamente na Bahia, em 1618. Há notícia de que no século
XVIII Inquisição atuou no Brasil. Segundo o jornal "Mensageiro da Paz", número 1334, de
maio/1998, "cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas, no Brasil, entre os anos de
1721 e 1777”.
Todos os que confessavam não crer nos dogmas católicos eram sentenciados. De acordo com
os dados históricos, quase todos os cristãos-novos presos no Brasil pela Inquisição, durante o
século 18, eram brasileiros natos e pertenciam a todas as camadas sociais.
É impossível descrever tudo o que ocorreu durante este período patrocinado pela igreja
católica. A Santa Inquisição, na sua longa e tenebrosa jornada, levou aos mais horrorosos
suplícios, inclusive às fogueiras, algumas centenas de milhares de pobres desgraçados; a
Igreja Católica Romana, pelos seus papas, bispos e padres, é a responsável pelo sacrifício de
cerca de 10 milhões de vidas.
6. O Renascimento (Renascença)
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Capitulo V
A Igreja Reformada
Antes da Reforma Protestante, havia poucos exemplares da Bíblia, e isso também foi um
entrave a que os cristãos pudessem ter pleno conhecimento dos ensinos do Novo Testamento
A maioria dos fiéis sobreviveu, pode-se dizer, conforme a Palavra do Senhor, guiados pelo
Espírito Santo, de tal forma que Jesus nunca ficou sem testemunhas.
I. Precursores da Reforma
Logo no início do século XII, surgiram vários movimentos de oposição contra a atitude e o
estado da igreja, por parte de homens que conheciam o grande mal nela existente, e que
abandonara o seu culto e a comunhão. Não deve ser esquecido que geralmente as conversões
eram em massas o que produzia um cristianismo nominal. Assim que sempre houve dentro da
Igreja pessoas que desejavam purificar esta de qualquer anormalidade ou caminhos que
fugiam do padrão cristão, mesmo que alguns movimentos beiravam ou eram heresias.
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Embora muitos não percebessem, o que acontecia em Praga era o prelúdio de uma grande
perseguição contra os verdadeiros cristãos daqueles dias, perseguição que levaria ao martírio
um dos maiores heróis da fé do passado.
João Huss (1369-1415), o segundo dos precursores da Reforma, parece ter tido um verdadeiro
arrependimento em sua juventude. Mais tarde, ao ler os escritos de Wicliffe, percebeu melhor
as riquezas da vida espiritual e tornou-se pregador muito popular. Multidões se reuniam para
ouvir dos lábios dele o evangelho pregado na língua materna. Dirigia-se ao povo como um pai
aos seus filhos, e com muito carinho e bondade assistia aos aflitos e necessitados.
Em 1414 teve início em Constança um concílio geral a que compareceram os mais altos
dignitários eclesiásticos da Europa. A conselho do imperador Segismundo, e munido de um
salvo-conduto por este assinado, Huss dirigiu-se ao concílio. A sua intenção era avistar-se com
o papa e expor perante ele o seu caso, mostrando que nem ele nem a sua pátria eram hereges.
A sua prontidão em apresentar-se perante tão magna assembléia era prova da sua
sinceridade. Ele achava que os fatos que desejava apresentar, por serem tão puros,
mostrariam a todos que tudo o que havia falado e escrito era para a salvação dos pecadores.
Dois dias depois do último interrogatório, Huss escreveu o seu testamento espiritual aos
crentes da Bavária, um precioso texto que revela como esse precioso homem teve forças para
cuidar dos crentes da sua pátria. No final da carta ele pede: “Orai a Deus pela sua graça, pelo
rei da Bavária, por vossa Senhora, a rainha, a fim de que o bondoso Deus na sua misericórdia
habite convosco tanto agora como no gozo eterno.”
Na reunião de 6 de julho de 1415, o concílio condenou Huss à morte por crime de heresia e de
muitas outras coisas. Despiram-lhe as vestes sacerdotais, que lhe haviam vestido para a
ocasião. Deram-lhe também um cálice, o que logo lhe foi tirado com a expressão: “Maldito
Judas que abandonaste o caminho da paz. Tiramos-te agora o cálice da redenção.” A horrível
cena terminou com todos os presentes exclamando em coro: “Agora entregamos tua alma ao
diabo!”, ao que Huss respondeu: “Porém eu a encomendo nas tuas mãos, Jesus Cristo, porque
a remiste.” Em seguida colocaram-lhe sobre a cabeça uma mitra alta, de papel, com três
terríveis desenhos de demônios, e com a inscrição “Heresiarca”. Assim vestido, o mártir da
Bavária, há até bem pouco tempo Tchecoeslováquia, foi conduzido, sob forte escolta, ao lugar
do martírio.
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Ao aproximar-se da fogueira viu uma mulher apanhando alguns pequenos ramos secos e
juntando-os à lenha, e exclamou: “Santa simplicidade”. Ligado com uma cadeia de ferro
enferrujado ao pescoço, deram-lhe a última oportunidade de salvar a vida mediante a
negação de tudo o que havia ensinado e escrito, mas ele, olhando para o céu, respondeu:
“Deus é minha testemunha de que nunca tenho ensinado ou pregado o que falsamente me
tem sido atribuído por falsas testemunhas. Com a minha pregação, meu ensino e meus
escritos, tenho desejado apenas uma coisa – a conversão dos homens. Nesta verdade do
evangelho, que tenho ensinado e pregado, quero alegremente morrer.”
Assim vencidos pela inabalável firmeza de Huss, seus algozes atearam fogo à lenha. Enquanto
as chamas cresciam, Huss cantava em voz alta: “Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia
de nós”. Depois, não podendo mais cantar por causa do furor das labaredas, passou a orar até
render o espírito. Os inimigos da verdade queimaram na mesma fogueira as roupas de Huss, e
lançaram no rio as suas cinzas. Mas o clarão daquela fogueira jamais se apagou!
Digna de citação aqui é a sociedade na Holanda, em 1340, com o nome de Irmãos de Vida
Comum. Do seio dessa sociedade saiu, por volta do ano de 1470, a famosa obra Imitação de
Cristo, que alcançou oitenta edições antes da Reforma. Os Irmãos de Vida Comum possuíam,
no Norte da Alemanha e na Holanda, seminários freqüentados por 1.200 estudantes. Esses
destemidos irmãos, através de uma obra maravilhosa, educaram e prepararam os povos do
Norte da Europa para que mais tarde recebessem com alegria os pregadores e os princípios da
Reforma, o que de fato aconteceu.
Savonarola. 1452-1498. Em Florença, Itália. Pregava, como um dos profetas hebreus, a vastas
multidões que enchiam sua catedral, contra a sensualidade e o pecado da cidade, e contra os
vícios do papa- A cidade penitenciou-se e se reformou. Mas o Papa Alexandre VI procurou de
todos os modos, silenciar o virtuoso pregador; tentou até suborná-lo com o chapéu
cardinalício; mas em vão. Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença, 19 anos
antes das 95 Teses de Lutero.
Queremos fazer uma citação honrosa aos Albigenses, ou Cártaros. No Sul da França, Norte da
Espanha e da Itália. Pregavam contra as imoralidades do clero, contra as peregrinações, o
culto dos santos e imagens; rejeitavam, completamente, o clero e suas pretensões; criticavam
as condições da Igreja; opunham-se às pretensões da Igreja de Roma; faziam largo uso das
Escrituras; viviam abnegadamente e eram muito zelosos da pureza moral. Em 1208, o Papa
Inocêncio III ordenou uma cruzada; seguiu-se uma guerra sangrenta; dificilmente, houve outra
igual na História; cidade após cidade foi passada ao fio da espada; massacraram o povo, sem
poupar idade nem sexo; em 1229, foi estabelecida a Inquisição e dentro de cem anos os
albigenses foram, completamente, desarraigados.
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II. A Reforma Protestante
“A distância entre a realidade da Igreja e os princípios bíblicos que descobrira revoltava Lutero
a tal ponto que resolvera protestar publicamente contra os rumos que Roma vinha
imprimindo à fé cristã”. Em 31 de outubro de 1517, a Igreja do Castelo amanheceu com as 95
teses pregadas à sua porta. Era costume, na época, afixar opiniões para debate em locais
públicos para que os interessados tomassem conhecimento do assunto. Certamente, nada do
que já fora publicado poderia causar maior polêmica que os escritos de Lutero. Suas teses
foram rapidamente divulgadas por toda a Alemanha e caíram como uma bomba em Roma.
Nelas, Lutero afirmava a nulidade das indulgências para perdoar pecados e livrar almas da
condenação, contestava o poder da Igreja como mediadora entre os fiéis e Deus e assegurava
que todo fiel arrependido era remido de seus pecados através da fé em Cristo. Era o início da
reforma protestante, o movimento que iria causar a maior cisão da história do cristianismo.
1ª TESE: Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos, certamente quer que
toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento.
2ª TESE: E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao
sacramento de penitência, isto é, á confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes.
5ª TESE: O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu
alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.
6ª TESE: O papa não pode perdoar dívida se não declarar e confirmar aquilo que já foi
perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se
desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.
7ª TESE: Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera
humildade, ao ministro seu substituto.
9ª TESE: Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos o
s seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.
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10ª TESE: Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos
moribundos, penitências canônicas ou para o purgatório afim de ali serem cumpridas.
11ª TESE: Este joio, de que é o transformar a penitência e satisfação, previstas pelos cânones
ou estatutos, em penitência ou apenas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos
dormiam.
12ª TESE: Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos,
eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade
do arrependimento e do pesar.
13ª TESE: Os moribundos, tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito
canônico, sendo portanto, dispensados com justiça de sua imposição.
14ª TESE: Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte,
necessariamente resultam em grande temor: logo, quanto menos o amor, tanto maior o
temor.
15ª TESE: Este temor e espanto em si tão só, sem nos referimos a outras coisas, basta para
causar o tormento.
16ª TESE: Céu, purgatório e inferno diferem entre si, ao que parece, como o desespero, ou
quase desespero e a segurança completa.
17ª TESE: É necessário que se aumente o amor e se diminua o horror para as almas do
purgatório.
18ª TESE: Nem a razão, nem as escrituras asseguram que elas estão fora do alcance do amor.
19ª TESE: Nem está provado, tão pouco, que elas tenham certeza da salvação, embora nós
outros saibamos disso.
20ª TESE: Portanto, quando o papa se refere à “completa remissão das penas”, não se refere a
“todas”, mas apenas às por ele impostas.
21ª TESE: Enganam-se, portanto, os pregadores de indulgências quando afirmam que por
meio das indulgências alguém pode ficar livre de todas as penas e salvo.
22ª TESE: De fato, o papa não dispensa as almas do purgatório de nenhuma das penas que
deviam ter expiado e pago ainda na presente vida, segundo os cânones da Igreja.
23ª TESE: Verdade é que, se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será
dado aos mais perfeitos, que são bem poucos.
24ª TESE: Logo, a maioria do povo é enganada por esta indiscriminada e altissonante
promessa de liberação de penas.
25ª TESE: O poder que o papa tem sobre o purgatório, em geral, é igual ao que qualquer bispo
ou cura possui em sua diocese ou paróquia.
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26ª TESE: O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das
chaves (cousa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.
27ª TESE: Eles pregam que no momento exato em que a moeda soa caindo no fundo do cofre,
a alma se vai do purgatório.
28ª TESE: O que sucede quando a moeda soa no fundo do cofre é que aumentam a ganância e
a avareza, mas o resultado da intercessão da Igreja acha-se inteiramente no poder de Deus.
29ª TESE: Quem sabe todas as almas do purgatório querem sair dali, como nas lendas de São
Severino e São Pascoal?
30ª TESE: Ninguém está certo de que sua própria contrição seja sincera; nem de que tenha
obtido plena remissão de seus pecados.
31ª TESE: Tão raro como o homem que é verdadeiramente penitente é aquele que compra
indulgências.
32ª TESE: Estarão eternamente condenados juntamente com seus mestres, aqueles que se
crêem salvos mediante breves de indulgências.
33ª TESE: Os homens devem guardar-se daqueles que dizem que o perdão do papa é um dom
inapreciável de Deus.
34ª TESE: Porque essas indulgências só se relacionam com as penas sacramentais impostas
pelos homens.
35ª TESE: Não pregam doutrina cristã esses que ensinam que não é necessário a
arrependimento quando se compra a saída de almas do purgatório ou se adquire
confessonalia (direito de eleger seu próprio confessor .)
36ª TESE: Todo o cristão verdadeiramente arrependido tem direito à plena remissão da pena
e da culpa, mesmo sem breves de indulgência.
37ª TESE: Todo o cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo
e da Igreja, que lhe são concedidos por Deus, mesmo sem breves de indulgência.
38ª TESE: Entretanto, não se deve desprezar o perdão e a distribuição deste pelo Papa. Pois,
conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.
39ª TESE: É dificílimo, mesmo para os mais doutos teólogos, recomendar ao povo ao mesmo
tempo a abundância de indulgência e a necessidade de uma verdadeira contrição e
arrependimento.
40ª TESE: O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da
indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça.
41ª TESE: Os perdões papais devem ser pregados cautelosamente para que o homem simples
não venha a julgar erradamente ser preferível a indulgência às obras de amor e caridade.
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42ª TESE: Deve-se ensinar ao povo que o papa não deseja que se estabeleça grau de
igualdade entre as indulgência e as obras de caridade.
43ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que quem dá aos pobres ou ajuda aos necessitados
produz obra melhor que comprando indulgências.
44ª TESE: E que as obras de caridade aumentam o amor do próximo. O que não sucede com
as indulgências, que apenas livram da penalidade.
45ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que, em vez de ajudar os necessitados,
compra indulgências, não está adquirindo indulgência do papa e sim, a indulgência de Deus.
46ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que, a não ser que tenham demais para o necessário a
si e aos seus, não devem esbanjar dinheiro com indulgências.
47ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é questão de livre
arbítrio e não uma operação obrigatória.
48ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, ao conceder indulgência, necessita e
deseja mais as nossas orações que o dinheiro que elas lhe produzem.
49ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são muito boas enquanto
não se confiar nelas; mas, muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o
temor de Deus.
50ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos
apregoadores de indulgências, preferiria ver a Basílica de São Pedro reduzida a cinzas do que
edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever, preferiria distribuir o seu
dinheiro aos que são despojados pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se
necessário, a própria Basílica de São Pedro.
52ª TESE: Esperar ser salvo mediante breves de indulgências é vaidade e mentira, coisa que
nem o comissário de indulgências, nem o papa poderiam assegurar, nem dando as próprias
vidas como garantia.
53ª TESE: São inimigos de Cristo e do Papa quantos proíbem a Palavra de Deus nas Igrejas por
causa da predica das indulgências.
54ª TESE: Comete-se a injustiça à Palavra de Deus quando, no mesmo sermão se consagra
tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra de Deus.
55ª TESE: A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa
menor, com um toque de sino, uma pompa, na cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o
essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e
solenidades.
56ª TESE: Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são
bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos à Igreja de Cristo.
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57ª TESE: É evidente que são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os
distribuem com facilidade, antes os ajuntam.
58ª TESE: Tampouco são os méritos de Cristo e dos Santos, porque estes atuam sem
necessidade do papa.
59ª TESE: São Lourenço disse que os tesouros da Igreja eram os pobres da Igreja, mas falava
com palavras de sua época.
60ª TESE: Com boa razão afirmamos que esses tesouros são as chaves da Igreja, que lhe
foram dadas pelo merecimento de Cristo.
61ª TESE: É evidente que, para o perdão das penas e a absolvição em determinados casos, o
poder do papa por si só basta.
63ª TESE: Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porque faz que os primeiros
sejam os últimos.
64ª TESE: Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque
faz que os últimos sejam os primeiros.
65ª TESE: Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se
apanhavam os ricos e abastados.
66ª TESE: O tesouro das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as
riquezas dos homens.
67ª TESE: As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça,
decerto assim são consideradas porque lhe fazem grandes proventos.
68ª TESE: Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a
graça de Deus e a piedade da cruz.
69ª TESE: Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências
apostólicas com toda reverência.
70ª TESE: Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para
que estes comissários em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não lhes apregoem
seus próprios sonhos.
71ª TESE: Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e
maldito.
72ª TESE: Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos
apregoadores de indulgências, seja abençoado.
73ª TESE: Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão
aos que em prejuízo de comércio de indulgências procedem astuciosamente.
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74ª TESE: Muito mais desejará atingir com o desfavor e a excomunhão àquele que, sob
pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade, pela sua maneira de agir.
75ª TESE: Pensar que os perdões papais são tão grandes que podem absolver a um homem
que haja cometido um pecado impossível e violado a mãe de Deus, é uma loucura.
76ª TESE: Bem ao contrário, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o
menos pecado venial no que diz respeito à culpa que representa.
77ª TESE: Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar
maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.
78ª TESE: Disséssemos, ao contrário, que o atual papa e todos os que o sucederem, é detentor
de muito maior indulgência, isto é, do Evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz
I Co. 12:6-9.
79ª TESE: Alegrar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto
valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.
80ª TESE: Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do
povo, terão de prestar contas desta atitude.
82ª TESE: Haja visto exemplo como este: Porque o papa não livra duma só vez todas as almas
do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade
das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a
construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante
infundado?
83ª TESE: Outrossim: Porque continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas
dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite que os
doadores busquem de novo os benefícios ou prendas oferecidas em favor dos mortos, quando
já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos?
84ª TESE: E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo
resgate uma alma piedosa e agradável a Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem
paga?
85ª TESE: E: Porque os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz
muitos caducaram e morreram de fato, pelo desuso, tornam a remir, mediante dinheiro, pela
concessão de indulgência, como se continuasse em vigor e bem vivos?
86ª TESE: E: Porque o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Credo, não prefere
construir a Basílica de São Pedro de seu próprio bolso, em vez de o fazer como dinheiro de
cristãos pobres?
87ª TESE: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo seu
arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?
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88ª TESE: Afinal: Que benefício maior poderia receber a Igreja se o papa, que atualmente o
faz uma vez ao dia, cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?
89ª TESE: Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o
dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando
tem eles sempre as mesmas virtudes?
90ª TESE: Desfazer estes argumentos muitos sutis dos leigos; recorrendo apenas à força e não
por razões sólidas apresentadas, significa expor a Igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e
desgraçar os cristãos.
91ª TESE: Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito do papa, estas objeções
poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92ª TESE: Fora, pois, com todos estes pregadores que dizem à Igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem
que haja Paz!
93ª TESE: Abençoados, porém, sejam os pregadores que dizem à Igreja de Cristo: Cruz! Cruz!
Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!
94ª TESE: Admoestem-se os cristãos que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através
da cruz, da morte e do inferno.
95ª TESE: E desta maneira mais esperam entrar no Reino dos Céus por muitas aflições do que
confiando em promessas de paz infundadas.
O motivo da luta religiosa que culminou na cisão da igreja foi a construção da Basílica de São
Pedro, em Roma. Leão X, que sucedeu ao papa Júlio II em 1513, lançou-se a esse
empreendimento, iniciado na época da viagem de Lutero a Roma. O novo pontífice, muito
amigo das artes, não teve escrúpulo em valer-se de um tráfico vergonhoso para angariar o
dinheiro necessário à construção e enriquecimento do edifício que, segundo a tradição,
guardava os ossos dos santos apóstolos Pedro e Paulo.
Desde o século VI, as punições eclesiásticas eram resgatadas por meio de esmolas e legados
cedidos por motivos pios. Na época das Cruzadas, a indulgência plenária era concedida a
todos que tomassem a cruz e partissem para a Terra Santa. Mas foram os papas da época de
Lutero, Júlio II e Leão X, que com mais afinco recorreram às indulgências a fim de obter
dinheiro e por esse expediente recolheram na Alemanha somas fabulosas.
Este era o princípio sobre o qual se assentavam as indulgências: a igreja alegava possuir um
tesouro de méritos proveniente das boas obras de Cristo e dos santos, e o papa, como chefe
da igreja e representante de Cristo, podia dispor dessas riquezas. A responsabilidade era
confiada ao vendedor de indulgências, e este sem dúvida exigia do penitente o
arrependimento e a mortificação interior. O dinheiro, a princípio, apenas livrava o penitente
dos castigos infligidos pelo confessor. Pouco a pouco, no entanto, o arrependimento foi
esquecido. O vendedor de indulgências, nos seus reclames e pregações, passou a insistir cada
vez mais na necessidade da contribuição com dinheiro.
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O perdão absoluto dos pecados era concedido aos que traziam as ofertas, com a condição de
se haverem confessado e experimentado contrição. Quanto às almas do purgatório, não se
exigia tanto: "No momento em que o dinheiro entra na caixa, a alma sai do purgatório",
garantiam os pregadores. Havia taxa estabelecida para cada crime: seis ducados por adultério,
oito por assassinato, cinco por perjúrio. Qualquer que se opusesse à venda de indulgências era
ameaçado de excomunhão.
O efeito foi imenso. As almas que suspiravam por livrar-se da igreja aplaudiam com
entusiasmo: "Eis o tempo de as trevas serem expelidas e de nos tornarem a dar a pura
doutrina da igreja", escreveu um monge. Outro escreveu, dirigindo-se a Lutero: "Chegou
aquele que esperávamos. Prossegui corajosamente. Deus é convosco e todos os que gemem
no cativeiro da Babilônia vos acompanham com as suas orações".
A venda das indulgências não foi a causa, mas a primeira ocasião para a Reforma. De modo
algum Lutero pensava em reformar a igreja. Nesse ponto, a Reforma mostrou muito bem o
que era: obra de Deus. Chegara o momento da libertação da igreja. Deus havia escolhido um
homem e, sem que este suspeitasse, o prepara e armara para a luta. Todos os germes da
Reforma achavam-se encerrados nas teses de Lutero. Pela primeira vez, a doutrina evangélica
da remissão gratuita dos pecados foi proclamada publicamente. O erro estava fadado a
desaparecer diante de tão poderosa verdade.
Martinho Lutero, 1483-1546, depois de Jesus e Paulo, o maior homem de todos os tempos.
Levou o mundo a romper com a instituição mais despótica da História, em busca da liberdade.
"Fundador da civilização protestante." Nasceu de pais pobres em Eisleben, 1483. Entrou na
Universidade de Erfurt, 1501, para estudar Direito. "Ótimo estudante, muito desembaraçado
na conversação e em debates, muito sociável e amante da música", colou grau dentro de
tempo excepcionalmente curto. Em 1505, resolveu de repente entrar para o convento. Monge
exemplar e muito religioso, submeteu-se a todas as formas de jejuns e disciplinas, e inventou
outras.
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Todos esperavam que a separação entre católicos e protestantes tivesse fim, e que a igreja
ficaria outra vez unida. Contudo, tal coisa não sucedeu. Fizeram-se, porém, muitas reformas
na igreja católica e as doutrinas foram definitivamente estabelecidas. Os próprios
protestantes admitem que depois do Concílio de Trento os papas se conduziram com mais
acerto do que os que governaram antes do Concílio. O resultado dessa reunião pode ser
considerado como uma reforma conservadora dentro da igreja católica romana.
De ainda maior influência na Contra-Reforma foi a Ordem dos Jesuítas, fundada em 1534 pelo
espanhol Inácio de Loyola. Era uma ordem monástica caracterizada pela combinação da mais
severa disciplina, intensa lealdade à igreja e à Ordem, profunda devoção religiosa, e um
marcado esforço para arrebanhar prosélitos. Seu principal objetivo era combater o
movimento protestante, tanto com métodos conhecidos como com formas secretas. Tornou-
se tão poderosa a Ordem dos Jesuítas, que teve contra ela a oposição mais severa, até mesmo
nos países católicos; foi suprimida em quase todos os países da Europa, e por decreto do papa
Clemente XIV, no ano de 1773, a Ordem dos Jesuítas foi proibida de funcionar dentro da igreja.
Apesar desse fato, ela continuou a funcionar, secretamente durante algum tempo, mais tarde
abertamente, e foi reconhecida pelo papa em 1814. Hoje é uma das forças mais ativas para
divulgar e fortalecer a igreja católica romana em todo o mundo.
A perseguição ativa foi outra arma poderosa usada para impedir o crescente espírito da
Reforma. O número de mártires das perseguições dos papas excedeu de muito os primitivos
mártires cristãos sob a Roma pagã: centenas de milhares entre albigenses, valdenses,
protestantes da Alemanha, Países Baixos, Boêmia e outros países. Com efeito, "a grande
meretriz embriagou-se com o sangue dos santos." É comum ouvir desculpar os papas a este
respeito, dizendo que foi "o espírito da época", e que os "protestantes também perseguiram."
Quanto ao "espírito da época", que época foi essa? E quem a fez assim? Os papas. Aquele era
o mundo deles. Durante mais de 1000 anos, exercitaram o mundo na sujeição a eles. Se os
papas não houvessem arrebatado a Bíblia ao povo, este teria melhores esclarecimentos e
aquela época já NÃO teria tal "espírito". Aquilo NÃO era o espírito de Jesus, e os "vigários de
Cristo" deviam sabê-lo muito bem. A perseguição é espírito do DIABO, ainda quando efetuada
em nome de Cristo.
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Capitulo VI
Movimento de tradição cristã do século XVIII a segunda metade do XIX que considerava as
manifestações espirituais que refletiam nas emoções humanas como fator natural dentro
cristianismo. No entanto; não se desprezava a natureza intelectual e racional do homem. As
raízes modernas desse movimento podem ser traçadas das reações do puritanismo e pietismo
que resistiram à indiferença dos pregadores totalmente racionais.
Os sinais de um novo derramar do Espírito Santo de Deus sobre os homens brotaram quase
simultaneamente tanto na Europa quanto no Novo Mundo. O efeito logo se fazia sentir: Vidas
transformadas; igrejas lotadas; sociedade restaurada. O profeta Joel 2.23, fala em chuva
temporã e em chuva serôdia. A temporã foi a que caiu no Pentecostes, trazendo batismo com
o Espírito, línguas estranhas, sinais, prodígios e a pregação do dia do Senhor, Atos 2.16-21.
Em nossos dias, Deus está derramando a chuva serôdia, Tg 5:7, a última chuva do Espírito
Santo sobre a vida da igreja para que haja colheita abundante. O Senhor espera frutos. Veja o
que Deus tem feito nos últimos séculos, reavivando sua Igreja.
Avivamento nos Estados Unidos. Começou em 1734. Havia uma consciência da necessidade
de alcançar os não-crentes e fortalecer os já convertidos. Jonathan Edwards (1703-1758), com
sua simplicidade de vida e muita oração, exerceu grande impacto sobre as pessoas. George
Whitefield (1714-1770) foi outro grande avivalista desse período. O resultado do trabalho
desses homens foi milhares de conversões e o nascimento de muitas igrejas. Na Nova
Inglaterra (EUA), numa população de 300 mil pessoas, houve entre 30 e 40 mil conversões.
Houve fortalecimento moral nos lares, fundação de cursos teológicos e de obras sociais.
Em 1670, na Alemanha, o pastor Philip Spener organizou reuniões para estudo bíblico e
oração nas casas. Surgiram obras sociais e um novo vigor espiritual veio sobre a igreja
luterana. Fundaram-se campos missionários. O avivamento dos Morávios iniciou-se em 1727.
Começaram a buscar ao Senhor em oração e, de repente, houve um derramar do Espírito
sobre a igreja. Havia choro, quebrantamento e manifestações até entre crianças. Os morávios
iniciaram um ministério de oração contínua que durou mais de 100 anos.
(1703-1791) O século XVIII produziu muitos reavivalistas, mas João Wesley foi à
figura principal dentre seus contemporâneos. Pois reunia a habilidade da pregação com a da
organização. Sua experiência religiosa veio em 1738 em uma reunião moraviana em Londres:
"senti meu coração aquecido de modo estranho". A partir desse momento, tomou-se um
incansável e ardoroso pregador. Ele caminhou mais de 400 mil km e pregou 40 mil sermões.
Defendia uma segunda benção aos cristãos maduros.
O Pastor Ricardo G. Rodrigues nos faz “refletir” no seu depoimento: Na Inglaterra, entrei em
um salão de snooker sentindo náuseas. A vertigem que invadiu meu corpo foi diferente de
tudo que já sentira antes. As mesas verdes espalhadas pelo largo espaço lembravam-me um
necrotério. Eu explico o porquê. Aquele salão havia sido a nave de uma igreja, que definhou
através dos anos, até ser vendido. O pastor que me levou nessa insólita visita relatou que na
Inglaterra há um grande número de igrejas que morreram lentamente. Devido aos altos
custos de manutenção, só restava ao remanescente negociá-las. Os maiores compradores,
segundo ele, são os muçulmanos, donos de lojas de antigüidades e, infelizmente, de bares e
boates. Vendo o púlpito talhado em pedra com inscrições de textos bíblicos — "Pregamos a
Cristo crucificado"; "O sangue Cristo nos purifica de todo pecado" —, voltei no tempo e
lembrei-me de que aquela igreja, fundada durante o avivamento wesleyano, já fora um
espaço de muita vitalidade espiritual. As placas de granito e mármore, ainda fixadas nas
paredes, mostravam que naquele altar — então balcão do bar — pregaram pastores e
missionários ilustres. Imaginei aquele grande espaço, hoje cheio de homens vazios, lotado de
pessoas ansiosas por participarem do mover de Deus que varria toda a Inglaterra. Perguntei a
mim mesmo: "o que levou essa congregação a morrer de forma tão patética?".
I. Religião Show
Quando Charles Spurgeon nos advertiu a respeito daqueles que “gostaria de unir igreja e
palco, baralho e oração, danças e ordenanças”, foi menosprezado como um alarmista. Mas a
profecia de Spurgeon se cumpriu diante de nossos olhos. Algumas igrejas modernas são
construídas assemelhando-se a teatros (“casas de divertimento”, Spurgeon as chamou). Em
lugar do púlpito, o enfoque está no palco. As igrejas estão contratando, em regime de tempo
integral, especialistas em mídia, consultores de programação, diretores de cena, professores
de teatro, peritos em efeitos especiais e coreógrafos. Tudo isso não passa da extensão natural
de uma filosofia norteada por marketing seguida pelas igrejas.
No final do século XIX... A “Era da Exposição” começou a passar, e os primeiros sinais de sua
substituição começaram a ser percebidos. Em seu lugar surgiu a “Era do Show Business”.
Enquanto Charles Spurgeon batalhava na Controvérsia do Declínio, uma tendência mundial
começava a emergir, a qual estabeleceria o curso dos afazeres humanos em todo o século XX.
Era o surgimento do entretenimento como o centro da vida familiar e cultural.
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Essa mesma tendência viu o declínio do que Neil Postman chamou de “A Era da Exposição”,
cuja característica era uma ponderada troca de ideias, de forma escrita e verbal (pregação,
debates, preleções). Isso contribuiu para o surgimento da 'Era do Show Business' – na qual a
diversão e o entretenimento se tornaram os aspectos mais importantes e que mais
consumiriam o tempo de conversa das pessoas. Dramatização, filmes e, finalmente, a
televisão colocou o “Show Business” no centro de muitas vidas – em última análise, bem
no centro da sala de estar.
Muitas igrejas, em nossos dias, se tornaram nada mais que pobres teatros onde “produtores”
de quinta categoria mascateiam suas mercadorias de baixo valor com plena aprovação dos
seus líderes evangélicos, que chegam a citar textos bíblicos para justificar tal delinquência. E é
difícil acharmos alguém que ouse levantar a sua voz contra isso.
Entretanto, Tozer não estava condenando jogos, estilos musicais ou filmes em si mesmos. Ele
estava perplexo a respeito da filosofia que estava por trás do que vinha acontecendo à igreja.
Ele soou o alarme contra a mortal mudança de enfoque. Contemplou os evangélicos fazendo
uso do entretenimento como uma ferramenta para o crescimento da igreja, acreditava que
isso equivalia à subversão das prioridades da igreja. Temia que os desvios frívolos e as
diversões carnais da igreja, em última análise, destruiriam o apetite das pessoas pela
verdadeira adoração e pela pregação da Palavra de Deus.
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Tozer estava certo quanto a isso. Aliás, a sua repreensão revela-se a cada dia mais apropriada.
Ele e Spurgeon, que o precedeu, estavam identificando uma tendência que desabrochou por
completo em nossa geração. Aquilo com que a igreja flertava à época de Spurgeon tornou-se
fascinação na época de Tozer. Atualmente, tornou-se uma obsessão. E o que é mais
prejudicial ainda é que as formas de entretenimento encontradas hoje na igreja são, com
frequência, completamente seculares, destituídas de qualquer aspecto cristão.
Um artigo escrito no The Wall Street Journal descreveu a proposta de uma conhecida igreja
no sentido de “reanimar a assistência aos cultos dominicais noturnos”. A igreja “exibiu uma
luta livre entre seus empregados. Tendo em vista a preparação para o evento, dez
funcionários foram instruídos por Tugboat Taylor, um ex-lutador profissional, em puxar os
cabelos, chutar os queixos dos outros e arremessar seus corpos ao chão sem lhes causar
qualquer dano”. Isto não trouxe dano físico algum aos funcionários da igreja, mas qual o efeito
de tal exibição sobre a mensagem anunciada por aquela igreja? O evangelho não se torna
deturpado e pessimamente caricaturado por esse tipo de palhaçada? Você poderia imaginar o
que Spurgeon ou Tozer teriam pensado a respeito disso? (...) O episódio aconteceu em um
culto de Domingo à noite em uma das cinco maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos.
Outros exemplos poderiam ser citados de várias das mais destacadas igrejas, supostamente
pertencentes aos principais grupos da ortodoxia evangélica. Alguns afirmarão que, se os
princípios bíblicos forem apresentados, o instrumento para fazê-lo não é importante. Isso é
bobagem. Se o entretenimento é a chave para conquistar pessoas, por que não sairmos
completamente do prumo? Por que não termos um verdadeiro carnaval? Poderíamos contar
com um acrobata tatuado, andando sobre um fio bem alto, fazendo malabarismos com as
mãos e recitando versículos, enquanto um cão treinado se equilibraria na sua cabeça. Isso
certamente atrairia uma multidão. E o conteúdo da mensagem ainda seria bíblico. É um
cenário bizarro, mas ilustra bem como o veículo pode baratear e corromper a mensagem.
Infelizmente, isso não é tão diferente do que está, de fato, sendo realizado em algumas
igrejas. Parece não haver limites com relação ao que alguns líderes na igreja moderna farão, a
fim de atrair pessoas que não se interessam por adoração e pregação. Muitos já se renderam à
idéia de que a igreja precisa conquistar os homens através do oferecer-lhes uma forma
alternativa de entretenimento.
Até que ponto a igreja irá em sua competição com Hollywood? Uma grande igreja do
sudoeste dos Estados Unidos acaba de instalar um sistema de efeitos especiais, que custou
meio milhão de dólares, capaz de produzir fumaça, fogo, faíscas e luzes de lazer no auditório.
A igreja enviou alguns de seus membros para estudar, ao vivo, os efeitos especiais de Bally’s
Casino, em Las Vegas. O pastor terminou um dos cultos sendo elevado ao “céu” por meio de
fios invisíveis que o tiraram da vista do auditório, enquanto o coral e a orquestra adicionavam
um toque musical à fumaça, ao fogo e ao jogo de luzes. Para aquele pastor, tudo não passou
de um típico Show dominical: “Ele lota a sua igreja através desses artifícios especiais, tais
como derrubar uma árvore com uma serra para ilustrar um ponto de sua mensagem... realizar
o maior espetáculo de fogos do 4 de julho da cidade e um culto de Natal com um elefante, um
canguru e uma zebra alugados. O Show de Natal apresenta 100 palhaços com presentes para
as crianças da igreja”. Bobagens desse gênero teria sido o conteúdo dos piores pesadelos de
Spurgeon. Até mesmo Tozer não poderia ter previsto o extremo ao qual os evangélicos
chegariam em render homenagens ao grande deus entretenimento.
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Não há como negar que essas excentricidades "funcionam", isto é, atraem a multidão. Muitas
igrejas que experimentaram tais métodos relatam desfrutar um crescimento numérico na
assistência a seus cultos. E uma porção de megaigrejas – aquelas que podem pagar por
produções, efeitos e instalações de primeira classe – têm se mostrado capazes de estimular
um grande crescimento numérico. Algumas delas enchem auditórios enormes, com milhares
de pessoas, várias vezes por semana.
Se a igreja funciona apenas com o objetivo de promover um produto, é bom mesmo que seus
líderes prestem atenção aos métodos da Avenida Madison. Afinal, a maior competição para a
igreja é um mundo repleto de diversões seculares e uma gama de bens e serviços mundanos.
Portanto, dizem os especialistas de marketing, jamais conquistaremos as pessoas até que
desenvolvamos formas alternativas de entretenimento a fim de ganhar-lhes a atenção e a
lealdade, desviando-as das ofertas do mundo. Desta forma, esse alvo estipula a natureza da
campanha de marketing.
E o que há de errado nisso? Por um lado, a igreja não deveria mercadejar seu ministério, como
sendo uma alternativa aos divertimentos seculares. I Ts 3.2-6. Isto acaba corrompendo e
barateando a verdadeira missão da igreja. Não somos apresentadores de carnaval, ou
vendedores de carros usados, ou camelôs. Somos embaixadores de Cristo. II Co 5.20.
Conhecendo o temor do Senhor (v.11), motivados pelo amor a Cristo (v. 14), tendo sido
completamente transformados por Ele (v. 17), imploramos aos pecadores que se reconciliem
com Deus (v. 20).
Proclamar e expor a Palavra, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser
âmago do ministério de toda igreja. Se o mundo olha para a igreja e vê ali um centro de
entretenimento, estamos transmitindo a mensagem errada. Se os cristãos enxergam a igreja
como um salão de diversões, a igreja morrerá. Uma senhora, inconformada com sua igreja,
que tinha abraçado todas essas excentricidades modernas, queixou-se recentemente:
Quando é que a igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?
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Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do
apresentar o Cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao evangelho, nada é opcional:
“E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome,
dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. At 4.12. Tampouco o
evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do marketing moderno. Conforme já
salientamos, frequentemente a mensagem do evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de
escândalo”. Rm 9.33; I Pe 2.8.
O Crescimento Numérico é Um Alvo Digno? Convém dizer que não me oponho a igrejas
grandes ou ao crescimento da igreja. Oponho-me ao pragmatismo tão freqüentemente
defendido por especialistas em crescimentos de igreja, que colocam o crescimento numérico
acima do crescimento espiritual, crendo que podem induzir esse crescimento numérico por
seguirem quaisquer técnicas que parecem produzir resultados naquele momento.
O modismo provocado por essa filosofia está se tornando mais e mais indisciplinado. Está
afastando as pessoas das igrejas bíblicas e desviando as igrejas das prioridades bíblicas,
enquanto faz surgir um punhado de megaigrejas cujo crescimento depende da capacidade de
se antecipar e responder adequadamente à próxima tendência cultural que aparecerá.
A igreja foi atraída para longe do verdadeiro avivamento e seduzida por aqueles que advogam
a popularização do cristianismo. E, infelizmente, a maioria dos cristãos parece desatenta ao
problema, satisfeita com um cristianismo que está na moda e que é altamente vistoso. É o
crescimento numérico um alvo digno no ministério da igreja? É lógico que nenhum bom líder
da igreja argumentaria seriamente contra o crescimento numérico, considerando-o
inerentemente indesejável. E ninguém crê que a estagnação ou o declínio numérico devem
ser buscados. Mas, o crescimento numérico é sempre o melhor indicador da saúde da igreja?
Concordo com George Peters, que escreveu: O crescimento quantitativo... Pode ser
enganador. Pode não ser mais do que a proliferação de um movimento social ou psicológico
mecanicamente induzido, uma contagem numérica, uma aglomeração de indivíduos ou
grupos, um crescimento de um corpo sem o desenvolvimento dos músculos e dos órgãos
vitais. Talvez se trate de uma forma de cristandade, mas não da emergência do verdadeiro
cristianismo.
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Muitos movimentos que alcançaram os povos no passado, tais como movimentos
comunitários e tribais, foram assim. Um exemplo disso encontra-se nas adesões em massa na
Europa, em especial na França e Rússia, quando muitos foram levados ao batismo e trazido
para dentro da igreja, resultando em um grande número de pessoas que professavam a
cristandade, mas não resultando em uma dinâmica, vibrante, crescente e responsável igreja
de Jesus Cristo... Precisamos admitir... que, em grande parte, essa expansão da forma, da
profissão e do nome da cristandade manifesta pouca semelhança ao cristianismo definido
no Novo Testamento e à igreja retratada no livro de Atos.
Se nos preocuparmos com a profundidade de nosso ministério, Deus cuidará de sua largura.
Se ministrarmos tendo em vista o crescimento espiritual, o crescimento numérico será aquilo
que Deus tenciona que seja. Afinal de contas, qual o benefício de um crescimento numérico
que não está arraigado em um compromisso com o Senhorio de Cristo? Se as pessoas vêm à
igreja primariamente por considerarem isso divertido, em breve hão de abandoná-la, tão logo
acabe o entretenimento ou tão logo encontrem algo mais interessante. Desta forma, a igreja
é forçada a participar de um ciclo vicioso, onde precisa constantemente sobrepujar cada
espetáculo com algo maior e melhor.
Se um etíope não tivesse intercedido em seu favor, Jeremias teria morrido ali. Por fim, a
tradição ensina que ele foi exilado para o Egito, onde foi apedrejado e morto por seu próprio
povo. Jeremias não teve convertidos a apresentar como fruto de uma vida toda de ministério.
Suponhamos que Jeremias tivesse assistido um seminário sobre o crescimento de igreja e
aprendido uma filosofia pragmática de ministério. Você acha que isso teria mudado seu estilo
de ministério confrontador? Podem imaginá-lo apresentando um Show de variedades ou
utilizando o humor para tentar conseguir o afeto das pessoas? Ele poderia Ter aprendido
como reunir uma multidão apreciável, mas certamente não teria realizado o ministério para o
qual Deus o chamara.
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O apóstolo Paulo também não usou um método baseado em técnicas de marketing, embora
alguns autodenominados experts tenham procurado mostrá-lo como modelo para o
neopragmatismo. Um dos que advogam as técnicas de marketing afirma: “Paulo foi o maior
de todos os peritos em táticas. Constantemente ele estudava as estratégias e táticas para
identificar as que lhe permitiriam atrair o maior número de ‘candidatos’ e conseguir o maior
número possível de conversões”. É claro que a Bíblia nada diz em respaldo a essa afirmação.
Pelo contrário, o apóstolo Paulo evitou métodos engenhosos e artifícios que o conduzissem as
pessoas a falsas conversões, através da persuasão carnal.
Ele mesmo escreveu: Eu, irmão, quando fui Ter convosco, anunciando-vos o testemunho de
Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre
vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi com fraqueza, temor e grande tremor que eu
estivesse entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem
persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé
não se apoiasse em sabedoria humana, e, sim, no poder de Deus. I Co 2.1-5.
À igreja em Tessalônica ele relembrou: Pois a nossa exortação não procede de engano, nem
de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a
ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e,
sim, a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de
bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também
jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. I Ts 2.3-6.
A exatidão bíblica é o único critério pelo qual devemos avaliar nossos métodos de ministério.
Qualquer filosofia de ministério do tipo “fins-que-justificam-os-meios” inevitavelmente
comprometerá a doutrina, a despeito de qualquer proposição em contrário. Se a eficácia se
tornar o indicador do que é certo ou errado, sem a menor dúvida nossa doutrina será diluída.
Em última análise, o conceito de verdade para um pragmatista é moldado pelo que parece ser
eficaz e não pela revelação objetiva das Escrituras.
Será que devemos crer que o crescimento em uma igreja não-cristã comprova que Deus está
ali operando? Deveríamos utilizar a metodologia de grupos religiosos que corrompem o
evangelho? Não é justo questionarmos se qualquer crescimento resultante de tais métodos é
ilegítimo, sendo engendrado por meios carnais? Afinal, se um método demonstra ser bem-
sucedido tanto para uma determinada seita quanto para o povo de Deus, não existe razão
para supormos que os resultados positivos são sinônimos da bênção de Deus.
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Algo que está completamente ausente da maior parte da literatura sobre crescimento de
igreja é uma análise crítica da eficiente plataforma doutrinária sobre a qual muito do
crescimento da igreja contemporânea é construído. O fato de uma igreja estar crescendo é
freqüentemente confundido com a aprovação divina. Afinal, as pessoas raciocinam, por que
ser crítico sobre qualquer ensinamento que Deus está abençoando com crescimento
numérico? Não é melhor tolerar as imperfeições doutrinárias e os lapsos de ortodoxia, por
amor ao crescimento e à unidade? Desta forma, o pragmatismo amolda e dá forma à
perspectiva doutrinária das pessoas. É tolice pensar que alguém pode ser bíblico e
pragamático, ao mesmo tempo. O pragmatista deseja saber o que produz resultados. O
pensador bíblico se importa tão-somente com o que a Bíblia ordena. As duas filosofias se
opõem mutuamente no nível mais básico.
Não obstante, o pragmatismo filosófico nunca tem estado mais popular nas igrejas
evangélicas. O movimento de crescimento de igrejas, que por muitos anos foi um importante
fator na atividade missionária mundial, está agora exercendo tremenda influência no
evangelicalismo ocidental.
O pragmatismo na igreja reflete bem o espírito de nossa época. Livros com títulos tais como:
Marketing seu Próprio Ministério, Marketing a Igreja, e O Desenvolvimento do Marketing
Eficaz e das Estratégias de Comunicação para Igrejas são a última moda. A indústria
publicadora cristã vem produzindo, para líderes de igrejas, conselhos e mais conselhos tirados
de campos seculares de estudo – psicologia, marketing, administração, política,
entretenimento e negócios – enquanto os comentários, livros de auxílio para estudo
bíblico e livros acerca de questões bíblicas estão em declínio.
O modelo para o pastor contemporâneo não é mais o profeta nem o pastor, é o executivo de
corporação, o político ou, pior ainda, o apresentador de programas de “bate-papo” na
televisão. Algumas das igrejas contemporâneas estão preocupadas com índices de audiência,
pesquisas de popularidade, imagem corporativa, estatísticas de crescimento, lucro financeiro,
pesquisas de opinião pública, gráficos populacionais, dados de recenseamento, tendências da
moda, status das celebridades, a lista dos dez mais e outras questões pragmáticas. O que está
desaparecendo é a paixão da igreja pela pureza e pela verdade. Ninguém parece se importar,
desde que a reação das pessoas seja entusiástica.
Você percebe como esta nova filosofia necessariamente corrompe a sã doutrina? Descarta o
próprio método de Jesus – pregar e ensinar – como instrumentos primordiais do ministério,
substituindo-os por metodologias completamente vazias de conteúdo. Ela existe
independentemente de qualquer credo ou canon. Aliás, evita dogmas ou convicções fortes,
considerando-os como divisivos, indecorosos ou impróprios. Rejeita a doutrina como algo
acadêmico, abstrato, estéril, ameaçador ou simplesmente não-prático. Em vez de ensinar o
erro ou negar a verdade, ela faz algo bem mais sutil e igualmente eficaz do ponto de vista do
inimigo.
Não se preocupa com o conteúdo. Não ataca a ortodoxia frontalmente, mas presta culto à
verdade apenas da boca para fora, enquanto mina, em silêncio, os alicerces da doutrina. Em
vez de exaltar a Deus, esta filosofia deprecia as coisas que são preciosas para Ele. Nesse
sentido, o pragmatismo se apresenta como um perigo mais sutil do que o liberalismo que
ameaçou a igreja na primeira metade do século XX, atacando a pregação bíblica.
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III. A trivialização do sagrado
A cultura evangélica nacional está fomentando uma atitude muito displicente quanto ao
sagrado. O deus que está a serviço de seu povo para lhes cumprir todos os desejos certamente
não é o Deus da exortação de Hebreus 12.28-29: "Por isso, recebendo nós um reino inabalável,
retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo
temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor". O tom de voz exigente e determinante
como se fala com Deus hoje deixa a dúvida quanto a quem é o senhor de quem. As
experiências que só geram arrepios pelo corpo são relatadas como se Deus fosse apenas um
estimulante químico.
Certos pastores dizem falar e ouvir a voz de Deus — para serem contraditos pelas suas
próprias falsas profecias — sem levar em conta que "Deus não terá por inocente aquele que
tomar o seu nome em vão". Os milagres, aumentados pela manipulação, revelam uma falta de
temor. O descaso com o sagrado é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, demonstra
grande familiaridade, por outro, gera complacência. Complacência e enfado são sinônimos
entre si. Se nos acostumarmos com o mistério de Deus e trivializarmos sua presença,
acabaremos colocando-o na mesma categoria de nossos encontros mais corriqueiros,
daqueles que podem ser adiados ou não, dependendo de nossas conveniências.
Uma das marcas mais patéticas do tempo em que vivemos é a repetição maçante de jargões
nos púlpitos evangélicos. Frases de efeito são copiadas e multiplicadas nos sermões. Algumas,
vazias de conteúdo, criam êxtases sem nenhum desdobramento. Servem para esconder o
despreparo teológico e a falta de esmero ministerial. Manipulam-se os auditórios, eleva-se a
temperatura emotiva dos cultos, mas não se cria um enraizamento de princípios. Gera-se um
falso júbilo, mas não se fornecem ferramentas para criar convicções espirituais.
Hannah Arendet, filósofa do século XX, ao comentar sobre o fato de que Eichmann, nazista,
braço direito de Hitler, respondeu com evasivas às interrogações do tribunal de guerra que o
julgava sobre seus crimes, afirmou: "Clichês, frases feitas, adesões a condutas e códigos de
expressão convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos
proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os
fatos e acontecimentos". Qual será o futuro dessa geração que se contenta com um papagaiar
contínuo de frases ocas que só prometem prosperidade, vitória sobre demônios e triunfo na
vida?
Por anos, combateu-se a ideia de que os fins justificavam os meios, porque essa premissa
justificava comportamentos aéticos. Hoje, o problema aprofundou-se. Não se sabe mais o que
é meio e o que é fim. Não se sabe mais se a igreja existe para levantar dinheiro ou se o
dinheiro existe para dar continuidade à igreja. Canta-se para louvar a Deus ou para
entretenimento do povo? Publicam-se livros como negócio ou para divulgar uma ideia? Os
programas de televisão visam popularizar determinado ministério ou a proclamação da
mensagem? As respostas a essas perguntas não são facilmente encontradas.
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Cristo não virou as mesas dos cambistas no templo simplesmente porque eles pretendiam
prestar um serviço aos peregrinos que vinham adorar no templo. Ele detectou que os meios e
os fins estavam confusos e que já não se discernia com clareza se o templo existia para
mercadejar ou se mercadejava para ajudar no culto. A obsessão por dinheiro, a corrida
desenfreada por fama e prestígio, a paixão por títulos, revelam que muitas igrejas já não
sabem se existem para faturar. Muitos líderes já não gastam suas energias buscando um
auditório que os ouça, mas procuram uma mensagem que segure o seu auditório. A confusão
de meios e fins mata igrejas por asfixia.
Acontece, porém, que em nossos dias (em muitos púlpitos) a pregação do Evangelho se
apresenta tímida, quase pedindo licença para dizer, quase pedindo desculpas, com medo de
ofender as estruturas do poder expressas nas mais variadas formas de organizações sociais.
Muitas pregações estão se tornando, à semelhança da psicoterapia tradicional, um produto de
consumo da classe média. Nela não há quase nada de proclamação inquietante da Palavra de
Deus e seu elemento de confrontação do homem e das iniqüidades das estruturas sociais. Ela
é mais um elemento de preservação de um “status quo” do que propriamente uma força
transformadora de revitalização da condição humana. Ela não incomoda a ninguém.
Humanista - Começa a partir dos interesses e necessidades visíveis do homem; Liberal -Segue
o movimento teológico que rejeitou a Bíblia como suficiente e relevante para o homem
moderno; Pragmática - Onde "os fins justificam os meios" - O critério são resultados visíveis.
Hedonista - Porque visa dar ao ouvinte aquilo que lhe agrada e dar prazer.
Kierkegaard (1813-1855) conta uma parábola que pode servir como ilustração para o que
queremos dizer. Ele conta que um circo se instalou próximo de uma cidadezinha
dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se
alastrar e atingir a cidade, mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda
naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Inútil foi todo o esforço do
palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo
ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o
palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo
se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.
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Soteriologia
Por outro lado, os ouvintes, por não perceberem a diferença entre o palhaço e profeta,
reforçam este comportamento mutante através de um aplauso até mesmo literal. E quando,
em cima disso, rockeiros punk, palhaços, atiradores de facas, lutadores profissionais,
levantadores de peso, comediantes, dançarinos, malabaristas de circo, artistas de rap, atores
e celebridades do “Show Business” assumem o lugar do verdadeiro pregador, a mensagem do
evangelho recebe um golpe catastrófico: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” Rm
10.14. Creio que podemos ser criativos e inovadores quanto à forma de apresentarmos o
evangelho, mas precisamos Ter o cuidado de harmonizar nossos métodos com as profundas
verdades espirituais que estamos procurando transmitir. É muito fácil trivializarmos a
mensagem sagrada. Precisamos fazer com que a mensagem, e não o veículo em si, seja o
cerne daquilo que desejamos comunicar ao auditório.
Que a pregação trate de assuntos contemporâneos e relevantes; Que não lhes impões
restrições a vida que tinham antes; Que possam conciliar sua vida no clube social com sua vida
na igreja querem ter uma consciência tranqüila para satisfazer seus "clientes" infelizmente
algumas igrejas se voltaram para métodos mundanos, e para técnicas e estratégias:
A igreja tem um papel determinante. Ela também está confusa, primeiro porque não está livre
da influência direta da sociedade, ela influencia e é influenciada. Nessa troca ela oferece e
recebe informações e comportamentos que nada dêem da ética cristã. Não há um filtro
seguro que selecione o que ela deva absorver sem prejuízo da sua mensagem. Depois, em
decorrência disso, a igreja atua sob demanda, o que compromete a sua mensagem. Para
chegar ao "ciente", que não pode mais ser chamado de "pecador", utiliza-se das leis do
mercado. A pregação fiel das Escrituras está ausente em muitos púlpitos. As doutrinas da
graça foram trocadas por outro evangelho. O lucro é o vetor que governa muitas igrejas.
Nesses redutos o evangelho está sendo transformado num produto, o “púlpito” num balcão, o
“templo” numa praça de negócios e os “crentes” em consumidores. A necessidade da igreja é
o que faz e refaz a teologia.
Embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de
sentido de viver O pastor Carlos Alberto Bezerra, disse em certa ocasião “Existem muitas
igrejas cheias de pessoas vazias”. Uma frase de forte impacto e com muita razão.
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Ele falava de igrejas que não vivem o sadio Evangelho. Tenho observado que há mesmo
muitas igrejas cheias – considerando aqui igreja como o espaço nobre da vivência do sagrado.
É claro que Jesus não morreu pelo espaço e pelos objetos que estão nesse espaço. Mas tenho
também observado que, embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem
continuar vazias de sentido no viver. Em vez de entregarem não só a alma para Jesus, ainda
não lhe entregaram tudo o que têm (negando-se a si mesmas, conforme Lc 9.23). Antes,
estão buscando um Deus de avental, pronto a servi-las com todas as benesses celestiais e
principalmente materiais.
São pessoas que não estão dispostas a buscar o arrependimento, o perdão, o abandono de
uma vida egoísta e consumista dos bens e riquezas, que foram mal nos negócios, no emprego,
que não souberam planejar sua vida e recursos e agora estão na pior (são chamados
popularmente de “ratos de igrejas”). Então, buscam o Deus-panacéia, o Deus-resolve-tudo,
tipo um consertador, uma espécie de “clínico geral”.
Muitos líderes e igrejas são oportunistas, pois o mundo, estando cheio de pessoas com esse
perfil, fornece os clientes potenciais para rechear o caixa da igreja e seus bolsos. Por meio da
pregação de um evangelho antropocêntrico, despido da verdade bíblica, transformam Deus
em mercadoria de bom preço. Estão dispostos a pôr o Senhor para trabalhar para você a um
custo inicialmente baixo, mas, se feito um balanço, o custo será alto, não apenas financeiro,
mas também quanto ao que de mais importante existe na vida – a perda de seu significado.
A realidade é que as pessoas estão vazias não porque estejam desempregadas, com saldo
devedor, com enfermidades, com a perda de um ente querido. Estão vazias porque o buraco
dentro de suas vidas é do tamanho exato de Deus, o vazio é a perda de sentido na vida, de
objetivo em viver. Não é porque você entregou a vida a Jesus, que adquiriu a imunidade a
vírus, bactérias, morte, perda de emprego, etc. O pastor e pesquisador Paulo Romeiro,
identifica um novo tipo de crente – o decepcionado com a igreja. É aquele indivíduo levado a
procurar no Evangelho a solução imediata de todos os seus problemas. Como nem sempre
isso acontece, começa a vagar de igreja em igreja, até que, desiludido com a fé que lhe
enfiaram goela abaixo, abandona Cristo.
Os novos peregrinos da Fé
O "nômade da fé" busca respostas imediatas aos problemas, "uma vez que vivemos na era da
velocidade. Se as respostas não chegam rápido, o sujeito procura uma nova igreja" (crente-
canguru que pula de igreja em outra). E o que essas pessoas que são atraídas às igrejas
neopentecostais buscam? Que fiquem ricas, sejam curadas de todo tipo de doença e que
todos os seus problemas sejam resolvidos, desde a falta de dinheiro até a falta de emprego.
Essas são promessas da teologia da prosperidade, que propõe banir a pobreza, a doença.
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Evidentemente o problema não está na prosperidade, mas na teologia. Para a teologia da
prosperidade, o crente "deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar
doente. Quando isso não acontece, é porque ele está sem fé, em pecado ou debaixo do poder
de Satanás". Ora, se formos avaliar a vida espiritual de uma pessoa pela casa onde mora ou
pelo saldo bancário, temos que concluir que muitos jogadores de futebol e artistas têm uma
comunhão com Deus fora do comum. E isso não é verdade.
Hoje em dia, as pessoas na igreja funcionam na base da emoção, e não pela reflexão. A
teologia da prosperidade e todo esse clima de emoção têm forte apoio na mídia, um
instrumento que as igrejas neopentecostais sabem trabalhar muito bem. "Creio que o fator
principal que garante a sobrevivência do movimento neopentecostal é o seu investimento
pesado na mídia e o seu sucesso em colocar a igreja no mercado e as políticas do mercado na
igreja", avaliou Paulo Romeiro.
É possível que, "na medida em que os adeptos vão se decepcionando com a mensagem e a
falta de ética de alguns segmentos neopentecostais, haverá uma volta à Bíblia por parte de
muitos. Por isso, as igrejas cristãs devem estar preparadas para receber e ajudar tais pessoas".
O Caminho da Renúncia
O apóstolo Paulo ganhou muitas almas, mas foi preso, espancado, perseguido e precisava
trabalhar para se manter. Seu ministério, hoje em dia, seria considerado próspero?
De uns tempos para cá, a vocação pastoral tem se transformado em mais uma opção
profissional. Foi-se o tempo em que às escolas teológicas atraíam gente disposta a abraçar um
ministério que significava desprendimento, sacrifício e, não raro, a renúncia a uma série de
outras oportunidades. Hoje, boa parte dos calouros dos seminários está mais interessada em
tornar-se uma espécie de empresário do sagrado.
A cada dia, a visão marqueteira e a busca do lucro já estão influenciando até mesmo no
chamado pastoral. A preocupação com a manutenção da “igreja-empresa” tem sido levada
em conta até na escolha dos novos candidatos ao ministério. Qualidades como carisma
pessoal, dinamismo, capacidade gerencial, eloqüência verbal e iniciativa estão sendo mais
valorizados na escolha da mão-de-obra pastoral do que humildade, espiritualidade e temor a
Deus.
Tal motivação já atingiu até mesmo líderes e pastores que estão na caminhada do Evangelho
há muitos e muitos anos. O que deveria ser examinado é o exemplo de vida, o testemunho e a
unção, mas o que estamos presenciando é a elevação de homens ao púlpito pelas suas
habilidades que trarão lucro aos caixas sagrados. A adesão missionária ao serviço do Senhor
tem sido substituída por outro tipo de acordo – um pacto de conveniências, uma espécie de
contrato de trabalho que pode durar a vida inteira ou alguns poucos meses. O sujeito
permanece ali enquanto conseguir manter sua cota de arrecadação.
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Se o planejamento econômico não for cumprido, nada feito. Dentro desta visão, o futuro
pastor precisa se preocupar em render mais no material do que no espiritual. O candidato ao
cargo de ministro da Palavra é privado de pensar, questionar ou dar opiniões, já que o líder
supremo da instituição é considerado perfeito, à semelhança do mito da infalibilidade papal.
Este modo de agir está sendo adotado em diversos círculos evangélicos e se estende a todos
que estiverem sob sua influência.
Se o membro um dia quiser chegar a pastor, bispo, apóstolo, arcanjo, serafim ou semideus, só
tem um caminho: obedecer sem questionar. O direito de opinar ou pensar está fora da
revelação divina recebida pelo dono da igreja. Ao membro, só resta à aceitação. Nada de
explicações sobre os métodos empregados ou sobre o que se fala do púlpito. Muito menos
transparência financeira e administrativa.
E Paulo? Será que seu ministério, hoje, seria considerado próspero? Ele ganhou muitas almas,
mas não levou vida confortável. Foi preso, espancado, perseguido. E ainda por cima tinha de
trabalhar para se manter, pois não queria ser um peso para os irmãos. Quantos evangelistas
do nosso tempo têm tal desprendimento?
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Desmontando Cenários
Apesar de originário do teatro, este recurso foi usado inúmeras vezes pelo cinema e pela
televisão. Desmontar cenário representa, ao mesmo tempo, um desafio e um perigo à arte.
No primeiro caso, porque joga sobre o ator ou diretor a responsabilidade de ensinar as
mágicas sem tirar delas o encanto – pelo contrário, aumentando ainda mais o fascínio do
truque e reforçando-o na mente do público. Porém, há também o perigo de destruir os laços
de cumplicidade que se estabelecem entre as partes, uma espécie de acordo tácita no qual a
platéia se dispõe a desconsiderar seu conhecimento prévio de que tudo é fake, desde que os
artistas cumpram a contento sua tarefa de “fingir completamente” e convencer a audiência de
que tudo ali é um apêndice da realidade.
Quando se considera os movimentos mais recentes da cultura evangélica, este conflito parece
se repetir. Os artifícios cenográficos proliferaram, e o espetáculo sofisticou-se de tal maneira
que passou a ofuscar, embotar ou mesmo escamotear a mensagem da cruz. Em algumas
igrejas, “espaços” ou equivalentes, a liturgia foi substituída por um roteiro complexo,
eventualmente até com participação de contra-regra e técnico de efeitos especiais.
É claro que os recursos técnicos de hoje podem ser bons e úteis, e não há razão para se
defender um anacronismo conservador sem sentido. Porém, é preciso um cuidado especial
com uma das principais marcas das manifestações culturais (e expressão de fé também é
manifestação cultural) dos primeiros crentes: a espontaneidade. Em contraste com o
espetáculo que forneciam os representantes da religião, com caras, bocas, figurino e script de
aparência de humildade, o então novo grupo chamado “cristão” vivia da autenticidade de uma
crença simples, manifestada de uma forma igualmente simples – e nem por isso menos
relevante. Foi assim que, de um caldo cultural histórico, formaram o seu, próprio e autêntico.
E isto porque Jesus desmontou cenários. Ele precisava mostrar a superficialidade de uma fé
cenográfica, feita para entreter uma platéia que estava mais interessada em uma religião de
fundos falsos do que numa relação real com Deus. A espontaneidade da expressão de fé
estava de volta em Cristo. Porém, perdeu-se novamente na liturgia calculista da instituição e
seus bispos, cardeais e afins. A cultura cristã passou a ser determinada pela suntuosidade dos
templos e a riqueza das vestes sacerdotais.
Por conta disso, o senso crítico de I Tessalonicenses 5.21 foi simplesmente ignorado, e o
mesmo risco se corre agora, em tempos de raio laser e videowalls. A pirotecnia, a princípio
usada legitimamente como forma de tornar a transmissão do Evangelho mais
contemporânea, está produzindo o efeito contrário, e disfarça, com luzes estroboscópicas e
fumaça, a teologia rasa de uma cultura evangélica cada vez mais pasteurizada e refém de
modismos ou de tentativas de legitimação de vaidades pessoais, convenientemente
chamadas “revelação” ou “mover”.
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Capitulo VIII
Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se
reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembleia de pecadores
perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são
espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos
que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.
Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes,
nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, Temperamentos diferentes.
A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo. A Igreja não é igreja ocidental nem
igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional
nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja
fundamentalista nem igreja evangelical.
A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos
Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja
etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia ou brasileira. Porque é de Jesus Cristo, não
é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.
Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o
Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha
igreja". Mt 16.18. Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo.
Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos
os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram
(igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se
conheçam plenamente. Todos igualmente são "concidadãos dos santos" (Ef 2.19), "co-
herdeiros com Cristo" (Ef 3.6; Rm 8.17) e "co-participantes das promessas". Ef 3.6. Eles são
nada menos e nada mais do que a Família de Deus. Ef 2.19; 3.15. Ali, ninguém é corpo
estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do
século, "eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles". Apoc 21.3.
A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (I Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; I Tm 3.5 e 15),
Rebanho de Deus (I Pe 5.2), Corpo de Cristo (I Co 12.27) e Noiva de Cristo (Apoc 21.2), tem
como Esposo (Apoc 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.
A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas
igrejas. A Igreja é uma só. Ef 4.4. A igreja invisível é aquela que reúne o número total de
redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter.
Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca frequentaram um templo
cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: "O Senhor conhece os
que lhe pertencem". II Tm 2.19. A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas
também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e
possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros
crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja
invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida
imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Avaliação: A História da Igreja
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A História de Israel
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Bibliografia
A História de Israel
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Hamartiologia
Um Tratado sobre o Pecado
A História de Israel
A História da Igreja
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Soteriologia
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Temática
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Introdução
Desde Adão e Eva, o pecado tem corrompido o mundo e manchado a vida do homem.
PECADO que no vocábulo grego (Hamartia) ou hebraico (Hatta'th) significa qualquer
pensamento, obra, omissão, desejo, ou palavra contra as Sagradas Escrituras. Tg 4.17; Sl 51.4.
Em sua primeira epístola, João distingue entre o pecado mortal, ou congênito, o qual todos os
homens herdaram de Adão e já nascem com ele, do pecado venial, ou ativo, o qual é praticado
diariamente pelo homem. Pecado é toda iniquidade, desobediência. I Jo 3.4.
A Bíblia nos diz que Deus abomina todo o pecado, mas em especial o de idolatria, rebelião e
feitiçaria, pois estes negam a existência, o domínio e o poder do Senhor. I Jo 3.4; I Sm 15.23.
Aqueles que desobedecem e transgridem a Palavra de Deus serão punidos. Hb 2.2. Toda a
humanidade herdou o pecado do primeiro homem (Rm 3.23; 5.1) com a exceção de Jesus, o
qual veio para dar liberdade a todos aqueles que ficaram encerrados debaixo do pecado. Rm
11.32; Gl 3.22. São inúmeras as consequências do pecado, mas podemos destacar as três mais
importantes:
a) Morte física;
b) Perca da imagem divina;
c) Morte eterna ou separação de Deus. Rm 5.12; Ez 18.4; Tg 3.9.
Por causa do pecado, Deus julgou a Serpente (Gn 3.14); a mulher (Gn 3.16); o homem (Gn
3.17); e a terra. Gn 3.18. Todo sofrimento, dor, catástrofes, enfermidades, depravações,
discenções são resultados do pecado na vida do homem. Desde o Eden, esse mal tem
dominado, escravizado, controlado e afligido a humanidade. O pecado é comparado a uma
enfermidade incurável e contagiosa, a qual o único antídoto para combate-la é o sangue de
Cristo.
Segundo as Escrituras, essa doença nasceu no coração do Querubim Ungido, pela multidão de
todos os seus negócios. Is 14.13-15; Ez 28.15. Sendo expulso dos céus, ele planejou vingar-se
de Deus e usa a Eva como seu instrumento contra a veracidade e a integridade divina. Querer
ser Deus ou igual a Deus, é um sentimento que está enraizado no coração de todo o homem.
1. Na Esfera Moral
a) errar o alvo: Dá idéia de, como um arqueiro que atira, mas erra.
b) tortuosidade ou perversidade: como um viajante que sai do caminho certo.
c) falta: ser achado em falta ao ser pesado na balança de Deus.
d) mal: violência ou infração.
2. Na Esfera da Conduta Fraternal: A palavra usada para determinar o pecado nesta esfera
significa, violência ou conduta injuriosa (Gn 6.11; Ez 7.23; Pv 16.29) ao excluir a restrição da
lei, o homem maltrata e oprime seus semelhantes.
II. No Novo Testamento: O pecado tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento
é considerado uma “brecha” ou “rompimento” de relações entre o pecador e o Deus pessoal. É
o desvio do pecado da vontade de Jeová, ou seja, a quebra da lei, sendo que Jeová é a própria
lei.
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Capitulo I
3. Os Pais da Igreja Grega: Em geral os Pais da Igreja grega dos séculos III e IV se mostraram
inclinados a negar a relação direta entre o pecado de Adão e seus descendentes. Em
contraposição, os Pais da Igreja latina ensinaram com bastante clareza que a presente
condição pecaminosa do homem encontra sua explicação na primeira transgressão de Adão
no Éden.
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Capitulo II
No último dia da criação, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança”. Gn 1.26. Então, Ele terminou Seu trabalho com um “toque pessoal”. Deus
formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego. Gn 2.7. Desta
forma, o homem é único dentre toda a criação de Deus, tendo tanto uma parte material
(corpo) como uma imaterial (alma/espírito).
Em termos bem simples, ter a “imagem” e “semelhança” de Deus significa que fomos feitos
para nos parecermos com Deus. Adão não se pareceu com Deus no sentido de que Deus
tivesse carne e sangue. As Escrituras dizem que “Deus é espírito” (Jo 4.24) e, portanto existe
sem um corpo. Entretanto, o corpo de Adão espelhou a vida de Deus, ao ponto de ter sido
criado em perfeita saúde e não ser sujeito à morte.
A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo
animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gn 1.28), e o capacita a ter
comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.
Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha: em
outras palavras, o homem pode raciocinar e fazer escolhas. Isto é um reflexo do intelecto e
liberdade de Deus. Todas as vezes que alguém inventa uma máquina, escreve um livro, pinta
uma paisagem, se delicia com uma sinfonia, faz uma conta ou dá nome a um bichinho de
estimação, esta pessoa está proclamando o fato de que somos feitos à imagem de Deus.
Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza tri una de Deus e
Seu amor. No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3.8 indica
comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja
só”. Gn 2.8.
Portanto o homem no seu estado original em nada se assemelha ao homem depois da queda.
Fazendo o que fez, Adão manchou a imagem de Deus dentro de si, e passou adiante esta
semelhança danificada a todos os seus filhos, incluindo a nós Rm 5.12. Hoje, ainda trazemos
conosco a imagem de Deus (Tg 3.9), mas também trazemos as cicatrizes do pecado.
Mentalmente, moralmente, socialmente e fisicamente, mostramos os efeitos. As boas novas
são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus,
criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. Ef
4.24; Cl 3.10.
A História de Israel
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Soteriologia
Capitulo III
A Queda do Homem
No Jardim do Édem tudo era tão belo e perfeito que Adão e Eva tinham tudo para viverem
felizes, eternamente. Havendo Deus colocado Adão e Eva no jardim onde estava à árvore da
vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal dizem a ambos que de toda a árvore do
jardim comeriam livremente (Gn 2.16 “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a
árvore do jardim comerás livremente”), porém estabelece critérios para que ambos
permaneçam com vida, ou seja, ambos não poderiam comer da árvore do conhecimento do
bem e do mal deixando claro alguns fatores como:
Tendo Deus colocado Adão e Eva num estado de felicidade e prometido a eles assim como a
sua posteridade confirmá-los nesse estado permanente se, nesse estado, Adão mostrasse
fidelidade, obedecendo o mandamento de Deus, não comendo da árvore descrita como a
“árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2.17 “mas da árvore do conhecimento do bem
e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás”).
Aparentemente, a questão era se Adão e Eva aceitaria Deus determinar o que era bom e mal
ou se procurariam decidir isso por si mesmos, independentemente do que Deus lhes havia
dito.
Entretanto, a serpente, possuída por Satanás, vai ao encontro de Eva e, questiona-a quanto a
veracidade das palavras divinas despertando a cobiça nela para ser igual a Deus, injetando
nela o mesmo veneno que em si existia. Um veneno de grandiosidade, soberania, progressão
a qualquer preço (Is 14.14 “Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao
altíssimo”) (Gn 03.04 “Então a serpente disse a mulher: Certamente não morrerás. Porque
Deus sabe que no dia em que comeres desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como
Deus, conhecendo o bem e o mal”).
Ouvindo Eva as palavras de Satanás, desejou comer do fruto proibido pois o aspecto aparente
da árvore havia mudado, tornando a árvore aparentemente boa para se comer, e agradável
aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, então comeu (Gn 3.6 “Vendo a mulher
que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto e comeu...”) e, havendo Eva comido do fruto proibido deu
também a seu marido Adão proliferando a maldade, que começou com a serpente, e agora já
havia infectado todos os que ali estavam, todos os que eram dotados de entendimento, não
ficando um sequer. Agora, Adão, levado por Eva – que por sua vez foi levado pela serpente –
afrontou a Deus comendo do fruto proibido. Quebraram não apenas seu relacionamento com
Deus, mas também o relacionamento entre si e com todas as gerações futuras, além da
natureza da qual deveriam dominar.
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Capitulo IV
Na Escritura, o mal moral existente no mundo transparece claramente como pecado, isto é,
como transgressão da lei de Deus. Nela o homem sempre aparece como transgressor por
natureza, e surge naturalmente a questão: Como adquiriu ele natureza? Que revela a Bíblia
sobre esse ponto?
A Bíblia nos ensina que, na tentativa de investigar a origem do pecado, devemos retomar à
queda do homem, na descrição de Gênesis 3 e fixar a atenção em algo que sucedeu no mundo
angélico, sua origem, rebelião e a queda na qual legiões de anjos se apartaram de Deus.
Os anjos são seres celestiais que foram criados do nada pelo poder de
Deus. Eles foram criados perfeitos para habitarem eternamente nos céus. Deus, o criador
universal, mediante a sua palavra foram feitos os céus e todo seu exercito (Sl 33.6), as coisas
invisíveis que estão nos céus, as visíveis que estão na terra, tudo foi criado pelo senhor. Cl 1.16.
Não sabemos com exatidão a época em que os anjos foram criados, porém, temos
conhecimento de que eles existem há muito tempo. Analisando cuidadosamente os fatos,
podemos dizer: que eles existem antes da rebelião de Lúcifer. Apoc 12.7-9.
Quando ocorreu a rebelião sob o impulso de Satanás ficou registradas duas classes de anjos,
“os bons e os maus”. Os anjos bons ou eleitos são aqueles que permaneceram fiéis a Deus
durante a rebelião. I Tm 5.21. Os anjos maus, são os decaídos que pecaram e desobedeceram
ao Criador foram infiéis de maneira que aderiram ao representante da maldade, Lúcifer, os
quais foram expulsos para serem condenados no dia do Juízo. II Pe 2.4.
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IV. A Transgressão Angelical
A Causa da queda dos Anjos: De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram
originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi
colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar
por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma. Portanto, conclui-se que a
queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e autodeterminada contra Deus.
O resultado de sua queda: Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram
corruptos em natureza e conduta. Mt 10.1; Ef 6.11-12; Ap 12.9. Alguns deles foram lançados
no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento. II Pe 2.4. Alguns deles permanecem
em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons. Ap 12.7-9; Dn
10.12,13,20,21; Jd 9. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. Não é
improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação
original. Gn 1.2. Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Apoc 12.8-9), e após seu
julgamento (I Co 6.3), no lago de fogo e enxofre. Mt 25.41; II Pe 2.4; Jd 6.
De acordo com a Bíblia ele era originalmente um anjo de luz, seu nome era Lúcifer, que no
latim significa, portador de luz. Ele gozava de uma condição impar diante de Deus, porém
exaltou-se em seu coração e intentou em ser igual a Deus, por este motivo foi lançado do céu,
I Tm 3.6.
Muitas passagens na Bíblia se referem a dois fatos, e isso se chama profecia de dupla
referência. Quando uma mesma passagem bíblica se refere a dois eventos ou a duas
personagens. Neste texto está muito claro. O rei de Tiro era um homem na cidade de Tiro.
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Podemos notar que no começo do capítulo o Senhor está falando com o rei, o príncipe de Tiro,
mas está falando também com o poder que está atrás dele, o poder oculto, que move aquele
homem, e que era Satanás. Lúcifer era o "querubim da guarda ungido" - um título muito
especial que mostra a sua posição.
Ele era o querubim separado para dirigir a adoração a Deus. Nós vamos ver aparecer Gabriel,
vamos ver Miguel aparecer, mas ninguém explica a criação deles. Mas aqui, descreve como ele
era como foi criado, a formosura, a perfeição, a maravilha, ele era um ser extremamente
exaltado entre os anjos. Nele havia instrumentos musicais, porque ele era especialista em
música, ele era da área de adoração. "Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e
perfeito em formosura, estiveste no Éden, jardim de Deus, e cobria-te de toda pedra
preciosa". Assim ele é descrito, e para ninguém achar que é apenas uma figura, cita até as
pedras: cornalina, topázio, ônix, crisólito, berílio, jaspe, granada, esmeralda e ouro.
Portanto, lúcifer se rebelou contra o próprio Deus, sendo lançado fora e precipitado para o
mais profundo dos abismos, atuando hoje nos lugares celestiais, isto é, abaixo da morada de
Deus. Is 14.13-15; Ez 28.15,16; Mt 25.41. Satanás também conseguiu arrastar consigo 1/3 dos
anjos (ou seja, 1 em cada 3 anjos ficou do lado dele, Apoc 12.3,4,7 ). Esta rebelião trouxe a
manifestação da ira de Deus que o Sl 18.7,11. Após a rebelião, a terra sofreu uma
transformação de grande profundidade que ficou sem forma e vazia (Gn 1.2) e Lúcifer criado
por Deus, se transformou em diabo.
a) Ele aparece na Bíblia como o chefe dos anjos caídos. Mt 25.41; 9.34; Ef 2.2
b) Ele aspirou a ser como o Altíssimo e caiu na condenação, Ez 28.2,19; Is 14.2-15
c) Ele é o originador do pecado, Gn 3.1,4; Jo 8.4; II Co 11; I Jo 3; Apoc 12.9; 20.10
d) Ele está destinado a ser lançado no abismo, Apoc 20.10
e) Ele é mais que humano, mas não é divino (tem limitações). Mt 12.29; Apo 20.2
f) Trocou o Jardim do Édem pelo inferno, Ez 28.12-19 e Mt 25.41.
O Éden de Lúcifer não é o Éden do tempo de Adão, em que o diabo entrou como rebelde
usurpador. Acredita-se ser um Éden anterior ao qual Lúcifer presidia e ocupava alta posição. É
interessante compararmos as pedras mencionadas aqui com aquelas de Apocalipse 21.11-21.
Esse esplendor talvez indique algo da glória do palácio em que Lúcifer residia.
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Capitulo V
2. Corrupção Herdada: Temos uma natureza pecaminosa por causa do pecado de Adão. Além
da culpa legal que Deus nos imputa por causa do pecado de Adão, também herdamos uma
natureza pecaminosa como consequência do pecado dele. Essa natureza pecaminosa herdada
é, às vezes, denominada simplesmente “pecado original”, e às vezes, mais precisamente,
“poluição original”.
Não é certo dizer que algumas partes de nós são pecaminosas, e outras puras. Antes, cada
parte do nosso ser está maculada pelo pecado — o intelecto, as emoções e desejos, o coração
(o centro dos desejos e dos processos decisórios), as metas e motivos e até o corpo físico. Diz
Paulo: “Sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18) e “para os
impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão
corrompidas”. Tt 1.15.
4. Nos nossos atos, somos totalmente incapazes de fazer o bem espiritual perante Deus
Essa idéia está ligada à anterior. Não só em nós, pecadores, falta o bem espiritual, mas
também a capacidade de fazer qualquer coisa que agrade a Deus, e ainda a capacidade de nos
aproximar de Deus por nossas próprias forças. Paulo diz que “os que estão na carne não
podem agradar a Deus”. Rm 8.8. Além disso, a respeito de dar fruto para o reino de Deus e
fazer o que lhe agrada, diz Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”. Jo 15.5. De fato, os descrentes
não são agradáveis a Deus, senão por outra razão qualquer, simplesmente porque seus atos
não advêm da fé em Deus e do amor por ele, e “sem fé é impossível agradar a Deus”. Hb 11.6.
Paulo, falando da época em que seus leitores eram descrentes, diz-lhes que estavam “mortos
nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora”. Ef 2.1-2.
A Natureza do Pecado
A verdadeira natureza do pecado é oposição a Deus, o que inclui todas as fases do mal. Não é
possível dar uma definição mais sucinta de pecado do que a de - oposição a Deus. O pecado é,
a corrupção das faculdades e, especialmente, do caráter moral da alma. Se o pecado de Adão
não fosse nada mais nada menos que um mal exemplo, como afirma os pelagianos,
naturalmente haveria muitos que escapariam desse exemplo. Uma consciência de pecado e
de culpa tem sempre existido na raça humana. Há uma consciência de pecado inata no
homem; e essa consciência e prática do pecado são ambas universais. A única explicação
desse fato se encontra na depravação inata. Teorias Sobre a Natureza do Pecado:
Dualismo Filosofia grega O ser humano tem um espírito derivado do reino da luz e um corpo
e Gnosticismo com sua vida animal derivado do reino das trevas. Assim, o pecado
é um mal físico, a contaminação do espírito por meio da sua união
com um corpo material. O pecado é vencido ao se destruir a
influência do corpo sobre a alma.
Católica Ensino da igreja O pecado original é transmitido a todas as pessoas. Nós nascemos
Romana e tradição em pecado e somos oprimidos pela corrupção da nossa natureza.
Essa privação da justiça permite que as capacidades inferiores da
natureza humana ganhe ascendência sobre as superiores, e a
pessoa cresce em pecado. A natureza do pecado é definida com a
morte da alma. Portanto, o pecado consiste na perda da justiça
original e na desordem de toda a natureza.
Definição Escrituras A Bíblia usa muitos termos para descrever a natureza do pecado:
Bíblica ignorância (Ef 4.18), erro (Mc 12.24-27), impureza, idolatria (Gl
5.19-20, transgressão, Rm 5.15), etc. A essência do pecado está em
colocar algo mais no lugar de Deus. É qualquer coisa que fica
aquém da sua glória e perfeição.
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I. A Natureza do Pecado
1. O Pecado como um Ato: Em I João 3.4 temos a definição do pecado como um ato. É um
transgredir, ou um ir contrário à Lei de Deus.
2. O Pecado como um Estado: Muita gente há que não pode ou não quer ver que o pecado
vai mais fundo que um ato manifesto. Um pouco de reflexão mostrará que os nossos atos não
são senão expressões dos nossos seres interiores. A pecaminosidade íntima, então, deve
preceder os atos manifestos do pecado. As seguintes provas escriturística mostram não só
que o homem é pecaminoso na conduta como que ele existe num estado pecaminoso – uma
falta de conformidade com Deus na mente e no coração: As palavras hebraica e grega
traduzidas por "pecado" aplicam-se tanto a disposições e estados como a atos. Tg 4.17; Gn
6.5; Jr 17.9; Mt 5.22,26; Hb 3.12; Rm 6.21; 7.8,11,13,14,17,20.
3. O Pecado como um Principio: O pecado como princípio, é rebelião contra Deus. É recusar
fazer a vontade dEle que tem todo o direito de exigir obediência de nós.
O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras:
uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do
Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo
está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afeto ou desejo inferiores acima da
consideração por Deus e Sua Lei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se
sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho,
vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros
são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo
para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele
pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só
por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado,
como egoísmo, tem quatro partes: "(a) Vontade própria, em vez de submissão; (b) ambição,
em vez de benevolência; (c) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (d) auto-
suficiência, em vez de fé" (Harris).
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Capitulo VII
1. Seicho-No-Ie
O pecado é uma criação da mente humana, ou seja, o pecado e culpa são irreais. Seicho-No-
lê: Seita neobudista, fundada pelo japonês Taniguchi Masaharu, no século XX. Seicho-No-lê
significa "casa da longa vida", da plenitude, onde se encontram a vida, amor, sabedoria e
riqueza. É uma religião eclética que reúne elementos do budismo, do cristianismo, de
filosofia, e de psicologia. Sua doutrina é que mal, pecado e culpa são irreais, mera ilusão da
mente. A doença também é irreal. Quem cultiva pensamentos positivos elimina as doenças.
Devemos eliminar o mal, a culpa, mediante a confiança em si mesmo. É uma religião
açucarada que nega o mistério da Cruz de Cristo e da Salvação.
2. Judaísmo
3. Islamismo
Não existe nenhum pecado original. Todas as pessoas são sem pecado até que eles se
rebelem contra Deus. Elas não têm natureza pecaminosa. Declara o Islamismo: “Como muitas
outras crenças cristãs, a doutrina do Pecado herdado também não encontra nenhum respaldo
nas palavras de Jesus nem dos profetas que houve antes dele... O Islam condena o dogma do
pecado original... O pecado não é herdado, mas algo que cada um adquire por si ao cometer
aquilo que não deveria e não fazer aquilo que deveria... (O Islam) considera também
racionalmente, seria o cúmulo da injustiça condenar toda raça humana por um pecado
cometido a milhares de anos pelos primeiros progenitores” (1, p. 47,49).
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No Islamismo os pecados são erros que você faz e, se você diz "lamento" a Deus, Ele lhe
perdoa. Na soma, nossas boas obras suplantam nossas más obras (Alcorão - Sura 11,114). Por
isso, eles não acreditam que Jesus Cristo veio redimir o homem caído. Entretanto o próprio
Alcorão fala da queda de Adão: “Ó Adão, habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele
com a prodigalidade que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque vos
contareis entre os iníquos. Todavia, Satã os seduziu, fazendo com que saíssem do estado (de
felicidade) em que se encontravam”. (Sura 2.35,36).
Esclarecimento: Há muito tempo atrás, o erudito Agostinho, propôs uma teoria onde afirmava
que todos os homens são culpados diante de Deus por causa do pecado cometido por Adão. O
efeito prático desta doutrina tem servido, principalmente entre os islâmicos, para expor a
justiça de Deus a críticas desnecessárias. A Bíblia claramente afirma que o homem dará conta
à Deus unicamente das suas próprias culpas e pecados. Ez 18.4,17.
O verdadeiro ensinamento das Escrituras sobre o pecado original ou pecado adâmico é que
Adão introduziu no mundo o pecado e transmitiu a natureza pecaminosa ao gênero humano,
de sorte que todos que chegam à idade de fazer a sua escolha, inevitavelmente escolhe o
pecado que conduz à morte. A confusão tem lugar, não pelo que a Bíblia diz sobre o assunto,
mas pelo que ela não diz. Algumas passagens falam dos pecados de Adão trazendo morte ao
mundo, mas não acrescentam a explicação de que tal morte atinge o homem quando este
escolhe, por si mesmo, seguir o exemplo de Adão.
Note o texto de I Co 15.22: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também
todos serão vivificados em Cristo”. Este versículo diz noutras palavras, o seguinte: “Assim
como Adão trouxe a possibilidade de morte para todos, assim Cristo trouxe também a
possibilidade da vida para todos”. É evidente que cada indivíduo tem que tomar a decisão de
aceitar ou rejeitar a Cristo e a vida eterna; igualmente tem que tomar a decisão de seguir o
pecado e a conseqüente morte espiritual. Este fato é também apoiado por Romanos 5.12 que
afirma que o pecado “entrou” no mundo através de Adão e que a morte veio “porque todos
(cada um) pecaram (pessoalmente)”. A grande dificuldade que a teologia islâmica encontra
em aceitar essa explicação é pelo fato de que a salvação no islamismo é adquirida pelas obras
e regras religiosas, enquanto que no cristianismo depende de fé e confiança na Graça de Deus.
4. Catolicismo
A doutrina católica distingue entre o pecado venial, que justifica somente uma punição
temporária no Purgatório, e pecado mortal, que justifica uma punição eterna no Inferno, se
não confessado e não demonstrar genuíno arrependimento. Segundo a Igreja Católica, o
pecado original só é purgado no indivíduo pelo batismo.
Pequenas, muito pequenas são, às vezes, as causas de grandes danos. Um descuido qualquer
pode ter em conseqüência, grandes desastres. Na vida espiritual não é diferente. Quem se
acostuma a cometer faltas leves, sem delas se arrepender, e nada faz para delas se livrar, está
em grande perigo de cometer faltas graves. As faltas leves são definidas como pecados
veniais.
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O pecado mortal é de todos o maior e deve ser evitado a todo custo, porque é ele que nos
exclui da felicidade eterna. Pecados veniais não tem este efeito, mas predispõem a alma a
consentir infidelidades maiores e preparam o caminho para o pecado mortal. O Pecado
mortal define-se como a transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus. Já os
pecados capitais são sete, e assim são chamados porque eles dão origem a inúmeros outros
pecados e são as raízes onde brotam vários outros vícios. São eles:
5. Cristianismo
No Antigo Testamento, encontramos dois tipos de pecados: (a) Pecado cujo praticante não
sofria a condenação à morte. Lv 6.4-7. (b) E pecado cujo praticante era condenado à morte
por apedrejamento. Lv 20. No Novo Testamento além do pecado “não para a morte” e o
pecado “para a morte”, encontramos o pecado imperdoável. Cristo ensinou que há um só
pecado sem perdão, que é resistir ao Espírito Santo. Mateus informa-nos que manter uma
atitude permanente de rebeldia contra a ação do Espírito Santo é pecado sem perdão:
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“Portanto vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia
contra o Espírito não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do
homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será
perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.” Mt 12.31,32.
I João 5.16: Se alguém vir a seu irmão cometer “pecado não para morte”, pedirá, e Deus lhe
dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que
rogue. I Jo 5.17: Toda injustiça é pecado, e “há pecado não para morte”. Qual pecado não é
para morte?
I João 5.16: Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará
vida, aos que não pecam para morte. “Há pecado para morte”, e por esse não digo que rogue.
Qual pecado não é para morte?
2. No contexto dos escritos de João e no contexto da Bíblia o pecado para a morte é o pecado
cometido deliberada, conscientemente e sem a menor intenção de em algum momento
porventura se arrepender dele. É o pecado cometido por algum que percebe a verdade e
deliberada e conscientemente rejeita a verdade ou até mesmo combate ou tenta distorcer a
verdade. Portanto, no contexto imediato das epístolas de João, o pecado para a morte era
negar que Cristo veio em carne, ou seja, ensinar uma heresia muito grave. A este não se devia
nem sequer saudar na rua e também por ele não se devia orar ou interceder a seu favor. II Jo
1.7-11; I Jo 5.14-17.
3. O pecado para a morte pode tomar formas diferentes também entre nós: desobediência
deliberada a Deus, mentira e hipocrisia, desrespeito ao corpo de Cristo (a igreja), ou mesmo
outras variedades cuja seriedade compromete o seu testemunho e o da igreja à qual pertence.
É óbvio que a maioria dos pecados não são para a morte: se o fossem, as igrejas e o
testemunho cristão estariam seriamente comprometidos pois todos infelizmente estamos
sujeitos a cair em pecado, transgredir os mandamentos de Deus e a praticar a injustiça.
Devemos demonstrar nosso amor uns pelos outros intercedendo por aqueles que caíram em
pecado, pois, se alguém assim for convertido do erro do seu caminho, sua vida será salva e
fará que muitíssimos pecados sejam perdoados. Tg 5.20.
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Temos uma natureza nova, divina, que nos foi dada quando nascemos de novo, que nunca vai
pecar e tem amor por Deus e pelas Suas coisas. Temos, porém ainda uma velha natureza que
tende a pecar e precisamos fazê-la morrer diariamente (Rm 8.13, Cl 3.5): é ela que nos faz
pecar. O pecado está por toda a parte neste mundo, mas somos salvos dia a dia da sua atração
se formos vigilantes e nos precavermos contra ele.
Os pecados mais horrendos podem ser perdoados. Manassés era feiticeiro e assassino e
arrependeu-se. Nabucodonosor era um déspota sanguinário e arrependeu-se. Davi adulterou
e matou, mas foi perdoado. Saulo perseguiu a igreja de Deus e foi convertido. Maria
Madalena era prostituta e possessa, mas Jesus a transformou. Mas a blasfêmia contra o
Espírito Santo não tem perdão. Quem pratica esse pecado atravessa a linha divisória da
oportunidade e torna-se réu de pecado eterno.
a) Incredulidade final: Segundo o Evangelista Billy Graham, não obstante o fato de que a
incredulidade até a hora da morte ser um pecado imperdoável, visto que não há oportunidade
de salvação depois da morte, o contexto prova que Jesus está falando que o pecado
imperdoável é um pecado que se comete não no leito da enfermidade, mas antes da morte.
c) Negação de Cristo: Paulo perseguiu a Cristo. At 9.4. Pedro negou a Cristo. Mt 26.69-75. Os
irmãos de Cristo no início não creram em Jesus. Jo 7.5. Cristo disse que quem blasfemasse
contra o Filho seria perdoado. Lc 12.10. Um ateu não necessariamente cometeu o pecado
imperdoável.
d) Negação da divindade do Espírito Santo: Se assim fosse nenhum ateu poderia ser
convertido. Se fosse essa a interpretação, nenhum membro da “Testemunha de Jeová”
poderia ser salvo.
e) Não é a queda dos salvos: Hebreus 6.4,5 não se refere a pessoas salvas, mas aos réprobos,
aqueles que deliberadamente rejeitam a graça e por isso, estão incluídos no pecado da
blasfêmia contra o Espírito Santo.
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2. Pecados contra o Espírito Santo que não caracterizam “blasfêmia”
a) Não é entristecer o Espírito Santo. Ef 4.30: Um crente pode até entristecer o Espírito Santo,
mas isto não caracteriza necessariamente que ele tenha cometido o pecado imperdoável.
Davi entristeceu ao Espírito Santo, mas arrependeu-se. O Espírito Santo é entristecido através
do pecado na vida dos crentes.
b) Não é apagar o Espírito Santo. I Ts 5.19: Um crente pode até apagar o Espírito Santo,
deixando de obedecê-lo, deixando de honrá-lo, mas isto não significa blasfêmia contra o
Espírito Santo. Em I Tessalonicenses 5.19, nós somos advertidos contra extinguirmos o
Espírito. Isso um crente pode fazer durante certo tempo endurecendo o seu coração contra a
liderança do Espírito. Este pecado seguramente traz castigos e deixa-nos suscetíveis a
cometermos muitos enganos. Modos pelos quais o Espírito é extinguido são os seguintes:
c) Não é resistir ao Espírito Santo. At 7.51: Muitas pessoas que durante um tempo resiste ao
Espírito Santo, ao cabo de um tempo, humilha-se diante dele, como alguns dos sacerdotes
que rejeitaram a mensagem de Estevão, mais tarde, foram convertidos a Cristo.
d) Não é mentir ao Espírito Santo. At 5.3: Ananias mentiu ao Espírito Santo através da
dissimulação. O pecado que ele cometeu não foi devido a segurar parte do dinheiro, mas a
pretensão de dizer que havia dado tudo, de forma que recebesse honra por um sacrifício que
não fez. Ele é o pai de todos os que buscam elogio por uma consagração que não possuem.
Levar tal decepção à igreja é um pecado contra o Espírito Santo. Tentar enganar a igreja é o
mesmo que tentar enganar o Espírito, que é o administrador onisciente da assembléia.
Ananias tentou a Deus (At 5.9), e o seu destino é uma advertência para os que seguiriam os
seus passos.
No grego, esta palavra (blasfêmia) significa dizer "coisas abusivas". Em Mateus 12.22-32,
temos a história de algumas pessoas que cometeram o pecado imperdoável. Alguns fariseus
acusaram a Cristo de estar operando pelo poder de Satanás. Fazendo isso eles blasfemaram
contra o Espírito Santo sendo que Cristo trabalhava pelo Seu poder. At 10.38.
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Nosso Senhor proclama este pecado como imperdoável. Há muita confusão sobre o que é na
verdade a blasfêmia contra o Espírito Santo. Isto se deve ao fato das diversas correntes de
interpretação do assunto. Na história da igreja primitiva, muitos estudiosos emitiram seus
pareceres neste assunto:
Nos textos bases, o Senhor Jesus está dizendo a seus antagonistas que atribuir a Belzebu
(príncipe dos demônios) tudo que estava sendo realizado pelo poder do Espírito Santo, é
demonstrar uma visão moral tão distorcida que já não existe mais nenhuma esperança de
recuperação.
Deus não faz isso levianamente e sem causa, mas em resposta a um ultraje cometido contra o
seu amor "o homem de forma voluntária, maliciosa e intencionalmente atribui o que com
clareza se reconhece como obra de Deus a influencia e operação de Satanás”. Não tem perdão
para sempre. Mc 12.29. Fica clara esta expressão indicando a impossibilidade do perdão tanto
nesta vida, como a vida depois da morte. O pecado que Deus não pode perdoar é a recusa do
perdão. Então, cremos que o "pecado imperdoável é o estado de insensibilidade moral
causada pela contínua recusa em crer no poder de Deus”.
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Quem o comete é réu de pecado eterno. Mc 3.29; Mt 12.22-32. Este pecado leva o homem a
estado incorrigível de embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra
a sua própria consciência. Na linguagem de João, este pecado é para a morte, ou seja,
separação final da alma e Deus (I Jo 5.16), que é segunda morte, reservada para aqueles cujos
nomes não estão inscritos "no livro da vida". Apoc 20.15; 21.8.
Os pecados cometidos são considerados obras da carne (gr. sarx) que é a natureza
pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão,
sendo seu inimigo mortal. Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21. Aqueles que praticam as obras da carne
não poderão herdar o reino de Deus. Gl 5.21. Por isso, essa natureza carnal pecaminosa
precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através
do poder do Espírito Santo. Rm 8.4-14; Gl 5.17. Muitos dos pecados listados aqui são
semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos:
4. Idolatria (gr. eidololatria), i.e., adoração de espíritos, pessoas, ídolos, coisas, etc.
5. Feitiçarias (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23.
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11. Dissensões (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos, Rm 16.17.
12. Heresias (gr. hairesis), i.e., ensinamentos contrario a sã doutrina, I Co 11.19.
13. Invejas (gr. fthonos), i.e., Aristóteles definia ciúmes como o desejo de ter o que outra
pessoa possui. Era originariamente uma palavra boa e referia-se ao desejo de imitar uma coisa
nobre da outra pessoa. Mais tarde a palavra passou a ser associada com um desejo lascivo
daquilo que pertencia à outra pessoa. Salomão reconheceu a vaidade (inutilidade) desse
pecado quando disse: "Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja
do homem contra o seu próximo" Ecl 4.4. Tentar "seguir o padrão de vida do vizinho" é um
pecado que não somente nos impedirá de ir para o céu, mas também mesmo nesta vida nos
tirará a satisfação. Fl 4.12-13. E Homicídio (gr. phonos), i.e., matar o próximo por
perversidade.
15. Bebedices (gr. methe), i.e., pratica contraria aos princípios bíblicos. E glutonarias (gr.
komos), i.e., comer de modo extravagante e desenfreado. E coisas semelhantes: Esta não é
uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está
simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo
Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas
coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.
As Obras da Carne (o inimigo interior): O tempo parece ser propício para o bom sentimento
religioso. Há um espírito de alegria, a mensagem é animadora. E contra isso em si não temos
queixa. O evangelho é uma mensagem bem positiva. É uma mensagem de salvação e de
redenção uma palavra de graça e de alegria. Mas não é uma graça barata, nem uma alegria
fácil. E é exatamente aqui que me encontro ansioso com o espírito religioso de nossos dias
um espírito que embrulha e vende o "evangelho" como se faz com óleo de cobra, um remédio
de charlatão de rápida ação, que cura tudo e nada exige.
Como certa vez observou C. S. Lewis, o evangelho no final das contas é bastante confortador,
mas não se inicia assim. A palavra de Cristo no começo nos desfaz em pedaços num
desmascarar doloroso de nossos pecados (Rm 13), depois com amor e cuidado nos torna
inteiros de novo. Sl 51.8. O evangelho é livre, mas não é fácil. Não há nascimento sem dores
de parto, não há liberdade sem disciplina, não há vida sem morte, não há "sim" sem "não".
O que Paulo quer dizer com a "carne"? Será que os homens receberam duas naturezas na
criação uma má e outra boa? Ou será que pelo pecado de Adão entrou no homem alguma
perversidade profundamente arraigada? A resposta a essas duas perguntas é um inequívoco
"não". Quando Deus criou o homem, este foi declarado completamente "bom". Gn
1.31. Todo homem que pecou desde Adão até os nossos dias não o fez por necessidade, mas
por livre escolha. Os homens pecam porque querem. Ecl 7.29. Não somos espirituais, nem
carnais por natureza, mas somos capazes das duas coisas, e, como seres humanos, temos
de escolher entre esses dois caminhos e nos responsabilizar por nossa escolha.
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Embora Paulo às vezes use "carne" (sarx) em referência ao corpo físico (Rm 2.28) ou ao
aspecto humano (Rm 3.20), a palavra significa muito mais do que isso em Gálatas 5.16-24. O
corpo pode tornar-se um instrumento da glória de Deus (Rm 12.1), mas a "carne" não. Rm 8.5-
8. O corpo pode ser redimido e transformado, (Rm 8.23; Fl 3.21), mas a "carne" deve morrer.
Gl 5.24.
A "carne" que milita contra o Espírito não é a mente ou o intelecto, pois a mente, como o
corpo, pode ser transformada e renovada, treinada para servir aos santos propósitos divinos.
Rm 12.2. Essa "carne" não é nem a mente nem o corpo em si mesmo, mas uma atitude pela
qual o homem opta e que o põe contra Deus. Na "mente carnal", a vontade do homem torna-
se suprema. Seus desejos têm que ser atendidos acima de todas as coisas. Estes podem ser
as concupiscências da carne ou os desejos da mente (Ef 2.3), mas serão satisfeitos a qualquer
custo. É por isso que "as obras da carne", contra as quais Paulo adverte, abrangem mais que os
apetites do corpo. Na realidade, se possível, estes são as menores das enfermidades
espirituais. É na mente que escolhemos servir a nós mesmos. É na mente que nos tornamos
arrogantes e egoístas e tomamos decisões que desonram o corpo (Rm 1.24) e escurecem o
raciocínio (1.21). Viver em toda obra da carne significa fazer o que eu quero não
simplesmente satisfazer os meus desejos carnais mais baixos, mas atender os desejos do meu
ego. O orgulho e a paixão vivem na "carne" em perfeita harmonia.
IV. Lista de Pecados em I Coríntios 6.9: "Estes não herdarão o reino de Deus".
Injustos
Devassos
Idolatras
Adúlteros
Efeminados
Sodomitas
Ladrões
Avarentos
Bêbados
Maldizentes
Roubadores
Apocalipse 21.8
1. Tímidos,
2. Incrédulos,
3. Abomináveis,
4. Homicidas,
5. Fornicadores,
6. Feiticeiros,
7. Idólatras,
8. Mentirosos,
Apocalipse 22.14-15
1. Cães,
2. Feiticeiros,
3. Os que se prostituem,
4. Homicidas,
5. Idólatras,
6. Mentirosos.
Revelação do Inferno
Eu nasci e vivi na Namíbia por toda minha vida e entreguei minha vida a Jesus em 6 de
fevereiro de 2005. O Senhor Jesus Cristo me revelou muitas coisas concernentes ao reino
espiritual, inclusive me levando algumas vezes ao inferno. O Senhor me instruiu a
compartilhar estas experiências com as pessoas.
Ele também me alertou a não adicionar nem omitir nada que o Senhor Jesus Cristo tivesse
mostrado ou dito à mim. Quando terminei de escrever meu livro no final de 2006, eu havia
sido visitada 33 vezes pelo Senhor Jesus Cristo. Em todas às vezes o Senhor antes de partir me
avisava: o tempo passa muito rápido.
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era sedoso, mas brilhava de uma forma que não sei descrever.
Ele falou em tom gentil e amável: “Victoria, Eu quero que você venha comigo; irei mostrar-lhe
coisas terríveis e também irei levar-lhe a um lugar no qual você jamais esteve em toda sua
vida”. Então Ele tomou minha mão direita e partimos. Tive a sensação de que caminhávamos
no ar e íamos subindo o tempo todo. Depois de certo tempo, fiquei muito cansada e pedi-Lhe
que voltássemos para casa.
Entretanto, Ele fitou-me gentilmente e disse: “Você não está cansada – você está bem. Caso
você fique cansada, Eu mesmo irei carregá-la, mas no momento você está muito bem. Paz
seja convosco. Agora vamos.”
O lugar na qual chegamos era muito árido, pior do que qualquer deserto que o homem
conheça, sem nenhum sinal de vida sequer. Não havia uma única árvore ou sinal de grama ou
de qualquer coisa viva à nossa vista. Verdadeiramente tratava-se de um lugar depressivo.
Paramos em frente à um portão e Ele disse: “Victoria,agora iremos passar pelo portão e as
coisas que você irá ver irão assustá-la e também entristecê-la – mas você deve ficar tranqüila e
certa de que você estará protegida em todos os lugares que irei levar-lhe. Apenas abra bem os
olhos e observe todas as coisas que irei mostrar-lhe.”
Eu estava aterrorizada e comecei a chorar. Então pedi a Ele que me levasse de volta para casa.
Disse-Lhe que eu não queria ir àquele lugar, pois pude ver através do portão o que acontecia
lá. Ele fitou-me e disse: “Paz seja convosco; Eu estou com você. Nós temos de ir lá, pois o
tempo passa muito rápido.”
Nós adentramos o portão. Eu sequer conseguiria descrever o horror daquele lugar. Estou
plenamente convencida de que não há lugar pior do que aquele em todo o universo. Aquele
lugar era enorme e tive a sensação de que ele expandia-se continuamente. Era um lugar de
profunda escuridão e de calor inimaginável: era mais quente que o próprio fogo em si. Eu não
pude ver chamas de fogo ou a origem do calor, mas era QUENTE demais. O lugar era infestado
de moscas de todos os tamanhos – verdes, pretas, cinzentas. Todo o tipo imaginável de
mosca havia lá.
Também havia vermes pequenos, finos, pretos em todos os lugares, rastejando por todo
aquele local. Os vermes começaram a subir em cima de nós e as moscas também cobriam
nossos corpos. O lugar padecia de um mau cheiro tão intenso que não há palavras que possam
descrevê-lo. Era um cheiro cem vezes pior que a carne mais podre que já vi em toda minha
vida. Aquele lugar era absorto em sons de gemidos e ranger de dentes, além de risadas
demoníacas.
Mas o pior é que aquele lugar estava cheio de pessoas. Eram tantas pessoas que chegava a ser
incontável. Essas pessoas estavam em formas cadavéricas, como se fossem esqueletos vivos.
Posso assegurar que esses esqueletos tratavam-se de pessoas, pois pude reconhecer alguns
parentes próximos e pessoas de minha vila entre eles. Seus ossos eram cinza-escuros,
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extremamente ressecados. Seus dentes eram longos e afiados como de animais selvagens.
Suas bocas eram enormes e largas com línguas compridas e vermelhas. Suas mãos e pés eram
longos, com dedos ressequidos e unhas compridas. Alguns deles tinham rabos e chifres.
Havia demônios entre as pessoas: sua aparência era como de crocodilos andando sobre
quatro patas. Eles pareciam confortáveis naquele ambiente, maltratando e atormentando os
seres humanos. Os demônios faziam barulho como se celebrassem algo, eles pareciam felizes
e despreocupados; além disso, eles dançavam e pulavam o tempo todo.
Por outro lado, os humanos tinham aparência miserável e depressiva; um estado de completo
abandono e desesperança. O barulho que os humanos produziam era causado pela dor: eles
choravam, gritavam, rangiam os dentes em uma desesperada situação de dor e agonia
inimagináveis.
A quantidade de pessoas naquele lugar era inumerável, mas pude ver claramente que a
grande maioria era de mulheres. Eles estavam divididos em vários grupos diferentes. Apesar
de divididos em grupos, não era possível estimar o número de pessoas em cada grupo
separado, pois os grupos eram enormes.
Então Ele me levou a um desses grupos na parte leste. Ele me fitou e disse: “Victoria, este é o
grupo das pessoas que se recusaram a perdoar outras pessoas. Eu lhe disse várias vezes e de
maneiras diferentes que elas deveriam perdoar, mas rejeitaram-Me; Eu lhes perdoei por todos
os seus pecados, mas elas se recusaram a perdoar outras pessoas. Seu tempo já passou e
agora elas se encontram aqui. E ficarão aqui por toda a eternidade; agora elas colhem os
frutos que plantaram e será assim por todo sempre. Porém, é doloroso vê-las neste lugar
terrível e nesta situação eterna, pois Eu as amo.”
Fui então levada a outro grupo no qual, explicou-me o Senhor, estavam reunidas as pessoas
que possuíam dívidas de todo tipo. Havia três categorias diferentes dentro deste grupo. Na
primeira estavam as pessoas que pertenciam à outras: na verdade, eram devedoras que
tinham condições de pagar suas dívidas, mas prefeririam ficar adiando o pagamento toda a
vida. São pessoas que diziam que iriam pagar as dívidas amanhã, na semana que vem, no ano
que vem, até que o tempo passou e agora elas estão neste lugar de tormento. É aqui que
elas irão passar a eternidade; agora elas colhem os frutos que plantaram em vida.
A segunda categoria abrigava pessoas que possuíam dívidas, tinham condições e disposição
de pagar por elas, porém tinham medo das consequências, visto que, caso elas falassem a
verdade poderiam sofrer rejeição ou ir à cadeia, ou talvez seus atos seriam conhecidos por
todos e assim poderiam sofrer algum tipo de humilhação. O Senhor me disse: “Nenhum deles
veio a Mim pedindo uma direção. Caso elas tivessem pedido, Eu teria lhes mostrado uma
saída. Mas elas preferiram usar suas próprias sabedoria e razão, o que foi totalmente inútil. O
seu tempo passou e agora elas estão neste lugar onde passarão a eternidade. Elas estão
colhendo os frutos que plantaram.”
Então Ele me disse que: “A terceira categoria é a de devedores que não tinham condições de
pagar suas dívidas, porém nenhum deles veio a Mim confessar que possuíam dívidas a qual
não poderiam quitar. Se eles tivessem vindo à Mim, Eu mesmo teria pagado suas dívidas. Mas
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eles também preferiram usar a razão e a sabedoria, e isso não serviu-lhes para nada. Agora
eles estão neste lugar e aqui ficarão para sempre. Eles estão colhendo os frutos que
plantaram. Meu coração dói por estas pessoas pois Eu as amo profundamente.”
No primeiro grupo, vi duas parentes próximas minhas e também uma parente mais distante
de 12 anos. Eu sei que ela tinha 12 anos pois era sua idade quando faleceu. No segundo grupo
também vi alguns parentes, além de um Pastor a qual eu conhecia muito bem. Jakes, meu
namorado que cometeu suicídio quando entreguei minha vida à Cristo também estava no
segundo grupo. Também pude ver alguns antigos vizinhos em ambos os grupos.
Eu estava petrificada e extremamente triste; meu corpo tremia e não tinha forças para
permanecer em pé. Eu chorava descontroladamente. O Senhor se voltou para mim, abraçou-
me e falou: “Paz seja contigo, Victoria.” Então recobrei minhas forças e senti muita segurança
em Seu abraço. Ele olhou para mim e disse: “Victoria, eu já te mostrei. Agora você tem de
escolher a qual dos grupos você quer ir; a escolha está em suas mãos. Você deve contar às
pessoas tudo aquilo o que você viu e presenciou sem adicionar e nem omitir nada.”
Lembro que partimos juntos daquele lugar de horrores, mas não sei dizer em que ponto nos
separamos: ao abrir meus olhos, percebi que tinha voltado ao meu corpo físico e estava
deitada numa cama do Hospital Oshakati. Eu estava tomando soro na veia e então pude ver
minha mãe e outros vizinhos no outro canto do quarto, fitando-me assustados. Percebi pela
fisionomia de minha mãe que ela havia chorado bastante. Perguntei à uma das enfermeiras se
ela sabia o que havia de errado comigo, mas ela apenas gracejou dizendo: “Você foi mandada
de volta; talvez você tenha feito algo errado da qual tem de se arrepender.” A enfermeira
estava tentando me explicar acerca de minhas condições de maneira amável, porém percebi
que ela tinha receio de se chegar muito perto de mim. Pedi-lhe então que chamasse o médico
que havia me atendido.
Ao chegar no quarto, o médico disse que não sabia o que havia de errado comigo. A princípio
ele pensou que eu tivesse contraído malária, mas os resultados deram negativo. Ele explicou
que minha temperatura, pulsação e pressão sanguíneas estavam perigosamente baixas
demais, porém ele não saberia dizer qual era a causa. Ele disse que não havia nada que
pudesse fazer por mim; ele não poderia me manter internada, pois eu não estava doente. O
soro sequer estava funcionando, e só começou a funcionar quando abri meus olhos. Ele
recomendou à enfermeira que aplicasse outra dose de soro para que eu tivesse forças para
voltar para casa, já que a primeira dose havia acabado.
Fiquei aterrorizada com as coisas que vi naquele lugar, de forma que não conseguia parar de
chorar. O odor fétido daquele lugar continuava tão real como quando estive lá. As cenas
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daquele lugar apareciam em minha mente o tempo todo. Eu não conseguia dormir e sentia
dores pelo corpo todo. Sentia como se meus membros tivessem sido arrancados e
recolocados no lugar. Eu estava péssima. Também padeci de diarréia e de uma dor-de-cabeça
lancinante durante a semana inteira.
Eu estava convencida de que não deveria contar à ninguém acerca dessa experiência, pois
afinal, quem iria acreditar? O que as pessoas iriam pensar? Continuei falando à mim mesma
que jamais poderia relatar minha experiência à alguém. Então uma de minhas líderes na igreja
telefonou 3 dias depois perguntando se estava bem, já que eu havia lhe enviado uma
mensagem de texto pedindo que orasse por mim. Quando dei por mim, percebi que já tinha
lhe contado praticamente a história toda. Nessa hora eu queria poder chutar a mim mesma.
Comecei a chorar, pois estava convencida de que este havia sido o maior erro de minha vida.
Agora que a história já havia sido contada, não havia como escondê-la de mais ninguém.
Percebo agora que quando Deus quer que algo seja dito, será dito. Ele é Deus acima de todas
as coisas.
Em 19 de agosto acordei sentindo uma grande unção sobre meu corpo físico. Sentia-me fraca
e trêmula enquanto ondas de eletricidade percorriam todo meu corpo. À noite vi uma luz
brilhante entrando pelo quarto e no meio da luz estava aquele mesmo homem de antes.
Desta vez Ele se sentou numa cadeira próxima à minha cama. Eu não tinha idéia de onde veio
aquela cadeira, mas ela apareceu assim que Ele Se mostrou disposto a Se sentar. Era uma bela
cadeira feita de ouro maciço; o aspecto era de uma cadeira convencional, com apoio nas
costas. Em cada perna havia uma estrela prateada incrustada no ouro; também havia uma
estrela no meio do apoio para as costas. Havia também rodas em cada perna.
Após saudar-me, Ele me fitou e disse que sabia que eu tinha muitas dúvidas acerca de Sua
identidade, por isso Ele veio Se revelar à mim e me explicar algumas das coisas que
experenciei. Ele disse: “Eu sou Jesus Cristo, seu Salvador. Caso você tenha alguma dúvida,
olhe para minhas mãos. Aquele lugar onde fomos é o Inferno.” Quando olhei para Suas mãos,
vi cicatrizes no lugar perfurado pelos pregos.
Querido amigo quero lhe dizer que o inferno não é produto da imaginação de alguém, e sim
um lugar real e nem um pouco agradável. Ele não foi feito para as pessoas e sim para Satanás
e seus demônios. Nosso lugar é no Céu ao lado de Jesus, mas para isso precisamos escolher a
Jesus antes que seja muito tarde. Hoje, ao ouvir Sua voz, não endureça seu coração; aceite
Jesus como seu Salvador pessoal hoje mesmo e viva para Ele. O inferno é um lugar terrível: é
um lugar de medo e tristeza; é um lugar de tormento, de choro eterno e de ranger de dentes.
Satanás quer levar o maior número possível de pessoas para lá. Não coopere com ele; mas
coopere com Jesus e assim você viverá não morrerá.
Eu não entendia como o Senhor podia me dizer para escolher um dos dois grupos que Ele me
mostrou no inferno sendo que eu já era uma cristã nascida de novo. Aceitei-O em minha vida
e mesmo assim Ele ainda me dizia para decidir se eu queria ou não ir para o inferno. Eu não
conseguia compreender.
Então comecei a orar e pedi a Deus que me desse a revelação daquilo que Ele queria dizer e
daquilo que Ele queria que eu fizesse. O Senhor me revelou então que eu ainda possuía
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ressentimento e não liberava perdão à uma de minhas irmãs e à uma de minhas primas. Pedi
ao Senhor que me perdoasse por minha falta de perdão; depois pedi perdão à minha irmã por
ter guardado rancor e amargura em relação a ela. Além disso, Ele me instruiu a pedir perdão à
minha prima também.
O Senhor também atentou ao fato de que eu havia conseguido meu emprego de professora
usando um diploma falso, e Ele considera isso uma forma de roubo e dívida. Eu estava
determinada a fazer o que é certo e pedi ao Senhor que me ajudasse a solucionar esse
problema e que me mostrasse o que eu deveria fazer, pois se trata de um crime grave que
poderia me colocar atrás das grades. Ele me instruiu a ir ao Departamento de Educação a fim
de confessar o que havia feito. Eu estava pronta a ir para a cadeia, o que era inevitável. No
entanto, tive a oportunidade de provar da misericórdia do Senhor de forma tremenda. Os
oficiais do Departamento de Educação me disseram que eu deveria escolher uma das opções:
pagar todos os salários que recebi do governo ou não pagar. Eles prometeram não levar o
caso à imprensa, pois ficaram admirados com minha confissão. O nosso Deus é um Deus fiel
que honra Sua palavra.
Caso você esteja numa situação similar, eu quero encorajá-lo a fazer o que é certo, não
importa quais sejam as conseqüências. Você até pode ser mandado pra cadeia terrena, mas
lembre-se que ela é temporal. Não há dor ou vergonha comparáveis à uma eternidade
afastada de Deus. O inferno não é um bom lugar para se estar: é melhor permitir que Deus
julgue você agora mesmo antes que seja tarde demais. Não precisamos temer o julgamento
de Deus enquanto estivermos no tempo da Graça: temos de permitir que Ele exponha tudo
que há de errado em nossas vidas enquanto ainda temos tempo de nos consertar com Ele,
pois não há possibilidade de perdão no outro lado da sepultura.
No dia 18 de outubro de 2005 acordei às 5:30 da manhã mas não pude ir trabalhar. Sentia-me
muito fraca e tonta; sequer conseguia me mover ou me virar na cama, pois a presença do
Senhor dentro de meu quarto era muito poderosa. Eu tremia, sentia eletricidade por todo
meu corpo. O Senhor apareceu para me buscar um pouco antes das 8:00, já que lembro que o
relógio marcava 7:48 quando vi pela última vez, e logo depois disso Ele chegou. Ele me saudou
e disse que deveríamos partir, pois o tempo passa muito rápido. Levantei-me e começamos a
caminhar. O caminho que percorríamos nesse dia era muito diferente do caminho que
fizemos na outra vez; apesar de nossas pernas se moverem como se estivéssemos
caminhando, na verdade nós flutuávamos. Enquanto caminhávamos, Jesus me disse que
todos os pecados são malignos e não há diferença entre pecado pequeno e pecado grande.
Todos os tipos de pecado levam à morte, não importa que pareçam pequeno ou grande. O
Senhor me avisou que estávamos indo visitar o inferno novamente e me perguntou se estava
atemorizada. Então respondi que sim, eu estava com medo.
Ele disse que “O espírito de medo não vem de Meu Pai ou de Mim, mas sim de Satanás. O
medo faz com que você faça coisas que irão levá-la ao inferno.” Sem fé é impossível agradar a
Deus e o medo é o oposto da fé. É óbvio que o medo não agrada a Deus, pois destrói a fé da
pessoa. Durante todo o tempo em que caminhávamos íamos lado-a-lado e assim que
chegamos no portão do inferno, Ele tomou minha mão e a segurou todos os segundos em que
estivemos lá.
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Eu fiquei muito feliz quando o Senhor tomou minha mão, pois a firmeza de Sua mão removia
todo o medo dentro de mim. O lugar continuava do mesmo jeito: nada havia mudado desde a
primeira vez que estive lá. Havia moscas, vermes, muito calor, o cheiro fétido, esqueletos,
barulho: tudo exatamente como na primeira vez. Passamos pelo mesmo portão horrível de
antes e então o Senhor me levou a um certo grupo de pessoas. Nesse grupo vi várias pessoas
que conheci quando eram vivas na Terra. As pobres pessoas estavam num estado terrível; elas
pareciam miseráveis e em grande agonia, mas o pior de tudo era a falta de esperança em suas
faces.
O Senhor apontou para uma mulher de meia-idade a qual conheci em vida. Ela havia falecido
em um acidente de carro no começo de 2005. Fiquei chocada ao ver aquela mulher no inferno
pois todos nós a conhecíamos como uma pessoa temente a Deus e que O amava muito.
O Senhor disse que aquela mulher O amava e Ele também a amava; ela havia servido o
Senhor em vida; ela levou muitas pessoas à Cristo e ela conhecia a Palavra muito bem. Ela
sempre foi atenciosa para com os pobres e necessitados; ela sempre os ajudava de todas as
formas possíveis. Ela foi uma boa serva do Senhor em praticamente todos os sentidos.
Essas palavras vindas do Senhor me deixaram ainda mais chocada e então perguntei o porquê
Dele ter permitido um servo Seu ir parar no inferno. O senhor olhou para mim e disse que essa
senhora havia acreditado no engano de Satanás. Apesar dela conhecer muito bem as
Escrituras, ela acreditava na mentira de Satanás de que havia diferença entre pecado pequeno
e pecado grande. Ela acreditava que um ‘pecadinho’ não haveria de levá-la ao inferno, já que
era cristã.
O Senhor continuou dizendo: “Eu a avisei várias vezes e a exortei a parar de fazer aquilo, mas
ela sempre achava que aquilo que praticava era insignificante e concluía que Meus avisos não
eram nada mais do que seu próprio sentimento de culpa. Teve uma época que ela parou por
um tempo, mas logo depois se convenceu de que o aviso não vinha de Mim e sim de sua
própria voz interior, pois aquele pecado era muito insignificante para ofender o Espírito
Santo.”
Pedi novamente ao Senhor para me contar qual era o pecado que essa mulher havia cometido
e Ele respondeu que: Essa mulher tinha uma amiga que era enfermeira no Hospital Oshakati.
Todas as vezes que essa mulher ficava doente, ela não ia ao hospital a fim de não pagar as
taxas como todo paciente faz; ao invés disso, ela pegava o telefone e pedia à sua amiga que
pegasse os remédios necessários na dispensa do hospital. Sua amiga sempre concordava e
depois ela ia pegar os remédios na hora combinada. Em primeiro lugar, ela decidiu aceitar a
mentira do Diabo sobre pecado pequeno e pecado grande e fazendo isso ela rejeitou Minha
verdade; ela também fez com que outra pessoa pecasse e furtasse em favor dela própria, mas
o pior de tudo é que ELA OFENDEU O ESPÍRITO SANTO.
Esse é o motivo dela estar no inferno. Não importa que você traga milhares de almas para o
Senhor; ainda é possível que você vá para o inferno caso ofenda o Espírito Santo.
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Você não deve apenas se importar com a salvação dos outros, mas também deve estar atento
a não esquecer de sua própria alma. Esteja sensível ao Espírito Santo todo o tempo.” Depois
de proferir essas palavras, o Senhor disse que deveríamos voltar. Muitos cristãos que ouvem
essa história consideram esse assunto complexo. Sempre ouço perguntas do tipo: “Mas o que
você me diz sobre justificação, misericórdia e graça?” e também se “é possível perder sua
salvação depois de recebê-la?”. “Isso não é severo demais?”. “Pode Deus ser tão cruel assim?”
Bem, como eu disse no começo do livro, não estou apresentando nenhuma teologia aqui.
Apenas estou contando aquilo que o Senhor havia mostrado e ensinado à mim – e também
aquilo que Ele permitiu que eu testemunhasse. Por favor, consulte sua Bíblia para obter
respostas. Veja os seguintes versos e faça seu próprio julgamento.
“Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo
não venha dalguma maneira a ficar reprovado.” I Coríntios 9.27.
“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo
nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”. Rm 6.1-2.
“Não reine, portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas
concupiscências.”. Rm 6.12.
É possível que eu vá para o inferno depois de servir o Senhor e levar muitos à Cristo? Você é o
juiz!
Desobediência
Na segunda-feira, dia 6 de março de 2006, fui acordada pelo meu despertador que tocou às
5:30 da manhã. Comecei a orar e percebi que havia uma grande unção sobre mim. Senti meu
corpo fraco e trêmulo; ondas de eletricidade percorriam meu corpo.
À tarde quando estava deitada na cama vi uma luz brilhante enchendo o quarto. Vi minúsculas
bolinhas brancas do tamanho da cabeça de uma agulha. Essas pequenas contas redondas
caíam como chuva e penetravam em minha pele. Também vi uma nuvem, algo como uma
névoa branca vinda de cima; essa névoa também preenchia o quarto e penetrava em minha
pele quando a tocava. Logo pude ver Jesus vindo caminhando do meio da névoa. Ele Se
sentou em Sua cadeira próximo a minha cama.
Eu não fazia idéia de onde apareceu aquela cadeira; ela simplesmente aparece assim que Ele
faz menção de Se sentar. É uma bela cadeira de ouro maciço; seu formato é similar ao da
maioria das cadeiras normais com suporte para as costas. Cada perna é uma estrela prateada;
uma estrela similar, porém maior serve de apoio para as costas. E em cada perna há uma roda.
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Jesus me saudou e esticou Sua mão em minha direção, dizendo que levantasse pois o tempo
passa muito rápido. Ele me puxou pela mão fazendo com que sentasse na cama. Então Ele
disse: “Victoria, vamos orar.” Ele orou em uma língua que eu não conheço. A única palavra que
compreendi foi ‘Amém’. Ele me perguntou o que eu estava vendo, então lhe contei que via
grupos de pessoas indo aos seus lugares de trabalho, e outras chegando no serviço. Eu
também via pequenas contas brancas caindo sobre aqueles que chegavam primeiro em seu
local de trabalho. Depois do primeiro grupo, chegou outro grupo mais tarde. Mas nessa hora a
chuva de pequenas contas havia terminado.
Jesus perguntou o que eu havia compreendido dessas visões e eu disse que não havia
entendido o significado. Então Ele explicou que: “Essas visões significam que todas as vezes
que você tem de estar em determinado lugar e determinada hora é porque há anjos
distribuindo bênçãos nesse horário específico. Se você chega no tempo certo, você recebe
suas bênçãos, mas caso você se atrase, você perde suas bênçãos para aquele dia, já que os
anjos distribuem essas bênçãos para um horário específico. Victoria, Eu quero lhe avisar disso
pois você sempre chega atrasada no trabalho e principalmente no culto da igreja. Você tem de
saber que todas as vezes que você se atrasa sem nenhum motivo válido, você perde para
sempre as bênçãos desse dia e elas nunca mais retornarão para você. Victoria você tem de
parar com isso e nunca mais haja dessa maneira, a menos que você tenha um motivo válido
para chegar atrasada.”
Quando o Senhor disse essas palavras, eu realmente tive vontade de sumir ou de Lhe dar
alguma desculpa aceitável para minha indisciplina. Contei-Lhe que muitas vezes eu acabava
dormindo demais, mas Ele fitou direto em meus olhos e disse que eu estava mentindo, pois eu
tinha uma tendência péssima a voltar para a cama depois de ter acordado, de sucumbir ao
desejo de dormir por “mais alguns minutinhos”.
Depois de Jesus ter me repreendido, Ele disse: “Levante-se. Vamos logo. O tempo passa
muito rápido e temos coisas a fazer.” Nessa hora o Senhor me levou a um lugar onde jamais
havia estado antes; era também a primeira vez que caminhávamos pela estrada que pegamos
nesse dia. Chegamos a um jardim cheio de belas flores e belas árvores verdes: nada na Terra é
comparável à sua beleza. As flores eram de todos os tipos de belas cores vivas. Sentamo-nos
em um belo banco de praça feito de ouro maciço com pequenas estrelas prateadas e
brilhantes.
Ao sentarmos, Ele apontou para algo a nossa frente e disse: “Victoria, veja. Você consegue ver
aquela cidade?” Quando olhei, vi uma cidade muito brilhante e enorme. Era de uma beleza
além de qualquer descrição. A cidade possuía um portão brilhante e dourado, e em sua frente
estava sentado um senhor de idade avançada. Ele tinha uma longa barba branca e cabelos
brancos. Eu já havia visto esse senhor anteriormente, e quando perguntei a Jesus quem era
esse homem, Ele respondeu que era Abraão, o pai da fé. Eu vi muitas estradas pavimentadas
com ouro nessa cidade. Havia prédios altos que brilhavam como ouro. O brilho e luminosidade
dessa cidade são indescritíveis. Caro leitor: Tire você mesmo as suas conclusões.
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Capitulo VIII
Pecados de Estimação
Os pecados camuflados abrem espaço para muitos outros… são os pecados de estimação...
Cuidadosamente ”regados e cultivados”, e são justamente essas ervas daninhas que
atrapalham o recebimento de muitas bênçãos e traz sérios prejuízos a vida cristã. Estão frias
na fé por causa dos pecados que nunca abandonaram e estão dizendo: “tudo bem”! Tudo
bem, nada!. "Irmãos, fiquem em guarda contra a possibilidade de um sono em que um
"pecadinho" se torne um pecado de estimação e vai vagarosa e sutilmente rastejando em
vossas almas até tomar conta do coração e da mente. Tomem cuidado com este pecado que
vai encontrando razões sociológicas, psicológicas, antropológicas e lógicas para um habitat
em suas vidas, e quando vocês menos esperam estão na mais profunda letargia espiritual,
distante da abundância da graça".
Muitos lares possuem animais de estimação: gato, cachorro, coelho, papagaio, pássaros,
lagarto, cobra, jabuti, etc. Quando se trata da vida espiritual, existe uma preocupação muito
séria quanto ao perigo que nos cerca, pois cada um de nós temos que ter cuidado com os
pecados de estimação, pois os alimentamos, cuidamos bem deles e até brigamos por causa
deles se alguém tentar nos ajudar a abandoná-los.
Como identificar quais são estes pecados de estimação, o que eles causam na pessoa e como
fazer para abandoná-los e vencê-los?. Apesar de ser difícil viver sem pecar, precisamos lutar
constantemente e sem trégua contra o pecado, principalmente contra os pecados de
estimação.
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Soteriologia
I. É muito fácil identificar os Pecados de Estimação:
1. Quando ele já não nos entristece: Salmo 38.8: Porque eu confessarei a minha iniqüidade;
afligir-me-ei por causa do meu pecado. Quando o pecado já não nos causa tristeza ele se
torna muito perigoso. Pode ser um pecado de estimação.
2. Quando ele já não nos incomoda: Provérbios 14.9: Os loucos zombam do pecado...
Quando já não somos incomodados pelo pecado, não ficamos angustiados e tristes, pode ser
um pecado de estimação.
II. As conseqüências que estes pecados causam: Evidentemente As marcas que os pecados
de estimação deixam nas vidas são inúmeras, marcas que deixam seqüelas quase incuráveis,
quando não levam à morte. Observemos algumas dessas conseqüências:
3. Descontentamento para com a Igreja: Todo crente que guarda pecados em sua vida e não
os confessa a Deus é descontente para com a Igreja. Reclama do pastor, reclama do culto, do
horário do culto, dos presbíteros, dos diáconos, reclama do povo da Igreja etc., reclama de
tudo.
4. Torna-nos escravos de satanás: Quem guarda pecados de estimação em sua vida é presa
fácil de Satanás. Ele faz o que quer dessa pobre e infeliz vida.
5. Abandono da fé: Como última conseqüência dos pecados de estimação vem, finalmente, o
abandono por completo da fé que uma vez foi o bem mais precioso. A pessoa abandona a
Igreja, os irmãos, os cultos, a comunhão, e cai completamente nas mãos do diabo. O final é só
tristeza, decepções e morte eterna. A mente torna-se cauterizada e o homem vive numa
estagnação espiritual. Esses pecados precisam ser abandonados urgentemente.
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III. Como vencer os Pecados de Estimação? É necessário buscar a Deus com maior
intensidade. O verdadeiro convertido está sinceramente engajado na luta contra o pecado,
combate contra ele, muitas vezes é vencido, mas enquanto houver vida em seu corpo, jamais
abandonará a causa. Observemos alguns conselhos práticos para vencê-los:
1. Volta à Palavra: Para vencer os pecados de estimação é necessário uma volta à Palavra de
Deus. Uma volta à Bíblia. D. L. Moody, um dos maiores pregadores do século passado,
afirmou: "Ou a Bíblia me afasta do pecado ou o pecado me afasta da Bíblia". A Bíblia e o
pecado não podem conviver juntos.
3. Resistir ao diabo: Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Tg 4.7. Precisamos ser implacáveis contra o pecado, temos que está empenhados em
exterminá-lo. Temos que nos lançar contra o pecado onde quer que o encontremos, não
podemos nos dar sossego.
Durante 8 anos, Sally foi o animal de estimação da família Romero. Ela tinha apenas 30
centímetros de comprimento quando a trouxeram para casa. Mas a Sally cresceu e cresceu até
que atingiu o comprimento de 3 metros e meio e pesava 36 kg. Então um dia a Sally, uma
jibóia burmesa, voltou-se contra Derek de 15 anos, asfixiando o adolescente até que ele
morreu sufocado. A polícia disse que a cobra estava "ativa, a cuspir e agressiva" quando eles
chegaram para investigar a morte do jovem.
O pecado é como aquela cobra. Quando o pecado entra pela primeira vez (ou pecados de
estimação), muitos acham inofensivos e até engraçado. Contudo não permanece pequeno. O
pecado consegue crescer. Pensamos que o podemos controlar, mas ele é que nos controla. E
conduz sempre para a morte - por vezes a morte física, e com freqüência morte emocional.
Noutras alturas conduz à morte de um relacionamento e até mesmo espiritual e se o pecado
não for confessado abandonado, trará morte espiritual. É por essa razão que Tiago nos
advertiu que "o pecado, sendo consumado, gera a morte" (1.15). O seu propósito em dizer isto
não era acabar com o nosso divertimento, mas para preservar as nossas alegrias mais
elevadas.
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Capitulo IX
O Pecado de Omissão
Pecado não passa apenas por fazer coisas erradas, mas, também por não fazer a coisa certa.
Isto leva-nos a uma dimensão diferente de Pecado - o pecado por omissão. A Bíblia é muito
clara: "Quem sabe fazer o BEM e não o faz, comete PECADO". Tg 4.7.
Quando Jesus se assentar no seu trono, ele julgar as nações, separando uns para a sua direita
e outros para a sua esquerda. Os que estiverem à sua esquerda, ele dirá: “Apartai-vos de mim
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Mas o que essas pessoas
fizeram de tão terrível para irem para um lugar tão terrível? Sabe o que elas fizeram? Nada!
Elas simplesmente deixaram de fazer. Jesus disse: “Eu estive com fome e não me deste de
comer, estive com sede e não me deste de beber, estive nu e não me vestiste, estive preso e
não foste ver-me, estive forasteiro e não abrigaste”. É possível você estar na sua casa, não
fazendo mal para ninguém, não falando mal de ninguém e cometendo um terrível pecado de
omissão.
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Ilustração
Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça,
depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
Tg 1.14-15.
Vários anos atrás, Burt Hunter, um repórter do jornal Long Beach Press Telegram, recebeu a
incumbência de escrever uma reportagem acerca de uma mulher da cidade que lidava com
serpentes. Quando o repórter foi a casa dela, uma autêntica mansão, descobriu que a mulher
era jovem e de uma beleza estonteante. Quando Burt expressou surpresa pelo fato de ela
envolver-se numa atividade tão arriscada, a moça riu.
- Acho que gosto desse ingrediente de perigo. Mas qualquer dia desses vou ficar cansada de
mexer com serpentes e daí partirei para outra coisa.
Enquanto Burt aprontava o seu equipamento fotográfico, a jovem trouxe algumas cestas de
vime contendo vários répteis venenosos e colocou-as no chão. Depois de segurar vários deles,
ela disse:
- Agora fique bem quieto. Esta é a minha serpente mais nova. É muito venenosa e ainda não
está bem acostumada comigo.
- Algo está errado - disse ela. - Não sei o que é, mas vou precisar colocá-la... - E não
terminou a frase. Em poucos instantes ficou rígida. A serpente a havia picado!
Quando Burt retornou com o precioso soro, a moça lhe pediu que pusesse o contraveneno em
uma seringa. Em seu nervosismo, Burt apertou muito o frasco. Este se quebrou! O precioso
líquido lhe escorreu entre os dedos.
- Era o único que eu tinha – respondeu com voz fraca a jovem desesperada. Em
poucos minutos lhe sobreveio a agonia da morte, e aquela vida se foi.
Muitos que brincam com as mortíferas serpentes do pecado manifestam a mesma ousada
desconsideração para com o seu bem-estar eterno revelada por aquela encantadora de
serpentes de Long Beach. Quando se trata desse tipo de serpentes, a única atitude segura é:
"Não manuseies isto, ... não toques aquilo outro." Cl 2.21.
Capitulo X
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O Antídoto contra o Pecado
Satanás inoculou no homem o veneno do pecado. Por isso ele precisa de antídotos que quebre
a eficácia deste veneno letal que tem em suas veias.
I. A projeção do pecado
O maior problema do homem é a incapacidade de escolher o bem. Suas boas intenções não
são suficientes. “O bem que eu quero fazer...” Nossas motivações estão contaminadas.
Podemos fazer as coisas mais espirituais com a motivação mais carnal. “O bem que eu quero
fazer não faço, mas o mal que não quero este eu pratico”.
Jesus explica isto numa frase enigmática que usa para Nicodemos: E do modo por que Moisés
levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para
que todo o que nele crê tenha a vida eterna. João 3.14-15. Vamos lembrar o que aconteceu
neste evento citado por Jesus. O povo de Israel pecara contra Deus. Serpentes abrasadoras e
com um veneno fortíssimo vieram do deserto e picavam as pessoas. O veneno era letal.
Milhares de pessoas estavam sendo infectadas e não havia remédio para um problema de tal
magnitude. Moisés então ouve o Senhor dizer que era para ele fazer uma serpente de bronze,
coloca-la num madeiro, para que todos que fitassem aquela serpente, pudessem ser curados.
Só os picados pelas víboras poderiam ser curados, quando olhassem. O olhar dos sadios não
tinha qualquer efeito. A cura é somente para os enfermos, assim como a graça é a resposta
plena de Deus para aqueles que fracassaram em suas desgraças. O veneno das serpentes era
neutralizado com o olhar. Se alguém, com dúvida, recusasse olhar para a serpente de bronze,
fatalmente morreria.
Asclépio, deus grego da medicina, também chamado pelos romanos de Esculápio, tinha a
serpente como um dos seus atributos. Aquele que curava trazia à lembrança aquela que
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matava. A vida e a morte caminham juntas. Esta figura mitológica aponta para uma época em
que a morte veio reinar no seio da humanidade. Ela fala de perto da entrada do pecado no
coração da raça humana.
No Jardim do Éden vemos claramente a cena em que a serpente assume o papel virulento
para intoxicar o ser humano com o gérmen do pecado e da morte. A partir deste momento a
humanidade ficou encerrada no pecado e prisioneira da morte. A medicina tenta minimizar os
efeitos do veneno da serpente, e deste modo, adiar um pouco mais a sombra pavorosa da
morte sobre o enfermo.
Mas é só uma questão de tempo. Mais cedo ou mais tarde a morte finca suas presas invisíveis
na pobre vítima que tomba fria sob o seu domínio. Somos uma geração regida pelos efeitos
invencíveis da morte. Do ponto de vista dos homens, a morte tornou-se um inimigo
inexpugnável. Como dizia Thomas Adams, “a morte exclui a diferença entre o rei e o mendigo
e derruba tanto o cavaleiro quanto o peão”. Com freqüência a morte se encontra tão próxima
da juventude como da velhice. E ela sempre nos surpreende com suas armadilhas, levando
quem menos esperávamos.
A morte elabora a estatística mais precisa de toda história. De cada um que nasce, todos
morrem. E se alguém foi gerado, é mais fácil morrer do que nascer. A morte fez do mundo um
grande hospital em que cada pessoa é apenas um paciente desenganado. O veneno da
serpente corre ferino e mortal em nossas entranhas. O pecado e a morte imperam em cada
célula de nosso organismo. O pecado é a força da morte e a morte da força. Nascemos
contaminados por este vírus maligno e vivemos num planeta marcado pelos poderes
subjetivos do pecado e pelos efeitos objetivos da morte.
A mulher se deixou levar pela lábia da serpente, mas o homem foi o agente volitivo do
pecado. Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. I Timóteo
2.14. Isto significa que a desobediência de Adão foi uma questão resolvida. Ele decidiu violar o
mandamento de Deus deliberadamente. Não há evidência de sedução ou trapaça. Adão é o
agente e cabeça do pecado na raça humana e a Bíblia é clara: Portanto, assim como por um só
homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a
todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5.12.
O tronco ficou corrompido pelo pecado inoculado pela serpente e a prole de Adão tornou-se
raça de víbora. A serpente gerou uma raça perversa, contaminada pelo pecado e demarcada
pela morte. Nascemos neste mundo como filhos do pecado, descendência da serpente e,
conseqüentemente, há uma inimizade natural com o descendente da mulher.
Segundo a Bíblia, há apenas um descendente da mulher. Vindo, porém, a plenitude do tempo,
Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. Gálatas 4:4. Ele veio ao mundo
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com as duas naturezas numa só pessoa, a fim de esmagar a cabeça da serpente. Ele derramou
seu sangue, um antídoto suficientemente capaz de anular os efeitos do veneno letal do
pecado.
O Poder do Sangue: Por que o Sangue está intimamente relacionado com a nossa Salvação?
Vamos raciocinar em cima de algumas propriedades fisiológica do sangue. Quando você vai
ao médico para uma consulta, o primeiro exame que ele nos pede é um exame de sangue.
Este exame auxilia bem o médico na conduta que o mesmo deve ter no tratamento. Um
exame de sangue pode nos salvar de uma doença, nos prevenir de várias enfermidades e
também orientar a melhor terapia para o restabelecimento da saúde.
Por exemplo, as Hemáceas em uma das funções desempenhadas por esses células é o
transplante carbônico. O oxigênio nos permite ter o fôlego da vida; se temos vida é porque
Jesus nos dá. Você entende porque sem o sangue de Jesus seria impossível a vida? As
Hemáceas também trazem das células Gás Carbônico para ser eliminado através da expiração
e isso é importante para a manutenção do equilíbrio e PH A nível 7.
Outro grupo de células sanguíneas são os diversos glóbulos brancos que trabalham em nossa
defesa combatendo os agentes nocivos do nosso organismo. Você entende que é através do
sangue na Cruz, que Ele combate toda agressividade do pecado? É através de Seu Sangue
que somos protegidos das bactérias e vírus lançados pelo inimigo que nos quer destruir.
Outro grupo de células são as Plaquetas que estão intimamente relacionadas com a
coagulação do sangue. Quando você sofre um corte, milhares de plaquetas se agregam
formando uma malha que inicia a regeneração daquilo que foi destruído. O sangue tem um
valor precioso porque pode salvar vidas em perigo. Em todos os hospitais existem depósitos
de sangue para poder socorrer alguém que dele necessite. E quantas vidas já terão sido salvas
desta maneira?! É deste modo que a vida está no sangue e este tem um valor impagável.
Vejamos:
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II. O Sangue de Cristo tem um Valor Eterno
Quando estava voltando para a casa, na última sexta-feira com o rádio sintonizado. O
noticiário de hora em hora, dei pouca importância no que estava falando, porque não achei
interessante.
A notícia dizia que numa cidadezinha distante nas colinas remotas da Índia morreram três
pessoas de uma gripe até então, totalmente desconhecida. Não dei muita atenção ao tal
acontecimento.
Na segunda-feira quando acordo, escutei que já não são apenas 3, mas 30.000, (trinta mil) as
pessoas mortas pelo tal vírus, que se parece com uma gripe comum. Na terça-feira, já é a
noticia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, porque já não é só
na Índia, mas, também no Paquistão, Irã e Afeganistão. Enfim, a noticia se espalha pelo
mundo.
Estão chamando a doença de "A peste negra da Ásia" e os governos de todo mundo estão se
perguntando: Que faremos para controlar essa epidemia? No século 14 culparam os Judeus
pela peste negra da Europa, onde morreram milhões de pessoas, e agora será que vão culpar
o Bin Laden por esse vírus misterioso? Será que é um ataque terrorista bacteriológico? Será
que o Al-Qaeda tem o Antídoto?
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Será que eles irão chantagear o mundo? Um grupo do Controle de Doenças dos EUA, foram
investigar o caso. Então, uma noticia surpreende a todos. Europa fecha suas fronteiras. França
não recebe mais vôos da Índia nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos
da tal doença.
No jornal Le Monde da França sai uma edição extra com a seguinte notícia: "Num dos
hospitais da França, um homem morreu pela tal "Vírus Misterioso". Outra notícia: 10 pessoas
morreram em New York. Agora a doença se espalhou pelo mundo. Ouve-se notícias que já
tem mais de 20.000 casos no Brasil, Paraguai, Argentina e nos países andinos. Na Europa; na
Ásia; Na África; na Austrália, em toda América do Sul, Central e América do Norte.
O pânico está espalhado, as pessoas não sabem o que fazer para se proteger. Ninguém sabe
explicar como o vírus se espalhou tão rápido. Estão falando que usaram algum satélite e
enviaram através do ar, mesmo coisas que não são possíveis, estão falando, está saindo
muitas suposições. A verdade é uma só: ninguém está livre, nem pobres e nem ricos, nem reis
e nem presidentes, bandido e gente boa, todos estão no mesmo barco. Parece uma praga do
Apocalipse. Uns dizem que é o fim do mundo, outros dizem que é um vírus do espaço que veio
junto com um pequeno meteoro que deve ter caído na Índia, outros dizem que é um ataque
terrorista, ninguém está conseguindo trabalhar, o estresse e o pavor está tomando conta das
pessoas. Tem gente morrendo de ataque cardíaco por causa dessas notícias, só de pensar que
não existe solução para este problema. É pior que a AIDS, que o vírus Ébola. As informações
dizem que quando contrais o vírus, é questão de uma semana e nem percebes. Em seguida
tens 4 dias de sintomas horríveis e morres, não tem cura.
De repente, o mundo inteiro está ligado via satélite para ouvir o presidente dos EUA trazer a
tão sonhada notícia: Nosso grupo de pesquisadores da Universidade de Howard,
Massachusters conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto!
É preciso para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.
Corre por todo o mundo a noticia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de
seu sangue e doar para a fabricação do antídoto. Mas quem quer se arriscar em ir num
hospital numa hora desta. Todo mundo tem medo de ser contaminado. As pessoas que
apareceram, já meias paranóicas com tanta notícia ruim, achavam que estavam
contaminados.
De repente, no hospital que está o maior flagelo, o médico sai GRITANDO um nome na sala de
espera para descobrir quem era aquela pessoa. Uma família estava aguardando o resultado e
seu filho mais novo se agarra na jaqueta do pai e diz: Pai, pai, esse é meu nome!
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E antes que possas esboçar uma reação, estão levando o filho para uma sala e o pai
desesperado grita: ESPEREM, ESPEREM! e eles respondem: está tudo está bem! O sangue dele
está limpo, é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.
Depois de cinco longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo. E é a
primeira vez em uma semana que alguém está rindo neste hospital. O médico mais velho se
aproxima do pai e diz: Obrigado senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo e puro, o
antídoto finalmente poderá ser fabricado.
A noticia se espalha por todos os lados, todo mundo olha com admiração e com esperança
para aquele pai. As pessoas estão chorando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima
da mãe do menino e diz: Podemos falar por um momento em minha sala? Não sabíamos que
o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o
sangue de seu filho.
Quando estás lendo a autorização, percebes que não colocaram a quantidade de sangue que
vão usar e perguntas: Qual a quantidade de sangue que vão usar? O sorriso do médico
desaparece e ele responde: Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos
preparados, precisamos de todo o sangue de seu filho. O pai e a mãe não podes acreditar no
que ouves e tratas de contestar: "Mas... mas..." O médico insiste, o senhor não compreende?
Estamos falando da cura para o mundo inteiro!!! Por favor assine! Nós precisamos de todo o
sangue.
O pai tentando salvar a vida do filho e então perguntas: Mas não podem fazer-lhe uma
transfusão? E vem a resposta: Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor,
assine! Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, com lágrimas nos olhos,
com o coração partido, o pai assina a sentença de morte para o filho, mas por uma causa justa:
Salvar o mundo. O médico lhe perguntou; querem ver vosso filho com vida pela última vez?
Então o casal, com a cabeça baixa, enxugando os olhos e tentando ser fortes para que o filho
não pudesse perceber o que estavas acontecendo, caminham em direção à sala de
emergência onde encontram o filho sentado na cama dizendo: Papai!? Mamãe!? O que está
acontecendo?
O pai segura na mão dele e diz: Filho, tua mãe e eu te amamos muito e jamais permitiríamos
que te acontecesse algo que não fosse necessário, tu entendes? O médico regressa e diz:
Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, por favor,
podem sair? Podes dar as costas ao teu filho e deixar-lhe aqui? Enquanto isso o filho diz:
Papai? Mamãe?
Por que vocês estão me abandonando? por favor, não me deixe sozinho, estou com medo...
papai, mamãe... Ele chama em vão, e começa a chorar. O casal ainda dão uma última olhada
para o filho e saem apressadamente daquela sala para, já não agüentando mais aquela última
cena de seu filho e desabam a chorar. A porta é fechada atrás deles e rapidamente os médicos
realizam todo o procedimento para fabricarem o antídoto.
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No corredor do hospital, o pai e a mãe são consolados pelas pessoas que se encontravam no
local. A mãe dizia: como fomos autorizar uma coisa dessa; nosso filho vai morrer para salvar
gente má também, gente que não presta, que não vale um tostão furado. Para salvar
drogados, bandidos e chorava inconsoladamente. Seu marido tentava consolar sua amada
esposa, mas ele também precisava de consolo naquele momento.
Os presidentes do mundo inteiro concordaram em prestar uma homenagem para aquele herói
que deu sua vida pela humanidade e esse dia seria lembrado todos os anos, no mundo inteiro
em memória daquele menino e de seus pais que tiveram um amor maior de deixar que seu
filho morresse para dar vida para a humanidade. Na primeira homenagem apareceram muita
gente; televisão, jornais, revistas, site de internet, vários presidente vieram aos EUA para
prestar essa homenagem, ao grande herói do século 21.
Com o passar dos anos, caiu no esquecimento aquele fato tão extraordinário, ato de bravura e
heroísmo. Apenas em alguns lugares ainda lembram e comemoram esta cerimônia, mas
quase não aparece ninguém. Algumas pessoas ficam em casa dormindo, outras não vêm,
porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na tv, preferem acompanhar
sua novela predileta, outros dizem que estás cansado pelo trabalho pesado, outro não vai
porque está estressado, outro porque foi convidado para uma festa de aniversário, de
casamento, enfim; cada um tem inventa uma desculpa e outras vêm com um sorriso falso,
como se realmente não estão se importando.
O pai tem vontade de parar e gritar: MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM
COM ISSO? Talvez isso é o que DEUS quer dizer: MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABE
O QUANTO VOS AMO!!!.
Texto de Ficção, mas que retrata o grande amor de Deus, de dar seu filho para morrer pela
humanidade e são poucos os que aceitam seu sacrifício para salvar a humanidade. Até muitos
crentes deixam de ir à igreja normalmente para honrá-Lo e adorá-Lo, porque Ele é Deus e
digno de toda honra, glória e Louvor.
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Capitulo XI
Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, PARA QUE NÃO PEQUEIS... I Jo 2.1.
Os gnósticos diziam que a alma é pura e o corpo é pecaminoso, assim como pode mergulhar
ouro na lama, sem que o ouro corrompa, assim acontecia com a alma. Eles afirmavam que o
pecado praticado com o corpo não contamina o homem real.
Cerinto foi um contemporâneo do apóstolo João a que se opôs, era um gnóstico. Por isto o
propósito de João ao escrever está epístola foi duplo: 1. expor e rebater os erros doutrinários e
éticos dos falsos mestres e; 2. exortar os filhos na fé a manter uma vida de santa comunhão
com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria e de certeza da vida eterna, mediante a fé
obediente em Jesus, o filho de Deus, e pela habitação interior do Espírito Santo.
Cada pessoa possui resquícios do velho homem, o medo, a inveja, o ódio, a amargura, a ira,
maus pensamentos, desejos carnais, desejos malignos e coisas semelhantes, que em todo
momento procura uma oportunidade para desenvolver na plataforma de nossa alma uma
doença espiritual. Somente a natureza de Deus (pelas quais nos têm sido doadas as suas
preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza
divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo II Pe 1.4) permeando a nossa
alma e o nosso espírito a cada dia nos tornará capazes de vencermos o velho homem.
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Bibliografia
Joel Mattos
Louis Berkhof
Pr. Domingos Dias Ferreira
Pr Adriano Moreira
Pr. Iranildo dos Santos Tomé
Prof. João Flávio Martinez
A.A. Autores Anônimos
A História de Israel
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Hamartiologia
Soteriologia
Avaliação: Hamartiologia
Na Esfera Moral_________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
Na Esfera da Santidade___________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
Na Esfera da Verdade____________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
Na Esfera da Sabedoria__________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Soteriologia
Um Tratado sobre a Salvação
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Temática
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Introdução
Historicamente, esse estudo tem sido dividido em dois grandes segmentos: 1. A soteriologia
objetiva, que trata de uma obra remidora de Cristo; 2. A soteriologia subjetiva, que aborda a
obra do Espírito Santo, o qual torna uma realidade, no indivíduo, aquilo que a missão de Cristo
proveu para os homens. A soteriologia inclui as grandes subdivisões da obra remidora de Deus
na revelação e na predestinação; a expiação do corpo de Cristo; as operações da graça divina;
a obra do Espírito; e o destino final do homem, que é a sua transformação segundo a imagem
de Cristo.
A palavra salvação vem do grego Soter, que significa libertar, salvar ou redimir. A salvação
abrange três aspectos dispensacionais: salvação física - do corpo, espiritual - da alma e
preservativa - o ser total. Esta salvação espiritual originou-se no coração de Deus, ao ver a
queda do homem no Éden. A ele, indefeso e sem mínimos recursos, Deus fez uma promessa
que da semente da mulher nasceria um que seria o seu redentor. Gn 3.15. Esta promessa foi
cumprida quando Jesus foi enviado como cordeiro que tiraria o pecado do mundo. Jo 3.16. A
salvação nos foi concedida mediante a graça de Deus manifestada em Cristo Jesus (Rm 3.24),
seu sacrifício vicário (Rm 3.25; 5.8), sua ressurreição (Rm 5.10) e sua contínua intercessão por
todos os salvos. Hb 7.25. A salvação é individual e recebida gratuitamente, mediante a fé em
Cristo; ela é o resultado da graça, da misericórdia de Deus (Jo 1.16) e da resposta humana à fé.
At 16.31; Rm 1.17. A salvação assume dois importantes estágios na vida do crente: o primeiro
— hagios, quando o Pai o tira do mundo, colocando-o no Reino do seu Filho (Jo 17.17; Cl 1.13);
o segundo — hagiasmos, quando ele mesmo, com ajuda do Espírito Santo, se mantém neste
Reino. I Ts 5.23; Jo 14.23.
I. A origem da Salvação
1. Planejada pelo Pai: Gn 3.15; Is 7.14.
2. Consumada pelo Filho: Lc 23.46; Fl 2.5-8; Jo 19.28-30.
3. Mantida pelo Espírito Santo: Jo 14.16; 16.8-11; Rm 8.14.
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III. O objetivo da Salvação
A salvação não é uma doutrina fácil de entender pelo homem. É uma atividade divina em que
participam as três pessoas da trindade agindo no homem. Por ela tratar da obra de Deus que
resulta no eterno bem do homem para a glória de Deus somos incentivados a avançar neste
assunto com temor e oração para entendê-la na forma que é do agrado de Deus.
Que Deus nos guie com entendimento espiritual pelas maravilhas da Sua Palavra no decorrer
deste estudo e que Deus nos traz à convicção verdadeira, e, pela Palavra de Deus, nos dá um
conhecimento individual de Jesus Cristo. Ef 1.17-23. Para que o Deus de nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai da gloria, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação,
tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da
sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos. E qual a sobre excelente
grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,
que se manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus,
acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia,
não só neste século, mas, também no vindouro. E sujeitou todas as coisas, o constituiu como
cabeça da igreja, que é o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.
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A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Capitulo I
O homem foi criado santo, tendo uma origem elevada e uma criação diferenciada. Gn
1.26,27; 2.7. O homem, portanto, é um ser distinto dos animais, tendo o duplo poder de
reconhecer-se a si mesmo como relacionado com o mundo e com Deus, e de determinar-se a
si mesmo, em face dos fins morais.
Portanto o Jardim do Édem foi o paraíso da Criação de Deus. Foi lá que o Senhor “fez brotar
da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida...” Gn 2.9. Nessa reserva verdejante
natural, Deus colocou, propositalmente, duas árvores que são fundamentais para tudo que
segue em toda história humana. A árvore da vida é associada à concessão da vida divina,
incluindo a imortalidade. A árvore da ciência do bem e do mal representa a autonomia
humana, isto é, um governo próprio e uma independência deliberada à parte de Deus em
todas as áreas da vida.
O Senhor Deus, também, deixou uma ordem expressa ao homem para “não comer” do fruto
da árvore da ciência do bem e do mal, porque, a conseqüência desse ato, era a “morte”. Gn
2.16. Nessa advertência, o auto-governo do ser humano inclui tudo, de modo que a morte
está incluída na existência espiritual, moral, social e relacional do ser humano e,
principalmente, na sua existência física. Nesse contexto desta passagem abordada, há alguns
pontos importantes a serem observados.
Deus deixou o homem “escolher” seu destino. Por que Deus plantaria uma árvore no jardim
e então proibiria Adão de comer o seu fruto? Deus queria a obediência de Adão, mas deu-lhe a
liberdade de escolher. Ao invés de impedi-lo fisicamente, o Senhor concedeu-lhe esta chance
de escolha e, com isso, a possibilidade de escolher errado. Sem a escolha, o homem seria um
prisioneiro, e, sua obediência não teria sido sincera. As duas árvores proporcionam um
exercício de escolha, com recompensas ao optar pela obediência e tristes conseqüências pela
desobediência.
“Viver com as conseqüências de nossas escolhas ensina-nos a pensar e escolher com muito
cuidado”.
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Capitulo II
Colocados por Deus no Éden, nossos primeiros pais poderiam permanecer no estado de
santidade em que foram criados. Mas submetidos à prova não resistiram à tentação e
pecaram contra o Senhor. Isso os levou de um estado de santidade para um estado de pecado
e miséria.
A Expulsão do CORROMPIDO do lugar sem corrupção: Após a escolha errada, o homem foi
expulso do Jardim por Deus que, pôs anjos armados ao oriente do paraíso para guardar o
caminho de acesso a arvore da vida. Gn 3.24.
As consequências do pecado
A queda de nossos primeiros pais, trouxe conseqüências desastrosas não apenas para eles,
mas também para toda a humanidade. Entender o que aconteceu com Adão e Eva após o
primeiro pecado é chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra
hoje. Isto porque, Adão não agiu como uma pessoa particular, mas como representante de
toda a humanidade.
Cronologicamente a vida do crente está dividida em duas partes: antes e depois daquele
momento em que foi salvo pela graça de Deus. Ele deve lembrar constantemente o que era
em Adão e o que é agora em Cristo Jesus. Não se deve negar nenhum lado da questão. João
disse:
“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho
de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não
comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido
de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não
pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus,” I Jo 3.8-10.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que
crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do homem, mas de Deus.” Pois se não éramos filhos de Deus até o momento que
cremos no nome de Jesus, éramos filhos de quem? João 1.12-13. Se praticávamos o pecado
então éramos do diabo. I Jo 3.8. Não há meio termo.
Todos pecam, mas nem todos estão justificados. O mundo está dividido entre os culpados
e os justificados. A justificação é restrita aos verdadeiros crentes em Jesus Cristo. Paulo usou
o exemplo da justificação de Abraão pela fé, sem obras e antes da circuncisão para mostrar
que ninguém é justificado pela lei ou cerimônia... A circuncisão representa a lei. Abraão foi
justificado quando creu na palavra de Deus muitos anos antes da sua própria circuncisão e
mais de quatro séculos antes da Lei de Moises!
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Antes de crer em Cristo, estávamos condenados? Claro que sim. Agora que cremos, somos
justificados perante o tribunal do céu? Claro que sim, pois não há condenação contra os
justificados. “E é o que alguns tem sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados,
mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.” I Co
6.11.
Mortos ou Vivos? Existe na experiência de cada crente verdadeiro um momento em que sua
posição diante de Deus se mudou. Chama-se conversão ou regeneração. Deus disse a Adão
que no dia que comesse do fruto proibido que morreria. Fisicamente continuou vivendo por
muitos anos. Como então morreu? A morte é uma separação, e no dia que Adão pecou, ficou
separado da comunhão de Deus. Morreu espiritualmente. “Todos morrem em Adão,” I Co
15.22. Quando Adão morreu espiritualmente, todos dos seus descendentes morreram nele. A
condenação trouxe a morte como resultado. “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo
sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça
sobre todos os homens para justificação da vida,” Rm 5.18.
Adão nos representou na morte espiritual, mas Cristo é a nossa vida! Houve um momento em
nossa vida em que o Espírito Santo abriu o nosso entendimento e pudemos sentir nossa
condenação perante Deus. Fomos salvos, isto é, vivificados pela graça “mediante a fé,” Ef
2.8, “Sem fé e impossível agradar-lhe a Deus.” “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna,” Jo
3.36. Aquele que ouve e crê “tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da
morte para a vida” João 5.24. A Bíblia fala da nossa vida nova e espiritual em Cristo, pois Ele
mesmo é “o caminho, a verdade e a vida,” Jo 14.6. “Quem tem o Filho tem a vida; quem não
tem o Filho de Deus não tem a vida,” I Jo 5.12. Há uma passagem ou uma mudança de morte
para a vida. Deus não somente nos justifica, mas também nos regenera. Ele faz os mortos
viverem espiritualmente.
Antes de crer em Jesus como nosso Salvador, não éramos filhos de Deus porque não tínhamos
vida eterna. Nós fomos “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre,” I Pe 1.23. Deus “nos gerou pela
palavra da verdade,” Tiago 1.18. Paulo disse aos Coríntios, “eu pelo evangelho vos gerei em
Jesus Cristo.” O instrumento que Deus usou para nos mudar da morte para a vida espiritual foi
o da pregação do evangelho. Mudou-se nossa filiação porque até o momento da salvação,
Deus não era nosso Pai espiritual. Esta mudança é mais que adoção no sentido desta palavra
hoje em dia. É uma regeneração. Podemos dizer com clareza que “agora somos filhos de
Deus.” Antes não éramos Seus filhos, mesmo se nossos nomes estivessem escritos no livro da
vida antes da fundação do mundo. Agora Ele nos dá força para praticar a justiça, e sabemos
que “todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” I Jo 2.29.
Antes da fé salvadora, o pecador está morto espiritualmente. “E vos vivificou (feito a viver),
estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso
deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos
da desobediência...” Efe 2.1-6 e Cl 2.13.
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Perdidos ou Achados? O homem sem Cristo está perdido. Paulo disse que os crentes “noutro
tempo” (antes de serem crentes) estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel...
não tendo esperança, e sem Deus no mundo,” Ef 2.11-13. Estavam “longe” de Deus, mas
agora por Cristo chegaram “perto.” Jesus veio para buscar e salvar o que estava perdido.
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido, Lc 19.10. “Porque o
Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido” Mt 18.11. Jesus morreu para todos que
estavam perdidos. “Se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos,
para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou” II Co 5.14-15. Nós que cremos em Cristo somos salvos. Deus nos conhece. Ele nos
achou e não estamos perdidos mais. Somos como a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho
pródigo em Lucas 15.4,9,24. Jesus contou esta parábola para ensinar como devemos alegrar-
nos quando um pecador perdido é achado! Será que somente os eleitos estavam
perdidos? Nós devemos anunciar o evangelho a todos, e “se ainda o nosso evangelho está
encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os
entendimentos dos incrédulos...” II Co 4.3-4. O diabo cega os entendimentos dos perdidos
pois pertencem a ele e ao seu reino.
Sujos ou Lavados? O descrente está com muitas culpas perante e assim está sujo em Sua
presença. Paulo disse: “Porque também nós éramos noutro tempo (antes da conversão)
insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo
em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Tt 3.3. A nossa condição antes da
salvação se resume nesta palavra: sujo. Mas Deus, pela graça, nos lavou pela própria
regeneração e renovação do Espírito Santo, Tito 3.5. Nós “andávamos nos desejos da nossa
carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos,” Ef 2.3. Recebemos a “remissão dos
pecados”, Colossenses 1.14. Jesus “nos lavou dos nossos pecados,” Apocalipse 1.5. Por isso nós
renunciamos a “impiedade e as concupiscências mundanas” porque Deus nos “remiu de toda a
iniqüidade” ou sujeira imoral, Tito 2.12-14.
Escravos do pecado ou escravos de Cristo? Jesus disse: “Todo aquele que comete pecado é
servo (escravo) do pecado.” João 8.34. Os falsos profetas e ensinadores prometem liberdade
aos adeptos, mas eles próprios são escravos do pecado, “porque de quem alguém é vencido,
do tal faz-se também servo.” II Pe 2.19. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por
servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte,
ou da obediência para a justiça?” Romanos 6.16. “Porque, quando éreis servos do pecado,
estáveis livres da justiça, vs. 20. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará,” Jo 8.36.
Rm 6.14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei,
mas debaixo da graça.”
O reino das trevas e o reino de Deus. Como descrentes fazíamos parte deste mundo e do
reino de satanás chamado “a potestade das trevas.” Quando cremos, Deus nos tirou do reino
do diabo e nos transportou para o seu reino. Pertencemos a Cristo e o reino dele agora. “O
qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor...”
Colossenses 1.13. O nosso “príncipe” era o diabo. “Em que noutro tempo andastes segundo o
curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos
filhos da desobediência.” Efesios 2.2.
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No encontro de Jesus com Nicodemos que Jesus viu a necessidade de empregar várias
simbologias para explicar uma única verdade a Nicodemos. Como este não compreendeu o
primeiro, Jesus utilizou outro retrato para comunicar a necessidade de regeneração, e logo
outro. É necessário ressaltar que a salvação contém dois aspectos essenciais que logo se
mostram em várias polaridades.
É comum tratarmos mais o aspecto negativo (salvos de…), porém esse não é o quadro
completo. O resto do quadro ressalta tanto o compromisso do cristão como a promessa que
lhe é feita. Como nova criatura, o crente agora tem outra possibilidade de atividade, revestido
de um novo propósito e referencial. O quadro que se segue não pretende ser completo, mas
ilustrativo das conseqüências de vida da salvação.
Arrogância Humildade
Condenação Justificação
Derrota Vitória
Desconfiança Confiança (Fé)
Desesperança Esperança
Desobediência Obediência
Despreparo Estarmos preparados
Dominância Serviço
Escravidão Liberdade real
Falsidade (erro) Verdade
Falta de propósito (rumo) Missão
Ignorância Conhecer a Deus
Imagem deturpada (depravada) Semelhança de Deus
Impureza Purificação
Individualismo Comunhão com outros (Deus)
Inferno Céu
Infidelidade Fidelidade
Ira Recompensa
Legalismo Graça
Luta (conflito) Paz
Medo Confiança
Mortandade Regeneração
Morte Vida das eternidades
Ódio Amor
Pecado Boas obras
Reinar do ego Reinar de Deus
Separação de Deus Relacionamento com Deus
Sermos surpreendidos Sermos vigilantes
Trevas Luz
Vida infrutífera Fruto (produtividade)
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Capitulo IV
Jesus o cordeiro de Deus que foi morto ANTES da fundação do mundo. Apoc 13.8: Quando a
Bíblia diz que Jesus foi morto antes da fundação do mundo, não está querendo dizer, na
essência da palavra, que ele morreu antes da fundação do mundo. Por quê? Jesus morreu
aproximadamente há 2.000 atrás. O que a Bíblia está querendo dizer nessa passagem é que
havia um plano preparado antes da fundação do mundo para salvar o homem do inferno.
I. Antes da Criação: "No princípio. . . ." Volte comigo a este tempo. Não havia mundo, não
havia universo, não havia vida física, não havia substância física, e não havia tempo. A
eternidade não tem princípio nem fim. O que existia? Como foi que tudo o que conhecemos
chegou a existir? O que tudo isto significa?
Havia três seres em existência, que eram perenes como a própria eternidade: Jeová, o Verbo,
e o Espírito Santo. Estes Seres separados, não obstante, são um só em propósito, em virtude e
em divindade. Eles compõem tudo o que é Divino.
Em algum tempo não temos idéia de quando, ou por quê seres celestiais menores foram
criados. Lemos sobre as inumeráveis hostes de anjos (Apocalipse 5.11), de serafins (Isaías 6.2)
e querubins (Gênesis 3.24) e outras criaturas celestiais, ao redor do trono de Deus. Apocalipse
4. Em algum tempo, alguns destes seres celestiais cometeram pecado. II Pedro 2.4. Uma vez
mais, não sabemos a razão. Estes assuntos constituem as coisas encobertas, que pertencem a
Deus. Um local de punição, terrível além de nossa compreensão, foi preparado para estes
seres corrompidos. Mt 25.41. Foram entregues "a abismos de trevas, reservando-os para
juízo". II Pe 2.4. Estes seres celestiais são mais poderosos que o homem, mas, como seres
criados, são muito inferiores a Deus, o Criador.
Você imaginou o que as pessoas faziam quando pecavam, antes de Jesus morrer? Hoje temos
a promessa: "Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo, para perdoar os pecados e
nos purificar de toda a injustiça." I Jo 1.9. Agora podemos ser perdoados porque Jesus morreu
em nosso lugar e pagou o preço dos nossos pecados. Mas como homens e mulheres podiam
ser perdoados antes da cruz, quando Jesus ainda não tinha morrido?
Desde a queda do homem no Jardim do Édem, a base da salvação sempre foi à morte de
Cristo. Ninguém, mesmo antes da cruz ou desde a cruz, poderia ser salvo sem este
acontecimento indispensável na história do mundo. A morte de Cristo pagou a pena por
pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Velho Testamento e também de pecados
futuros, dos “santos” do Novo Testamento.
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Na verdade, assim que o homem pecou, Deus demonstrou pela primeira vez o Calvário. Foi
construído um altar sobre o qual um cordeiro foi sacrificado. Esse cordeiro representava a
Cristo.
Através dos séculos, cada vez que um animal inocente era sacrificado, apontava para o dia em
que o Filho inocente de Deus morreria no lugar do homem. Esse foi o preço do perdão. Como
o sacrifício de animais era incapaz de perdoar pecados e apenas apontavam para o verdadeiro
sacrifício, a condição para a salvação sempre foi à fé. O alvo da fé de alguém para a salvação
sempre foi Deus. Escreveu o salmista: “... bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”.
Sl 2.12. Gênesis 15.6 nos diz que Abraão creu em Deus e que isto foi suficiente para Deus
imputar-lhe isto por justiça. Rm 4.3-8.
Uma Cruz Levantada no Deserto: O povo de Israel, recém saído da escravidão, precisava de
uma comunicação simples e fácil para compreender o plano de Deus para a Salvação. Eles
precisavam de algo prático, que demonstrasse a terrível natureza do pecado de modo vivo.
Eles necessitavam de uma noção clara do elevado custo de nossa salvação. E foi o que Deus
fez. Ele ordenou: "E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo que Eu te
mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o
fareis." Êxodo 25.8,9.
Deus desejava estar com o Seu povo, para isso era necessário um santuário. O santuário
deveria ser um templo portátil que pudesse ser montado no deserto e transportado enquanto
viajassem. Deus mostraria a Moisés um padrão, e daria a ele instruções detalhadas sobre a
construção e a mobília. “... Moisés divinamente foi avisado... olha, faze tudo conforme o
modelo que no monte se te mostrou." Hb 8.5. Essa réplica (do verdadeiro santuário no Céu)
seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus
para a salvação da humanidade.
"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de
sangue não há remissão." Hebreus 9.22. Isso significa que sem derramamento de sangue não
há perdão, nem para o povo de Israel no passado, nem para nós hoje. O perdão é a coisa mais
preciosa do Universo, pois custou a vida do Filho de Deus. Era isso o que a morte do cordeiro
queria dizer. O substituto inocente, sacrificado no altar, demonstrava a fé do pecador no
inocente Cordeiro de Deus, Jesus, que um dia morreria em seu lugar.
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Portanto, o sistema sacrificial do Velho Testamento não tirava o pecado, como claramente
ensina Hebreus 9.1-10; 10.4, mas apontava para o dia em que o Filho de Deus verteria Seu
sangue pela pecaminosa raça humana. O que mudou através das gerações foi o conteúdo da
fé do crente. A exigência de Deus sobre o alvo da fé se baseia na quantidade de revelação que
Ele deu, até determinado momento, à humanidade. A isto se chama revelação progressiva.
Adão cria na promessa dada por Deus em Gênesis 3.15, que a Semente da mulher conquistaria
Satanás. Adão Nele creu, demonstrado pelo nome que deu a Eva (Gn 3.20) e o Senhor indicou
Sua aceitação imediatamente, cobrindo-os com túnicas de peles. Gn 3.21. Naquele momento,
era tudo que Adão sabia, mas nisto ele creu. Abraão creu em Deus de acordo com as
promessas e novas revelações a ele dadas por Deus em Gênesis 12 e 15. Antes de Moisés,
nenhuma Escritura existia, mas a humanidade foi responsável pelo que Deus tinha revelado.
Através do Velho Testamento, os crentes eram salvos porque criam que Deus iria, um dia,
tomar conta deste problema, o pecado.
Um outro aspecto importante que encontramos neste período são os Pactos de Deus: A
despeito da rebelião da humanidade contra Deus, Seu grande amor foi revelado em Seu
propósito de abençoar a humanidade, que foi feito conhecido em Sua promessa redentora,
após a queda, de que esmagaria a cabeça da serpente com a semente da mulher. Gênesis 3.15.
Deus, então, começou a implementar este plano de redenção, por meio de pactos, para
misericordiosamente fazer com que a humanidade volte-se à comunhão da vida divina e à
glória que Ele originalmente intentou para nós.
A essência do pacto entre Deus e o homem é "Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo".
A natureza revelatória progressiva dos pactos com Noé, Abraão, Moisés e Davi lançou o
fundamento do pacto para a culminação da obra redentora de Deus em Seu novo concerto
em Cristo. Estes pactos sucessivos da Escritura formam uma unidade.
O pacto probatório da vida pelo qual o homem devia guardar os mandamentos de Deus
perfeitamente foi cumprido e consumado de uma vez por todas por Cristo, Deus em carne. No
pacto da graça os eleitos de Deus recebem a satisfação de Cristo pela fé. Dessa forma, a nação
de Israel compartilha de uma função primária na auto-revelação de Deus na história
redentora. É a revelação progressiva através de todo o Antigo Testamento que provê a
estrutura crucial para o entendimento da completa auto-revelação de Deus através de Jesus
Cristo.
1. Adão e Eva: Ilustrando que a salvação nos veste. Gn 3.21; Zc 3.1-5; Apoc 3.5,18
2. Caim e Abel: Ilustrando que a salvação [o sangue] garante aceitação. Gn 4.4; Ef 1.6
3. Abraão e Isaque: A salvação provê um substituto aceitável. Gn 22.12-14; Is 53.4-6
4. A Arca e a Páscoa: Ilustrando que a salvação protege da ira divina. Gn 7.1; Êx 12.23
5. O Tabernáculo: Ilustrando que a salvação restaura a comunhão. Êx 25.22; Sl 23.3
6. O Maná e a Rocha ferida: Ilustrando que a salvação Satisfaz. Êx 16.14; 17.6; Sl 103.5
7. A Serpente de bronze: Ilustrando que a salvação nos cura. Nm 21.9; Jo 3.14
8. Naamã: ilustrando que a salvação nos limpa. II Rs 5.1-14; Sl 51.7
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III. No Novo Testamento
O Plano de Salvação consolidado na Plenitude dos Tempos: Mas vindo a PLENITUDE DOS
TEMPOS, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para REMIR os que
estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a ADOÇAO DE FILHOS, Gl 4.4,5.
Jesus veio na plenitude dos tempos (momento certo), ou seja, no momento em que o mundo
estava no auge do seu progresso; havia um só governo (romano), um só governante
(imperador), uma moeda comum, uma língua comum (grego koyné), uma cultura
predominante (grega), estradas que ligavam o mundo a Roma e etc. Gálatas 4.4-6 mostra que
nada ocorreu "por acidente". Quando Deus operou a "plenitude dos tempos", isto é, quando
cada detalhe e cada condição estavam preparados para a missão do Messias - Jesus Cristo, Ele
veio ao mundo, exatamente como estava profetizado desde Gênesis 3.15.
Deus escolheu um povo, depois a casa de Davi e depois uma família abençoada (José e Maria)
para que, por obra do Espírito Santo, Jesus viesse a nascer. O nascimento virginal de Jesus
Cristo, um milagre muito contestado por teólogos modernistas, mas claramente registrado
nas Escrituras (Is 7.14 e Mt 1.23), explica a ausência do pecado original em Cristo, ao mesmo
tempo em que estabelece Sua humanidade desde a formação no ventre de Maria.
O Cordeiro de Deus
Portanto, quando Ele vem ao mundo afirma: Sacrifícios e ofertas não quisestes, mas um corpo
Tu Me preparaste… Então disse Eu, Olha, Eu venho (no conteúdo do livro está escrito sobre
Mim) para fazer a Tua vontade Ó Deus… Por cuja vontade somos santificados de uma vez
para sempre, pela oferta do corpo de Jesus Cristo”. Hb 10.4-5,7,10. A lei espiritual que diz que
“sem o derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22 e Levítico 17.11), foi ditada a
Israel 1 500 anos antes da vinda do Messias. Há um verdadeiro rio de sangue de sacrifícios, que
corre por todo o Antigo Testamento. Examine I Reis 8 para ver os sacrifícios oferecidos em
apenas um dia. Mas isto não era suficiente. O sangue de touros e bodes jamais poderia ter
valor suficiente para pagar a fraqueza da humanidade. Hb 10.4.
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Soteriologia
Todos estes sacrifícios eram apenas indícios, que apontavam para a morte do Cordeiro de
Deus, quando o tempo próprio chegasse. Foi João Batista que anunciou a vinda do Cordeiro:
“Olhai, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1.29. Jesus fez o sacrifício final,
pelo qual pôs termo a todos os repetidos e incompletos sacrifícios do Velho Testamento:
“(Cristo) não precisava fazer, como os sumos sacerdotes faziam diariamente, sacrifícios
primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo; pois Ele o fez uma
única vez, quando Se ofereceu a Si próprio”. Hebreus 7.27.
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Capitulo V
I. Autoria
Ao contrário do que muitos pensam, não foi João Calvino quem escreveu “Os Cinco Pontos do
Calvinismo”. Talvez algumas pessoas ficarão impressionadas com esta afirmação. No entanto,
a magna pergunta que se faz é: Se não foi Calvino, quem foi então? “Estes cinco pontos foram
formulados pelo Sínodo de Dort, Sínodo este convocado pelos estados Gerais (da Holanda) e
composto por um grupo de 84 Teólogos e 18 representantes seculares, entre esses estavam
27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e outros países da Europa reunidos em 154
Sessões, desde 13 de novembro de 16 18 até maio de 1619”. Portanto, peca por ignorância
quem afirma ser João Calvino o autor destes cinco pontos, porque na verdade, a afirmação
correta é que estes “pontos” foram fundamentados tão somente nas doutrinas ensinadas por
ele. Aliás, este sistema doutrinário, se assim podemos chamá-lo, foi elaborado somente 54
anos após a morte do grande reformador (1509-1564). Porém, têm sido, desde então,
conhecidos como “os cinco pontos do Calvinismo”.
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III. A Teologia Calvinista e a Salvação
Na eternidade passada, Deus escolheu um certo número de criaturas caídas para serem
reconciliadas com ele mesmo. No tempo oportuno, Cristo veio para salvar os escolhidos. O
Espírito Santo ilumina os eleitos para que possam crer no Evangelho e receber a salvação. A
salvação pode ser resumida nos Cinco pontos do Calvinismo. No entanto sua visão não se
restringe a este cincos pontos, é tão somente o fundamento dos ensinos de João Calvino.
O Calvinismo entende que depois da queda, o homem não tem mais livre arbítrio. Ele
continua responsável, pois o estado de pecado em que se encontra foi decorrente da sua livre
decisão no Éden. Mas agora, em estado de pecado, a vontade do homem foi escravizada pelo
pecado que o cegou, impedindo-o de discernir e consequentemente decidir positivamente,
por si mesmo, em questões espirituais vitais para a salvação. Entende que a corrupção
espiritual produzida pela queda foi tal que, espiritualmente falando, o homem está morto nos
seus delitos e pecados. Assim, para o calvinista, o homem não precisa apenas de justificação,
mas de vivificação; ele precisa ser primeiro regenerado pelo Espírito Santo de Deus, para que,
então, possa ser convencido do pecado e se arrependa, e seja iluminado para crer no
evangelho da salvação. Para os calvinistas, a queda foi realmente uma queda e não um
tropeço, ou um escorregão sem maiores conseqüências.
O calvinismo crê na escolha divina de certos indivíduos para a salvação, antes da fundação do
mundo, repousou tão somente na Sua soberana vontade. A escolha de determinados
pecadores feita por Deus não foi baseada em qualquer resposta ou obediência prevista da
parte destes, tal como fé ou arrependimento. Pelo contrário, é Deus quem dá a fé e o
arrependimento a cada pessoa a quem Ele escolheu. Esses atos são o resultado e não a causa
da escolha divina. A eleição, portanto, não foi determinada nem condicionada por qualquer
qualidade ou ato previsto no homem. Aqueles a quem Deus soberanamente elegeu, Ele os
traz, através do poder do Espírito, a uma voluntária aceitação de Cristo. Desta forma, a causa
última da salvação não é a escolha que o pecador faz de Cristo, mas a escolha que Deus faz do
pecador.
O calvinismo crê na expiação limitada de Cristo. Isto não quer dizer que a expiação de Cristo
não seja suficiente para a salvação do mundo inteiro; mas que foi eficiente apenas para a
salvação dos eleitos, pois este foi o seu propósito. Ou seja, Cristo morreu na cruz, não apenas
potencialmente, mas em substituição verdadeira e individual aos eleitos. O calvinismo não
entende que Cristo veio ao mundo apenas para possibilitar a redenção (de todos), mas para
efetivamente redimir (os eleitos) através da sua morte vicária e expiatória na cruz. A expiação
não é potencial e geral, mas objetiva e pessoal.
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4. Irresistible Grace ( )
5. Perseverance of Saints ( )
Os calvinistas crêem que a mesma graça de Deus que os salvou, agirá eficazmente nas suas
vidas, de modo que não poderão cair total e finalmente da graça de Deus. O calvinista crê que
a justificação, a regeneração e a adoção são obras irreversíveis; que já não pode mais haver
condenação para os que estão em Cristo Jesus. Crê que, visto que Deus começou a obra,
haverá de completá-la; e que não há justificado que não será glorificado. Isso não quer dizer,
entretanto, que o salvo não mais cometa pecado; mas que Deus, sendo fiel, não permitirá que
seus eleitos sejam tentados além das suas forças e que lhes concederá o auxílio necessário a
fim de que possam resistir às tentações, e não venham jamais a se apartar definitivamente da
graça de Deus.
Segundo Kuyper, “a vida que o Calvinismo tem pleiteado e tem selado, não com lápis e pincel
no estúdio, mas com seu melhor sangue na estaca e no campo de batalha”. A força prática da
teologia reformada não está simplesmente em seu vigor e capacidade de influenciar
intelectualmente os homens, mas no que tem produzido na vida de milhões de pessoas,
conduzindo-as, em submissão ao Espírito, à fidelidade bíblica e a uma ética que se paute pelas
Escrituras. A grande contribuição do Calvinismo não se restringe aos manuais das mais
variadas áreas do saber, mas, estende-se à integralidade da vida dos discípulos de Cristo que
seguem esta perspectiva.
Calvino, com sua vida e ensinamentos, contribuiu para forjar um tipo novo de homem: “O
reformado”, que vive no tempo, a plenitude do seu tempo para a glória de Deus! Portanto, “O
verdadeiro discípulo de Calvino só tem um caminho a seguir: não obedecer ao próprio Calvino,
mas Àquele que era o mestre de Calvino”.
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Capitulo VI
O Arminiano crê que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes
que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana
que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que,
pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem
na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os
costumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do
Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.
O Arminiano crê que Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos
homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos
pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.
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III. A fé é um dom da graça de Deus
O Arminiano crê que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua
própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si
mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom
tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em
Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento,
afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender,
pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus. Jo 15.5.
O Arminiano crê que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de
modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem,
nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que
desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o
bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em
Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de
muitos que eles resistiram ao Espírito Santo. At 7.
O Arminiano crê que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que
assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de
poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória;
sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de
Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas
mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam
seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por
nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo. Jo
10.28. Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer
o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se
afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e
de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas
Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.
O Homem pode Cair da Graça – O arminianismo conclui, muito logicamente, que o homem,
sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua
própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de
atitude para com Cristo, rejeitando-o! (alguns arminianos acrescentariam que o homem pode
perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado). Esta possibilidade de
perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos
seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode
tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva
de novo”. Tudo depende de sua continua volição positiva até à morte!.
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Capitulo VII
O Calvinismo recebeu este nome por causa de John Calvin (João Calvino), teólogo francês que
viveu de 1509 a 1564. O Arminianismo recebeu este nome por causa de Jacobus Arminius,
teólogo holandês que viveu de 1560 a 1609.
O Calvinismo e o Arminianismo são dois sistemas teológicos que tentam explicar a relação
entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana em relação à salvação. Os dois
sistemas podem ser resumidos em cinco pontos. O Calvinismo defende a “depravação total”,
enquanto o Arminianismo defende a “depravação parcial”. Segundo a “depravação total”,
cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, e por isso, os seres humanos são
incapazes de vir a Deus por iniciativa própria. A “depravação parcial” defende que cada
aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, mas não ao ponto de fazer que os
homens sejam incapazes de colocar sua fé em Deus por iniciativa própria.
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O Calvinismo defende a “eleição incondicional”, enquanto o Arminianismo defende a “eleição
condicional”. A “eleição incondicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado
inteiramente em Sua vontade, e não em nada que seja inerente à pessoa. A “eleição
condicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado em sua pré-ciência de
quem crerá em Cristo para a salvação.
Portanto, neste debate entre Calvinismo e Arminianismo, quem está correto? É interessante
notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e
Arminianismo. Há quem apóie cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e
ao mesmo tempo, há quem apóie apenas três pontos do Calvinismo e dois pontos do
Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões. No final, é nossa
visão que os dois sistemas falham por tentar explicar o inexplicável. Os seres humanos são
incapazes de compreender totalmente um conceito como este. Sim, Deus é absolutamente
soberano e de tudo sabe. Sim, os seres humanos são chamados a fazer uma decisão genuína a
colocar sua fé em Cristo para a salvação. Estes dois fatos parecem contraditórios para nós,
mas na mente de Deus, fazem completo sentido.
Deus não manda Seu povo escolher entre Calvinismo ou Arminianismo! A Bíblia diz “Examinai
tudo. Retende o bem”. I Ts 5.21. A Bíblia mesma é o teste da verdade, não a teologia
sistemática de alguém. Tenho o direito e a responsabilidade de testar cada teologia pela
Bíblia e tenho a liberdade diante do Senhor de rejeitar qualquer parte ou até tudo dessa
teologia. Não preciso escolher entre teologias humanas. Eu posso ficar firme exclusivamente
com a Bíblia mesma. Ela é a única autoridade para a fé e a prática. O cristão não precisa seguir
o Calvinismo ou Arminianismo. A idéia de que se não for Calvinista, com certeza é um
Arminiano, não procede. Na verdade, particularmente sempre estou examinando as várias
teologias com as Escrituras, e nunca concordei inteiramente com alguma teologia humana e
também louvo a Deus de não estar debaixo de alguma obrigação divina de seguir o
Calvinismo ou o Arminianismo.
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Pontos positivos do Calvinismo
Apesar de eu não concordar com a teologia calvinista, preciso admitir que há muitas coisas
boas a respeito do Calvinismo, especialmente quando contrastado com a teologia e o
evangelismo raso, focalizada no homem, que está tão popular hoje em dia. Quatro coisas
logo vêm à mente:
1. O Calvinismo exalta Deus como o único Autor de salvação e dá glória somente para Ele.
Neste assunto, o Calvinismo está correto e perfeitamente bíblico e acerta bem no alvo. Não
tem salvação à não ser em Deus. Não há nada de bom no homem e não há nada que ele possa
fazer para obter a sua salvação. Precisa ser inteiramente de Deus. Se não fosse pela
misericórdia e a graça de Deus que providenciou salvação em Cristo e atraiu homens para essa
salvação, convencendo-os e iluminando-os e concedendo-lhes fé e arrependimento (que são
ambas dádivas de Deus), ninguém seria salvo. Toda glória a Deus.
2. O Calvinismo faz o homem humilde e não lhe dá parte nenhuma na salvação e nada
para se glorificar.
Isso é a outra parte do ponto prévio, e nisso o Calvinismo está seguindo perfeitamente as
Escrituras. A Bíblia não dá razão nenhuma para o homem se gloriar. Salvação é uma coisa
inteira de Deus e nada do homem. Romanos 4.2 diz que se a salvação de Abraão não fosse
inteira de Deus, ele teria alguma coisa para se gloriar, mas isso claramente não é possível já
que nenhum homem pode em momento algum se gloriar de coisa alguma diante de um Deus
três vezes santo. Até a justiça do homem, as melhores ações dele, não passam de imundícia
diante de Deus. Is 64.6.
O Calvinismo promete uma segurança eterna ao crente, porque sabe que (1) salvação é inteira
de Deus e assim não depende de algum modo das obras do homem, sejam elas boas ou más,
(2) Deus elegeu e ordenou a pessoa salva para uma herança gloriosa e eterna, e (3) os salvos
perseveram na fé através da obra efetiva e a moradia do Espírito Santo. Nisso [o Calvinismo]
acerta bem no alvo.
O Calvinista sabe que a salvação produz uma mudança total na vida de uma pessoa, e nisso [o
Calvinismo] acerta bem no alvo. Uma “salvação” que não dá início a uma mudança de vida e
direção e pensamento e propósito não é uma salvação bíblica. É bom esclarecer que nem
todos os Calvinistas são iguais: É importante entender que existe uma grande variedade de
doutrinas e práticas no meio dos Calvinistas, e não considero, de forma alguma, um homem
como inimigo da verdade somente porque aceita parte da teologia calvinista.
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O livro de Iain Murray "Spurgeon vs. Hyper
Calvinists: The Battle for Gospel Preaching"
(Spurgeon Contra Hiper Calvinistas: a Batalha da
Pregação da Palavra) (Edinburgh, Banner of Truth
Trust, 1995) descreve de modo excelente as
diferenças entre os Calvinistas. Existem Calvinistas
ganhadores de almas, Calvinistas com muito zelo
evangelístico e missionário; e existem Calvinistas
que condenam estas coisas. Alguns interpretam o
Calvinismo de tal maneira que não acreditam em
oferecer salvação a todos os pecadores; até mesmo
não acreditam que Deus ama a todos os homens.
“E então? Tentaremos colocar um outro sentido no texto do que já tem? Penso que não.
Precisa-se, para a maioria de vocês, conhecer o método comum com qual os nossos amigos
Calvinistas mais velhos lidaram com esse texto. ‘Todos os homens,’ dizem eles, ‘quer dizer,
alguns homens’: como se o Espírito Santo não poderia ter falado ‘alguns homens’ se quisesse
falar alguns homens. ‘Todos os homens,’ dizem eles; ‘quer dizer, alguns de todos os tipos de
homens’: como se o Senhor não poderia ter falado ‘Todo tipo de homem’ se quisesse falar
isto. O Espírito Santo através do apóstolo escreveu ‘todos os homens,’ e sem dúvida quer
dizer todos os homens. Estava lendo agora mesmo uma exposição de um doutor muito apto o
qual explica o texto de tal forma que muda o sentido; ele aplica dinamite gramatical no texto,
e explode o texto expondo-o … O meu amor pela consistência com as minhas próprias
doutrinas não é de tal tamanho para me autorizar a alterar conscientemente um só texto da
Escritura. Respeito grandemente a ortodoxia, mas a minha reverência para a inspiração é bem
maior. Prefiro aparecer cem vezes ser inconsistente comigo mesmo do que ser inconsistente
com a palavra de Deus” (C.H. Spurgeon, Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1 Timothy 2.3,4, vol.
26, pp. 49-52).
Em alguns assuntos, Charles Spurgeon era um Calvinista, mas ele era muito mais do que um
Calvinista; ele era um Biblicista. Fala-se a respeito de Spurgeon, que se você desse uma furada
nele, até o sangue dele era “bibliano.” Ele amava teologia e estudou teologia com diligência,
mas a coisa mais importante é que ele tinha uma fé de criança em tudo o que a Bíblia fala e
não admitiu que alguma teologia humana revirasse um ensinamento claro das Escrituras.
E mesmo se Spurgeon pode ser considerado como Calvinista, ao mesmo tempo ele era um
grande evangelista e acreditou que se podia oferecer a salvação a todos os homens. Spurgeon
pensava que mais pecadores poderiam ser salvos se o evangelho fosse pregado para [mais de]
eles, e ele não tentou reconciliar tal ponto de vista com a eleição de Deus. Ele pensava que a
sua responsabilidade era de pregar o evangelho para o maior número de pecadores possível.
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Ele acreditava que instrumentos como a oração poderiam resultar em uma maior ceifa de
almas. Ele tinha reuniões de oração antes dos cultos, e toda segunda-feira à noite, e também
em outras ocasiões. Às vezes, quando o auditório do Metropolitan Tabernacle estava cheio,
um grupo ficaria na sala de oração de baixo para orar durante a pregação (informação recebida
por e-mail da Sra. Hannah Wyncoll, Assistente Administrativa, Metropolitan Tabernacle, June 2,
2000).
Spurgeon gostava de ganhar almas e ensinou as suas ovelhas a serem ganhadoras de almas.
O seu famoso livro The Soul Winner ("O Ganhador de Almas") continua sendo impresso. Havia
alguns na igreja de Spurgeon que “fizeram sua a tarefa especial de ‘olhar para almas’ na nossa
grande congregação, e de tentar levar a uma decisão imediata aqueles que aparentemente
foram impressionados pela pregação da Palavra. [Nota do Irmão Cloud: Observa-se a palavra
“decisão” na descrição que Spurgeon dá destes ganhadores de almas!].
Um irmão ganhou para si o título de meu [de Spurgeon] cão de caça, porque sempre está
pronto a pegar as aves feridas. Uma segunda-feira à noite, numa reunião de oração, ele estava
sentado ao meu lado no palco; de repente senti a sua falta, e agora o vi do outro lado do
prédio. Depois da reunião, perguntei-lhe porque ele saiu tão rápido, e ele falou que o gás
iluminava o rosto de uma mulher na congregação, e ela tinha um olhar tão triste que ele deu
volta, foi sentar do lado dela, pronto para falar sobre o Salvador depois do culto” (C.H.
Spurgeon, The Full Harvest, p. 76). Assim, vemos que Charles Spurgeon era um homem muito
zeloso para ganhar almas, e o seu Calvinismo e suas convicções sobre a soberania de Deus
não impediram isso de modo nenhum.
Portanto, para muitos Calvinistas da sua época, Spurgeon era um cara absurdo! Isso nos
lembra que há vários tipos de Calvinistas e não seria sábio considerá-los todos da mesma
forma.
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Capitulo VIII
A Doutrina da Eleição
Ao estudarmos o assunto da eleição não podemos perder de vista que estamos perante um
dos temas mais profundos das escrituras e um dos que mais se aproximam dos fundamentos
dos propósitos Divinos. Pensamos que poucas coisas terão sido idealizadas por Deus antes
da eleição e que esta é mesmo um dos fundamentos dos Seus desígnios eternos. Como tudo o
que se relaciona com os desígnios de Deus, entendemos que é essencial à compreensão deste
assunto dominar e saber aplicar o plano dispensacional. Cremos mesmo que muita da
confusão que hoje existe à volta deste assunto, e de muitos outros, deriva diretamente da
incompreensão, e muitas vezes desprezo, pelos desígnios de Deus com as sua épocas, “os
tempos e estações” (I Ts 5.1), tal como encontramos nas Escrituras Sagradas. Só a distinção
clara do plano de Deus para Israel e para a Igreja Corpo de Cristo nos abrirá o horizonte
relativamente a este assunto. Não ignoramos, no entanto a sua profundidade, conscientes de
que ao analisá-lo estamos a nos abeirar dos desígnios eternos de Deus pensados na
eternidade passada.
Quem são os Eleitos? Ao contrário do que é freqüente ouvirmos não reconhecemos nas
Escrituras a eleição de pessoas salvas em detrimento dos perdidos. Convém lembrar que a
eleição remonta à eternidade passada e que nada tem a ver com a salvação das almas pois
quanto a isso a vontade de Deus é muito clara.
O que acreditamos ser claro nas Escrituras é a eleição de dois povos, ao que chamamos de
eleição corporativa. De fato o que o Senhor elegeu foi Israel como povo com uma vocação
terrena para dar resposta ao problema do pecado na terra, e um povo com uma vocação
celestial para dar resposta ao problema do pecado no céu.
Israel: Todos reconhecem a chamada enquanto povo da nação terrena do Senhor. Salomão e
Paulo confirmam a eleição de Israel. I Rs 3.8; Rm 11.28. Não sabemos quando foi decretada a
eleição de Israel, mas não custará a crer que aconteceu junto com os demais desígnios
Divinos, tanto mais que em Efésios 3.11 estes são chamados no singular como “eterno
propósito”.
No entanto é de referir que tudo quanto diz respeito a Israel tem como referencia a “fundação
do mundo”. Certamente que isto está relacionado com a vocação terrena do povo, cuja
existência é temporária e limitada a este mundo. Quando Abraão foi chamado, Deus disse-lhe
que faria dele uma grande nação, e que daria a terra de Canaã à sua semente. Depois quando
olhamos um pouco mais para aquilo que Deus deu a Israel, vemos que todas as bênçãos que
eles receberam eram exclusivamente em relação a terra. Eles seriam felizes na terra, livres
dos seus inimigos, abençoados com uma boa colheita, abençoados no seu amassar do pão, o
seu gado, as suas vinhas, os seus ventres. Tudo de bom que Deus podia dar ao homem na
terra Ele prometeu a Israel, desde que atentassem para as Suas palavras.
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A Igreja: Ao contrário de Israel a eleição da Igreja está claramente referenciada à eternidade
passada “... elegeu nele antes da fundação do mundo” e diz respeito a uma vocação
exclusivamente celestial. Esta tal com o próprio céu de Deus permanecerá eternamente. No
entanto se quanto a Israel ninguém tem dúvidas a respeito da sua eleição enquanto povo, a
respeito da Igreja da presente dispensação muitos se levantam esquecendo as palavras do
apóstolo a Tito 2.14 “...povo especial, zeloso de boas obras” ou ainda II Coríntios 6.16 “E que
consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente,
como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o
meu povo.”, ou até Romanos 9.25 “Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que
não era meu povo; E amada à que não era amada”, para falar de uma eleição individual em
detrimento de outros. De fato Deus nunca elegeu ninguém em detrimento de outros, mas
mais uma vez elegeu um povo, mas este ao contrário de Israel com vocação para o céu, para a
presença de Deus.
Tal como em Israel, a vocação da Igreja nada tem a ver com a salvação das almas. Estes povos
foram eleitos ou escolhidos “para” cumprirem com “a vocação para que foram chamados”.
Assim a vocação celestial da Igreja implica que sejamos dotados de características celestiais e
não terrenas. Desde a vida do crente à sua relação com Deus, passando pela sua esperança e
herança, tudo aponta para as regiões celestiais. A eleição da Igreja, também chamada de
“eleição da graça”, tem também uma componente prática e o apóstolo dos gentios,
corroborado por Pedro, associa a nossa vida prática ao caráter da nossa eleição (celestial). Cl
3.12; II Pe 1.10.
No entanto podemos questionar: não são os crentes chamados de eleitos? Sim, e muito
naturalmente, no entanto isso não é um adjetivo do crente, mas um título. Apoc 17.14. É o
mesmo que um membro do povo do Brasil ter o título de brasileiro. Um membro de um povo
eleito é um eleito não porque Deus o tenha escolhido de uma forma individual mas porque
pertence ao povo eleito.
Vocação da Igreja: Convém começar destacar que este assunto da vocação da igreja é
vastíssimo sendo em si mesmo o tema que o apóstolo Paulo desenvolve ao longo das suas
epístolas. Entendemos no entanto que é importante abordá-lo neste momento, ainda que
abreviadamente.
A vocação da Igreja Corpo de Cristo, tal como tudo o que lhe diz respeito, é celestial e
espiritual: “Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial...” Hb 3.1.
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Tudo o que diz respeito à igreja diz respeito ao céu e ao plano de Deus para ele. Hoje os
crentes devem viver com o seu olhar fixo nele, andando e buscando as coisas próprias do céu e
não as da vocação terrena: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são
de cima” – celestiais – “onde Cristo está assentado à destra de Deus”. Cl 3.1. É por causa disto
que as bênçãos, por exemplo, ao dispor dos crentes hoje são por naturezas celestiais e
espirituais: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com
todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3) – as coisas terrenas como
os bens materiais, saúde, e outras, são conseqüências da primazia do reino de Deus e sua
justiça. Mt 6.33.
Todos os aspectos da vida prática dos crentes devem ser caracterizados pela natureza da
nossa vocação, sendo que muitos dos desvios verificados na vida de crentes sinceros advêm
da incompreensão da sua vocação, vivendo de acordo com práticas e comportamentos
pertencentes à vocação terrena de Israel. Isto é tanto mais importante quanto afeta não só o
nosso dia a dia como também a forma como nos relacionamos com Deus pela oração e
adoração. É freqüente vermos crentes a orarem segundo os modelos que encontramos nos
evangelhos com petições que só a ação do Espírito para as aperfeiçoar é que poderá fazer com
que façam algum sentido aos ouvidos de Deus. Até mesmo a forma como nos reunimos para
cultuar o Senhor depende da compreensão e prática da nossa vocação, caso contrário adorá-
lO-emos não com “salmos, hinos e cânticos espirituais” mas com manifestações físicas como
acontecia no tempo do povo terreno do Senhor.
Notemos ainda que, tal como verificamos com a eleição, também a Vocação dos povos eleitos
é, nas suas particularidades, um ato soberano de Deus não dependente o êxito ou fracasso
humano: Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Fl.
3.14. Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas
segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos
dos séculos. Tt 1.9. Analisemos as particularidades da nossa vocação:
A Essência da Vocação
Cristo é a “plenitude daquele que cumpre tudo em todos” e o fundamento, “a principal pedra
de esquina”, do “propósito eterno de Deus”. Ele é essência de tudo e também da Vocação
celestial da Igreja. Principalmente sobre a perspectiva da Cruz, elemento fundamental dos
ensinos da Graça, Cristo manifesta Deus sob aspectos nunca antes conhecidos. Seja a
intimidade de Deus nas Suas pessoas Divinas, seja a Sua Graça, riquíssima misericórdia ou
multiforme sabedoria. Ef 2.4-9; 3.10. A igreja corpo de Cristo é o instrumento por meio do
qual Cristo se revela aos homens
Por isso compreendemos a pretensão de Deus na chamada de Igreja: “Para louvor e glória da
Sua graça”. Ef 1.6. A igreja é um povo essencialmente de adoradores que exercerão essa
função de modo particular no céu; mas já neste mundo o Senhor espera vidas de adoração em
cada crente. Fomos salvos para ser o “louvor e glória da Sua graça” e não devemos esperar
pela eternidade antes devemos procurar viver desde este mundo uma vida que soe ao Senhor
como um louvor verdadeiro e sincero.
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O Caráter: Santos e Irrepreensíveis
Este é o caráter da igreja aos olhos de Deus, um caráter digno do céu. Para a Sua presença o
Senhor não espera menos do que isto: “santos e irrepreensíveis”. O povo celestial de Deus, a
igreja corpo de Cristo, destina-se a viver no céu pelo que o seu caráter tem que estar de
acordo com a presença do Senhor. Notemos que esta particularidade, exclusiva da Igreja, não
está dependente da vida terrena dos crentes, mas da deliberação soberana de Deus: “Prossigo
para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Fl 3.14. Foi Deus
quem decidiu e que materializará esta obra, no céu. Hoje todo o crente está posicionalmente,
sentado à “destra de Deus” e nesse lugar somos “santos e irrepreensíveis”, embora na prática
vivamos quase sempre longe deste elevado estatuto. Mas “ausente do corpo, presente com o
Senhor” o crente entra no gozo pleno da sua vocação sendo tudo aquilo que o Senhor
determinou para ele, no céu.
A Filiação
Uma das novidades introduzidas pela nova vocação da Igreja foi à alteração dos laços que
relacionam os crentes com Deus. Nunca como agora os crentes tiveram uma relação tão
estreita com o Senhor. Na antiga Vocação os crentes nunca foram chamados de filhos de
Deus, antes esse titulo era geralmente atribuído aos anjos. Gn 6.4; Jó 1.6; 2.1. No entanto na
presente vocação os crentes têm um novo estatuto: “E nos predestinou para filhos por adoção
por Cristo Jesus, para Si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade,”. Ef 1.5. Numa
manifestação clara da graça de Deus O Senhor fez de nós filhos de Deus, “não se
envergonhando de nos chamar irmãos”. Hb 2.11. Deus assume agora uma nova relação com
os crentes, de “Deus e Pai”, abrindo-nos portas para uma vida prática de íntima comunhão
com Ele.
Mas mais que isso. Os crentes da vocação celestial aos serem feitos, por decreto soberano de
Deus, “filhos por adoção” são ainda integrados na “Família de Deus”. Ef 2.19. Deus abriu
definitivamente as portas da Sua casa celestial permitindo que homens pecadores, mas salvos
pela Sua graça sejam aceites como membros da Sua família, não numa relação de parentes
afastados, mas na relação mais estreita da família: filhos. E ainda que sejamos “filhos por
adoção” não perdemos por isso qualquer privilégio, devido ao fato de nossa filiação ser
baseada no sangue derramado pelo Senhor Jesus Cristo na cruz. Podemos mesmo dizer, com
toda a reverencia, que temos verdadeira uma relação de sangue com Deus. Como podemos
ver isto é a graça superabundante de Deus que se compadeceu de homens miseráveis como
nós para nos transformar no que de mais sublime pudéssemos imaginar.
O Corpo
Não menos surpreendente é o papel que o corpo físico dos crentes tem na presente vocação
da Igreja. Obviamente a vocação celestial da Igreja, e dos seus membros, pouco tem a ver
com o caráter físico do homem. Tornou-se por isso necessário que Deus trabalhasse no corpo.
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Este trabalho, também exclusivo da dispensação da graça, tem dois aspectos distintos:
A Cidadania
A política que nos deve interessar deve ser a política celestial, as bênçãos que devemos
almejar devem ser as do céu, no qual está todo o nosso futuro. Isto deve ter uma influência
decisiva sobre a nossa vida, conforme demonstra o contexto de Filipenses 3.20: o contraste da
vida “cujo Deus é o ventre” (Fl 3.19) – o materialismo – é o céu “de onde esperamos o Salvador,
O nosso Senhor Jesus Cristo”. A vida de acordo com os valores celestiais é o modelo correto
para os dias em que vivemos, não somente por ser a melhor forma de contrariarmos o
desenfreamento deste mundo, mas porque essa é a nossa vocação, independentemente do
estado de degradação da humanidade. Somos exortados a buscar os valores celestiais, os
assuntos celestiais, a esperança celestial, a política celestial, em detrimento dos antigos
modelos da vocação terrena de Israel. Vivendo desta forma certamente seremos
“estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11.13) e “peregrinos e forasteiros”. I Pe 2.11.
Notemos ainda o significado e a clareza de Hebreus 11.14-16: Porque, os que isto dizem,
claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de
onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a
celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já
lhes preparou uma cidade. Esta “cidade está no céu” – é a nossa pátria relativa à qual somos
“concidadãos dos santos e da família de Deus”.
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A Herança
Poucas coisas nos deverão espantar mais do que a graça de Deus para conosco relativa à
herança que nos está reservada no céu: “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e
que não se pode murchar, guardada nos céus para vós”. I Pe 1.4. Temos uma herança
incontaminável e incorruptível enquanto povo, não dependente do resultado do que
individualmente obtivermos no “tribunal de Cristo”. Nesta condição somos “herdeiros de Deus
e co-herdeiros de Cristo,”. Rm 8.17. Sublime verdade. Quanto ultrapassa o nosso
entendimento o amor de Deus revelado em Cristo relativamente à vocação da Sua Igreja.
Como podemos nós, seres pecadores, depois de uma vida caracterizada por mais ou menos
pecados neste mundo, sermos abençoados com uma herança, nos céus, riquíssima, sendo-nos
atribuído tudo o que por direito próprio pertencia somente ao Senhor Jesus Cristo. “Herdeiros
de Deus e co-herdeiros de Cristo”. Nunca se tinha visto nada que se compare a isto.
O crente da “presente verdade” tem todos os motivos para ter esperança, para viver
esperançoso tanto no que se refere à sua vida com Deus ainda neste mundo como, e
particularmente, quanto à eternidade. Precisamos abrir os olhos do nosso entendimento para
ver e crer nestas verdades: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que
saiba qual seja a esperança de sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos
santos”. Ef 1.18. Ninguém é mais rico que o crente da presente dispensação, nem mesmo
aqueles a quem foi prometido por herança a Terra. O céu com o Senhor Jesus Cristo é muito
mais sublime, muito mais nobre e deleitável. Por isso a esperança dos crentes devia ser uma
só (Ef 4.4), e não como frequentemente acontece, crendo cada qual no que entender,
esperando cada coisas diferentes.
Futuro da Vocação
Depois do que temos visto até este momento entendemos que dificilmente alguém deixará
de notar uma clara diferença dos propósitos de Deus para a Igreja relativamente ao que
anteriormente era conhecido. As diferenças são imensas ao ponto de podermos mesmo dizer
que a Igreja está tão distante de Israel quanto o céu está da terra. Quase tudo o que diz
respeito à Igreja é único, desde a sua eleição “antes da fundação do mundo” até ao próprio
futuro. Se nunca se tinha visto nada semelhante à Igreja Corpo de Cristo no que se refere ao
passado e presente, ainda maiores vão ser as diferenças no que respeita ao futuro da vocação.
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Só o estudo atento da Palavra de Deus com um espírito aberto, reconhecendo a sabedoria que
o Senhor tem dado aos seus servos para compreenderem e ensinarem estes assuntos é que
nos poderá abrir e renovar o entendimento das particularidades da vocação terrena para o
deleite e vida prática da vocação celestial para que fomos chamados.
No entanto o arrebatamento da Igreja é apenas o começo do futuro que nos está reservado.
De fato depois de retirados deste mundo partiremos para o céu, para a nossa verdadeira
pátria. Uma vez em casa seremos tudo quanto o nosso Deus projetou para nós, entraremos na
posse da nossa posição e seremos na prática tudo o que hoje somos na posição em Cristo, à
mão direita de Deus. Como temos dito o céu é o nosso destino e está lá o nosso futuro. O
verdadeiro crente encontrará tudo o que busca no céu onde cumprirá uma função
importantíssima como adorador de Deus: “Para louvor e glória da Sua graça”. Ef 1.6. Seremos
plenamente o “louvor e glória da Sua graça” e a expressão física da “multiforme sabedoria de
Deus”.
A Eleição e a Salvação
Podemos inventar as desculpas que quisermos para fazermos passar esta versão errônea da
eleição, mas isso nunca a tornará coerente nem biblicamente lógica. Se há muitos que estão
irremediavelmente perdidos então porque morreu o Senhor “por todos os Homens”? Porque é
oferecida a salvação a “todos os homens”? O nosso bendito Deus, para além de todas as Suas
elevadíssimas virtudes, é um Deus extremamente coerente nunca se pondo em causa ou
contradizendo-se.
Como dissemos anteriormente a eleição é uma das maiores demonstrações da Graça ilimitada
de Deus que idealizou todo o seu plano soberano pensando na salvação de “todos os homens”.
Por isso também a morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo foi conhecida desde antes da
“fundação do mundo”. I Pe 1.20. Diga-se mesmo que o Senhor conta com todos os homens
para executar os Seus planos.
Tanto com Israel como na Igreja da presente época todos os homens tiveram a possibilidade
de se tornar membros do povo eleito, sem que ninguém estivesse eliminado à partida. A
salvação sempre foi oferecida a todos, mesmo aos não Judeus que tinham a possibilidade de
se tornarem prosélitos:
Israel: Ezequiel 18.32 “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus;
convertei-vos, pois, e vivei.”. No entanto esta vontade de Deus em salvar o pecador incluía o
próprio judeu porque se corporativamente eram eleitos individualmente estavam perdidos
pelo que tinham necessidade de se converterem “porque nem todos os que são de Israel são
Israelitas”. Rm 9.6.
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Leia Ezequiel 33.11. Isto se tornou ainda mais claro depois da rejeição do Messias, porquanto
lemos: Romanos 11.28 “Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós
(Igreja); mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais (Israel).”
Igreja: I Tm 2.3-6: Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há
um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a
si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.
Atos 17.30: Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os
homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Tito 2.11: Porque a graça de Deus se há
manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Custa a entender como é possível que
perante a clareza destes textos ainda exista quem pense que o nosso amado Senhor tenha
escolhido uns para serem salvos deixando outros para a perdição. Que mais é que o Senhor
nos terá de dizer para compreendermos que o Seu desejo mais ardente é salvar “todos os
homens”?
A eleição nunca contemplou a salvação porque Deus não salva povos mas almas (a própria
conversão de Israel ao Messias passava pelo arrependimento e batismo na água de cada
Israelita individualmente). São duas coisas completamente distintas. Um eleito para o ser tem
de se converter primeiro, e todos o podem fazer. Isto é a Graça de Deus na verdadeira
acepção da palavra. O nosso Deus é um Deus de graça. É muito claro na palavra de Deus o Seu
ardente desejo em salvar almas, as quais para Ele valem mais que o mundo inteiro. Mt 16.26.
Conforme podemos ver pelo texto de Efésios 1 existem um conjunto de aspectos que fazem
parte, por decreto Divino, da vocação da Igreja e consequentemente da nossa eleição (por ex.:
a essência, o caráter, filiação, herança, pátria celestial, ... ) mas não encontramos qualquer
referência à salvação. É, contudo usual citar-se II Ts 2.13 para afirmar que Deus também nos
elegeu para a salvação: Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do
Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do
Espírito, e fé da verdade.
De fato embora apareça aqui a palavra “salvação” o fato é que ela não diz respeito à nossa
alma, mas ao assunto tratado em todo o capítulo 2 desta epístola: a Grande Tribulação. O que
ali diz é que na Sua bendita graça o Senhor nos elegeu para nos salvar, à Igreja Corpo de
Cristo, desse período terrível que vai ser a Grande Tribulação. De fato este é também um dos
fatos soberanos da eleição do povo celestial – que este não passaria pela Grande Tribulação.
Não é por mérito nosso ou como recompensa pelos serviços da Igreja enquanto povo, mas
porque Deus assim decretou e definiu como um dos aspectos para que fomos eleitos. Refira-
se, aliás, que já em I Tessalonicenses 5 quando o apóstolo trata o mesmo assunto ele tem o
cuidado de ressalvar esta verdade embora dito de outra forma. I Ts 5.9.
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Capitulo IX
A Graça
O Sangue
A Fé
I. A Graça
O homem estende a mão vazia para receber, não à mão cheia para oferecer. Não tem nada a
oferecer em troca de sua salvação. Tampouco pode cooperar com a graça divina para salvar-
se. Está morto em seus delitos e pecados. Somente se dispõe a receber o favor de Deus. O
conceito de só pela graça é um golpe mui severo ao orgulho humano. Aqui não há lugar para a
auto-suficiência, nem para a arrogância do que pretende salvar-se a si mesmo e a outros,
mesmo por meio de esforços que aos olhos da sociedade parecem mui nobres e heróicos.
Deus é sempre “o Deus de toda a graça”. I Pe 5.10. A salvação sempre foi, é e sempre será pela
graça. Mas esta graça vem em plenitude na pessoa de Jesus Cristo. Jo 1.17. O homem
somente pode salvar-se em Cristo, não à parte de Cristo.
II. A Fé: O apóstolo Paulo afirmou: “o justo viverá por fé” Rm 1.17. A fé é a mão que recebe a
dádiva de Deus em Jesus Cristo. Certamente para o evangelista João, receber a Cristo parece
ser um equivalente de crer nele. Jo 1.12. Por meio da fé fazemos nossos os benefícios de Jesus
Cristo crucificado e ressuscitado. É nesses benefícios que descansa nossa segurança eterna de
salvação.
A fé mediante a qual somos justificados não é cega, não é mera credulidade. Tampouco é a fé
um mero assentimento à verdade revelada. É muito mais que um mero exercício intelectual.
Ter fé é confiar, é abandonar-se nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo a enormidade de
nossa culpa e a totalidade de nossa incapacidade para libertar-nos por nós mesmos do
pecado. É admitir que os méritos humanos são inúteis para fins de justificação. É lançar mão
do valor infinito da pessoa e obra do Filho de Deus. Ter fé em Jesus Cristo é deixar-se salvar
por Ele.
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A fé implica também obediência. Quando o homem crê que o Evangelho é a verdade, sente-
se na obrigação de obedecê-lo. O pecador é justificado só pela fé, mas a fé que justifica não
permanece só. Não é uma fé estéril, muito menos morta. O ensino de Tiago (2.14-26) se
harmoniza plenamente com o ensino de Paulo, o qual afirma que não somos salvos por obras,
mas sim, para obras que Deus “de antemão preparou para que andássemos nelas”. Ef 2.10.
Estas boas obras são frutos da salvação, não a causa dela.
Crer em Jesus Cristo significa, além do mais, entrar em sério compromisso com Ele, com sua
Igreja e com a sociedade. Não aceitamos Jesus Cristo para evadir nossas responsabilidades
morais e viver como nos agrada, depois de haver adquirido uma apólice de seguro para a
eternidade. No Evangelho há reclamos de caráter ético. Jesus teve o cuidado de advertir as
multidões sobre as dificuldades do caminho que Ele lhes propunha. Não guardou silêncio
sobre as exigências do discipulado. Ninguém poderia queixar-se de que Ele lhes enganara com
a oferta de uma “graça barata”. Seu interesse estava na qualidade, não na quantidade de seus
seguidores.
III. O Sangue
Muitos críticos rejeitam a "teologia sangrenta" da Bíblia porque a vêem como um resquício de
um tipo muito primitivo de religião conhecido como "religião de matadouro". Muitos
abandonam o Cristianismo bíblico porque se consideram refinados demais para incluir
pensamentos de um sacrifício em sua adoração.
A Bíblia declara claramente "A alma que pecar, essa morrerá", e "o salário do pecado é a
morte". Ez 18.20; Rm 6.23. No governo moral de Deus, ele determinou que a penalidade para
o pecado fosse à morte, física e eterna. As pessoas podem reclamar deste decreto de Deus
considerando-o injusto ou extremo, mas seus protestos apenas mostram como o pecado os
cegou para a verdadeira natureza do mesmo. O fato de que Deus requer um castigo tão
drástico para o pecado deveria ensiná-los não que Deus é brutal, mas que o pecado é
abominável.
Ainda assim, Deus, em seu amor incomparável pelo homem, também determinou que a
penalidade pelo pecado pudesse ser colocada sobre um substituto e, sobre este princípio, o
sistema sacrifical do Velho Testamento é construído. "Porque a vida da carne está no sangue;
e eu a tenho dado a vocês sobre o altar para fazer expiação por suas almas; porque pelo
sangue se faz expiação pela alma.". Lv 17.11.
Mesmo que o homem quisesse, ele não poderia oferecer a si próprio como pagamento por
seus pecados, pois esse mesmo pecado o desqualifica como um sacrifício aceitável.
Consequentemente, o Velho Testamento providenciou o oferecimento de certos animais
selecionados, cujo sangue era derramado vicariamente pelos pecados dos que se arrependiam
e acreditavam na revelação de Deus.
Todos os animais inocentes, sem mácula, que foram oferecidos como sacrifício no Velho
Testamento apontavam para o grande sacrifício, feito por Jesus Cristo na cruz do Calvário.
João Batista introduziu a Cristo, dizendo "eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo". Jo 1.29.
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O castigo que Deus impôs pelo pecado é ao mesmo tempo justo e de amor, por que o próprio
Deus, na pessoa de seu Filho, pagou o preço por todos aqueles que o aceitam como seu
Substituto. Deus o Filho, revestido de forma humana, derramou o seu sangue pelo pecado do
homem, satisfazendo assim a justiça santa de Deus. E, através de seu sangue precioso, Deus
se mostrou ao mesmo tempo "o justo e justificador de todos aqueles que crêem em Jesus".
Rm 3.26.
A Bíblia retrata o homem sem salvação como um escravo do pecado e fala sobre libertá-lo da
mesma maneira que um escravo era redimido no mundo antigo. Em Cristo "nos temos a
redenção através de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas de sua
graça". Ef 1.7. "Porque vocês não foram redimidos através de coisas corruptíveis, como prata e
ouro, do modo vão como vocês viviam ... mas pelo precioso sangue de Cristo, como o
Cordeiro sem defeito ou mácula". I Pe 1.18-19.
Separados de Jesus Cristo, todas as pessoas estão alienadas de Deus. A rebelião causada pelo
pecado abriu um abismo entre Deus e o homem impossível de ser transporto humanamente.
O sangue de Cristo construiu a ponte entre Deus e o homem. "Em Cristo Jesus vocês, que
antigamente estavam longe, foram trazidos para perto através do sangue de Cristo." Ef 2.13.
"Mas Deus mostra o seu amor para conosco quando, ainda pecadores, Jesus Cristo morreu por
nós. E muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, somos salvos da ira de Deus
através dele [Jesus Cristo]." Rm 5.8-9.
O pecado humano polui o coração de uma maneira que somente pode ser purificada pela
graça de Deus. E a graça de Deus se manifesta na eficácia do sacrifício de Jesus Cristo como
declara o apóstolo João: "o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos purifica de todo o
pecado". I Jo 1.7. Ainda que Deus deteste o pecado, nós ainda podemos gozar de sua amorosa
graça por causa do sangue de Jesus Cristo. O livro de Apocalipse nos dá uma mostra da glória
futura: "Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as
tornaram brancas através do sangue do Cordeiro. Portanto, eles estão diante do trono de
Deus e o servem de dia e de noite no seu templo." Apoc 7.14-15.
A Bíblia enfatiza o sangue de Jesus Cristo porque somente através de seu sacrifício
encontramos perdão, purificação, reconciliação, salvação e glória. A base da salvação é o
sangue de Cristo. Somos salvos por Cristo, mas o Cristo da cruz. "Sabendo que não foi com
coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver
que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de
um cordeiro imaculado e incontaminado". I Pe 1.18-19. "Logo muito mais agora, tendo sido
justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira". Rm 5.9. "Em quem temos a
redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo a riqueza da sua graça". Efésios
1.7. Toda a obra como alicerce da salvação foi feita por Jesus Cristo quando "se manifestou,
para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo". Hb 9.26. E foi em graça que Ele pagou a
dívida do nosso pecado.
O sangue de Cristo derramado é à base da salvação dos que crêem. Romanos 5.9
O sangue de Cristo, derramado, é indispensável para salvação. Hb 9.22; Cl 1.14
Salvação é de graça, mas não barata! Teve um preço incalculável. Sl 49.7; Mt 20.28.
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Capitulo X
A Natureza da Salvação
A Natureza da Salvação de Cristo está sendo deturpada pelos por alguns "pregadores
contemporâneos": Eles anunciam mais um Salvador do inferno do que um Salvador do
pecado. E assim é porque muitos estão fatalmente ludibriados, e porque há multidões que
desejam escapar do Lago de Fogo, mas sem terem o mínimo desejo de serem libertas da sua
própria carnalidade e mundanismo. A primeira coisa dita dEle no Novo Testamento é: "A
quem chamarás Jesus; porque ele salvará o seu povo ("não da ira vindoura"), mas dos seus
pecados". Mt 1.21. Cristo é um Salvador para aqueles que percebem algo da excessiva
malignidade do pecado, que sentem o terrível fardo dele sobre suas consciências, que se
detestam a si mesmos por culpa dele, que desejam serem livres do seu terrível domínio; e um
Salvador para ninguém mais. Se realmente Ele "salvasse do inferno" aqueles que ainda amam
o pecado, Ele seria um Ministro do pecado, perdoando sua maldade e apoiando-os contra
Deus. Que coisa indizivelmente horrível e blasfema com a qual acusam o Santo!.
Justificação
Regeneração
Santificação
I. Justificação
A Justificação pode ser definida como a ação de declarar alguém justo. De forma mais ampla,
é o ato instantâneo e legal (forense) da parte de Deus, pelo qual ele considera os nossos
pecados perdoados e a justiça de Cristo como pertencente a nós e declara-nos justos à vista
dele.
No Novo Testamento encontramos evidências de que a obra do Espírito Santo também se faz
sentir nesse estágio. A Justificação se dá pela fé, e essa fé é vista como sendo um dom do
Espírito Santo. Em I Coríntios 6.11, Paulo afirma: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos
lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e
no Espírito do nosso Deus”. Todas as obras citadas neste versículo podem ser aplicadas ao
Espírito Santo. Nossa Justificação se dá em “união com ou em conexão com o Espírito”. A
Justificação do crente é indissociável da obra do Espírito Santo.
A Justificação nos promove alguns benefícios também oriundos da ação soberana da terceira
pessoa da Trindade. Um destes benefícios é a nossa adoção como filhos de Deus Pai. Paulo
em Gálatas 4.4-6 nos informa que fomos adotados por Deus. No versículo 6, ele afirma: “E,
porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba,
Pai!”. Quando o Espírito Santo vive em nós, ele clama por Deus Pai e nos assegura que somos
verdadeiramente filhos de Deus. O Espírito Santo é chamado de “Espírito de Adoção” Rm
8.15. O Espírito guia os que verdadeiramente, são filhos de Deus. Rm 8.14.
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O Espírito como “Espírito de Adoção” é o recebimento de uma herança prometida por Deus
na fórmula do Pacto em Ezequiel 36.27: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis
nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”. Segundo o professor Moisés
Bezerril, “a habitação do Espírito (de adoção) no povo de Deus sempre está relacionada com o
Pacto ou sua renovação”. Ele salienta ainda o fato de que a realidade da adoção do povo de
Deus é tema implícito na fórmula “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo”, tanto na
velha quanto na nova dispensação do Pacto da Graça. Assim sendo, podemos concluir que a
Justificação do crente, juntamente com o benefício da adoção é também obra do Espírito
Santo.
A Posição Judicial do Crente para com Deus: Um aspecto básico e significante de nossa
salvação eterna é chamado de justificação. Esta é nossa posição com Deus. Ela significa que
no tribunal de Deus, nós fomos declarados inocentes, isto é, sem culpa. Fomos inocentados
de todas as acusações. Não há ninguém que nos condene. “Que diremos, pois, a estas coisas?
Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou,
antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem
intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que
condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está
à direita de Deus, e também intercede por nós.”, Rm 8.31-34. Como pôde Deus nos considerar
inocentes quando, na realidade, nós todos somos culpados diante de Deus? "Jesus pagou por
tudo", é a resposta. Jesus foi feito uma oferta de pecado, em nosso benefício e em nosso
lugar, para que pudéssemos ser declarados justos. “Àquele que não conheceu pecado, o fez
pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus.”, II Co 5.21.
Portanto, justificação não é o que pensamos sobre salvação. Não é um sentimento que temos,
nem é a interna habitação do Espírito de Deus em nós para nos guiar. É o que Deus tem
determinado sobre nosso pecado. Não é o mesmo que perdão mas, muito mais, é a remoção
da sentença de culpa. Nós somos justificados pela fé salvadora. Rm 3.28; 3.30; Gl 2.16; Gl 3.11;
At 13.39; Rm 3.24; Lc 18.14.
II. Regeneração
Regeneração nada mais é do que o ato de criar uma nova vida no homem. De acordo com a
definição do Dr. Berkhof: “é o ato de Deus pelo qual o princípio da nova vida é implantado no
homem, e a disposição dominante da alma se faz santa, e o primeiro exercício desta nova
disposição é assegurado”.
É interessante notarmos que a Regeneração ou Novo Nascimento, nada mais é do que obra
do Espírito Santo do Deus Vivo. Jesus quando falava a Nicodemos disse que “quem não nascer
da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. Jo 3.5. Paulo disse que Deus nos salva
“mediante o lavar regenerador e purificador do Espírito Santo”. Tt 3.5. Devemos entender,
antes de qualquer coisa, que a ação do Espírito Santo na Regeneração é acima de tudo
soberana. Jesus comparou-o ao vento que sopra onde quer e vai para onde quer. Jo 3.8. Ele
opera onde e da forma que deseja. A sua obra é igualmente misteriosa assim como o vento o
é. Entretanto, essa ação misteriosa é o que leva à criação de uma nova vida no homem. Esta
nova vida é uma conseqüência direta da nossa União com Cristo.
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Esta é inaugurada pela obra renovadora do Espírito Santo, na qual Ele começa a
transformação à imagem de Cristo, que se completará na eternidade. Para João Calvino, a
regeneração deveria ser entendida como a renovação que o Espírito efetua em todo o curso
da vida cristã.
Portanto na regeneração o que foi destruído é restaurado. Quando se trata do ser humano,
Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma do homem. Esta
regeneração atinge todas as faculdades do homem, ou seja: Intelecto, Volição e a
Sensibilidade. O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua própria
vontade como de satisfazer à de Deus. Na regeneração, ele passa a “PENSAR” de modo
diferente, “SENTIR” de modo diferente e “QUERER” de modo diferente tudo se transforma. II
Co 5.17: Se alguém está em Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram “tudo” se fez
novo.
1. Jo 3.3: Uma pessoa, para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de todos os
seus direitos, precisava somente nascer de pais judaicos. Para pertencer ao reino do Messias,
contudo, uma pessoa precisa nascer de novo.
III. Santificação
No hebraico, o verbo denominativo “qadash” pode ser traduzido como “ser consagrado, ser
santo, ser santificado; consagrar, santificar, preparar ou dedicar”, distinguindo-se do que é
comum ou profano, enquanto o substantivo “qodesh”, refere-se à “natureza essencial daquele
que pertence ao domínio do sagrado e que por esse motivo, se distingue daquilo que é
comum ou profano”.
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a) Quando esta qualidade é aplicada a alguma coisa, se quer afirmar que este objeto ou
pessoa é separado para o serviço a Deus. Lv 20.26; cf. Êx 40.9; Lv 11.44.
b) Quando atribuído ao crente, designa a obra operada por Deus por meio do Espírito Santo,
que separa e purifica o homem para adorar e servir ao Senhor. Tt 3.5-7; II Pe 1.4. Na
santificação, o Espírito Santo aplica à vida do crente a justiça e a santidade de Cristo, com
vistas ao aperfeiçoamento.
2. Tempos da santificação
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c. No Futuro: Santificação Completa e Final (a completa e final conformação do crente a
Cristo espera a reunião do servo ao Senhor quer na morte [Hb 12.22-23] ou no
Arrebatamento. I Ts 3.13; I Jo 3.2; I Co 15.51-53; I Ts 4.16-17; Hb 9.28; Jd 1.21.
Depois, não mais haverá possibilidade alguma de pecarmos. Apoc 21.27; I Jo 3.2; Is 65.17; Is
51.16; 66.22; II Pe 3.10-13; Apoc 21.1-2; 22.4,11. No Arrebatamento, nosso corpo será
glorificado (Rm 8.23; Fp 3.20-21) e se tornará perfeito instrumento de obediência a Deus. A
perspectiva desta completa conformação à imagem de Cristo deve nos impelir a nos
desfazermos de todas as coisas profanas das nossas vidas. I Jo 3.2-3.
Santificação não é:
2. Isolamento: A santificação não é uma exigência que isola o crente do convívio social, pelo
contrário, ela é demonstrada em nossos relacionamentos cotidianos. I Co 1.2; 10.31; Cl 3.12; I
Pe 1.15.
3. Não é um Ato Jurídico: A santificação não é como a justificação, um ato jurídico de Deus,
mas uma atividade moral e recriadora, pela qual o pecador é renovado no seu interior e levado
a ser cada vez mais conforme a imagem de Deus.
5. Santificação não é só deixar de fazer o que é errado, mas fazer o que é certo, com a
motivação de agradar a Deus.
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Capitulo XI
1. Não veio para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Jo 12.47
2. Veio fazer a vontade do Pai. Fp 2.6-8; Hb 10.5-9
3. Veio ser o fiador de uma nova aliança. Hb 7.22
4. Veio como Cordeiro para ser Sacrificado. Is 53; Jo 1.29
5. Veio para salvar o que se tinha perdido. Mt 18.11
6. Veio para morrer pelos ímpios. Rm 5.6
7. Morte substitutiva. Mt 26.54; Mc 14.21
8. Morte prevista. At 2.23
No livro, Além da Porta da Morte, escrito por Dr. Maurice Rawlings. Dr. Rawlings, especialista
em Cirurgia e Doença Cardiovascular, ressuscitou muitas pessoas que tinham estado
clinicamente mortas. Dr. Rawlings, um ateu devoto, considerava "que a morte é nada além de
uma extinção indolor". Mas algo aconteceu em 1977 e isso trouxe uma mudança dramática em
sua vida.
Ele estava ressuscitando um homem, terrificado, que gritava — estou caindo nas chamas do
inferno:
"A cada momento que recuperava a batida do coração e a respiração, o paciente gritava: "Eu
estou no inferno!". Ele estava aterrorizado e suplicava para que eu o ajudasse. Eu estava
morto de medo. . . Então eu notei o olhar genuinamente alarmado na face dele. Ele estava
com um olhar terrificado, pior que a expressão de morte! Este paciente tinha a atitude de
quem expressa um horror extraordinário! Suas pupilas estavam dilatadas, e estava suando e
tremendo.
Então ainda outra coisa estranha aconteceu. Ele disse, "Você não entende ? Eu estou no
inferno. . . Não me deixe voltar para o inferno!" . . .O homem estava sério, e finalmente eu
concluí que ele realmente estava em dificuldade. Ele estava em pânico, como eu nunca
tinha visto antes". (Maurice Rawlings, Beyond Death's Door, [Thomas Nelson Inc., 1979] p. 3).
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Dr. Rawlings disse, ninguém, que tivesse ouvido os gritos dele e visto o olhar de terror em sua
face, poderia duvidar durante um único minuto que ele estava, de fato, em um lugar chamado
inferno!
O Trem da Vida
Alguém comparou a nossa vida com uma viagem de trem, cheia de embarques e
desembarques, de belas paisagens e caminhos acidentados.
Quando nascemos, nós embarcamos nesse trem. Então encontramos duas pessoas, as quais,
acreditamos, ficarão conosco até o fim da viagem. São os nossos pais. Infelizmente isso não é
verdade. Em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho,
proteção, amor e afeto.
Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem outras pessoas que virão a ser
importantes para nós, que são os nossos irmãos, amigos e amores. E no trem há também
pessoas que passam de vagão a vagão, prontas a ajudar a quem precisa. Muitos descem e
deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que quando desocupam
os seus assentos ninguém percebe a sua falta.
Alguns passageiros se acomodam em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa
viagem separados deles. São os excluídos, aqueles que a sociedade marginou. Mas isso não
nos impede que, com esforço, atravessarmos o nosso vagão e encontramos com eles para
lhes prestar a nossa solidariedade. E esse trem nunca volta. Diz a Palavra de Deus: Aos
homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo. Hb 9.27. Quem morre,
está morto, não volta mais a viver aqui na terra. É, pois, uma viagem sem volta.
Além disso, com a morte também se decide o destino da pessoa. Quem vai para o céu, fica lá
para sempre. Quem vai para o inferno, de lá nunca sai.
Na história do rico e Lázaro que Jesus contou, nos é dito que o rico queria que Abraão lhe
mandasse um pouco de água, para aliviar um pouco a sua sede. A resposta de Abraão foi clara
em dizer que isso não era possível, pois há um grande abismo que separa o céu do inferno, de
sorte que os querem passar para o inferno não o podem, e nem os que estão no inferno
poderão passar para o céu.
ele precisa saber para onde quer ir. Há muita gente que viaja sem rumo e sem
destino nesta vida. É como Voltaire, que disse momentos antes da sua morte: “Eu nasci e não
sei como, vivi e não sei por que e estou de partida e não sei para onde; dou um salto no
escuro”. De modo geral os homens agem como se a vida terminasse com a morte. A Bíblia,
porém, nos ensina que esta vida é apenas uma preparação para a eternidade. Nossa vida
continua por toda a eternidade. E a escolha que fizermos agora decide o tipo de vida que
vamos ter no futuro. Diz Jesus: “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens
que ele possui”. E, “O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”.
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para se fazer uma viagem é preciso, além do destino, saber o caminho que
nos leva ao destino escolhido. Na viagem à eternidade existem apenas dois destinos: o céu e o
inferno.
E para chegar a qualquer um desses dois lugares existem apenas dois caminhos: o caminho
largo e o caminho estreito. Há um caminho largo e neste caminho estão as pessoas do
mundo, como o traficante de drogas, o alcoólatra, o assassino, o ladrão, o adúltero, o
feiticeiro e também muita gente da igreja. São pessoas que achavam que iam para o céu,
porém, quando chegaram lá não conseguiram entrar. Elas então, surpresas, dizem: “Mas,
Senhor, porventura não temos nós profetizado em teu nome e em teu nome não expelimos
muitos demônios e eu teu nome não fizemos muitos milagres?” E Jesus lhes responde,
dizendo: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.
Muitos precisam gastar mais tempo pensando no futuro e o que ele reserva e não apenas
nesta vida. Senão serão surpreendidos com o inferno. A Bíblia, em vários lugares, adverte
sobre o inferno. Jesus falou muito sobre o inferno. Na verdade, ele falou mais sobre o inferno
do que qualquer outra pessoa. Ele disse, por exemplo, que o inferno não foi preparado para o
homem. Não era da vontade de Deus que o homem fosse para lá. O inferno foi preparado
para o diabo e os seus anjos. Mas o homem se rebelou contra Deus e resolveu seguir o diabo.
A existência do inferno indica que o homem tem a liberdade de escolha. Ele pode escolher: o
caminho largo ou o caminho estreito. No fim do caminho largo há um lugar, que se chama
inferno. No fim do caminho estreito há um lugar, que se chama céu. E cada um de nós está
num destes caminhos: ou estamos no caminho do céu ou no caminho do inferno. Não há
outra alternativa.
para se fazer uma viagem, é preciso estar preparado. Para ir para o inferno,
não é necessário nenhum preparo. Mas para chegar ao céu é preciso conhecer o caminho e ter
um passaporte.
Como é o inferno?
O inferno é um lugar onde Deus não está – onde não há nenhum consolo ou bênçãos. A Bíblia
o descreve como "trevas... [onde] haverá choro e ranger de dentes". Mt 22.13; 25.30. Ela
também nos diz: "O Diabo... foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre... e serão
atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos". Apoc 20.10. O inferno não foi
preparado para nós, mas "para o Diabo e seus anjos (demônios)" Mt 25.41. Entretanto, a Bíblia
diz que todos os que rejeitam a oferta de salvação e o perdão de Deus irão para lá. Jo 3.36.
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Podemos estar certos de que Deus não está tentando simplesmente assustar-nos. Ele está
nos advertindo seriamente para evitarmos o inferno a qualquer custo!.Vale lembrar que NÃO
EXISTE o lugar denominado Purgatório, segundo o catolicismo, não é um nível intermediário
entre o Céu e o Inferno, mas um local de purificação onde ficam as almas das pessoas que
morreram em estado de graça, isto é, salvas, mas ainda precisariam se preparar para ter
condições de ver Deus nos Céus. A sua existência foi teorizada no pontificado do Papa
Gregório I, em 593, com base no livro de 2º Macabeus 12.42-46 (livro Apócrifo). Em 1439, no
Concílio de Florença, a doutrina foi aprovada e confirmada depois, em 1563 no Concílio de
Trento. Portanto, Deus não nos deixa desinformados a respeito do que virá após a morte: “...
aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo". Hb 9.27.
Os céus do Senhor é a morada do Altíssimo, mas também é a morada dos salvos por Cristo
Jesus. Esta é a mais maravilhosa notícia que o gênero humano pode receber; podemos
desfrutar desta morada celestial e eterna. Podemos viver eternamente neste lugar
indescritível em permanente estado de paz, contentamento e glória. Esta é a vontade do Pai.
Ele deseja que estejamos junto a Ele eternamente sendo que por meio de Seu Filho Jesus
tornou isto possível a todo o que crê. Jo 3.16,15,35-36; 6.38-40. Uma das palavras mais
expressivas do Senhor Jesus sobre este assunto foram as que estão registradas no evangelho
de João 14.1-3. Neste belíssimo texto Cristo afirma: "Na casa de meu Pai há muitas moradas."
Ha muitas moradas na casa do Pai preparadas para os salvos, para os remidos do Senhor. A
mensagem central da Bíblia é esta: Deus preparou moradas e quer enchê-las com seus filhos
(Jo 1.12) tendo-os junto a Si para sempre, Jo 14.3.
A vida no Céu: Poucos cristãos param para refletir sobre a vida no céu. De fato, há
considerável desconhecimento, entre os salvos, de como será a existência em sua nova e
gloriosa morada. Muitas perguntas surgem, entretanto recorrendo as Escrituras Sagradas
podemos aumentar nossa compreensão a respeito, e viver com antecipada alegria. Vamos
observar alguns aspectos:
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Soteriologia
Capítulo XIV
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Capítulo XV
Arminius foi suspeito de heresia porque considerava o consentimento com os livros simbólicos
como não unificadores e estava pronto a conceder ao Estado mais poder nas questões
eclesiásticas do que os rígidos calvinistas gostariam de admitir. Quando dois dos professores
da Universidade de Leiden, Junius e Trelcatius, morreram (1602), os administradores
chamaram Arminius; e Franciscus Gomarus, o único professor de teologia vivo, protestou,
mas ficou satisfeito após uma entrevista com Arminius. O último assumiu suas obrigações em
1603 com um discurso sobre o ofício sumo sacerdotal de Cristo, e se tornou doutor em
teologia. Mas as disputas dogmáticas foram renovadas quando Arminius realizou palestras
públicas sobre a predestinação. Gomarus se opôs a ele e publicou outras teses.
Mas Gomarus não se renderia. Até os Estados da Holanda tentaram realizar uma reconciliação
entre os dois, e em agosto de 1609, ambos os professores e quatro ministros foram
convidados para fazer novas negociações. As deliberações foram primeiro mantidas
oralmente, sendo depois continuada por escrito, mas foram encerradas em outubro com a
morte de Arminius.
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Em suas Disputationes, que foram parcialmente publicadas durante sua vida, parcialmente
após sua morte, e que incluíam toda a seção de teologia, assim como em alguns discursos e
outros escritos, Arminius clara e diretamente definiu sua posição e expressou sua convicção.
No geral estes escritos são um belo testemunho de sua erudição e sagacidade. A doutrina da
predestinação pertencia aos ensinos fundamentais da Igreja Reformada; mas a concepção
dela afirmada por Calvino e seus partidários, Arminius não poderia adotar como sua. Ele não
queria seguir um desenvolvimento doutrinário que tornava Deus o autor do pecado e da
condenação dos homens. Ele ensinava a predestinação condicional e atribuiu mais
importância à fé. Ele não negava nem a onipotência de Deus nem sua livre graça, mas ele
considerava que era seu dever preservar a honra de Deus, e enfatizar, baseado nas claras
expressões da Bíblia, o livre-arbítrio do homem bem como a verdade da doutrina do pecado.
Nestas coisas ele estava mais do lado de Lutero do que de Calvino e Beza, mas não pode ser
negado que ele expressou outras opiniões que foram vigorosamente contestadas como sendo
afastamentos da confissão e do catecismo. Seus seguidores expressaram suas convicções nos
famosos cinco artigos que eles apresentaram diante dos Estados como sua justificação.
Chamados de remonstrantes, por causa destas Remonstrantiæ, eles sempre se recusaram a
ser chamados de arminianos.
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