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Curso Teologico Modulo 3-1

O documento aborda a história de Israel desde a origem dos hebreus até a era da Igreja, destacando eventos significativos como a aliança de Deus com Abraão e a diáspora judaica. Ele também discute o monoteísmo dos hebreus, enfatizando a crença em um único Deus e a diferença entre monoteísmo teórico e práticas politeístas. Além disso, menciona a importância de Jesus como mediador entre Deus e os homens, contrastando com outras religiões que reconhecem mediadores adicionais.
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Curso Teologico Modulo 3-1

O documento aborda a história de Israel desde a origem dos hebreus até a era da Igreja, destacando eventos significativos como a aliança de Deus com Abraão e a diáspora judaica. Ele também discute o monoteísmo dos hebreus, enfatizando a crença em um único Deus e a diferença entre monoteísmo teórico e práticas politeístas. Além disso, menciona a importância de Jesus como mediador entre Deus e os homens, contrastando com outras religiões que reconhecem mediadores adicionais.
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A História de Israel

A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
A História de Israel

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Capitulo I

A Origem dos Hebreus

A história dos Hebreus pode ser resumida da


seguinte forma:
1. Período dos patriarcas
2. Permanência no Egito
3. Êxodo
4. Período dos Juízes
5. Período da Monarquia
6. Período do cisma em dois Estados
7. Período da dominação estrangeira

No período final da dominação estrangeira, quando os romanos dominavam a região,


explodiu uma série de revoltas, entre elas a dos Macabeus. Diante da resistência os romanos
expulsaram os judeus de sua terra, espalhando-os por diversas regiões. Este fato é conhecido
como a diáspora (dispersão) e ocorreu no ano 70. A nação espalhou-se pelo mundo tornando a
reunir-se apenas em 1948.

Início

O patriarca dos hebreus, Abraão, era originalmente de Ur dos Caldeus (perto da Basra, no
Iraque hoje), estava morando em Harã, sul da Turquia hoje, quando Deus o chamou. Quando
ele tinha 75 anos Deus falou com ele: "Saia do seu país, deixe a sua parentela e a casa de seu
pai, para uma terra que eu te mostrarei. Farei de ti uma grande nação, e te abençoarei e te
engrandecerei o nome, e tu serás uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei
os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra". Gn 12:1-3.

Abrão, sua esposa estéril Sarai e seu sobrinho Ló, saíram de Harã para Canaã, onde Deus disse
a ele: "Levanta agora os teus olhos e olha desde o lugar onde estas, para o norte, para o sul, para
o oriente e para o ocidente. Toda esta terra que vês, hei de dar a ti, e a tua descendência para
sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra, de modo que se alguém puder contar o pó
da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-se, percorre a terra, no seu
comprimento e na sua largura, pois eu a darei a ti" Gn 13:14-17.

Depois de dez anos de espera pelo filho da promessa em Canaã, Abrão e Sarai se tornaram
impacientes. Sarai ofereceu sua serva Hagar para Abrão e eles tiveram um filho chamado
Ismael. Porém, esse não era o filho que Deus havia prometido. Finalmente, quatorze anos
depois (24 anos depois que eles chegaram em Canaã), Deus falou com Abrão sobre Sua
promessa.

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Foi então quando Deus mudou o nome de Abrão para Abraão (pai duma multidão), e o de
Sarai para Sara (princiesa) que Deus começou a cumprir Sua promessa. Em Gênesis 17:7-8
Deus diz: "Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas
gerações, como aliança perpétua, para ser o teu Deus, e a tua descendência depois de ti. Darei a ti
e a tua descendência depois de ti a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em
perpétua possessão; e serei o seu Deus." Esse texto confirma que a aliança de Deus seria
perpétua e incondicional, não seria temporária. Nessa época Abrão tinha 99 anos e Sara tinha
90 anos e continuava estéril.

Após a chegada de Abraão à terra de Canaã (mais recentemente conhecida como Palestina,
para os judeus Terra de Israel, e onde hoje se localizam o Estado de Israel e a Jordânia ), Iavé
estabeleceu com ele uma aliança: "À tua posteridade darei esta terra, do rio do Egito até o
grande rio, o rio Eufrates" Gn 15:18. E acrescentou: "Eu multiplicarei grandemente a tua
descendência, de tal modo que não se poderá contá-la" Gn 16:10. Como sinal dessa aliança lhe
ordenou: "Que todos os vossos machos sejam circuncidados" Gn 17:10. Abraão, seu filho Isaque
e seu neto Jacó constituem a linha patriarcal de referência do povo judeu, fiel à aliança divina.
Jacó recebeu do Senhor um novo nome, Israel, e de seus 12 filhos originaram-se as 12 tribos
do povo judeu, os descendentes de Israel, ou, como se chamavam, os "filhos de Israel".

Da promessa até a morte de Cristo

2126 a.C. - Deus chama Abrão para a terra de Canaã. Gn 12.1-3.


1913 a.C. - Deus estabelece uma aliança incondicional com Abraão e revela-lhe os limites da
terra prometida a ele e aos seus descendentes para sempre. Gn 15.
1800 a.C. - Deus confirma a aliança abraâmica com Isaque. Gn 26.1-5.
1760 a.C. - Deus confirma a aliança com Jacó. Gn 28.13-15.

Egito

1728 a.C. - José é vendido como escravo no Egito. Gn 37.36.


1706 a.C. - Jacó (agora Israel, Gn 32.28) e seus filhos mudam-se para o Egito. Gn 46.1-26.
No Egito os hebreus por 430 anos.
1446 a.C. - O êxodo do Egito. Êx 14.
1406 a.C. - Início da conquista israelita de Canaã.
1375 a.C. - Começa o período dos juízes.
1050-930 a.C. - O reino unido (Saul, Davi e Salomão).
Em 1000 a.C., Davi conquista Jerusalém e a torna a capital de Israel.
930-732 a.C. - O reino dividido (Norte = Israel; Sul = Judá). Jerusalém é a capital de Judá.
722 a.C. - A Assíria conquista o Reino do Norte (Israel).
605-586 a.C. - A Babilônia conquista o Reino do Sul (Judá) e destrói o Templo de Salomão.
Nota: Início do cativeiro babilônico.

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Do retorno até Herodes, o grande

539 a.C. - Queda da Babilônia diante da Média-Pérsia. Dn 5.


538 a.C. - Ciro, o rei persa, permite o retorno dos judeus à sua terra. Esdras 1.
537 a.C. - Judeus retornam a Jerusalém sob Zorobabel.

Maquete do segundo templo

516 a.C. - A reconstrução do Segundo Templo é concluída.


458 a.C. - Nova leva de judeus retorna a Israel sob Esdras.
445 a.C. - Artaxerxes I envia Neemias a Jerusalém para reconstruir os muros Ne 2.
430 a.C. - Malaquias, a última voz profética; depois dele, 400 anos de "silêncio".
333 a.C. - Alexandre, o Grande, conquista a Pérsia, iniciando o período helenístico (grego).
323 a.C. - Morre Alexandre, o Grande. Seu reino é dividido entre seus quatro generais
(Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco).
167 a.C. - Antíoco IV (Epifânio) profana o Templo.
165 a.C. - Judas Macabeu lidera a revolta contra Antíoco, purifica o Templo e restabelece a
independência sob a dinastia hasmoneana.
63 a.C. - O general romano Pompeu entra em Jerusalém, pondo fim à independência judaica;
Júlio César é assassinado.
37 a.C. - Os romanos apontam Herodes, o Grande, como "rei dos judeus" e outorgam-lhe
autoridade sobre a Judéia, Samaria e Galiléa.

De Herodes até a morte de Cristo

20 a.C. - Herodes inicia a reconstrução do Templo.


6-5 a.C. - Jesus nasce em Belém.
4 a.C. - Morre Herodes; César Augusto divide o território: Arquelau recebe a Judéia, Herodes
Antipas, a Galiléia e Filipe, a Ituréia e Traconites (Nordeste da Galiléia – Lc 3.1).
26-36 d.C. - Pôncio Pilatos governa a Judéia.
30 d.C. - Jesus, o Messias, é crucificado, ressuscita dentre os mortos e ascende ao céu. Começa
a era da Igreja no Dia de Pentecostes (Shavuot).

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Capitulo II

O Monoteísmo dos Hebreus

Não há nenhuma dúvida de que Gênesis apresenta uma concepção monoteísta de Deus. A
Bíblia ensina que o monoteísmo (crença na existência de um único Deus) foi à concepção mais
remota de Deus. O primeiro versículo do livro de Gênesis é monoteísta: “No princípio criou
Deus os céus e a terra”. Gn 1.1. Todos os patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó, apresentaram uma
fé monoteísta. Gn 12-50. Isto revela um Deus que criou o mundo e que, portanto, é diferente
do mundo. Esses são os conceitos essenciais do teísmo ou monoteísmo.

Igualmente, bem antes de Moisés, José acreditou declaradamente em um monoteísmo moral.


Sua recusa em cometer adultério é justificada pelo seu conhecimento de que seria um pecado
contra Deus. Enquanto estava resistindo à tentação da esposa de Potifar, ele declarou:
“Como, pois, posso cometer este tão grande mal, e pecar contra Deus?”. Gn 39.9.

Jó, outro livro bíblico contextualizado em um período remoto da antiguidade, revela


claramente uma visão monoteísta de Deus. Existem grandes evidências de que o livro de Jó
desenvolveu-se em tempos patriarcais pré-mosaicos. O livro vislumbra um Deus todo-
poderoso (Jó 5.17; 6.14; 8.3), um Deus pessoal (Jó 1.7-8) que criou o mundo (Jó 38.4) e é
soberano sobre sua criação. Jó 42.1-2.

Encontramos na epístola de Paulo aos Romanos, no seu primeiro capítulo, a afirmação de que
o monoteísmo precedeu o animismo (

)eo
politeísmo ( ). O texto declara: “Porquanto o que de Deus
se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lhes manifestou. Porque as suas coisas
invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se
entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem
inescusáveis; porquanto tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe
deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se
obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos, e mudaram a glória do Deus incorruptível
em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para
desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e
serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém”. Rm 1.19-25.

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Monoteísmo teórico e politeísmo prático


Portanto, monoteísmo é a crença em um único Deus, o que o difere do paganismo e de


religiões como o hinduísmo que, oficialmente, acredita na existência de vários deuses. No
mundo existem apenas três grandes religiões reconhecidamente monoteístas, isto é, que
crêem em um único Deus: judaísmo, cristianismo e islamismo. Embora apresentando
características distintas, as teologias dessas religiões não admitem a existência de outra ou de
outras divindades.

Todavia, este monoteísmo se deteriora muitas vezes em um politeísmo disfarçado, que não
fica longe do paganismo evidente. Algumas vertentes dessas religiões mantêm certo
monoteísmo em seu credo, mas sua prática está repleta de envolvimento com outros deuses.

Esse fenômeno só não ocorre dentro do judaísmo e do protestantismo, que se mantêm


estritamente monoteístas, tanto em sua teologia quanto em sua prática devocional. As
demais religiões, mesmo as que se intitulam monoteístas, apresentam, oficialmente ou não,
formas de cultos a outros tipos de divindade. Mesmo alguns segmentos do cristianismo ou de
outras religiões que se intitulam cristãs são, na prática, politeístas.

O Novo Dicionário Aurélio define o conceito de Deus/deus da seguinte forma, pontos 2 e 3:


“Ser infinito, perfeito, criador do Universo. Nas religiões politeístas, divindade superior aos
homens, é à qual se atribui influência especial, benéfica ou maléfica, nos destinos do
Universo”.

Ao menos em teoria, é possível que as religiões envolvam todos estes conceitos, ou mais,
porém, a revelação bíblica só admite o primeiro. O cristianismo autêntico é mais do que
doutrina verdadeira (ortodoxia), é a prática do culto verdadeiro (ortopraxia). É um grande
engano supor que a simples adesão intelectual a um credo torna o homem aceitável a Deus,
enquanto na prática ele continua invocando, adorando ou se envolvendo espiritualmente com
falsos deuses. O rótulo de “cristão” utilizado por diversos grupos, como espíritas, racionalistas,
etc., é insuficiente para que os homens tenham um relacionamento verdadeiro com Deus,
uma vez que as pessoas observam práticas pagãs e idólatras.

O Senhor ordenou: “Não terás outros deuses diante de mim”. Êx 20.3. O exclusivismo da
Divindade não vai apenas até a formulação de um credo, mas está no âmago do verdadeiro
relacionamento entre Deus e o homem. Se o primeiro mandamento não for respeitado na
prática, o homem não obterá uma verdadeira relação com o Deus vivo, independente de
quantos conceitos corretos possa apresentar na teoria.

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Mediador e mediadores

“ ”

O problema das religiões que adotam o monoteísmo na teoria e praticam um tipo de


politeísmo está na adoção dos mediadores. Enquanto a Bíblia definitivamente coloca Jesus
como o único mediador entre Deus e os homens, pelo fato de Ele ser o único ser em todo o
Universo que assumiu as duas naturezas, os referidos grupos reconhecem outros mediadores
que acabam assumindo o papel de “deuses’’. Enquanto o livre acesso a Deus é garantido nas
Escrituras (Ef 2.18; 3.12), esses grupos “se utilizam” de outros seres para conseguir este
acesso.

Jacques Doyon, grande teólogo católico, por exemplo, assim se expressa sobre este assunto:
“Os anjos, os santos e a Virgem exercem também certa influência sobre a nossa salvação,
mais ou menos larga, segundo sua importância, embora sua mediação não possa ser colocada
em pé de igualdade com Cristo...” Consequentemente, ao rejeitar a exclusividade da
mediação de Cristo a pessoa nega também a exclusividade de sua Divindade.

Semelhante erro ocorre no espiritismo kardecista. Mesmo admitindo a existência de um único


Deus, as orações sofrem mediação dos “espíritos” e, assim, no lugar de um relacionamento
com Deus, o relacionamento passa a ser com estes seres, enganosamente classificados como
“espíritos de luz”. “Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a
intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus”.

Catolicismo romano

Vejamos o discurso dos padres do baixo clero, durante a Idade Média: “Guardai-vos meus
filhos, da cólera dos santos! São todos eles bondosos e cheios de amor. Mas ai dos que não os
cultuam devidamente! Recebem como castigo horríveis doenças que lhe cobrem o corpo de
chagas. São Sebastião, por exemplo, foi o criador da peste. Seus devotos escapam desse
terrível mal [...] Aliás, é bom não esquecer de rezar para os demais santos encarregados de
conter a peste: São Roque, São Gil, São Cristóvão, São Valentino e São Adrião. Não convém
recorrer unicamente a São Sebastião. Os outros podem se sentir ofendidos”.

O romanismo é a expressão mais evidente de como uma religião pode ser monoteísta em seus
fundamentos e politeísta em suas práticas. Principalmente porque leva o título de
“cristianismo”. Contudo, um pouco de bom senso é suficiente para perceber a distância
existente entre o cristianismo neotestamentário e o cristianismo romano. Esta distorção
geralmente é maquiada com inúmeras sutilezas teológicas, com argumentos sofismáticos e
emocionalismo. Mesmo assim é difícil não reconhecer a semelhança existente entre o
paganismo comum e o catolicismo popular.

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“Em Roma, a corporação [profissionais de um mesmo ramo reunidos em uma organização]
era, sobretudo, um colégio religioso. Tinha seu deus particular, seu culto, suas festas [...]
Embora as corporações medievais não fossem idênticas às romanas teriam mantido o caráter
forte de uma autoridade moral. Freqüentemente tinham como sede uma paróquia ou capela
particular, e cultuavam a um santo que era o patrono da corporação”.

Os deuses pagãos romanos foram simplesmente substituídos pelos santos. As deusas,


igualmente, foram trocadas pelas “nossas senhoras”. Assim como cada deus tinha uma função
particular (deus do fogo, da caça, do mar, etc.), os santos também são funcionais (um protege
os motoristas, outro protege das doenças, outro das dívidas, etc. ). Assim como os deuses
eram locais, ou seja, pertenciam a determinada cidade e a protegiam, assim também os
santos são “padroeiros” de algumas cidades que, muitas vezes, levam seus nomes.

Isso sem falar no sincretismo extremo encontrado não só no Brasil como também em muitas
partes do mundo, onde os cultos locais absorveram o catolicismo e continuaram a ser
praticados com uma roupagem cristã. Um exemplo claro e peculiar do Brasil foi a
identificação dos orixás dos cultos afros com os “santos, santas e nossas senhoras” do
catolicismo português.

Kardecismo

O conceito de Deus, utilizado por Alan Kardec, foi extraído diretamente do pensamento
judaico-cristão. Mesmo que o kardecismo não aceite definitivamente a natureza Trina de
Deus, nos demais aspectos é muito fácil perceber que quando se refere a Deus está-se
referindo ao Deus cristão. “Entretanto, desde que admita a existência de Deus, ninguém o
pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a
justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus”. Sendo assim, podemos considerar o
espiritismo kardecista uma religião monoteísta. Aliás, esse segmento espírita pode, mais do
que qualquer outro, ser chamado de espiritismo cristão (embora, na prática, isto seja um
contra-senso), visto o uso deliberado que Kardec faz dos evangelhos.

Este conceito monoteísta, todavia, não impede o relacionamento espiritual com outros seres,
por meio da oração e dos diálogos. Na prática, o contato, a manifestação e a “bênção” dos
espíritos são o centro do kardecismo, e não Deus ou Jesus Cristo. Absolutamente!

“As preces feitas a Deus escutam-nas os espíritos incumbidos da execução de suas vontades;
as que se dirigem aos bons espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres
que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede
sem a vontade de Deus [...] É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida [...]”.6

Como no catolicismo, o kardecismo substitui os santos pelos espíritos e passa a se relacionar


espiritualmente com eles. A citação que Kardec faz do segundo mandamento deixa margem
para uma adoração secundária ao lado do que ele chama de “culto soberano a Deus”.

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Veja sua declaração: “Não fareis imagem esculpida, nem figura alguma do que está em cima
no céu, nem embaixo na terra, nem do que quer que esteja nas águas sob a terra. Não os
adorareis e não lhes prestareis culto soberano”.

Com este argumento, abre-se espaço para um culto “relativo” aos espíritos, muito semelhante
ao que existe no catolicismo, separando latria, dulia e hiperdulia, como se a mera alteração
dos termos pudesse anular os efeitos da idolatria sobre a humanidade.

Islamismo popular

O primeiro artigo de fé dos muçulmanos é uma declaração explícita de seu monoteísmo: “Só
há um Deus, Alá, e Maomé é o seu profeta”. Esta profissão de fé foi sempre o âmago da
mensagem islâmica. Devido a isto, seria difícil imaginar que a fé muçulmana pudesse, de
alguma forma, tornar-se politeísta em suas práticas.

Convém lembrar, porém, que a maior parte das “conversões” dos povos ao islamismo se deu
sob a ponta de uma espada. Logo, não é de admirar que os neófitos, com o passar do tempo,
buscassem fazer algum tipo de sincretismo entre a crença monoteísta muçulmana e suas
crenças politeístas culturais, tal qual aconteceu com alguns povos da Europa Medieval ou com
os escravos africanos trazidos ao Brasil.

Basta a um povo encontrar e fundir pontos semelhantes entre sua cultura e uma religião
imposta para que o sincretismo seja realizado. Este fato não é, de forma alguma, ignorado
pelos muçulmanos. Fazlur Rahman, historiador muçulmano, assim se refere às práticas
politeístas dentro do islamismo: “A crença generalizada neste tipo de bênção levou à
veneração e adoração dos túmulos dos santos (islâmicos) e de outras relíquias. Ainda se
realizam anualmente peregrinações ao túmulo desses santos”.

A verdade é que o sufismo, um movimento místico dentro do islamismo tradicional, sempre


exerceu grande influência nas camadas populares. E o sufismo realizou, muitas vezes, um
sincretismo entre o islamismo e as religiões tribais, como admite o próprio Fazlur: “...O
sufismo envolvia uma desconcertante tendência de compromisso com crenças e práticas
populares das massas semiconvertidas e mesmo nominalmente convertidas. Dentro dessa
amplidão que desde o princípio foi latente no sufismo, permitiu uma heterogênea mistura de
atitudes religiosas herdadas do passado dos novos convertidos, que vai desde o animismo
africano até o panteísmo indiano”.

J. Dudley Woodberry, professor associado de estudos islâmicos na Escola de Missões


Mundiais do Seminário Teológico Fuller, fez uma excelente pesquisa na qual distinguiu,
dentro do islamismo, duas correntes: o islamismo formal, ideal, ou ortodoxo, que classificou
de “alto”, e o islamismo popular, que classificou de baixo. Mesmo sentindo certo peso por
relacionar-se com seres os quais chamam de tonongues, os muçulmanos das filipinas, por
exemplo, geralmente pedem para que esses tonogues sirvam de intermediários. E justificam:
“Deus criou os tonongues e lhes deu poder”.

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O islamisno popular, embora rejeite o politeísmo na teoria, na prática, porém, foi absorvido
pelo islamismo oficial em um esquema semelhante ao catolicismo que, apesar de dizer que
condena a idolatria, faz vistas grossas para ela ou, de forma velada, estimula a fé popular nos
santos e nas “nossas senhoras”. “A interação entre o islamismo ideal e o popular tem tido lugar
desde o surgimento do islamismo. A nova fé foi, ao mesmo tempo, combatida e colorida pelo
animismo existente na Arábia. Pedras, fetiches, árvores sagradas foram rejeitados como
objetos dotados de poder; e, no entanto, os muçulmanos sempre trataram a Pedra Negra
[aliás, objeto de culto das tribos árabes primitivas desde a Era pré-islâmica] e a água Zam
Zam, existentes no santuário de Meca, como fontes de poder e de bênção”.

Para termos uma idéia de até que ponto vai esse sincretismo, e quão presente está no
islamismo, basta frisar que na África Ocidental as pessoas rezam aos ancestrais, a fim de
adquirir poder. Conforme vão-se “islamizando”, mais e mais vão rezando a Deus, por meio dos
ancestrais.

Sendo assim, essa imagem de um monoteísmo sólido, vendida ao mundo pelo islamismo, não
corresponde inteiramente aos fatos. Os líderes islâmicos estão plenamente cônscios de um
culto paralelo aos santos, aos ancestrais, aos objetos e até mesmo ao próprio Maomé.

Estes poucos pontos, aqui expostos, são suficientes para mostrar que a insistência do
protestantismo, ou melhor, da fé evangélica, no padrão sola scriptura (somente a Escritura),
nunca será demasiada. O menosprezo dos conceitos teológicos da Bíblia como afirmações
absolutas das verdades divinas facilmente leva a uma frouxidão doutrinária que com certeza
resulta em práticas espirituais duvidosas.

“ ”

Esta verdade, tão vital para a humanidade, ainda que aceita por muitos, tem sido
ardilosamente distorcida, maquiada e anulada pelas primitivas práticas pagãs. Sob a
roupagem monoteísta e até mesmo cristã se escondem práticas politeístas e idólatras que
precisam ser desmascaradas e confrontadas com o verdadeiro culto a Deus.

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Capitulo III

Os Hebreus na Palestina

A quem pertence a região palestina?

Hoje essa tem sido a questão que não quer se calar; teria Israel direito à Terra da Palestina?
Não seria Israel um invasor? Os palestinos não são historicamente anteriores à chegada dos
Hebreus?

Localização geográfica da palestina

Palestina é a região que compreende a área geográfica situada entre o mar Mediterrâneo, a
oeste, o deserto da Arábia, a leste, o rio Litani, ao norte, e o deserto de Neguev, ao sul. Dentro
desses limites pouco precisos, inclui parte dos atuais estados de Israel, Jordânia e Egito. O
pequeno território, com uma superfície aproximada de vinte mil quilômetros quadrados,
constitui um corredor natural entre Ásia e África, muito disputado em todas as épocas, mais
por sua posição estratégica que por suas escassas riquezas naturais. (Barsa)

Quem foram os primeiros habitantes da palestina?

O Dicionário Bíblico de J. Davis descreve a etimologia da Palestina assim: “Os aborígines da


Palestina eram indivíduos de uma raça robusta e de elevada estatura, de que faziam parte os
enaquins – Js. 11:21-22; os refains – Gn. 14:5; os horreus, os emins, e os zanzumins – Dt. 2:10-
23. Traços das primitivas raças continuaram a existir ainda quando Abraão ali chegou, todo o
País era ocupado, principalmente, pelos amorreus e por outras tribos menores de Canaã; mas
os filisteus e os fenícios ocupavam as costas do Mediterrâneo, e os heteus habitavam a
fronteira norte e em Hebrom… a História primitiva da Palestina, antes da chegada de Abraão,
é muito obscura…” (Dicionário Bíblico, J. Davis; página 441,Ed. Juerp).

O que podemos notar na etimologia da Palestina é que ela era habitada por etnias diversas e
descentralizadas, não podemos dizer que havia nessa região uma civilização estabelecida.
Historicamente falando, os Egípcios foram à civilização mais bem elaborada do mundo
antigo; o povo Hebreu quando chegou a região da Palestina tinham um modelo vivo de
civilização, além de uma Lei muita bem estabelecida pelo seu líder Moises, que era instruído
em toda a ciência do Egito. At. 7:22. A conquista da Região fazia parte da lógica histórica; pois
um povo mais evoluído e estruturado, só poderia dominar e implantar suas Leis e seu sistema.

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Foi isso que fez o povo de Israel, usando sua experiência empírica/divina, o apanhado
tecnológico dos Egípcios, a sabedoria do seu “monarca” Moisés – a retórica histórica só
poderia se confirmar, os estado de Israel seria estabelecido. Toda história da Palestina foi
desenrolada através do povo Hebreu, seria ilógico alguém querer arvorar que a Terra da
Palestina não pertence aos Judeus. Além de Biblicamente, pois a Bíblia é clara sobre de quem
é a terra (Gn. 12), a história não deixa dúvida, Israel tem direitos sobre aquela região.

Dominou-a, dentro de uma ótica histórica aceita em âmbito geral, usando sua avançada
ideologia de conduta moral, social e ética (digo isso, pois há vários países que foram
instituídos da mesma maneira e ninguém duvida dos direitos dessas nações ). Poderíamos
dizer que Israel foi a primeira nação a elaborar um código de ética tão complexo e perfeito que
sua ideologia passou por séculos e séculos e influência até hoje a nossa sociedade.

Os Muçulmanos têm o Direito de Exigir de Israel a Devolução da Terra aos Palestinos?

Os islâmicos gostam de acusar a nação de Israel de extermínio e destruição das terras de seus
irmãos palestinos – seria isso verdade? É obvio que os Palestinos estão maximizando muitos
dos fatos; prova disso foi o caso do ataque judeu sobre Jenin (Incidente ocorrido no primeiro
semestre do ano de 2002). Alardearam que “um massacre” havia sido cometido contra civis
palestinos, morrendo mais de 500 pessoas. Entretanto, a verdade constatada mostrou que só
50 palestinos bem armados é que haviam sido mortos, mas Israel ficou com a fama de
sanguinário. Acredito que se não fosse o fator – “islamismo”, palestinos e judeus estariam
vivendo em paz, mas a fé em uma teologia antijudeu nunca deixará a paz brotar!

Os muçulmanos conquistaram a Palestina em 636, depois da batalha de Yarmuk, que pôs em


fuga os exércitos bizantinos. Dois anos depois, o califa Omar entrou em Jerusalém e, de uma
maneira “retalhadora”, permitiu a construção de uma mesquita no local onde existia o antigo
Templo Judaico. Apesar dos islâmicos argumentarem que respeitavam os cristãos e judeus, os
fatos mostram sua audácia desrespeitosa para com os que pensavam diferente. O escritor
Albert Hourani corrobora com o que estamos dizendo, vejamos: “Nos longos séculos de
domínio muçulmano houve alguns períodos de perseguição constante deliberada aos não
muçulmanos por governantes muçulmanos…” (Uma História dos Povos Árabes; Página 132; Cia
das Letras). Essa realidade de perseguições e ditaduras implantadas pelo Islã expulsou
definitivamente os Judeus da Palestina, com raras exceções de poucos que conseguiram
resistir e permanecer. Ser Judeu ou Cristão em meios muçulmanos não era fácil: tinham que
usar roupas que os diferenciavam dos muçulmanos; pagavam uma taxa extra por não serem
islâmicos; sofriam sansões sociais imposta pelos monarcas; não podiam exercer cargo no
governo; sinagogas e igrejas não podiam ser construídas, reformadas sem autorização do
estado (também as sinagogas e igrejas não podiam ser mais suntuosas que as mesquitas e nem
usarem as cores do Islã).

Devemos notar também o interesse militar que aquela faixa de terra despertava por ser
geograficamente estratégica, ligando África/Ásia/Europa. Eliminar todos aqueles que
pensavam diferente sempre fez parte das políticas ditatórias da história e não foi diferente
nos governos islâmicos. Dentro deste contexto, podemos admitir que o Islã não têm o direito
de negar a Israel o seu estado. É obvio que a recíproca é verdadeira.

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Soteriologia
1. Ramessés Israel foi tirada do Egito. Êx. 12; Nm. 33:5.

2. Sucote Depois que os hebreus deixaram esse primeiro acampamento, o Senhor ia adiante
deles, de dia numa coluna de nuvem, e de noite numa coluna de fogo. Êx. 13:20–22.

3. Pi-Hairote Israel atravessou o Mar Vermelho. Êx. 14; Nm 33:8.

4. Mara O Senhor fez com que as águas de Mara se tornassem doces. Êx. 15:23–26.

5. Elim Israel acampou ao lado de 12 fontes de água. Êx. 15:27.

6. Deserto de Sim O Senhor enviou maná e codornizes para alimentar Israel. Êx. 16.

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7. Refidim Israel pelejou contra Amaleque. Êx. 17:8–16.

8. Monte Sinai O Senhor revelou os Dez Mandamentos. Êx. 19–20.

9. Deserto do Sinai Israel construiu o tabernáculo. Êx. 25–30.

10. Acampamentos no Deserto Setenta anciãos foram chamados para ajudar Moisés a
governar o povo. Nm. 11:16–17.

11. Eziom-Geber Israel atravessou as terras de Esaú e de Amom em paz. Dt. 2.

12. Cades-Barnéia Moisés envia espiões para a terra prometida; Israel rebelou-se e foi
impedido de entrar na terra; Cades serviu como o acampamento principal de Israel
durante muitos anos. Nm. 13:1–3, 17–33; 14; 32:8; Dt. 2:14.

13. Deserto Oriental Israel evitou o conflito com Edom e Moabe. Nm. 20:14–21; 22–24.

14. Ribeiro de Arnom Israel destruiu os amorreus que lutaram contra eles. Dt. 2:24–37.

15. Monte Nebo Moisés viu a terra prometida. Dt. 34:1–4. Moisés fez seus três últimos
sermões. Dt. 1–32.

16. Campinas de Moabe O Senhor disse a Israel que fizesse a divisão da terra e que
expulsasse os habitantes. Nm. 33:50–56.

17. Rio Jordão Israel atravessou o Rio Jordão a seco. Próximo a Gilgal, pedras tiradas do fundo
do Rio Jordão foram reunidas em um memorial da divisão das águas do Jordão. Js. 3–5:1.

18. Jericó Os filhos de Israel capturaram e destruíram a cidade. Js. 6.

Portanto, queremos reafirmar: está escrito na Bíblia, em Gênesis 12:6-7, 15:13-21, 17:1-8,
17:19, 26:1-5, 28:10-14 e 35:9-12, que Deus deu aos israelitas toda a Terra de Canaã, que
posteriormente passou a ser chamada Terra de Israel, e atualmente muitos chamam
indevidamente de “Palestina”.

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Capitulo IV

Etapas da Política dos Hebreus



I. Período dos Patriarcas

Os primeiros acontecimentos Históricos narrados na Bíblia, ou seja, possíveis de serem datados,


remontam à Abraão, por volta de 1850 aC. Com ele se inicia o período conhecido como Época dos
Patriarcas. Este período, que finaliza por volta de 1778 a 1610 aC., compreende, desde a instalação
dos Patriarcas em Canaã até o seu deslocamento para o Egito.

Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, patriarca é: “Chefe de família, entre
os povos antigos, principalmente os do Antigo Testamento. Venerando cercado de família
numerosa. Chefe de família exemplar”.

No Dicionário Bíblico Universal, publicado pela Editora Vida, diz-nos que: “Patriarcas são
Príncipes, chefes de família ou de tribos. O termo foi aplicado com um sentido especial no
Novo Testamento a Abraão, Isaque, Jacó, aos filhos de Jacó e a Davi. No Antigo Testamento a
expressão equivalente é em geral “príncipe da tribo”. Mas o título é, ordinariamente, dado
àqueles que viveram antes do tempo de Moisés. Sob o regime patriarcal o pai de família, ou
chefe de tribo, tinha autoridade suprema sobre seus filhos e servos. Ele não tinha que dar
contas dos seus atos a qualquer superior terrestre, e por isso podia recompensar ou castigar,
segundo a sua maneira de ver. Encontra-se isto inteiramente exemplificado nas vidas de
Abraão, Isaque e Jacó. Cada um exercia a sua autoridade com poder absoluto, e, como nos
casos de Israel, Esaú, Jacó, Simeão e Levi, procediam os patriarcas mais segundo os seus
sentimentos pessoais do que em virtude de qualquer estabelecido código de leis. É claro que
na proporção em que os patriarcas possuíam o temor de Deus, o seu governo havia de
exercer-se com justiça e bondade, mas onde faltava esse sentimento religioso, haveria
opressão, violência e injustiça”.

Ao recorremos a leitura do Novo Testamento constatamos a veracidade das informações, a


partir do livro de Atos quando a denominação é atribuída a Davi pelo apóstolo Pedro em seu
discurso: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele
morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. At 2:29.

Mais adiante, Lucas relata que o apóstolo Pedro pregando no templo menciona Abraão,
Isaque e Jacó como nossos pais: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos
pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos
negastes, quando este havia resolvido soltá-lo”. At 3:13.

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Em Atos 5:30, o apóstolo Pedro e os demais apóstolos se referem implicitamente a Abraão,
Isaque e a Jacó, ao se defenderem de seus acusadores, dizendo: ”O Deus de nossos pais
ressuscitou a Jesus, ao qual vós matastes, suspendendo-o no madeiro”.

Em Atos 7:11, o apóstolo Paulo, explicando o evangelho, se detém em contar acerca da


grande fome que fez com que Jacó enviasse seus filhos ao Egito para comprar alimentos.
Dentre estes filhos de Jacó estavam ausentes José porque já estava no Egito. (Gênesis 1:5)
onde foi nomeado Governador pelo Faraó e que foi o instrumento de Deus para matar a fome
de seus irmãos e cumprirem-se as promessas feitas a seu pai (Jacó), seu avô (Isaque) e a seu
bisavô (Abraão); e Benjamim, que era o irmão mais novo e havia ficado com seu pai (Jacó). Gn
42:4. Na segunda viagem Benjamim foi também ao Egito para cumprir-se uma ordem de José:
”Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em dobro nas mãos, e a Benjamim; e,
levantando-se desceram ao Egito e apresentaram-se diante de José”. Gn 43:15.

Segundo a narrativa de Lucas, no sermão de Estevão, este mencionou os irmãos de José como
pais ou patriarcas: “E deu-lhe o pacto da circuncisão; assim então gerou Abraão a Isaque, e o
circuncidou ao oitavo dia; e Isaque gerou a Jacó, e Jacó aos doze patriarcas”. At 7:8.
”Sobreveio então uma fome a todo o Egito e Canaã, e grande tribulação; e nossos pais não
achavam alimentos”. At 7:11. E ainda, em Atos 7:12 os pais são enviados ao Egito em busca de
alimentos.

Deste modo os doze filhos de Jacó fazem parte no rol dos patriarcas e ao examinarmos o
Antigo Testamento constatamos que foram estes patriarcas que deram nomes as Tribos de
Israel que tomaram posse cada um de sua parte na divisão das terras de Canaã após a
conquista por Josué, e são eles: Rubem, Simeão, Issacar, Dã, Gade, Aser, Judá, Benjamim,
Nebulom, Naftali, José e Levi. Gn 49:1-28.

Jacó e seus filhos morreram no Egito: Jacó, pois, desceu ao Egito, onde morreu, ele e nossos
pais. At 7:15; Gn 49:33; Êx 1:6.

O Novo Testamento não destaca outros patriarcas posteriores a descendência de Jacó (Israel),
que assim possa ser cognominado. Estevão, denomina os homens que conquistaram a terra
de Canaã como pais de seu povo: ”...o qual nossos pais, tendo-o por sua vez recebido, o
levaram sob a direção de Josué, quando entraram na posse da terra das nações que Deus
expulsou da presença dos nossos pais, até os dias de Davi”. At 7:45. Esta conotação não é mais
a mesma atribuída aos patriarcas mencionados anteriormente. “Estes pais são bem
diferentes, senão vejamos os textos a seguir: Homens de dura cerviz, e incircuncisos de
coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; como o fizeram os vossos pais, assim
também vós.” At 7:51. “A qual dos profetas não perseguiram vossos pais? Até mataram os que
dantes anunciaram a vinda do Justo, do qual vós agora vos tornastes traidores e homicidas”.
At 7:52. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios refere-se ao povo hebreu no deserto como
nossos pais: “Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da
nuvem, e todos passaram pelo mar”. I Co 10:1. Deus também tratou o seu povo como pais do
povo. “... onde vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, e viram por quarenta anos as
minhas obras”. Hb 3:9.

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A única semelhança que estes pais guardam com os patriarcas se limitaram ao benefício das
bençãos prometidas aos autênticos patriarcas: Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos que
ficaram sepultados no Egito, com exceção dos restos mortais de José que foram levados para
Canaã por ocasião do êxodo conforme seu pedido. Gn 50:24-26; Êx 13:19; Hb 11:22. Assim
todos os pais e todo o povo escolhido tinham herança ao beneficiarem-se das bênçãos
prometidas aos patriarcas, mas já não tinham mais este título nobre.

A última menção aos patriarcas no Novo Testamento foi feita pelo autor do livro aos Hebreus
destacando o nome de Abraão quando de seu encontro com o Sacerdote Melquisedeque a
quem deu o dízimo dentre os melhores despojos. “Considerai, pois, quão grande era este, a
quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dentre os melhores despojos. Hb 7:4”.

Quando Deus chamou Abraão do meio do seu povo para possuir uma terra, dizendo que faria
dele uma grande nação e que ele seria uma bênção para todas as famílias da terra, estava
sendo chamado o primeiro patriarca. Gn 12:1-3. Quando o filho de Abraão e Sara nascer se
tornará o segundo patriarca na hierarquia da aliança feita com Abraão. Gn 17:21.

Jacó testificando da aliança que Deus fez com seus pais, invoca a Deus e menciona os nomes
de seu avô e de seu pai, os patriarcas Abraão e Isaque. Gn 32:9.

Em Gênesis 35:12, Deus confirma a aliança feita com os pais prometendo a Jacó e a sua
descendência a terra que havia dado a Abraão e a Isaque. Jacó torna-se então o terceiro
patriarca nomeado por Deus por meio das promessas a seus pais e estende o título a seus
filhos que se tornam os demais patriarcas.

Em Gênesis 48:15 Jacó abençoa a José mencionando os nomes de Isaque e de Abraão com os
quais Deus tinha feito a aliança.

Em Gênesis 50:24 José fala com seus irmãos acerca das promessas a Abraão, Isaque e Jacó.

Estes dois últimos textos de Gênesis deixam claro que os filhos de Jacó por hereditariedade
herdaram também o título de patriarcas. Inúmeros outros textos no Antigo Testamento
testificam das promessas aos pais, principalmente quando Deus se apresentava a Moisés,
dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Deus na verdade estava dizendo: Eu
sou o Deus que fez aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. Êx 2:24; 3:6; 4:5; 6:3; 6:8; 33:1;
Lv 26:42; I Crô 29:18. Em todo o Antigo Testamento encontramos textos que retratam o
relacionamento entre Deus e os patriarcas (pais) e a sua descendência (até os filhos de Jacó)
conforme o texto de Lucas em Atos (Deut 1:8). E por conseqüência a todo o povo de Israel.

O único patriarca mencionado no Novo Testamento que é bem posterior aos filhos de Jacó é o
Rei Davi. At 2:29. E um dos patriarcas não mencionado explicitamente no Novo Testamento,
mas que a tradição cristã tem por hábito mencioná-lo fazendo justiça é Noé. Um grande chefe
de família que gozava de íntima comunhão com Deus. Foi um profeta e construtor de uma
grande arca que abrigou os animais e a sua família por ocasião do dilúvio preservando a
espécie humana e atendendo à vontade de Deus. Gn 7:1.

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II. Governo dos Juízes

Após a morte de Josué e dos anciãos, veio uma situação anárquica, em que não havia
obediência aos mandamentos divinos. Jz 2.12-15. E em consequência disso certas pessoas
foram escolhidas por intervenção divina, para governarem a nação como juízes ou
libertadores. Não tinham poder de fazer novas leias, mas somente o de julgarem em
conformidade com a lei de Moisés. Havia neles, também o poder executivo, embora a sua
jurisdição se estendesse somente algumas vezes a certa parte do país. Não tinha estipêndio
estabelecido, mas o povo estava acostumado a levar-lhes presentes, ou oferendas. Esta forma
de governo durou desde a morte de Josué até à escolha de Saul para ser rei, compreendendo um
espaço de 460 anos.

Samuel foi o mais notável dos juízes, parecendo que na última parte de sua vida ele se limitava
a exercer principalmente a missão de profeta. Sendo Saul rei, finalizou a forma teocrática de
governo. I Sm 8.7. A pessoa do juiz era considerada santa e sagrada, de modo que consultá-lo
era o mesmo que “consultar a Deus”. Ex 18.15. Era ele divinamente dirigido, não temendo
então a face de ninguém.

Além dos juízes supremos, havia anciãos da cidade, que constituíam um tribunal de justiça,
com o poder de resolver pequenas causas da localidade. Dt 16.18.

Os principais juízes foram quinze:

1. Otniel (Jz 3.9) – De Judá, livrou a Israel do rei da mesopotâmia;


2. Eúde (Jz 3.15) – Expulsou os amonitas e os moabitas;
3. Sangar (Jz 3.31) – Matou 600 filisteus e salvou a Israel;
4. Débora (Jz 4.5) – Associada a Baraque, guiando a Naftali e Zebulom à vitória contra os
cananeus;
5. Gideão (Jz 6.36) – Expulsou os midianitas do território de Israel;
6. Abimeleque (Jz 9.1) – Pseudo libertador sem autoridade divina;
7. Tola (Jz 10.1) – Subjugou os amonitas;
8. Jair (Jz 10.3) – Subjugou os amonitas;
9. Jefté (Jz 11.11) – Subjugou os amonitas;
10. Ibsã (Jz 12.8) – Perseguiu os filisteus;
11. Elom (Jz 12.11) – Perseguiu os filisteus;
12. Abdom (Jz 12.13) – Perseguiu os filisteus;
13. Sansão (jz 16.30) – Perseguiu os filisteus;
14. Eli (1Sm 4.18) – Julgou a Israel como sumo sacerdote;
15. Samuel (I Sm 7.15) – Agiu principalmente como profeta.

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III. Instituição da Monarquia

Por volta de 1010 a.C. os hebreus unificaram suas tribos e formaram o reino de Israel, do qual
o 1° rei foi Saul. Coube a seu sucessor, Davi (1006-966 a.C.), a tarefa de expulsar da Palestina
um dos povos rivais: os Filisteus. Após escolher Jerusalém – cidade que já existia – para capital
do reino, Davi dividiu Israel em doze (12) províncias (ou tribos).

Com Salomão (966-926 a.C.), filho de Davi, o reino de Israel conheceu sua fase de esplendor e
de centralização religiosa. É dessa época a construção do templo de Jerusalém. Época de
grande estabilidade e riqueza, quando é criada uma corte em Jerusalém.

Após a morte de Salomão, as tribos do norte se separaram, criando o reino de Israel ou do


Norte. Este reino possuía uma área geográfica maior e era mais rico que o reino do Sul ou de
Judá. Porém, politicamente era instável, ao contrário do de Judá, que continuou governado
pela dinastia de Davi. O Reino de Israel iniciou-se com o reinado de Jeroboão I, após a morte
de Salomão, em 931 a.C, e se prolongou até 722 a.C, quando este reino foi conquistado pelos
Assírios. Já o reino de Judá, também inaugurado após a morte de Salomão, teve como
primeiro rei Roboão, seu filho, e prolongou-se até a conquista pelos babilônicos em 597 a.C.

Em 539 a.C. Ciro I, o grande, rei da Pérsia, conquistou a Mesopotâmia e permitiu que os
hebreus retornassem à Palestina, onde viveriam em liberdade desde que lhe pagassem
tributos. A região da Palestina foi dominada pelos gregos e depois pelos romanos. Em 70 d.C.
Tito, general romano, destruiu Jerusalém e os hebreus abandonaram a Palestina. Em razão da
violência imposta por estes últimos, os hebreus dispersaram-se por vários lugares do mundo
na chamada Diáspora. Essa dispersão durante cerca de 2 mil anos.

Mesmo vivendo separados uns dos outros, sem governo e sem território próprios até 1948,
quando a ONU criou o Estado de Israel, os judeus mantiveram vivo o sentimento de
identidade nacional e religiosa. Esse sentimento de pertencer a uma única nação só foi
possível em razão de sua forte crença religiosa e do fato de acreditarem que a Palestina estava
destinada a eles por vontade divina.

Segundo a tradição, o Muro das Lamentações, em Jerusalém, é a única parte que restou do
Templo de Salomão, destruído por tropas do rei babilônico Nabucodonosor em 587 a.C. A
cidade de Jerusalém é considerada sagrada por três grandes religiões monoteístas: Judaísmo,
Cristianismo, Islamismo.

III. Os reis antes da divisão:

1. Saul ( )
2. Davi ( )
3. Salomão ( )

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IV. Reino Dividido ( )

O Reino de Israel, no tempo do rei Roboão, se divide, formando dois reinos: Israel, ao Norte,
tendo como cidade principal Samaria, formado por 10 das 12 tribos; e forma-se ao sul o reino
de Judá, tendo Jerusalém como centro político e religioso, formado pelas tribos de Judá e
Simeão. Após essa divisão ocorrem diversas investidas na região por parte do Egito, Assíria e
Babilônia, que ao dominarem as regiões, tributavam-nas. As 10 tribos do Norte são tomadas
pelos Assírios no séc. VIII a.C. e o reino do sul sofre com os egípcios tributando-os e no séc. VII
e no séc. VI a.C. com os babilônicos.

1. Dois Reinos: Norte e Sul (933-721 a.C)

Reis de Israel (Reino do Norte)

1. Jeroboão I (937 aC) 1Rs 11.28 11. Joacaz (814 aC) 2Rs 10.35
2. Nadabe (915 aC) 1Rs 14.20 12. Joás (797 aC) 2Rs 13.10
3. Baasa (914 aC) 1Rs 15.16 13. Jeroboão II (781 aC) 2Rs 14.23
4. Elá (891 aC) 1Rs 16.8 14. Zacarias (741 aC) 2Rs 14.29
5. Zinri (890 aC) 1Rs 16.15 15. Salum (741 aC) 2Rs 15.10
6. Onri (890 aC) 1Rs 16.16 16. Manaém (740 aC) 2Rs 15.14
7. Acabe (876 aC) 1Rs 16.29 17. Pecalias (737 aC) 2Rs 15.23
8. Acazias (856 aC) 1Rs 22.40 18. Peca (736 aC) 2Rs 15.25
9. Jeorão ou Jorão (854 aC) 2Rs 1.17 19. Oséias (730 aC) 2Rs 15.30
10. Jeú (842 aC) 1Rs 19.16

Reis de Judá (Reino do Sul)

1. Reoboão (937 aC) 1Rs 11.43 12. Acaz (734 aC) 2Rs 15.38
2. Abias (920 aC) 1Rs 14.31 13. Ezequias (727 aC) 2Rs 16.20
3. Asa (917 aC) 1Rs 15.8 14. Manasses (697 aC) 2Rs 21.1
4. Josafá (878 aC) 1Rs 15.24 15. Amon (642 aC) 2Rs 21.19
5. Jeorão (851 aC) 2Cr 21.1 16. Josias (640 aC) 1Rs 13.2
6. Acazias (843 aC) 2Rs 8.25 17. Joacaz ou Salum (608 aC) 2Rs 23.30
7. Atalias (rainha) (842 aC) 2Rs 8.26 18. Joaquim (608 aC) 2Rs 23.34
8. Joás (836 aC) 2Rs 11.2 19. Jeoaquim ou Jeconias (598 aC) 2Rs 24.6
9. Amazias (796 aC) 2Rs 14.1 20. Zedequias ou Matanias (598 aC) 2 Rs
10. Uzias ou Azarias (777 aC) 2Rs 14.21 24.17
11. Jotão (750 aC) 2Rs 15.5

a. Livros sobre o período: I e II Reis, II Crônicas


b. Profetas do Reino do Norte: Elias, Eliseu, Jonas, Amós, Oséias
c. Profetas do Reino do Sul: Micaías, Joel, Isaías, Miquéias, Jeremias, Habacuque

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Declínio e queda do reinado

1. Queda do Reino do Norte e cativeiro israelita sob os assírios (722/721 a.C) - ISRAEL

a. Profeta do período: Oséias


b. Livro sobre o período: II Reis
c. Cativos não mais voltam à sua terra.

2. Reino do Sul sozinho (721-587 a.AC) - JUDÁ

a. Profetas do período: Isaías, Miquéias, Jeremias, Sofonias, Habacuque


b. Livros sobre o período: II Reis, II Crônicas

(606 a.C em diante)

a. Profetas do período da Queda e Cativeiro: Jeremias, Habacuque, Daniel, Ezequiel, Obadias


b. Profetas em Babilônia, no cativeiro: Daniel, Ezequiel
c. Livros sobre o período: II Reis, II Crônicas, Daniel, Ezequiel
d. Reino do Sul (Judá) vencido pela Babilônia: início do cativeiro de Judá (606 a.C).

É nesse período que Nabucodonosor rei da Babilônia, por motivo de uma rebelião por parte
dos judeus contra seu domínio tributário, em 605 a. C., leva cativo o rei de Judá e parte do
povo da terra. Em uma segunda rebelião, Jerusalém é cercada por dois anos e num segundo
cativeiro são levados mais de 10000 habitantes. Uma terceira rebelião faz com que Jerusalém
seja totalmente destruída, os muros são derrubados, o Templo destruído e seus tesouros
roubados (que segundo relatos bíblicos eram muitos). Jovens, donzelas, velhos, crianças são
mortos pela fome dos cercos e tomadas da cidade. A tomada e a destruição de Jerusalém são
detalhadamente contadas no final do segundo Livro dos Reis.

a. Cativeiro do Norte – Desobediência e idolatria. II Re 17.6-20


c. Cativeiro do Sul – Desobediência e idolatria. Jr 25.7
d. Pelo não cumprimento da lei do sábado (Ano do Jubileu – Lv 25.2-7) Esta causa é narrada
pelo cronista. II Cr 36.21.

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Capitulo V

Os Templos dos Hebreus

Tanto por sua origem como pelo uso comum a palavra templo, quando usada literalmente,
tem um significado restrito e específico. A idéia de templo é essencialmente a de um lugar
destinado especificamente às cerimônias consideradas sagradas, seja o seu caráter sagrado
real ou suposto; num sentido mais restrito, os templos são prédios construídos para a
realização de cerimônias sagradas e são utilizados exclusivamente para esse fim.

Em muitas épocas diversas, tanto os adoradores de ídolos como os seguidores do Deus


verdadeiro e vivo construíram prédios considerados inteiramente como santuários ou que
continham certas áreas consideradas santuários. Os templos pagãos da antigüidade recebiam
o nome de deuses e deusas mitológicos e eram considerados como sendo a morada do deus
cujo nome levavam. Os pátios externos desses templos eram utilizados para assembléias
gerais e cerimônias públicas, mas sempre havia recintos interiores em que somente os
sacerdotes consagrados podiam entrar e onde, dizia-se, a divindade manifestava sua
presença. Uma prova da exclusividade dos templos antigos, até dos pagãos, é que vemos que
o altar pagão não ficava dentro do templo em si; ficava de frente para a entrada principal. Os
templos nunca foram vistos como locais de assembléias para o público em geral, mas como
recintos sagrados, consagrados às cerimônias mais solenes de um sistema de adoração
específico (seja idólatra ou divino) e eram um símbolo visível e uma imagem tangível desse
sistema.

Na antigüidade, o povo de Israel destacou-se entre as nações pela construção de santuários


dedicados ao nome do Deus vivo. Esse serviço lhe era exigido especificamente por Jeová, a
quem o povo professava servir. A história de Israel como nação data do êxodo. Durante os
quatro séculos de escravidão no Egito, os filhos de Jacó transformaram-se em um povo
numeroso e forte; contudo, estavam no cativeiro. No momento certo, porém, suas aflições e
súplicas chegaram ao Senhor, que os conduziu com o braço de Seu poder. Assim que
escaparam do ambiente idólatra do Egito, foi-lhes exigido que preparassem um santuário em
que Jeová manifestaria Sua presença e comunicaria Sua vontade no papel de Rei e Senhor a
quem eles aceitaram.

I. O Tabernáculo (no deserto)

O Tabernáculo foi uma estrutura física construída pelo povo de Israel, sob a supervisão de
Moises, cerca 1450 a.C. O “lay-out” do Tabernáculo e os materiais de sua construção foram
especificados em grande detalhe à Moisés por Deus no Monte Sinai, e isto a algumas semanas
depois do povo de Israel ter saído do Egito (o Êxodo). O Tabernáculo foi uma construção
portátil, feita por mãos hábeis e transportado por uma tribo (os Levitas) através dos 40anos
de peregrinação no deserto.

No reinado de Davi e no de Salomão, até à construção do templo, o tabernáculo estava num


alto que havia em Gabaom, I Cr 16.39; 21.29. Depois que Salomão edificou o templo, segundo
o modelo do tabernáculo, porém em mais largas proporções, tudo que havia no tabernáculo
foi transferido pra ele. I Rs 8.4; II Cr 5.5.
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Soteriologia
II. O Templo de Salomão

O Templo de Salomão (no hebraico ‫המקדש בית‬, Beit HaMiqdash), foi o primeiro Templo em
Jerusalém, construído no século XI a.C., e funcionou como um local de culto religioso judaico
central para a adoração a Javé, Deus de Israel, e onde se ofereciam os sacrifícios conhecidos
como korbanot.

O Rei Davi, da tribo de Judá, desejava construir uma casa para Javé (YHWH), onde a Arca da
Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória ou
tabernáculo, existente desde os dias de Moisés. Segundo a Bíblia, este desejo foi-lhe negado
por Deus em virtude de ter derramado muito sangue em guerras. No entanto, isso seria
permitido ao seu filho Salomão, cujo nome significa "paz". Isto enfatizava a vontade divina de
que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem pacífico. II Samuel 7:1-16; I Reis
5:3-5; 8:17; I Crónicas 17:1-14; 22:6-10.

III. O segundo Templo (Zorobabel/Herodes)

O Segundo Templo foi o templo que o povo judeu construiu após o regresso a Jerusalém,
(depois do cativeiro babilônico), no mesmo local onde o Templo de Salomão existira antes de
ser destruído. Segundo o relato bíblico, a reconstrução do templo foi designada pelo
imperador persa Ciro II. No ano 539 a.C., Ciro apodera-se da Babilónia e ordena o
repatriamento dos judeus mantidos em cativeiro e a reconstrução do seu templo, que,
segundo a descrição presente no livro de Esdras (capítulo 1, versículos 1 a 4), terá tido lugar
sob Zorobabel, sendo apoiada pelo funcionário Esdras e pelos profetas Zacarias e Ageu.

Remodelação por Herodes: No século I a.C., Herodes o Grande ordena uma remodelação ao
templo, considerada por muitos judeus como uma profanação, com o propósito de agradar a
César, tendo mandar construir num dos vértices da muralha a Torre Antónia, uma guarnição
romana que dava acesso direto ao interior do pátio do templo. Certos autores designam o
templo após esta intervenção por "Terceiro Templo". Não se podia mudar a arquitetura do
templo, Deus havia dado o modelo a Davi, e ordenou que se seguisse o modelo pré-
determinado por Ele. A mudança que Herodes fez simbolizava uma profanação para os
judeus. Foi destruído no ano 70 pelos romanos.

O templo da Tribulação é importante porque é o templo que muitos judeus em Israel estão
tentando reconstruir no presente. Saber o que a Bíblia ensina sobre os templos do passado,
presente e futuro dá aos crentes a base necessária para ver o terceiro templo do ponto de
vista de Deus. Apesar de que a esperança judaica para o próximo templo é que ele seja o
templo messiânico, a Bíblia deixa claro que ele será, na verdade, o templo transitório do
Anticristo. O fato de Israel ter sido restabelecido como nação em 1948, de Jerusalém ter sido
reconquistada em 1967 e dos judeus estarem fazendo esforços cada vez mais significativos
para a construção do terceiro templo, demonstra que estamos chegando perto do fim da atual
era da Igreja e do início da Tribulação. O cenário divino para o fim dos tempos está tomando
forma e o centro das atenções é a reconstrução do templo em Jerusalém. A mão de Deus está
agindo.

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Capitulo VI

A Diáspora

( )

Primeira diáspora (Galut Bavel)

De acordo com a Bíblia, a Diáspora é fruto da idolatria e rebeldia do povo de Israel e Judá para
com Deus, o que fez com que este os tirasse da terra que lhes prometera e os dispersasse pelo
mundo até que o povo de Israel retornasse para a obediência a Deus, onde seriam restaurados
como uma nação soberana e senhora do mundo. Geralmente se atribui o inicio da primeira
diáspora judaica ao ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico —
invadiu o Reino de Judá, destruindo a Jerusalém, e o Templo; e deportando os judeus para a
Babilônia. Mas esta dispersão se inicia antes, em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é
destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são dispersas pelo mundo.

Diáspora na Babilônia

Com a conquista de Judá cerca de quarenta mil judeus foram deportados para a Babilônia,
onde floresceram como comunidade e mantiveram suas práticas e costumes religiosos,
associados à outros costumes herdados dos babilônios. A assimilação fez com que o hebraico
perdesse sua importância em função do aramaico que tornou-se a língua comum. Com a
queda do poder babilônico e a ascensão do imperador persa Ciro I, este permitiu que algumas
comunidades judaicas retornassem para a Judéia, mas a grande maioria da população judaica
preferiria permanecer em Babilônia onde tinham uma sociedade constituída do que retornar
às vicissitudes da reconstrução de um país. Com o domínio romano sobre a Judéia, a maior
parte dos judeus que viviam na Judéia emigrou para Babilônia, que se tornou o maior centro
comunitário judaico no mundo até o século XI. Ao vencerem os partas em 226, os persas
novamente conquistam a Babilônia, mas os judeus permanecem com uma relativa autonomia
sob a liderança do exilarca ou Resh Galuta (Príncipe do Exílio), descendente de Davi. No
século IV é compilado o Talmud Babilônico, e tem início a crise caraíta. A comunidade judaica
na Babilônia perdurou solidamente através da história, influenciando o judaísmo mundial
também na segunda diáspora e só deixará de existir com a emigração dos judeus do Iraque no
século XX.

Segunda Diáspora

A Segunda Diáspora aconteceu muitos anos depois, no ano 70 d.C. Os romanos destruíram
Jerusalém, e isso acarretou uma nova diáspora, fazendo os judeus irem para outros países da
Ásia Menor ou sul da Europa. As comunidades judaicas estabelecidas nos países do Leste
Europeu ficam conhecidas como Asquenazi (netos de Noé). Perseguidos pelo islamismo, os
judeus do norte da África (sefardins) migram para a península Ibérica. Expulsos de lá pelo
crescente cristianismo do século XV, migram para os Países Baixos, Bálcãs, Turquia, Palestina
e, estimulados pela colonização europeia, chegam ao continente americano.
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Capitulo VII

O Renascimento de Israel

Durante a Segunda Guerra Mundial, foram


mortos seis milhões de judeus; milhões foram
roubados; sua cultura e sua sociedade foram
mutiladas. Este holocausto quase
inacreditável reforçou a ideia do movimento
sionista, que pregava a criação de um Estado
nacional para os judeus. Daí chegou-se à
fundação do Estado de Israel, em 1948.

Quando o Estado de Israel foi criado, a


Palestina era governada pela Inglaterra desde
1916. Poucas horas antes de se esgotar o
mandato inglês sobre a Palestina, no dia 14 de maio de 1948, foi criado o Estado de Israel.

Desde o século treze, até 1916, o império turco-otomano controlava todo o Oriente Médio.
Com sua derrota na Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e a França assumem o controle
sobre o Oriente Médio, que é dividido em vários Estados separados: Iraque, Síria, Jordânia,
Líbano e Palestina. Um ano mais tarde, pela Declaração de Balfour, os ingleses prometiam
aos judeus um lar na Palestina. Era a concretização de um sonho que Theodore Herzl
acalentava: que os judeus tivessem uma terra onde pudessem se sentir livres.

Em 1922, a Liga das Nações havia aprovado a ideia da criação de um Estado judeu na
Palestina, embora não se cogitasse ainda a de um Estado independente e soberano. Esta ideia
só surgiu mais tarde. A imigração de judeus se intensifica. Só que, até aquele momento, a
população nativa - os árabes - não havia sido consultada.

A Alemanha de Hitler declarou que era chegada a hora da "solução final", que significava a
total aniquilação dos judeus. Com isso, aumentou o número de judeus que fugiam para Israel.
E com o fim da Segunda Guerra Mundial, a ONU propõe a divisão da Palestina em dois
Estados: um Estado árabe e um Estado judeu. A União Soviética e os países árabes rejeitam a
proposta. Para os judeus, que haviam escapado ao holocausto, Israel é, afinal, o paraíso que
tanto esperaram. Para os palestinos, é uma grande injustiça permitir-se que sua terra seja
ocupada por gente recém-chegada.

A estrada longa e deserta: Dizer apenas que os judeus “sonhavam” com seu retorno não reflete
nem de longe a intensidade desse anseio. Há milênios, os filhos e filhas de Abraão têm sido
um povo marcado para o extermínio. Eles sofreram nas mãos dos cruzados, inquisidores,
perseguidores e defensores das expulsões dos países em que viviam. Eles foram forçados a
usar símbolos degradantes que os identificavam como judeus, e passaram pela aflição de
serem metidos em guetos abarrotados, onde até mesmo os direitos mais simples lhes eram
negados.

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Capitulo VIII

Israel e a Escatologia Bíblica

Israel é verdadeiramente o relógio


histórico e profético. O programa
profético universal de Deus, seja para
Israel, seja para a Igreja, seja para as
nações gentias, se desenvolve direta
ou indiretamente por meio do povo
judeu. Muito frequentemente, os
crentes tentam ver onde se acham no
programa profético com base em
como eventos mundiais afetam o país
em que vivem. No entanto, a verdadeira determinação de nossa posição na história se baseia
em como os eventos mundiais afetam a história judaica e o povo judeu. Assim, quando
ocorrem eventos de repercussão mundial, os critérios para relacioná-los à profecia bíblica não
são a maneira pela qual afetam a Igreja, nem o modo pelo qual afetam qualquer nação
gentílica, não importa quão grande e poderosa, mas o modo pelo qual afetam a história
judaica e o povo de Israel.

Israel é chamado "O relógio de Deus", pois é como uma vitrine apocalíptica sendo revelada a
cada dia. Veja a construção deste enorme muro ao redor de Jerusalém, por exemplo; não seria
a preparação para a volta de Jerusalém como capital de Israel? Temos inúmeros sinais que
estão se cumprindo, Jesus está às portas!.

1. O renascimento de Israel como nação soberana

Em 14 de maio de 1948, quando os ingleses deixaram a região, os Judeus, apoiados pelos


Estados Unidos, proclamaram oficialmente o novo Estado de Israel, em cumprimento à
profecia bíblica de Isaías, que diz: “Poder-se-ía fazer nascer uma terra NUM SÓ DIA? Nasceria
uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.” Isaías 66.8

2. O deserto floresce

Subjugada durante séculos por povos estranhos, a Terra Santa se foi tornando, pouco a
pouco, um enorme deserto. Era o cumprimento da Palavra de Deus em Levítico 26.33: “... E a
vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas”.

Foi exatamente nestas condições que os primeiros Judeus encontraram a palestina. Todavia,
trabalhando diuturnamente nas condições mais desfavoráveis possíveis, os novos
colonizadores plantaram milhões de mudas de árvores e drenaram extensos pântanos,
através de um arrojado programa de recuperação do solo, em que parte das águas do rio
Jordão foram desviadas, até que o deserto começou a florescer. Is 27.6; Ez 36.33-35. Hoje, as
flores estão realmente crescendo no Neguev, as cidades antigas foram reconstruídas e
habitadas, e a triste paisagem desértica foi substituída pelo verde alegre da natureza.

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3. O sinal da figueira brotando

“Olhai para a figueira e para todas as árvores, quando já tem rebentado, vós sabeis por vós
mesmos, vendo-as, que perto está o verão.” Lucas 21.29,30.

A figueira, que é Israel, está agora mesmo brotando em cumprimento à Palavra de Deus. Esta
nação milenar é como o relógio de Deus a revelar “o horário” em que nos encontramos dentro
da presente dispensação da graça. Ef 3.2. Particularmente o retorno dos Judeus à sua pátria,
depois de quase vinte séculos, constitui um extraordinário sinal de que estamos vivendo no
“tempo do fim”, nos dias que antecedem a volta em glória do Senhor Jesus Cristo, a Cabeça da
Igreja e o Messias de Israel. “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima
e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”. Lc 21.28.

4. A reconstrução do templo

Atualmente, desde que Israel reconquistou a parte oriental de Jerusalém na guerra dos seis
dias (1967), o maior sonho do povo judeu é a reconstrução do templo. Há informações de que
Israel há muito já dispõe de todo o material necessário, e que a obra será conduzida
rapidamente, quando chegar a hora. O templo só não foi ainda reedificado porque na área do
antigo templo está edificada a Mesquita do Domo da Rocha, dos mulçumanos! Falar em
derrubar esta mesquita hoje em dia, seria o mesmo que declarar guerra aos árabes
(mulçumanos)! Nos anos de 1999 e 2000, neste local, já se ouvia diretamente de guias
turísticos que, em razão de escavações que estão sendo feitas por baixo da área da esplanada
do templo, os judeus já começam a acreditar que a área exata do antigo templo seria um
grande pátio situado ao lado da Mesquita! Em se confirmando, o templo seria reerguido ao
lado da Mesquita! Interessante é que esta área fica exatamente em frente ao Portão Dourado
de Jerusalém, porta pela qual Jesus entrou sendo aclamado como Rei, no Domingo de Ramos.
Os judeus lacraram este portão por entenderem que, quando o Messias vier, Ele entrará por
esta porta... A reconstrução do templo neste local (ao lado da Mesquita) além de não
provocar maiores atritos, se mostraria justificável perante o mundo, pois, se os mulçumanos
têm a sua Mesquita, é justo que os judeus também tenham o seu Templo.

É inconcebível, sobretudo para o povo judeu, Jerusalém sem o Templo! Choca muito também
ao povo cristão ver um templo pagão (Mesquita) em lugar do Templo do Senhor! Enquanto os
mulçumanos têm uma linda e suntuosa Mesquita, os judeus ortodoxos têm apenas o “Muro
das Lamentações”! Certamente que isto não durará muito tempo. Sendo Jerusalém a cidade
do Grande Rei (Mt 5:35), e estando esta cidade sob o domínio do povo judeu, certamente que
eles reedificarão o Templo para adoração a Jeová!

A leitura de Daniel 8:13, 11:31, 12:11 deixa claro tratar-se do templo, fisicamente. Também o
texto de II Ts 2:4 quando diz: “... o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus,
ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse
o próprio Deus.” O texto de Mt 24:15 combinado com estes outros textos aqui citados, nos
conduz ao entendimento de que o “lugar santo” referido em Mt 24:15 é o altar do templo (o
qual terá que ser reedificado!).

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Capitulo IX

Israel X Igreja

Qualquer pessoa que estuda a Bíblia com interesse genuíno, logo perceberá que grande parte
do seu conteúdo é aplicada a uma só nação – Israel. Somente a história dos judeus é
apresentada no Velho Testamento, quer em narrativa, quer em profecia. As demais nações
são mencionadas apenas no que se refere a suas relações com os israelitas. Parece também
que todas as comunicações de Deus com Israel, como nação, têm conexão ou relação com a
terra. Sendo fiel e obediente, a nação israelita receberá como prêmio grandezas, riquezas e
poder terrestre. Sendo porém infiel e desobediente, a nação será espalhada “entre todos os
povos”. Dt 28:64.

Continuando as pesquisas bíblicas, o estudante descobrirá muitas menções da existência de


um outro corpo distinto – a Igreja. Este corpo também mantém uma relação peculiar com
Deus e, juntamente com Israel, têm recebido de Deus promessas especiais. Mas a semelhança
termina aí, iniciando-se um contraste dos mais dignos de nota. Em vez de ser constituída tão
somente pelos descendentes de Abraão, a Igreja é um corpo no qual desaparece a distinção
entre judeus e gentios. Em lugar de um mero conceito, a Igreja é constituída de um
nascimento.

As Escrituras revelam que, tanto Israel como a Igreja nem sempre existiu. Cada qual teve um
princípio – Israel com a chamada de Abraão (Gênesis 12:1-2); a Igreja no Pentecostes. At 2:37-
41. Há os que ensinam que Adão e os patriarcas pertencem à Igreja, mas ela não existia antes,
nem durante a vida terrena de Jesus Cristo, que se referindo a sua Igreja, fê-lo como tendo de
ser estabelecida no futuro. Mt 16:18. Notemos que Cristo não disse “tenho edificado” nem
“estou edificando”, mas “edificarei”.

Contrastes entre Israel e Igreja

1. Escolha de Deus

1.1. Deus escolheu Israel para a sua glória na terra. Gn. 15:7 – Js 11:23 – Êx 32:13
1.2. Deus escolheu a igreja para a sua glória no Céu. Ef 2:4 a 7

Gn 12.1; 13.15; 15.18-21; 17.7-8; 26.3-4; 28.13-14; Lv 20.24; 25.23, etc., à


qual seu destino está ligado e jamais deixará de existir. Jr 31.35-40. Numerosas profecias
prometem a Israel a restauração na sua terra, com o Messias reinando no trono de Davi por
ocasião de Sua volta. II Sm 7.10-16; I Rs 9.5; Is 9.6-7; Ez 34.23-24; 37.24-25; Lc 1.31-33, etc. É
clara a promessa de que Deus derramará do Seu Espírito sobre o Seu povo escolhido que,
depois disso, jamais manchará novamente o Seu Santo Nome, e Ele não mais esconderá de
Israel o Seu rosto. Ez 39.7; 22, 27-29; Zc 8.13-14.

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Israel deve permanecer para sempre (Jr 31.35-38), caso contrário as profecias bíblicas e as
promessas de Cristo não se cumpririam. Cristo faz menção da existência das cidades de Israel
ainda por ocasião de Sua Segunda Vinda (Mt 10.23), o que prova que a Igreja não substituiu
Israel. Além dessas provas, uma outra (ainda que desnecessária), é que Cristo prometeu aos
Seus discípulos que eles reinariam com Ele sobre Israel no Seu Reino Milenar. Mt 19.28; Lc
23.30. A Igreja não pode cumprir as profecias que foram feitas a Israel; ela nunca pertenceu a
uma terra específica de onde tenha sido deportada ou para a qual tenha retornado. Ao
contrário, a Igreja é formada "de toda tribo, língua, povo e nação". Apoc 5.9. A sua esperança
é ser arrebatada ao céu (Jo 14.3; I Ts 4.16-17; etc.), onde estaremos diante do "Tribunal de
Cristo" (Rm 14.10; II Co 5.10) e então, desposados com o nosso Senhor (Apoc 19.7-9),
estaremos eternamente com Ele. Jo 14.3; I Ts 4.17.

2. Tempo da escolha

2.1. Israel foi escolhido através do chamado de Abraão. Gênesis 12:1-3


2.2. A igreja foi escolhida antes da fundação do mundo. Efésios 1: 4

3. O propósito de Deus

3.1. Fazer de Israel uma nação diferente de todas. Gen. 12:2 – 46:3
3.2. Fazer da igreja um corpo diferente de todos. Ef 1:15-23; II Co 11:2, Ct 4:1

4. O Chamado

4.1. Deus chamou uma pessoa para dela formar uma nação. Isaías 51:2
4.2. A igreja chamada entre muitos para se tornar um só corpo. Efésios 2:11-16

5. O encontro com Cristo

5.1. Os Judeus serão chamados de volta a sua pátria. Jr 33:7-9


5.2. A igreja será chamada aos céus. I Ts. 4:13-15

6. A relação com Cristo

6.1. Cristo será o rei de Israel. Zc. 14:17


6.2. Cristo é a cabeça do corpo, e noivo da igreja. Ef 1:22 – 4:15

7. A herança

7.1. A herança de Israel é a terra. Gn 12:7


7.2 A herança da igreja é o céu. Ef 1:3

Como citado acima ha uma grande diferença entre Israel e igreja, o objetivo de Deus com
Israel e um e com a igreja e outro totalmente diferente. Comparando o que diz as Escrituras
sobre Israel e a Igreja, o estudante notará contrastes na vocação, na promessa, no culto, na
conduta e no futuro de ambos. Portanto, não se pode imaginar Deus desprezou o Seu povo
Israel. Jamais o Senhor colocou a Igreja em lugar de Israel. Essa heresia (da substituição)
provém do catolicismo romano, e muitos reformadores foram incapazes de se libertar dela,
apesar de compreenderem claramente a Salvação pela graça através da fé. A crença de que a
Igreja substitui Israel continua ainda hoje entre os católicos romanos, mas também entre
muitos evangélicos.

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Avaliação: A História de Israel

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Bibliografia

Pr José Polini
Pr. José
Cristologia para o nosso tempo. P. Jacques Doyon. Edições Paulinas, 1970, p. 364.
O evangelho segundo o espiritismo. Alan Kardec. Instituto de difusão espírita, 1978, p. 306.
Grandes personagens da história universal. Victor Civita. Abril Cultural, 1972, p. 525.
Introdução à sociologia. Guilherme Galliano. Editora Harba, 1981, p. 129.
O evangelho segundo o espiritismo. Alan Kardec. Instituto de difusão espírita, 1978, p. 71.
Mais detalhes, conferir revista Defesa da Fé, nº 61, na matéria intitulada “Idolatria disfarçada”, de autoria de
Paulo Cristiano da Silva. Centro Apologético Cristão de Pesquisas.
O islamismo. Fazlur Rahman. Editora Arcádia, 1975, p. 211. Ibid., p. 213.
A relevância dos ministérios de poder para o islamismo popular. J. Dudley Woodberry. Citado no livro A luta
contra os anjos do mau, compilado por Peter Wagner e Douglas Pennoyer. Editora Unilit, p. 340.
Ibid., p. 341.OLINI jos Por Eguinaldo Hélio de [email protected]
Prof. João Flávio Martinez
Augusto Bello de Souza Filho
Pr Elias R. de Oliveira
Bibiografia:
Dic. Bíblico Universal
Bíblia Vida Nova

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Temática

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Introdução

Se quiséssemos fazer uma lista dos dez maiores dias na História da humanidade, certamente
o Pentecostes o primeiro Pentecostes após a ressurreição de Jesus teria de estar na lista. O
Pentecostes foi o começo. Atos 11.15. Foi o início daquilo que estava proposto, não na mente
do homem, mas na mente de Deus; não como um pensamento que ocorreu depois, mas
desde a eternidade.

Em todas as épocas, Deus havia visualizado um corpo de pessoas que se assemelhariam à


imagem de seu Filho; as quais chamaria, justificaria e glorificaria (Romanos 8.29-30); as quais
seriam compradas pelo sangue de seu Filho (Atos 20.28); seriam santificadas e purificadas,
libertas da mancha, da ruga e do defeito, sendo a noiva de seu Filho (Efésios 5.25-27); as quais
seriam "raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus" (I
Pedro 2.9); as quais seriam uma demonstração de sua multiforme sabedoria, não só para os
homens, mas para os principados e as potestades nas regiões celestes. Efésios 3.10-11. Essas
pessoas seriam a sua igreja. Obs.: A palavra Igreja vem do original Ekklesia (Chamados para
fora [do sistema]).

Por volta de nove meses antes de morrer, Jesus disse: "Sobre esta pedra edificarei a minha
igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Mateus 16.18. Pedro havia
acabado de confessar: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Sobre esse fundamento de
verdade a igreja de Cristo seria edificada. Sobre esse fundamento seriam colocadas pedras
vivas (I Pedro 2.5), pedras que juntas formariam o templo de Deus. Mas o trabalho de
edificação ainda não havia começado. O valor da compra ainda não tinha sido pago. O agente
santificador e purificador ainda não estava à disposição. O processo de edificação tinha de
aguardar sua morte, sepultamento, ressurreição e ascensão ao céu, onde, como Sumo
Sacerdote, ele ofereceria o seu próprio sangue como expiação do pecado.

Para entendermos corretamente o que é a igreja do Senhor obviamente precisamos pensar


em termos celestiais e não terrenos. Alguém está muito errado quando pensa na igreja de
Cristo como um mero aglomerado de todas as "boas" igrejas. A visão dessa pessoa é muito
limitada se ela pensar na igreja de Cristo como o povo fiel de Deus entre esta nossa geração. A
igreja de Cristo é um corpo celeste constituído de seguidores fiéis de todas as épocas, alguns
ainda na terra, outros já no paraíso, mais todos juntos compreendendo a sua igreja. É um
corpo de pessoas que inclui Paulo, Pedro, Barnabé, Maria, Priscila, Áquila, os vitoriosos que
conhecemos em nossos dias e que já passaram, bem como os fiéis desta terra, os quais ainda
lutam, esforçam-se e vencem em Cristo.

Que comunidades têm na igreja de Cristo!

E tudo começou no primeiro Pentecostes após a ressurreição de Cristo.

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Capitulo I
A Pré-Existência da Igreja

A igreja de Cristo sempre existiu na mente e coração do Pai, desde antes da fundação do
universo. Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos
santos e irrepreensíveis diante dele em amor. Ef 1.4. O qual, na verdade, em outro tempo foi
conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por
amor de vós. I Pe 1.20.

O plano de Salvação estava traçado por Deus desde o eterno passado. O sacrifício fora feito
antes da fundação do universo, isto é, antes mesmo de ser efetuado no calvário, o cordeiro já
era conhecido pelo Pai. Em uma ordem lógica, podemos admitir que: Deus fundou a Igreja,
Jesus Cristo formou a Igreja e o Espírito Santo confirmou a Igreja. Assim, o projeto no coração
de Deus, a formação pelo ministério de Cristo e a confirmação, no dia de Pentecostes, pelo
poderoso derramamento do Espírito Santo.

Deus progredindo com seu Plano

I. A Pedra ( ) Gn 28.17-19

1. Esta é a Casa de Deus,


2. Esta casa estava ao ar livre,
3. Jacó chamou a pedra de Casa de Deus (Betel).

II. O Tabernáculo ( ) Êx 25.8-9

1. Povo tinha sido tirado do Egito...


2. Deus diz para Moisés fazer o tabernáculo.
3. Santuário - "Eu habitarei no meio deles"
4. Deus habitando com o povo.

III. O Templo ( ) II Sm 7.5;11-16

1. Quem é você para fazer casa para mim


2. O Senhor te fará casa
3. O teu descendente - Edificará casa ao meu nome (Jesus)
4. Porém o templo era incapaz de conter a glória de Deus. I Rs 8.27.

IV. Um edifício de Pedras Vivas ( )

1. A Igreja é Pedra Viva edificada como Casa Espiritual. I Pe 2.5


2. Deus não habita em templos (feitos por mãos humanas) At 17.24
3. Habita convosco e está em vós. Jo 14.16-20;23.

No estudo dos 20 Séculos em que a igreja de Cristo tem estado em atividade, veremos os
grandes acontecimentos, os quais servem como divisória, e cada um deles assinala o término
e início de uma época, ou seja, indicam os grandes períodos da História da Igreja.

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Capitulo II

A Igreja Apostólica

Desde a Ascensão de Cristo até o final do Século I [100 AD]

A Igreja que antes era um mistério "oculta em Deus" fora revelada em Cristo, tornando-se o
"segredo de Deus" conhecido aos homens. A expressão “oculta em Deus” indica que a igreja
esteve sempre na mente de Deus, e vindo a ser conhecida pelo ministério terreno de Jesus
Cristo e o Espírito Santo.

I. O Nascimento da Igreja

A Igreja de Cristo iniciou sua história com um movimento de âmbito mundial, no dia de
Pentecostes, cinqüenta dias após a ressurreição, e dez dias depois da ascensão do Senhor
Jesus Cristo. Atos 1.1-11.

Na manhã do dia de Pentecostes, 120 seguidores de Jesus oravam reunidos. Os judeus,


homens religiosos, tinham se reunido em Jerusalém vindos das mais diversas nações ao redor
do mundo. O Espírito Santo desceu sobre os apóstolos. Eles falaram em línguas. Multidões
afluíram para aquele local. Ficaram estupefatos e se prepararam para escutar a explicação do
fenômeno que estavam presenciando e escutar a mensagem que se seguiria.

Pedro, com os outros apóstolos, falou a respeito de Jesus, provando que aquele a quem o
povo tinha crucificado era Senhor e Cristo. As multidões se convenceram, sendo
profundamente tocadas. "Que faremos, irmãos", perguntavam todos. O apóstolo Pedro
respondeu: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para
remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo". At 2.38. Perto de 3.000
pessoas alegremente aceitaram a palavra e foram batizadas. At 2.41. Cristo tinha começado
agora o processo de edificar a igreja. Mas o que havia começado no Pentecostes se mostraria
um processo contínuo: Acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. At
2.47.

Assim surgiu a igreja e o cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu
fundador era o próprio filho de Deus. Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região
do Mediterrâneo e chegou ao coração do império romano.

Ao longo dos tempos, muitos tentaram descaracterizar a veracidade e a historicidade de


Jesus, mas tudo em vão. Os fatos falam mais altos que as palavras, mesmo as escritas. Muito
se tem escrito sobre a pessoa de Jesus, o Filho de Deus, portanto, as linhas abaixo servem
apenas de esboço aos já conhecidos. Os fatos sobre Jesus podem ser encontrados nas páginas
do Novo Testamento e mesmo nos registros históricos:

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(60-120 d.C.) - historiador romano, fez uma ligação entre os cristãos e o Christus que no
governo de Tibério (14 a.C.-37 d.C.), "...sofreu a morte por sentença do procurador Pôncio
Pilatos...".

(62-113 d.C.) - protetor da Bitínia e Ponto, escreveu ao imperador Trajano (53-117 d.C.) a
respeito da integridade moral e fidelidade dos cristãos.

(125-90 d.C.) - critico, satirizou os discípulos de Jesus como aqueles que


seguiam um homem que foi crucificado na Palestina.

(37-100 d.C.) judeu, escreveu uma vasta obra sobre a história dos judeus: "Nesse
mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo
simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que
tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas
mesmo por muitos gentios. Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante
Pilatos e ele fê-lo crucificar.'' (Josefo, História dos Hebreus, pg. 275).

II. As primeiras conversões ao Cristianismo no Pentecostes

Na primeira pregação após o derramamento do Espírito cerca de três mil pessoas aceitaram a
Cristo como seu Salvador naquele dia. At 2.41. Posteriormente mais cinco mil pessoas
aceitaram a Cristo (At 4.4) e a igreja caía na graça do povo e crescia. At 2.47.

III. O Crescimento e a Expansão da Igreja Primitiva

1. Crescimento numérico, Atos 5.14; 6.7.

2. Crescimento espiritual, Atos 2.41-47.

O crescimento dos cristãos foi espantoso. O núcleo formado por Cristo em Jerusalém se
espalhou para a Judéia, Galiléia e Samaria. Não tardou muito e o evangelho atravessou as
fronteiras da Palestina atingindo a Síria, Chipre e toda a Ásia Menor. Mais algum tempo e toda
a costa norte e sul do mediterrâneo possuía grandes centros de cristãos. Nos lugares mais
longínquos não seria tão difícil encontrar um cristão professando a fé bíblica.

O crescimento inicial foi conseqüência do espírito missionário que havia no coração dos
apóstolos. Esse espírito foi transmitido à primeira geração de convertidos, os quais, até o
segundo século, conseguiram espalhar o evangelho em quase todo o mundo conhecido. O
fator de não ter um local específico para a reunião de cultos (ainda que havia um lugar
especial onde eles se reuniam aos domingos, e a julgar pelo que diz Paulo era sempre no
mesmo local - I Co 11,18 e 20), facilitava a propagação do evangelho.

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IV. Atividades Missionárias

Cristo havia estabelecido sua igreja na encruzilhada do mundo antigo. As rotas comerciais
traziam mercadores e embaixadores através da Palestina, onde eles entravam em contato
com o evangelho. Dessa maneira, no livro de Atos vemos a conversão de oficiais de Roma (At
10.1-48), da Etiópia (At 8.26-40), e de outras terras.

Portanto, logo depois da morte de Estêvão, a igreja deu início a uma atividade sistemática
para levar o evangelho a outras nações. Pedro visitou as principais cidades da Palestina,
pregando tanto a judeus como aos gentios.

Outros foram para a Fenícia, Chipre e Antioquia da Síria. Ouvindo que o evangelho era bem
recebido nessas regiões, a igreja de Jerusalém enviou a Barnabé para incentivar os novos
cristãos em Antioquia. At 11.22-23. Barnabé, a seguir, foi para Tarso em busca do jovem
convertido Saulo (Paulo) e o levou para a Antioquia, onde ensinaram na igreja durante um
ano. At 11.26.

Um profeta por nome Ágabo predisse que o Império Romano sofreria uma grande fome sob o
governo do Imperador Cláudio. Herodes Agripa estava perseguindo a igreja em Jerusalém; Ele
já havia executado a Tiago, irmão de João, e tinha lançado Pedro na prisão. At 12.1-4. Assim
os cristãos de Antioquia coletaram dinheiro para enviar a seus amigos em Jerusalém, e
despacharam Barnabé e Paulo com o socorro. Os dois voltaram de Jerusalém levando um
jovem chamado João Marcos. At 12.25.

Por esta ocasião, diversos evangelistas haviam surgido no seio da igreja de Antioquia, de
modo que a congregação enviou Barnabé e Paulo numa viagem missionária à Ásia Menor. At
13-14. Esta foi à primeira de três grandes viagens missionárias que Paulo fez para levar o
evangelho aos recantos longínquos do Império Romano. Foi necessário o surgimento de
severa perseguição, para que se decidisse a ir a outras regiões.

V. As perseguições

Certo dia um grupo de judeus apoderou-se de Estêvão e, acusando-o de blasfêmia, e


condenado o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. At 7.58-60. Esse fato deu início a
uma onde de perseguição que levou muitos cristãos a abandonarem Jerusalém. Atos 8.1.

O incêndio de Roma

O grande incêndio de Roma teve início na noite de 18 de Julho, no ano 64 d.C., no núcleo
comercial da antiga cidade de Roma, em volta do Circo Máximo. O fogo alastrou-se
rapidamente pelas áreas mais densamente povoadas da cidade, com as suas ruelas sinuosas.
O fato de a maioria dos romanos viverem em Insulae, edifícios altamente inflamáveis devido à
sua estrutura de madeira, de três, quatro ou cinco andares, ajudou à propagação do incêndio.

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Nestas condições, o incêndio prolongou-se por seis dias seguidos, até que pudesse ser
controlado. Mas por pouco tempo, já que houve focos de reacendimento, que fizeram o
incêndio durar por mais três dias. O antigo Templo de Júpiter Stator e o Lar das Virgens
Vestais foram destruídos, bem como dois terços da antiga cidade. Enquanto Roma era
destruída pelas chamas, o imperador romano Nero "dedilhava" um instrumento musical.
Acusado pelo povo de ser o seu autor, lançou a culpa sobre os Cristãos. Louco e alucinado,
mandou que os cristãos, desarmados e indefesos apenas confiantes na sua fé, fossem
lançados às feras no Coliseu servindo de espetáculo aos Romanos e outras mortes com um
requinte de crueldade bem peculiar de alguém que mandou matar sua própria mãe para ver
aonde ele foi gerado.

O historiador romano Cornélio Tácito relatou no seu livro “Os Anais de Roma Imperial”
(publicado apenas uma geração depois do incêndio): “Nero culpou e infligiu as torturas mais
intensas em uma classe odiada por suas abominações, chamada o povo Cristão. Christus, de
onde o nome se originou, sofreu grande penalidade durante o reino de Tibério nas mãos de
um dos seus procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição maligna, assim marcada durante
aquele momento, novamente explodiu não só em Judéia, a primeira fonte do mal, mas até em
Roma, onde todas as coisas abomináveis e vergonhosas de todas as partes do mundo acham
seu destino e se tornam popular.

Assim sendo, aprisionamento foi feito de todos que reconheceram-se culpados; então, depois
da confirmação, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de ter queimado a
cidade, mas por ódio contra a humanidade. Humilhação de todo tipo foi adicionada às suas
mortes. Cobertos com pele de animais, eles foram dilacerados por cachorros e morreram, ou
eram pregados à cruz, ou eram condenados às chamas e queimados, para servirem como
iluminação noturna, quando a luz do dia tinha acabado.” (Anais, XV, 44).

Nero iluminou suas festas no jardim com Cristãos que eram queimados vivos. Com certeza
alguém teria confessado a verdade estando sob a ameaça de tão grande dor. No entanto, o
fato é que não temos nenhum registro de Cristãos primitivos renunciando sua fé para dar um
fim ao seu sofrimento. Pelo contrário, temos vários registros do aparecimento de centenas de
testemunhas após a ressurreição dispostas a sofrer e morrer por tal causa.

A primeira geração de Cristãos foi absolutamente brutalizada, principalmente depois do


grande incêndio em Roma em 64 D.C. De acordo com a tradição, tanto Pedro quanto Paulo
foram martirizados na perseguição de Nero: Paulo foi decapitado, e Pedro foi crucificado de
cabeça para baixo. Entretanto, a perseguição ocorria de maneira esporádica e localizada. Um
imperador podia intensificar a perseguição por dez anos ou mais; mas um período de paz
sempre se seguia, o qual era interrompido abruptamente quando um governador local
resolvia castigar novamente os cristãos de sua área, sempre com o aval de Roma. Esse padrão
se prolongou por 250 anos.

Tertuliano, escritor cristão do século li, disse: "O sangue dos mártires é a semente da igreja".
Para surpresa geral, sempre que surgia perseguição, o número de cristãos a ser perseguido
aumentava. Em sua primeira carta, Pedro encorajou os cristãos a suportar o sofrimento,
confiantes na vitória derradeira e no governo divino que seria estabelecido em Cristo. I Pe 5.8-
11. O crescimento da igreja sob esse tipo de pressão provou, em parte, a veracidade dessas
palavras.
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Evidentemente o crescimento veio acompanhado dos ciúmes do judaísmo e das religiões
pagãs, sendo as últimas protegidas pelo império. De princípio o judaísmo perseguiu e fez
vítimas como Estevão e o apóstolo Tiago. Décadas depois o paganismo entrou em ação, e
com o apoio dos imperadores, suas vítimas chegaram aos milhões. Trajano, imperador entre
98 a 117, decretou um ofício em que o cristianismo em si já constituía um crime, e todos que
nele fossem encontrados deveriam ser julgados e punidos com a morte.

Ofícios como estes voltaram a ser decretados por outros imperadores, e bem como este
davam força às religiões pagãs para tentarem destruir a igreja de Cristo. Entretanto as igrejas
permaneciam de pé e aumentando cada vez mais.

Razões da Perseguição aos Cristãos

1. Política - O judaísmo era uma religião lícita pela autoridade romana - religião permitida o
cristianismo era considerada uma religião ilícita pela autoridade romana - religião proibida A
lealdade ao império confundia-se ao patriotismo e as tradições religiosas romanas, no
cristianismo pregava-se o respeito ao Estado sem adoração aos deuses, o cristianismo era
visto com desconfiança pelas autoridades - uma ameaça política. Não participavam da vida
pública e nem serviam o exército até ao ano de 313.

2. Religiosa - A base religiosa romana era politeísta e cristã monoteísta sem qualquer imagem.
Dentre as acusações as mais comuns prevaleciam o ateísmo, outras: Canibalismo,
imoralidade. Devido aos encontros secretos aumentava as especulações dos inimigos do
evangelho. Os ritos pagãos começaram a ser abandonados e os templos a esvaziarem-se.

3. Social - O evangelho (boas novas) promete libertação dos sofrimentos, igualdade atraía
multidão dos desfavorecidos e marginalizados do sistema aristocrata - pregava-se a
simplicidade e a fraternidade dos povos. Constituía uma ameaça ao sistema escravocrata.

4. Econômica - O desapego aos bens terreno - o declínio do comércio religioso pagão era
também a causa da perseguição. At 19.27 - imagem de Diana; At 19.19 - livros de magia. Plínio
escrevendo ao imperador Trajano no segundo século relata: " ... os templos pagãos estavam
praticamente abandonados e que não se encontram compradores para a carne sacrificada aos
ídolos... " (Gonzales, p. 62).

Os Perseguidores Romanos

Imperador Cláudio (41-54) - Todos os judeus foram expulso de Roma. Suetônio, historiador
romano relata que os judeus foram expulsos devido a conflitos por causa de Cresto. Os
historiadores sustentam que o termo Cresto refere-se a Cristo. Houve um erro de grafia. No
princípio do século o cristianismo era considerado uma facção do judaísmo.

Áquila e Priscila, At 18.2.


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Imperador Nero (54-68) - Fez com que o senado o consagrasse deus. Seu sonho: "construir
um novo palácio de ouro, que se tomaria seu próprio tempo". Montanelli, op. cit., p. 276.
Todos os que se opunham à sua vontade, ou morriam ou recebiam ordens de se suicidar.

Imperador Vespasiano (69-79) - Perseguiu aos remanescentes da casa de Davi. Temia-se


novo levante. Devido ao cerco e destruição de Jerusalém muitos judeus da linhagem de Davi
foram perseguidos e a igreja de Jerusalém mudou-se para além do Jordão. A tradição da igreja
de Jerusalém nomeava a liderança da linhagem de Davi. Desta forma os líderes da igreja
também foram perseguidos.

Imperador Domiciano (81-96) - Sucedeu ao imperador Tito que invadira destruíra Jerusalém
no ano 70. Com a destruição de Jerusalém Domiciano ordenou que todos os judeus deviam
enviar à Roma as ofertas anuais, que eram enviadas a Jerusalém, estes, por sua vez não
obedeceram, o que desencadeou a segunda perseguição, não somente aos judeus mas
também aos cristãos.

Durante esses dias milhares de cristão foram mortos, especialmente em Roma e em toda a
Itália. Nesta época o apóstolo João, que vivia em Éfeso, foi preso e exilado na ilha de Patmos,
foi quando recebeu a revelação do Apocalipse.

Tito destrói Jerusalém

Géssio Floro amava o dinheiro e odiava os judeus. Como procurador romano, governava a
Judéia e pouco se importava com as sensibilidades religiosas. Quando a entrada de impostos
era baixa, ele se apoderava da prata do Templo. Em 66, quando a oposição cresceu, ele enviou
tropas a Jerusalém para crucificar e massacrar alguns judeus. A ação de Floro foi o estopim
para uma revolta que já estava em ebulição havia algum tempo.

No século anterior, Roma não tinha tratado os judeus de maneira adequada. Primeiramente,
Roma havia fortalecido o odiado usurpador Herodes, o Grande. Apesar de todos os belos
edifícios que construíra, Herodes não conseguiu lugar no coração das pessoas.

Arquelau, filho de Herodes e seu sucessor-, era tão cruel que o povo pediu a Roma que lhe
desse um alívio. Roma atendeu a esse pedido enviando diversos governadores: Pôncio Pilatos,
Félix, Festo e Floro. Eles, assim como outros, tinham a tarefa, nada invejável, de manter a paz
em uma terra bastante instável.

O espírito independente dos judeus nunca morreu. Eles olhavam com orgulho para os dias dos
macabeus, quando se livraram do jugo de seus senhores sírios. Agora, suas desavenças
mesquinhas e o fabuloso crescimento de Roma os colocavam novamente sob o comando de
mãos estrangeiras.

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O clima de revolução continuou durante o governo de Herodes. Os zelotes e os fariseus, cada
um à sua maneira, queriam que as mudanças acontecessem. O fervor messiânico estava em
alta. Jesus não estava brincando quando disse que as pessoas falariam: "'Vejam, aqui está o
Cristo!' ou Ali está ele!'". Esse era o espírito da época.

Foi em Massada (formação rochosa praticamente inexpugnável, que se eleva próximo ao mar
Morto, onde Herodes construiu um palácio e os romanos ergueram uma fortaleza ) que a
revolta judaica teve seu início e um fim trágico.

Inspirados pelas atrocidades de Floro, alguns zelotes ensandecidos decidiram atacar a


fortaleza. Para surpresa de todos, eles a conquistaram, massacrando o exército romano que
estava acampado ali.

Em Jerusalém, o capitão do Templo, quando interrompeu os sacrifícios diários a favor de


César, declarou abertamente uma rebelião contra Roma. Não demorou muito para que toda a
Jerusalém ficasse alvoroçada, e as tropas romanas fossem expulsas ou mortas. A Judéia se
revoltou, e a seguir a Galiléia. Por um breve período de tempo, parecia que os judeus estavam
virando o jogo.

Céstio Galo, o governador romano da região, saiu da Síria com 20 mil soldados. Cercou
Jerusalém por seis meses, mas fracassou, deixando para trás seis mil soldados romanos
mortos e grande quantidade de armamentos que os defensores judeus recolheram e usaram.

O imperador Nero enviou Vespasiano, general condecorado, para sufocar a rebelião.


Vespasiano foi minando a força dos rebeldes, eliminando a oposição na Galiléia, depois na
Transjordânia e por fim na Idu-méia. A seguir, cercou Jerusalém.

Contudo, antes do golpe de misericordia, Vespasiano foi chamado a Roma, pois Nero
morrera. O pedido dos exércitos orientais para que Vespasiano fosse o imperador marcou o
fim de uma luta pelo poder. Em um de seus primeiros atos imperiais, Vespasiano nomeou seu
filho, Tito, para conduzir a guerra contra os judeus.

A situação se voltou contra Jerusalém, agora cercada e isolada do restante do país. Facções
internas da cidade se desentendiam com relação às estratégias de defesa. Conforme o cerco
se prolongava, as pessoas morriam de fome e de doenças. A esposa do sumo sacerdote,
outrora cercada de luxo, revirava as lixeiras da cidade em busca de alimento.

Enquanto isso, os romanos empregavam novas máquinas de guerra para arremessar pedras
contra os muros da cidade. Aríetes forçavam as muralhas das fortificações. Os defensores
judeus lutavam durante todo o dia e tentavam reconstruir as muralhas durante a noite. Por
fim, os romanos irromperam pelo muro exterior, depois pelo segundo muro, chegando
finalmente ao terceiro muro. Os judeus, no entanto, continuaram lutando, pois correram para
o Templo — sua última linha de defesa.

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Esse foi o fim para os bravos guerreiros judeus — e também para o Templo. Josejo, historiador
judeu, disse que Tito queria preservar o Templo, mas os soldados estavam tão irados com a
resistência dos oponentes que terminaram por queimá-lo.

A queda de Jerusalém, essencialmente, pôs fim à revolta. Os judeus foram dizimados ou


capturados e vendidos como escravos. O grupo dos zelotes que havia tomado Massada
permaneceu na fortaleza por três anos. Quando os romanos finalmente construíram a rampa
para cercar e invadir o local, encontraram todos os rebeldes mortos. Eles cometeram suicídio
para que não fossem capturados pelos invasores. A revolta dos judeus marcou o fim do Estado
judeu, pelo menos até os tempos modernos.

A destruição do Templo de Herodes significou mudança no culto judaico. Quando os


babilônios destruíram o Templo de Salomão, em 586 a.C, os judeus estabeleceram as
sinagogas, onde podiam estudar a Lei de Deus. A destruição do Templo de Herodes pôs fim
ao sistema ‘sacrificai judeu’ e os forçou a contar apenas com as sinagogas, que cresceram
muito em importância. Onde estavam os cristãos durante a revolta judia? Ao lembrar das
advertências de Cristo (Lc 21.20-24), fugiram de Jerusalém assim que viram os exércitos
romanos cercar a cidade. Eles se recusaram a pegar em armas contra os romanos e retiraram-
se para Pela, na Transjordânia. Uma vez que a nação judaica e seu Templo tinham sido
destruídos, os cristãos não podiam mais confiar na proteção que o império dava ao judaísmo.
Não havia mais onde se esconder da perseguição romana.

VI. Heresias na Igreja Neotestamentária

Ao lado das perseguições externas, o Cristianismo enfrentou um inimigo muito mais terrível,
posto que interno, através de heresias, algumas delas propostas por líderes da própria igreja.
As multidões que se convertiam ao Cristianismo não aderiam à fé cristã livres da bagagem
cultural. Pelo contrário, cada qual trazia para dentro da Igreja suas próprias experiências e
seus próprios conhecimentos. Esta variedade cultural num certo sentido foi de grande valor
para a Igreja e, em todos os casos era sinal da universalidade do Evangelho. Mas, por outro
lado, esta situação sugeria a liberdade para que alguns começassem a oferecer suas próprias
interpretações da fé cristã, e, à medida que isto acontecia, algumas dessas interpretações
divergiam radicalmente da fé cristã. Este perigo era ainda maior diante do fato de que o
mundo da época era acentuadamente sincretista, isto é: havia uma grande mistura de cultos
oferecidos a uma mesma divindade.

A medida que o tempo passava, foi possível verificar que muitas pessoas buscavam não uma
doutrina única, mas um sistema que de algum modo combinasse todas as doutrinas, tomando
um pouco de cada uma. Dessa miscelânea surgiu aquilo que hoje é a monolítica Igreja Católica
Romana, com suas cerimônias, ora a identifica-las com o Cristianismo, ora com o paganismo.
O que estava em jogo, portanto, não era simplesmente tal ou qual elemento do Cristianismo,
mas sim, a questão fundamental: tinha ou não a nova fé uma mensagem única, e em que
sentido era única essa mensagem. Desse conflito de interesses surgiram heresias as mas
absurdas e algumas outras que tiveram início nesse período e que deram muito trabalho para
os Pais da Igreja combater.

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Portanto, várias foram às heresias que ameaçavam a sã doutrina da igreja (heresia significa
doutrina contrária à verdade bíblica). As cartas apócrifas que circulavam na época também
contribuíram a confusão doutrinária e à perversão da sã doutrina Dentre as muitas que
existiram ao longo da história da igreja destacam-se: Doutrina dos judaizantes - era defendida
por judeus praticante do judaísmo que haviam se convertido ao cristianismo. No entanto, eles
não abandonaram as Leis Mosaicas; pregavam que a salvação dependia da guarda das leis -
era Influência direta do judaísmo - a circuncisão e a força da lei mosaica e a Doutrina dos
Nicolaitas -fundador - Nicolau - helenista; defendia a prática da licenciosidade, promiscuidade
sincretismo religioso - cristianismo/paganismo - ligação com a doutrina de Balaão. Apoc 2.14-
15; Nm 22.

VII. A morte dos Apóstolos da Igreja Primitiva

Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois:
Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na ilha
de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural.

 (que ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi martirizado na Etiópia ).


 (o zelote, foi crucificado).
 (morreu como mártir pregando o evangelho na Síria e na Pérsia).
 (o mais jovem - pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado).
 (morreu como mártir na Etiópia).
 (pregou na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Madras).
 (serviu como missionário na Armênia, sendo golpeado até a morte).
 (pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis).
 (pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado).
 (o mais velho - pregou em Jerusalém e na Judéia. Foi decapitado por Herodes).
 (pregou entre os judeus e morreu crucificado com a cabeça para baixo).
 Paulo (que não era apóstolo oficialmente, foi considerado apóstolo dos gentios por causa
da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Foi decapitado em Roma por ordem
de Nero).

Nestes quase dois mil anos da história da igreja, houve um consenso de que o ofício apostólico
deixou de existir, tendo cessado com a morte daqueles verdadeiros apóstolos comissionados
diretamente pelo Senhor Jesus.

No Novo Testamento há dois sentidos básicos para a palavra apóstolo. Um mais amplo e
outro mais restrito. No sentido amplo apóstolo significa enviado. Neste sentido qualquer
pessoa enviada através da igreja para uma tarefa missionária poderia ser chamada de
apóstolo. Isto se deve ao fato de que a palavra grega “apóstolos” significa: “enviado”,
“mensageiro”, “delegado”. O substantivo apóstolo e o verbo grego enviar são correlatos.
Assim sendo, neste sentido mais amplo, não teria problemas em se aceitar que qualquer
cristão possa vir a ser um apóstolo (enviado). Contudo, no Novo Testamento, o sentido mais
comum é o restrito, referindo-se ao grupo seleto dos apóstolos do Senhor Jesus. A palavra
grega da qual traduzimos apóstolo aparece 80 vezes no Novo Testamento grego. Destas 80
ocorrências, 73 vezes ela tem o sentido restrito e o sentido mais amplo (enviado) ocorre
somente cinco vezes. João 13.16; II Coríntios 8.23; Filipenses 2.25; Atos 14.4 e 14. Aparece
também três vezes onde pode há alguma dificuldade exegética podendo ter um ou outro
sentido. Atos 14.4,14; Romanos 16.7.
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Capitulo III

A Igreja Pós-Apostólica

I. O Crescimento e a expansão da Igreja

O crescimento e a expansão da Igreja foram à causa da organização e da disciplina. A


perseguição aproximou as Igrejas e exerceu influência para que elas se unissem e se
organizassem. O aparecimento das heresias impôs, também, a necessidade de se
estabelecerem alguns artigos de fé, e, com eles, algumas autoridades para executá-las.

Outra característica que distingue esse período é sem dúvida, o desenvolvimento da doutrina.
Na era apostólica a fé era do coração, uma entrega pessoal à vontade de Cristo. Entretanto no
período que agora focalizamos, a fé gradativamente passara a ser mental, era uma fé do
intelecto, fé que acreditava em um sistema rigoroso e inflexível de doutrinas. O credo
Apostólico, a mais antiga e mais simples declaração da crença cristã, foi escrito durante esse
período. Nesta época surgiram três escolas teológicas (uma em Alexandria, outra na Ásia
Menor e outra na África). Os maiores vultos da historia do Cristianismo passaram por essas
escolas: Orígenes, Tertuliano e Cipriano.

II. Seitas E Heresias

Juntamente com o desenvolvimento da doutrina teológica, desenvolviam-se também as


seitas, ou como lhes chamavam, as heresias na igreja cristã. Os cristãos não só lutam contra as
perseguições, mas contra as heresias e doutrinas corrompidas.

Os Gnósticos: Do grego "Gnósis = Sabedoria, Conhecimento" Acreditavam que Deus


Supremo é espírito absoluto e causa de todo bem, enquanto a matéria é completamente má
criada por um ser inferior que é Jeová. O propósito é então escapar deste corpo que aprisiona
o espírito. A fim de chegar à libertação, é necessário que venha um mensageiro do reino
espiritual. Cristo. Ele, portanto não era matéria, possuía somente a natureza divina.

Os Ebionitas: Do hebraico que significa "Pobre" eram judeu-cristãos que insistiam na


observância da lei e dos costumes judaicos. Rejeitavam as cartas escritas por Paulo. Era
considerado como apostatas pelos Judeus não convertidos.

Os Maniqueus: De origem persa, foram chamados por esse nome, em razão de seu fundador
Ter o nome de Mani. Acreditavam que o universo compõe-se do reino das trevas e da luz e
ambos lutam pelo domínio do homem. Rejeitavam a Jesus, porém criam em um "Cristo
celestial".

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III. A perseguição implacável dos Imperadores Romanos

No início do segundo século, os cristãos já estavam radicados em todas as nações e em quase


todas as nações, e alguns crêem que se estendia até a Espanha e Inglaterra. O número de
membros da comunidade cristã subia a muitos milhões.

A famosa carta de Plínio (Governador da Bitínia - hoje Turquia) ao Imperador Trajano, declara
que os templos dos deuses estavam quase abandonados, enquanto os cristãos em toda parte
formavam uma multidão, e pertenciam a todas as classes, desde a dos nobres, a até a dos
escravos. O crescimento vertiginoso do cristianismo agregado o ciúme dos imperadores (que
se consideravam divindades) desencadeou uma perseguição descomunal com a única
finalidade de exterminar definitivamente com os cristãos.

Neste período os principais imperadores que perseguiram a igreja foram:

Trajano (98/117 AD) Mandou crucificar e lançar muitos cristãos às feras.

Adriano (117/138 AD) Morreu gritando: Quão desgraçado é procurar a morte e não achá-la

Marco Aurélio (161/180 AD) Milhares foram decapitados e devorados pelas feras na arena.

Severo (193/211 AD) - Mandava decapitar e lançar às feras. Iniciou uma terrível perseguição
que durou até à sua morte em 211 AD. Possuía uma natureza mórbida e melancólica; era
muito rigoroso na execução da disciplina. Tão cruel fora o espírito do imperador, que foi
considerado por muitos como o anticristo.

Décio (249/251 AD) - Décio observava com inveja o poder crescente dos cristãos, e
determinou reprimi-lo. Via as igrejas cheias enquanto os templos pagãos desertos. Por
conseqüência, mandou que os cristãos tinham que se apresentar ao Imperador para
comunicar e religião. Quem renunciava recebia um certificado, quem não renunciava era
considerado criminoso e conduzido às prisões e sujeitos às mais horrorosas torturas.

Diocleciano (305 a 310 d.C.) - Sob esse governo aconteceu a última perseguição imperial e a
mais severa de todas. Estendeu-se por todo o Império. Foi um esforço diabólico determinado
a abolir o Cristianismo. Em uma série de editos determinou-se que:

1. Todos os exemplares da Bíblia fossem queimados.


2. Todos os templos construídos em todo o império, fossem destruídos.
3. Todos os pertencentes às ordens clericais fossem presos.
4. Ninguém seria solto sem negar o Cristianismo.
5. Pena de morte para quem não adorasse aos deuses.
6. Prendiam os cristãos dentro dos templos e depois ateava fogo.
7. sacrificar aos deuses pagãos sob a pena de morte caso recusassem.

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Durante os dez anos os cristãos foram caçados como feras pelas cavernas e florestas;
queimados, lançados às feras, mortos pelos métodos mais cruéis. Consta que o imperador
Diocleciano erigiu um monumento com esta inscrição: "Em honra ao extermínio da
superstição cristã". Diocleciano reabilitou as velhas tradições, incentivando o culto dos deuses
antigos.

A perseguição movida por Diocleciano provocou o segundo problema, que foi o do Cânon do
Novo Testamento. Se o possuir epistola podia levá-los a morte, os cristãos precisavam estar
seguros de que os livros pelos quais poderiam padecer a morte eram realmente livros
canônicos. Esta preocupação ajudou nas decisões finais acerca de qual literatura era sagrada.
Foi assim que se resolveu aceitar os atuais 27 livros do Novo Testamento.

IV. As Catacumbas de Roma

Vastas galerias subterrâneas, comumente de 2,60 m a 3,30


m de largura, 1,30 m a 2,00 m de altura, estendendo-se por
centenas de quilômetros no subsolo da cidade. Foram
usadas pelos cristãos como lugares de refúgio, culto e
sepultamento durante as perseguições imperiais.

Após uma visita virtual ou real às Catacumbas cristãs de


Roma, perguntar-se: qual é a importância das Catacumbas
cristãs de Roma sob o aspecto histórico e arqueológico, e
qual a sua importância religiosa e espiritual?

A primeira e mais imediata impressão é que as Catacumbas


são a prova histórica de que a Igreja das origens foi uma
Igreja de mártires. Estes foram muitíssimos, e as
Catacumbas conservaram o seu testemunho. Propomo-
nos aprofundar, neste "caminho", a questão do número dos mártires romanos, do significado
do martírio, das causas das perseguições e do seu desenvolvimento. Outro aspecto
importante das Catacumbas é o testemunho que dá sobre a vida da Igreja primitiva, a
continuidade da nossa fé em relação a dos primeiros séculos, a sua espiritualidade, e a
atração que exerceram sobre os cristãos no decorrer dos séculos.

Quantos foram os mártires? Não conhecemos o seu número exato. Os historiadores pensam
que foram, aproximadamente, alguns milhares; as Atas dos Mártires, que são os protocolos
judiciários dos processos aos cristãos, conservaram-nos a lembrança de muitos mártires,
mas não podemos tirar delas a sua lista completa. Segundo Tácito, na grande perseguição
desencadeada por Nero, eles foram uma «ingens multitudo». Clemente de Roma fala de
«uma grande multidão de eleitos». O martirológio de Jerônimo enumera bem 979. Cipriano,
em seguida, escreverá que «o povo dos mártires foi incalculável» (martyrum innumerabilis
populus). Das se¬pulturas de cristãos variam os cálculos, indo de 2 milhões a 7 milhões. Mais
de 4.000 epitáfios têm sido descobertos, pertencentes ao período de Tibério (14-37 d.C.) a
Constantino (306-37 d.C).

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Os mártires pertencem a toda categoria de idade, sexo, proveniência social, profissão e
cultura. Eles são modelos para os cristãos de qualquer lugar e de qualquer época. São as
testemunhas de uma fé invencível, de uma fidelidade total a Cristo confirmada com a oferta
da própria vida. Portanto, Roma guarda em suas catacumbas um testemunho vivo marcante.
Era onde se refugiavam os cristãos que conseguiam escapar da morte. Nas pedras encontram-
se gravados nomes, datas de nascimento e morte, de casamento, marcando tempos de
escuridão e de sobrevivência da Igreja.

As fontes que possuímos a respeito das perseguições, além das Escrituras, são
conhecidas como "atas dos mártires", que consistem em descrições mais ou menos
detalhadas das condições sob as quais se produziram os martírios, as prisões, encarceramento
e julgamento do mártir ou mártires em questão, e por fim sua morte Outras noticias chegam
através de outros documentos escritos por cristãos que de algum modo se relacionam com o
martírio e a perseguição. O exemplo mais valioso desta classe de documentos é a coleção de
sete cartas escritas por Inácio de Antioquia a caminho do martírio. Também existem algumas
correspondência onde se apresenta algumas atitudes dos pagãos diante dos cristãos,
especialmente a atitude de governantes.

V. O Coliseu Romano

O Coliseu é o maior anfiteatro romano.


Iniciado em 70 d.C., durante o governo do
imperador Vespasiano, foi inaugurado dez
anos depois pelo imperador Tito no ano de 80
d.C., na região central de Roma (este
anfiteatro tem a forma de uma enorme elipse
e impressiona pelo tamanho e complexidade
de sua estrutura). Ampliado por Domiciano
alguns anos depois, este local era utilizado
como palco de exibição de sangrentos
combates entre gladiadores e animais ferozes
e para morte dos cristãos.

Era capaz de receber até 100 mil espectadores, que ávidos por combates violentos
compareciam aos milhares. As lutas eram patrocinadas pelos governantes, que desejavam
aumentar sua popularidade e seu prestígio.

No início da Era Cristã [1º século], a Igreja nascente foi grandemente perseguida, conforme
documentos e livros que narram acontecimentos dessa época. Mortes no Coliseu Romano,
cristãos que não negavam a fé eram jogados publicamente aos leões, na arena, ou queimados
em praças ou jardins públicos para 'iluminar a noite' para delírio de uma platéia insana.

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VI. Principais Mártires

Durantes este período, milhares de autênticos cristãos foram torturados, decapitados,


entregue as feras em espetáculos públicos, mas, não negaram o seu Senhor e entre estes
mártires, podemos destacar:

Inácio (67-110 d.C.) discípulo de João e bispo de Antioquia. O imperador Trajano, visitando
essa cidade, mandou prendê-lo; ele mesmo presidiu ao julgamento e sentenciou que Inácio
fosse lançado às feras em Roma.

De viagem para esta cidade, escreveu uma carta aos cristãos romanos, pedindo-lhes que não
tentassem conseguir o seu perdão; ansiava ter a honra de morrer pelo seu Senhor, dizendo:
"As feras atirem-se com avidez sobre mim. Se elas não se dispuserem a isto, eu as provocarei.
Venham, multidões de feras; vinde, lacerai-me, estraçalhai-me, quebrai-me os ossos. Triturai-
me os membros; venham, cruéis torturas do demônio; deixai-me apenas que eu me una a
Cristo." Regozijou-se no martírio. (Inácio de Antioquia, morto pelos leões por se negar a
adorar os deuses e muitos outros).

Policarpo (69-156 d.C.) discípulo do Apóstolo João e bispo de Esmirna. Na perseguição


ordenada pelo imperador, foi preso e levado à presença do governador. Ofereceram-lhe a
liberdade, se amaldiçoasse a Cristo, mas ele respondeu: "Oitenta e seis anos faz que sirvo a
Cristo e Ele só me tem feito bem; como podia eu, agora, amaldiçoá-Lo, sendo Ele atem
Senhor e Salvador?" Foi queimado vivo.

Papias (70-155 d.C.) outro discípulo do Apóstolo João e bispo de Hierápolis, uns 160 km a leste
de Éfeso. Pode ter conhecido Filipe, que, segundo uma tradição, morreu em Hierápolis.
Escreveu um livro: "Interpretações dos discursos do Senhor", onde diz que se empenho» em
inquirir dos presbíteros as palavras exatas de Jesus. Sofreu martírio em Pérgamo mais ou
menos ao tempo de Policarpo. Este, Inácio e Papias formam o elo entre a era apostólica e a
posterior.

Justino, o Mártir (100-167 d.C.) nasceu em Neápolis, antiga Siquém, mais ou menos quando
João morreu. Estudou filosofia. Quando moço, assistiu a muita perseguição movida aos
cristãos. Converteu-se. Viajou vestido num manto de filósofo, procurando ganhar pessoas
para Cristo. Escreveu uma defesa do cristianismo, que endereçou ao imperador.

Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: No domingo há uma
reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos
e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Terminada a leitura, o presidente,
num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos
nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes,
pão e vinho e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação
responde, 'Amém.'

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Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são
levados pêlos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem
conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente que, com ela, atende a
órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade.

Justino um dos homens mais competentes do seu tempo. Seus livros, que ainda existem,
oferecem valiosas informações acerca da vida da igreja nos meados do segundo século. Seu
martírio deu-se em Roma, no ano 166.

Evidentemente o paganismo em suas práticas aceitava as novas formas e objetos de adoração


que iam surgindo, enquanto o Cristianismo rejeitava qualquer forma ou objeto de adoração. A
adoração aos ídolos estava entrelaçada com todos os aspectos da vida.

As imagens eram encontradas em todos os lares, e até em cerimônias cívicas, para serem
adoradas. Os cristãos, é claro, não participavam dessas formas de adoração. Por essa razão o
povo considera os cristãos como “Anti-sociais e ateus que não tinham deuses”. A adoração ao
Imperador era considerada como prova de lealdade. Havia estátuas dos imperadores
reinantes nos lugares mais visíveis para o povo adorar. Os cristãos recusavam-se a prestar tal
adoração. As reuniões secretas dos cristãos despertaram suspeitas. De praticarem atos
imorais e criminosos, durante a celebração da Santa Ceia, era vetada a entrada dos estranhos.

Reafirmamos que as perseguições produziram uma igreja pura, pois conservava afastados
todos aqueles que não eram sinceros em sua confissão de fé. Ninguém se unia à igreja para
obter lucros ou popularidade. Somente aqueles que estavam dispostos a ser fiéis até a morte,
se tornavam publicamente seguidores de Cristo. A Igreja multiplicava-se. Apesar das
perseguições ou talvez por causa delas, a igreja crescia com rapidez assombrosa. Ao findar-se
o período de perseguição, a igreja era suficientemente numerosa para constituir a instituição
mais poderosa do império. Estas perseguições duraram até o ano 313 AD, quando
Constantino, o primeiro Imperador Romano, "cristão", fez cessar todos os propósitos de
destruir a Igreja.

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Capitulo IV

A Igreja Imperial e Apóstata

Desde o Edito de Constantino, 313 d.C até a Reforma em 1530 d.C

O adversário de Deus passa a usar uma nova tática: corromper a igreja através da união do
paganismo com o cristianismo. No início do século IV, pararam as perseguições e Constantino
decretou o cristianismo como religião oficial do Império Romano. Muitos, para agradar ao
imperador, adotaram a nova religião. Regimentos inteiros de soldados eram batizados sem
terem se arrependido e sem terem crido em Jesus, ou seja, não eram nascidos de novo. A
mistura de pagãos com cristãos foi obscurecendo a consciência da igreja verdadeira. A
corrupção instalou-se cada vez mais na igreja, tentando combinar o cristianismo com a
filosofia pagã.

I. Cristianização do Império Romano

No ano 363 AD todos os governadores professaram o Cristianismo e antes de findar o quarto


século o Cristianismo, foi virtualmente estabelecido como religião do Império. O cristianismo,
perseguido sob Diocleciano (284-305), elevado à igualdade aos cultos pagãos no reino de
Constantino (306-337) e proclamado religião oficial com Teodósio (394-395), dominaria em
quase todas as suas realizações. Tertuliano (160-220 d.C) escreveu: "Nós somos de ontem e,
todavia, enchemos o vosso império, vossas cidades, vilas, ilhas, tribos, campos, castelos,
palácios, assembléias e o senado."

1. Conversão de Constantino

Era o mês de outubro do ano 312. Um jovem general, a quem todas as tropas romanas da
Bretanha e da Gália eram fiéis, marchava em direção a Roma para desafiar Maxêncio, outro
postulante ao trono imperial. Segundo o relato da história, o general Constantino olhou para o
céu e viu um sinal, uma cruz brilhante, na qual podia ler: "Com isto vencerás". O supersticioso
soldado já estava começando a rejeitar as divindades romanas a favor de um único Deus. Seu
pai adorava o supremo deus Sol. Seria um bom presságio daquele Deus na véspera da
batalha?

Mais tarde, Cristo teria aparecido a Constantino em um sonho, segurando o mesmo sinal
(uma cruz inclinada), lembrando as letras gregas chi (?) e rho (?), as duas primeiras letras da
palavra Christos. O general foi instruído a colocar esse sinal nos escudos de seus soldados, o
que fez prontamente, da forma exata como fora ordenado. Conforme prometido, Constantino
venceu a batalha.

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Esse foi um dos diversos momentos marcantes do século IV, um período de violentas
mudanças. Se você tivesse saído de Roma no ano 305 d.C. para viver anos no deserto, quando
voltasse certamente esperaria encontrar o cristianismo morto ou enfrentando as últimas
ondas de perseguição. Em vez disso, o cristianismo se tornou a religião patrocinada pelo
império. Depois de ter tomado o poder em 284, Diocleciano, um dos mais brilhantes
imperadores romanos, começou uma enorme reorganização que afetaria as áreas militar,
econômica e civil. Durante certo período de tempo, ele deixou o cristianismo em paz.

Uma das grandes idéias de Diocleciano foi a reestruturação do poder imperial. Dividiu o
império em Oriente e Ocidente, e cada lado teria um imperador e um vice-imperador (ou
césar). Cada imperador serviria por vinte anos e, a seguir, os césares assumiriam também por
vinte anos e assim por diante. No ano 286, Diocleciano indicou Maximiano imperador do
Ocidente, enquanto ele mesmo continuava a governar o Oriente. Os césares eram Constancio
Cloro (pai de Constantino) no Ocidente e Galério no Oriente.

Galério era radicalmente anticristão (há informações que ele atribuiu a perda de uma batalha
a um soldado cristão que fez o sinal da cruz). É bem provável que o imperador do Oriente
tenha assumido posições anticristãs por instigação de Galério. Tudo isso era parte da
reorganização do império, de modo que a lógica era a seguinte: Roma tinha uma moeda
única, uní sistema político único e, portanto, deveria ter uma única religião; os cristãos,
porém, estavam em seu caminho.

A partir do ano 298, os cristãos foram retirados do exército e do serviço civil. Em 303, a grande
perseguição teve início. As autoridades planejaram impor severas sanções sobre os cristãos,
que começariam a ser implantadas na Festa da Termi-nália, em 23 de fevereiro. As igrejas
foram arrasadas, as Escrituras confiscadas, e as reuniões proibidas. No início, não houve
derramamento de sangue, mas Galério logo se encarregou de mudar essa situação. Quando
Diocleciano e Maximiano deixaram seus postos (de acordo com o planejado), em 305, Galério
desencadeou uma perseguição ainda mais brutal. De modo geral, Constantino, que governava
o Ocidente, era mais indulgente. Porém, as histórias de horror do Oriente eram abundantes.
Até o ano 310, a perseguição tirou a vida de milhares cristãos.

Contudo, Galério foi incapaz de esmagar a igreja. Estranhamente, em seu leito de morte, ele
mudou de idéia. Em outro grande momento, no dia 30 de abril de 311, o feroz imperador
desistiu de lutar contra o cristianismo e promulgou o Édito de Tolerância. Sempre político,
insistiu em que fizera tudo para o bem do império, mas que "grande número" de cristãos
"persiste em sua determinação". Desse modo, agora era melhor permitir que eles se
encontrassem livremente, contanto que não atentassem contra a ordem pública. Além disso,
declarou: "Será tarefa deles orar ao seu Deus em benefício de nosso Estado". Roma precisava
de toda a ajuda que pudesse obter. Galério morreu seis dias depois.

O grande plano de Diocleciano, no entanto, começava a ruir. Quando Constancio morreu, no


ano 306, seu filho Constantino foi proclamado governador por seus soldados leais.
Maximiano, porém, tentou sair do exílio e governar o Ocidente outra vez com o filho,
Maxêncio (que terminou tirando o próprio pai do poder). Enquanto isso, Galério indicava um
general de sua confiança, Licínio, para governar o Ocidente.
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Cada um desses futuros imperadores reivindicava um pedaço do território ocidental. Eles
teriam de lutar por ele. Constantino, de maneira astuta, forjou uma aliança com Licínio e lutou
contra Maxêncio. Na batalha da Ponte Mílvia, Constantino saiu vitorioso.

Naquele momento, Constantino e Licínio montaram um delicado equilíbrio de poder.


Constantino estava ansioso para agradecer a Cristo por sua vitória e, desse modo, optou por
dar liberdade e status à igreja. No ano 313, ele e Licínio emitiram oficialmente o Edito de
Milão, garantindo a liberdade religiosa dentro do império. "Nosso propósito", dizia o édito, "é
garantir tanto aos cristãos quanto a todos os outros a plena autoridade de seguir qualquer
culto que o homem desejar".

Constantino, imediatamente, assumiu o interesse imperial pela igreja: restaurou suas


propriedades, deu-lhe dinheiro, interveio na controvérsia donatista e convocou os concilios
eclesiásticos de Arles e de Nicéia. Ele também fazia manobras para obter poder sobre Licínio,
a quem finalmente depôs, em 324.

Assim, a igreja passou de perseguida a privilegiada. Em um período de tempo


surpreendentemente curto, suas perspectivas mudaram por completo. Depois de séculos
como movimento contracultural, a igreja precisava aprender a lidar com o poder. Ela não fez
todas as coisas de maneira correta. A própria presença dinâmica de Constantino modelou a
igreja do século IV, modelo que ela adotou daí em diante. Ele era um mestre do poder e da
política, e a igreja aprendeu a usar essas ferramentas.

A visão de Constantino foi autêntica ou ele foi apenas um oportunista, que usou o cristianismo
para benefício próprio? Somente Deus conhece a alma. Embora tenha falhado na
demonstração de sua fé em várias ocasiões, o imperador certamente assumiu um interesse
ativo no cristianismo que professava, chegou até mesmo a correr risco pessoal em certos
momentos. Ε certo que Deus usou Constantino para fazer com que as coisas acontecessem
para a igreja. O imperador afirmou e assegurou a tolerância oficial à fé.

2. O edito de tolerância, 313

Por este edito, Constantino concedeu "aos cristãos e a todos os outros plena liberdade de
seguir a religião que a cada um aprouvesse", o primeiro deste gênero na História. E foi
adiante: favoreceu de todos os modos os cristãos; deu-lhes os principais cargos; isentou
ministros cristãos de impostos e do serviço militar; incentivou e ajudou a construção de
igrejas; fez do cristianismo a religião de sua corte; expediu uma exortação geral, 325, a todos
os súditos para que abraçassem o cristianismo; e porque a aristocracia romana persistisse em
seguir suas religiões pagãs, mudou a capital para Bizâncio e denominou-a Constantinopla,
"Nova Roma", capital do novo império cristão.

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3. Os benefícios da cristianização do Império Romano

a. As perseguições acabaram.
b. Em muitos lugares os templos pagãos foram dedicados ao culto cristão.
c. Constantino estabeleceu o Domingo como dia de descanso e adoração.
d. Foi abolida a crucifixão como gênero de pena capital.
e. O infanticídio foi reprimido.
f. As lutas de gladiadores foram proibidas.
g. Foi abolida a escravidão.
h. Foi abolida os combates de gladiadores.
i. O primeiro templo cristão foi construído em (222-35).
j. Depois do edito de Constantino, muitos templos foram construídos.

4. A Fundação de Constantinopla

O Imperador Constantino compreendeu que a cidade de Roma estava intimamente ligada à


adoração pagã, cheia de templos e estátuas pagãs. Ele desejava uma capital sob os auspícios
da nova religião. Na nova capital, a igreja era honrada e considerada, não havia templos
pagãos.

II. A paganização da Igreja

Apesar de os triunfos do Cristianismo haverem proporcionado boas coisas ao povo, contudo a


sua aliança com o Estado, inevitavelmente devia trazer, como de fato trouxe, maus resultados
para a igreja.

Com a conversão do imperador Constantino em 312, a situação da igreja mudou


drasticamente. Os cristãos saíram da posição de perseguidos e tornaram-se membros de uma
religião respeitável que desfrutava apoio oficial. Contudo, à medida que grandes multidões
começaram a entrar na igreja, ficou mais difícil distinguir entre os que tinham compromisso
verdadeiro com Cristo e os que queriam apenas tomar parte da religião popular. A fé se
transformou em uma coisa fácil e a sinceridade foi prejudicada.

1. Os prejuízos da cristianização do Império Romano

a. As Igrejas eram mantidas e controladas pelo Estado.


b. Os ministros eram privilegiados, mas eram controlados pelo Estado.
c. Iniciaram-se as perseguições aos pagãos (não cristãos).

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d. Falsas conversões (muitos se convertiam para fugir da perseguição).
e. Não havia nenhum critério (exigência) para se tornar cristão.
f. Aceitavam o cristianismo para assim obterem influência social e política.
g. Os cultos aumentaram em esplendor, porém eram menos espirituais.
H. As festas pagãs tiveram seus lugares na Igreja, mas, com outros nomes.
i. A adoração a Vênus/Diana foi substituída pela adoração a virgem Maria.
j. Imagens dos mártires nos templos, como objeto de reverência e culto.

Evidentemente esta união foi à pior calamidade que já sobreveio à mesma Igreja. O desígnio
de Cristo era vencer por meios puramente espirituais e morais. Até ao tempo de Constantino
as conversões eram voluntárias, por uma genuína mudança do coração e da vida. Agora,
porém, as conversões forçadas enchiam as igrejas de gente não regenerada. Entrou na Igreja
o espírito militar da Roma Imperial, mudando-lhe a natureza e tornando-a uma organização
política e fazendo-a precipitarem-se no milênio das abominações papais.

Como resultado deste promíscuo casamento da igreja com o estado, cristãos zelosos dessa
época, com freqüência, optavam por lutar contra o comprometimento de sua fé afastando-se
do mundo. Antão (um erimita - um dos principais fundadores das comunidades monásticas)
buscou fazer isso e foi viver em uma caverna. De acordo com Atanásio, seu biógrafo, durante
doze anos Antão foi cercado por demônios que assumiam formas de vários animais estranhos
e que, em alguns momentos, o atacavam, e, em determinada ocasião, quase o mataram. Eles
estavam tentando trazer Antão de volta ao mundo dos prazeres sensuais, mas Antão sempre
se levantava de maneira triunfante.

Para se afastar ainda mais do mundo, Antão se mudou para um forte abandonado, onde viveu
vinte anos sem ver rosto humano. Sua comida lhe era jogada por cima do muro. As pessoas
ouviam sobre sua impressionante autonegação e suas batalhas com os demônios. Alguns
admiradores ergueram casas rudes próximas ao forte, e, de modo relutante, ele se tornou
conselheiro espiritual delas, dando-lhes orientação sobre jejum, oração e obras de caridade.
Antão certamente se tornou um modelo de autonegação.

III. Origem do Catolicismo Romano

A igreja católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas a partir da igreja
primitiva.

No ano 311, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e o


transformou em religião oficial do Império Romano. Então a Igreja de Roma iniciou a sua
longa história de sincretismo religioso com as doutrinas e práticas pagãs da religiosidade
romana, bem como a sua aliança com o Estado romano. Constantino convocou em 325 d.C. o
Concílio de Nicéia onde surgiu o catolicismo romano influenciado por doutrinas pagãs.

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Foi exatamente a partir daí que teve início a Igreja Católica Apostólica Romana, a antiga igreja
de Roma, agora "sob nova direção". Durante o período em que o catolicismo foi absorvido
pelo império romano os assuntos religiosos sofreram ingerências dos imperadores romanos,
tanto nas questões administrativas quanto teológicas.

O desenvolvimento do Poder da Igreja Romana

Roma reclamava para si autoridade apostólica. A Igreja de Roma era a única que declara
poder mencionar o nome de dois apóstolos como fundadores, isto é, Pedro e Paulo. A
organização da Igreja de Roma e bem assim seus dirigentes defendiam fortemente estas
afirmações. Além disso, Roma apresentava um Cristianismo prático. Nenhuma outra igreja a
sobrepujava no cuidado para com os pobres, não somente com os seus membros, mas
também entre os pagãos. Foi assim que em todo o ocidente o bispo de Roma, começou a ser
considerado como autoridade principal de toda a igreja. Foi dessa forma que o Concílio
Calcedônia, na Ásia Menor, no ano 451 d.C, Roma ocupou o primeiro lugar e Constantinopla o
segundo lugar.

Para que entendamos melhor a origem da Igreja Católica Romana, convém fazermos algumas
observações bastante úteis e esclarecedoras acerca da igreja.

Do ano 33 ao ano 54 da era cristã, os seguidores de Jesus eram chamados de "os seguidores do
caminho’. At 11.26.

Do ano 54 ao ano 170 da era cristã, os seguidores de Jesus passaram a ser chamados de
"Cristãos". É a época em que a igreja não tinha divisão e possuía somente uma doutrina, a dos
Apóstolos.

Do ano 170 ao ano 313 da era cristã, a Igreja não se envolvera com nenhum dos problemas
comportamentais da sociedade da época caracterizados pela corrupção em todas as suas
áreas, principalmente a política.

Do ano 313 em diante, podemos dizer que marca o início do Catolicismo Romano, pois o
cristianismo passa a ser a religião oficial do Império, trazendo como conseqüência desastrosa,
a entrada no seio da Igreja de muitas pessoas não convertidas e pagãs. Ao longo de sua
história muitas doutrinas estranhas continuaram a penetrar no catolicismo romano. Fazendo
que cada vez mais ela se distanciasse de sua origem.

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Doutrina Católica Ano

 Culto aos santos 370 d.C.


 Oração pelos mortos e o sinal da cruz 400 d.C.
 Exaltação a Maria e a condição de "mãe de Deus" 431 d.C.
 Começo do papado 500 d.C.
 A doutrina do purgatório 593 d.C.
 Doutrina do purgatório 600 d.C.
 A adoração da cruz, imagens e relíquias 786 d.C.
 A canonização dos santos mortos 995 d.C.
 Veneração das relíquias 1000 d.C.
 Canonização dos santos 1000 d.C.
 O celibato do sacerdócio 1079 d.C.
 Missa paga 1100 d.C.
 Culto aos anjos 1100 d.C.
 Santa Inquisição 1186 d.C.
 Os sete sacramentos 1215 d.C.
 A transubstanciação 1215 d.C.
 A confissão auricular 1216 d.C.
 Venda de indulgências 1515 d.C.
 Adoração à hóstia 1220 d.C.
 Proibição da leitura da Bíblia 1229 d.C.
 A Igreja Católica declara que somente nela há salvação 1303 d.C.
 Oração da Ave Maria 1317 d.C.
 Inserção oficial dos livros apócrifos na Bíblia 1546/7d.C.
 Imaculada conceição de Maria 1845 d.C.
 Infalibilidade papal 1870 d.C.
 Assunção de Maria 1950 d.C.

Portanto, a união entre a Igreja e o Estado e o cristianismo sendo a religião oficial do império
fizeram com que as formas litúrgicas fossem substituídas por cultos mais elaborados cheio de
pompa. Das pequenas e salas das casas dos irmãos onde se celebravam os estudos bíblicos e o
culto ao Senhor, deram lugar aos grandes e ricamente ornamentados templos. Esses eram,
geralmente, construídos nos suposto lugares de residência do mártir ou santo. Deu-se início a
paganização da igreja e começou a ser introduzido muitas heresias e a doutrina apostólica
sofreu profunda e radical mudança.

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IV. A Origem do Papado

Nas reuniões da igreja do I ao V século os bispos eram iguais entre si isto é, todos tinham o
mesmo peso na hora da votação nos concílios. No entanto, por volta do ano 440, Leão l, bispo
da cidade de Roma, começou a reivindicar sua superioridade sobre os demais bispos da igreja.
A justificativa repousa no texto de Mt 16.16-18. Alegava-se que o apóstolo Pedro foi bispo em
Roma e recebeu a primogenitura eclesiástica de Cristo. Desta formas, seus sucessores do
episcopado romano deveriam exercer o mesmo ministério da administração da igreja cristã.
Depois da queda do império ocidental e o enfraquecimento de outras cidades aumentaram o
poder dos bispos romanos.

O papado é outra instituição católica que se assenta sobre dois grandes equívocos: o primeiro
é que o apóstolo Pedro nunca esteve em Roma, nunca foi papa, e se o foi, era um papa que
não se conformava com o catolicismo, pois era casado (Marcos 1.30,31); era financeiramente
pobre (Atos 3.6); foi um homem humilde (Atos 10.25,26) e foi um homem repreensível.
Gálatas 2.1 1,14.

o segundo equívoco é que até o ano de 451 (até Leão I) não havia um bispo romano chefe do
catolicismo. Podia ser até que eles fossem chefes das igrejas locais, o que em si seria um erro;
porém, só 300 anos mais tarde é que ficaram conhecidos como chefes católicos no sentido em
que os conhecemos hoje em dia e mais é admirável que Pedro, sendo o "Príncipe dos
Apóstolos", conforme o catolicismo romano afirma, quem era o pastor da comunidade cristã
em Jerusalém era Tiago. At 15. Sendo assim, é lançada por terra a pretensão do catolicismo
romano de Ter o apóstolo Pedro como seu primeiro Bispo.

Infelizmente a história do papado está cheia de mortes, envenenamentos, parricídios,


adultérios, incestos. Você realmente conhece a história dos Pontífices de Roma? Há séculos, o
orgulho e a ambição guiavam os que se intitulavam "representantes de Deus na Terra",
trazendo fome, desgraças, massacres e submetendo os seguidores de Cristo, o povo, às mais
execráveis vontades de verdadeiros tiranos escondidos sob suas vestes eclesiásticas.

Naquela época, a ignorância e o fanatismo religioso obscureciam a sabedoria das nações,


incapazes de julgar Política e Igreja, que impeliam às mais terríveis guerras em nome de Deus,
mas cujo fim único era a sustentação de suas ambições e poder. Os Crimes dos Papas vem
revelar ao público como os pactos sacrílegos entre os papas e os reis estão intimamente
ligados às mais terríveis desgraças da Europa, durante os séculos dominados pela tirania e
pelo fanatismo.

V. A Igreja Católica e seu passado comprometedor

Todas as nações orgulham-se de seus heróis e festejam seus benfeitores, mas o Estado do
Vaticano evita mencionar seu passado ou reproduzir a biografia de muitos de seus papas,
cujas vidas não harmonizaram com o que diziam representar. Pressionam para que
esqueçamos o passado da Igreja e de muitos papas, mas com seus métodos, ações e
intolerância revelam que "Roma será sempre a mesma".

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Em 1215 o Papa Inocêncio III proclamou-se "Vigário de Cristo no Céu e no Inferno"; a seguir,
proibiu a leitura da Bíblia, instituiu a Inquisição e mandou massacrar milhares de Cartaros
(albigenses) Cristãos.

O Papa Nicolau V, ano 1447, autorizou o Rei de Portugal, guerrear povos africanos, tomar-lhes
as propriedades e fazer escravos. Esse papa dizia: "Eu sou tudo em todos, minha vontade
prevalecerá, Cristo mandou Pedro embainhar a espada, mas eu mando desembainhar".

1. Segunda Guerra Mundial é do conhecimento de todos que durante a guerra o Clero


abençoava publicamente as tropas de Mussolini que partiam para massacrar a Abissínia na
esperança de implantar naquele país a "Santa Madre Igreja católica" caso a Itália triunfasse.
Após a Guerra encontramos o Estado do Vaticano fornecendo passaportes falsos, facilitando a
fuga de criminosos de guerra como o caso do carrasco nazista Eichemann.

Campos de Concentração

Está escrito em “O Holocausto do Vaticano”:

“Os representantes da única Igreja verdadeira


não apenas conheciam tais horrores, como
alguns deles eram autoridades nesses mesmos
campos e até haviam sido condecorados por
Ante Pavelic. Como exemplo, temos o Pe.
Zvonko Brekalo, do campo de concentração
de Jasenovac, que foi condecorado pelo próprio líder com a “Ordem do Rei Zvonimir”. O Pe.
Grge Blazevitch, assistente do comandante do campo de Bozanski-Novi; o irmão Tugomire
Soldo, organizador do massacre dos Sérvios, em 1941. E outros mais”. Nesse tempo, estava
no comando da Igreja Católica o papa Pio XII (1876-1958), pontífice de 1939 a 1958.

Tais campos de concentração estavam sob a supervisão direta de Pavelic. Aos ustashis
cumpria enviar para os campos as pessoas não confiáveis, que eram sumariamente liquidadas.
Vejamos apenas uma pequena descrição dos horrores:

“Em março de 1943 os internos do campo de Djakovo foram propositadamente infectados


com tifo, causando a morte de 567 pessoas; em 15.09.41, a mesma coisa aconteceu no campo
de Jasenovac, chegando a 600/700 o número de mortos; no campo de Stara Gradiska, 1.000
mulheres foram mortas; dos 5.000 Sérvios Ortodoxos levados para o campo de Jasenovic, no
final de agosto de 1942, 2.000 foram mortos a caminho, os restantes transferidos para
Gradina, onde, em 28.08.41, foram mortos a marteladas; no campo de Krapje, em outubro de
1941, 4.000 pessoas foram assassinadas, enquanto no campo de Brocice, em novembro de
1941, 8.000 tiveram o mesmo destino; de dezembro de 1941 a fevereiro de 1942, em Velika
Kosutanica e Jasenovac, mais de 40.000 Sérvios Ortodoxos trazidos dos vilarejos das
fronteiras da Bósnia, foram exterminados, inclusive 2.000 crianças; em 1942, havia cerca de
24.000 crianças, somente no campo de Jasenovac, das quais 12.000 foram assassinadas a
sangue frio.
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Uma grande parte das restantes, tendo sido mais tarde liberada diante da pressão da Cruz
Vermelha Internacional, pereceu aos montes, de intensa debilidade física. “Em destas
crianças, acima de 12 meses, morreram após saírem do campo por causa de soda cáustica
adicionada à alimentação; o Dr. Katicic, Presidente da Cruz Vermelha, por haver denunciado
ao mundo o extermínio em massa das crianças, foi internado no campo de concentração de
Stara Gradiska, por ordem de Pavelic; na primavera de 1942, no desejo de imitar os campos
nazistas da Alemanha e da Polônia, pessoas foram cremadas ainda vivas, simplesmente
empurrando-as para dentro dos fornos previamente aquecidos”.

2. Beatificação

Em 1998 o papa João Paulo II beatificou o Arcebispo de Zagreb, Cardeal Alojzije Stepinac,
defensor da "limpeza étnica" implementada pelos católicos croatas nos anos 40, e prepara-se
para fazer o mesmo em relação a Pio XII, o papa que pecou por omissão. Com a palavra
Settimia Spizzichino, a única judia romana que sobreviveu a Auschwitz, depois de ser cobaia
de Joseph Mengele:

"Voltei sozinha de Auschwitz [Cidade da Polônia, na província de Bielsko-Biala. Famosa por


abrigar o maior campo de concentração nazista durante a segunda guerra mundial]. Perdi
minha mãe, duas irmãs, uma sobrinha e um irmão. Pio XII poderia ter nos alertado para o que
ia acontecer, poderíamos fugir de Roma e nos juntar aos guerrilheiros. Ele nos jogou nas mãos
dos alemães. Tudo aconteceu debaixo de seu nariz. Quando dizem que o papa é como Jesus
Cristo, sei que não é verdade. Ele não salvou uma única criança. Não fez absolutamente
nada." (O Estado de S.Paulo, 26.03.2000).

“Decerto que o Papa pode beatificar e canonizar quem quiser, mas a beatificação de alguém
com um passado no mínimo nebuloso como o Cardeal Stepinac [elevado a cardeal em 1953] é
um insulto à memória de todos os que foram assassinados pela Ustasha e pelo nazismo”.

Com a derrocada de Hitler, caiu por terra o sonhado Estado Católico da Croácia. Em 11 de
outubro de 1946, a Suprema Corte em Zagreb condenou o Arcebispo Stepinac a 16 anos
prisão em trabalhos forçados. As principais acusações, conforme consta do processo, foram:

(1) colaboração política com o inimigo e seus agentes;

(2) convocação dos sacerdotes católicos para colaborarem com os traidores, conforme
circular distribuída em 28.04.1941;

(3) como presidente da Ação Católica e do congresso dos bispos influenciou a imprensa
católica, que fez propaganda do fascismo, elogiou Hitler e Pavelic, e deu cobertura a todo o
processo. Stepinac saiu da prisão antes do tempo previsto.

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Não iremos descer aos detalhes das conversões forçadas de ortodoxos, que, diante do poder
da espada, temendo por sua vida e de seus familiares, submetiam-se aos humilhantes ritos de
iniciação ao catolicismo; também não faremos referência às crianças órfãs, aos milhares, que
foram expatriadas, raptadas e levadas para outros países; colocadas em orfanatos dirigidos
por padres e freiras, rebatizadas com nomes católicos, crescendo sem o contato com seu
grupo étnico e religioso original; não falaremos do modo sanguinário, feroz e cruel como
muitos Sérvios foram torturados e mortos, enterrados vivos, sangrados, mutilados; das
dezenas de templos ortodoxos que foram destruídos ou transformados em salas destinadas às
atividades ligadas ao catolicismo. Avro Manhattan, em seu minucioso trabalho em The
Vatican´s Holocaust, registra à guisa de conclusão:

“Os massacres da Ustashi, todas as atrocidades cometidas por oficiais católicos, padres ou
monges, faziam parte de um esquema friamente calculado para a total eliminação das massas
ortodoxas, ativa e passivamente resistindo à sua absorção pela Igreja Católica no sentido de
se tornarem ovelhas do seu rebanho. De fato, esta foi à política premeditada pela hierarquia
católica, agindo em favor do seu verdadeiro e único inspirador – o Vaticano”.

3. A igreja no período medieval

(da queda de Roma em 476 AD até a queda de Constantinopla, 1453 d.C)

Encontramos a Igreja Católica, no ápice da idade média (séculos 13 a 15), com a maioria das
práticas litúrgicas, incorporadas do paganismo, já institucionalizadas dentro da estrutura
eclesiástica. O cenário está sendo preparado pelo Senhor da História para a Reforma do
Século XVI. A religião foi transformada de uma devoção consciente a Deus, baseada no que
conhecemos de Deus pelas Escrituras e exercitada pelas diretrizes da sua Palavra; no
misticismo subjetivo, baseado em tradições humanas, exercitado em práticas obscuras.

A Igreja, que deveria aproximar as pessoas cada vez mais de Deus e de sua Palavra, na prática
afasta os fiéis da religião verdadeira. Os rituais e a liturgia são realizados em uma língua
desconhecida (Latim). Os seguidores são sujeitos a uma hierarquia estranha à Bíblia, na qual
os administradores maiores se preocupavam mais com o jogo político do que com a situação
espiritual dos fiéis. Aqueles que se dedicavam mais ao estudo da palavra, em vez de estarem
próximos dos fiéis, conscientes de suas lutas, necessidades e pecados, isolam-se em
mosteiros. Novas estruturas monásticas são formadas e multiplicam sua influência. Os poucos
escritos refletem um misticismo que enaltece a trindade, mas, ao mesmo tempo, apresentam
uma ênfase mística que os distanciam da realidade.

Outras cabeças pensantes da Igreja, em vez de procurar um retorno à teologia das Escrituras,
embarcam num intelectualismo que pretende explicar de forma palatável à razão humana os
mistérios de Deus – esses também distanciam a Igreja e sua hierarquia de sua missão e
daqueles que a seguem em busca espiritual sincera ou por conveniência. Certamente, fica
cada vez mais evidente que o caminho da reforma está sendo preparado por Deus. A Igreja
está deteriorada em seu íntimo – os problemas aparecem. Porém o remanescente fiel ficará
mais evidente e desabrochará no tempo apontado por Deus.

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4. A Santa Inquisição

No século XIII foi estabelecido o mais terrível de todos os estratagemas do papado - a


inquisição. O príncipe das trevas trabalhava com os dirigentes da hierarquia papal. Em seus
concílios secretos, Satanás e seus anjos dirigiam a mente de homens maus enquanto, invisível
entre eles, estava um anjo de Deus, fazendo o tremendo relatório de seus iníquos decretos e
escrevendo a história de ações por demais horrorosas para serem desvendadas ao olhar
humano. Os corpos mutilados de milhões de mártires pediam vingança a Deus contra o poder
apóstata.

Inquisição: Significado e Objetivo

Também chamada de Santo Ofício, INQUISIÇÃO era a designação dada a um tribunal


eclesiástico, vigente na Idade Média e começos dos tempos modernos. Esse Tribunal,
instituído pela Igreja Católica Romana, tinha por meta prioritária julgar e condenar os
hereges.

A palavra "herege" significa aquele que escolhe, que professa doutrina contrária ao que foi
definido pela Igreja como sendo matéria de fé. Então, todos os que se rebelava contra a
autoridade papal ou faziam qualquer espécie de crítica à Igreja de Roma eram considerados
hereges. INQUISIÇÃO é o ato de INQUIRIR: indagar, investigar, pesquisar, perguntar, interrogar
judicialmente. Os hereges seriam os "irmãos separados", os “crentes” “protestantes”, os
"evangélicos" de hoje. Em suma, a INQUISIÇÃO foi um tribunal eclesiástico criado com a
finalidade de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Da Enciclopédia BARSA, vol 7,
pags. 286-287 extraímos o seguinte:

"Heresia, no sentido geral é uma atitude, crença ou doutrina, nascida de uma escolha pessoal,
em oposição a um sistema comumente aceito e acatado. É uma opinião firmemente
defendida contra uma doutrina estabelecida. A Igreja Católica, no seu Direito Canônico,
estabelece uma distinção entre heresia, apostasia e cisma. Assim diz este documento: Depois
de recebido o batismo, se alguém, conservando o nome de cristão, nega algumas das
verdades que se devem crer com fé divina e católica ou dela duvida, é HEREGE. Se afasta
totalmente da fé cristã, é APÓSTATA. Se recusa submeter-se ao Sumo Pontífice (o Papa) ou
tratar com os membros da Igreja aos quais está sujeito, é CISMÁTICO" (Direito Canônico 1.325,
párag. 2). Então, por esse raciocínio e decreto de Roma, os milhões de crentes no mundo são
hereges e cismáticos porque negam muitas das "verdades" da fé católica, não se submetem
ao Sumo Pontífice, e só reconhecem Jesus Cristo como autoridade máxima da Igreja.

5. O Início das Perseguições

Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens remontam ao
século IV: o herege espanhol Prisciliano foi condenado à morte pelos bispos espanhóis no ano
de 1385; no século X muitos casos de execuções de hereges, na fogueira ou por
estrangulamento; em 1198 o Papa Inocêncio III liderou uma cruzada contra os " ALBIGENSES"

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(hereges do sul da França), com execuções em massa; em 1229, no Concílio de Tolouse, foi
oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício, sob a liderança do Papa Gregório
IX; em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado " AD EXSTIRPANDA", em que
vociferou: "os hereges devem ser esmagados como serpentes venenosas". Este documento
foi fundamental na execução do diabólico plano de exterminar os hereges. As autoridades
civis, sob a ameaça de excomunhão no caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges.
O "AD EXSTIRPANDA" foi renovado ou reforçado por vários papas, nos anos seguintes:
Alexandre IV (1254-1261); Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292); Bonifácio VIII
(1294-1303) e outros. Inocêncio IV autorizou o uso da tortura.

Os Métodos de Tortura

No seu "Livro das Sentenças da Inquisição" (Liber Sententiarum Inquisitionis) o padre


dominicano Bernardo Guy (Bernardus Guidonis, 1261-1331), "um dos mais completos teóricos
da Inquisição", descreveu vários métodos para obter confissões dos acusados, inclusive o
enfraquecimento das forças físicas do prisioneiro".

Usava-se, dentre outros, os seguintes processos de tortura: a manjedoura, para deslocar as


juntas do corpo; arrancar unhas; ferro em brasa sob várias partes do corpo; rolar o corpo sobre
lâminas afiadas; uso das "Botas Espanholas" para esmagar as pernas e os pés; a Virgem de
Ferro: um pequeno compartimento em forma humana, aparelhado com facas, que, ao ser
fechado, dilacerava o corpo da vítima; suspensão violenta do corpo, amarrado pelos pés,
provocando deslocamento das juntas; chumbo derretido no ouvido e na boca; arrancar os
olhos; açoites com crueldade; forçar os hereges a pular de abismos, para cima de paus
pontiagudos; engolir pedaços do próprio corpo, excrementos e urina; a "roda do
despedaçamento funcionou na Inglaterra, Holanda e Alemanha, e destinava-se a triturar os
corpos dos hereges; o "balcão de estiramento" era usado para desmembrar o corpo das
vítimas; o "esmaga cabeça" era a máquina usada para esmagar lentamente a cabeça do
condenado, e outras formas de tortura.

Com a promessa de irem diretamente para o Céu, sem passagem pelo purgatório, muitos
homens eram exortados pelos inquisidores para guerrearem contra os hereges. No ano de
1209, em Beziers (França), 60 mil foram martirizados; dois anos depois, em Lauvau (França), o
governador foi enforcado, sua mulher apedrejada e 400 pessoas queimadas vivas. A
carnificina se espalhou por outras cidades e milhares foram mortos. Conta-se que num só dia
100.000 hereges foram vitimados.

Depois de acusados, os hereges tinham pouca chance de sobrevivência. Geralmente as


vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O
processo era sumário. Ou seja: rápido, sem formalidades, sem direito de defesa. Ao réu a
única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a
autoridade da Igreja Católica Romana. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram
respeitados. A Igreja de Roma, sob o pretexto de que detinha as chaves dos céus e do inferno
e poderes para livrar as almas do purgatório e perdoar pecados, pretendia ser UNIVERSAL,
dominar as nações mediante pressão sob seus governantes e estabelecer seus domínios por
todo o Planeta.
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Crueldade e Matança

(a) A matança dos valdenses. Um dos primeiros grupos organizados a serem atormentados
foram os valdenses. Valdenses eram chamados "os membros da seita, também chamada
Pobres de Lião, fundada pelo mercador Pedro Valdo por volta de 1170, na França. Inspirada na
pobreza evangélica, repudiava a riqueza da Igreja Católica".

O grupo organizado por Pedro Valdo, um rico comerciante, cria que todos os homens tinham
o direito de possuir a Bíblia traduzida na sua própria língua. Acreditavam, também, que a
Bíblia era a autoridade final para a fé e para a vida. Os valdenses se vestiam com simplicidade
- contrapondo-se à luxúria dos sacerdotes católicos, ministravam a Ceia do Senhor e o
Batismo, e ordenavam leigos para a pregação e ministração dos sacramentos. "O grupo tinha
seu próprio clero, com bispos, sacerdotes e diáconos". Tal liberdade não era admitida pela
Igreja Católica porque não havia submissão ao Papa e aos seus ensinos. Os valdenses
possuíam a Bíblia traduzida na sua língua materna, o que facilitou a pregação da Palavra.

Outros grupos sucumbiram diante das ameaças e castigos impostos pelos romanistas. Os
valdenses, todavia, resistiram. Na escuridão das cavernas, cada versículo era copiado, lido e
ensinado. Na Bíblia encontraram a Luz - uma luz forte que inunda corpo, alma e espírito...
Uma luz chamada Jesus. Os valdenses foram, certamente, os primeiros a se organizarem
como igreja, formar seu próprio clero e enviar missionários para outras regiões na França e
Itália. Tudo com muito sacrifício e sob implacável perseguição.

Essa liberdade de ação motivou os líderes romanos a adotarem medidas duras contra a
"seita". Uma bula papal classificou os valdenses como hereges e, como tal, condenados à
morte. A única acusação contra eles era a de que "tinham uma aparência de piedade e
santidade que seduzia as ovelhas do verdadeiro aprisco".

Uma cruzada foi organizada contra esse povo santo. Como incentivo, a Igreja prometia
perdão de todos os pecados aos que matassem um herege, "anulava todos os contratos feitos
em favor deles (dos valdenses), proibia a toda a pessoa dar-lhe qualquer auxílio, e era
permitido se apossar de suas propriedades por meio de violência". Não se sabe quantos
valdenses morreram nas Cruzadas. Sabemos, portanto, que esses obstinados cristãos
fincaram os alicerces da Reforma que viria séculos depois.

(b) O massacre de São Bartolomeu. Os católicos franceses apelidavam de "huguenotes" os


protestantes. Uma designação depreciativa. Já fomos tratados de huguenotes, hereges,
heréticos, protestantes, cristãos novos, irmãos separados, crentes, evangélicos, etc. Mas o Pai
nos chama de filhos. O massacre de São Bartolomeu ou a Noite de São Bartolomeu ficou
conhecido como "a mais horrível entre as ações diabólicas de todos os séculos".

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Com a concordância do Papa Gregório XIII, o rei da França, Carlos IX, eliminou em poucos dias
milhares de huguenotes. A matança iniciou-se na noite de 24.08.1572, em Paris, e se estendeu
a todas as cidades onde se encontravam protestantes.

No Livro "O GRANDE CONFLITO", consta que foram martirizados cerca de setenta mil nesse
massacre. "Quando a notícia do massacre chegou a Roma, a alegria do clero não teve limites”.
O cardeal de Lorena recompensou o mensageiro com mil coroas; o canhão de Santo Ângelo
reboou em alegre salva; os sinos dobraram em todos os campanários; e o Papa Gregório XIII,
acompanhado dos cardeais e outros dignitários eclesiásticos, foram, em longa procissão, à
igreja de S.Luís, onde o cardeal de Lorena cantou o Te Deum. Um sacerdote falou "daquele
dia tão cheio de felicidade e regozijo, em que o santíssimo padre recebeu a notícia e foi em
aparato solene dar graças a Deus e a S.Luís".

Para comemorar e perpetuar na memória dos povos esse horrendo massacre, por ordem do
Papa Gregório XIII foi cunhada uma moeda, onde se via a figura de um anjo com a espada
numa mão e, na outra, uma cruz, diante de um grupo de horrorizados huguenotes. Nessa
moeda comemorativa lia-se a seguinte inscrição: "UGONOTTORUM STANGES, 1572" ("A
MATANÇA DOS HUGUENOTES, 1572").

Em seu livro "OS PIORES ASSASSINOS E HEREGES DA HISTÓRIA ", o historiador e pesquisador
cearense Jeovah Mendes, à pág. 238, assim registra a fatídica Noite de S.Bartolomeu: "Papa
Gregório XIII (Ugo Buoncompagni) (1502-1585) - Em irreprimível ritmo acelerado recrudescia
o ódio contra os protestantes em rumo de um trágico desfecho”.

O cardeal de Lorena, com a aprovação e bênção pontifícia de Gregório XIII, engendrou o mais
horrível banho de sangue por motivos religiosos em toda a História da França ou de qualquer
nação do mundo. Consumou-se o projeto assassino aos 24 de agosto de 1572, a inqualificável
NOITE DE S.BARTOLOMEU, sendo nesse macabro festival de sangue, morto o impetérrito
Coligny, mártir do Evangelho e honra de sua Pátria. Como troféu da bárbara carnificina, a
cabeça de Coligny fora remetida ao "sumo pontífice" Gregório XIII (Maurício Lachatre, História
dos Papas, vol. IV, pg. 68)".

(c) O Massacre dos Albigenses. Albigenses eram os nascidos na cidade de Albi, sul da França.
Em 1198, por iniciativa do Papa Inocêncio III, foram instituídos "Os Inquisidores da Fé contra
os Albigenses". Esses franceses foram considerados "hereges" porque seus ensinos
doutrinários não se alinhavam com os da Igreja de Roma. O extermínio começou no ano de
1209 e se estendeu por 20 anos, quando milhares de albigenses pereceram. Fala-se em mais
de 20.000 mortos, entre homens, mulheres e crianças.

(d) O Massacre da Espanha. Tomás de Torquemada (1420-1498), espanhol, padre


dominicano, nomeado para cargo de grande-inquisidor pelo Papa Sisto IV, dirigiu as
operações do Tribunal do Santo Ofício durante 14 anos.

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"Celebrizou-se por seu fanatismo religioso e crueldade". De mãos dadas com os reis católicos,
promoveu a expulsão dos judeus da Espanha por édito real de 31.03.1492, tendo estes o prazo
reduzido de quatro meses para se retirarem do país sem levar dinheiro, ouro ou prata. É
acusado de haver condenado à fogueira 10.220 pessoas, e cerca de 100.000 foram
encarceradas, banidas ou perderam haveres e fazendas. Tudo em nome da fé católica e da
honra de Jesus Cristo.

(e) O Massacre dos Anabatistas. Grupo religioso iniciado na Inglaterra no século XVI, que
defendia o batismo somente de pessoa adulta. Por autorização do Papa Pio V (1566-1572),
cem mil foram exterminados.

(f) O Massacre em Portugal. Diante dos insistentes pedidos de D. João III, o Papa Paulo III
introduziu, por bula de 1536, o Tribunal do Santo Ofício em Portugal. As perseguições foram
de tal ordem que o comércio e a indústria na Espanha e em Portugal ficaram praticamente
paralisados. "As execuções públicas eram conhecidas como autos-de-fé. No começo,
funcionaram tribunais da Inquisição nas diversas dioceses de Portugal, mas no século XVI
ficaram apenas os de Lisboa, Coimbra e Évora”.

Depois, somente o da capital do reino, presidido pelo inquisidor-geral. Até 1732, em Portugal,
o número de sentenciados atingiu 23.068, dos quais 1.554 condenados à morte. Na torre do
Tombo, em Lisboa, estão registrados mais de 36.000 processos". Daí porque os 4.500
processos constantes dos arquivos de terror do Vaticano - Os Arquivos do Santo Ofício -
recentemente liberados aos pesquisadores, não contam toda a história da desumana
Inquisição.

(g) A Inquisição no Brasil. O padre Antônio Vieira (1608-1697), pregador missionário e


diplomata, defensor dos indígenas, considerado a maior figura intelectual luso-brasileira do
séc. 17 foi condenado por heresia pelo Santo Ofício, e mantido em prisão por cerca de dois
anos. O brasileiro Antônio José da Silva, poeta e comediólogo, foi um dos supliciados em
autos-de-fé.

A Inquisição se instalou no Brasil em três ocasiões: Em 09.06.1591, na Bahia, por três anos; em
Pernambuco, de 1593 a 1595; e novamente na Bahia, em 1618. Há notícia de que no século
XVIII Inquisição atuou no Brasil. Segundo o jornal "Mensageiro da Paz", número 1334, de
maio/1998, "cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas, no Brasil, entre os anos de
1721 e 1777”.

Todos os que confessavam não crer nos dogmas católicos eram sentenciados. De acordo com
os dados históricos, quase todos os cristãos-novos presos no Brasil pela Inquisição, durante o
século 18, eram brasileiros natos e pertenciam a todas as camadas sociais.

Praticamente a metade dos prisioneiros brasileiros cristãos-novos no século 18 era mulheres.


Na Paraíba, Guiomar Nunes foi condenada à morte na fogueira em um processo julgado em
Lisboa.
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A Inquisição interferiu profundamente na vida colonial brasileira durante mais de dois séculos.
Um dos exemplos dessa interferência era a perseguição aos descendentes de judeus. Os que
estavam nessa condição podiam ser punidos com a morte, confisco dos bens e na melhor das
hipóteses ficavam impedidos de assumir cargos públicos.

É impossível descrever tudo o que ocorreu durante este período patrocinado pela igreja
católica. A Santa Inquisição, na sua longa e tenebrosa jornada, levou aos mais horrorosos
suplícios, inclusive às fogueiras, algumas centenas de milhares de pobres desgraçados; a
Igreja Católica Romana, pelos seus papas, bispos e padres, é a responsável pelo sacrifício de
cerca de 10 milhões de vidas.

A história dos massacres e perseguições perde-se no tempo. Quase impossível para os


historiadores é levantar o número exato ou aproximado de vítimas da Inquisição. Que mais é
preciso dizer?

6. O Renascimento (Renascença)

O Renascimento (ou Renascença) foi um movimento que constituiu a transição do mundo


medieval para o mundo moderno. Começou no século XIV na Itália como resultado de um
interesse renovado na cultura clássica ou humanística da Grécia e Roma. Estudiosos do
Renascimento estudaram antigos manuscritos recuperados de um mundo que era
decididamente mais secular e individualístico do que religioso e unido. Os artistas do período
enfatizaram a beleza da natureza e do homem. A religião no Renascimento tornou-se menos
importante conforme os homens voltaram sua atenção ao prazer do aqui e agora. O
Renascimento afetou os papas do período. Muitos dos “Papas do Renascimento”, como Júlio II
(1441-1513), eram humanistas mais interessados na cultura clássica e arte do que em assuntos
espirituais. Alguns, como Alexandre VI (1431-1503), viveram vidas notoriamente malvadas e
escandalosas. Leão X (1475-1521), o filho de Lorenzo de’Medici e papa quando Martinho
Lutero afixou as 95 Teses, uma vez disse que Deus lhe deu o papado, então ele ia “aproveitar”.

O Renascimento contribuiu para a Reforma de outras maneiras mais positivas. A invenção da


prensa de impressão móvel por Johann Gutenberg, em aproximadamente 1456, forneceu um
meio para a divulgação de idéias. Estudiosos do Renascimento ao norte dos Alpes dividiram
muitos dos mesmos interesses – uma paixão pelas fontes antigas, uma ênfase no ser humano
como indivíduo e uma fé nas capacidades racionais da mente humana. No entanto, esses
“cristãos humanistas do norte” estavam menos interessados no passado clássico do que no
passado cristão. Eles aplicaram as técnicas e os métodos do humanismo do Renascimento no
estudo das Escrituras nas suas línguas originais, assim como o estudo dos “pais da igreja”
como Augustinho. Sua preocupação principal com os seres humanos era pelas suas almas.
Sua ênfase era étnica e religiosa em vez de estética e secular.

O resultado desta ênfase era um interesse num retorno às Escrituras e a restauração do


cristianismo primitivo. Os humanistas bíblicos apontaram os maus na igreja da sua época e
pediram uma reforma interna. O Caminho para uma profunda reforma estava sendo
desenhado.

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Capitulo V

A Igreja Reformada

Este período vai do século XV até os dias Atuais

Antes da Reforma Protestante, havia poucos exemplares da Bíblia, e isso também foi um
entrave a que os cristãos pudessem ter pleno conhecimento dos ensinos do Novo Testamento
A maioria dos fiéis sobreviveu, pode-se dizer, conforme a Palavra do Senhor, guiados pelo
Espírito Santo, de tal forma que Jesus nunca ficou sem testemunhas.

I. Precursores da Reforma

Logo no início do século XII, surgiram vários movimentos de oposição contra a atitude e o
estado da igreja, por parte de homens que conheciam o grande mal nela existente, e que
abandonara o seu culto e a comunhão. Não deve ser esquecido que geralmente as conversões
eram em massas o que produzia um cristianismo nominal. Assim que sempre houve dentro da
Igreja pessoas que desejavam purificar esta de qualquer anormalidade ou caminhos que
fugiam do padrão cristão, mesmo que alguns movimentos beiravam ou eram heresias.

Havia um descontentamento geral com a corrupção da Igreja e do clero. O povo inquietava-se


com as crueldades da Inquisição. As autoridades civis ficaram cansadas com a ingerência do
papa nos negócios do governo. A Europa Ocidental irritava-se com o sistema eclesiástico que
mantinha escravizada; "ao soar da trombeta de Lutero, a Alemanha, a Inglaterra, a Escócia e
outros países ergueram-se de súbito, como gigantes que despertassem do sono." Conheça os
principais precursores da reforma”:

, o primeiro precursor da Reforma, era professor de Oxford. Conhecendo a


Palavra de Deus e desejando salvar o seu país da tirania papal, ele escreveu tratados em
defesa da verdadeira fé e também traduziu quase toda a Bíblia para a língua inglesa, tendo
por base e Vulgata. Para essa gigantesca obra, ele reuniu as palavras-chave dos duzentos
dialetos falados em sua pátria, tornando-se, dessa forma, um dos formadores da língua
inglesa. Ao morrer, em 1384, sua grande obra foi continuada por João Purvey e concluída em
1388. As cópias dessa Bíblia foram objeto de grandes queimas públicas nos anos de 1410 e
1413, mas pelo menos 170 delas ainda existem até hoje.

, nobre piedoso, ao visitar a Inglaterra e conhecer a verdade mediante os


luminosos e instrutivos escritos de Wicliffe, levou alguns para a Bavária. A fim de extirpar o
mal pela raiz daquilo que chamavam de heresia, os líderes religiosos reuniram-se em magna
assembléia em Praga, a 16 de julho de 1410, e promoveram enorme fogueira em que foram
queimadas mais de duzentas preciosas obras de Wicliffe. Enquanto esses insubstituíveis
tesouros eram consumidos pelas chamas, os sinos da Sé tocavam e o povo cantava um “Te
Deus laudamos” (Ó Deus, te louvamos!).

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Embora muitos não percebessem, o que acontecia em Praga era o prelúdio de uma grande
perseguição contra os verdadeiros cristãos daqueles dias, perseguição que levaria ao martírio
um dos maiores heróis da fé do passado.

João Huss (1369-1415), o segundo dos precursores da Reforma, parece ter tido um verdadeiro
arrependimento em sua juventude. Mais tarde, ao ler os escritos de Wicliffe, percebeu melhor
as riquezas da vida espiritual e tornou-se pregador muito popular. Multidões se reuniam para
ouvir dos lábios dele o evangelho pregado na língua materna. Dirigia-se ao povo como um pai
aos seus filhos, e com muito carinho e bondade assistia aos aflitos e necessitados.

Huss tornou-se professor catedrático da Universidade de Praga e Capelão da Corte, e tinha


entre seus ouvintes a bondosa rainha Sofia, que muitas vezes ia à igreja a fim de ouvir o
famoso pregador, o “professor João”, de Husinecz. Apesar de ser grande a sua influência,
tanto em virtude de suas poderosas mensagens bíblicas quanto pela sua maneira piedosa de
viver, o anátema do papa e do bispo caiu sobre Huss, de sorte que em Praga ninguém podia
ser por ele batizado, casado ou sepultado dentro da religião católica.

Em 1414 teve início em Constança um concílio geral a que compareceram os mais altos
dignitários eclesiásticos da Europa. A conselho do imperador Segismundo, e munido de um
salvo-conduto por este assinado, Huss dirigiu-se ao concílio. A sua intenção era avistar-se com
o papa e expor perante ele o seu caso, mostrando que nem ele nem a sua pátria eram hereges.
A sua prontidão em apresentar-se perante tão magna assembléia era prova da sua
sinceridade. Ele achava que os fatos que desejava apresentar, por serem tão puros,
mostrariam a todos que tudo o que havia falado e escrito era para a salvação dos pecadores.

Mas Huss se enganara. Ao chegar a Constança em novembro de 1414, prometeram-lhe uma


audiência com o papa, mas em vez de cumprirem a palavra, o encerraram numa cela escura e
malcheirosa de um mosteiro dominicano. Mais tarde foi transferido para uma das torres do
palácio do arcebispo de Gottleben, onde muitas vezes foi algemado de pés e mãos. A comida
era miserável, o que mais fazia piorar a saúde. Os seus inimigos tudo faziam para o
atormentar, mas “o menor padre de Cristo”, como ele chamava a si mesmo, suportou tudo
pacientemente, orando pelos que o maltratavam.

Dois dias depois do último interrogatório, Huss escreveu o seu testamento espiritual aos
crentes da Bavária, um precioso texto que revela como esse precioso homem teve forças para
cuidar dos crentes da sua pátria. No final da carta ele pede: “Orai a Deus pela sua graça, pelo
rei da Bavária, por vossa Senhora, a rainha, a fim de que o bondoso Deus na sua misericórdia
habite convosco tanto agora como no gozo eterno.”

Na reunião de 6 de julho de 1415, o concílio condenou Huss à morte por crime de heresia e de
muitas outras coisas. Despiram-lhe as vestes sacerdotais, que lhe haviam vestido para a
ocasião. Deram-lhe também um cálice, o que logo lhe foi tirado com a expressão: “Maldito
Judas que abandonaste o caminho da paz. Tiramos-te agora o cálice da redenção.” A horrível
cena terminou com todos os presentes exclamando em coro: “Agora entregamos tua alma ao
diabo!”, ao que Huss respondeu: “Porém eu a encomendo nas tuas mãos, Jesus Cristo, porque
a remiste.” Em seguida colocaram-lhe sobre a cabeça uma mitra alta, de papel, com três
terríveis desenhos de demônios, e com a inscrição “Heresiarca”. Assim vestido, o mártir da
Bavária, há até bem pouco tempo Tchecoeslováquia, foi conduzido, sob forte escolta, ao lugar
do martírio.
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Ao aproximar-se da fogueira viu uma mulher apanhando alguns pequenos ramos secos e
juntando-os à lenha, e exclamou: “Santa simplicidade”. Ligado com uma cadeia de ferro
enferrujado ao pescoço, deram-lhe a última oportunidade de salvar a vida mediante a
negação de tudo o que havia ensinado e escrito, mas ele, olhando para o céu, respondeu:
“Deus é minha testemunha de que nunca tenho ensinado ou pregado o que falsamente me
tem sido atribuído por falsas testemunhas. Com a minha pregação, meu ensino e meus
escritos, tenho desejado apenas uma coisa – a conversão dos homens. Nesta verdade do
evangelho, que tenho ensinado e pregado, quero alegremente morrer.”

Assim vencidos pela inabalável firmeza de Huss, seus algozes atearam fogo à lenha. Enquanto
as chamas cresciam, Huss cantava em voz alta: “Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia
de nós”. Depois, não podendo mais cantar por causa do furor das labaredas, passou a orar até
render o espírito. Os inimigos da verdade queimaram na mesma fogueira as roupas de Huss, e
lançaram no rio as suas cinzas. Mas o clarão daquela fogueira jamais se apagou!

Jerônimo de Praga continuou a gloriosa obra de Huss e também pereceu na fogueira, na


mesma cidade de Constança, no ano de 1416. Cumpriu corajosamente sua missão. Antes de
expirar, assim se expressou em relação aos seus carrascos: “Senhor, Pai Todo-poderoso, tem
piedade de mim e perdoa meus pecados; pois sabes que sempre amei tua verdade”. Sua voz
cessou, mas os lábios continuaram a mover-se em oração. Tendo o fogo efetuado a sua obra,
as cinzas do mártir, como a erra sobre a qual repousavam, foram reunidas, como as de Huss, e
lançadas no Reno. Assim pereceram os fiéis servos de Deus. Mas a luz das verdades que
haviam proclamado, a um tão elevado preço, jamais haveria de se extinguir.

Digna de citação aqui é a sociedade na Holanda, em 1340, com o nome de Irmãos de Vida
Comum. Do seio dessa sociedade saiu, por volta do ano de 1470, a famosa obra Imitação de
Cristo, que alcançou oitenta edições antes da Reforma. Os Irmãos de Vida Comum possuíam,
no Norte da Alemanha e na Holanda, seminários freqüentados por 1.200 estudantes. Esses
destemidos irmãos, através de uma obra maravilhosa, educaram e prepararam os povos do
Norte da Europa para que mais tarde recebessem com alegria os pregadores e os princípios da
Reforma, o que de fato aconteceu.

Savonarola. 1452-1498. Em Florença, Itália. Pregava, como um dos profetas hebreus, a vastas
multidões que enchiam sua catedral, contra a sensualidade e o pecado da cidade, e contra os
vícios do papa- A cidade penitenciou-se e se reformou. Mas o Papa Alexandre VI procurou de
todos os modos, silenciar o virtuoso pregador; tentou até suborná-lo com o chapéu
cardinalício; mas em vão. Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença, 19 anos
antes das 95 Teses de Lutero.

Queremos fazer uma citação honrosa aos Albigenses, ou Cártaros. No Sul da França, Norte da
Espanha e da Itália. Pregavam contra as imoralidades do clero, contra as peregrinações, o
culto dos santos e imagens; rejeitavam, completamente, o clero e suas pretensões; criticavam
as condições da Igreja; opunham-se às pretensões da Igreja de Roma; faziam largo uso das
Escrituras; viviam abnegadamente e eram muito zelosos da pureza moral. Em 1208, o Papa
Inocêncio III ordenou uma cruzada; seguiu-se uma guerra sangrenta; dificilmente, houve outra
igual na História; cidade após cidade foi passada ao fio da espada; massacraram o povo, sem
poupar idade nem sexo; em 1229, foi estabelecida a Inquisição e dentro de cem anos os
albigenses foram, completamente, desarraigados.
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II. A Reforma Protestante

“A distância entre a realidade da Igreja e os princípios bíblicos que descobrira revoltava Lutero
a tal ponto que resolvera protestar publicamente contra os rumos que Roma vinha
imprimindo à fé cristã”. Em 31 de outubro de 1517, a Igreja do Castelo amanheceu com as 95
teses pregadas à sua porta. Era costume, na época, afixar opiniões para debate em locais
públicos para que os interessados tomassem conhecimento do assunto. Certamente, nada do
que já fora publicado poderia causar maior polêmica que os escritos de Lutero. Suas teses
foram rapidamente divulgadas por toda a Alemanha e caíram como uma bomba em Roma.
Nelas, Lutero afirmava a nulidade das indulgências para perdoar pecados e livrar almas da
condenação, contestava o poder da Igreja como mediadora entre os fiéis e Deus e assegurava
que todo fiel arrependido era remido de seus pecados através da fé em Cristo. Era o início da
reforma protestante, o movimento que iria causar a maior cisão da história do cristianismo.

Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutir-se-á em


Wittemberg, sob a presidência do Rev. Padre Martinho Lutero o que se segue. Aqueles que
não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, poderão fazê-lo
por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª TESE: Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos, certamente quer que
toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo e ininterrupto arrependimento.

2ª TESE: E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao
sacramento de penitência, isto é, á confissão e satisfação, a cargo dos sacerdotes.

3ª TESE: Todavia, não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o


arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de
mortificação da carne.

4ª TESE: Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura


enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até à entrada para a vida eterna.

5ª TESE: O papa não quer e não pode dispensar de outras penas além das que impôs ao seu
alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª TESE: O papa não pode perdoar dívida se não declarar e confirmar aquilo que já foi
perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se
desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada.

7ª TESE: Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera
humildade, ao ministro seu substituto.

8ª TESE: Cânones Poenitentiales, que são as ordenanças de prescrição de maneira em que se


deve confessar e expiar, são impostos aos vivos e, de acordo com as mesmas ordenanças, não
dizem respeito aos moribundos.

9ª TESE: Eis por que o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluindo este de todos o
s seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema.

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10ª TESE: Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos
moribundos, penitências canônicas ou para o purgatório afim de ali serem cumpridas.

11ª TESE: Este joio, de que é o transformar a penitência e satisfação, previstas pelos cânones
ou estatutos, em penitência ou apenas do purgatório, foi semeado enquanto os bispos
dormiam.

12ª TESE: Outrora canônica poenae, ou seja, penitência e satisfação por pecados cometidos,
eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade
do arrependimento e do pesar.

13ª TESE: Os moribundos, tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito
canônico, sendo portanto, dispensados com justiça de sua imposição.

14ª TESE: Piedade ou amor imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte,
necessariamente resultam em grande temor: logo, quanto menos o amor, tanto maior o
temor.

15ª TESE: Este temor e espanto em si tão só, sem nos referimos a outras coisas, basta para
causar o tormento.

16ª TESE: Céu, purgatório e inferno diferem entre si, ao que parece, como o desespero, ou
quase desespero e a segurança completa.

17ª TESE: É necessário que se aumente o amor e se diminua o horror para as almas do
purgatório.

18ª TESE: Nem a razão, nem as escrituras asseguram que elas estão fora do alcance do amor.

19ª TESE: Nem está provado, tão pouco, que elas tenham certeza da salvação, embora nós
outros saibamos disso.

20ª TESE: Portanto, quando o papa se refere à “completa remissão das penas”, não se refere a
“todas”, mas apenas às por ele impostas.

21ª TESE: Enganam-se, portanto, os pregadores de indulgências quando afirmam que por
meio das indulgências alguém pode ficar livre de todas as penas e salvo.

22ª TESE: De fato, o papa não dispensa as almas do purgatório de nenhuma das penas que
deviam ter expiado e pago ainda na presente vida, segundo os cânones da Igreja.

23ª TESE: Verdade é que, se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será
dado aos mais perfeitos, que são bem poucos.

24ª TESE: Logo, a maioria do povo é enganada por esta indiscriminada e altissonante
promessa de liberação de penas.

25ª TESE: O poder que o papa tem sobre o purgatório, em geral, é igual ao que qualquer bispo
ou cura possui em sua diocese ou paróquia.

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26ª TESE: O papa faz muito bem em não conceder o perdão às almas em virtude do poder das
chaves (cousa que não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª TESE: Eles pregam que no momento exato em que a moeda soa caindo no fundo do cofre,
a alma se vai do purgatório.

28ª TESE: O que sucede quando a moeda soa no fundo do cofre é que aumentam a ganância e
a avareza, mas o resultado da intercessão da Igreja acha-se inteiramente no poder de Deus.

29ª TESE: Quem sabe todas as almas do purgatório querem sair dali, como nas lendas de São
Severino e São Pascoal?

30ª TESE: Ninguém está certo de que sua própria contrição seja sincera; nem de que tenha
obtido plena remissão de seus pecados.

31ª TESE: Tão raro como o homem que é verdadeiramente penitente é aquele que compra
indulgências.

32ª TESE: Estarão eternamente condenados juntamente com seus mestres, aqueles que se
crêem salvos mediante breves de indulgências.

33ª TESE: Os homens devem guardar-se daqueles que dizem que o perdão do papa é um dom
inapreciável de Deus.

34ª TESE: Porque essas indulgências só se relacionam com as penas sacramentais impostas
pelos homens.

35ª TESE: Não pregam doutrina cristã esses que ensinam que não é necessário a
arrependimento quando se compra a saída de almas do purgatório ou se adquire
confessonalia (direito de eleger seu próprio confessor .)

36ª TESE: Todo o cristão verdadeiramente arrependido tem direito à plena remissão da pena
e da culpa, mesmo sem breves de indulgência.

37ª TESE: Todo o cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo
e da Igreja, que lhe são concedidos por Deus, mesmo sem breves de indulgência.

38ª TESE: Entretanto, não se deve desprezar o perdão e a distribuição deste pelo Papa. Pois,
conforme declarei, o seu perdão consiste numa declaração do perdão divino.

39ª TESE: É dificílimo, mesmo para os mais doutos teólogos, recomendar ao povo ao mesmo
tempo a abundância de indulgência e a necessidade de uma verdadeira contrição e
arrependimento.

40ª TESE: O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo; mas a profusão da
indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça.

41ª TESE: Os perdões papais devem ser pregados cautelosamente para que o homem simples
não venha a julgar erradamente ser preferível a indulgência às obras de amor e caridade.

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42ª TESE: Deve-se ensinar ao povo que o papa não deseja que se estabeleça grau de
igualdade entre as indulgência e as obras de caridade.

43ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que quem dá aos pobres ou ajuda aos necessitados
produz obra melhor que comprando indulgências.

44ª TESE: E que as obras de caridade aumentam o amor do próximo. O que não sucede com
as indulgências, que apenas livram da penalidade.

45ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que, em vez de ajudar os necessitados,
compra indulgências, não está adquirindo indulgência do papa e sim, a indulgência de Deus.

46ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que, a não ser que tenham demais para o necessário a
si e aos seus, não devem esbanjar dinheiro com indulgências.

47ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é questão de livre
arbítrio e não uma operação obrigatória.

48ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, ao conceder indulgência, necessita e
deseja mais as nossas orações que o dinheiro que elas lhe produzem.

49ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são muito boas enquanto
não se confiar nelas; mas, muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o
temor de Deus.

50ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos
apregoadores de indulgências, preferiria ver a Basílica de São Pedro reduzida a cinzas do que
edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª TESE: Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por um dever, preferiria distribuir o seu
dinheiro aos que são despojados pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se
necessário, a própria Basílica de São Pedro.

52ª TESE: Esperar ser salvo mediante breves de indulgências é vaidade e mentira, coisa que
nem o comissário de indulgências, nem o papa poderiam assegurar, nem dando as próprias
vidas como garantia.

53ª TESE: São inimigos de Cristo e do Papa quantos proíbem a Palavra de Deus nas Igrejas por
causa da predica das indulgências.

54ª TESE: Comete-se a injustiça à Palavra de Deus quando, no mesmo sermão se consagra
tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra de Deus.

55ª TESE: A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a coisa
menor, com um toque de sino, uma pompa, na cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o
essencial, importa ser anunciado mediante cem toques de sino, centenas de pompas e
solenidades.

56ª TESE: Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são
bastante mencionados e nem suficientemente conhecidos à Igreja de Cristo.

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57ª TESE: É evidente que são bens temporais, porquanto muitos pregadores não os
distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª TESE: Tampouco são os méritos de Cristo e dos Santos, porque estes atuam sem
necessidade do papa.

59ª TESE: São Lourenço disse que os tesouros da Igreja eram os pobres da Igreja, mas falava
com palavras de sua época.

60ª TESE: Com boa razão afirmamos que esses tesouros são as chaves da Igreja, que lhe
foram dadas pelo merecimento de Cristo.

61ª TESE: É evidente que, para o perdão das penas e a absolvição em determinados casos, o
poder do papa por si só basta.

62ª TESE: E o verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da Graça de


Deus.

63ª TESE: Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porque faz que os primeiros
sejam os últimos.

64ª TESE: Enquanto isso o tesouro das indulgências é notoriamente o mais apreciado, porque
faz que os últimos sejam os primeiros.

65ª TESE: Por essa razão os tesouros evangélicos foram outrora as redes com que se
apanhavam os ricos e abastados.

66ª TESE: O tesouro das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as
riquezas dos homens.

67ª TESE: As indulgências, apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça,
decerto assim são consideradas porque lhe fazem grandes proventos.

68ª TESE: Nem por isso semelhante indulgência é a mais ínfima graça, comparada com a
graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª TESE: Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências
apostólicas com toda reverência.

70ª TESE: Entretanto tem muito maior dever de conservar abertos os olhos e ouvidos, para
que estes comissários em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não lhes apregoem
seus próprios sonhos.

71ª TESE: Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e
maldito.

72ª TESE: Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos
apregoadores de indulgências, seja abençoado.

73ª TESE: Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão
aos que em prejuízo de comércio de indulgências procedem astuciosamente.
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74ª TESE: Muito mais desejará atingir com o desfavor e a excomunhão àquele que, sob
pretexto de indulgências, prejudicam a santa caridade e a verdade, pela sua maneira de agir.

75ª TESE: Pensar que os perdões papais são tão grandes que podem absolver a um homem
que haja cometido um pecado impossível e violado a mãe de Deus, é uma loucura.

76ª TESE: Bem ao contrário, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo pode anular o
menos pecado venial no que diz respeito à culpa que representa.

77ª TESE: Afirmar que nem mesmo São Pedro, se no momento fosse papa, poderia dispensar
maior indulgência, constitui insulto contra São Pedro e o papa.

78ª TESE: Disséssemos, ao contrário, que o atual papa e todos os que o sucederem, é detentor
de muito maior indulgência, isto é, do Evangelho, dom de curar, etc., de acordo com o que diz
I Co. 12:6-9.

79ª TESE: Alegrar ter a cruz de indulgências, erguida e adornada com as armas do papa, tanto
valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª TESE: Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do
povo, terão de prestar contas desta atitude.

81ª TESE: Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a indulgência, torna


difícil até homens doutos defenderem a honra e dignidade do papa contra a calúnia e as
perguntas mordazes e astutas dos leigos.

82ª TESE: Haja visto exemplo como este: Porque o papa não livra duma só vez todas as almas
do purgatório, movido pela santíssima caridade e considerando a mais premente necessidade
das mesmas, havendo santa razão para tanto, quando, em troca de vil dinheiro para a
construção da basílica de São Pedro, livra inúmeras delas, logo por motivo bastante
infundado?

83ª TESE: Outrossim: Porque continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas
dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para esse fim ou não se permite que os
doadores busquem de novo os benefícios ou prendas oferecidas em favor dos mortos, quando
já não é justo continuar a rezar pelos que se acham remidos?

84ª TESE: E: Que nova santidade de Deus e do papa é esta a consentir a um ímpio e inimigo
resgate uma alma piedosa e agradável a Deus do seu tormento por amor espontâneo e sem
paga?

85ª TESE: E: Porque os cânones de penitência, isto é, os preceitos de penitência, que faz
muitos caducaram e morreram de fato, pelo desuso, tornam a remir, mediante dinheiro, pela
concessão de indulgência, como se continuasse em vigor e bem vivos?

86ª TESE: E: Porque o papa, cuja fortuna é maior do que a de qualquer Credo, não prefere
construir a Basílica de São Pedro de seu próprio bolso, em vez de o fazer como dinheiro de
cristãos pobres?

87ª TESE: Que perdoa ou concede o papa pela sua indulgência àqueles que pelo seu
arrependimento completo tem direito ao perdão ou indulgência plenária?
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88ª TESE: Afinal: Que benefício maior poderia receber a Igreja se o papa, que atualmente o
faz uma vez ao dia, cem vezes ao dia concedesse aos fiéis este perdão a título gratuito?

89ª TESE: Visto o papa visar mais a salvação das almas mediante a indulgência do que o
dinheiro, por que razão revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, quando
tem eles sempre as mesmas virtudes?

90ª TESE: Desfazer estes argumentos muitos sutis dos leigos; recorrendo apenas à força e não
por razões sólidas apresentadas, significa expor a Igreja e o papa ao escárnio dos inimigos e
desgraçar os cristãos.

91ª TESE: Se, portanto, a indulgência fosse apregoada no espírito do papa, estas objeções
poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92ª TESE: Fora, pois, com todos estes pregadores que dizem à Igreja de Cristo: Paz! Paz! Sem
que haja Paz!

93ª TESE: Abençoados, porém, sejam os pregadores que dizem à Igreja de Cristo: Cruz! Cruz!
Cruz! Cruz! Sem que haja cruz!

94ª TESE: Admoestem-se os cristãos que se empenhem em seguir seu Cabeça, Cristo, através
da cruz, da morte e do inferno.

95ª TESE: E desta maneira mais esperam entrar no Reino dos Céus por muitas aflições do que
confiando em promessas de paz infundadas.

O motivo da luta religiosa que culminou na cisão da igreja foi a construção da Basílica de São
Pedro, em Roma. Leão X, que sucedeu ao papa Júlio II em 1513, lançou-se a esse
empreendimento, iniciado na época da viagem de Lutero a Roma. O novo pontífice, muito
amigo das artes, não teve escrúpulo em valer-se de um tráfico vergonhoso para angariar o
dinheiro necessário à construção e enriquecimento do edifício que, segundo a tradição,
guardava os ossos dos santos apóstolos Pedro e Paulo.

Desde o século VI, as punições eclesiásticas eram resgatadas por meio de esmolas e legados
cedidos por motivos pios. Na época das Cruzadas, a indulgência plenária era concedida a
todos que tomassem a cruz e partissem para a Terra Santa. Mas foram os papas da época de
Lutero, Júlio II e Leão X, que com mais afinco recorreram às indulgências a fim de obter
dinheiro e por esse expediente recolheram na Alemanha somas fabulosas.

Este era o princípio sobre o qual se assentavam as indulgências: a igreja alegava possuir um
tesouro de méritos proveniente das boas obras de Cristo e dos santos, e o papa, como chefe
da igreja e representante de Cristo, podia dispor dessas riquezas. A responsabilidade era
confiada ao vendedor de indulgências, e este sem dúvida exigia do penitente o
arrependimento e a mortificação interior. O dinheiro, a princípio, apenas livrava o penitente
dos castigos infligidos pelo confessor. Pouco a pouco, no entanto, o arrependimento foi
esquecido. O vendedor de indulgências, nos seus reclames e pregações, passou a insistir cada
vez mais na necessidade da contribuição com dinheiro.

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O perdão absoluto dos pecados era concedido aos que traziam as ofertas, com a condição de
se haverem confessado e experimentado contrição. Quanto às almas do purgatório, não se
exigia tanto: "No momento em que o dinheiro entra na caixa, a alma sai do purgatório",
garantiam os pregadores. Havia taxa estabelecida para cada crime: seis ducados por adultério,
oito por assassinato, cinco por perjúrio. Qualquer que se opusesse à venda de indulgências era
ameaçado de excomunhão.

Já em 1516, Lutero protestara do púlpito contra as cartas de indulgência, insistindo na


necessidade de arrependimento. No ano seguinte, atacou as indulgências concedidas aos
possuidores de relíquias, sem medo de desgostar Frederico, o Sábio, que possuía um grande
número delas. Então, na noite de 31 de outubro de 1517, Lutero afixou à porta da igreja do
castelo 95 teses contra as indulgências. Não atacava a igreja nem o papa. Ao contrário,
imaginava defender o papa contra os vendedores de indulgências. Insistia no arrependimento
e na contrição, que deviam produzir a vida pura e o horror ao pecado.

O efeito foi imenso. As almas que suspiravam por livrar-se da igreja aplaudiam com
entusiasmo: "Eis o tempo de as trevas serem expelidas e de nos tornarem a dar a pura
doutrina da igreja", escreveu um monge. Outro escreveu, dirigindo-se a Lutero: "Chegou
aquele que esperávamos. Prossegui corajosamente. Deus é convosco e todos os que gemem
no cativeiro da Babilônia vos acompanham com as suas orações".

A venda das indulgências não foi a causa, mas a primeira ocasião para a Reforma. De modo
algum Lutero pensava em reformar a igreja. Nesse ponto, a Reforma mostrou muito bem o
que era: obra de Deus. Chegara o momento da libertação da igreja. Deus havia escolhido um
homem e, sem que este suspeitasse, o prepara e armara para a luta. Todos os germes da
Reforma achavam-se encerrados nas teses de Lutero. Pela primeira vez, a doutrina evangélica
da remissão gratuita dos pecados foi proclamada publicamente. O erro estava fadado a
desaparecer diante de tão poderosa verdade.

Martinho Lutero, 1483-1546, depois de Jesus e Paulo, o maior homem de todos os tempos.
Levou o mundo a romper com a instituição mais despótica da História, em busca da liberdade.
"Fundador da civilização protestante." Nasceu de pais pobres em Eisleben, 1483. Entrou na
Universidade de Erfurt, 1501, para estudar Direito. "Ótimo estudante, muito desembaraçado
na conversação e em debates, muito sociável e amante da música", colou grau dentro de
tempo excepcionalmente curto. Em 1505, resolveu de repente entrar para o convento. Monge
exemplar e muito religioso, submeteu-se a todas as formas de jejuns e disciplinas, e inventou
outras.

A Contra-Reforma: Logo após haver-se iniciado o movimento da Reforma, um poderoso


esforço foi também iniciado pela igreja católica romana no sentido de recuperar o terreno
perdido, para destruir a fé protestante e para enviar missões a países estrangeiros. Esse
movimento foi chamado Contra-Reforma. Tentou-se fazer a reforma dentro da própria igreja
por via do Concílio de Trento, convocado no ano de 1545 pelo papa Paulo III, principalmente
com o objetivo de investigar os motivos e pôr fim aos abusos que deram causa à Reforma. O
Concílio era composto de todos os bispos e abades da igreja, e durou quase vinte anos,
durante os governos de quatro papas, de 1545 a 1563.

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Todos esperavam que a separação entre católicos e protestantes tivesse fim, e que a igreja
ficaria outra vez unida. Contudo, tal coisa não sucedeu. Fizeram-se, porém, muitas reformas
na igreja católica e as doutrinas foram definitivamente estabelecidas. Os próprios
protestantes admitem que depois do Concílio de Trento os papas se conduziram com mais
acerto do que os que governaram antes do Concílio. O resultado dessa reunião pode ser
considerado como uma reforma conservadora dentro da igreja católica romana.

De ainda maior influência na Contra-Reforma foi a Ordem dos Jesuítas, fundada em 1534 pelo
espanhol Inácio de Loyola. Era uma ordem monástica caracterizada pela combinação da mais
severa disciplina, intensa lealdade à igreja e à Ordem, profunda devoção religiosa, e um
marcado esforço para arrebanhar prosélitos. Seu principal objetivo era combater o
movimento protestante, tanto com métodos conhecidos como com formas secretas. Tornou-
se tão poderosa a Ordem dos Jesuítas, que teve contra ela a oposição mais severa, até mesmo
nos países católicos; foi suprimida em quase todos os países da Europa, e por decreto do papa
Clemente XIV, no ano de 1773, a Ordem dos Jesuítas foi proibida de funcionar dentro da igreja.
Apesar desse fato, ela continuou a funcionar, secretamente durante algum tempo, mais tarde
abertamente, e foi reconhecida pelo papa em 1814. Hoje é uma das forças mais ativas para
divulgar e fortalecer a igreja católica romana em todo o mundo.

A perseguição ativa foi outra arma poderosa usada para impedir o crescente espírito da
Reforma. O número de mártires das perseguições dos papas excedeu de muito os primitivos
mártires cristãos sob a Roma pagã: centenas de milhares entre albigenses, valdenses,
protestantes da Alemanha, Países Baixos, Boêmia e outros países. Com efeito, "a grande
meretriz embriagou-se com o sangue dos santos." É comum ouvir desculpar os papas a este
respeito, dizendo que foi "o espírito da época", e que os "protestantes também perseguiram."

Quanto ao "espírito da época", que época foi essa? E quem a fez assim? Os papas. Aquele era
o mundo deles. Durante mais de 1000 anos, exercitaram o mundo na sujeição a eles. Se os
papas não houvessem arrebatado a Bíblia ao povo, este teria melhores esclarecimentos e
aquela época já NÃO teria tal "espírito". Aquilo NÃO era o espírito de Jesus, e os "vigários de
Cristo" deviam sabê-lo muito bem. A perseguição é espírito do DIABO, ainda quando efetuada
em nome de Cristo.

Embora os reformadores, uma ou outra vez, mostrassem algum indício da intolerância de


Roma, ensinavam que o cristianismo mesmo devia ser propagado, pura e exclusivamente, por
meios intelectuais, morais e espirituais. A idéia de Roma era: Conversão pela FORÇA, pelo
braço secular, pela GUERRA. Nos países protestantes, as perseguições cessaram por volta de
1700.

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Capitulo VI

O Período dos Grandes Avivamentos

Movimento de tradição cristã do século XVIII a segunda metade do XIX que considerava as
manifestações espirituais que refletiam nas emoções humanas como fator natural dentro
cristianismo. No entanto; não se desprezava a natureza intelectual e racional do homem. As
raízes modernas desse movimento podem ser traçadas das reações do puritanismo e pietismo
que resistiram à indiferença dos pregadores totalmente racionais.

Os sinais de um novo derramar do Espírito Santo de Deus sobre os homens brotaram quase
simultaneamente tanto na Europa quanto no Novo Mundo. O efeito logo se fazia sentir: Vidas
transformadas; igrejas lotadas; sociedade restaurada. O profeta Joel 2.23, fala em chuva
temporã e em chuva serôdia. A temporã foi a que caiu no Pentecostes, trazendo batismo com
o Espírito, línguas estranhas, sinais, prodígios e a pregação do dia do Senhor, Atos 2.16-21.
Em nossos dias, Deus está derramando a chuva serôdia, Tg 5:7, a última chuva do Espírito
Santo sobre a vida da igreja para que haja colheita abundante. O Senhor espera frutos. Veja o
que Deus tem feito nos últimos séculos, reavivando sua Igreja.

Avivamento nos Estados Unidos. Começou em 1734. Havia uma consciência da necessidade
de alcançar os não-crentes e fortalecer os já convertidos. Jonathan Edwards (1703-1758), com
sua simplicidade de vida e muita oração, exerceu grande impacto sobre as pessoas. George
Whitefield (1714-1770) foi outro grande avivalista desse período. O resultado do trabalho
desses homens foi milhares de conversões e o nascimento de muitas igrejas. Na Nova
Inglaterra (EUA), numa população de 300 mil pessoas, houve entre 30 e 40 mil conversões.
Houve fortalecimento moral nos lares, fundação de cursos teológicos e de obras sociais.

Avivamento na Europa. Iniciou-se após a metade do século XVII.

Em 1670, na Alemanha, o pastor Philip Spener organizou reuniões para estudo bíblico e
oração nas casas. Surgiram obras sociais e um novo vigor espiritual veio sobre a igreja
luterana. Fundaram-se campos missionários. O avivamento dos Morávios iniciou-se em 1727.
Começaram a buscar ao Senhor em oração e, de repente, houve um derramar do Espírito
sobre a igreja. Havia choro, quebrantamento e manifestações até entre crianças. Os morávios
iniciaram um ministério de oração contínua que durou mais de 100 anos.

Grandes homens foram instrumentos de Deus para liderar grandes avivamentos:

Jonathan Edwards (1703-1758) É considerado o teólogo do reavivamento. Pastor


congregacional, estudou em Yale, presidiu o College of New Jersey - que mais tarde tornou-se
a Universidade de Princeton. Foi um ardoroso defensor do avivamento e das emoções dentro
da vida cristã. No entanto, ensinava que se deve separar a verdadeira experiência cristã da
falsa. No seu trabalho "Tratado Concernente aos Afetos Religiosos" nesse Jonathan aborda a
questão de maneira coerente, recomendando para que não se extinguisse o Espírito nem
caíssem no engano da carne e desejos de Satanás. Ele cria nos fenômenos advindos dos
avivamentos. Contra a frieza e falta de emoção nas pregações.
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(1714-1770) Foi o evangelista mais conhecido do século XVIII. Estudou na
famosa Oxford onde em 1720 é co-fundador com os Wesley do "Clube Santo". Sendo
ordenado ministro anglicano, pregou tanto na Inglaterra, País de Gales quanto na América,
Nas campanhas evangelísticas atraiam mais de 8 mil pessoas e suas pregações comoviam até
Jonathan. Foram trinta e três anos de ministério, vindo a falecer em curso de uma série de
pregações.

(1703-1791) O século XVIII produziu muitos reavivalistas, mas João Wesley foi à
figura principal dentre seus contemporâneos. Pois reunia a habilidade da pregação com a da
organização. Sua experiência religiosa veio em 1738 em uma reunião moraviana em Londres:
"senti meu coração aquecido de modo estranho". A partir desse momento, tomou-se um
incansável e ardoroso pregador. Ele caminhou mais de 400 mil km e pregou 40 mil sermões.
Defendia uma segunda benção aos cristãos maduros.

(l792-1875) Sistematizou a doutrina do avivamento. Teve uma conversão


tardia, em 1821, que o tornou avivado até o último dia da sua vida. Presidiu a faculdade de
Oberlin, em Ohio. Ensinava da necessidade da busca do reavivamento como 2ª etapa da vida
cristã; a exemplo de João Wesley, dando o nome de "inteira santificação", perfeição cristã,
batismo do Espírito Santo, etc. Ele tinha esperança que o reavivamento varresse os Estados
Unidos da América, trazendo progresso e reformas sociais: DEMOCRACIA, ABOLIÇÃO DOS
ESCRAVOS. VIDA SIMPLES SEM LUXO.

(1834-1892) foi professor de crianças na EBD e viu muitos pais se


converterem com o testemunho dos filhos. Spurgeon foi poderoso na pregação. Sinais e
prodígios eram comuns em suas reuniões. Esse avivamento iniciou-se na Inglaterra e alcançou
outros países.

(1837-1899) viveu nos Estados Unidos da América. Calcula-se que cerca de


500 mil pessoas entregaram-se a Cristo por seu intermédio. Dedicou-se à EBD. Começou com
12 crianças e, em poucos anos, esse número chegou a 12 mil.

O Avivamento em nosso Século

Nos Estados Unidos. As primeiras manifestações pentecostais no período moderno deram-se


em 1900, nos Estados Unidos. A Rua Azuza, 312, em Los Angeles, E.U.A., era um dos mais
famosos endereços da história pentecostal moderna. Ali houve grande despertamento
espiritual. Surgiram alguns missionários impelidos pelo despertamento espiritual do começo
do século. Entre eles estavam: Daniel Berg e Gunnar Vingren, fundadores da obra pentecostal
no Brasil em 1910, que deu origem à Assembléia de Deus.

Avivamento espiritual no Brasil. Durante a década de 60, várias igrejas batistas,


congregacionais, metodistas e presbiterianas experimentaram um reavivamento espiritual.
Como consequência desse movimento surgiu novas denominações sob a bandeira da
renovação espiritual. O Brasil vem sendo apontado por inúmeros líderes conceituados em
todo o mundo, como um país onde Deus tem promovido um grande “avivamento espiritual”.
No entanto, olhando esse “avivamento” mais de perto, precisamos levantar alguns
questionamentos: O que significa ser evangélico para essas pessoas? Por que cresce o
número de evangélicos “não praticantes”? Por que o número de desviado está aumentando
assustadoramente? Por que suas práticas têm sido tão rejeitadas pelos cristãos históricos?
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Capitulo VII

Os Grandes Perigos que Ameaçam a Igreja Contemporânea

O Pastor Ricardo G. Rodrigues nos faz “refletir” no seu depoimento: Na Inglaterra, entrei em
um salão de snooker sentindo náuseas. A vertigem que invadiu meu corpo foi diferente de
tudo que já sentira antes. As mesas verdes espalhadas pelo largo espaço lembravam-me um
necrotério. Eu explico o porquê. Aquele salão havia sido a nave de uma igreja, que definhou
através dos anos, até ser vendido. O pastor que me levou nessa insólita visita relatou que na
Inglaterra há um grande número de igrejas que morreram lentamente. Devido aos altos
custos de manutenção, só restava ao remanescente negociá-las. Os maiores compradores,
segundo ele, são os muçulmanos, donos de lojas de antigüidades e, infelizmente, de bares e
boates. Vendo o púlpito talhado em pedra com inscrições de textos bíblicos — "Pregamos a
Cristo crucificado"; "O sangue Cristo nos purifica de todo pecado" —, voltei no tempo e
lembrei-me de que aquela igreja, fundada durante o avivamento wesleyano, já fora um
espaço de muita vitalidade espiritual. As placas de granito e mármore, ainda fixadas nas
paredes, mostravam que naquele altar — então balcão do bar — pregaram pastores e
missionários ilustres. Imaginei aquele grande espaço, hoje cheio de homens vazios, lotado de
pessoas ansiosas por participarem do mover de Deus que varria toda a Inglaterra. Perguntei a
mim mesmo: "o que levou essa congregação a morrer de forma tão patética?".

O apóstolo Paulo depois de tratar da apostasia final e do aparecimento do homem da


iniqüidade, retratando com cores vivas a perseguição brutal que assolará a igreja no tempo do
fim, ainda precisa alertar a igreja sobre o fato de que ela está sob ataque externo (II Tm 3.2,3)
e interno. II Tm 3.6,11. Quais os perigos que ameçam a igreja contemporânea? Alguns já se
mostram de forma exuberante:

I. Religião Show

Quando Charles Spurgeon nos advertiu a respeito daqueles que “gostaria de unir igreja e
palco, baralho e oração, danças e ordenanças”, foi menosprezado como um alarmista. Mas a
profecia de Spurgeon se cumpriu diante de nossos olhos. Algumas igrejas modernas são
construídas assemelhando-se a teatros (“casas de divertimento”, Spurgeon as chamou). Em
lugar do púlpito, o enfoque está no palco. As igrejas estão contratando, em regime de tempo
integral, especialistas em mídia, consultores de programação, diretores de cena, professores
de teatro, peritos em efeitos especiais e coreógrafos. Tudo isso não passa da extensão natural
de uma filosofia norteada por marketing seguida pelas igrejas.

No final do século XIX... A “Era da Exposição” começou a passar, e os primeiros sinais de sua
substituição começaram a ser percebidos. Em seu lugar surgiu a “Era do Show Business”.
Enquanto Charles Spurgeon batalhava na Controvérsia do Declínio, uma tendência mundial
começava a emergir, a qual estabeleceria o curso dos afazeres humanos em todo o século XX.
Era o surgimento do entretenimento como o centro da vida familiar e cultural.

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Essa mesma tendência viu o declínio do que Neil Postman chamou de “A Era da Exposição”,
cuja característica era uma ponderada troca de ideias, de forma escrita e verbal (pregação,
debates, preleções). Isso contribuiu para o surgimento da 'Era do Show Business' – na qual a
diversão e o entretenimento se tornaram os aspectos mais importantes e que mais
consumiriam o tempo de conversa das pessoas. Dramatização, filmes e, finalmente, a
televisão colocou o “Show Business” no centro de muitas vidas – em última análise, bem
no centro da sala de estar.

No “Show Business”, a verdade é irrelevante; o que realmente importa é se estamos sendo ou


não entretidos. Atribui-se pouco valor ao conteúdo; o estilo é tudo. Infelizmente, hoje essa
forma de pensar norteia tanto a igreja quanto o mundo.

Em 1955, A. W. Tozer escreveu as seguintes palavras: Durante séculos a igreja manteve-se


firme contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o como um dispositivo
para se perder tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um plano para se
desviar a atenção de contas quanto à moral. Por manter sua posição, ela sofreu abusos por
parte dos filhos deste mundo. Ultimamente, entretanto, ela se cansou de ser abusada e
simplesmente desistiu da luta. Parece ter firmado a posição de que, se não pode vencer o deus
do entretenimento, o melhor que pode fazer é unir suas forças às dele e aproveitar o máximo
de seus poderes. Por isso, contemplamos hoje o assombroso espetáculo de milhões de
dólares sendo vertidos no negócio nada santo de prover entretenimento mundano aos
chamados filhos dos céus. O entretenimento religioso está, em muitos lugares, rapidamente
desalojando as sérias coisas de Deus.

Muitas igrejas, em nossos dias, se tornaram nada mais que pobres teatros onde “produtores”
de quinta categoria mascateiam suas mercadorias de baixo valor com plena aprovação dos
seus líderes evangélicos, que chegam a citar textos bíblicos para justificar tal delinquência. E é
difícil acharmos alguém que ouse levantar a sua voz contra isso.

De acordo com os padrões da atualidade, as questões que tanto inflamaram as paixões de


Tozer parecem insignificantes. Por exemplo, igrejas estavam atraindo pessoas para seus
cultos de Domingo à noite através da apresentação de filmes cristãos. Encontros de jovens
eram realizados tendo como atração a música contemporânea e palestrantes cuja
especialidade era o humor. Jogos e atividades onde se gasta muita energia passaram a
desempenhar um papel chave no trabalho com os jovens das igrejas. Olhando para trás,
parece difícil entendermos a angústia de Tozer. Raramente alguém hoje fica chocado ou
preocupado com quaisquer métodos que pareciam radicalmente inovadores nos anos
cinquenta. A maioria deles é hoje vista com naturalidade.

Entretanto, Tozer não estava condenando jogos, estilos musicais ou filmes em si mesmos. Ele
estava perplexo a respeito da filosofia que estava por trás do que vinha acontecendo à igreja.
Ele soou o alarme contra a mortal mudança de enfoque. Contemplou os evangélicos fazendo
uso do entretenimento como uma ferramenta para o crescimento da igreja, acreditava que
isso equivalia à subversão das prioridades da igreja. Temia que os desvios frívolos e as
diversões carnais da igreja, em última análise, destruiriam o apetite das pessoas pela
verdadeira adoração e pela pregação da Palavra de Deus.

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Tozer estava certo quanto a isso. Aliás, a sua repreensão revela-se a cada dia mais apropriada.
Ele e Spurgeon, que o precedeu, estavam identificando uma tendência que desabrochou por
completo em nossa geração. Aquilo com que a igreja flertava à época de Spurgeon tornou-se
fascinação na época de Tozer. Atualmente, tornou-se uma obsessão. E o que é mais
prejudicial ainda é que as formas de entretenimento encontradas hoje na igreja são, com
frequência, completamente seculares, destituídas de qualquer aspecto cristão.

Um artigo escrito no The Wall Street Journal descreveu a proposta de uma conhecida igreja
no sentido de “reanimar a assistência aos cultos dominicais noturnos”. A igreja “exibiu uma
luta livre entre seus empregados. Tendo em vista a preparação para o evento, dez
funcionários foram instruídos por Tugboat Taylor, um ex-lutador profissional, em puxar os
cabelos, chutar os queixos dos outros e arremessar seus corpos ao chão sem lhes causar
qualquer dano”. Isto não trouxe dano físico algum aos funcionários da igreja, mas qual o efeito
de tal exibição sobre a mensagem anunciada por aquela igreja? O evangelho não se torna
deturpado e pessimamente caricaturado por esse tipo de palhaçada? Você poderia imaginar o
que Spurgeon ou Tozer teriam pensado a respeito disso? (...) O episódio aconteceu em um
culto de Domingo à noite em uma das cinco maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos.

Outros exemplos poderiam ser citados de várias das mais destacadas igrejas, supostamente
pertencentes aos principais grupos da ortodoxia evangélica. Alguns afirmarão que, se os
princípios bíblicos forem apresentados, o instrumento para fazê-lo não é importante. Isso é
bobagem. Se o entretenimento é a chave para conquistar pessoas, por que não sairmos
completamente do prumo? Por que não termos um verdadeiro carnaval? Poderíamos contar
com um acrobata tatuado, andando sobre um fio bem alto, fazendo malabarismos com as
mãos e recitando versículos, enquanto um cão treinado se equilibraria na sua cabeça. Isso
certamente atrairia uma multidão. E o conteúdo da mensagem ainda seria bíblico. É um
cenário bizarro, mas ilustra bem como o veículo pode baratear e corromper a mensagem.

Infelizmente, isso não é tão diferente do que está, de fato, sendo realizado em algumas
igrejas. Parece não haver limites com relação ao que alguns líderes na igreja moderna farão, a
fim de atrair pessoas que não se interessam por adoração e pregação. Muitos já se renderam à
idéia de que a igreja precisa conquistar os homens através do oferecer-lhes uma forma
alternativa de entretenimento.

Até que ponto a igreja irá em sua competição com Hollywood? Uma grande igreja do
sudoeste dos Estados Unidos acaba de instalar um sistema de efeitos especiais, que custou
meio milhão de dólares, capaz de produzir fumaça, fogo, faíscas e luzes de lazer no auditório.
A igreja enviou alguns de seus membros para estudar, ao vivo, os efeitos especiais de Bally’s
Casino, em Las Vegas. O pastor terminou um dos cultos sendo elevado ao “céu” por meio de
fios invisíveis que o tiraram da vista do auditório, enquanto o coral e a orquestra adicionavam
um toque musical à fumaça, ao fogo e ao jogo de luzes. Para aquele pastor, tudo não passou
de um típico Show dominical: “Ele lota a sua igreja através desses artifícios especiais, tais
como derrubar uma árvore com uma serra para ilustrar um ponto de sua mensagem... realizar
o maior espetáculo de fogos do 4 de julho da cidade e um culto de Natal com um elefante, um
canguru e uma zebra alugados. O Show de Natal apresenta 100 palhaços com presentes para
as crianças da igreja”. Bobagens desse gênero teria sido o conteúdo dos piores pesadelos de
Spurgeon. Até mesmo Tozer não poderia ter previsto o extremo ao qual os evangélicos
chegariam em render homenagens ao grande deus entretenimento.

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Não há como negar que essas excentricidades "funcionam", isto é, atraem a multidão. Muitas
igrejas que experimentaram tais métodos relatam desfrutar um crescimento numérico na
assistência a seus cultos. E uma porção de megaigrejas – aquelas que podem pagar por
produções, efeitos e instalações de primeira classe – têm se mostrado capazes de estimular
um grande crescimento numérico. Algumas delas enchem auditórios enormes, com milhares
de pessoas, várias vezes por semana.

Algumas dessas megaigrejas relembram elegantes clubes de campo ou estâncias de férias.


Possuem instalações que impressionam, incluindo boliche, cinema, spas, restaurantes,
quadras para jogos, rinques de patinação e ginásios poliesportivos de última geração. A
recreação e o entretenimento são, inevitavelmente, os aspectos mais visíveis destes
empreendimentos. Tais igrejas tornaram-se as Mecas dos estudantes de crescimento de
igreja.

No momento, muitos evangélicos em toda parte estão procurando freneticamente novas


técnicas e formas de entretenimento para atrair o povo. Seja o método bíblico ou não, hoje
isso não parece ter importância para muitos lideres de igrejas. Produz resultados? Esse é o
novo parâmetro para a legitimidade em nossos dias. Dessa forma, o pragmatismo tem se
tornado a força impulsionadora de muitas das igrejas professas de nossos dias. É Hora do
Espetáculo!

Se a igreja funciona apenas com o objetivo de promover um produto, é bom mesmo que seus
líderes prestem atenção aos métodos da Avenida Madison. Afinal, a maior competição para a
igreja é um mundo repleto de diversões seculares e uma gama de bens e serviços mundanos.
Portanto, dizem os especialistas de marketing, jamais conquistaremos as pessoas até que
desenvolvamos formas alternativas de entretenimento a fim de ganhar-lhes a atenção e a
lealdade, desviando-as das ofertas do mundo. Desta forma, esse alvo estipula a natureza da
campanha de marketing.

E o que há de errado nisso? Por um lado, a igreja não deveria mercadejar seu ministério, como
sendo uma alternativa aos divertimentos seculares. I Ts 3.2-6. Isto acaba corrompendo e
barateando a verdadeira missão da igreja. Não somos apresentadores de carnaval, ou
vendedores de carros usados, ou camelôs. Somos embaixadores de Cristo. II Co 5.20.
Conhecendo o temor do Senhor (v.11), motivados pelo amor a Cristo (v. 14), tendo sido
completamente transformados por Ele (v. 17), imploramos aos pecadores que se reconciliem
com Deus (v. 20).

Também, em lugar de confrontar o mundo com a verdade de Cristo, algumas megaigrejas


norteadas por marketing estão promovendo com entusiasmo as piores técnicas da cultura
secular. Alimentar o apetite das pessoas por entretenimento apenas agrava o problema das
emoções insensatas, da apatia e do materialismo. Com toda franqueza, é difícil conceber uma
filosofia de ministério mais contrária ao padrão que o Senhor nos confiou.

Proclamar e expor a Palavra, visando o amadurecimento e a santidade dos crentes deveria ser
âmago do ministério de toda igreja. Se o mundo olha para a igreja e vê ali um centro de
entretenimento, estamos transmitindo a mensagem errada. Se os cristãos enxergam a igreja
como um salão de diversões, a igreja morrerá. Uma senhora, inconformada com sua igreja,
que tinha abraçado todas essas excentricidades modernas, queixou-se recentemente:
Quando é que a igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?
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Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo através do
apresentar o Cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao evangelho, nada é opcional:
“E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome,
dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. At 4.12. Tampouco o
evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do marketing moderno. Conforme já
salientamos, frequentemente a mensagem do evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de
escândalo”. Rm 9.33; I Pe 2.8.

O evangelho é perturbador, chocante, transtornador, confrontador, produz convicção de


pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer marketing” do evangelho
bíblico. Aqueles que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente
corrompem e obscurecem os pontos cruciais da mensagem. A igreja precisa reconhecer que
sua missão nunca foi a de relações públicas ou de vendas; fomos chamados a um viver
santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem
comprometê-la – a um mundo que não crê.

II. Crescimento sem qualidade

O Crescimento Numérico é Um Alvo Digno? Convém dizer que não me oponho a igrejas
grandes ou ao crescimento da igreja. Oponho-me ao pragmatismo tão freqüentemente
defendido por especialistas em crescimentos de igreja, que colocam o crescimento numérico
acima do crescimento espiritual, crendo que podem induzir esse crescimento numérico por
seguirem quaisquer técnicas que parecem produzir resultados naquele momento.

O modismo provocado por essa filosofia está se tornando mais e mais indisciplinado. Está
afastando as pessoas das igrejas bíblicas e desviando as igrejas das prioridades bíblicas,
enquanto faz surgir um punhado de megaigrejas cujo crescimento depende da capacidade de
se antecipar e responder adequadamente à próxima tendência cultural que aparecerá.

A igreja foi atraída para longe do verdadeiro avivamento e seduzida por aqueles que advogam
a popularização do cristianismo. E, infelizmente, a maioria dos cristãos parece desatenta ao
problema, satisfeita com um cristianismo que está na moda e que é altamente vistoso. É o
crescimento numérico um alvo digno no ministério da igreja? É lógico que nenhum bom líder
da igreja argumentaria seriamente contra o crescimento numérico, considerando-o
inerentemente indesejável. E ninguém crê que a estagnação ou o declínio numérico devem
ser buscados. Mas, o crescimento numérico é sempre o melhor indicador da saúde da igreja?

Concordo com George Peters, que escreveu: O crescimento quantitativo... Pode ser
enganador. Pode não ser mais do que a proliferação de um movimento social ou psicológico
mecanicamente induzido, uma contagem numérica, uma aglomeração de indivíduos ou
grupos, um crescimento de um corpo sem o desenvolvimento dos músculos e dos órgãos
vitais. Talvez se trate de uma forma de cristandade, mas não da emergência do verdadeiro
cristianismo.

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Muitos movimentos que alcançaram os povos no passado, tais como movimentos
comunitários e tribais, foram assim. Um exemplo disso encontra-se nas adesões em massa na
Europa, em especial na França e Rússia, quando muitos foram levados ao batismo e trazido
para dentro da igreja, resultando em um grande número de pessoas que professavam a
cristandade, mas não resultando em uma dinâmica, vibrante, crescente e responsável igreja
de Jesus Cristo... Precisamos admitir... que, em grande parte, essa expansão da forma, da
profissão e do nome da cristandade manifesta pouca semelhança ao cristianismo definido
no Novo Testamento e à igreja retratada no livro de Atos.

De muitas formas, a expansão da cristandade veio em detrimento da pureza do evangelho e


da verdadeira ordem e vida cristã. A igreja tornou-se infestada de práticas e crenças pagãs e
sincretista em sua teologia... Grandes segmentos tornaram-se cristo-pagãos. Nenhum texto
das Escrituras indica que os líderes eclesiásticos deveriam estipular alvos para o seu
crescimento numérico da igreja, o apóstolo Paulo descreveu o processo de crescimento da
igreja: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que
planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento”. I Co 3.6,7.

Se nos preocuparmos com a profundidade de nosso ministério, Deus cuidará de sua largura.
Se ministrarmos tendo em vista o crescimento espiritual, o crescimento numérico será aquilo
que Deus tenciona que seja. Afinal de contas, qual o benefício de um crescimento numérico
que não está arraigado em um compromisso com o Senhorio de Cristo? Se as pessoas vêm à
igreja primariamente por considerarem isso divertido, em breve hão de abandoná-la, tão logo
acabe o entretenimento ou tão logo encontrem algo mais interessante. Desta forma, a igreja
é forçada a participar de um ciclo vicioso, onde precisa constantemente sobrepujar cada
espetáculo com algo maior e melhor.

O pragmatismo como filosofia de ministério ganhou ímpeto a partir do movimento de


crescimento de igreja que floresceu nos últimos cinqüenta anos. O que teria acontecido se os
profetas do Antigo Testamento tivessem endossado essa filosofia? Jeremias, por exemplo,
pregou durante quarenta anos sem ver qualquer resultado significativo. Pelo contrário, seus
conterrâneos ameaçaram matá-lo, se não parasse de profetizar (Jr 11.19-23); sua própria
família e amigos conspiraram contra ele (12.6); por não ser permitido casar-se, teve de sofrer
uma solidão agonizante (16.2); houve conspirações secretas para matá-lo (18.20-23); foi
ferido e colocado no tronco (20.1,2); foi espionado por amigos que buscavam vingança (v. 10);
foi consumido por desgosto e vergonha, chegando a amaldiçoar o dia em que nasceu (v. 14-
18); e por fim foi injuriado e considerado um traidor de sua própria nação (37.13,14). Ele foi
açoitado e atirado em um calabouço, passando ali muitos dias sem comer (v. 15-21).

Se um etíope não tivesse intercedido em seu favor, Jeremias teria morrido ali. Por fim, a
tradição ensina que ele foi exilado para o Egito, onde foi apedrejado e morto por seu próprio
povo. Jeremias não teve convertidos a apresentar como fruto de uma vida toda de ministério.
Suponhamos que Jeremias tivesse assistido um seminário sobre o crescimento de igreja e
aprendido uma filosofia pragmática de ministério. Você acha que isso teria mudado seu estilo
de ministério confrontador? Podem imaginá-lo apresentando um Show de variedades ou
utilizando o humor para tentar conseguir o afeto das pessoas? Ele poderia Ter aprendido
como reunir uma multidão apreciável, mas certamente não teria realizado o ministério para o
qual Deus o chamara.
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O apóstolo Paulo também não usou um método baseado em técnicas de marketing, embora
alguns autodenominados experts tenham procurado mostrá-lo como modelo para o
neopragmatismo. Um dos que advogam as técnicas de marketing afirma: “Paulo foi o maior
de todos os peritos em táticas. Constantemente ele estudava as estratégias e táticas para
identificar as que lhe permitiriam atrair o maior número de ‘candidatos’ e conseguir o maior
número possível de conversões”. É claro que a Bíblia nada diz em respaldo a essa afirmação.
Pelo contrário, o apóstolo Paulo evitou métodos engenhosos e artifícios que o conduzissem as
pessoas a falsas conversões, através da persuasão carnal.

Ele mesmo escreveu: Eu, irmão, quando fui Ter convosco, anunciando-vos o testemunho de
Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre
vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi com fraqueza, temor e grande tremor que eu
estivesse entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem
persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé
não se apoiasse em sabedoria humana, e, sim, no poder de Deus. I Co 2.1-5.

À igreja em Tessalônica ele relembrou: Pois a nossa exortação não procede de engano, nem
de impureza, nem se baseia em dolo; pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a
ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e,
sim, a Deus, que prova o nosso coração. A verdade é que nunca usamos de linguagem de
bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. Também
jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. I Ts 2.3-6.

A exatidão bíblica é o único critério pelo qual devemos avaliar nossos métodos de ministério.
Qualquer filosofia de ministério do tipo “fins-que-justificam-os-meios” inevitavelmente
comprometerá a doutrina, a despeito de qualquer proposição em contrário. Se a eficácia se
tornar o indicador do que é certo ou errado, sem a menor dúvida nossa doutrina será diluída.
Em última análise, o conceito de verdade para um pragmatista é moldado pelo que parece ser
eficaz e não pela revelação objetiva das Escrituras.

Uma consideração da metodologia do movimento de crescimento de igrejas revela como isso


acontece. O movimento estuda todas as igrejas que estão crescendo, até mesmo aquelas que
possuem doutrinas falsas no âmago de seu ensino. Igrejas denominacionais liberais, seitas
carismáticas extremadas e ditaduras de hiperfundamentalismo militante são observadas para
o escrutínio dos especialistas. O especialista em crescimento de igreja procura características
comuns a todas as igrejas que estão crescendo e advoga quaisquer métodos que pareçam
estar produzindo resultados. E a questão principal é sempre o crescimento numérico.

Será que devemos crer que o crescimento em uma igreja não-cristã comprova que Deus está
ali operando? Deveríamos utilizar a metodologia de grupos religiosos que corrompem o
evangelho? Não é justo questionarmos se qualquer crescimento resultante de tais métodos é
ilegítimo, sendo engendrado por meios carnais? Afinal, se um método demonstra ser bem-
sucedido tanto para uma determinada seita quanto para o povo de Deus, não existe razão
para supormos que os resultados positivos são sinônimos da bênção de Deus.

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Algo que está completamente ausente da maior parte da literatura sobre crescimento de
igreja é uma análise crítica da eficiente plataforma doutrinária sobre a qual muito do
crescimento da igreja contemporânea é construído. O fato de uma igreja estar crescendo é
freqüentemente confundido com a aprovação divina. Afinal, as pessoas raciocinam, por que
ser crítico sobre qualquer ensinamento que Deus está abençoando com crescimento
numérico? Não é melhor tolerar as imperfeições doutrinárias e os lapsos de ortodoxia, por
amor ao crescimento e à unidade? Desta forma, o pragmatismo amolda e dá forma à
perspectiva doutrinária das pessoas. É tolice pensar que alguém pode ser bíblico e
pragamático, ao mesmo tempo. O pragmatista deseja saber o que produz resultados. O
pensador bíblico se importa tão-somente com o que a Bíblia ordena. As duas filosofias se
opõem mutuamente no nível mais básico.

Não obstante, o pragmatismo filosófico nunca tem estado mais popular nas igrejas
evangélicas. O movimento de crescimento de igrejas, que por muitos anos foi um importante
fator na atividade missionária mundial, está agora exercendo tremenda influência no
evangelicalismo ocidental.

O pragmatismo na igreja reflete bem o espírito de nossa época. Livros com títulos tais como:
Marketing seu Próprio Ministério, Marketing a Igreja, e O Desenvolvimento do Marketing
Eficaz e das Estratégias de Comunicação para Igrejas são a última moda. A indústria
publicadora cristã vem produzindo, para líderes de igrejas, conselhos e mais conselhos tirados
de campos seculares de estudo – psicologia, marketing, administração, política,
entretenimento e negócios – enquanto os comentários, livros de auxílio para estudo
bíblico e livros acerca de questões bíblicas estão em declínio.

O modelo para o pastor contemporâneo não é mais o profeta nem o pastor, é o executivo de
corporação, o político ou, pior ainda, o apresentador de programas de “bate-papo” na
televisão. Algumas das igrejas contemporâneas estão preocupadas com índices de audiência,
pesquisas de popularidade, imagem corporativa, estatísticas de crescimento, lucro financeiro,
pesquisas de opinião pública, gráficos populacionais, dados de recenseamento, tendências da
moda, status das celebridades, a lista dos dez mais e outras questões pragmáticas. O que está
desaparecendo é a paixão da igreja pela pureza e pela verdade. Ninguém parece se importar,
desde que a reação das pessoas seja entusiástica.

Você percebe como esta nova filosofia necessariamente corrompe a sã doutrina? Descarta o
próprio método de Jesus – pregar e ensinar – como instrumentos primordiais do ministério,
substituindo-os por metodologias completamente vazias de conteúdo. Ela existe
independentemente de qualquer credo ou canon. Aliás, evita dogmas ou convicções fortes,
considerando-os como divisivos, indecorosos ou impróprios. Rejeita a doutrina como algo
acadêmico, abstrato, estéril, ameaçador ou simplesmente não-prático. Em vez de ensinar o
erro ou negar a verdade, ela faz algo bem mais sutil e igualmente eficaz do ponto de vista do
inimigo.

Não se preocupa com o conteúdo. Não ataca a ortodoxia frontalmente, mas presta culto à
verdade apenas da boca para fora, enquanto mina, em silêncio, os alicerces da doutrina. Em
vez de exaltar a Deus, esta filosofia deprecia as coisas que são preciosas para Ele. Nesse
sentido, o pragmatismo se apresenta como um perigo mais sutil do que o liberalismo que
ameaçou a igreja na primeira metade do século XX, atacando a pregação bíblica.
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III. A trivialização do sagrado

A cultura evangélica nacional está fomentando uma atitude muito displicente quanto ao
sagrado. O deus que está a serviço de seu povo para lhes cumprir todos os desejos certamente
não é o Deus da exortação de Hebreus 12.28-29: "Por isso, recebendo nós um reino inabalável,
retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo
temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor". O tom de voz exigente e determinante
como se fala com Deus hoje deixa a dúvida quanto a quem é o senhor de quem. As
experiências que só geram arrepios pelo corpo são relatadas como se Deus fosse apenas um
estimulante químico.

Certos pastores dizem falar e ouvir a voz de Deus — para serem contraditos pelas suas
próprias falsas profecias — sem levar em conta que "Deus não terá por inocente aquele que
tomar o seu nome em vão". Os milagres, aumentados pela manipulação, revelam uma falta de
temor. O descaso com o sagrado é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, demonstra
grande familiaridade, por outro, gera complacência. Complacência e enfado são sinônimos
entre si. Se nos acostumarmos com o mistério de Deus e trivializarmos sua presença,
acabaremos colocando-o na mesma categoria de nossos encontros mais corriqueiros,
daqueles que podem ser adiados ou não, dependendo de nossas conveniências.

IV. O esvaziamento dos conteúdos

Uma das marcas mais patéticas do tempo em que vivemos é a repetição maçante de jargões
nos púlpitos evangélicos. Frases de efeito são copiadas e multiplicadas nos sermões. Algumas,
vazias de conteúdo, criam êxtases sem nenhum desdobramento. Servem para esconder o
despreparo teológico e a falta de esmero ministerial. Manipulam-se os auditórios, eleva-se a
temperatura emotiva dos cultos, mas não se cria um enraizamento de princípios. Gera-se um
falso júbilo, mas não se fornecem ferramentas para criar convicções espirituais.

Hannah Arendet, filósofa do século XX, ao comentar sobre o fato de que Eichmann, nazista,
braço direito de Hitler, respondeu com evasivas às interrogações do tribunal de guerra que o
julgava sobre seus crimes, afirmou: "Clichês, frases feitas, adesões a condutas e códigos de
expressão convencionais e padronizados têm a função socialmente reconhecida de nos
proteger da realidade, ou seja, da exigência de atenção do pensamento feita por todos os
fatos e acontecimentos". Qual será o futuro dessa geração que se contenta com um papagaiar
contínuo de frases ocas que só prometem prosperidade, vitória sobre demônios e triunfo na
vida?

V. A mistura de meios e fins

Por anos, combateu-se a ideia de que os fins justificavam os meios, porque essa premissa
justificava comportamentos aéticos. Hoje, o problema aprofundou-se. Não se sabe mais o que
é meio e o que é fim. Não se sabe mais se a igreja existe para levantar dinheiro ou se o
dinheiro existe para dar continuidade à igreja. Canta-se para louvar a Deus ou para
entretenimento do povo? Publicam-se livros como negócio ou para divulgar uma ideia? Os
programas de televisão visam popularizar determinado ministério ou a proclamação da
mensagem? As respostas a essas perguntas não são facilmente encontradas.

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Cristo não virou as mesas dos cambistas no templo simplesmente porque eles pretendiam
prestar um serviço aos peregrinos que vinham adorar no templo. Ele detectou que os meios e
os fins estavam confusos e que já não se discernia com clareza se o templo existia para
mercadejar ou se mercadejava para ajudar no culto. A obsessão por dinheiro, a corrida
desenfreada por fama e prestígio, a paixão por títulos, revelam que muitas igrejas já não
sabem se existem para faturar. Muitos líderes já não gastam suas energias buscando um
auditório que os ouça, mas procuram uma mensagem que segure o seu auditório. A confusão
de meios e fins mata igrejas por asfixia.

VI. Pragmatismo na Pregação

Acontece, porém, que em nossos dias (em muitos púlpitos) a pregação do Evangelho se
apresenta tímida, quase pedindo licença para dizer, quase pedindo desculpas, com medo de
ofender as estruturas do poder expressas nas mais variadas formas de organizações sociais.
Muitas pregações estão se tornando, à semelhança da psicoterapia tradicional, um produto de
consumo da classe média. Nela não há quase nada de proclamação inquietante da Palavra de
Deus e seu elemento de confrontação do homem e das iniqüidades das estruturas sociais. Ela
é mais um elemento de preservação de um “status quo” do que propriamente uma força
transformadora de revitalização da condição humana. Ela não incomoda a ninguém.

Um evangelho agradável, divertido, culturalmente relevante ou contextualizado a moda do


dia. Procura seduzir o ouvinte, mostrando as vantagens materiais, as soluções a curto prazo
dos problemas imediatos, e principalmente, que o cristianismo pode ser conciliado a vida que
ele tinha antes de decidir ser "evangélico", o tipo de pregação moderna é: HUMANISTA,
LIBERAL, PRAGMÁTICA E HEDONISTA.

Humanista - Começa a partir dos interesses e necessidades visíveis do homem; Liberal -Segue
o movimento teológico que rejeitou a Bíblia como suficiente e relevante para o homem
moderno; Pragmática - Onde "os fins justificam os meios" - O critério são resultados visíveis.
Hedonista - Porque visa dar ao ouvinte aquilo que lhe agrada e dar prazer.

Kierkegaard (1813-1855) conta uma parábola que pode servir como ilustração para o que
queremos dizer. Ele conta que um circo se instalou próximo de uma cidadezinha
dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O proprietário do circo vendo o perigo do fogo se
alastrar e atingir a cidade, mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda
naquela cidade a fim de apagar o fogo, falando do perigo iminente. Inútil foi todo o esforço do
palhaço para convencer os seus ouvintes. Os aldeões riam e aplaudiam o palhaço entendendo
ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo... Quanto mais o
palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia... O fogo
se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.

De forma semelhante, muitos estão apresentado uma mensagem incompreensível. As


pessoas se acostumaram a ouvir (o pregador?) brincar tanto com as coisas sagradas, que não
conseguem descobrir o sagrado em nossas brincadeiras. Sobem no púlpito e pensam que
estão no picadeiro.

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Por outro lado, os ouvintes, por não perceberem a diferença entre o palhaço e profeta,
reforçam este comportamento mutante através de um aplauso até mesmo literal. E quando,
em cima disso, rockeiros punk, palhaços, atiradores de facas, lutadores profissionais,
levantadores de peso, comediantes, dançarinos, malabaristas de circo, artistas de rap, atores
e celebridades do “Show Business” assumem o lugar do verdadeiro pregador, a mensagem do
evangelho recebe um golpe catastrófico: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” Rm
10.14. Creio que podemos ser criativos e inovadores quanto à forma de apresentarmos o
evangelho, mas precisamos Ter o cuidado de harmonizar nossos métodos com as profundas
verdades espirituais que estamos procurando transmitir. É muito fácil trivializarmos a
mensagem sagrada. Precisamos fazer com que a mensagem, e não o veículo em si, seja o
cerne daquilo que desejamos comunicar ao auditório.

Que a pregação trate de assuntos contemporâneos e relevantes; Que não lhes impões
restrições a vida que tinham antes; Que possam conciliar sua vida no clube social com sua vida
na igreja querem ter uma consciência tranqüila para satisfazer seus "clientes" infelizmente
algumas igrejas se voltaram para métodos mundanos, e para técnicas e estratégias:

De "Comercialização" (Marketing - Tudo para agradar ao cliente);


De "Entretenimento" - (Em vez do culto tradicional, um grande show);
De "Misticismo" - (Técnicas psicológicas e "espirituais" de conduzir ao êxtase).
De "Liberalismo Ético" - (Flexibilização e relativismo, nada de radicalismo, nada de exigências
que exijam renuncia ou arrependimento sério).

Como deve ser a Pregação:

1. Bíblica (sua fonte primária e imprescindível )


2. Cristocêntrica (a natureza nos forma, a ciência nos informa, mas, Cristo nos transforma )
3. Dependente do Espírito (tanto no preparo como na apresentação)
4. Isenta do Eu (a habilidade impressiona, mas, não transforma)
5. Clara e Precisa (alguns sermões poderiam ser intitulados: “um dia compreenderás”)
6. Que revele o Amor de Deus. (o sermão não deve ser apresentado sem ter esta ênfase)
7. Fervorosa e Entusiasta (o entusiasmo faz a mentira parecer verdade e a falta dele faz a
verdade parecer mentira).

VII. Teologia confusa

Há um notório, assustador e célere desvio teológico e doutrinário nos últimos tempos. No


século XIX o liberalismo teológico varreu as igrejas na Europa e na América do Norte. Muitos
seminários de referência, que formaram pastores, missionários e teólogos de grande
envergadura foram tomados de assalto pelos liberais. O liberalismo teológico, que nega a
inerrância e suficiência das Escrituras entrou nas cátedras, subiu aos púlpitos e dispersou as
ovelhas. Vemos hoje templos se transformando em museus e o velho mundo tornando-se um
continente pós-cristão.
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Confusão teológica não é prerrogativa do século XXI. Por ser um tratado sobre Deus e na
tentativa de ser uma resposta da palavra de Deus para a sua época, a teologia sempre
enfrentou as crises e transformações do momento que se dispôs a interpretar. O grande
problema que confunde a teologia é que, muitas vezes, ao invés de interpretar o contexto
segundo a palavra, ela inverte a ordem, tentando interpretar a palavra segundo o contexto. A
mudança desse fundamento gera confusão.

Num contexto de falta de paradigmas, numa sociedade confusa e completa ausência de


absolutos, a teologia fica também num terreno escorregadio. A pós-modernidade, já instalada
ou se instalando na filosofia de vida das pessoas, subtrai delas o referencial por causa do
pluralismo e da tolerância, A isso, Juntam-se os problemas sociais decorrentes da
urbanização: pobreza, violência, indiferença e esfacelamento da família. Os problemas são os
de sempre, apenas foram agravados; a questão está na resposta oferecida pelos que tem a
responsabilidade de interpretar o seu tempo segundo a palavra de Deus.

A igreja tem um papel determinante. Ela também está confusa, primeiro porque não está livre
da influência direta da sociedade, ela influencia e é influenciada. Nessa troca ela oferece e
recebe informações e comportamentos que nada dêem da ética cristã. Não há um filtro
seguro que selecione o que ela deva absorver sem prejuízo da sua mensagem. Depois, em
decorrência disso, a igreja atua sob demanda, o que compromete a sua mensagem. Para
chegar ao "ciente", que não pode mais ser chamado de "pecador", utiliza-se das leis do
mercado. A pregação fiel das Escrituras está ausente em muitos púlpitos. As doutrinas da
graça foram trocadas por outro evangelho. O lucro é o vetor que governa muitas igrejas.
Nesses redutos o evangelho está sendo transformado num produto, o “púlpito” num balcão, o
“templo” numa praça de negócios e os “crentes” em consumidores. A necessidade da igreja é
o que faz e refaz a teologia.

Parte da culpa dessa despersonalização é da educação teológica, que está no centro da


confusão. Com o status de ciência, preenchendo a cadeira vaga da universidade, a teologia,
que sempre trabalhou com o transcendente e sempre foi senhora de seu destino, agora
precisa dialogar com as demais ciências. É a multidisciplinaridade. Além do que, o campo da
teologia abriu-se enormemente para a reflexão e publicação de novos conceitos. Infelizmente
mais publicação do que reflexão. Com abordagens muito próximas das demais ciências, a
teologia procura o seu espaço e oferece as suas respostas. Com a delimitação da pesquisa
científica em geral, as especialidades se multiplicam e a teologia segue o fluxo. Nesse sentido,
a confusão é saudável, porque é a procura de um caminho e de um espaço, no qual a teologia
oferece respostas e faz novas perguntas a si mesma. Entretanto, os círculos hermenêuticos
podem segmentar, mas não devem fragmentar o saber teológico.

VIII. Os Bastidores das Igrejas Modernas

Igrejas Cheias de Pessoas Vazias

Embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de
sentido de viver O pastor Carlos Alberto Bezerra, disse em certa ocasião “Existem muitas
igrejas cheias de pessoas vazias”. Uma frase de forte impacto e com muita razão.

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Ele falava de igrejas que não vivem o sadio Evangelho. Tenho observado que há mesmo
muitas igrejas cheias – considerando aqui igreja como o espaço nobre da vivência do sagrado.
É claro que Jesus não morreu pelo espaço e pelos objetos que estão nesse espaço. Mas tenho
também observado que, embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem
continuar vazias de sentido no viver. Em vez de entregarem não só a alma para Jesus, ainda
não lhe entregaram tudo o que têm (negando-se a si mesmas, conforme Lc 9.23). Antes,
estão buscando um Deus de avental, pronto a servi-las com todas as benesses celestiais e
principalmente materiais.

São pessoas que não estão dispostas a buscar o arrependimento, o perdão, o abandono de
uma vida egoísta e consumista dos bens e riquezas, que foram mal nos negócios, no emprego,
que não souberam planejar sua vida e recursos e agora estão na pior (são chamados
popularmente de “ratos de igrejas”). Então, buscam o Deus-panacéia, o Deus-resolve-tudo,
tipo um consertador, uma espécie de “clínico geral”.

Muitos líderes e igrejas são oportunistas, pois o mundo, estando cheio de pessoas com esse
perfil, fornece os clientes potenciais para rechear o caixa da igreja e seus bolsos. Por meio da
pregação de um evangelho antropocêntrico, despido da verdade bíblica, transformam Deus
em mercadoria de bom preço. Estão dispostos a pôr o Senhor para trabalhar para você a um
custo inicialmente baixo, mas, se feito um balanço, o custo será alto, não apenas financeiro,
mas também quanto ao que de mais importante existe na vida – a perda de seu significado.

A realidade é que as pessoas estão vazias não porque estejam desempregadas, com saldo
devedor, com enfermidades, com a perda de um ente querido. Estão vazias porque o buraco
dentro de suas vidas é do tamanho exato de Deus, o vazio é a perda de sentido na vida, de
objetivo em viver. Não é porque você entregou a vida a Jesus, que adquiriu a imunidade a
vírus, bactérias, morte, perda de emprego, etc. O pastor e pesquisador Paulo Romeiro,
identifica um novo tipo de crente – o decepcionado com a igreja. É aquele indivíduo levado a
procurar no Evangelho a solução imediata de todos os seus problemas. Como nem sempre
isso acontece, começa a vagar de igreja em igreja, até que, desiludido com a fé que lhe
enfiaram goela abaixo, abandona Cristo.

Crentes sem Identidade

Há uma igreja em trânsito hoje, os pesquisadores e sociólogos chamam isso de “trânsito


religioso”. São milhares e milhares de crentes, talvez milhões, que não conseguem mais parar
em igreja nenhuma. Eles transitam. Qual a igreja que oferece a melhor proposta ou o melhor
entretenimento? Qual a igreja que vai oferecer o melhor show daquele fim de semana?

Os novos peregrinos da Fé

O "nômade da fé" busca respostas imediatas aos problemas, "uma vez que vivemos na era da
velocidade. Se as respostas não chegam rápido, o sujeito procura uma nova igreja" (crente-
canguru que pula de igreja em outra). E o que essas pessoas que são atraídas às igrejas
neopentecostais buscam? Que fiquem ricas, sejam curadas de todo tipo de doença e que
todos os seus problemas sejam resolvidos, desde a falta de dinheiro até a falta de emprego.
Essas são promessas da teologia da prosperidade, que propõe banir a pobreza, a doença.

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Evidentemente o problema não está na prosperidade, mas na teologia. Para a teologia da
prosperidade, o crente "deve morar em mansão, ter carrões, muito dinheiro e nunca ficar
doente. Quando isso não acontece, é porque ele está sem fé, em pecado ou debaixo do poder
de Satanás". Ora, se formos avaliar a vida espiritual de uma pessoa pela casa onde mora ou
pelo saldo bancário, temos que concluir que muitos jogadores de futebol e artistas têm uma
comunhão com Deus fora do comum. E isso não é verdade.

Hoje em dia, as pessoas na igreja funcionam na base da emoção, e não pela reflexão. A
teologia da prosperidade e todo esse clima de emoção têm forte apoio na mídia, um
instrumento que as igrejas neopentecostais sabem trabalhar muito bem. "Creio que o fator
principal que garante a sobrevivência do movimento neopentecostal é o seu investimento
pesado na mídia e o seu sucesso em colocar a igreja no mercado e as políticas do mercado na
igreja", avaliou Paulo Romeiro.

É possível que, "na medida em que os adeptos vão se decepcionando com a mensagem e a
falta de ética de alguns segmentos neopentecostais, haverá uma volta à Bíblia por parte de
muitos. Por isso, as igrejas cristãs devem estar preparadas para receber e ajudar tais pessoas".

O Caminho da Renúncia

O apóstolo Paulo ganhou muitas almas, mas foi preso, espancado, perseguido e precisava
trabalhar para se manter. Seu ministério, hoje em dia, seria considerado próspero?

De uns tempos para cá, a vocação pastoral tem se transformado em mais uma opção
profissional. Foi-se o tempo em que às escolas teológicas atraíam gente disposta a abraçar um
ministério que significava desprendimento, sacrifício e, não raro, a renúncia a uma série de
outras oportunidades. Hoje, boa parte dos calouros dos seminários está mais interessada em
tornar-se uma espécie de empresário do sagrado.

A cada dia, a visão marqueteira e a busca do lucro já estão influenciando até mesmo no
chamado pastoral. A preocupação com a manutenção da “igreja-empresa” tem sido levada
em conta até na escolha dos novos candidatos ao ministério. Qualidades como carisma
pessoal, dinamismo, capacidade gerencial, eloqüência verbal e iniciativa estão sendo mais
valorizados na escolha da mão-de-obra pastoral do que humildade, espiritualidade e temor a
Deus.

Tal motivação já atingiu até mesmo líderes e pastores que estão na caminhada do Evangelho
há muitos e muitos anos. O que deveria ser examinado é o exemplo de vida, o testemunho e a
unção, mas o que estamos presenciando é a elevação de homens ao púlpito pelas suas
habilidades que trarão lucro aos caixas sagrados. A adesão missionária ao serviço do Senhor
tem sido substituída por outro tipo de acordo – um pacto de conveniências, uma espécie de
contrato de trabalho que pode durar a vida inteira ou alguns poucos meses. O sujeito
permanece ali enquanto conseguir manter sua cota de arrecadação.

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Se o planejamento econômico não for cumprido, nada feito. Dentro desta visão, o futuro
pastor precisa se preocupar em render mais no material do que no espiritual. O candidato ao
cargo de ministro da Palavra é privado de pensar, questionar ou dar opiniões, já que o líder
supremo da instituição é considerado perfeito, à semelhança do mito da infalibilidade papal.
Este modo de agir está sendo adotado em diversos círculos evangélicos e se estende a todos
que estiverem sob sua influência.

Se o membro um dia quiser chegar a pastor, bispo, apóstolo, arcanjo, serafim ou semideus, só
tem um caminho: obedecer sem questionar. O direito de opinar ou pensar está fora da
revelação divina recebida pelo dono da igreja. Ao membro, só resta à aceitação. Nada de
explicações sobre os métodos empregados ou sobre o que se fala do púlpito. Muito menos
transparência financeira e administrativa.

Já imaginou se o apóstolo Pedro, caso vivesse hoje, fosse candidato ao ministério?


Provavelmente, teria sido imediatamente excluído por ter traído o seu pastor, sem direito a
defesa ou a uma segunda chance. E jamais ouviria de seu líder: “Tu me amas? Então,
apascenta as minhas ovelhas”.

E Paulo? Será que seu ministério, hoje, seria considerado próspero? Ele ganhou muitas almas,
mas não levou vida confortável. Foi preso, espancado, perseguido. E ainda por cima tinha de
trabalhar para se manter, pois não queria ser um peso para os irmãos. Quantos evangelistas
do nosso tempo têm tal desprendimento?

A Igreja ao gosto do Freguês

O movimento chamado "igreja ao gosto do freguês" está invadindo muitas denominações


evangélicas, propondo evangelizar através da aplicação das últimas técnicas de marketing.
Tipicamente, ele começa pesquisando os não-crentes (que um dos seus líderes chama de
"desigrejados" ou "João e Maria desigrejados"). A pesquisa questiona os que não frequentam
quaisquer igrejas sobre o tipo de atração que os motivaria a assistir às reuniões. Os resultados
do questionário mostram as mudanças que poderiam ser feitas nos cultos e em outros
programas para atrair os "desigrejados", mantê-los na igreja e ganhá-los para Cristo.

Em relação ao Brasil o cenário na sua essência possui semelhanças. O fato é que os


aproximadamente 30 milhões de evangélicos brasileiros têm à disposição um variadíssimo
cardápio de opções para filiação religiosa. Esqueça que o único tipo de igreja que realmente
interessa é o que Jesus chama de Sua. Esqueça o que a Bíblia diz, ou pelo menos não a leve tão
a sério. Esqueça que você é e compõe, junto com outros salvos em Jesus, a igreja Dele.
Esqueça. Ande pelas ruas. Leia as placas. Ligue a sua televisão e viaje pelos canais. Basta
procurar que você acha a igreja que melhor se encaixa nas suas expectativas. Basta pesquisar
que você por certo acha uma igreja que fala a sua língua, aquela que fala aquilo que você quer
ouvir.

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Desmontando Cenários

O espetáculo evangélico sofisticou-se de tal maneira que passou a ofuscar ou mesmo


escamotear a mensagem da cruz. No jargão da dramaturgia, há uma expressão utilizada para
identificar certos momentos de uma peça teatral, um filme ou um programa de televisão nos
quais os atores deliberadamente mostram ao público o que os holofotes e as câmeras
normalmente não revelam: a fruta de cera sobre a mesa da cozinha do personagem, os
segredos do tiro de festim, as armações de madeira do lado de trás das fachadas etc. Chama-
se a isto “desmontar cenário”.

Apesar de originário do teatro, este recurso foi usado inúmeras vezes pelo cinema e pela
televisão. Desmontar cenário representa, ao mesmo tempo, um desafio e um perigo à arte.
No primeiro caso, porque joga sobre o ator ou diretor a responsabilidade de ensinar as
mágicas sem tirar delas o encanto – pelo contrário, aumentando ainda mais o fascínio do
truque e reforçando-o na mente do público. Porém, há também o perigo de destruir os laços
de cumplicidade que se estabelecem entre as partes, uma espécie de acordo tácita no qual a
platéia se dispõe a desconsiderar seu conhecimento prévio de que tudo é fake, desde que os
artistas cumpram a contento sua tarefa de “fingir completamente” e convencer a audiência de
que tudo ali é um apêndice da realidade.

Quando se considera os movimentos mais recentes da cultura evangélica, este conflito parece
se repetir. Os artifícios cenográficos proliferaram, e o espetáculo sofisticou-se de tal maneira
que passou a ofuscar, embotar ou mesmo escamotear a mensagem da cruz. Em algumas
igrejas, “espaços” ou equivalentes, a liturgia foi substituída por um roteiro complexo,
eventualmente até com participação de contra-regra e técnico de efeitos especiais.

É claro que os recursos técnicos de hoje podem ser bons e úteis, e não há razão para se
defender um anacronismo conservador sem sentido. Porém, é preciso um cuidado especial
com uma das principais marcas das manifestações culturais (e expressão de fé também é
manifestação cultural) dos primeiros crentes: a espontaneidade. Em contraste com o
espetáculo que forneciam os representantes da religião, com caras, bocas, figurino e script de
aparência de humildade, o então novo grupo chamado “cristão” vivia da autenticidade de uma
crença simples, manifestada de uma forma igualmente simples – e nem por isso menos
relevante. Foi assim que, de um caldo cultural histórico, formaram o seu, próprio e autêntico.

E isto porque Jesus desmontou cenários. Ele precisava mostrar a superficialidade de uma fé
cenográfica, feita para entreter uma platéia que estava mais interessada em uma religião de
fundos falsos do que numa relação real com Deus. A espontaneidade da expressão de fé
estava de volta em Cristo. Porém, perdeu-se novamente na liturgia calculista da instituição e
seus bispos, cardeais e afins. A cultura cristã passou a ser determinada pela suntuosidade dos
templos e a riqueza das vestes sacerdotais.

Por conta disso, o senso crítico de I Tessalonicenses 5.21 foi simplesmente ignorado, e o
mesmo risco se corre agora, em tempos de raio laser e videowalls. A pirotecnia, a princípio
usada legitimamente como forma de tornar a transmissão do Evangelho mais
contemporânea, está produzindo o efeito contrário, e disfarça, com luzes estroboscópicas e
fumaça, a teologia rasa de uma cultura evangélica cada vez mais pasteurizada e refém de
modismos ou de tentativas de legitimação de vaidades pessoais, convenientemente
chamadas “revelação” ou “mover”.
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Capitulo VIII

Conhecendo a Verdadeira Igreja de Jesus Cristo

Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se
reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembleia de pecadores
perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são
espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos
que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes,
nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, Temperamentos diferentes.
A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo. A Igreja não é igreja ocidental nem
igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional
nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja
fundamentalista nem igreja evangelical.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos
Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja
etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia ou brasileira. Porque é de Jesus Cristo, não
é de Simão Pedro, não é de Martinho Lutero, não é de Sun Myung Moon, não é de Bento XVI.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o
Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha
igreja". Mt 16.18. Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo.
Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório e o mais misterioso de todos
os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram
(igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se
conheçam plenamente. Todos igualmente são "concidadãos dos santos" (Ef 2.19), "co-
herdeiros com Cristo" (Ef 3.6; Rm 8.17) e "co-participantes das promessas". Ef 3.6. Eles são
nada menos e nada mais do que a Família de Deus. Ef 2.19; 3.15. Ali, ninguém é corpo
estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do
século, "eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles". Apoc 21.3.

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (I Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; I Tm 3.5 e 15),
Rebanho de Deus (I Pe 5.2), Corpo de Cristo (I Co 12.27) e Noiva de Cristo (Apoc 21.2), tem
como Esposo (Apoc 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas
igrejas. A Igreja é uma só. Ef 4.4. A igreja invisível é aquela que reúne o número total de
redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter.
Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca frequentaram um templo
cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: "O Senhor conhece os
que lhe pertencem". II Tm 2.19. A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas
também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e
possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros
crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja
invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida
imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.
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Avaliação: A História da Igreja

1. Quando, Como e Porque a igreja nasceu?

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2. Que tipos de perseguição a igreja enfrentou?

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3. Em que período a igreja se paganizou?

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4. Como e porque aconteceu a reforma?

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5. Descreva o estado espiritual da igreja contemporânea?

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Bibliografia

IBLM – Instituto Bíblico Luz as Nações


Ultimato.com.br
Prof. João Flavio Martinez
A.A. Autores Anônimos
Abraão de Almeida
Pr. Ricardo Goldin
José Ferraz
Wikipedia
Orlando S. Boyer
Pr. Silas António do Couto

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Um Tratado sobre o Pecado

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Temática

Capitulo I: Teorias Errôneas Quanto a Natureza do Pecado. (Pg 113)

Capitulo II: O Estado Original do Homem. (Pg 114)

Capitulo III: A Queda do Homem. (Pg 115)

Capitulo IV: A Origem Histórica do Pecado. (Pg 116)

Capitulo V: Pecado Herdado e Imputado. (Pg 119)

Capitulo VI: A Natureza do Pecado. (Pg 120)

Capitulo VII: Tipos de Pecado e Consequências. (Pg 122)

Capitulo VIII: Pecados de Estimação. (Pg 142)

Capitulo IX: O Pecado de Omissão. (Pg 145)

Capitulo X: O Antídoto contra o Pecado. (Pg 145)

Capitulo XI: 100 Razões para Não Pecar. (Pg 154)

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Introdução

Desde Adão e Eva, o pecado tem corrompido o mundo e manchado a vida do homem.
PECADO que no vocábulo grego (Hamartia) ou hebraico (Hatta'th) significa qualquer
pensamento, obra, omissão, desejo, ou palavra contra as Sagradas Escrituras. Tg 4.17; Sl 51.4.
Em sua primeira epístola, João distingue entre o pecado mortal, ou congênito, o qual todos os
homens herdaram de Adão e já nascem com ele, do pecado venial, ou ativo, o qual é praticado
diariamente pelo homem. Pecado é toda iniquidade, desobediência. I Jo 3.4.

A Bíblia nos diz que Deus abomina todo o pecado, mas em especial o de idolatria, rebelião e
feitiçaria, pois estes negam a existência, o domínio e o poder do Senhor. I Jo 3.4; I Sm 15.23.
Aqueles que desobedecem e transgridem a Palavra de Deus serão punidos. Hb 2.2. Toda a
humanidade herdou o pecado do primeiro homem (Rm 3.23; 5.1) com a exceção de Jesus, o
qual veio para dar liberdade a todos aqueles que ficaram encerrados debaixo do pecado. Rm
11.32; Gl 3.22. São inúmeras as consequências do pecado, mas podemos destacar as três mais
importantes:

a) Morte física;
b) Perca da imagem divina;
c) Morte eterna ou separação de Deus. Rm 5.12; Ez 18.4; Tg 3.9.

Por causa do pecado, Deus julgou a Serpente (Gn 3.14); a mulher (Gn 3.16); o homem (Gn
3.17); e a terra. Gn 3.18. Todo sofrimento, dor, catástrofes, enfermidades, depravações,
discenções são resultados do pecado na vida do homem. Desde o Eden, esse mal tem
dominado, escravizado, controlado e afligido a humanidade. O pecado é comparado a uma
enfermidade incurável e contagiosa, a qual o único antídoto para combate-la é o sangue de
Cristo.

Segundo as Escrituras, essa doença nasceu no coração do Querubim Ungido, pela multidão de
todos os seus negócios. Is 14.13-15; Ez 28.15. Sendo expulso dos céus, ele planejou vingar-se
de Deus e usa a Eva como seu instrumento contra a veracidade e a integridade divina. Querer
ser Deus ou igual a Deus, é um sentimento que está enraizado no coração de todo o homem.

O caráter do pecado esta exatamente na contradição, em todos os aspectos da perfeição de


Deus. Ao transgredir a lei que lhe foi dada, Eva repudiou a autoridade divina, duvidou da sua
bondade, disputou acerca da sabedoria divina e desprezou sua graça. Desde o Calvário, Deus
na pessoa de Jesus Cristo tem dado a cada ser humano a oportunidade de ser resgatado dessa
condenação pronunciada no Eden. Gênesis 2.17.

George Barna, escritor americano, comentando o esfriamento espiritual ocorrido na


Inglaterra (país de origem cristã, que hoje conta com apenas 2% de cristãos comprometidos),
analisa o problema com a ilustração da “Rã na Chaleira”. Segundo os especialistas em
culinária, é inútil tentar colocar uma rã na água fervendo, pois ela rapidamente pulará. Assim,
o ideal é colocá-la numa chaleira com água fria e aumentar o fogo vagarosamente. A rã irá
adaptando-se ao aquecimento gradativo, permanecendo na água até morrer cozida e estará
pronta para ser saboreada.
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Soteriologia
Há uma desmotivação quase que generalizada na vida dos cristãos para a santificação. Isso é
um sinal claro de que alguns sendo “cozidos em fogo brando” por Satanás, achando que “tudo
está normal, pois hoje em dia o mundo é assim mesmo...”. O pecado tem algo a ver com isso?

Definição de Pecado no Antigo e Novo Testamento

I. O Antigo Testamento descreve o pecado nas seguintes esferas:

1. Na Esfera Moral

a) errar o alvo: Dá idéia de, como um arqueiro que atira, mas erra.
b) tortuosidade ou perversidade: como um viajante que sai do caminho certo.
c) falta: ser achado em falta ao ser pesado na balança de Deus.
d) mal: violência ou infração.

2. Na Esfera da Conduta Fraternal: A palavra usada para determinar o pecado nesta esfera
significa, violência ou conduta injuriosa (Gn 6.11; Ez 7.23; Pv 16.29) ao excluir a restrição da
lei, o homem maltrata e oprime seus semelhantes.

3. Na Esfera da Santidade: As palavras empregadas eram: profano, imundo, contaminado e


transgressor. Estes termos empregados nesta esfera implicam que o ofensor já usufruiu a
relação com Deus. Entendemos que os Israelitas como povo escolhido, deveriam ser santos,
pois pelas leis, em toda as atividades e esferas de suas vidas, estavam reguladas pela Lei da
Santidade. E que fosse contrário a isso se tornava imundo. Lv 11.24,27,31,33,39.

4. Na Esfera da Verdade: “Engano”, “Mentira”. As palavras que descrevem o pecado nesta


esfera dão ênfase ao inútil e fraudulento elemento do pecado. Os pecadores falam e tratam
falsamente, Sl 58.3; Is 28.15; Ex 20.16. O primeiro pecado começou com uma mentira (Gn
3.4); e todo o pecado contém o elemento do engano. Hb 3.13.

5. Na Esfera da Sabedoria: Os homens se portam impiamente porque não pensam ou não


querem pensar corretamente; não dirigem suas vidas de acordo com a vontade de Deus, seja
por descuido ou por deliberada ignorância. O homem precisa crescer na sabedoria para
firmeza e fundamento moral, o que de palavras de sabedoria, ensino, exortação, fora escrito
para ele não esquecer; para não ser facilmente conduzido ao pecado. Mt 7.26; Pv 7.7; 9.4.

II. No Novo Testamento: O pecado tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento
é considerado uma “brecha” ou “rompimento” de relações entre o pecador e o Deus pessoal. É
o desvio do pecado da vontade de Jeová, ou seja, a quebra da lei, sendo que Jeová é a própria
lei.

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Capitulo I

Teorias Errôneas Quanto a Natureza do Pecado

Qual a origem do pecado? Esta indagação quer a encaremos no contexto da Igreja ou da


Teologia, amplia-se numa indagação sobre a origem do mal em todo o mundo. As
perturbações da vida e a consciência de algo anormal atuando decisivamente no mundo,
conduzem o homem pensante a essa questão; e inúmeras são as respostas formuladas
através da história; nem sempre harmônicas entre si.

1. Conceitos Históricos e Teorias sobre a Origem do Pecado: São os mais diversos os


conceitos que ao longo da história surgiram acerca do pecado. Irineu, bispo de Lyon, na Ásia
Menor (130-208 d.C.), foi, talvez, o primeiro dos Pais da Igreja Antiga, a assegurar que o
pecado no mundo se originou na transgressão voluntária do homem no Éden. O conceito de
Irineu logo tomou conta do pensamento e da teologia da Igreja, especialmente como arma no
combate ao gnosticismo, pois este ensinava que o mal é inerente à matéria.

2. Do Gnosticismo a Orígenes: O gnosticismo ensinava que o contato da alma humana com a


matéria era que a tornava imediatamente pecadora. Esta teoria naturalmente despojou o
pecado do seu caráter voluntário como é apresentado na Bíblia. Orígenes (185-254 d.C.)
sustentou este mesmo ponto de vista por meio de sua teoria chamada “preexistencismo”.
Segundo ele, as almas dos homens pecaram voluntariamente em existência prévia, e,
portanto, todas entraram no mundo numa condição pecaminosa. Este conceito de Orígenes
sofreu forte oposição mesmo nos seus dias.

3. Os Pais da Igreja Grega: Em geral os Pais da Igreja grega dos séculos III e IV se mostraram
inclinados a negar a relação direta entre o pecado de Adão e seus descendentes. Em
contraposição, os Pais da Igreja latina ensinaram com bastante clareza que a presente
condição pecaminosa do homem encontra sua explicação na primeira transgressão de Adão
no Éden.

4. De Agostinho à Reforma: O ensino da Igreja do Ocidente quanto à origem do pecado teve


seu ponto mais elevado na pessoa de Agostinho. Ele insistiu no ensino de que em Adão toda a
humanidade se acha culpada e maculada. Já os teólogos semipelagianos admitiam que a
mancha do pecado, e não o pecado mesmo, é que era causada pelo relacionamento
humanidade – Adão. Durante a Idade Média, o que se cria a respeito do assunto era uma
mistura de agostinismo e pelagianismo. Os Reformadores, particularmente, comungaram do
ensino de Agostinho.

5. Do Racionalismo a Karl Barth: Sob a influencia do racionalismo e da teoria evolucionista, a


doutrina da queda do homem e de seus efeitos fatais sobre a raça humana, foi descartando-se
gradualmente. Começou a se difundir a idéia de que, se realmente houve o que a Bíblia chama
“queda” do homem, essa queda foi para o alto. A idéia do pecado odioso aos olhos santos de
Deus foi substituída pelo mal, e este mal se aplicou de diferentes maneiras. Por exemplo,
Emanuel Kant o considerou como parte inseparável do que há de mais profundo no ser
humano, e que não se pode explicar. O evolucionismo chama esse “mal” de oposição das
baixas inclinações ao desenvolvimento gradual da consciência moral. Karl Barth, teólogo suíço
(1886-1968), fala da origem do pecado como um mistério da predestinação.

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Capitulo II

O Estado Original do Homem

No último dia da criação, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança”. Gn 1.26. Então, Ele terminou Seu trabalho com um “toque pessoal”. Deus
formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego. Gn 2.7. Desta
forma, o homem é único dentre toda a criação de Deus, tendo tanto uma parte material
(corpo) como uma imaterial (alma/espírito).

Em termos bem simples, ter a “imagem” e “semelhança” de Deus significa que fomos feitos
para nos parecermos com Deus. Adão não se pareceu com Deus no sentido de que Deus
tivesse carne e sangue. As Escrituras dizem que “Deus é espírito” (Jo 4.24) e, portanto existe
sem um corpo. Entretanto, o corpo de Adão espelhou a vida de Deus, ao ponto de ter sido
criado em perfeita saúde e não ser sujeito à morte.

A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo
animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gn 1.28), e o capacita a ter
comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.

Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha: em
outras palavras, o homem pode raciocinar e fazer escolhas. Isto é um reflexo do intelecto e
liberdade de Deus. Todas as vezes que alguém inventa uma máquina, escreve um livro, pinta
uma paisagem, se delicia com uma sinfonia, faz uma conta ou dá nome a um bichinho de
estimação, esta pessoa está proclamando o fato de que somos feitos à imagem de Deus.

Moralmente, o homem foi criado em justiça e perfeita inocência, um reflexo da santidade de


Deus. Deus viu tudo que tinha feito (incluindo a humanidade), e disse que tudo era “muito
bom”. Gn 1.31. Nossa consciência, ou “bússola moral” é um vestígio daquele estado original.
Todas as vezes que alguém escreve uma lei, volta atrás em relação ao mal, louva o bom
comportamento ou se sente culpado, esse alguém está confirmando o fato de que somos
feitos à própria imagem de Deus.

Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza tri una de Deus e
Seu amor. No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3.8 indica
comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja
só”. Gn 2.8.

Portanto o homem no seu estado original em nada se assemelha ao homem depois da queda.
Fazendo o que fez, Adão manchou a imagem de Deus dentro de si, e passou adiante esta
semelhança danificada a todos os seus filhos, incluindo a nós Rm 5.12. Hoje, ainda trazemos
conosco a imagem de Deus (Tg 3.9), mas também trazemos as cicatrizes do pecado.
Mentalmente, moralmente, socialmente e fisicamente, mostramos os efeitos. As boas novas
são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus,
criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. Ef
4.24; Cl 3.10.
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Capitulo III

A Queda do Homem

No Jardim do Édem tudo era tão belo e perfeito que Adão e Eva tinham tudo para viverem
felizes, eternamente. Havendo Deus colocado Adão e Eva no jardim onde estava à árvore da
vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal dizem a ambos que de toda a árvore do
jardim comeriam livremente (Gn 2.16 “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a
árvore do jardim comerás livremente”), porém estabelece critérios para que ambos
permaneçam com vida, ou seja, ambos não poderiam comer da árvore do conhecimento do
bem e do mal deixando claro alguns fatores como:

1. Livre Arbitro: Deus dá a liberdade a ambos de escolherem em obedecê-lo ou não.


2. Limitação Humana: Deus estabelece um limite para o desenvolvimento humano.
3. Conhecimento Limitado: Deus estabelece um limite para o conhecimento humano.
4. Recompensa Humana: Deus estabelece uma recompensa ao homem.
5. Morte Espiritual: Deus condiciona o homem a uma situação mediante a escolha feita, seja
ela de obediência ou desobediência.

Tendo Deus colocado Adão e Eva num estado de felicidade e prometido a eles assim como a
sua posteridade confirmá-los nesse estado permanente se, nesse estado, Adão mostrasse
fidelidade, obedecendo o mandamento de Deus, não comendo da árvore descrita como a
“árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2.17 “mas da árvore do conhecimento do bem
e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás”).
Aparentemente, a questão era se Adão e Eva aceitaria Deus determinar o que era bom e mal
ou se procurariam decidir isso por si mesmos, independentemente do que Deus lhes havia
dito.

Entretanto, a serpente, possuída por Satanás, vai ao encontro de Eva e, questiona-a quanto a
veracidade das palavras divinas despertando a cobiça nela para ser igual a Deus, injetando
nela o mesmo veneno que em si existia. Um veneno de grandiosidade, soberania, progressão
a qualquer preço (Is 14.14 “Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao
altíssimo”) (Gn 03.04 “Então a serpente disse a mulher: Certamente não morrerás. Porque
Deus sabe que no dia em que comeres desse fruto, os vossos olhos se abrirão, e sereis como
Deus, conhecendo o bem e o mal”).

Ouvindo Eva as palavras de Satanás, desejou comer do fruto proibido pois o aspecto aparente
da árvore havia mudado, tornando a árvore aparentemente boa para se comer, e agradável
aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, então comeu (Gn 3.6 “Vendo a mulher
que a árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto e comeu...”) e, havendo Eva comido do fruto proibido deu
também a seu marido Adão proliferando a maldade, que começou com a serpente, e agora já
havia infectado todos os que ali estavam, todos os que eram dotados de entendimento, não
ficando um sequer. Agora, Adão, levado por Eva – que por sua vez foi levado pela serpente –
afrontou a Deus comendo do fruto proibido. Quebraram não apenas seu relacionamento com
Deus, mas também o relacionamento entre si e com todas as gerações futuras, além da
natureza da qual deveriam dominar.

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Capitulo IV

A Origem Histórica do Pecado

Na Escritura, o mal moral existente no mundo transparece claramente como pecado, isto é,
como transgressão da lei de Deus. Nela o homem sempre aparece como transgressor por
natureza, e surge naturalmente a questão: Como adquiriu ele natureza? Que revela a Bíblia
sobre esse ponto?

I. O pecado originou-se no mundo angélico

A Bíblia nos ensina que, na tentativa de investigar a origem do pecado, devemos retomar à
queda do homem, na descrição de Gênesis 3 e fixar a atenção em algo que sucedeu no mundo
angélico, sua origem, rebelião e a queda na qual legiões de anjos se apartaram de Deus.

Os anjos são seres celestiais que foram criados do nada pelo poder de
Deus. Eles foram criados perfeitos para habitarem eternamente nos céus. Deus, o criador
universal, mediante a sua palavra foram feitos os céus e todo seu exercito (Sl 33.6), as coisas
invisíveis que estão nos céus, as visíveis que estão na terra, tudo foi criado pelo senhor. Cl 1.16.

Não sabemos com exatidão a época em que os anjos foram criados, porém, temos
conhecimento de que eles existem há muito tempo. Analisando cuidadosamente os fatos,
podemos dizer: que eles existem antes da rebelião de Lúcifer. Apoc 12.7-9.

Quando ocorreu a rebelião sob o impulso de Satanás ficou registradas duas classes de anjos,
“os bons e os maus”. Os anjos bons ou eleitos são aqueles que permaneceram fiéis a Deus
durante a rebelião. I Tm 5.21. Os anjos maus, são os decaídos que pecaram e desobedeceram
ao Criador foram infiéis de maneira que aderiram ao representante da maldade, Lúcifer, os
quais foram expulsos para serem condenados no dia do Juízo. II Pe 2.4.

II. A Organização Angelical

1. Querubins - Guarda do Trono (tronos): Gn 3.24; II Rs 19.15; Is 37.16.


2. Serafins - Guarda da Adoração (domínios): Is 6.2,3.
3. Arcanjos - Chefe dos Anjos (principados): Dn 10.13; 12.1 Apoc 12.7.
4. Anjos - Mensageiros (potestades): Gn 16.7; Lc 1.19,26; At 10.3.

III. A Natureza Angelical

1. São seres espirituais criados: Hb 1.4; Sl 148.2,5; Cl 1.16.


2. São seres pessoais e imortais: I Pe 1.12; Lc 20.36; Gn 18.2.
3. São seres plenos e assexuais: Apoc 5.11; Hb12.22; Mt 26.53.

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IV. A Transgressão Angelical

1. O pecado da exaltação: Ez 28.17; 21.26; II Co 12.7.


2. O pecado da rebelião: Ez 28.16; I Sm 15.23; I Pe 3.20.
3. O pecado da apostasia: Jd 1.6; II Ts 2.3; I Co 6.10.

V. O Futuro Angelical Rebelde

1. Não serão perdoados - serão julgados: II Pe 2.4; Rm 16.20.


2. Não serão absolvidos - serão condenados: I Co 6.3; II Pe 2.4.
3. Não ficarão impunes - serão lançados no inferno: Mt 25.41; Ap 20.10.

A Causa da queda dos Anjos: De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram
originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi
colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar
por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma. Portanto, conclui-se que a
queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e autodeterminada contra Deus.

O resultado de sua queda: Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram
corruptos em natureza e conduta. Mt 10.1; Ef 6.11-12; Ap 12.9. Alguns deles foram lançados
no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento. II Pe 2.4. Alguns deles permanecem
em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons. Ap 12.7-9; Dn
10.12,13,20,21; Jd 9. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. Não é
improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação
original. Gn 1.2. Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Apoc 12.8-9), e após seu
julgamento (I Co 6.3), no lago de fogo e enxofre. Mt 25.41; II Pe 2.4; Jd 6.

A Origem e a rebelião de lúcifer: A origem de Lúcifer é descrita em dois textos bíblicos: Is


14.12-15 e Ez 28.12-19. A figura tétrica de satanás ‚ que se conhece hoje, com sua aparência,
onde o vemos vermelho, com chifres, uma cauda e um tridente nas mãos, é de origem pagã.

De acordo com a Bíblia ele era originalmente um anjo de luz, seu nome era Lúcifer, que no
latim significa, portador de luz. Ele gozava de uma condição impar diante de Deus, porém
exaltou-se em seu coração e intentou em ser igual a Deus, por este motivo foi lançado do céu,
I Tm 3.6.

Os reis da Babilônia e Tiro são apresentados como paradigmas de satanás. Ambos


reivindicaram para si a adoração. São apresentados de forma didática para descreverem como
foi à queda de Lúcifer, Dn 3.1-12; Ap 13.15; Ez 28.2; At 12.20-23. Deus criou milhares de anjos,
mas somente a criação de Lúcifer é mencionada de maneira particular. Num determinado
momento, lá na eternidade passada, o mal se instalou no coração de uma dessas criaturas.
Brotou lá no coração, e se manifestou. Ez 28.11,19.

Muitas passagens na Bíblia se referem a dois fatos, e isso se chama profecia de dupla
referência. Quando uma mesma passagem bíblica se refere a dois eventos ou a duas
personagens. Neste texto está muito claro. O rei de Tiro era um homem na cidade de Tiro.

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Podemos notar que no começo do capítulo o Senhor está falando com o rei, o príncipe de Tiro,
mas está falando também com o poder que está atrás dele, o poder oculto, que move aquele
homem, e que era Satanás. Lúcifer era o "querubim da guarda ungido" - um título muito
especial que mostra a sua posição.

Ele era o querubim separado para dirigir a adoração a Deus. Nós vamos ver aparecer Gabriel,
vamos ver Miguel aparecer, mas ninguém explica a criação deles. Mas aqui, descreve como ele
era como foi criado, a formosura, a perfeição, a maravilha, ele era um ser extremamente
exaltado entre os anjos. Nele havia instrumentos musicais, porque ele era especialista em
música, ele era da área de adoração. "Tu eras o selo da perfeição, cheio de sabedoria e
perfeito em formosura, estiveste no Éden, jardim de Deus, e cobria-te de toda pedra
preciosa". Assim ele é descrito, e para ninguém achar que é apenas uma figura, cita até as
pedras: cornalina, topázio, ônix, crisólito, berílio, jaspe, granada, esmeralda e ouro.

A Queda: Lúcifer, considerado querubim protetor na escala angelical, aferidor, possuidor na


criação de Deus de importantes atribuições, anjo de luz, estrela da manhã. Presente no jardim
do Éden na criação original. Rodeado de toda a gloria, pedras preciosas, ouro, ornamentos e
perfeito em seus caminhos. Porém, nasceu em seu coração um sentimento de insatisfação e
descontentamento. Pensamentos estranhos formaram-se no seu íntimo e transformaram-se
em ambição, orgulho e rebeldia tão crescente que ele disse: "Subirei ao céu, exaltarei o meu
trono, me assentarei…, subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo".
Esse plano ia se formando ajudado pelo livre arbítrio de Lúcifer e, pouco a pouco o seu
pensamento transformou-se em vontade e esta em ação, ocasionando a maior catástrofe de
todos os tempos. Seu grande pecado está descrito em Isaías 14.5,12-15, (EU)
a) Eu subirei ao céu (tirarei o lugar a Deus)
b) Eu exaltarei meu trono acima das estrelas de Deus (acima dos anjos)
c) Eu me assentarei no monte da congregação na banda dos lados do norte
d) Eu subirei acima. . . das nuvens (a glória de Deus)
e) Eu serei semelhante ao Altíssimo.

Portanto, lúcifer se rebelou contra o próprio Deus, sendo lançado fora e precipitado para o
mais profundo dos abismos, atuando hoje nos lugares celestiais, isto é, abaixo da morada de
Deus. Is 14.13-15; Ez 28.15,16; Mt 25.41. Satanás também conseguiu arrastar consigo 1/3 dos
anjos (ou seja, 1 em cada 3 anjos ficou do lado dele, Apoc 12.3,4,7 ). Esta rebelião trouxe a
manifestação da ira de Deus que o Sl 18.7,11. Após a rebelião, a terra sofreu uma
transformação de grande profundidade que ficou sem forma e vazia (Gn 1.2) e Lúcifer criado
por Deus, se transformou em diabo.
a) Ele aparece na Bíblia como o chefe dos anjos caídos. Mt 25.41; 9.34; Ef 2.2
b) Ele aspirou a ser como o Altíssimo e caiu na condenação, Ez 28.2,19; Is 14.2-15
c) Ele é o originador do pecado, Gn 3.1,4; Jo 8.4; II Co 11; I Jo 3; Apoc 12.9; 20.10
d) Ele está destinado a ser lançado no abismo, Apoc 20.10
e) Ele é mais que humano, mas não é divino (tem limitações). Mt 12.29; Apo 20.2
f) Trocou o Jardim do Édem pelo inferno, Ez 28.12-19 e Mt 25.41.

O Éden de Lúcifer não é o Éden do tempo de Adão, em que o diabo entrou como rebelde
usurpador. Acredita-se ser um Éden anterior ao qual Lúcifer presidia e ocupava alta posição. É
interessante compararmos as pedras mencionadas aqui com aquelas de Apocalipse 21.11-21.
Esse esplendor talvez indique algo da glória do palácio em que Lúcifer residia.

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Capitulo V

Pecado Herdado e Imputado

Pecado herdado e imputado é o pecado herdado da desobediência de Adão e Eva. O primeiro


homem, como representante da raça humana, corrompeu toda a humanidade ao transgredir
a lei de Deus. Como o pecado de Adão nos afeta?

As Escrituras ensinam que herdamos o pecado de Adão de dois modos:


1. Culpa herdada: Somos considerados culpados por causa do pecado de Adão. Paulo explica
os efeitos do pecado de Adão da seguinte maneira: “Portanto [...] por um só homem entrou o
pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim [...] a morte passou a todos os homens,
porque todos pecaram”. Rm 5.12. O contexto mostra que Paulo não está falando dos pecados
que as pessoas efetivamente cometem no dia-a-dia, pois todo o parágrafo (Rm 5.12-21) trata
da comparação entre Adão e Cristo.

2. Corrupção Herdada: Temos uma natureza pecaminosa por causa do pecado de Adão. Além
da culpa legal que Deus nos imputa por causa do pecado de Adão, também herdamos uma
natureza pecaminosa como consequência do pecado dele. Essa natureza pecaminosa herdada
é, às vezes, denominada simplesmente “pecado original”, e às vezes, mais precisamente,
“poluição original”.

3. Na nossa natureza carecemos totalmente de bem espiritual perante Deus

Não é certo dizer que algumas partes de nós são pecaminosas, e outras puras. Antes, cada
parte do nosso ser está maculada pelo pecado — o intelecto, as emoções e desejos, o coração
(o centro dos desejos e dos processos decisórios), as metas e motivos e até o corpo físico. Diz
Paulo: “Sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18) e “para os
impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão
corrompidas”. Tt 1.15.

4. Nos nossos atos, somos totalmente incapazes de fazer o bem espiritual perante Deus

Essa idéia está ligada à anterior. Não só em nós, pecadores, falta o bem espiritual, mas
também a capacidade de fazer qualquer coisa que agrade a Deus, e ainda a capacidade de nos
aproximar de Deus por nossas próprias forças. Paulo diz que “os que estão na carne não
podem agradar a Deus”. Rm 8.8. Além disso, a respeito de dar fruto para o reino de Deus e
fazer o que lhe agrada, diz Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”. Jo 15.5. De fato, os descrentes
não são agradáveis a Deus, senão por outra razão qualquer, simplesmente porque seus atos
não advêm da fé em Deus e do amor por ele, e “sem fé é impossível agradar a Deus”. Hb 11.6.
Paulo, falando da época em que seus leitores eram descrentes, diz-lhes que estavam “mortos
nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora”. Ef 2.1-2.

Portanto, reafirmamos, mesmo herdando através de Adão a natureza pecaminosa, a justiça


será feita sobre o que cada um comete. Herdamos o pecado, mas somos cobrados os pecados
que nós cometemos. Ninguém seja julgado por um pecado de outro. Nós vivemos em um
mundo corrupto e a corrupção irá nos trazer conseqüências, mas o julgamento virá pelo que
fazemos, não pelas conseqüências que sofremos. Rm 2.6; Cl 3.25. Ou seja, Deus pune
pecadores e não o pecado; o ato, a disposição e o estado não estão separados de quem os
pratica. Rm 7.15-20.
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Capitulo VI

A Natureza do Pecado

A verdadeira natureza do pecado é oposição a Deus, o que inclui todas as fases do mal. Não é
possível dar uma definição mais sucinta de pecado do que a de - oposição a Deus. O pecado é,
a corrupção das faculdades e, especialmente, do caráter moral da alma. Se o pecado de Adão
não fosse nada mais nada menos que um mal exemplo, como afirma os pelagianos,
naturalmente haveria muitos que escapariam desse exemplo. Uma consciência de pecado e
de culpa tem sempre existido na raça humana. Há uma consciência de pecado inata no
homem; e essa consciência e prática do pecado são ambas universais. A única explicação
desse fato se encontra na depravação inata. Teorias Sobre a Natureza do Pecado:

Teoria Fonte Ensino

Dualismo Filosofia grega O ser humano tem um espírito derivado do reino da luz e um corpo
e Gnosticismo com sua vida animal derivado do reino das trevas. Assim, o pecado
é um mal físico, a contaminação do espírito por meio da sua união
com um corpo material. O pecado é vencido ao se destruir a
influência do corpo sobre a alma.

Egoísmo Strong Pecado é egoísmo. É preferir as próprias idéias ao invés da verdade


de Deus. É preferir a satisfação da própria vontade ao invés de fazer
a vontade de Deus. É amar-se a si mesmo mais do que a Deus. Pode
manifestar-se na forma de sensualidade, incredulidade ou
inimizade contra Deus.

Pelagiana Pelágio O pecado de Adão prejudicou somente a ele próprio. Todas as


pessoas nascem no mundo no mesmo estado em que Adão foi
criado. Elas têm o conhecimento do que é mau e a capacidade de
fazer tudo o que Deus requer. O pecado, portanto, consiste apenas
na escolha deliberada do mal.

Agostiniana Agostinho Todas as pessoas possuem uma depravação inerente e hereditária


que inclui tanto culpa quanto corrupção. Nós ofendemos a
santidade de Deus por causa de atos deliberados de transgressão e
da ausência de sentimentos corretos. Porém, o pecado é negação;
ele não é necessário.

Católica Ensino da igreja O pecado original é transmitido a todas as pessoas. Nós nascemos
Romana e tradição em pecado e somos oprimidos pela corrupção da nossa natureza.
Essa privação da justiça permite que as capacidades inferiores da
natureza humana ganhe ascendência sobre as superiores, e a
pessoa cresce em pecado. A natureza do pecado é definida com a
morte da alma. Portanto, o pecado consiste na perda da justiça
original e na desordem de toda a natureza.

Definição Escrituras A Bíblia usa muitos termos para descrever a natureza do pecado:
Bíblica ignorância (Ef 4.18), erro (Mc 12.24-27), impureza, idolatria (Gl
5.19-20, transgressão, Rm 5.15), etc. A essência do pecado está em
colocar algo mais no lugar de Deus. É qualquer coisa que fica
aquém da sua glória e perfeição.

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I. A Natureza do Pecado

a) O pecado é dominante, Rm 3.10-12,19,20


b) O pecado é universal, Rm 3.9,12
c) O pecado é destrutivo, Rm 3.16,17
d) O pecado é desastroso, Rm 3.19
e) O pecado é mortífero, Rm 6.23

1. O Pecado como um Ato: Em I João 3.4 temos a definição do pecado como um ato. É um
transgredir, ou um ir contrário à Lei de Deus.

2. O Pecado como um Estado: Muita gente há que não pode ou não quer ver que o pecado
vai mais fundo que um ato manifesto. Um pouco de reflexão mostrará que os nossos atos não
são senão expressões dos nossos seres interiores. A pecaminosidade íntima, então, deve
preceder os atos manifestos do pecado. As seguintes provas escriturística mostram não só
que o homem é pecaminoso na conduta como que ele existe num estado pecaminoso – uma
falta de conformidade com Deus na mente e no coração: As palavras hebraica e grega
traduzidas por "pecado" aplicam-se tanto a disposições e estados como a atos. Tg 4.17; Gn
6.5; Jr 17.9; Mt 5.22,26; Hb 3.12; Rm 6.21; 7.8,11,13,14,17,20.

3. O Pecado como um Principio: O pecado como princípio, é rebelião contra Deus. É recusar
fazer a vontade dEle que tem todo o direito de exigir obediência de nós.

4. O Pecado em Essência: Enquanto o pecado como um estado é dessemelhança de Deus,


como um princípio é oposição a Deus e como um ato é transgressão da Lei de Deus, sua
essência é sempre e em toda a parte egoísmo.

O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras:
uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do
Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo
está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afeto ou desejo inferiores acima da
consideração por Deus e Sua Lei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se
sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho,
vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros
são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo
para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele
pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só
por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado,
como egoísmo, tem quatro partes: "(a) Vontade própria, em vez de submissão; (b) ambição,
em vez de benevolência; (c) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (d) auto-
suficiência, em vez de fé" (Harris).

Vemos, então, que o pecado não é meramente um resultado do desenvolvimento imperfeito


do homem: é uma perversidade da vontade e da disposição. O homem nunca a sobrepujará
enquanto ele estiver na carne. A regeneração põe um entrave sobre ela, mas não a destrói.

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Capitulo VII

Tipos de Pecado e Consequências

a) Pecado “não” para a morte. I Jo 5.17

b) Pecado para a morte. I Jo 5.16b

c) Pecado imperdoável. Mt 12.22-32

I. O Pecado sob a Perspectiva de algumas religiões

1. Seicho-No-Ie

O pecado é uma criação da mente humana, ou seja, o pecado e culpa são irreais. Seicho-No-
lê: Seita neobudista, fundada pelo japonês Taniguchi Masaharu, no século XX. Seicho-No-lê
significa "casa da longa vida", da plenitude, onde se encontram a vida, amor, sabedoria e
riqueza. É uma religião eclética que reúne elementos do budismo, do cristianismo, de
filosofia, e de psicologia. Sua doutrina é que mal, pecado e culpa são irreais, mera ilusão da
mente. A doença também é irreal. Quem cultiva pensamentos positivos elimina as doenças.
Devemos eliminar o mal, a culpa, mediante a confiança em si mesmo. É uma religião
açucarada que nega o mistério da Cruz de Cristo e da Salvação.

2. Judaísmo

O Judaísmo considera a violação de um mandamento divino como um pecado. O judaísmo


ensina que o pecado é um ato e não um estado do ser. A Humanidade encontra-se num
estado de inclinação para fazer o mal (Gn 8.21) e de escolher o Bem em vez do Mal. Sl 37.27. O
Judaísmo usa o termo "pecado" para incluir violações da Lei Judaica que não são
necessariamente uma falta moral. De acordo com a Enciclopédia Judaica, "O Homem é
responsável pelo pecado porque é dotado de uma vontade livre ("behirah"); contudo, Ele tem
uma natureza fraca e uma tendência para o Mal: "Pois o coração do Homem é mau desde a
sua juventude". Gn 8.21. Por isso, Deus na sua misericórdia permitiu ao Homem arrepender-se
e ser perdoado. O Judaísmo defende que todo o Homem nasce sem pecado, pois a culpa de
Adão não recai sobre os outros homens.

3. Islamismo

Não existe nenhum pecado original. Todas as pessoas são sem pecado até que eles se
rebelem contra Deus. Elas não têm natureza pecaminosa. Declara o Islamismo: “Como muitas
outras crenças cristãs, a doutrina do Pecado herdado também não encontra nenhum respaldo
nas palavras de Jesus nem dos profetas que houve antes dele... O Islam condena o dogma do
pecado original... O pecado não é herdado, mas algo que cada um adquire por si ao cometer
aquilo que não deveria e não fazer aquilo que deveria... (O Islam) considera também
racionalmente, seria o cúmulo da injustiça condenar toda raça humana por um pecado
cometido a milhares de anos pelos primeiros progenitores” (1, p. 47,49).
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No Islamismo os pecados são erros que você faz e, se você diz "lamento" a Deus, Ele lhe
perdoa. Na soma, nossas boas obras suplantam nossas más obras (Alcorão - Sura 11,114). Por
isso, eles não acreditam que Jesus Cristo veio redimir o homem caído. Entretanto o próprio
Alcorão fala da queda de Adão: “Ó Adão, habita o Paraíso com a tua esposa e desfrutai dele
com a prodigalidade que vos aprouver; porém, não vos aproximeis desta árvore, porque vos
contareis entre os iníquos. Todavia, Satã os seduziu, fazendo com que saíssem do estado (de
felicidade) em que se encontravam”. (Sura 2.35,36).

Esclarecimento: Há muito tempo atrás, o erudito Agostinho, propôs uma teoria onde afirmava
que todos os homens são culpados diante de Deus por causa do pecado cometido por Adão. O
efeito prático desta doutrina tem servido, principalmente entre os islâmicos, para expor a
justiça de Deus a críticas desnecessárias. A Bíblia claramente afirma que o homem dará conta
à Deus unicamente das suas próprias culpas e pecados. Ez 18.4,17.

O verdadeiro ensinamento das Escrituras sobre o pecado original ou pecado adâmico é que
Adão introduziu no mundo o pecado e transmitiu a natureza pecaminosa ao gênero humano,
de sorte que todos que chegam à idade de fazer a sua escolha, inevitavelmente escolhe o
pecado que conduz à morte. A confusão tem lugar, não pelo que a Bíblia diz sobre o assunto,
mas pelo que ela não diz. Algumas passagens falam dos pecados de Adão trazendo morte ao
mundo, mas não acrescentam a explicação de que tal morte atinge o homem quando este
escolhe, por si mesmo, seguir o exemplo de Adão.

Note o texto de I Co 15.22: “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também
todos serão vivificados em Cristo”. Este versículo diz noutras palavras, o seguinte: “Assim
como Adão trouxe a possibilidade de morte para todos, assim Cristo trouxe também a
possibilidade da vida para todos”. É evidente que cada indivíduo tem que tomar a decisão de
aceitar ou rejeitar a Cristo e a vida eterna; igualmente tem que tomar a decisão de seguir o
pecado e a conseqüente morte espiritual. Este fato é também apoiado por Romanos 5.12 que
afirma que o pecado “entrou” no mundo através de Adão e que a morte veio “porque todos
(cada um) pecaram (pessoalmente)”. A grande dificuldade que a teologia islâmica encontra
em aceitar essa explicação é pelo fato de que a salvação no islamismo é adquirida pelas obras
e regras religiosas, enquanto que no cristianismo depende de fé e confiança na Graça de Deus.

4. Catolicismo

A doutrina católica distingue entre o pecado venial, que justifica somente uma punição
temporária no Purgatório, e pecado mortal, que justifica uma punição eterna no Inferno, se
não confessado e não demonstrar genuíno arrependimento. Segundo a Igreja Católica, o
pecado original só é purgado no indivíduo pelo batismo.

Pequenas, muito pequenas são, às vezes, as causas de grandes danos. Um descuido qualquer
pode ter em conseqüência, grandes desastres. Na vida espiritual não é diferente. Quem se
acostuma a cometer faltas leves, sem delas se arrepender, e nada faz para delas se livrar, está
em grande perigo de cometer faltas graves. As faltas leves são definidas como pecados
veniais.

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O pecado mortal é de todos o maior e deve ser evitado a todo custo, porque é ele que nos
exclui da felicidade eterna. Pecados veniais não tem este efeito, mas predispõem a alma a
consentir infidelidades maiores e preparam o caminho para o pecado mortal. O Pecado
mortal define-se como a transgressão dos Mandamentos da Lei de Deus. Já os
pecados capitais são sete, e assim são chamados porque eles dão origem a inúmeros outros
pecados e são as raízes onde brotam vários outros vícios. São eles:

1. Soberba - Basto-me, não dependo de ninguém!


2. Avareza - Quanto mais tenho, mais quero
3. Luxúria - Sensualidade, incontinência sexual.
4. Ira - Descontrole cerebral, por perda do autodomínio
5. Gula - Amor excessivo às iguarias.
6. Inveja - Ele tem. Porque não tenho?
7. Preguiça - Não a patológica (por doença), mas a que leva ao desconhecimento de
Deus e à prática de boas obras.

5. Cristianismo

Cremos na pecaminosidade do homem, que o destituiu da glória de Deus, e que somente


através do arrependimento dos seus pecados e a fé na obra expiatória de Jesus o pode
restaurar a Deus, At 3.19; Rm 10.9.

O segmento protestante, ou evangélico, não crê em purgatório, nem classifica os pecados


como venial, mortal ou capital. Seguindo os preceitos bíblicos, não existe pecado pequeno ou
grande, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Rm 3.23. O pecado nada
mais é do que a transgressão aos mandamentos de Deus, segundo I João 3.4. Todo aquele que
pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Pecado é
um ato, pois "cada um é tentado, quando atraído e engodado pelo seu próprio desejo. Depois,
havendo concebido o desejo, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte."
Tg 1.14,15. Para que tenhamos salvação e desfrutemos da vida eterna, devemos tão somente
crer ("Pela graça sois salvos, por meio da fé..." Efésios 2.8) que Jesus é nosso único e suficiente
salvador, e confessar nossos pecados para sermos perdoados ("Se confessarmos os nossos
pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" I
João 1.9). Lembre-se também que é necessário arrependimento, e não somente remorso, que
nos leva a cometer novamente os mesmos erros por não termos mais lembrança da "culpa"
que nos abateu.

II. Os Três Tipos de Pecados Segundo a Bíblia

No Antigo Testamento, encontramos dois tipos de pecados: (a) Pecado cujo praticante não
sofria a condenação à morte. Lv 6.4-7. (b) E pecado cujo praticante era condenado à morte
por apedrejamento. Lv 20. No Novo Testamento além do pecado “não para a morte” e o
pecado “para a morte”, encontramos o pecado imperdoável. Cristo ensinou que há um só
pecado sem perdão, que é resistir ao Espírito Santo. Mateus informa-nos que manter uma
atitude permanente de rebeldia contra a ação do Espírito Santo é pecado sem perdão:
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“Portanto vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia
contra o Espírito não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do
homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será
perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro.” Mt 12.31,32.

Primeiro: Pecados “não” para a Morte

I João 5.16: Se alguém vir a seu irmão cometer “pecado não para morte”, pedirá, e Deus lhe
dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que
rogue. I Jo 5.17: Toda injustiça é pecado, e “há pecado não para morte”. Qual pecado não é
para morte?

1. O pecado “não” consumado, Tg 1.15

2. O pecado em que há arrependimento. Se houver arrependimento, haverá perdão e o


pecador não morrerá. Rm 6.23. Se não houver arrependimento, não há como haver perdão e
consequentemente.

Segundo: Pecados para a Morte

I João 5.16: Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará
vida, aos que não pecam para morte. “Há pecado para morte”, e por esse não digo que rogue.
Qual pecado não é para morte?

1. O pecado consumado, Tg 1.15

2. No contexto dos escritos de João e no contexto da Bíblia o pecado para a morte é o pecado
cometido deliberada, conscientemente e sem a menor intenção de em algum momento
porventura se arrepender dele. É o pecado cometido por algum que percebe a verdade e
deliberada e conscientemente rejeita a verdade ou até mesmo combate ou tenta distorcer a
verdade. Portanto, no contexto imediato das epístolas de João, o pecado para a morte era
negar que Cristo veio em carne, ou seja, ensinar uma heresia muito grave. A este não se devia
nem sequer saudar na rua e também por ele não se devia orar ou interceder a seu favor. II Jo
1.7-11; I Jo 5.14-17.

3. O pecado para a morte pode tomar formas diferentes também entre nós: desobediência
deliberada a Deus, mentira e hipocrisia, desrespeito ao corpo de Cristo (a igreja), ou mesmo
outras variedades cuja seriedade compromete o seu testemunho e o da igreja à qual pertence.

É óbvio que a maioria dos pecados não são para a morte: se o fossem, as igrejas e o
testemunho cristão estariam seriamente comprometidos pois todos infelizmente estamos
sujeitos a cair em pecado, transgredir os mandamentos de Deus e a praticar a injustiça.
Devemos demonstrar nosso amor uns pelos outros intercedendo por aqueles que caíram em
pecado, pois, se alguém assim for convertido do erro do seu caminho, sua vida será salva e
fará que muitíssimos pecados sejam perdoados. Tg 5.20.
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Temos uma natureza nova, divina, que nos foi dada quando nascemos de novo, que nunca vai
pecar e tem amor por Deus e pelas Suas coisas. Temos, porém ainda uma velha natureza que
tende a pecar e precisamos fazê-la morrer diariamente (Rm 8.13, Cl 3.5): é ela que nos faz
pecar. O pecado está por toda a parte neste mundo, mas somos salvos dia a dia da sua atração
se formos vigilantes e nos precavermos contra ele.

Terceiro: Pecado Imperdoável

Os pecados mais horrendos podem ser perdoados. Manassés era feiticeiro e assassino e
arrependeu-se. Nabucodonosor era um déspota sanguinário e arrependeu-se. Davi adulterou
e matou, mas foi perdoado. Saulo perseguiu a igreja de Deus e foi convertido. Maria
Madalena era prostituta e possessa, mas Jesus a transformou. Mas a blasfêmia contra o
Espírito Santo não tem perdão. Quem pratica esse pecado atravessa a linha divisória da
oportunidade e torna-se réu de pecado eterno.

1. O que “não é” blasfêmia contra o Espírito Santo?

a) Incredulidade final: Segundo o Evangelista Billy Graham, não obstante o fato de que a
incredulidade até a hora da morte ser um pecado imperdoável, visto que não há oportunidade
de salvação depois da morte, o contexto prova que Jesus está falando que o pecado
imperdoável é um pecado que se comete não no leito da enfermidade, mas antes da morte.

b) Rechaçar por um tempo a graça de Deus: Muitas pessoas vivem na ignorância, na


desobediência por longos anos e depois são convertidas ao Senhor. Por um tempo Paulo
rejeitou a graça de Deus. At 26.9; I Tm 1.13. Os próprios irmãos de Jesus não criam nele. Jo
7.5.

c) Negação de Cristo: Paulo perseguiu a Cristo. At 9.4. Pedro negou a Cristo. Mt 26.69-75. Os
irmãos de Cristo no início não creram em Jesus. Jo 7.5. Cristo disse que quem blasfemasse
contra o Filho seria perdoado. Lc 12.10. Um ateu não necessariamente cometeu o pecado
imperdoável.

d) Negação da divindade do Espírito Santo: Se assim fosse nenhum ateu poderia ser
convertido. Se fosse essa a interpretação, nenhum membro da “Testemunha de Jeová”
poderia ser salvo.

e) Não é a queda dos salvos: Hebreus 6.4,5 não se refere a pessoas salvas, mas aos réprobos,
aqueles que deliberadamente rejeitam a graça e por isso, estão incluídos no pecado da
blasfêmia contra o Espírito Santo.

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2. Pecados contra o Espírito Santo que não caracterizam “blasfêmia”

a) Não é entristecer o Espírito Santo. Ef 4.30: Um crente pode até entristecer o Espírito Santo,
mas isto não caracteriza necessariamente que ele tenha cometido o pecado imperdoável.
Davi entristeceu ao Espírito Santo, mas arrependeu-se. O Espírito Santo é entristecido através
do pecado na vida dos crentes.

1. Quando os crentes sujam o seu corpo, pois é o templo do Espírito Santo.


2. Quando os crentes proferem palavras pecaminosas, Ef 4.29, 31; 5.4.
3. Quando os crentes tomam atitudes pecaminosas, Ef 4.31.
4. Quando os crentes se envolvem com atos pecaminosos, Ef 5.3.

b) Não é apagar o Espírito Santo. I Ts 5.19: Um crente pode até apagar o Espírito Santo,
deixando de obedecê-lo, deixando de honrá-lo, mas isto não significa blasfêmia contra o
Espírito Santo. Em I Tessalonicenses 5.19, nós somos advertidos contra extinguirmos o
Espírito. Isso um crente pode fazer durante certo tempo endurecendo o seu coração contra a
liderança do Espírito. Este pecado seguramente traz castigos e deixa-nos suscetíveis a
cometermos muitos enganos. Modos pelos quais o Espírito é extinguido são os seguintes:

1. Rebelar-se contra a Palavra inspirada de Deus (profecias), I Ts 5.20.


2. Abafando as repreensões do Espírito Santo.
3. Resistindo à liderança interna do Espírito em sua vida.

c) Não é resistir ao Espírito Santo. At 7.51: Muitas pessoas que durante um tempo resiste ao
Espírito Santo, ao cabo de um tempo, humilha-se diante dele, como alguns dos sacerdotes
que rejeitaram a mensagem de Estevão, mais tarde, foram convertidos a Cristo.

d) Não é mentir ao Espírito Santo. At 5.3: Ananias mentiu ao Espírito Santo através da
dissimulação. O pecado que ele cometeu não foi devido a segurar parte do dinheiro, mas a
pretensão de dizer que havia dado tudo, de forma que recebesse honra por um sacrifício que
não fez. Ele é o pai de todos os que buscam elogio por uma consagração que não possuem.
Levar tal decepção à igreja é um pecado contra o Espírito Santo. Tentar enganar a igreja é o
mesmo que tentar enganar o Espírito, que é o administrador onisciente da assembléia.
Ananias tentou a Deus (At 5.9), e o seu destino é uma advertência para os que seguiriam os
seus passos.

3. Pecado Imperdoável: Blasfêmia contra o Espírito Santo

No grego, esta palavra (blasfêmia) significa dizer "coisas abusivas". Em Mateus 12.22-32,
temos a história de algumas pessoas que cometeram o pecado imperdoável. Alguns fariseus
acusaram a Cristo de estar operando pelo poder de Satanás. Fazendo isso eles blasfemaram
contra o Espírito Santo sendo que Cristo trabalhava pelo Seu poder. At 10.38.
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Nosso Senhor proclama este pecado como imperdoável. Há muita confusão sobre o que é na
verdade a blasfêmia contra o Espírito Santo. Isto se deve ao fato das diversas correntes de
interpretação do assunto. Na história da igreja primitiva, muitos estudiosos emitiram seus
pareceres neste assunto:

a) Irineu: Afirmava que a blasfêmia era a rejeição do Evangelho.


b) Atanásio: Segundo ele a blasfêmia era a negação da divindade de Cristo.
c) Orígenes: Entendia que era toda a quebra da lei após o batismo.
e) Burge: Acreditava que era atribuir as coisas boas de Deus a um ato de Satanás
f) Davis: Atribuir os milagres de Cristo a influência de Satanás.
d) Agostinho: Para ele a blasfêmia contra o Espírito Santo consistia na dureza do coração
humano rejeitando a obra de Cristo.

Nos textos bases, o Senhor Jesus está dizendo a seus antagonistas que atribuir a Belzebu
(príncipe dos demônios) tudo que estava sendo realizado pelo poder do Espírito Santo, é
demonstrar uma visão moral tão distorcida que já não existe mais nenhuma esperança de
recuperação.

Os milagres eram clara demonstração de que o Reino de Deus (o poder e a soberania)


estavam atuantes no mundo. A negação deste fato não tinha origem na ignorância, mas na
recusa voluntária em crer. Quando acontece a blasfêmia contra o Espírito Santo? O que torna
diferente dos outros o "pecado imperdoável" é a sua relação com o Espírito Santo. A obra do
Espírito Santo é:

a) Iluminar a mente dos pecadores, Ef 1.17-18.


b) Revelar e ensinar o evangelho, Jo 14.26.
c) Persuadir as almas a arrepender-se e a crer na verdade, cf. At 7.51.
d) Abre a mente de modo que a Palavra de Deus possa ser entendida.

Quando a influência do Espírito Santo é deliberada e conscientemente recusada, em oposição


à luz, então o pecado irreversível pode ser cometido como um ato voluntário e deliberado de
malícia. Em resposta a essa atitude, há endurecimento do coração, vindo da parte de Deus,
que impede o arrependimento e a fé. Rm 9.17; Hb 3.12-13. Neste caso, Deus permite que a
decisão da vontade humana seja permanente.

Deus não faz isso levianamente e sem causa, mas em resposta a um ultraje cometido contra o
seu amor "o homem de forma voluntária, maliciosa e intencionalmente atribui o que com
clareza se reconhece como obra de Deus a influencia e operação de Satanás”. Não tem perdão
para sempre. Mc 12.29. Fica clara esta expressão indicando a impossibilidade do perdão tanto
nesta vida, como a vida depois da morte. O pecado que Deus não pode perdoar é a recusa do
perdão. Então, cremos que o "pecado imperdoável é o estado de insensibilidade moral
causada pela contínua recusa em crer no poder de Deus”.

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Quem o comete é réu de pecado eterno. Mc 3.29; Mt 12.22-32. Este pecado leva o homem a
estado incorrigível de embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra
a sua própria consciência. Na linguagem de João, este pecado é para a morte, ou seja,
separação final da alma e Deus (I Jo 5.16), que é segunda morte, reservada para aqueles cujos
nomes não estão inscritos "no livro da vida". Apoc 20.15; 21.8.

Frequentemente pessoas sinceras expressam o temor de haverem cometido o pecado


imperdoável. Lembramos que: Enquanto alguém crê de todo o coração que Jesus é filho de
Deus e o salvador do mundo, enquanto anela a salvação, pode estar certo de que não
cometeu o pecado imperdoável. Qualquer que esteja preocupado com sua rejeição de Cristo,
obviamente não cometeu este "pecado imperdoável". Porque este pecado elimina uma
consciência preocupada com qualquer tipo de pecado (Bíblia de Estudo Scofield, pg. 964). Uma
pessoa que quer se arrepender, isto é, quer se desfazer dos seus pecados que tenha cometido,
não sofreu o endurecimento e não cometeu o profundo ato que Deus determinou que não
será perdoado.

III. Lista de Pecados em Gálatas 5.19-21

Os pecados cometidos são considerados obras da carne (gr. sarx) que é a natureza
pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão,
sendo seu inimigo mortal. Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21. Aqueles que praticam as obras da carne
não poderão herdar o reino de Deus. Gl 5.21. Por isso, essa natureza carnal pecaminosa
precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através
do poder do Espírito Santo. Rm 8.4-14; Gl 5.17. Muitos dos pecados listados aqui são
semelhantes, portanto, pode ajudar em seu entendimento se os considerarmos em grupos:

Primeiro Grupo: Pecados de Impureza Sexual

1. Prostituição (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas.


2. Impureza (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios...
3. Lascívia (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. A perda da vergonha e a decência.

Segundo Grupo: Pecados de Impureza Espiritual e Religiosa

4. Idolatria (gr. eidololatria), i.e., adoração de espíritos, pessoas, ídolos, coisas, etc.
5. Feitiçarias (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23.

Terceiro Grupo: Pecados contra outras Pessoas

6. Inimizades (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia.


7. Porfias (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade, Rm 1.29.
8. Emulações (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja, Rm 13.13; I Co 3.3.
9. Iras (gr. thumos), i.e.,que irrompe através de palavras e ações violentas. Cl 3.8
10. Pelejas (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder, II Co 12.20.

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11. Dissensões (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos, Rm 16.17.
12. Heresias (gr. hairesis), i.e., ensinamentos contrario a sã doutrina, I Co 11.19.
13. Invejas (gr. fthonos), i.e., Aristóteles definia ciúmes como o desejo de ter o que outra
pessoa possui. Era originariamente uma palavra boa e referia-se ao desejo de imitar uma coisa
nobre da outra pessoa. Mais tarde a palavra passou a ser associada com um desejo lascivo
daquilo que pertencia à outra pessoa. Salomão reconheceu a vaidade (inutilidade) desse
pecado quando disse: "Então vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja
do homem contra o seu próximo" Ecl 4.4. Tentar "seguir o padrão de vida do vizinho" é um
pecado que não somente nos impedirá de ir para o céu, mas também mesmo nesta vida nos
tirará a satisfação. Fl 4.12-13. E Homicídio (gr. phonos), i.e., matar o próximo por
perversidade.

Quarto Grupo: Pecados que demonstram falta de Autodomínio

15. Bebedices (gr. methe), i.e., pratica contraria aos princípios bíblicos. E glutonarias (gr.
komos), i.e., comer de modo extravagante e desenfreado. E coisas semelhantes: Esta não é
uma lista completa de todos os pecados possíveis que uma pessoa pode cometer. Paulo está
simplesmente dando exemplos para ilustrar a diferença entre a pessoa que é governada pelo
Espírito e aquela que é uma escrava das paixões carnais. Ele nos está desafiando a retirar estas
coisas de nossas vidas para que possamos viver e andar no Espírito.

As Obras da Carne (o inimigo interior): O tempo parece ser propício para o bom sentimento
religioso. Há um espírito de alegria, a mensagem é animadora. E contra isso em si não temos
queixa. O evangelho é uma mensagem bem positiva. É uma mensagem de salvação e de
redenção uma palavra de graça e de alegria. Mas não é uma graça barata, nem uma alegria
fácil. E é exatamente aqui que me encontro ansioso com o espírito religioso de nossos dias
um espírito que embrulha e vende o "evangelho" como se faz com óleo de cobra, um remédio
de charlatão de rápida ação, que cura tudo e nada exige.

Como certa vez observou C. S. Lewis, o evangelho no final das contas é bastante confortador,
mas não se inicia assim. A palavra de Cristo no começo nos desfaz em pedaços num
desmascarar doloroso de nossos pecados (Rm 13), depois com amor e cuidado nos torna
inteiros de novo. Sl 51.8. O evangelho é livre, mas não é fácil. Não há nascimento sem dores
de parto, não há liberdade sem disciplina, não há vida sem morte, não há "sim" sem "não".

O que Paulo quer dizer com a "carne"? Será que os homens receberam duas naturezas na
criação uma má e outra boa? Ou será que pelo pecado de Adão entrou no homem alguma
perversidade profundamente arraigada? A resposta a essas duas perguntas é um inequívoco
"não". Quando Deus criou o homem, este foi declarado completamente "bom". Gn
1.31. Todo homem que pecou desde Adão até os nossos dias não o fez por necessidade, mas
por livre escolha. Os homens pecam porque querem. Ecl 7.29. Não somos espirituais, nem
carnais por natureza, mas somos capazes das duas coisas, e, como seres humanos, temos
de escolher entre esses dois caminhos e nos responsabilizar por nossa escolha.

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Embora Paulo às vezes use "carne" (sarx) em referência ao corpo físico (Rm 2.28) ou ao
aspecto humano (Rm 3.20), a palavra significa muito mais do que isso em Gálatas 5.16-24. O
corpo pode tornar-se um instrumento da glória de Deus (Rm 12.1), mas a "carne" não. Rm 8.5-
8. O corpo pode ser redimido e transformado, (Rm 8.23; Fl 3.21), mas a "carne" deve morrer.
Gl 5.24.

A "carne" que milita contra o Espírito não é a mente ou o intelecto, pois a mente, como o
corpo, pode ser transformada e renovada, treinada para servir aos santos propósitos divinos.
Rm 12.2. Essa "carne" não é nem a mente nem o corpo em si mesmo, mas uma atitude pela
qual o homem opta e que o põe contra Deus. Na "mente carnal", a vontade do homem torna-
se suprema. Seus desejos têm que ser atendidos acima de todas as coisas. Estes podem ser
as concupiscências da carne ou os desejos da mente (Ef 2.3), mas serão satisfeitos a qualquer
custo. É por isso que "as obras da carne", contra as quais Paulo adverte, abrangem mais que os
apetites do corpo. Na realidade, se possível, estes são as menores das enfermidades
espirituais. É na mente que escolhemos servir a nós mesmos. É na mente que nos tornamos
arrogantes e egoístas e tomamos decisões que desonram o corpo (Rm 1.24) e escurecem o
raciocínio (1.21). Viver em toda obra da carne significa fazer o que eu quero não
simplesmente satisfazer os meus desejos carnais mais baixos, mas atender os desejos do meu
ego. O orgulho e a paixão vivem na "carne" em perfeita harmonia.

IV. Lista de Pecados em I Coríntios 6.9: "Estes não herdarão o reino de Deus".

 Injustos
 Devassos
 Idolatras
 Adúlteros
 Efeminados
 Sodomitas
 Ladrões
 Avarentos
 Bêbados
 Maldizentes
 Roubadores

Efeminados: é quando o homossexual faz o papel de passivo (ou seja, o de “mulher” na


relação sexual com outro homem) e, também, quando tem trejeitos femininos ou gosta de
vestir-se com roupas de mulher (no caso de travestis).
Sodomitas: vem do pecado de Sodoma e tornou-se sinônimo universal de homossexualismo
ativo (quando o homossexual faz o papel de “marido” na relação com outro homem).
Lésbica: vem da ilha de Lesbos, na Grécia, onde vivia uma poetisa e sacerdotisa chamada
Safo. Ela iniciava mulheres no homossexualismo (daí os adjetivos lésbicas ou mulheres
sáficas). O apóstolo Paulo, porém, mesmo conhecendo muito bem a cultura da Grécia, faz
uma leitura diferente do pensamento corrente na época.
Tanto em Roma como na Grécia antiga, o homossexualismo era uma prática comum. Era,
ainda, considerado imagem ideal do erotismo e modelo de educação para os jovens. Contudo,
apesar da prática homossexual ser considerada normal em Roma, o homossexualismo passivo
desonrava os romanos, que eram educados para serem ativos, serem senhores. A posição
passiva era reservada para os escravos e para as mulheres, para os quais, aliás, era um dever.
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A História registra que dos quinze primeiros imperadores de Roma, só Cláudio era
exclusivamente heterossexual. Mas foi o imperador Júlio César que ganhou a fama, só sendo
tolerado pela posição que ocupava e por suas conquistas bélicas. Dele diz-se que “era homem
de todas as mulheres e mulher de todos os homens”.

IV. Lista de Pecados em:

Apocalipse 21.8

1. Tímidos,
2. Incrédulos,
3. Abomináveis,
4. Homicidas,
5. Fornicadores,
6. Feiticeiros,
7. Idólatras,
8. Mentirosos,

Apocalipse 22.14-15

1. Cães,
2. Feiticeiros,
3. Os que se prostituem,
4. Homicidas,
5. Idólatras,
6. Mentirosos.

Os que praticarem tais pecados estão irremediavelmente perdidos:

1. O perdido desfrutará da derrota de Satanás. Mt 25.41


2. O perdido estará em perpétua escuridão. II Pe 2.4 e 17
3. O perdido estará constantemente em pranto e ranger de dentes. Mt 13.42
4. O perdido perecerá no inferno com seu corpo e sua alma. Mt 10.28
5. O perdido estará em prisão. Jd 1.6
6. O perdido estará no lago que arde com o fogo e enxofre. Ap 21.8
7. O perdido estará plenamente em horror. Dn 12.2
8. O perdido não terá paz. Is 57.21
9. O perdido não terá como dessedentar. Lc 16.24
10. O perdido não terá nenhuma alimentação. Is 55.13
11. O perdido viverá com grande tristeza e angústia. Is 55.14
12. O perdido não terá outra oportunidade de salvação. Lc 16.26
13. O perdido não terá nenhuma comunicação com os vivos. Lc 16.31
14. O perdido terá consciência dos seus pecados. Lc 16.25,28
15. O perdido estará em tormento na chama. Lc 16.24
16. O perdido não terá nenhum galardão. Mc 9.41
17. O perdido estará preso com o laço do diabo. II Tm 2.26
18. O perdido estará com o diabo e seus anjos. Mt 25.41
19. O inferno é em baixo. Mt 11.23; Pv 15.24
20. O perdido herdará a segunda morte. Apoc 21.8
21. O inferno e o abismo nunca se fartam. Pv 27.20
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22. O perdido estará em plena maldição. Gl 3.10
23. O perdido estará constituído inimigo de Deus. Tg 4.4
24. O Perdido sentirá o juízo e a plenitude da justiça de Deus. Jó 37.23; Jr 32.19
25. Os perdidos sofrerão como castigo a perdição eterna. II Ts 1.9 .

Revelação do Inferno

O tempo passa muito rápido

Eu nasci e vivi na Namíbia por toda minha vida e entreguei minha vida a Jesus em 6 de
fevereiro de 2005. O Senhor Jesus Cristo me revelou muitas coisas concernentes ao reino
espiritual, inclusive me levando algumas vezes ao inferno. O Senhor me instruiu a
compartilhar estas experiências com as pessoas.

Ele também me alertou a não adicionar nem omitir nada que o Senhor Jesus Cristo tivesse
mostrado ou dito à mim. Quando terminei de escrever meu livro no final de 2006, eu havia
sido visitada 33 vezes pelo Senhor Jesus Cristo. Em todas às vezes o Senhor antes de partir me
avisava: o tempo passa muito rápido.

Primeira Viagem ao Inferno

Em um final de semana, no dia 23 de julho de 2005, peguei um táxi em Ondangwa, cidade na


qual eu trabalhava e residia, e em 35 minutos cheguei em minha cidade-natal a fim de passar o
fim-de-semana com meus pais. No caminho tive a sensação de que algo extraordinário iria
acontecer naquela noite. Cheguei por volta dàs 18:00h, quando todos estavam se preparando
para o jantar. Eu estava na cozinha junto com minha família, deitada em um velho lençol
estendido no chão enquanto escutava minhas sobrinhas e sobrinhos cantando louvores da
escola dominical. Subitamente senti uma grande unção descendo sobre mim, senti muita
fraqueza em meu corpo e então dei-me conta de que estava debaixo do poder de Deus. Então
vi um homem vestido com longas vestes brancas e um cinto da mesma cor, caminhando em
minha direção. Havia uma luz muito brilhante à sua volta, como se Ele mesmo a irradiasse. Ele
usava sandálias marrons; e o feitio de Seu rosto assemelhava-se ao das pessoas do Oriente
Médio, com uma bela pele bronzeada. Sua face era amável e tão gloriosa que eu não
conseguia olhar direto em Seus olhos. Quando Ele falava, Sua voz era doce, suave e amorosa,
apesar de falar com autoridade; ondas de amor emanavam de Seu ser.
Ele estendeu-me Sua mão e puxou-me de onde eu me encontrava deitava. De repente percebi
que eu mesma estava em um belo corpo glorificado; eu estava com a aparência de quando
tinha 18 anos de idade. Eu usava um vestido branco com cinto branco. Apesar de ser um
vestido branco, o material era diferente de qualquer um que o homem conheça. Esse vestido

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era sedoso, mas brilhava de uma forma que não sei descrever.

Ele falou em tom gentil e amável: “Victoria, Eu quero que você venha comigo; irei mostrar-lhe
coisas terríveis e também irei levar-lhe a um lugar no qual você jamais esteve em toda sua
vida”. Então Ele tomou minha mão direita e partimos. Tive a sensação de que caminhávamos
no ar e íamos subindo o tempo todo. Depois de certo tempo, fiquei muito cansada e pedi-Lhe
que voltássemos para casa.

Entretanto, Ele fitou-me gentilmente e disse: “Você não está cansada – você está bem. Caso
você fique cansada, Eu mesmo irei carregá-la, mas no momento você está muito bem. Paz
seja convosco. Agora vamos.”

O lugar na qual chegamos era muito árido, pior do que qualquer deserto que o homem
conheça, sem nenhum sinal de vida sequer. Não havia uma única árvore ou sinal de grama ou
de qualquer coisa viva à nossa vista. Verdadeiramente tratava-se de um lugar depressivo.

Paramos em frente à um portão e Ele disse: “Victoria,agora iremos passar pelo portão e as
coisas que você irá ver irão assustá-la e também entristecê-la – mas você deve ficar tranqüila e
certa de que você estará protegida em todos os lugares que irei levar-lhe. Apenas abra bem os
olhos e observe todas as coisas que irei mostrar-lhe.”

Eu estava aterrorizada e comecei a chorar. Então pedi a Ele que me levasse de volta para casa.
Disse-Lhe que eu não queria ir àquele lugar, pois pude ver através do portão o que acontecia
lá. Ele fitou-me e disse: “Paz seja convosco; Eu estou com você. Nós temos de ir lá, pois o
tempo passa muito rápido.”

Nós adentramos o portão. Eu sequer conseguiria descrever o horror daquele lugar. Estou
plenamente convencida de que não há lugar pior do que aquele em todo o universo. Aquele
lugar era enorme e tive a sensação de que ele expandia-se continuamente. Era um lugar de
profunda escuridão e de calor inimaginável: era mais quente que o próprio fogo em si. Eu não
pude ver chamas de fogo ou a origem do calor, mas era QUENTE demais. O lugar era infestado
de moscas de todos os tamanhos – verdes, pretas, cinzentas. Todo o tipo imaginável de
mosca havia lá.

Também havia vermes pequenos, finos, pretos em todos os lugares, rastejando por todo
aquele local. Os vermes começaram a subir em cima de nós e as moscas também cobriam
nossos corpos. O lugar padecia de um mau cheiro tão intenso que não há palavras que possam
descrevê-lo. Era um cheiro cem vezes pior que a carne mais podre que já vi em toda minha
vida. Aquele lugar era absorto em sons de gemidos e ranger de dentes, além de risadas
demoníacas.
Mas o pior é que aquele lugar estava cheio de pessoas. Eram tantas pessoas que chegava a ser
incontável. Essas pessoas estavam em formas cadavéricas, como se fossem esqueletos vivos.
Posso assegurar que esses esqueletos tratavam-se de pessoas, pois pude reconhecer alguns
parentes próximos e pessoas de minha vila entre eles. Seus ossos eram cinza-escuros,
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extremamente ressecados. Seus dentes eram longos e afiados como de animais selvagens.
Suas bocas eram enormes e largas com línguas compridas e vermelhas. Suas mãos e pés eram
longos, com dedos ressequidos e unhas compridas. Alguns deles tinham rabos e chifres.

Havia demônios entre as pessoas: sua aparência era como de crocodilos andando sobre
quatro patas. Eles pareciam confortáveis naquele ambiente, maltratando e atormentando os
seres humanos. Os demônios faziam barulho como se celebrassem algo, eles pareciam felizes
e despreocupados; além disso, eles dançavam e pulavam o tempo todo.

Por outro lado, os humanos tinham aparência miserável e depressiva; um estado de completo
abandono e desesperança. O barulho que os humanos produziam era causado pela dor: eles
choravam, gritavam, rangiam os dentes em uma desesperada situação de dor e agonia
inimagináveis.

A quantidade de pessoas naquele lugar era inumerável, mas pude ver claramente que a
grande maioria era de mulheres. Eles estavam divididos em vários grupos diferentes. Apesar
de divididos em grupos, não era possível estimar o número de pessoas em cada grupo
separado, pois os grupos eram enormes.

Então Ele me levou a um desses grupos na parte leste. Ele me fitou e disse: “Victoria, este é o
grupo das pessoas que se recusaram a perdoar outras pessoas. Eu lhe disse várias vezes e de
maneiras diferentes que elas deveriam perdoar, mas rejeitaram-Me; Eu lhes perdoei por todos
os seus pecados, mas elas se recusaram a perdoar outras pessoas. Seu tempo já passou e
agora elas se encontram aqui. E ficarão aqui por toda a eternidade; agora elas colhem os
frutos que plantaram e será assim por todo sempre. Porém, é doloroso vê-las neste lugar
terrível e nesta situação eterna, pois Eu as amo.”

Fui então levada a outro grupo no qual, explicou-me o Senhor, estavam reunidas as pessoas
que possuíam dívidas de todo tipo. Havia três categorias diferentes dentro deste grupo. Na
primeira estavam as pessoas que pertenciam à outras: na verdade, eram devedoras que
tinham condições de pagar suas dívidas, mas prefeririam ficar adiando o pagamento toda a
vida. São pessoas que diziam que iriam pagar as dívidas amanhã, na semana que vem, no ano
que vem, até que o tempo passou e agora elas estão neste lugar de tormento. É aqui que
elas irão passar a eternidade; agora elas colhem os frutos que plantaram em vida.

A segunda categoria abrigava pessoas que possuíam dívidas, tinham condições e disposição
de pagar por elas, porém tinham medo das consequências, visto que, caso elas falassem a
verdade poderiam sofrer rejeição ou ir à cadeia, ou talvez seus atos seriam conhecidos por
todos e assim poderiam sofrer algum tipo de humilhação. O Senhor me disse: “Nenhum deles
veio a Mim pedindo uma direção. Caso elas tivessem pedido, Eu teria lhes mostrado uma
saída. Mas elas preferiram usar suas próprias sabedoria e razão, o que foi totalmente inútil. O
seu tempo passou e agora elas estão neste lugar onde passarão a eternidade. Elas estão
colhendo os frutos que plantaram.”
Então Ele me disse que: “A terceira categoria é a de devedores que não tinham condições de
pagar suas dívidas, porém nenhum deles veio a Mim confessar que possuíam dívidas a qual
não poderiam quitar. Se eles tivessem vindo à Mim, Eu mesmo teria pagado suas dívidas. Mas
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eles também preferiram usar a razão e a sabedoria, e isso não serviu-lhes para nada. Agora
eles estão neste lugar e aqui ficarão para sempre. Eles estão colhendo os frutos que
plantaram. Meu coração dói por estas pessoas pois Eu as amo profundamente.”

No primeiro grupo, vi duas parentes próximas minhas e também uma parente mais distante
de 12 anos. Eu sei que ela tinha 12 anos pois era sua idade quando faleceu. No segundo grupo
também vi alguns parentes, além de um Pastor a qual eu conhecia muito bem. Jakes, meu
namorado que cometeu suicídio quando entreguei minha vida à Cristo também estava no
segundo grupo. Também pude ver alguns antigos vizinhos em ambos os grupos.

Eu pude reconhecer as pessoas que conhecia antes de morrer; elas também me


reconheceram. Meus parentes ficaram muito irados quando me viram e começaram a gritar
obscenidades para mim; eles usavam a linguagem mais vulgar possível para proferir
maldições contra mim. Um deles disse que eu não era merecedora de estar caminhando com
Aquele que estava ao meu lado; eles falavam o mesmo tipo de coisa que eu dizia antes de
entregar minha vida a Cristo. Eles não estavam mentindo; as coisas da qual eles me acusavam
eram verdade. Jakes disse que eu havia pertencido a ele, por isso eu também deveria estar ali
já que cometi o mesmo pecado que ele. O pastor a princípio pareceu contente ao me ver e
disse que eu havia feito a escolha certa indo lá, porém sua atitude mudou completamente
quando ele viu a pessoa que me acompanhava e começou a gritar obscenidades e a blasfemar.
O Senhor me disse para ignorá-los, pois eles não sabiam o que estavam fazendo.

Eu estava petrificada e extremamente triste; meu corpo tremia e não tinha forças para
permanecer em pé. Eu chorava descontroladamente. O Senhor se voltou para mim, abraçou-
me e falou: “Paz seja contigo, Victoria.” Então recobrei minhas forças e senti muita segurança
em Seu abraço. Ele olhou para mim e disse: “Victoria, eu já te mostrei. Agora você tem de
escolher a qual dos grupos você quer ir; a escolha está em suas mãos. Você deve contar às
pessoas tudo aquilo o que você viu e presenciou sem adicionar e nem omitir nada.”

Lembro que partimos juntos daquele lugar de horrores, mas não sei dizer em que ponto nos
separamos: ao abrir meus olhos, percebi que tinha voltado ao meu corpo físico e estava
deitada numa cama do Hospital Oshakati. Eu estava tomando soro na veia e então pude ver
minha mãe e outros vizinhos no outro canto do quarto, fitando-me assustados. Percebi pela
fisionomia de minha mãe que ela havia chorado bastante. Perguntei à uma das enfermeiras se
ela sabia o que havia de errado comigo, mas ela apenas gracejou dizendo: “Você foi mandada
de volta; talvez você tenha feito algo errado da qual tem de se arrepender.” A enfermeira
estava tentando me explicar acerca de minhas condições de maneira amável, porém percebi
que ela tinha receio de se chegar muito perto de mim. Pedi-lhe então que chamasse o médico
que havia me atendido.

Ao chegar no quarto, o médico disse que não sabia o que havia de errado comigo. A princípio
ele pensou que eu tivesse contraído malária, mas os resultados deram negativo. Ele explicou
que minha temperatura, pulsação e pressão sanguíneas estavam perigosamente baixas
demais, porém ele não saberia dizer qual era a causa. Ele disse que não havia nada que
pudesse fazer por mim; ele não poderia me manter internada, pois eu não estava doente. O
soro sequer estava funcionando, e só começou a funcionar quando abri meus olhos. Ele
recomendou à enfermeira que aplicasse outra dose de soro para que eu tivesse forças para
voltar para casa, já que a primeira dose havia acabado.
Fiquei aterrorizada com as coisas que vi naquele lugar, de forma que não conseguia parar de
chorar. O odor fétido daquele lugar continuava tão real como quando estive lá. As cenas

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daquele lugar apareciam em minha mente o tempo todo. Eu não conseguia dormir e sentia
dores pelo corpo todo. Sentia como se meus membros tivessem sido arrancados e
recolocados no lugar. Eu estava péssima. Também padeci de diarréia e de uma dor-de-cabeça
lancinante durante a semana inteira.

Eu estava convencida de que não deveria contar à ninguém acerca dessa experiência, pois
afinal, quem iria acreditar? O que as pessoas iriam pensar? Continuei falando à mim mesma
que jamais poderia relatar minha experiência à alguém. Então uma de minhas líderes na igreja
telefonou 3 dias depois perguntando se estava bem, já que eu havia lhe enviado uma
mensagem de texto pedindo que orasse por mim. Quando dei por mim, percebi que já tinha
lhe contado praticamente a história toda. Nessa hora eu queria poder chutar a mim mesma.
Comecei a chorar, pois estava convencida de que este havia sido o maior erro de minha vida.
Agora que a história já havia sido contada, não havia como escondê-la de mais ninguém.
Percebo agora que quando Deus quer que algo seja dito, será dito. Ele é Deus acima de todas
as coisas.

Em 19 de agosto acordei sentindo uma grande unção sobre meu corpo físico. Sentia-me fraca
e trêmula enquanto ondas de eletricidade percorriam todo meu corpo. À noite vi uma luz
brilhante entrando pelo quarto e no meio da luz estava aquele mesmo homem de antes.
Desta vez Ele se sentou numa cadeira próxima à minha cama. Eu não tinha idéia de onde veio
aquela cadeira, mas ela apareceu assim que Ele Se mostrou disposto a Se sentar. Era uma bela
cadeira feita de ouro maciço; o aspecto era de uma cadeira convencional, com apoio nas
costas. Em cada perna havia uma estrela prateada incrustada no ouro; também havia uma
estrela no meio do apoio para as costas. Havia também rodas em cada perna.

Após saudar-me, Ele me fitou e disse que sabia que eu tinha muitas dúvidas acerca de Sua
identidade, por isso Ele veio Se revelar à mim e me explicar algumas das coisas que
experenciei. Ele disse: “Eu sou Jesus Cristo, seu Salvador. Caso você tenha alguma dúvida,
olhe para minhas mãos. Aquele lugar onde fomos é o Inferno.” Quando olhei para Suas mãos,
vi cicatrizes no lugar perfurado pelos pregos.

Querido amigo quero lhe dizer que o inferno não é produto da imaginação de alguém, e sim
um lugar real e nem um pouco agradável. Ele não foi feito para as pessoas e sim para Satanás
e seus demônios. Nosso lugar é no Céu ao lado de Jesus, mas para isso precisamos escolher a
Jesus antes que seja muito tarde. Hoje, ao ouvir Sua voz, não endureça seu coração; aceite
Jesus como seu Salvador pessoal hoje mesmo e viva para Ele. O inferno é um lugar terrível: é
um lugar de medo e tristeza; é um lugar de tormento, de choro eterno e de ranger de dentes.
Satanás quer levar o maior número possível de pessoas para lá. Não coopere com ele; mas
coopere com Jesus e assim você viverá não morrerá.

Eu não entendia como o Senhor podia me dizer para escolher um dos dois grupos que Ele me
mostrou no inferno sendo que eu já era uma cristã nascida de novo. Aceitei-O em minha vida
e mesmo assim Ele ainda me dizia para decidir se eu queria ou não ir para o inferno. Eu não
conseguia compreender.
Então comecei a orar e pedi a Deus que me desse a revelação daquilo que Ele queria dizer e
daquilo que Ele queria que eu fizesse. O Senhor me revelou então que eu ainda possuía
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ressentimento e não liberava perdão à uma de minhas irmãs e à uma de minhas primas. Pedi
ao Senhor que me perdoasse por minha falta de perdão; depois pedi perdão à minha irmã por
ter guardado rancor e amargura em relação a ela. Além disso, Ele me instruiu a pedir perdão à
minha prima também.

O Senhor também atentou ao fato de que eu havia conseguido meu emprego de professora
usando um diploma falso, e Ele considera isso uma forma de roubo e dívida. Eu estava
determinada a fazer o que é certo e pedi ao Senhor que me ajudasse a solucionar esse
problema e que me mostrasse o que eu deveria fazer, pois se trata de um crime grave que
poderia me colocar atrás das grades. Ele me instruiu a ir ao Departamento de Educação a fim
de confessar o que havia feito. Eu estava pronta a ir para a cadeia, o que era inevitável. No
entanto, tive a oportunidade de provar da misericórdia do Senhor de forma tremenda. Os
oficiais do Departamento de Educação me disseram que eu deveria escolher uma das opções:
pagar todos os salários que recebi do governo ou não pagar. Eles prometeram não levar o
caso à imprensa, pois ficaram admirados com minha confissão. O nosso Deus é um Deus fiel
que honra Sua palavra.

Caso você esteja numa situação similar, eu quero encorajá-lo a fazer o que é certo, não
importa quais sejam as conseqüências. Você até pode ser mandado pra cadeia terrena, mas
lembre-se que ela é temporal. Não há dor ou vergonha comparáveis à uma eternidade
afastada de Deus. O inferno não é um bom lugar para se estar: é melhor permitir que Deus
julgue você agora mesmo antes que seja tarde demais. Não precisamos temer o julgamento
de Deus enquanto estivermos no tempo da Graça: temos de permitir que Ele exponha tudo
que há de errado em nossas vidas enquanto ainda temos tempo de nos consertar com Ele,
pois não há possibilidade de perdão no outro lado da sepultura.

Segunda Viagem ao Inferno

No dia 18 de outubro de 2005 acordei às 5:30 da manhã mas não pude ir trabalhar. Sentia-me
muito fraca e tonta; sequer conseguia me mover ou me virar na cama, pois a presença do
Senhor dentro de meu quarto era muito poderosa. Eu tremia, sentia eletricidade por todo
meu corpo. O Senhor apareceu para me buscar um pouco antes das 8:00, já que lembro que o
relógio marcava 7:48 quando vi pela última vez, e logo depois disso Ele chegou. Ele me saudou
e disse que deveríamos partir, pois o tempo passa muito rápido. Levantei-me e começamos a
caminhar. O caminho que percorríamos nesse dia era muito diferente do caminho que
fizemos na outra vez; apesar de nossas pernas se moverem como se estivéssemos
caminhando, na verdade nós flutuávamos. Enquanto caminhávamos, Jesus me disse que
todos os pecados são malignos e não há diferença entre pecado pequeno e pecado grande.
Todos os tipos de pecado levam à morte, não importa que pareçam pequeno ou grande. O
Senhor me avisou que estávamos indo visitar o inferno novamente e me perguntou se estava
atemorizada. Então respondi que sim, eu estava com medo.

Ele disse que “O espírito de medo não vem de Meu Pai ou de Mim, mas sim de Satanás. O
medo faz com que você faça coisas que irão levá-la ao inferno.” Sem fé é impossível agradar a
Deus e o medo é o oposto da fé. É óbvio que o medo não agrada a Deus, pois destrói a fé da
pessoa. Durante todo o tempo em que caminhávamos íamos lado-a-lado e assim que
chegamos no portão do inferno, Ele tomou minha mão e a segurou todos os segundos em que
estivemos lá.
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Eu fiquei muito feliz quando o Senhor tomou minha mão, pois a firmeza de Sua mão removia
todo o medo dentro de mim. O lugar continuava do mesmo jeito: nada havia mudado desde a
primeira vez que estive lá. Havia moscas, vermes, muito calor, o cheiro fétido, esqueletos,
barulho: tudo exatamente como na primeira vez. Passamos pelo mesmo portão horrível de
antes e então o Senhor me levou a um certo grupo de pessoas. Nesse grupo vi várias pessoas
que conheci quando eram vivas na Terra. As pobres pessoas estavam num estado terrível; elas
pareciam miseráveis e em grande agonia, mas o pior de tudo era a falta de esperança em suas
faces.

O Senhor apontou para uma mulher de meia-idade a qual conheci em vida. Ela havia falecido
em um acidente de carro no começo de 2005. Fiquei chocada ao ver aquela mulher no inferno
pois todos nós a conhecíamos como uma pessoa temente a Deus e que O amava muito.

O Senhor disse que aquela mulher O amava e Ele também a amava; ela havia servido o
Senhor em vida; ela levou muitas pessoas à Cristo e ela conhecia a Palavra muito bem. Ela
sempre foi atenciosa para com os pobres e necessitados; ela sempre os ajudava de todas as
formas possíveis. Ela foi uma boa serva do Senhor em praticamente todos os sentidos.

Essas palavras vindas do Senhor me deixaram ainda mais chocada e então perguntei o porquê
Dele ter permitido um servo Seu ir parar no inferno. O senhor olhou para mim e disse que essa
senhora havia acreditado no engano de Satanás. Apesar dela conhecer muito bem as
Escrituras, ela acreditava na mentira de Satanás de que havia diferença entre pecado pequeno
e pecado grande. Ela acreditava que um ‘pecadinho’ não haveria de levá-la ao inferno, já que
era cristã.

O Senhor continuou dizendo: “Eu a avisei várias vezes e a exortei a parar de fazer aquilo, mas
ela sempre achava que aquilo que praticava era insignificante e concluía que Meus avisos não
eram nada mais do que seu próprio sentimento de culpa. Teve uma época que ela parou por
um tempo, mas logo depois se convenceu de que o aviso não vinha de Mim e sim de sua
própria voz interior, pois aquele pecado era muito insignificante para ofender o Espírito
Santo.”

Pedi novamente ao Senhor para me contar qual era o pecado que essa mulher havia cometido
e Ele respondeu que: Essa mulher tinha uma amiga que era enfermeira no Hospital Oshakati.
Todas as vezes que essa mulher ficava doente, ela não ia ao hospital a fim de não pagar as
taxas como todo paciente faz; ao invés disso, ela pegava o telefone e pedia à sua amiga que
pegasse os remédios necessários na dispensa do hospital. Sua amiga sempre concordava e
depois ela ia pegar os remédios na hora combinada. Em primeiro lugar, ela decidiu aceitar a
mentira do Diabo sobre pecado pequeno e pecado grande e fazendo isso ela rejeitou Minha
verdade; ela também fez com que outra pessoa pecasse e furtasse em favor dela própria, mas
o pior de tudo é que ELA OFENDEU O ESPÍRITO SANTO.

Esse é o motivo dela estar no inferno. Não importa que você traga milhares de almas para o
Senhor; ainda é possível que você vá para o inferno caso ofenda o Espírito Santo.

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Você não deve apenas se importar com a salvação dos outros, mas também deve estar atento
a não esquecer de sua própria alma. Esteja sensível ao Espírito Santo todo o tempo.” Depois
de proferir essas palavras, o Senhor disse que deveríamos voltar. Muitos cristãos que ouvem
essa história consideram esse assunto complexo. Sempre ouço perguntas do tipo: “Mas o que
você me diz sobre justificação, misericórdia e graça?” e também se “é possível perder sua
salvação depois de recebê-la?”. “Isso não é severo demais?”. “Pode Deus ser tão cruel assim?”

Bem, como eu disse no começo do livro, não estou apresentando nenhuma teologia aqui.
Apenas estou contando aquilo que o Senhor havia mostrado e ensinado à mim – e também
aquilo que Ele permitiu que eu testemunhasse. Por favor, consulte sua Bíblia para obter
respostas. Veja os seguintes versos e faça seu próprio julgamento.

“Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo
não venha dalguma maneira a ficar reprovado.” I Coríntios 9.27.

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo
nenhum! Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”. Rm 6.1-2.

“Não reine, portanto o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas
concupiscências.”. Rm 6.12.

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da


verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados. Mas uma certa expectação horrível de
juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.” Hb 10.26–27.

É possível que eu vá para o inferno depois de servir o Senhor e levar muitos à Cristo? Você é o
juiz!

Desobediência

Na segunda-feira, dia 6 de março de 2006, fui acordada pelo meu despertador que tocou às
5:30 da manhã. Comecei a orar e percebi que havia uma grande unção sobre mim. Senti meu
corpo fraco e trêmulo; ondas de eletricidade percorriam meu corpo.

À tarde quando estava deitada na cama vi uma luz brilhante enchendo o quarto. Vi minúsculas
bolinhas brancas do tamanho da cabeça de uma agulha. Essas pequenas contas redondas
caíam como chuva e penetravam em minha pele. Também vi uma nuvem, algo como uma
névoa branca vinda de cima; essa névoa também preenchia o quarto e penetrava em minha
pele quando a tocava. Logo pude ver Jesus vindo caminhando do meio da névoa. Ele Se
sentou em Sua cadeira próximo a minha cama.

Eu não fazia idéia de onde apareceu aquela cadeira; ela simplesmente aparece assim que Ele
faz menção de Se sentar. É uma bela cadeira de ouro maciço; seu formato é similar ao da
maioria das cadeiras normais com suporte para as costas. Cada perna é uma estrela prateada;
uma estrela similar, porém maior serve de apoio para as costas. E em cada perna há uma roda.

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Jesus me saudou e esticou Sua mão em minha direção, dizendo que levantasse pois o tempo
passa muito rápido. Ele me puxou pela mão fazendo com que sentasse na cama. Então Ele
disse: “Victoria, vamos orar.” Ele orou em uma língua que eu não conheço. A única palavra que
compreendi foi ‘Amém’. Ele me perguntou o que eu estava vendo, então lhe contei que via
grupos de pessoas indo aos seus lugares de trabalho, e outras chegando no serviço. Eu
também via pequenas contas brancas caindo sobre aqueles que chegavam primeiro em seu
local de trabalho. Depois do primeiro grupo, chegou outro grupo mais tarde. Mas nessa hora a
chuva de pequenas contas havia terminado.

Também vi diferentes grupos de pessoas chegando em diferentes igrejas em uma manhã de


domingo. A chuva de contas brancas começou a cair assim que os primeiros fiéis entraram na
igreja. E continuava a cair até que em um certo momento a chuva parou. Aqueles que
chegaram depois não receberam nada.

Jesus perguntou o que eu havia compreendido dessas visões e eu disse que não havia
entendido o significado. Então Ele explicou que: “Essas visões significam que todas as vezes
que você tem de estar em determinado lugar e determinada hora é porque há anjos
distribuindo bênçãos nesse horário específico. Se você chega no tempo certo, você recebe
suas bênçãos, mas caso você se atrase, você perde suas bênçãos para aquele dia, já que os
anjos distribuem essas bênçãos para um horário específico. Victoria, Eu quero lhe avisar disso
pois você sempre chega atrasada no trabalho e principalmente no culto da igreja. Você tem de
saber que todas as vezes que você se atrasa sem nenhum motivo válido, você perde para
sempre as bênçãos desse dia e elas nunca mais retornarão para você. Victoria você tem de
parar com isso e nunca mais haja dessa maneira, a menos que você tenha um motivo válido
para chegar atrasada.”

Quando o Senhor disse essas palavras, eu realmente tive vontade de sumir ou de Lhe dar
alguma desculpa aceitável para minha indisciplina. Contei-Lhe que muitas vezes eu acabava
dormindo demais, mas Ele fitou direto em meus olhos e disse que eu estava mentindo, pois eu
tinha uma tendência péssima a voltar para a cama depois de ter acordado, de sucumbir ao
desejo de dormir por “mais alguns minutinhos”.

Depois de Jesus ter me repreendido, Ele disse: “Levante-se. Vamos logo. O tempo passa
muito rápido e temos coisas a fazer.” Nessa hora o Senhor me levou a um lugar onde jamais
havia estado antes; era também a primeira vez que caminhávamos pela estrada que pegamos
nesse dia. Chegamos a um jardim cheio de belas flores e belas árvores verdes: nada na Terra é
comparável à sua beleza. As flores eram de todos os tipos de belas cores vivas. Sentamo-nos
em um belo banco de praça feito de ouro maciço com pequenas estrelas prateadas e
brilhantes.

Ao sentarmos, Ele apontou para algo a nossa frente e disse: “Victoria, veja. Você consegue ver
aquela cidade?” Quando olhei, vi uma cidade muito brilhante e enorme. Era de uma beleza
além de qualquer descrição. A cidade possuía um portão brilhante e dourado, e em sua frente
estava sentado um senhor de idade avançada. Ele tinha uma longa barba branca e cabelos
brancos. Eu já havia visto esse senhor anteriormente, e quando perguntei a Jesus quem era
esse homem, Ele respondeu que era Abraão, o pai da fé. Eu vi muitas estradas pavimentadas
com ouro nessa cidade. Havia prédios altos que brilhavam como ouro. O brilho e luminosidade
dessa cidade são indescritíveis. Caro leitor: Tire você mesmo as suas conclusões.
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Capitulo VIII

Pecados de Estimação

As pessoas querem andar com Jesus, mas não querem


largar seus pecados "de estimação". Sabe aquele seu
“pecado de estimação”? Você apenas o tranca no seu
quarto, mais quando sentir saudades, abre a porta e
pronto.

Quem de nós nunca se viu prometendo abandonar certos


“pecados de estimação”, e pouco depois teve uma
recaída? Juramos, fazemos votos, promessas,
orações e poucos passos adiantem, nos vemos novamente caídos ao chão. Nestes momentos,
a única coisa a fazer é “levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”.

Os pecados camuflados abrem espaço para muitos outros… são os pecados de estimação...
Cuidadosamente ”regados e cultivados”, e são justamente essas ervas daninhas que
atrapalham o recebimento de muitas bênçãos e traz sérios prejuízos a vida cristã. Estão frias
na fé por causa dos pecados que nunca abandonaram e estão dizendo: “tudo bem”! Tudo
bem, nada!. "Irmãos, fiquem em guarda contra a possibilidade de um sono em que um
"pecadinho" se torne um pecado de estimação e vai vagarosa e sutilmente rastejando em
vossas almas até tomar conta do coração e da mente. Tomem cuidado com este pecado que
vai encontrando razões sociológicas, psicológicas, antropológicas e lógicas para um habitat
em suas vidas, e quando vocês menos esperam estão na mais profunda letargia espiritual,
distante da abundância da graça".

Hebreus 10.26,27: Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos


recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo
contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os
adversários. João 8.34: Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que
comete pecado é escravo do pecado.

Muitos lares possuem animais de estimação: gato, cachorro, coelho, papagaio, pássaros,
lagarto, cobra, jabuti, etc. Quando se trata da vida espiritual, existe uma preocupação muito
séria quanto ao perigo que nos cerca, pois cada um de nós temos que ter cuidado com os
pecados de estimação, pois os alimentamos, cuidamos bem deles e até brigamos por causa
deles se alguém tentar nos ajudar a abandoná-los.

Como identificar quais são estes pecados de estimação, o que eles causam na pessoa e como
fazer para abandoná-los e vencê-los?. Apesar de ser difícil viver sem pecar, precisamos lutar
constantemente e sem trégua contra o pecado, principalmente contra os pecados de
estimação.

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I. É muito fácil identificar os Pecados de Estimação:

1. Quando ele já não nos entristece: Salmo 38.8: Porque eu confessarei a minha iniqüidade;
afligir-me-ei por causa do meu pecado. Quando o pecado já não nos causa tristeza ele se
torna muito perigoso. Pode ser um pecado de estimação.

2. Quando ele já não nos incomoda: Provérbios 14.9: Os loucos zombam do pecado...
Quando já não somos incomodados pelo pecado, não ficamos angustiados e tristes, pode ser
um pecado de estimação.

3. Quando não o abandonamos: Salmo 32.3-5: Enquanto calei os meus pecados,


envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão
pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o
meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas
transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado. O que acontece é que nós os
acariciamos e com isto eles são nutridos por nós e crescem juntamente conosco, comendo
como se fossem da nossa própria carne, bebendo do nosso próprio copo. Esses pecados nos
dominam ao invés de serem por nós dominados. Procuramos agradar nossa carne e não a
Deus, ou seja, Deus precisa esperar enquanto o pecado é servido em primeiro lugar.

II. As conseqüências que estes pecados causam: Evidentemente As marcas que os pecados
de estimação deixam nas vidas são inúmeras, marcas que deixam seqüelas quase incuráveis,
quando não levam à morte. Observemos algumas dessas conseqüências:

1. Negligência na oração: A primeira conseqüência dos pecados de estimação é a perda do


prazer de orar, de buscar a presença do Senhor, a perda do prazer de derramar a alma perante
o trono de Deus. Negligência na leitura e no ouvir a Palavra. Já não há também prazer pela
Palavra de Deus, a sua leitura já não nos desperta a atenção, já não nos comove o coração.

2. Esfriamento espiritual: A conseqüência dos dois primeiros pontos acima é o completo


esfriamento espiritual. É a perda de gozo pela prática das coisas
espirituais que nos levam à presença de Deus.

3. Descontentamento para com a Igreja: Todo crente que guarda pecados em sua vida e não
os confessa a Deus é descontente para com a Igreja. Reclama do pastor, reclama do culto, do
horário do culto, dos presbíteros, dos diáconos, reclama do povo da Igreja etc., reclama de
tudo.

4. Torna-nos escravos de satanás: Quem guarda pecados de estimação em sua vida é presa
fácil de Satanás. Ele faz o que quer dessa pobre e infeliz vida.

5. Abandono da fé: Como última conseqüência dos pecados de estimação vem, finalmente, o
abandono por completo da fé que uma vez foi o bem mais precioso. A pessoa abandona a
Igreja, os irmãos, os cultos, a comunhão, e cai completamente nas mãos do diabo. O final é só
tristeza, decepções e morte eterna. A mente torna-se cauterizada e o homem vive numa
estagnação espiritual. Esses pecados precisam ser abandonados urgentemente.

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III. Como vencer os Pecados de Estimação? É necessário buscar a Deus com maior
intensidade. O verdadeiro convertido está sinceramente engajado na luta contra o pecado,
combate contra ele, muitas vezes é vencido, mas enquanto houver vida em seu corpo, jamais
abandonará a causa. Observemos alguns conselhos práticos para vencê-los:

1. Volta à Palavra: Para vencer os pecados de estimação é necessário uma volta à Palavra de
Deus. Uma volta à Bíblia. D. L. Moody, um dos maiores pregadores do século passado,
afirmou: "Ou a Bíblia me afasta do pecado ou o pecado me afasta da Bíblia". A Bíblia e o
pecado não podem conviver juntos.

2. Vida abundante de oração: É necessário orar, buscar a Deus intensamente, mergulhar a


alma na presença de Deus. A oração nos revigora a alma, desperta em nós o que antes estava
adormecido: o prazer pelas coisas do Senhor, o prazer pela vida. Ore a Deus, busque a Sua
presença, Deus não rejeitará a sua oração. Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração,
nem aparta de mim a sua graça. Sl 66.20.

3. Resistir ao diabo: Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Tg 4.7. Precisamos ser implacáveis contra o pecado, temos que está empenhados em
exterminá-lo. Temos que nos lançar contra o pecado onde quer que o encontremos, não
podemos nos dar sossego.

Durante 8 anos, Sally foi o animal de estimação da família Romero. Ela tinha apenas 30
centímetros de comprimento quando a trouxeram para casa. Mas a Sally cresceu e cresceu até
que atingiu o comprimento de 3 metros e meio e pesava 36 kg. Então um dia a Sally, uma
jibóia burmesa, voltou-se contra Derek de 15 anos, asfixiando o adolescente até que ele
morreu sufocado. A polícia disse que a cobra estava "ativa, a cuspir e agressiva" quando eles
chegaram para investigar a morte do jovem.

O pecado é como aquela cobra. Quando o pecado entra pela primeira vez (ou pecados de
estimação), muitos acham inofensivos e até engraçado. Contudo não permanece pequeno. O
pecado consegue crescer. Pensamos que o podemos controlar, mas ele é que nos controla. E
conduz sempre para a morte - por vezes a morte física, e com freqüência morte emocional.
Noutras alturas conduz à morte de um relacionamento e até mesmo espiritual e se o pecado
não for confessado abandonado, trará morte espiritual. É por essa razão que Tiago nos
advertiu que "o pecado, sendo consumado, gera a morte" (1.15). O seu propósito em dizer isto
não era acabar com o nosso divertimento, mas para preservar as nossas alegrias mais
elevadas.

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Soteriologia
Capitulo IX

O Pecado de Omissão

Pecado não passa apenas por fazer coisas erradas, mas, também por não fazer a coisa certa.
Isto leva-nos a uma dimensão diferente de Pecado - o pecado por omissão. A Bíblia é muito
clara: "Quem sabe fazer o BEM e não o faz, comete PECADO". Tg 4.7.

Por que precisamos fazer o BEM?

 Sabemos a vontade de Deus se fazemos o BEM. Lc 12.47-48


 O pecado permanece se não sabemos fazer o BEM. Jo 9.41
 Não endurecemos o coração se fazemos o BEM. Rm 1.20-21
 Seremos insensatos se não desejamos fazer o BEM. Rm 1.20-21
 Podemos ser justificados se sabemos fazer o BEM. Rm 2.13
 Podemos saber o caminho da justiça se fazemos o BEM. II Pe 2.21-22

Quando Jesus se assentar no seu trono, ele julgar as nações, separando uns para a sua direita
e outros para a sua esquerda. Os que estiverem à sua esquerda, ele dirá: “Apartai-vos de mim
malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Mas o que essas pessoas
fizeram de tão terrível para irem para um lugar tão terrível? Sabe o que elas fizeram? Nada!
Elas simplesmente deixaram de fazer. Jesus disse: “Eu estive com fome e não me deste de
comer, estive com sede e não me deste de beber, estive nu e não me vestiste, estive preso e
não foste ver-me, estive forasteiro e não abrigaste”. É possível você estar na sua casa, não
fazendo mal para ninguém, não falando mal de ninguém e cometendo um terrível pecado de
omissão.

O pecado de omissão, ou a desobediência passiva: O pecado não acontece apenas quando


agimos de forma que desagrada a Deus. Quando deixamos de agir de acordo com as ordens e
ensinamentos do Senhor, também estamos pecando. Muitos se escondem atrás da omissão
para cometer atos que desagradam a Deus, acreditando que não desobedecem a Ele em nada
se simplesmente deixam de agir da forma correta. "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o
faz, comete pecado". Tg 4.17. A Bíblia dá exemplos de situações em que a omissão acontece:
1. Na ausência de solidariedade, diante de alguém necessitado. Tg 2.15,16
2. Na atitude mesquinha e egoísta de alguém que diz que conhece a Deus. I Tm 5.8
3. Na acomodação preguiçosa de alguém que se recusa a trabalhar. Pv 6.6-9
4. No comportamento omisso do rico em relação a Lazaro. Lc 16.19-31
5. Na atitude anticristã do sacerdote, diante de uma pessoa ferida. Lc 10.31
6. Na indiferença do levita religioso. Lc 10.32
7. No ficar em cima do muro (por conveniência ou medo)
7.1. Vendo erro no irmão, mas, não falando nada.
7.2. Vendo erro no seu líder espiritual, mas, não falando nada.
7.3. Vendo a mentira reinar, mas, não falando nada
7.4. Vendo a injustiça se proliferar, mas, não falando nada
7.5. Vendo o pequeno ser massacrado, mas, não falando nada
7.6. O apóstolo Paulo, não foi omisso diante de Pedro e o censurou. Gl 2.11-14
7.7. O apóstolo Pedro não foi omisso diante das autoridades e o censurou. At 2

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Ilustração

Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça,
depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.
Tg 1.14-15.

Vários anos atrás, Burt Hunter, um repórter do jornal Long Beach Press Telegram, recebeu a
incumbência de escrever uma reportagem acerca de uma mulher da cidade que lidava com
serpentes. Quando o repórter foi a casa dela, uma autêntica mansão, descobriu que a mulher
era jovem e de uma beleza estonteante. Quando Burt expressou surpresa pelo fato de ela
envolver-se numa atividade tão arriscada, a moça riu.

- Acho que gosto desse ingrediente de perigo. Mas qualquer dia desses vou ficar cansada de
mexer com serpentes e daí partirei para outra coisa.

Enquanto Burt aprontava o seu equipamento fotográfico, a jovem trouxe algumas cestas de
vime contendo vários répteis venenosos e colocou-as no chão. Depois de segurar vários deles,
ela disse:

- Agora fique bem quieto. Esta é a minha serpente mais nova. É muito venenosa e ainda não
está bem acostumada comigo.

Enquanto Burt observava, a moça ergueu a cobra de dentro do cesto.


Repentinamente parou.

- Algo está errado - disse ela. - Não sei o que é, mas vou precisar colocá-la... - E não
terminou a frase. Em poucos instantes ficou rígida. A serpente a havia picado!

- Rápido! - disse a moça, ofegante. - Corra ao banheiro, no piso superior. Na caixinha de


remédios vai encontrar um frasco de contraveneno. Depressa, por favor!

Quando Burt retornou com o precioso soro, a moça lhe pediu que pusesse o contraveneno em
uma seringa. Em seu nervosismo, Burt apertou muito o frasco. Este se quebrou! O precioso
líquido lhe escorreu entre os dedos.

- Você tem outro frasco? - perguntou ele, ansioso.

- Era o único que eu tinha – respondeu com voz fraca a jovem desesperada. Em
poucos minutos lhe sobreveio a agonia da morte, e aquela vida se foi.

Muitos que brincam com as mortíferas serpentes do pecado manifestam a mesma ousada
desconsideração para com o seu bem-estar eterno revelada por aquela encantadora de
serpentes de Long Beach. Quando se trata desse tipo de serpentes, a única atitude segura é:
"Não manuseies isto, ... não toques aquilo outro." Cl 2.21.
Capitulo X
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O Antídoto contra o Pecado

Satanás inoculou no homem o veneno do pecado. Por isso ele precisa de antídotos que quebre
a eficácia deste veneno letal que tem em suas veias.

I. A projeção do pecado

1. Nasceu no íntimo de Satanás: Ez 28.13-17; Is 14.12-15.


2. Atingiu a toda humanidade: Gn 3.16,17; Rm 5.12.
3. Propagou-se sobre toda a terra: Jr 4.23-25; Is 33.9; Mt 27.45,46.

II. As conseqüências do pecado

1. Milhares de anjos foram destronados: Jd 1.6; Ap 12.7-9.


2. A raça humana tornou-se depravada: Gn 3.8; Rm 5.12; I Sm 18.10,11.
3. O universo começou a se deteriorar: II Pe 3.7; Rm 8.20-22.

III. O julgamento do pecado

1. O julgamento sobre a criação irracional: Gn 3.14-15; II Co 11.3.


2. O julgamento sobre a criação racional: Gn 3.16,17; I Co 14.34.
3. O julgamento sobre a criação inorgânica: Gn 3.17; Hb 6.6-8.

O maior problema do homem é a incapacidade de escolher o bem. Suas boas intenções não
são suficientes. “O bem que eu quero fazer...” Nossas motivações estão contaminadas.
Podemos fazer as coisas mais espirituais com a motivação mais carnal. “O bem que eu quero
fazer não faço, mas o mal que não quero este eu pratico”.

Jesus explica isto numa frase enigmática que usa para Nicodemos: E do modo por que Moisés
levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado, para
que todo o que nele crê tenha a vida eterna. João 3.14-15. Vamos lembrar o que aconteceu
neste evento citado por Jesus. O povo de Israel pecara contra Deus. Serpentes abrasadoras e
com um veneno fortíssimo vieram do deserto e picavam as pessoas. O veneno era letal.
Milhares de pessoas estavam sendo infectadas e não havia remédio para um problema de tal
magnitude. Moisés então ouve o Senhor dizer que era para ele fazer uma serpente de bronze,
coloca-la num madeiro, para que todos que fitassem aquela serpente, pudessem ser curados.
Só os picados pelas víboras poderiam ser curados, quando olhassem. O olhar dos sadios não
tinha qualquer efeito. A cura é somente para os enfermos, assim como a graça é a resposta
plena de Deus para aqueles que fracassaram em suas desgraças. O veneno das serpentes era
neutralizado com o olhar. Se alguém, com dúvida, recusasse olhar para a serpente de bronze,
fatalmente morreria.
Asclépio, deus grego da medicina, também chamado pelos romanos de Esculápio, tinha a
serpente como um dos seus atributos. Aquele que curava trazia à lembrança aquela que
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matava. A vida e a morte caminham juntas. Esta figura mitológica aponta para uma época em
que a morte veio reinar no seio da humanidade. Ela fala de perto da entrada do pecado no
coração da raça humana.

No Jardim do Éden vemos claramente a cena em que a serpente assume o papel virulento
para intoxicar o ser humano com o gérmen do pecado e da morte. A partir deste momento a
humanidade ficou encerrada no pecado e prisioneira da morte. A medicina tenta minimizar os
efeitos do veneno da serpente, e deste modo, adiar um pouco mais a sombra pavorosa da
morte sobre o enfermo.

Mas é só uma questão de tempo. Mais cedo ou mais tarde a morte finca suas presas invisíveis
na pobre vítima que tomba fria sob o seu domínio. Somos uma geração regida pelos efeitos
invencíveis da morte. Do ponto de vista dos homens, a morte tornou-se um inimigo
inexpugnável. Como dizia Thomas Adams, “a morte exclui a diferença entre o rei e o mendigo
e derruba tanto o cavaleiro quanto o peão”. Com freqüência a morte se encontra tão próxima
da juventude como da velhice. E ela sempre nos surpreende com suas armadilhas, levando
quem menos esperávamos.

A morte elabora a estatística mais precisa de toda história. De cada um que nasce, todos
morrem. E se alguém foi gerado, é mais fácil morrer do que nascer. A morte fez do mundo um
grande hospital em que cada pessoa é apenas um paciente desenganado. O veneno da
serpente corre ferino e mortal em nossas entranhas. O pecado e a morte imperam em cada
célula de nosso organismo. O pecado é a força da morte e a morte da força. Nascemos
contaminados por este vírus maligno e vivemos num planeta marcado pelos poderes
subjetivos do pecado e pelos efeitos objetivos da morte.

Morte significa separação. A serpente cuspideira lançou a peçonha da independência de Deus


em sua proposta de autonomia. A nossa espécie ficou separada de Deus pelo pecado e se
torna separada dos outros viventes pela morte física. Estávamos todos sentenciados a um
desterro eterno se Deus não interviesse de modo radical. A primeira mensagem do Evangelho
foi proclamada pelo próprio Deus à serpente. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua
descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Gênesis
3.15.

A mulher se deixou levar pela lábia da serpente, mas o homem foi o agente volitivo do
pecado. Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. I Timóteo
2.14. Isto significa que a desobediência de Adão foi uma questão resolvida. Ele decidiu violar o
mandamento de Deus deliberadamente. Não há evidência de sedução ou trapaça. Adão é o
agente e cabeça do pecado na raça humana e a Bíblia é clara: Portanto, assim como por um só
homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a
todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5.12.

O tronco ficou corrompido pelo pecado inoculado pela serpente e a prole de Adão tornou-se
raça de víbora. A serpente gerou uma raça perversa, contaminada pelo pecado e demarcada
pela morte. Nascemos neste mundo como filhos do pecado, descendência da serpente e,
conseqüentemente, há uma inimizade natural com o descendente da mulher.
Segundo a Bíblia, há apenas um descendente da mulher. Vindo, porém, a plenitude do tempo,
Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. Gálatas 4:4. Ele veio ao mundo
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com as duas naturezas numa só pessoa, a fim de esmagar a cabeça da serpente. Ele derramou
seu sangue, um antídoto suficientemente capaz de anular os efeitos do veneno letal do
pecado.

O Poder do Sangue: Por que o Sangue está intimamente relacionado com a nossa Salvação?
Vamos raciocinar em cima de algumas propriedades fisiológica do sangue. Quando você vai
ao médico para uma consulta, o primeiro exame que ele nos pede é um exame de sangue.
Este exame auxilia bem o médico na conduta que o mesmo deve ter no tratamento. Um
exame de sangue pode nos salvar de uma doença, nos prevenir de várias enfermidades e
também orientar a melhor terapia para o restabelecimento da saúde.

O sangue é essencialmente composto de um plasma e células (Hemáceas, Glóbulos brancos e


Plaquetas) e cada um desses elementos desempenham funções vitais para a sobrevivência do
ser humano. Vejamos algumas dessas propriedades. Por exemplo, o plasma é constituído de
água e esta por sua vez serve como um veiculo de transporte de vitaminas, hormônios, e etc,
por todo o organismo; esse liquido transporta também as diferentes células sanguíneas e
essas desempenham funções importantes.

Por exemplo, as Hemáceas em uma das funções desempenhadas por esses células é o
transplante carbônico. O oxigênio nos permite ter o fôlego da vida; se temos vida é porque
Jesus nos dá. Você entende porque sem o sangue de Jesus seria impossível a vida? As
Hemáceas também trazem das células Gás Carbônico para ser eliminado através da expiração
e isso é importante para a manutenção do equilíbrio e PH A nível 7.

Outro grupo de células sanguíneas são os diversos glóbulos brancos que trabalham em nossa
defesa combatendo os agentes nocivos do nosso organismo. Você entende que é através do
sangue na Cruz, que Ele combate toda agressividade do pecado? É através de Seu Sangue
que somos protegidos das bactérias e vírus lançados pelo inimigo que nos quer destruir.

Outro grupo de células são as Plaquetas que estão intimamente relacionadas com a
coagulação do sangue. Quando você sofre um corte, milhares de plaquetas se agregam
formando uma malha que inicia a regeneração daquilo que foi destruído. O sangue tem um
valor precioso porque pode salvar vidas em perigo. Em todos os hospitais existem depósitos
de sangue para poder socorrer alguém que dele necessite. E quantas vidas já terão sido salvas
desta maneira?! É deste modo que a vida está no sangue e este tem um valor impagável.
Vejamos:

I. O Sangue de animais tinha um Valor Temporal

1. Após o pecado de Adão Deus derramou sangue e cobriu-os. Gn 3.21


2. Abel ofereceu sangue no seu culto a Deus e foi aceite. Gn 4.4
3. Noé ofereceu sangue após ter sido salvo do dilúvio. Gn 8.20
4. O Senhor pediu a Abraão um sacrifício de sangue. Gn 22
5. Deus instituiu o sacrifício de sangue para libertação do povo. Êx 12.5-7
6. Deus instituiu o sacrifício de sangue por expiação do pecado. Lv 17.11
7. Assim, a repetição dos sacrifícios conferia-lhe um valor temporal.

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II. O Sangue de Cristo tem um Valor Eterno

1. O sangue de Cristo é o pagamento total pelo pecado. I Pe 1.18; I Co 6.20


2. O sangue de Cristo é a cobertura total do pecado. Rm 4.6,7; Sl 32.1,2
3. O sangue de Cristo é a nossa justificação. Rm 5.9
4. O sangue de Cristo é a purificação de todo o pecado. I Jo 1.7
5. O sangue de Cristo é a libertação do pecador. Rm 6.22
6. O sangue de Cristo é a comemoração do novo pacto. I Co 11.25
7. O sangue de Cristo traz vida. Jo 6.53
8. O sangue de Cristo traz ressurreição. Jo 6.54
9. O sangue de Cristo traz santificação. Hb 13.12
10. O sangue de Cristo traz comunhão com Deus. Jo 6.56; Hb 10.19-22
11. O sangue de Cristo traz redenção e remissão dos pecados. Ef 1.7
12. O sangue de Cristo traz eterna redenção. Hb 9.12
13. O sangue de Cristo permite a entrada no lugar santíssimo. Hb 10.19
14. O sangue de Cristo torna possível o servir ao Deus vivo. Hb 9.13-14
15. O sangue de Cristo aproxima a criatura do Criador. Ef 2.13
16. O sangue de Cristo põe em vigor atual o testamento. Hb 9.17
17. O sangue de Cristo é a base da nossa vitória diária. Apoc 12.11
18. O sangue de Cristo é o tema central da Bíblia
19. O sangue de Cristo tem um valor incomparável. I Pe 1.18,19
20. O sangue de Cristo garante a posse das promessas no tempo presente. Hb 9.15
21. O sangue de Cristo será motivo do nosso cântico de vitória no céu. Apoc 7.9-14

Ilustração: Vírus da Índia se espalha pelo Mundo

Quando estava voltando para a casa, na última sexta-feira com o rádio sintonizado. O
noticiário de hora em hora, dei pouca importância no que estava falando, porque não achei
interessante.

A notícia dizia que numa cidadezinha distante nas colinas remotas da Índia morreram três
pessoas de uma gripe até então, totalmente desconhecida. Não dei muita atenção ao tal
acontecimento.

Na segunda-feira quando acordo, escutei que já não são apenas 3, mas 30.000, (trinta mil) as
pessoas mortas pelo tal vírus, que se parece com uma gripe comum. Na terça-feira, já é a
noticia mais importante, ocupando a primeira página de todos os jornais, porque já não é só
na Índia, mas, também no Paquistão, Irã e Afeganistão. Enfim, a noticia se espalha pelo
mundo.

Estão chamando a doença de "A peste negra da Ásia" e os governos de todo mundo estão se
perguntando: Que faremos para controlar essa epidemia? No século 14 culparam os Judeus
pela peste negra da Europa, onde morreram milhões de pessoas, e agora será que vão culpar
o Bin Laden por esse vírus misterioso? Será que é um ataque terrorista bacteriológico? Será
que o Al-Qaeda tem o Antídoto?

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Será que eles irão chantagear o mundo? Um grupo do Controle de Doenças dos EUA, foram
investigar o caso. Então, uma noticia surpreende a todos. Europa fecha suas fronteiras. França
não recebe mais vôos da Índia nem de outros países dos quais se tenham comentado de casos
da tal doença.

No jornal Le Monde da França sai uma edição extra com a seguinte notícia: "Num dos
hospitais da França, um homem morreu pela tal "Vírus Misterioso". Outra notícia: 10 pessoas
morreram em New York. Agora a doença se espalhou pelo mundo. Ouve-se notícias que já
tem mais de 20.000 casos no Brasil, Paraguai, Argentina e nos países andinos. Na Europa; na
Ásia; Na África; na Austrália, em toda América do Sul, Central e América do Norte.

O pânico está espalhado, as pessoas não sabem o que fazer para se proteger. Ninguém sabe
explicar como o vírus se espalhou tão rápido. Estão falando que usaram algum satélite e
enviaram através do ar, mesmo coisas que não são possíveis, estão falando, está saindo
muitas suposições. A verdade é uma só: ninguém está livre, nem pobres e nem ricos, nem reis
e nem presidentes, bandido e gente boa, todos estão no mesmo barco. Parece uma praga do
Apocalipse. Uns dizem que é o fim do mundo, outros dizem que é um vírus do espaço que veio
junto com um pequeno meteoro que deve ter caído na Índia, outros dizem que é um ataque
terrorista, ninguém está conseguindo trabalhar, o estresse e o pavor está tomando conta das
pessoas. Tem gente morrendo de ataque cardíaco por causa dessas notícias, só de pensar que
não existe solução para este problema. É pior que a AIDS, que o vírus Ébola. As informações
dizem que quando contrais o vírus, é questão de uma semana e nem percebes. Em seguida
tens 4 dias de sintomas horríveis e morres, não tem cura.

O presidente dos EUA convoca os maiores cientistas, Phds, médicos e pesquisadores


genéticos para que encontrem a cura. As pessoas começam a se reunirem nas igrejas em
oração pela descoberta da cura, quando de repente, entra alguém numa igreja aos gritos:
Liguem o radio! Liguem o radio! Duas mulheres morreram da nossa igreja morreu agora. Os
cientistas continuam trabalhando na descoberta de um antídoto, mas nada funciona.

De repente, o mundo inteiro está ligado via satélite para ouvir o presidente dos EUA trazer a
tão sonhada notícia: Nosso grupo de pesquisadores da Universidade de Howard,
Massachusters conseguiram decifrar o código de DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto!
É preciso para isso, conseguir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.

Corre por todo o mundo a noticia de que as pessoas devem ir aos hospitais fazer análise de
seu sangue e doar para a fabricação do antídoto. Mas quem quer se arriscar em ir num
hospital numa hora desta. Todo mundo tem medo de ser contaminado. As pessoas que
apareceram, já meias paranóicas com tanta notícia ruim, achavam que estavam
contaminados.

De repente, no hospital que está o maior flagelo, o médico sai GRITANDO um nome na sala de
espera para descobrir quem era aquela pessoa. Uma família estava aguardando o resultado e
seu filho mais novo se agarra na jaqueta do pai e diz: Pai, pai, esse é meu nome!

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E antes que possas esboçar uma reação, estão levando o filho para uma sala e o pai
desesperado grita: ESPEREM, ESPEREM! e eles respondem: está tudo está bem! O sangue dele
está limpo, é sangue puro. Achamos que ele tem o sangue que precisamos para o antídoto.

Depois de cinco longos minutos, saem os médicos chorando e rindo ao mesmo tempo. E é a
primeira vez em uma semana que alguém está rindo neste hospital. O médico mais velho se
aproxima do pai e diz: Obrigado senhor! O sangue de seu filho é perfeito, está limpo e puro, o
antídoto finalmente poderá ser fabricado.

A noticia se espalha por todos os lados, todo mundo olha com admiração e com esperança
para aquele pai. As pessoas estão chorando e rindo de felicidade. Nisso, o médico se aproxima
da mãe do menino e diz: Podemos falar por um momento em minha sala? Não sabíamos que
o doador seria uma criança e precisamos que o senhor assine uma autorização para usarmos o
sangue de seu filho.

Quando estás lendo a autorização, percebes que não colocaram a quantidade de sangue que
vão usar e perguntas: Qual a quantidade de sangue que vão usar? O sorriso do médico
desaparece e ele responde: Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos
preparados, precisamos de todo o sangue de seu filho. O pai e a mãe não podes acreditar no
que ouves e tratas de contestar: "Mas... mas..." O médico insiste, o senhor não compreende?
Estamos falando da cura para o mundo inteiro!!! Por favor assine! Nós precisamos de todo o
sangue.

O pai tentando salvar a vida do filho e então perguntas: Mas não podem fazer-lhe uma
transfusão? E vem a resposta: Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine! Por favor,
assine! Em silêncio, e sem ao menos poder sentir a caneta na mão, com lágrimas nos olhos,
com o coração partido, o pai assina a sentença de morte para o filho, mas por uma causa justa:
Salvar o mundo. O médico lhe perguntou; querem ver vosso filho com vida pela última vez?

Então o casal, com a cabeça baixa, enxugando os olhos e tentando ser fortes para que o filho
não pudesse perceber o que estavas acontecendo, caminham em direção à sala de
emergência onde encontram o filho sentado na cama dizendo: Papai!? Mamãe!? O que está
acontecendo?

O pai segura na mão dele e diz: Filho, tua mãe e eu te amamos muito e jamais permitiríamos
que te acontecesse algo que não fosse necessário, tu entendes? O médico regressa e diz:
Sinto muito senhor, precisamos começar, gente do mundo inteiro está morrendo, por favor,
podem sair? Podes dar as costas ao teu filho e deixar-lhe aqui? Enquanto isso o filho diz:
Papai? Mamãe?

Por que vocês estão me abandonando? por favor, não me deixe sozinho, estou com medo...
papai, mamãe... Ele chama em vão, e começa a chorar. O casal ainda dão uma última olhada
para o filho e saem apressadamente daquela sala para, já não agüentando mais aquela última
cena de seu filho e desabam a chorar. A porta é fechada atrás deles e rapidamente os médicos
realizam todo o procedimento para fabricarem o antídoto.

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No corredor do hospital, o pai e a mãe são consolados pelas pessoas que se encontravam no
local. A mãe dizia: como fomos autorizar uma coisa dessa; nosso filho vai morrer para salvar
gente má também, gente que não presta, que não vale um tostão furado. Para salvar
drogados, bandidos e chorava inconsoladamente. Seu marido tentava consolar sua amada
esposa, mas ele também precisava de consolo naquele momento.

No mesmo dia foi distribuído a vacina na América do Norte e posteriormente em todo o


mundo e o sacrifício daquele menino salvou milhões de pessoas em todo o mundo. Depois de
seis meses já havia passado toda aquela tribulação e o mundo já continuava como antes. As
pessoas ainda choravam com saudade de seus entes-querido mortos naquela epidemia, que
foi a maior da humanidade já registrada.

Os presidentes do mundo inteiro concordaram em prestar uma homenagem para aquele herói
que deu sua vida pela humanidade e esse dia seria lembrado todos os anos, no mundo inteiro
em memória daquele menino e de seus pais que tiveram um amor maior de deixar que seu
filho morresse para dar vida para a humanidade. Na primeira homenagem apareceram muita
gente; televisão, jornais, revistas, site de internet, vários presidente vieram aos EUA para
prestar essa homenagem, ao grande herói do século 21.

Com o passar dos anos, caiu no esquecimento aquele fato tão extraordinário, ato de bravura e
heroísmo. Apenas em alguns lugares ainda lembram e comemoram esta cerimônia, mas
quase não aparece ninguém. Algumas pessoas ficam em casa dormindo, outras não vêm,
porque preferem fazer um passeio ou assistir um jogo de futebol na tv, preferem acompanhar
sua novela predileta, outros dizem que estás cansado pelo trabalho pesado, outro não vai
porque está estressado, outro porque foi convidado para uma festa de aniversário, de
casamento, enfim; cada um tem inventa uma desculpa e outras vêm com um sorriso falso,
como se realmente não estão se importando.

O pai tem vontade de parar e gritar: MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SE IMPORTAM
COM ISSO? Talvez isso é o que DEUS quer dizer: MEU FILHO MORREU POR VOCÊS!!! NÃO SABE
O QUANTO VOS AMO!!!.

Texto de Ficção, mas que retrata o grande amor de Deus, de dar seu filho para morrer pela
humanidade e são poucos os que aceitam seu sacrifício para salvar a humanidade. Até muitos
crentes deixam de ir à igreja normalmente para honrá-Lo e adorá-Lo, porque Ele é Deus e
digno de toda honra, glória e Louvor.

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Capitulo XI

100 Razões para Não Pecar

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, PARA QUE NÃO PEQUEIS... I Jo 2.1.

Os gnósticos diziam que a alma é pura e o corpo é pecaminoso, assim como pode mergulhar
ouro na lama, sem que o ouro corrompa, assim acontecia com a alma. Eles afirmavam que o
pecado praticado com o corpo não contamina o homem real.

Cerinto foi um contemporâneo do apóstolo João a que se opôs, era um gnóstico. Por isto o
propósito de João ao escrever está epístola foi duplo: 1. expor e rebater os erros doutrinários e
éticos dos falsos mestres e; 2. exortar os filhos na fé a manter uma vida de santa comunhão
com Deus, na verdade e na justiça, cheios de alegria e de certeza da vida eterna, mediante a fé
obediente em Jesus, o filho de Deus, e pela habitação interior do Espírito Santo.

Os crentes devem conscientizar-se de que a carne, ou a natureza humana pecaminosa, é uma


ameaça constante na sua vida, e que devem sempre estar mortificando as suas más obras
por meio do Espírito Santo que neles habita.

Cada pessoa possui resquícios do velho homem, o medo, a inveja, o ódio, a amargura, a ira,
maus pensamentos, desejos carnais, desejos malignos e coisas semelhantes, que em todo
momento procura uma oportunidade para desenvolver na plataforma de nossa alma uma
doença espiritual. Somente a natureza de Deus (pelas quais nos têm sido doadas as suas
preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza
divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo II Pe 1.4) permeando a nossa
alma e o nosso espírito a cada dia nos tornará capazes de vencermos o velho homem.

100 Razões Para Não Pecar

1. Porque o pecado causa separação entre Deus e o Homem. Is 59.2


2. Porque o pecado causa morte. Rm 6.23
3. Porque o pecado escraviza o homem. Rm 7.14-25
4. Porque o pecado conduz o homem ao caminho largo. Mt 7.13
5. Porque o pecado tirou Adão e Eva do Paraíso. Gn 3
6. Porque o pecado fez Caim matar seu irmão Abel. Gn 4
7. Porque o pecado trouxe o dilúvio sobre os homens. Gn 6
8. Porque o pecado causou a destruição de Sodoma e Gomorra. Gn 19
9. Porque o pecado fez os filhos de Arão morrer diante do Altar. Lv 10.1-3,10
10. Porque o pecado fez Coré, Datã, e Abirão, serem enterrado vivo. Nm 16
11. Porque o pecado fez Mirian (irmã de Moisés) ficar leprosa. Nm 12
12. Porque o pecado fez Sansão virar motivo de escárnio. Jz 16.23-25
13. Porque o pecado fez Saul perder o trono. I Sm 13.13-14
14. Porque o pecado impediu Israel de entrar na terra prometida. Nm 14.26-37
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15. Porque o pecado torna o homem imundo. Is 64.6
16. Porque o pecado trouxe a espada à casa de Davi. II Sm 12.10ª
17. Porque o pecado enfraquecerá o homem emocionalmente. Sl 51.8
18. Porque o pecado afeta a mente. Sl 51.3
19. Porque o pecado rouba a alegria. Sl 51.12
20. Porque o pecado afeta o testemunho. Sl 51.14,15
21. Porque o pecado torna o homem culpável diante do Deus. Rm 3.19; Tg 2.10
22. Porque o pecado afetou o homem: mental, moral e espiritual. Rm 3.10-18
23. Porque o pecado é considerado como uma dívida. Mt 6.12
24. Porque o pecado trouxe o ódio de Deus sobre Israel. Os 9.15 e Jr 12.8
25. Porque o pecado trouxe o ódio de Deus sobre o iníquo. Sl 5.5 e 11.5
26. Porque o pecado, Deus odeia. Pv 6.16,17; Zc 8.17
27. Porque o pecado traz morte física. Gn 2.17; Rm 5.12
28. Porque o pecado traz morte espiritual. Ef 2.1
29. Porque o pecado traz morte eterna. Mt 25. 41-46; Ap 20.6,14
30. Porque o pecado trouxe conseqüências até sobre a natureza. Rm 8.22,23
31. Porque o pecado trouxe maldição obre a terra. Gn 3.17
32. Porque o pecado trouxe medo, vergonha e fuga da responsabilidade. Gn 3.10-13
33. Porque o pecado trouxe endurecimento gradual. Hb 3.8-10
34. Porque o pecado trouxe o orgulho e a altivez. Pv 21.4
35. Porque o pecado é abominável a Deus. Dt 12.31; Hc 11.3
36. Porque o pecado é contrario a natureza divina. Is 6.3; I Jo 1.5
37. Porque o pecado (seja qual for) traz uma pena severa. Tg 2.10.
38. Porque o pecado é vulgar, repulsivo e revoltante aos olhos de Deus. Ez 24.13
39. Porque o pecado é comparado ao vômito. Pv 26.11; II Pe 2.22
40. Porque o pecado é chamado de lamaçal. Sl 69.2; II Pe 2.22
41. Porque o pecado é semelhante ao cadáver em estado de putrefação. Mt 23.27
42. Porque o pecado levará o homem ao inferno. Mt 5.30
43. Porque o pecado causa nojo. Ez 20.43
44. Porque um pequeno pecado leva a mais pecados.
45. Porque o meu pecado evoca a disciplina de Deus.
46. Porque o tempo gasto no pecado é desperdiçado para sempre.
47. Porque o meu pecado nunca agrada a Deus; pelo contrário, sempre O entristece.
48. Porque o meu pecado coloca um fardo imenso sobre os meus lideres espirituais.
49. Porque, no devido tempo, o meu pecado produz tristeza em meu coração.
50. Porque estou fazendo o que não devo fazer.
51. Porque o meu pecado sempre me torna menor do que eu poderia ser.
52. Porque os outros (e minha família) sofrem conseqüências do meu pecado.
53. Porque o meu pecado entristece os santos.
54. Porque o meu pecado causa regozijo nos inimigos de Deus.
55. Porque o pecado, fazendo acreditar que ganhou, quando, na realidade, perdeu.
56. Porque o pecado pode impedir que eu me qualifique para a liderança espiritual.
57. Porque os supostos benefícios do pecado nunca superam suas conseqüências.
58. Porque o arrependimento do pecado é um processo doloroso e demorado.
59. Porque o pecado é um prazer momentâneo em troca de uma perda eterna.
60. Porque o meu pecado pode influenciar outros a pecar.
61. Porque o meu pecado pode impedir que outros conheçam a Cristo.
62. Porque o pecado menospreza a cruz, sobre a qual Cristo morreu.
63. Porque é impossível pecar e seguir o Espírito Santo, ao mesmo tempo.
64. Porque outros, mais sinceros do que eu, são prejudicados devido o meu pecado.
65. Porque todos no céu e do inferno testemunharão sobre a tolice deste pecado.
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Soteriologia
66. Porque o pecado pode afligir minha mente e causar danos ao meu corpo.
67. Porque o pecado misturado com a adoração torna insípidas as coisas de Deus.
68. Porque o sofrer por causa do pecado não tem alegria nem recompensa.
69. Porque o meu pecado constitui adultério com o mundo.
70. Porque o pecado (mesmo perdoado) não elimina determinadas consequências.
71. Porque eu nunca sei por antecipação o tipo de disciplina para o meu pecado.
72. Porque o meu pecado pode indicar que ainda estou na condição de perdido.
73. Porque pecar significa não amar a Cristo.
74. Porque o meu pecado lhe da autoridade, mais do que estou disposto a acreditar.
75. Porque o pecado não glorifica a Deus.
76. Porque eu prometi a Deus que Ele seria o Senhor de minha vida e não o pecado.
77. Porque o pecado é a causa do mal no mundo.
78. Porque o pecado, Deus não tolera e nem ignorar.
79. Porque pecado é sempre pecado. Não importam em que circunstâncias.
80. Porque não há conquistas no pecado, apenas raiva, doenças, mágoas, tristezas.
81. Porque não posso andar com Deus e praticar o pecado ao mesmo tempo.
82. Porque todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado.
83. Porque devemos considerar o pecado como Deus o faz (custou a Deus seu Filho)
84. Porque devo fazer o que José fez (quando teve oportunidade para pecar) Gn 39.9
85. Porque nosso senso de pecado é proporcional à nossa proximidade de Deus
86. Porque nosso dever é reconhecer o pecado, e fugir dele tanto quanto possível.
87. Porque o pecado pode rebelar-se em um santo, mas nunca reinará nele.
88. Porque sempre que um homem de Deus peca, satanás se alegra.
89. Porque é mais amargo pecar contra Cristo do que sofrer os tormentos do inferno
90. Porque o pecado é o maior fardo, a maior tristeza, o maior problema.
91. Porque jamais algo foi tão inútil do que viver uma vida na prática do pecado.
92. Porque para o verdadeiro cristão, o pecado não é algo socialmente aceito.
93. Porque se não fosse pelo pecado, a morte jamais teria tido princípio.
94. Porque se não fosse pela morte, o pecado nunca teria tido fim.
95. Porque se o pecado pudesse fazer o que deseja, destronaria e aniquilaria a Deus
96. Porque o Cristianismo começa com a doutrina do pecado.
97. Porque não existe pecado tão pequeno que não possa acender um fogo eterno.
98. Porque o pecado estampa a imagem do diabo no homem.
99. Porque o coração do pecador é a mansão do diabo.
100. Porque é tempo de chamar o pecado de pecado e fugir de seus caminhos:

100.1. Se o namoro te faz pecar, termine.


100.2. Se a Internet te faz pecar, não acesse sozinho.
100.3. Se tem um outdoor no caminho que te faz pecar, vá pelo outro.
100.4. Se o seu amigo te faz pecar, corte a amizade.
100.5. Se o carro faz pecar, vende e ande de ônibus
100.6. Se o emprego te faz pecar, seu patrão é o Senhor, peça demissão.
100.7. Se o dinheiro te faz pecar, deixe-o bloqueado em algum investimento.
100.8. Se algum relacionamento te faz pecar. Termine imediatamente.
100.9. Se a televisão te faz pecar. Se converta.

A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Bibliografia

Joel Mattos
Louis Berkhof
Pr. Domingos Dias Ferreira
Pr Adriano Moreira
Pr. Iranildo dos Santos Tomé
Prof. João Flávio Martinez
A.A. Autores Anônimos

A História de Israel
A História da Igreja
Hamartiologia
Soteriologia
Avaliação: Hamartiologia

1. O que significa Hamartiologia?


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2. O que significa pecado no vocábulo grego e hebraico?


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3. Defina pecado no Antigo Testamento (com suas próprias palavras)

Na Esfera Moral_________________________________________________________________
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Na Esfera da Conduta Fraternal____________________________________________________


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Na Esfera da Santidade___________________________________________________________
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Na Esfera da Verdade____________________________________________________________
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Na Esfera da Sabedoria__________________________________________________________
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4. O que significa pecado herdado e imputado?


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Soteriologia
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Soteriologia
Um Tratado sobre a Salvação

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Temática

Capitulo I: A Condição do Homem Antes do Pecado (Pg 166)


Capitulo II: A Condição do Homem Depois do Pecado (Pg 167)
Capitulo III: Antes e Depois da Salvação (Pg 168)
Capitulo IV: O Plano de Salvação Através dos Séculos (Pg 172)
Capitulo V: A Teologia Calvinista e a Salvação( Pg 177)
Capitulo VI: A Teologia Arminiana e a Salvação (Pg 180)
Capitulo VII: Conflito entre a Teologia Calvinista e a Arminiana (Pg 182)
Capitulo VIII: A Doutrina da Eleição (Pg 187)
Capitulo IX: Os Elementos Básicos da Salvação (Pg 195)
Capitulo X: A Natureza da Salvação (Pg 198)
Capitulo XI: A Obra da Trindade na Salvação (Pg 203)
Capitulo XII: 100 Coisas que Acompanham a Salvação (Pg 204)
Capitulo XIII: O Mundo Está Agonizando Sem Salvação (Pg 206)
Capítulo XIV: A Salvação do Crente Fiel Está Garantida: 45 Razões Bíblicas (Pg 210)
Capítulo XV: Biografias: Jacó Arminius & João Calvino (Pg 211)

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Soteriologia
Introdução

Historicamente, esse estudo tem sido dividido em dois grandes segmentos: 1. A soteriologia
objetiva, que trata de uma obra remidora de Cristo; 2. A soteriologia subjetiva, que aborda a
obra do Espírito Santo, o qual torna uma realidade, no indivíduo, aquilo que a missão de Cristo
proveu para os homens. A soteriologia inclui as grandes subdivisões da obra remidora de Deus
na revelação e na predestinação; a expiação do corpo de Cristo; as operações da graça divina;
a obra do Espírito; e o destino final do homem, que é a sua transformação segundo a imagem
de Cristo.

A palavra salvação vem do grego Soter, que significa libertar, salvar ou redimir. A salvação
abrange três aspectos dispensacionais: salvação física - do corpo, espiritual - da alma e
preservativa - o ser total. Esta salvação espiritual originou-se no coração de Deus, ao ver a
queda do homem no Éden. A ele, indefeso e sem mínimos recursos, Deus fez uma promessa
que da semente da mulher nasceria um que seria o seu redentor. Gn 3.15. Esta promessa foi
cumprida quando Jesus foi enviado como cordeiro que tiraria o pecado do mundo. Jo 3.16. A
salvação nos foi concedida mediante a graça de Deus manifestada em Cristo Jesus (Rm 3.24),
seu sacrifício vicário (Rm 3.25; 5.8), sua ressurreição (Rm 5.10) e sua contínua intercessão por
todos os salvos. Hb 7.25. A salvação é individual e recebida gratuitamente, mediante a fé em
Cristo; ela é o resultado da graça, da misericórdia de Deus (Jo 1.16) e da resposta humana à fé.
At 16.31; Rm 1.17. A salvação assume dois importantes estágios na vida do crente: o primeiro
— hagios, quando o Pai o tira do mundo, colocando-o no Reino do seu Filho (Jo 17.17; Cl 1.13);
o segundo — hagiasmos, quando ele mesmo, com ajuda do Espírito Santo, se mantém neste
Reino. I Ts 5.23; Jo 14.23.

Finalmente, a salvação abrange o passado, o presente e o futuro do crente. Quanto ao


passado, o homem pode ser salvo das penalidades de seu pecado (Rm 5.9); quanto ao
presente, ele pode ser salvo do poder do pecado (Rm 5.10; I Co 1.18), e no futuro, libertos
permanentemente do poder da morte. Rm 13.11; Hb 9.28. Nisto tudo vemos a majestade, o
mistério, o poder e a misericórdia de Deus em ação. Portanto esta é à base da Doutrina da
Salvação:

I. A origem da Salvação
1. Planejada pelo Pai: Gn 3.15; Is 7.14.
2. Consumada pelo Filho: Lc 23.46; Fl 2.5-8; Jo 19.28-30.
3. Mantida pelo Espírito Santo: Jo 14.16; 16.8-11; Rm 8.14.

II. A obtenção da Salvação


1. Através da fé salvífica: At 4.12; Rm 5.1; Hb 10.38; Ef 2.8.
2. Através do arrependimento: Mc 1.15; At 2.37,38; 17.30.
3. Através da conversão: At 3.19; Zc 1.4; At 14.15.

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Soteriologia
III. O objetivo da Salvação

1. Justificar o arrependido: Rm 5.1; Rm 3.23,24; At 13.38,39.


2. Regenerar o convertido: Tt 3.5; 2 Co 5.17; Rm 12.2.
3. Santificar o crente: Lv 20.26; Jo 17.17; 2 Co 7.1; 1 Ts 5.23.

Obviamente, a doutrina da salvação, na maioria das igrejas e centros de crença existentes


hoje, é nebulosa ou, nos casos piores, contraditória. A confusão que existe sobre esta doutrina
é tremenda. Tal confusão pode vir por ela tratar muitos tópicos em uma ordem que às vezes é
difícil de seguir. Mesmo que o assunto contém aspetos que são impossíveis de entender por
completo, convém um estudo sobre este vasto assunto que quase todos os livros da Bíblia
tratam.

O termo teológico deste assunto é soteriologia (A etimologia da palavra "soteriologia" nos


revela que esta, origina-se na junção de duas palavras gregas; a saber: Soteria = salvação +
Logos = palavra; tratado ou doutrina, significando assim "doutrina da salvação" ). Essa
doutrina abrange as doutrinas da reprovação, a eleição, a providência, a regeneração, a
conversão, a justificação e a santificação entre outras. Também envolve a necessidade de
pregação, de arrependimento e de fé. Inclui até as boas obras e a perseverança dos santos.

A salvação não é uma doutrina fácil de entender pelo homem. É uma atividade divina em que
participam as três pessoas da trindade agindo no homem. Por ela tratar da obra de Deus que
resulta no eterno bem do homem para a glória de Deus somos incentivados a avançar neste
assunto com temor e oração para entendê-la na forma que é do agrado de Deus.

Que Deus nos guie com entendimento espiritual pelas maravilhas da Sua Palavra no decorrer
deste estudo e que Deus nos traz à convicção verdadeira, e, pela Palavra de Deus, nos dá um
conhecimento individual de Jesus Cristo. Ef 1.17-23. Para que o Deus de nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai da gloria, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação,
tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da
sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos. E qual a sobre excelente
grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,
que se manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus,
acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia,
não só neste século, mas, também no vindouro. E sujeitou todas as coisas, o constituiu como
cabeça da igreja, que é o corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Portanto, no estudo da soteriologia objetiva, daremos ênfase sobre a natureza na análise de


textos sobre a expiação e seus correlatos: sacrifício, reconciliação, redenção, propiciação,
satisfação; ênfase na expiação vicária e pessoal, e sobre os efeitos pessoais redenção de
Cristo.

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Soteriologia
Capitulo I

A Condição do Homem Antes do Pecado

O homem foi criado santo, tendo uma origem elevada e uma criação diferenciada. Gn
1.26,27; 2.7. O homem, portanto, é um ser distinto dos animais, tendo o duplo poder de
reconhecer-se a si mesmo como relacionado com o mundo e com Deus, e de determinar-se a
si mesmo, em face dos fins morais.

É o que se chama semelhança natural de Deus ou Personalidade. Além da semelhança natural


há também a semelhança moral ou santidade. Sendo o homem reflexo finito dos atributos
morais de Deus e sendo a santidade o principal atributo de Deus, necessariamente a
santidade deve ser o principal atributo nos seres morais a quem ele criou. Ec 7.29; Ef 4.24; Cl
3.10.

Portanto o Jardim do Édem foi o paraíso da Criação de Deus. Foi lá que o Senhor “fez brotar
da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida...” Gn 2.9. Nessa reserva verdejante
natural, Deus colocou, propositalmente, duas árvores que são fundamentais para tudo que
segue em toda história humana. A árvore da vida é associada à concessão da vida divina,
incluindo a imortalidade. A árvore da ciência do bem e do mal representa a autonomia
humana, isto é, um governo próprio e uma independência deliberada à parte de Deus em
todas as áreas da vida.

O Senhor Deus, também, deixou uma ordem expressa ao homem para “não comer” do fruto
da árvore da ciência do bem e do mal, porque, a conseqüência desse ato, era a “morte”. Gn
2.16. Nessa advertência, o auto-governo do ser humano inclui tudo, de modo que a morte
está incluída na existência espiritual, moral, social e relacional do ser humano e,
principalmente, na sua existência física. Nesse contexto desta passagem abordada, há alguns
pontos importantes a serem observados.

Deus deixou o homem “escolher” seu destino. Por que Deus plantaria uma árvore no jardim
e então proibiria Adão de comer o seu fruto? Deus queria a obediência de Adão, mas deu-lhe a
liberdade de escolher. Ao invés de impedi-lo fisicamente, o Senhor concedeu-lhe esta chance
de escolha e, com isso, a possibilidade de escolher errado. Sem a escolha, o homem seria um
prisioneiro, e, sua obediência não teria sido sincera. As duas árvores proporcionam um
exercício de escolha, com recompensas ao optar pela obediência e tristes conseqüências pela
desobediência.

“Viver com as conseqüências de nossas escolhas ensina-nos a pensar e escolher com muito
cuidado”.

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Capitulo II

A Condição do Homem Depois do Pecado

Colocados por Deus no Éden, nossos primeiros pais poderiam permanecer no estado de
santidade em que foram criados. Mas submetidos à prova não resistiram à tentação e
pecaram contra o Senhor. Isso os levou de um estado de santidade para um estado de pecado
e miséria.

A CRIATURA se volta contra o CRIADOR: Ao comer do fruto “proibido”, o homem, sob a


influência do diabo, estava declarando sua independência de Deus. A partir dali, o homem
exerceria seu próprio governo à parte de Deus. Agora o homem usaria seu potencial
conhecimento ilimitado para governar o mundo à sua moda, sob influência maligna. Adão foi
separado de Deus pelo desejo de agir por si próprio.

A Expulsão do CORROMPIDO do lugar sem corrupção: Após a escolha errada, o homem foi
expulso do Jardim por Deus que, pôs anjos armados ao oriente do paraíso para guardar o
caminho de acesso a arvore da vida. Gn 3.24.

As consequências do pecado

A queda de nossos primeiros pais, trouxe conseqüências desastrosas não apenas para eles,
mas também para toda a humanidade. Entender o que aconteceu com Adão e Eva após o
primeiro pecado é chave para compreendermos a situação em que o homem se encontra
hoje. Isto porque, Adão não agiu como uma pessoa particular, mas como representante de
toda a humanidade.

Conseqüências para Adão, Eva e a Humanidade

1. Decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus (imagem corrompida)


2. Tornaram-se mortos em pecado (escravos do pecado)
3. Inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e alma
4. Após o pecado sentiram o peso de uma consciência culpada. Gn 3.7
5. Após o pecado, tiveram medo e fugiram. Gn 3.8
6. Após o pecado procuraram uma solução inútil para seu pecado. Gn 3.7
7. Após o pecado, há uma fuga da responsabilidade. Gn 3.10
8. Após o pecado eles tentaram arranjar uma justificativa. Gn 3.12
9. Após o pecado, a mulher daria a luz em meio a dores. Gn 3.16-19
10. Após o pecado, a Terra foi amaldiçoada. Gn 3.17
11. Após o pecado, a morte alcança o homem. Gn 3.19 (Morte Física: Ecle 12.7. Morte
Espiritual: Rm 6.23; 5.12 e Morte Eterna: Mt 25.46)
12. Após o pecado, foram expulsos da presença de Deus. Gn 3.22-24
13. Todos perderam com a queda de Adão e Eva: As conseqüências não ficaram restritas
apenas ao Édem. Toda a raça humana sofre as conseqüências do pecado dos nossos primeiros
pais. "Sendo eles (Adão e Eva) o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi
imputado aos seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza
corrompida, foi transmitida a toda a sua posteridade, que deles procede por geração
ordinária". Sl 51.5; 58.3-5; Rm 5.12, 15.19. Em vista da queda, o pecado tornou-se universal;
com exceção do Senhor Jesus, nenhuma pessoa que tenha vivido sobre a terra esteve isenta
de pecado.
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Capitulo III

Antes e Depois da Salvação

Cronologicamente a vida do crente está dividida em duas partes: antes e depois daquele
momento em que foi salvo pela graça de Deus. Ele deve lembrar constantemente o que era
em Adão e o que é agora em Cristo Jesus. Não se deve negar nenhum lado da questão. João
disse:

“Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho
de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não
comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido
de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não
pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus,” I Jo 3.8-10.

Antes da nossa regeneração, não amávamos a nosso irmão e não praticávamos a


justiça. Estávamos praticando o pecado. Quem “comete o pecado é do diabo.” Agora que
somos nascidos de novo e temos a vida eterna de Deus, fomos feitos filhos de Deus e não
praticamos o pecado. João disse:

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que
crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do homem, mas de Deus.” Pois se não éramos filhos de Deus até o momento que
cremos no nome de Jesus, éramos filhos de quem? João 1.12-13. Se praticávamos o pecado
então éramos do diabo. I Jo 3.8. Não há meio termo.

Condenados ou Justificados? A Bíblia é clara em seu ensino que todos os descendentes de


Adão estão debaixo da mesma condenação. Esta doutrina é chamada “depravação
hereditária total.” Não há nenhuma pessoa isenta desta depravação. Todos nós somos filhos
de Adão, portanto filhos da desobediência. “Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo
para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus,” Rm.22-23. “Portanto, como por um homem entrou o
pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens
por isso que todos pecaram,” Rm 5.12. Não há diferença, nem distinção. “Pois assim como por
uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só
ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida,” Romanos
5.18. “Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em
Jesus Cristo fosse dada aos crentes.” Gl 3.22.

Todos pecam, mas nem todos estão justificados. O mundo está dividido entre os culpados
e os justificados. A justificação é restrita aos verdadeiros crentes em Jesus Cristo. Paulo usou
o exemplo da justificação de Abraão pela fé, sem obras e antes da circuncisão para mostrar
que ninguém é justificado pela lei ou cerimônia... A circuncisão representa a lei. Abraão foi
justificado quando creu na palavra de Deus muitos anos antes da sua própria circuncisão e
mais de quatro séculos antes da Lei de Moises!

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Antes de crer em Cristo, estávamos condenados? Claro que sim. Agora que cremos, somos
justificados perante o tribunal do céu? Claro que sim, pois não há condenação contra os
justificados. “E é o que alguns tem sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados,
mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.” I Co
6.11.

Mortos ou Vivos? Existe na experiência de cada crente verdadeiro um momento em que sua
posição diante de Deus se mudou. Chama-se conversão ou regeneração. Deus disse a Adão
que no dia que comesse do fruto proibido que morreria. Fisicamente continuou vivendo por
muitos anos. Como então morreu? A morte é uma separação, e no dia que Adão pecou, ficou
separado da comunhão de Deus. Morreu espiritualmente. “Todos morrem em Adão,” I Co
15.22. Quando Adão morreu espiritualmente, todos dos seus descendentes morreram nele. A
condenação trouxe a morte como resultado. “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo
sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça
sobre todos os homens para justificação da vida,” Rm 5.18.

Adão nos representou na morte espiritual, mas Cristo é a nossa vida! Houve um momento em
nossa vida em que o Espírito Santo abriu o nosso entendimento e pudemos sentir nossa
condenação perante Deus. Fomos salvos, isto é, vivificados pela graça “mediante a fé,” Ef
2.8, “Sem fé e impossível agradar-lhe a Deus.” “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna,” Jo
3.36. Aquele que ouve e crê “tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da
morte para a vida” João 5.24. A Bíblia fala da nossa vida nova e espiritual em Cristo, pois Ele
mesmo é “o caminho, a verdade e a vida,” Jo 14.6. “Quem tem o Filho tem a vida; quem não
tem o Filho de Deus não tem a vida,” I Jo 5.12. Há uma passagem ou uma mudança de morte
para a vida. Deus não somente nos justifica, mas também nos regenera. Ele faz os mortos
viverem espiritualmente.

Antes de crer em Jesus como nosso Salvador, não éramos filhos de Deus porque não tínhamos
vida eterna. Nós fomos “de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,
pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre,” I Pe 1.23. Deus “nos gerou pela
palavra da verdade,” Tiago 1.18. Paulo disse aos Coríntios, “eu pelo evangelho vos gerei em
Jesus Cristo.” O instrumento que Deus usou para nos mudar da morte para a vida espiritual foi
o da pregação do evangelho. Mudou-se nossa filiação porque até o momento da salvação,
Deus não era nosso Pai espiritual. Esta mudança é mais que adoção no sentido desta palavra
hoje em dia. É uma regeneração. Podemos dizer com clareza que “agora somos filhos de
Deus.” Antes não éramos Seus filhos, mesmo se nossos nomes estivessem escritos no livro da
vida antes da fundação do mundo. Agora Ele nos dá força para praticar a justiça, e sabemos
que “todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” I Jo 2.29.

Antes da fé salvadora, o pecador está morto espiritualmente. “E vos vivificou (feito a viver),
estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso
deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos
da desobediência...” Efe 2.1-6 e Cl 2.13.

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Perdidos ou Achados? O homem sem Cristo está perdido. Paulo disse que os crentes “noutro
tempo” (antes de serem crentes) estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel...
não tendo esperança, e sem Deus no mundo,” Ef 2.11-13. Estavam “longe” de Deus, mas
agora por Cristo chegaram “perto.” Jesus veio para buscar e salvar o que estava perdido.
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido, Lc 19.10. “Porque o
Filho do homem veio salvar o que se tinha perdido” Mt 18.11. Jesus morreu para todos que
estavam perdidos. “Se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos,
para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou” II Co 5.14-15. Nós que cremos em Cristo somos salvos. Deus nos conhece. Ele nos
achou e não estamos perdidos mais. Somos como a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho
pródigo em Lucas 15.4,9,24. Jesus contou esta parábola para ensinar como devemos alegrar-
nos quando um pecador perdido é achado! Será que somente os eleitos estavam
perdidos? Nós devemos anunciar o evangelho a todos, e “se ainda o nosso evangelho está
encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os
entendimentos dos incrédulos...” II Co 4.3-4. O diabo cega os entendimentos dos perdidos
pois pertencem a ele e ao seu reino.

Sujos ou Lavados? O descrente está com muitas culpas perante e assim está sujo em Sua
presença. Paulo disse: “Porque também nós éramos noutro tempo (antes da conversão)
insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo
em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. Tt 3.3. A nossa condição antes da
salvação se resume nesta palavra: sujo. Mas Deus, pela graça, nos lavou pela própria
regeneração e renovação do Espírito Santo, Tito 3.5. Nós “andávamos nos desejos da nossa
carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos,” Ef 2.3. Recebemos a “remissão dos
pecados”, Colossenses 1.14. Jesus “nos lavou dos nossos pecados,” Apocalipse 1.5. Por isso nós
renunciamos a “impiedade e as concupiscências mundanas” porque Deus nos “remiu de toda a
iniqüidade” ou sujeira imoral, Tito 2.12-14.

Escravos do pecado ou escravos de Cristo? Jesus disse: “Todo aquele que comete pecado é
servo (escravo) do pecado.” João 8.34. Os falsos profetas e ensinadores prometem liberdade
aos adeptos, mas eles próprios são escravos do pecado, “porque de quem alguém é vencido,
do tal faz-se também servo.” II Pe 2.19. “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por
servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte,
ou da obediência para a justiça?” Romanos 6.16. “Porque, quando éreis servos do pecado,
estáveis livres da justiça, vs. 20. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará,” Jo 8.36.
Rm 6.14: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei,
mas debaixo da graça.”

O reino das trevas e o reino de Deus. Como descrentes fazíamos parte deste mundo e do
reino de satanás chamado “a potestade das trevas.” Quando cremos, Deus nos tirou do reino
do diabo e nos transportou para o seu reino. Pertencemos a Cristo e o reino dele agora. “O
qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor...”
Colossenses 1.13. O nosso “príncipe” era o diabo. “Em que noutro tempo andastes segundo o
curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos
filhos da desobediência.” Efesios 2.2.

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No encontro de Jesus com Nicodemos que Jesus viu a necessidade de empregar várias
simbologias para explicar uma única verdade a Nicodemos. Como este não compreendeu o
primeiro, Jesus utilizou outro retrato para comunicar a necessidade de regeneração, e logo
outro. É necessário ressaltar que a salvação contém dois aspectos essenciais que logo se
mostram em várias polaridades.

Somos salvos “de” certas coisas e “para” outras.

É comum tratarmos mais o aspecto negativo (salvos de…), porém esse não é o quadro
completo. O resto do quadro ressalta tanto o compromisso do cristão como a promessa que
lhe é feita. Como nova criatura, o crente agora tem outra possibilidade de atividade, revestido
de um novo propósito e referencial. O quadro que se segue não pretende ser completo, mas
ilustrativo das conseqüências de vida da salvação.

Salvos De… Salvos Para…

Arrogância Humildade
Condenação Justificação
Derrota Vitória
Desconfiança Confiança (Fé)
Desesperança Esperança
Desobediência Obediência
Despreparo Estarmos preparados
Dominância Serviço
Escravidão Liberdade real
Falsidade (erro) Verdade
Falta de propósito (rumo) Missão
Ignorância Conhecer a Deus
Imagem deturpada (depravada) Semelhança de Deus
Impureza Purificação
Individualismo Comunhão com outros (Deus)
Inferno Céu
Infidelidade Fidelidade
Ira Recompensa
Legalismo Graça
Luta (conflito) Paz
Medo Confiança
Mortandade Regeneração
Morte Vida das eternidades
Ódio Amor
Pecado Boas obras
Reinar do ego Reinar de Deus
Separação de Deus Relacionamento com Deus
Sermos surpreendidos Sermos vigilantes
Trevas Luz
Vida infrutífera Fruto (produtividade)
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Capitulo IV

O Plano de Salvação Através dos Séculos

Jesus o cordeiro de Deus que foi morto ANTES da fundação do mundo. Apoc 13.8: Quando a
Bíblia diz que Jesus foi morto antes da fundação do mundo, não está querendo dizer, na
essência da palavra, que ele morreu antes da fundação do mundo. Por quê? Jesus morreu
aproximadamente há 2.000 atrás. O que a Bíblia está querendo dizer nessa passagem é que
havia um plano preparado antes da fundação do mundo para salvar o homem do inferno.

I. Antes da Criação: "No princípio. . . ." Volte comigo a este tempo. Não havia mundo, não
havia universo, não havia vida física, não havia substância física, e não havia tempo. A
eternidade não tem princípio nem fim. O que existia? Como foi que tudo o que conhecemos
chegou a existir? O que tudo isto significa?

Havia três seres em existência, que eram perenes como a própria eternidade: Jeová, o Verbo,
e o Espírito Santo. Estes Seres separados, não obstante, são um só em propósito, em virtude e
em divindade. Eles compõem tudo o que é Divino.

Em algum tempo não temos idéia de quando, ou por quê seres celestiais menores foram
criados. Lemos sobre as inumeráveis hostes de anjos (Apocalipse 5.11), de serafins (Isaías 6.2)
e querubins (Gênesis 3.24) e outras criaturas celestiais, ao redor do trono de Deus. Apocalipse
4. Em algum tempo, alguns destes seres celestiais cometeram pecado. II Pedro 2.4. Uma vez
mais, não sabemos a razão. Estes assuntos constituem as coisas encobertas, que pertencem a
Deus. Um local de punição, terrível além de nossa compreensão, foi preparado para estes
seres corrompidos. Mt 25.41. Foram entregues "a abismos de trevas, reservando-os para
juízo". II Pe 2.4. Estes seres celestiais são mais poderosos que o homem, mas, como seres
criados, são muito inferiores a Deus, o Criador.

II. No Antigo Testamento

Você imaginou o que as pessoas faziam quando pecavam, antes de Jesus morrer? Hoje temos
a promessa: "Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo, para perdoar os pecados e
nos purificar de toda a injustiça." I Jo 1.9. Agora podemos ser perdoados porque Jesus morreu
em nosso lugar e pagou o preço dos nossos pecados. Mas como homens e mulheres podiam
ser perdoados antes da cruz, quando Jesus ainda não tinha morrido?

Desde a queda do homem no Jardim do Édem, a base da salvação sempre foi à morte de
Cristo. Ninguém, mesmo antes da cruz ou desde a cruz, poderia ser salvo sem este
acontecimento indispensável na história do mundo. A morte de Cristo pagou a pena por
pecados do passado, cometidos pelos “santos” do Velho Testamento e também de pecados
futuros, dos “santos” do Novo Testamento.

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Na verdade, assim que o homem pecou, Deus demonstrou pela primeira vez o Calvário. Foi
construído um altar sobre o qual um cordeiro foi sacrificado. Esse cordeiro representava a
Cristo.

Através dos séculos, cada vez que um animal inocente era sacrificado, apontava para o dia em
que o Filho inocente de Deus morreria no lugar do homem. Esse foi o preço do perdão. Como
o sacrifício de animais era incapaz de perdoar pecados e apenas apontavam para o verdadeiro
sacrifício, a condição para a salvação sempre foi à fé. O alvo da fé de alguém para a salvação
sempre foi Deus. Escreveu o salmista: “... bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”.
Sl 2.12. Gênesis 15.6 nos diz que Abraão creu em Deus e que isto foi suficiente para Deus
imputar-lhe isto por justiça. Rm 4.3-8.

Uma Cruz Levantada no Deserto: O povo de Israel, recém saído da escravidão, precisava de
uma comunicação simples e fácil para compreender o plano de Deus para a Salvação. Eles
precisavam de algo prático, que demonstrasse a terrível natureza do pecado de modo vivo.
Eles necessitavam de uma noção clara do elevado custo de nossa salvação. E foi o que Deus
fez. Ele ordenou: "E Me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo que Eu te
mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus vasos, assim mesmo o
fareis." Êxodo 25.8,9.

Deus desejava estar com o Seu povo, para isso era necessário um santuário. O santuário
deveria ser um templo portátil que pudesse ser montado no deserto e transportado enquanto
viajassem. Deus mostraria a Moisés um padrão, e daria a ele instruções detalhadas sobre a
construção e a mobília. “... Moisés divinamente foi avisado... olha, faze tudo conforme o
modelo que no monte se te mostrou." Hb 8.5. Essa réplica (do verdadeiro santuário no Céu)
seria uma escola adequada para nos ensinar muitas coisas sobre o plano elaborado por Deus
para a salvação da humanidade.

"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de
sangue não há remissão." Hebreus 9.22. Isso significa que sem derramamento de sangue não
há perdão, nem para o povo de Israel no passado, nem para nós hoje. O perdão é a coisa mais
preciosa do Universo, pois custou a vida do Filho de Deus. Era isso o que a morte do cordeiro
queria dizer. O substituto inocente, sacrificado no altar, demonstrava a fé do pecador no
inocente Cordeiro de Deus, Jesus, que um dia morreria em seu lugar.

Quando alguém pecava e se arrependia, deveria providenciar um cordeiro e se apresentar ao


sacerdote no santuário. O pecador, colocando sua mão sobre a cabeça do cordeirinho,
confessava os pecados e em seguida matava o animal. O sacerdote, então, espalhava um
pouco desse sangue nos cantos do altar. O livro de Levítico, no Velho Testamento, descreve
os vários sacrifícios que ocorriam no santuário. Tudo apontava para um grande e único tema
central: prover um meio de trazer o pecador de volta a Deus, tornar possível para ele
compreender o pecado e o que isso custou para Deus.

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Portanto, o sistema sacrificial do Velho Testamento não tirava o pecado, como claramente
ensina Hebreus 9.1-10; 10.4, mas apontava para o dia em que o Filho de Deus verteria Seu
sangue pela pecaminosa raça humana. O que mudou através das gerações foi o conteúdo da
fé do crente. A exigência de Deus sobre o alvo da fé se baseia na quantidade de revelação que
Ele deu, até determinado momento, à humanidade. A isto se chama revelação progressiva.

Adão cria na promessa dada por Deus em Gênesis 3.15, que a Semente da mulher conquistaria
Satanás. Adão Nele creu, demonstrado pelo nome que deu a Eva (Gn 3.20) e o Senhor indicou
Sua aceitação imediatamente, cobrindo-os com túnicas de peles. Gn 3.21. Naquele momento,
era tudo que Adão sabia, mas nisto ele creu. Abraão creu em Deus de acordo com as
promessas e novas revelações a ele dadas por Deus em Gênesis 12 e 15. Antes de Moisés,
nenhuma Escritura existia, mas a humanidade foi responsável pelo que Deus tinha revelado.
Através do Velho Testamento, os crentes eram salvos porque criam que Deus iria, um dia,
tomar conta deste problema, o pecado.

Um outro aspecto importante que encontramos neste período são os Pactos de Deus: A
despeito da rebelião da humanidade contra Deus, Seu grande amor foi revelado em Seu
propósito de abençoar a humanidade, que foi feito conhecido em Sua promessa redentora,
após a queda, de que esmagaria a cabeça da serpente com a semente da mulher. Gênesis 3.15.
Deus, então, começou a implementar este plano de redenção, por meio de pactos, para
misericordiosamente fazer com que a humanidade volte-se à comunhão da vida divina e à
glória que Ele originalmente intentou para nós.

A essência do pacto entre Deus e o homem é "Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo".
A natureza revelatória progressiva dos pactos com Noé, Abraão, Moisés e Davi lançou o
fundamento do pacto para a culminação da obra redentora de Deus em Seu novo concerto
em Cristo. Estes pactos sucessivos da Escritura formam uma unidade.

O pacto probatório da vida pelo qual o homem devia guardar os mandamentos de Deus
perfeitamente foi cumprido e consumado de uma vez por todas por Cristo, Deus em carne. No
pacto da graça os eleitos de Deus recebem a satisfação de Cristo pela fé. Dessa forma, a nação
de Israel compartilha de uma função primária na auto-revelação de Deus na história
redentora. É a revelação progressiva através de todo o Antigo Testamento que provê a
estrutura crucial para o entendimento da completa auto-revelação de Deus através de Jesus
Cristo.

Tipos Ilustrativos da Salvação, no Velho Testamento

1. Adão e Eva: Ilustrando que a salvação nos veste. Gn 3.21; Zc 3.1-5; Apoc 3.5,18
2. Caim e Abel: Ilustrando que a salvação [o sangue] garante aceitação. Gn 4.4; Ef 1.6
3. Abraão e Isaque: A salvação provê um substituto aceitável. Gn 22.12-14; Is 53.4-6
4. A Arca e a Páscoa: Ilustrando que a salvação protege da ira divina. Gn 7.1; Êx 12.23
5. O Tabernáculo: Ilustrando que a salvação restaura a comunhão. Êx 25.22; Sl 23.3
6. O Maná e a Rocha ferida: Ilustrando que a salvação Satisfaz. Êx 16.14; 17.6; Sl 103.5
7. A Serpente de bronze: Ilustrando que a salvação nos cura. Nm 21.9; Jo 3.14
8. Naamã: ilustrando que a salvação nos limpa. II Rs 5.1-14; Sl 51.7

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III. No Novo Testamento

O Plano de Salvação consolidado na Plenitude dos Tempos: Mas vindo a PLENITUDE DOS
TEMPOS, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para REMIR os que
estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a ADOÇAO DE FILHOS, Gl 4.4,5.

Jesus veio na plenitude dos tempos (momento certo), ou seja, no momento em que o mundo
estava no auge do seu progresso; havia um só governo (romano), um só governante
(imperador), uma moeda comum, uma língua comum (grego koyné), uma cultura
predominante (grega), estradas que ligavam o mundo a Roma e etc. Gálatas 4.4-6 mostra que
nada ocorreu "por acidente". Quando Deus operou a "plenitude dos tempos", isto é, quando
cada detalhe e cada condição estavam preparados para a missão do Messias - Jesus Cristo, Ele
veio ao mundo, exatamente como estava profetizado desde Gênesis 3.15.

Deus escolheu um povo, depois a casa de Davi e depois uma família abençoada (José e Maria)
para que, por obra do Espírito Santo, Jesus viesse a nascer. O nascimento virginal de Jesus
Cristo, um milagre muito contestado por teólogos modernistas, mas claramente registrado
nas Escrituras (Is 7.14 e Mt 1.23), explica a ausência do pecado original em Cristo, ao mesmo
tempo em que estabelece Sua humanidade desde a formação no ventre de Maria.

O Cordeiro de Deus

A razão mais importante porque Jesus


Cristo foi ungido e enviado ao mundo, foi
redimir dos seus pecados a humanidade
caída. Para poder fazer isso, Ele tinha de
aparecer na semelhança do homem, para
que pudesse oferecer-Se como sacrifício
pelos nossos pecados, vertendo o Seu
sangue e morrendo fisicamente na cruz.
Ele tinha de se transformar no Cordeiro de
Deus, do sacrifício: “Porque não é possível
que o sangue de novilhos e de bodes livre
de pecados.

Portanto, quando Ele vem ao mundo afirma: Sacrifícios e ofertas não quisestes, mas um corpo
Tu Me preparaste… Então disse Eu, Olha, Eu venho (no conteúdo do livro está escrito sobre
Mim) para fazer a Tua vontade Ó Deus… Por cuja vontade somos santificados de uma vez
para sempre, pela oferta do corpo de Jesus Cristo”. Hb 10.4-5,7,10. A lei espiritual que diz que
“sem o derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22 e Levítico 17.11), foi ditada a
Israel 1 500 anos antes da vinda do Messias. Há um verdadeiro rio de sangue de sacrifícios, que
corre por todo o Antigo Testamento. Examine I Reis 8 para ver os sacrifícios oferecidos em
apenas um dia. Mas isto não era suficiente. O sangue de touros e bodes jamais poderia ter
valor suficiente para pagar a fraqueza da humanidade. Hb 10.4.

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Todos estes sacrifícios eram apenas indícios, que apontavam para a morte do Cordeiro de
Deus, quando o tempo próprio chegasse. Foi João Batista que anunciou a vinda do Cordeiro:
“Olhai, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. João 1.29. Jesus fez o sacrifício final,
pelo qual pôs termo a todos os repetidos e incompletos sacrifícios do Velho Testamento:
“(Cristo) não precisava fazer, como os sumos sacerdotes faziam diariamente, sacrifícios
primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo; pois Ele o fez uma
única vez, quando Se ofereceu a Si próprio”. Hebreus 7.27.

Ele derramou o seu Sangue: A nossa salvação, baseiam-se no sangue:

1. Somos justificados pelo precioso sangue de Cristo. Rm 5.9


2. Somos redimidos pelo precioso sangue de Cristo. I Pe 1.18-19
3. Somos lavados pelo precioso sangue de Cristo. Apoc 1.5
4. Somos incluidos no Novo Testamento, pelo sangue de Cristo. I Co 11.25
5. N’Êle temos redenção através do Seu sangue, o perdão dos pecados. Ef 1.7.
5.1. Seu SANGUE nos aproximou de Deus outra vez. Ef 2.13
5.2. Seu SANGUE nos paz e reconciliação. Cl 1.20
5.3. Seu SANGUE nos fez triunfar sobre que tinha o poder da morte. Hb 2.14
5.4. Seu SANGUE nos trouxe purificação. Hb 9.7
5.5. Seu SANGUE nos trouxe eterna redenção. Hb 9.12
5.6. Seu SANGUE viabiliza o servir ao Deus vivo. Hb 9.14
5.7. Seu SANGUE foi aspergido sobre nós. Hb 9.19
5.8. Seu SANGUE foi a base do pacto entre Deus e o homem. Hb 9.20
5.9. Seu SANGUE o motivo da remissão. Hb 9.22
5.10. Seu SANGUE permite a entrada com ousadia no santíssimo lugar. Hb 10.19
5.11. Seu SANGUE trará juízo sobre os profanadores. Hb 10.29
5.12. Seu SANGUE nos traz proteção contra as investidas do destruidor. Hb 11.28
5.13. Seu SANGUE é incomparável em sua essência. Hb 12.24
5.14. Seu SANGUE tem poder santificador. Hb 13.12
5.15. Seu SANGUE derramado estabeleceu uma aliança eterna. Hb 13.20
5.16. Seu SANGUE incontaminado e sem mancha. I Pe 1.19
5.17. Seu SANGUE nos purifica de qualquer pecado. I Jo 1.7
5.18. Seu SANGUE traz libertação aos cativos. Apoc 1.5
5.19. Seu SANGUE o preço pago para a salvação do homem perdido. Apoc 5.9
5.20. Seu SANGUE limpa as vestes manchadas pelo pecado. Apoc 7.14
5.21. Seu SANGUE torna possível à entrada na cidade de Deus. Apoc 22.14
5.22. Três aspectos essenciais sobre o sangue de Jesus (o valor, a virtude e a voz)
5.22.1. Seu VALOR é incomparável. I Pe 1.18,19
5.22.2. Sua VIRTUDE é incomparável. I Jo 1.7
5.22.3. Sua VOZ é incomparável. Hb 12.24,25
5.23. O sangue é o bilhete - Quando você vai viajar de Avião, ninguém pergunta se você é
rico ou pobre. Eles querem ver o bilhete. O bilhete é o sinal. O sangue é o bilhete para
entrar no céu.
5.24. Joe Kerkofsky – Perdeu o braço aos 6 anos. Rejeitado para o serviço militar na segunda
guerra. Campeão em doação de sangue. Doou 250 vezes. Doou 120 litros de sangue. Disse
ele: “Dinheiro não pode pagar a alegria de doar sangue a alguém necessitado. Isso é dar vida
a alguém que está morrendo”. Porém, nenhum sangue derramado ou doado pode se
comparar com o SANGUE DE JESUS.

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Capitulo V

A Teologia Calvinista e a Salvação

I. Autoria

Ao contrário do que muitos pensam, não foi João Calvino quem escreveu “Os Cinco Pontos do
Calvinismo”. Talvez algumas pessoas ficarão impressionadas com esta afirmação. No entanto,
a magna pergunta que se faz é: Se não foi Calvino, quem foi então? “Estes cinco pontos foram
formulados pelo Sínodo de Dort, Sínodo este convocado pelos estados Gerais (da Holanda) e
composto por um grupo de 84 Teólogos e 18 representantes seculares, entre esses estavam
27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e outros países da Europa reunidos em 154
Sessões, desde 13 de novembro de 16 18 até maio de 1619”. Portanto, peca por ignorância
quem afirma ser João Calvino o autor destes cinco pontos, porque na verdade, a afirmação
correta é que estes “pontos” foram fundamentados tão somente nas doutrinas ensinadas por
ele. Aliás, este sistema doutrinário, se assim podemos chamá-lo, foi elaborado somente 54
anos após a morte do grande reformador (1509-1564). Porém, têm sido, desde então,
conhecidos como “os cinco pontos do Calvinismo”.

II. Razão de sua Escrita

Os Cinco Pontos do Calvinismo foram formulados em resposta a um “documento que ficou


conhecido na história como ‘Remonstrance' ou o mesmo que ‘Protesto'”, apresentado ao
Estado da Holanda pelos “discípulos do professor de um seminário holandês chamado Jacob
Hermann, cujo sobrenome latino era Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na
tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que
era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem”.
Este documento formulado pelos discípulos de Arminius tinha como objetivo mudar os
símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de
Heidelberg), substituindo pelos ensinos do seu mestre. Desta forma, o Sínodo de Dort
condenou os arminianos e elaborou o que conhecemos como “Os Cinco Pontos do
Calvinismo” (combatendo os cincos pontos dos arminianos). Estes pontos do calvinismo são
conhecidos mundialmente pela palavra TULIP, um acróstico popular que na língua inglesa
significa:

T otal Depravity Total Depravação

U nconditional Election Eleição Incondicional

L imited Atonement Expiação Limitada

I rresistible Grace Graça Irresistível

P erseverance of Saints Perseverança dos Santos

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III. A Teologia Calvinista e a Salvação

Na eternidade passada, Deus escolheu um certo número de criaturas caídas para serem
reconciliadas com ele mesmo. No tempo oportuno, Cristo veio para salvar os escolhidos. O
Espírito Santo ilumina os eleitos para que possam crer no Evangelho e receber a salvação. A
salvação pode ser resumida nos Cinco pontos do Calvinismo. No entanto sua visão não se
restringe a este cincos pontos, é tão somente o fundamento dos ensinos de João Calvino.

1. Total Depravity (Total Depravação)

O Calvinismo entende que depois da queda, o homem não tem mais livre arbítrio. Ele
continua responsável, pois o estado de pecado em que se encontra foi decorrente da sua livre
decisão no Éden. Mas agora, em estado de pecado, a vontade do homem foi escravizada pelo
pecado que o cegou, impedindo-o de discernir e consequentemente decidir positivamente,
por si mesmo, em questões espirituais vitais para a salvação. Entende que a corrupção
espiritual produzida pela queda foi tal que, espiritualmente falando, o homem está morto nos
seus delitos e pecados. Assim, para o calvinista, o homem não precisa apenas de justificação,
mas de vivificação; ele precisa ser primeiro regenerado pelo Espírito Santo de Deus, para que,
então, possa ser convencido do pecado e se arrependa, e seja iluminado para crer no
evangelho da salvação. Para os calvinistas, a queda foi realmente uma queda e não um
tropeço, ou um escorregão sem maiores conseqüências.

2. Unconditional Election (Eleição Incondicional)

O calvinismo crê na escolha divina de certos indivíduos para a salvação, antes da fundação do
mundo, repousou tão somente na Sua soberana vontade. A escolha de determinados
pecadores feita por Deus não foi baseada em qualquer resposta ou obediência prevista da
parte destes, tal como fé ou arrependimento. Pelo contrário, é Deus quem dá a fé e o
arrependimento a cada pessoa a quem Ele escolheu. Esses atos são o resultado e não a causa
da escolha divina. A eleição, portanto, não foi determinada nem condicionada por qualquer
qualidade ou ato previsto no homem. Aqueles a quem Deus soberanamente elegeu, Ele os
traz, através do poder do Espírito, a uma voluntária aceitação de Cristo. Desta forma, a causa
última da salvação não é a escolha que o pecador faz de Cristo, mas a escolha que Deus faz do
pecador.

3. Limited Atonement (Expiação Limitada)

O calvinismo crê na expiação limitada de Cristo. Isto não quer dizer que a expiação de Cristo
não seja suficiente para a salvação do mundo inteiro; mas que foi eficiente apenas para a
salvação dos eleitos, pois este foi o seu propósito. Ou seja, Cristo morreu na cruz, não apenas
potencialmente, mas em substituição verdadeira e individual aos eleitos. O calvinismo não
entende que Cristo veio ao mundo apenas para possibilitar a redenção (de todos), mas para
efetivamente redimir (os eleitos) através da sua morte vicária e expiatória na cruz. A expiação
não é potencial e geral, mas objetiva e pessoal.

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4. Irresistible Grace ( )

Os calvinistas crêem na graça irresistível; na soberania de Deus em aplicar a redenção no


coração dos eleitos; no chamado eficaz de Deus para a salvação. Os calvinistas crêem que o
que faz alguns submeterem-se e outros rejeitarem a vontade de Deus, em última instância, é
a graça irresistível de Deus em chamar eficazmente os eleitos para a salvação. Crêem que a
ação de Deus no coração dos seus eleitos não poderá ser eficazmente resistida; isso não quer
dizer que os pecadores serão convertidos à força, mas que suas vontades serão eficazmente
convencidas; serão levados ao arrependimento e crerão no evangelho, de modo que acabarão
respondendo positivamente ao chamado do Espírito Santo. Os calvinistas crêem que a ação
do Espírito Santo no coração dos eleitos é invencível. Que a graça de Deus para com eles é
irresistível; e que os propósitos de Deus na eleição e a obra de Cristo na expiação serão
efetivamente aplicados pelo Espírito Santo. Em outras palavras, os calvinistas crêem que a
quem Deus elegeu, a estes também chamou, e a estes também justificou. Crêem que hão há
eleito que não seja chamado; e que não há chamado que não seja justificado. A graça de Deus,
portanto, é invencível. Nunca deixa de resultar na salvação daqueles a quem ela é estendida.

5. Perseverance of Saints ( )

Os calvinistas crêem que a mesma graça de Deus que os salvou, agirá eficazmente nas suas
vidas, de modo que não poderão cair total e finalmente da graça de Deus. O calvinista crê que
a justificação, a regeneração e a adoção são obras irreversíveis; que já não pode mais haver
condenação para os que estão em Cristo Jesus. Crê que, visto que Deus começou a obra,
haverá de completá-la; e que não há justificado que não será glorificado. Isso não quer dizer,
entretanto, que o salvo não mais cometa pecado; mas que Deus, sendo fiel, não permitirá que
seus eleitos sejam tentados além das suas forças e que lhes concederá o auxílio necessário a
fim de que possam resistir às tentações, e não venham jamais a se apartar definitivamente da
graça de Deus.

Segundo Kuyper, “a vida que o Calvinismo tem pleiteado e tem selado, não com lápis e pincel
no estúdio, mas com seu melhor sangue na estaca e no campo de batalha”. A força prática da
teologia reformada não está simplesmente em seu vigor e capacidade de influenciar
intelectualmente os homens, mas no que tem produzido na vida de milhões de pessoas,
conduzindo-as, em submissão ao Espírito, à fidelidade bíblica e a uma ética que se paute pelas
Escrituras. A grande contribuição do Calvinismo não se restringe aos manuais das mais
variadas áreas do saber, mas, estende-se à integralidade da vida dos discípulos de Cristo que
seguem esta perspectiva.

Calvino, com sua vida e ensinamentos, contribuiu para forjar um tipo novo de homem: “O
reformado”, que vive no tempo, a plenitude do seu tempo para a glória de Deus! Portanto, “O
verdadeiro discípulo de Calvino só tem um caminho a seguir: não obedecer ao próprio Calvino,
mas Àquele que era o mestre de Calvino”.

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Capitulo VI

A Teologia Arminiana e a Salvação

A Teologia Arminiana divergiu do calvinismo, argumentando que os benefícios da graça são


oferecidos a todos, em oposição ao princípio calvinista da condenação predestinada. A ênfase
desta Teologia gira em torno da presciência divina, da responsabilidade e livre arbítrio do
indivíduo e do poder da Graça capacitadora de Deus.

Jacobus Arminius (1560 a 1609), um teólogo holandês, pastor da Igreja Reformada em


Amsterdã, foi nomeado professor de teologia na Universidade de Leiden. Em 1604 Armínio
apresentou uma tese sobre a predestinação e a eleição divina: afirmava que o decreto de Deus
significa que ele aceita em sua graça aqueles que se arrependem e crêem. Franciscus Gomaro,
também professor da Universidade, não concordou com a tese de Armínio. A discussão saiu
da Universidade e ganhou adeptos para os dois lados (havia grupo arminianos e grupos
gomaristas – igrejas arminianas e gomaristas. Uma era contra a outra ). A controvérsia era
confessional, porque Gomaro e outros acusavam Armínio de contradizer a Confissão Belga e o
Catecismo e Heidelberg (oficial da Igreja Reformada da Holanda). Armínio queria uma
mudança na Confissão da Igreja e uma convocação do Sínodo. Ele morreu algum tempo
depois (1609), mas, seus adeptos (em 1610) publicaram “A Remonstrância” (pleiteio, pedido),
um manifesto, expondo o ponto de vista teológico em 5 pontos que é a base da TEOLOGIA
ARMINIANA DA SALVAÇÃO:

1. Deus elegeu os que creriam


2. O sacrifício de Cristo é para todos
3. A fé é um dom da graça de Deus
4. Esta graça pode ser rejeitada
5. Também crentes podem causar a própria perdição

I. Deus elegeu os que creriam

O Arminiano crê que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes
que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana
que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que,
pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem
na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os
costumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do
Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.

II. O sacrifício de Cristo é para todos

O Arminiano crê que Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos
homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos
pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.

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III. A fé é um dom da graça de Deus

O Arminiano crê que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua
própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si
mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom
tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em
Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento,
afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender,
pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus. Jo 15.5.

IV. Esta graça pode ser rejeitada

O Arminiano crê que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de
modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem,
nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que
desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o
bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em
Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de
muitos que eles resistiram ao Espírito Santo. At 7.

V. Também crentes podem causar a própria perdição

O Arminiano crê que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que
assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de
poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória;
sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de
Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas
mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam
seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por
nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo. Jo
10.28. Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer
o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se
afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e
de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas
Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.

O Homem pode Cair da Graça – O arminianismo conclui, muito logicamente, que o homem,
sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua
própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de
atitude para com Cristo, rejeitando-o! (alguns arminianos acrescentariam que o homem pode
perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado). Esta possibilidade de
perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos
seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode
tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva
de novo”. Tudo depende de sua continua volição positiva até à morte!.
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Capitulo VII

Conflito entre a Teologia Calvinista e a Arminiana

O Calvinismo recebeu este nome por causa de John Calvin (João Calvino), teólogo francês que
viveu de 1509 a 1564. O Arminianismo recebeu este nome por causa de Jacobus Arminius,
teólogo holandês que viveu de 1560 a 1609.

Os Cinco Pontos do Arminianismo Versus Os Cinco Pontos do Calvinismo

1. Deus elegeu os que creriam 1. Total Depravação


2. O sacrifício de Cristo é para todos 2. Eleição Incondicional
3. A fé é um dom da graça de Deus 3. Expiação Limitada
4. Esta graça pode ser rejeitada 4. Graça Irresistível
5. Os crentes podem causar a própria perdição 5. Perseverança dos Santos

Calvinismo versus Arminianismo: qual das visões está correta?

O Calvinismo e o Arminianismo são dois sistemas teológicos que tentam explicar a relação
entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana em relação à salvação. Os dois
sistemas podem ser resumidos em cinco pontos. O Calvinismo defende a “depravação total”,
enquanto o Arminianismo defende a “depravação parcial”. Segundo a “depravação total”,
cada aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, e por isso, os seres humanos são
incapazes de vir a Deus por iniciativa própria. A “depravação parcial” defende que cada
aspecto da humanidade está contaminado pelo pecado, mas não ao ponto de fazer que os
homens sejam incapazes de colocar sua fé em Deus por iniciativa própria.

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O Calvinismo defende a “eleição incondicional”, enquanto o Arminianismo defende a “eleição
condicional”. A “eleição incondicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado
inteiramente em Sua vontade, e não em nada que seja inerente à pessoa. A “eleição
condicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado em sua pré-ciência de
quem crerá em Cristo para a salvação.

O Calvinismo defende a “expiação limitada”, e o Arminianismo defende a “expiação ilimitada”.


Este, dos cinco pontos, é o mais polêmico. A “expiação limitada” é a crença de que Jesus
morreu apenas pelos eleitos. A “expiação ilimitada” é a crença de que Jesus morreu por todos,
mas que Sua morte não tem efeito enquanto a pessoa não crê.

O Calvinismo defende a “graça irresistível” e o Arminianismo, a “graça resistível”. A “graça


irresistível” defende que quando Deus chama alguém para a salvação, esta pessoa
inevitavelmente virá para a salvação. A “graça resistível” afirma que Deus chama a todos para
a salvação, mas muitas pessoas resistem e rejeitam este chamado.

O Calvinismo defende a “perseverança dos santos”, enquanto o Arminianismo defende a


“salvação condicional”. A “perseverança dos santos” se refere ao conceito de que a pessoa que
é eleita por Deus irá perseverar em fé e nunca negará a Cristo ou se desviar Dele. A “salvação
condicional” é a visão de que um crente em Cristo pode, por seu livre arbítrio, se desviar de
Cristo e, assim, perder a salvação.

Portanto, neste debate entre Calvinismo e Arminianismo, quem está correto? É interessante
notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e
Arminianismo. Há quem apóie cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e
ao mesmo tempo, há quem apóie apenas três pontos do Calvinismo e dois pontos do
Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões. No final, é nossa
visão que os dois sistemas falham por tentar explicar o inexplicável. Os seres humanos são
incapazes de compreender totalmente um conceito como este. Sim, Deus é absolutamente
soberano e de tudo sabe. Sim, os seres humanos são chamados a fazer uma decisão genuína a
colocar sua fé em Cristo para a salvação. Estes dois fatos parecem contraditórios para nós,
mas na mente de Deus, fazem completo sentido.

Visão e Posicionamento Pessoal

Deus não manda Seu povo escolher entre Calvinismo ou Arminianismo! A Bíblia diz “Examinai
tudo. Retende o bem”. I Ts 5.21. A Bíblia mesma é o teste da verdade, não a teologia
sistemática de alguém. Tenho o direito e a responsabilidade de testar cada teologia pela
Bíblia e tenho a liberdade diante do Senhor de rejeitar qualquer parte ou até tudo dessa
teologia. Não preciso escolher entre teologias humanas. Eu posso ficar firme exclusivamente
com a Bíblia mesma. Ela é a única autoridade para a fé e a prática. O cristão não precisa seguir
o Calvinismo ou Arminianismo. A idéia de que se não for Calvinista, com certeza é um
Arminiano, não procede. Na verdade, particularmente sempre estou examinando as várias
teologias com as Escrituras, e nunca concordei inteiramente com alguma teologia humana e
também louvo a Deus de não estar debaixo de alguma obrigação divina de seguir o
Calvinismo ou o Arminianismo.

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Pontos positivos do Calvinismo

Apesar de eu não concordar com a teologia calvinista, preciso admitir que há muitas coisas
boas a respeito do Calvinismo, especialmente quando contrastado com a teologia e o
evangelismo raso, focalizada no homem, que está tão popular hoje em dia. Quatro coisas
logo vêm à mente:

1. O Calvinismo exalta Deus como o único Autor de salvação e dá glória somente para Ele.

Neste assunto, o Calvinismo está correto e perfeitamente bíblico e acerta bem no alvo. Não
tem salvação à não ser em Deus. Não há nada de bom no homem e não há nada que ele possa
fazer para obter a sua salvação. Precisa ser inteiramente de Deus. Se não fosse pela
misericórdia e a graça de Deus que providenciou salvação em Cristo e atraiu homens para essa
salvação, convencendo-os e iluminando-os e concedendo-lhes fé e arrependimento (que são
ambas dádivas de Deus), ninguém seria salvo. Toda glória a Deus.

2. O Calvinismo faz o homem humilde e não lhe dá parte nenhuma na salvação e nada
para se glorificar.

Isso é a outra parte do ponto prévio, e nisso o Calvinismo está seguindo perfeitamente as
Escrituras. A Bíblia não dá razão nenhuma para o homem se gloriar. Salvação é uma coisa
inteira de Deus e nada do homem. Romanos 4.2 diz que se a salvação de Abraão não fosse
inteira de Deus, ele teria alguma coisa para se gloriar, mas isso claramente não é possível já
que nenhum homem pode em momento algum se gloriar de coisa alguma diante de um Deus
três vezes santo. Até a justiça do homem, as melhores ações dele, não passam de imundícia
diante de Deus. Is 64.6.

3. O Calvinismo dá uma segurança eterna àquele que crê.

O Calvinismo promete uma segurança eterna ao crente, porque sabe que (1) salvação é inteira
de Deus e assim não depende de algum modo das obras do homem, sejam elas boas ou más,
(2) Deus elegeu e ordenou a pessoa salva para uma herança gloriosa e eterna, e (3) os salvos
perseveram na fé através da obra efetiva e a moradia do Espírito Santo. Nisso [o Calvinismo]
acerta bem no alvo.

4. O Calvinismo ensina que os eleitos darão provas da sua chamada.

O Calvinista sabe que a salvação produz uma mudança total na vida de uma pessoa, e nisso [o
Calvinismo] acerta bem no alvo. Uma “salvação” que não dá início a uma mudança de vida e
direção e pensamento e propósito não é uma salvação bíblica. É bom esclarecer que nem
todos os Calvinistas são iguais: É importante entender que existe uma grande variedade de
doutrinas e práticas no meio dos Calvinistas, e não considero, de forma alguma, um homem
como inimigo da verdade somente porque aceita parte da teologia calvinista.

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O livro de Iain Murray "Spurgeon vs. Hyper
Calvinists: The Battle for Gospel Preaching"
(Spurgeon Contra Hiper Calvinistas: a Batalha da
Pregação da Palavra) (Edinburgh, Banner of Truth
Trust, 1995) descreve de modo excelente as
diferenças entre os Calvinistas. Existem Calvinistas
ganhadores de almas, Calvinistas com muito zelo
evangelístico e missionário; e existem Calvinistas
que condenam estas coisas. Alguns interpretam o
Calvinismo de tal maneira que não acreditam em
oferecer salvação a todos os pecadores; até mesmo
não acreditam que Deus ama a todos os homens.

Charles Spurgeon encarou isto um dia. Ele acreditou


no Calvinismo em parte, apesar de recusar permitir
que qualquer teologia possa revirar o ensino da Bíblia. Nos seus comentários sobre I Timóteo
2.3-6, por exemplo, Spurgeon escreveu:

“E então? Tentaremos colocar um outro sentido no texto do que já tem? Penso que não.
Precisa-se, para a maioria de vocês, conhecer o método comum com qual os nossos amigos
Calvinistas mais velhos lidaram com esse texto. ‘Todos os homens,’ dizem eles, ‘quer dizer,
alguns homens’: como se o Espírito Santo não poderia ter falado ‘alguns homens’ se quisesse
falar alguns homens. ‘Todos os homens,’ dizem eles; ‘quer dizer, alguns de todos os tipos de
homens’: como se o Senhor não poderia ter falado ‘Todo tipo de homem’ se quisesse falar
isto. O Espírito Santo através do apóstolo escreveu ‘todos os homens,’ e sem dúvida quer
dizer todos os homens. Estava lendo agora mesmo uma exposição de um doutor muito apto o
qual explica o texto de tal forma que muda o sentido; ele aplica dinamite gramatical no texto,
e explode o texto expondo-o … O meu amor pela consistência com as minhas próprias
doutrinas não é de tal tamanho para me autorizar a alterar conscientemente um só texto da
Escritura. Respeito grandemente a ortodoxia, mas a minha reverência para a inspiração é bem
maior. Prefiro aparecer cem vezes ser inconsistente comigo mesmo do que ser inconsistente
com a palavra de Deus” (C.H. Spurgeon, Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1 Timothy 2.3,4, vol.
26, pp. 49-52).

Em alguns assuntos, Charles Spurgeon era um Calvinista, mas ele era muito mais do que um
Calvinista; ele era um Biblicista. Fala-se a respeito de Spurgeon, que se você desse uma furada
nele, até o sangue dele era “bibliano.” Ele amava teologia e estudou teologia com diligência,
mas a coisa mais importante é que ele tinha uma fé de criança em tudo o que a Bíblia fala e
não admitiu que alguma teologia humana revirasse um ensinamento claro das Escrituras.

E mesmo se Spurgeon pode ser considerado como Calvinista, ao mesmo tempo ele era um
grande evangelista e acreditou que se podia oferecer a salvação a todos os homens. Spurgeon
pensava que mais pecadores poderiam ser salvos se o evangelho fosse pregado para [mais de]
eles, e ele não tentou reconciliar tal ponto de vista com a eleição de Deus. Ele pensava que a
sua responsabilidade era de pregar o evangelho para o maior número de pecadores possível.

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Ele acreditava que instrumentos como a oração poderiam resultar em uma maior ceifa de
almas. Ele tinha reuniões de oração antes dos cultos, e toda segunda-feira à noite, e também
em outras ocasiões. Às vezes, quando o auditório do Metropolitan Tabernacle estava cheio,
um grupo ficaria na sala de oração de baixo para orar durante a pregação (informação recebida
por e-mail da Sra. Hannah Wyncoll, Assistente Administrativa, Metropolitan Tabernacle, June 2,
2000).

Spurgeon gostava de ganhar almas e ensinou as suas ovelhas a serem ganhadoras de almas.
O seu famoso livro The Soul Winner ("O Ganhador de Almas") continua sendo impresso. Havia
alguns na igreja de Spurgeon que “fizeram sua a tarefa especial de ‘olhar para almas’ na nossa
grande congregação, e de tentar levar a uma decisão imediata aqueles que aparentemente
foram impressionados pela pregação da Palavra. [Nota do Irmão Cloud: Observa-se a palavra
“decisão” na descrição que Spurgeon dá destes ganhadores de almas!].

Um irmão ganhou para si o título de meu [de Spurgeon] cão de caça, porque sempre está
pronto a pegar as aves feridas. Uma segunda-feira à noite, numa reunião de oração, ele estava
sentado ao meu lado no palco; de repente senti a sua falta, e agora o vi do outro lado do
prédio. Depois da reunião, perguntei-lhe porque ele saiu tão rápido, e ele falou que o gás
iluminava o rosto de uma mulher na congregação, e ela tinha um olhar tão triste que ele deu
volta, foi sentar do lado dela, pronto para falar sobre o Salvador depois do culto” (C.H.
Spurgeon, The Full Harvest, p. 76). Assim, vemos que Charles Spurgeon era um homem muito
zeloso para ganhar almas, e o seu Calvinismo e suas convicções sobre a soberania de Deus
não impediram isso de modo nenhum.

De outro lado, muitos Calvinistas da época se opuseram de modo veemente a Spurgeon,


tanto nos seus púlpitos como nas suas revistas, e denunciaram sua prática de estender
convites a pecadores para virem a Cristo. (Na verdade ele não convidava as pessoas para
virem à frente durante o culto, como se faz hoje em dia, mas os convidava a vir para Cristo
assim mesmo; e ele acreditava que no final um pecador era salvo em cada assento no enorme
auditório do Metropolitan Tabernacle daquele dia. ) Por exemplo, um jornal calvinista muito
popular na época de Spurgeon era o Earthen Vessel. Numa das suas edições em 1857,
simplesmente declarou que “é um absurdo pregar que é dever do homem crer em Cristo para
salvação.” Era exatamente o que Spurgeon pregava.

Portanto, para muitos Calvinistas da sua época, Spurgeon era um cara absurdo! Isso nos
lembra que há vários tipos de Calvinistas e não seria sábio considerá-los todos da mesma
forma.

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Capitulo VIII

A Doutrina da Eleição

Ao estudarmos o assunto da eleição não podemos perder de vista que estamos perante um
dos temas mais profundos das escrituras e um dos que mais se aproximam dos fundamentos
dos propósitos Divinos. Pensamos que poucas coisas terão sido idealizadas por Deus antes
da eleição e que esta é mesmo um dos fundamentos dos Seus desígnios eternos. Como tudo o
que se relaciona com os desígnios de Deus, entendemos que é essencial à compreensão deste
assunto dominar e saber aplicar o plano dispensacional. Cremos mesmo que muita da
confusão que hoje existe à volta deste assunto, e de muitos outros, deriva diretamente da
incompreensão, e muitas vezes desprezo, pelos desígnios de Deus com as sua épocas, “os
tempos e estações” (I Ts 5.1), tal como encontramos nas Escrituras Sagradas. Só a distinção
clara do plano de Deus para Israel e para a Igreja Corpo de Cristo nos abrirá o horizonte
relativamente a este assunto. Não ignoramos, no entanto a sua profundidade, conscientes de
que ao analisá-lo estamos a nos abeirar dos desígnios eternos de Deus pensados na
eternidade passada.

Quem são os Eleitos? Ao contrário do que é freqüente ouvirmos não reconhecemos nas
Escrituras a eleição de pessoas salvas em detrimento dos perdidos. Convém lembrar que a
eleição remonta à eternidade passada e que nada tem a ver com a salvação das almas pois
quanto a isso a vontade de Deus é muito clara.

O que acreditamos ser claro nas Escrituras é a eleição de dois povos, ao que chamamos de
eleição corporativa. De fato o que o Senhor elegeu foi Israel como povo com uma vocação
terrena para dar resposta ao problema do pecado na terra, e um povo com uma vocação
celestial para dar resposta ao problema do pecado no céu.

Israel: Todos reconhecem a chamada enquanto povo da nação terrena do Senhor. Salomão e
Paulo confirmam a eleição de Israel. I Rs 3.8; Rm 11.28. Não sabemos quando foi decretada a
eleição de Israel, mas não custará a crer que aconteceu junto com os demais desígnios
Divinos, tanto mais que em Efésios 3.11 estes são chamados no singular como “eterno
propósito”.

No entanto é de referir que tudo quanto diz respeito a Israel tem como referencia a “fundação
do mundo”. Certamente que isto está relacionado com a vocação terrena do povo, cuja
existência é temporária e limitada a este mundo. Quando Abraão foi chamado, Deus disse-lhe
que faria dele uma grande nação, e que daria a terra de Canaã à sua semente. Depois quando
olhamos um pouco mais para aquilo que Deus deu a Israel, vemos que todas as bênçãos que
eles receberam eram exclusivamente em relação a terra. Eles seriam felizes na terra, livres
dos seus inimigos, abençoados com uma boa colheita, abençoados no seu amassar do pão, o
seu gado, as suas vinhas, os seus ventres. Tudo de bom que Deus podia dar ao homem na
terra Ele prometeu a Israel, desde que atentassem para as Suas palavras.

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A Igreja: Ao contrário de Israel a eleição da Igreja está claramente referenciada à eternidade
passada “... elegeu nele antes da fundação do mundo” e diz respeito a uma vocação
exclusivamente celestial. Esta tal com o próprio céu de Deus permanecerá eternamente. No
entanto se quanto a Israel ninguém tem dúvidas a respeito da sua eleição enquanto povo, a
respeito da Igreja da presente dispensação muitos se levantam esquecendo as palavras do
apóstolo a Tito 2.14 “...povo especial, zeloso de boas obras” ou ainda II Coríntios 6.16 “E que
consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente,
como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o
meu povo.”, ou até Romanos 9.25 “Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que
não era meu povo; E amada à que não era amada”, para falar de uma eleição individual em
detrimento de outros. De fato Deus nunca elegeu ninguém em detrimento de outros, mas
mais uma vez elegeu um povo, mas este ao contrário de Israel com vocação para o céu, para a
presença de Deus.

Tal como em Israel, a vocação da Igreja nada tem a ver com a salvação das almas. Estes povos
foram eleitos ou escolhidos “para” cumprirem com “a vocação para que foram chamados”.
Assim a vocação celestial da Igreja implica que sejamos dotados de características celestiais e
não terrenas. Desde a vida do crente à sua relação com Deus, passando pela sua esperança e
herança, tudo aponta para as regiões celestiais. A eleição da Igreja, também chamada de
“eleição da graça”, tem também uma componente prática e o apóstolo dos gentios,
corroborado por Pedro, associa a nossa vida prática ao caráter da nossa eleição (celestial). Cl
3.12; II Pe 1.10.

No entanto podemos questionar: não são os crentes chamados de eleitos? Sim, e muito
naturalmente, no entanto isso não é um adjetivo do crente, mas um título. Apoc 17.14. É o
mesmo que um membro do povo do Brasil ter o título de brasileiro. Um membro de um povo
eleito é um eleito não porque Deus o tenha escolhido de uma forma individual mas porque
pertence ao povo eleito.

Vocação da Igreja: Convém começar destacar que este assunto da vocação da igreja é
vastíssimo sendo em si mesmo o tema que o apóstolo Paulo desenvolve ao longo das suas
epístolas. Entendemos no entanto que é importante abordá-lo neste momento, ainda que
abreviadamente.

A vocação da Igreja da presente dispensação, ao contrario do que possa parecer à primeira


vista, é um assunto com uma vertente prática muito clara. Nós não fomos chamados apenas
para conhecer a nossa vocação, mas para andar de acordo com ela: “que andeis como é digno
da vocação com que fostes chamados”. Ef 4.1. Deus está interessado em fazer uma obra
gloriosa de santificação no Seu povo, no entanto não uma santificação qualquer, mas de
acordo com a presente vocação: “Por isso também rogamos sempre por vós, para que o nosso
Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé
com poder”. II Tm 1.11.

A vocação da Igreja Corpo de Cristo, tal como tudo o que lhe diz respeito, é celestial e
espiritual: “Por isso, irmãos santos, participantes da vocação celestial...” Hb 3.1.

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Tudo o que diz respeito à igreja diz respeito ao céu e ao plano de Deus para ele. Hoje os
crentes devem viver com o seu olhar fixo nele, andando e buscando as coisas próprias do céu e
não as da vocação terrena: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são
de cima” – celestiais – “onde Cristo está assentado à destra de Deus”. Cl 3.1. É por causa disto
que as bênçãos, por exemplo, ao dispor dos crentes hoje são por naturezas celestiais e
espirituais: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com
todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef 1.3) – as coisas terrenas como
os bens materiais, saúde, e outras, são conseqüências da primazia do reino de Deus e sua
justiça. Mt 6.33.

Todos os aspectos da vida prática dos crentes devem ser caracterizados pela natureza da
nossa vocação, sendo que muitos dos desvios verificados na vida de crentes sinceros advêm
da incompreensão da sua vocação, vivendo de acordo com práticas e comportamentos
pertencentes à vocação terrena de Israel. Isto é tanto mais importante quanto afeta não só o
nosso dia a dia como também a forma como nos relacionamos com Deus pela oração e
adoração. É freqüente vermos crentes a orarem segundo os modelos que encontramos nos
evangelhos com petições que só a ação do Espírito para as aperfeiçoar é que poderá fazer com
que façam algum sentido aos ouvidos de Deus. Até mesmo a forma como nos reunimos para
cultuar o Senhor depende da compreensão e prática da nossa vocação, caso contrário adorá-
lO-emos não com “salmos, hinos e cânticos espirituais” mas com manifestações físicas como
acontecia no tempo do povo terreno do Senhor.

Notemos ainda que, tal como verificamos com a eleição, também a Vocação dos povos eleitos
é, nas suas particularidades, um ato soberano de Deus não dependente o êxito ou fracasso
humano: Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Fl.
3.14. Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas
segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos
dos séculos. Tt 1.9. Analisemos as particularidades da nossa vocação:

A Essência da Vocação

Cristo é a “plenitude daquele que cumpre tudo em todos” e o fundamento, “a principal pedra
de esquina”, do “propósito eterno de Deus”. Ele é essência de tudo e também da Vocação
celestial da Igreja. Principalmente sobre a perspectiva da Cruz, elemento fundamental dos
ensinos da Graça, Cristo manifesta Deus sob aspectos nunca antes conhecidos. Seja a
intimidade de Deus nas Suas pessoas Divinas, seja a Sua Graça, riquíssima misericórdia ou
multiforme sabedoria. Ef 2.4-9; 3.10. A igreja corpo de Cristo é o instrumento por meio do
qual Cristo se revela aos homens

Por isso compreendemos a pretensão de Deus na chamada de Igreja: “Para louvor e glória da
Sua graça”. Ef 1.6. A igreja é um povo essencialmente de adoradores que exercerão essa
função de modo particular no céu; mas já neste mundo o Senhor espera vidas de adoração em
cada crente. Fomos salvos para ser o “louvor e glória da Sua graça” e não devemos esperar
pela eternidade antes devemos procurar viver desde este mundo uma vida que soe ao Senhor
como um louvor verdadeiro e sincero.

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O Caráter: Santos e Irrepreensíveis

Este é o caráter da igreja aos olhos de Deus, um caráter digno do céu. Para a Sua presença o
Senhor não espera menos do que isto: “santos e irrepreensíveis”. O povo celestial de Deus, a
igreja corpo de Cristo, destina-se a viver no céu pelo que o seu caráter tem que estar de
acordo com a presença do Senhor. Notemos que esta particularidade, exclusiva da Igreja, não
está dependente da vida terrena dos crentes, mas da deliberação soberana de Deus: “Prossigo
para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Fl 3.14. Foi Deus
quem decidiu e que materializará esta obra, no céu. Hoje todo o crente está posicionalmente,
sentado à “destra de Deus” e nesse lugar somos “santos e irrepreensíveis”, embora na prática
vivamos quase sempre longe deste elevado estatuto. Mas “ausente do corpo, presente com o
Senhor” o crente entra no gozo pleno da sua vocação sendo tudo aquilo que o Senhor
determinou para ele, no céu.

A Filiação

Uma das novidades introduzidas pela nova vocação da Igreja foi à alteração dos laços que
relacionam os crentes com Deus. Nunca como agora os crentes tiveram uma relação tão
estreita com o Senhor. Na antiga Vocação os crentes nunca foram chamados de filhos de
Deus, antes esse titulo era geralmente atribuído aos anjos. Gn 6.4; Jó 1.6; 2.1. No entanto na
presente vocação os crentes têm um novo estatuto: “E nos predestinou para filhos por adoção
por Cristo Jesus, para Si mesmo, segundo o beneplácito da Sua vontade,”. Ef 1.5. Numa
manifestação clara da graça de Deus O Senhor fez de nós filhos de Deus, “não se
envergonhando de nos chamar irmãos”. Hb 2.11. Deus assume agora uma nova relação com
os crentes, de “Deus e Pai”, abrindo-nos portas para uma vida prática de íntima comunhão
com Ele.

Mas mais que isso. Os crentes da vocação celestial aos serem feitos, por decreto soberano de
Deus, “filhos por adoção” são ainda integrados na “Família de Deus”. Ef 2.19. Deus abriu
definitivamente as portas da Sua casa celestial permitindo que homens pecadores, mas salvos
pela Sua graça sejam aceites como membros da Sua família, não numa relação de parentes
afastados, mas na relação mais estreita da família: filhos. E ainda que sejamos “filhos por
adoção” não perdemos por isso qualquer privilégio, devido ao fato de nossa filiação ser
baseada no sangue derramado pelo Senhor Jesus Cristo na cruz. Podemos mesmo dizer, com
toda a reverencia, que temos verdadeira uma relação de sangue com Deus. Como podemos
ver isto é a graça superabundante de Deus que se compadeceu de homens miseráveis como
nós para nos transformar no que de mais sublime pudéssemos imaginar.

O Corpo

Não menos surpreendente é o papel que o corpo físico dos crentes tem na presente vocação
da Igreja. Obviamente a vocação celestial da Igreja, e dos seus membros, pouco tem a ver
com o caráter físico do homem. Tornou-se por isso necessário que Deus trabalhasse no corpo.

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Este trabalho, também exclusivo da dispensação da graça, tem dois aspectos distintos:

a) No tempo presente o corpo do crente é a “morada de Deus em Espírito”. Ef 2.20. “O templo


de Deus”. I Co 6.19. Nessa condição o Espírito de Deus sela o crente e garante a sua herança.
Ef 1.13-14. A nossa vida prática deve ter em conta a presença do Espírito permanentemente
em nós.

b) No futuro o corpo do crente será transformado por forma a se adequar às realidades


próprias do céu: “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo
glorioso, segundo o eficaz poder de sujeitar a si também todas as coisas”. Fl 3.21. “A carne e o
sangue”, leia-se: esta carne e este sangue, “não podem herdar o reino de Deus”, pelo que o
Senhor determinou o surgimento de uma nova natureza inicializada com “Aquele que veio do
céu”, o Senhor Jesus Cristo. Os crentes receberão corpos gloriosos “semelhantes” ao Seu, para
viver no céu. Estamos convictos que o futuro será uma surpresa maravilhosa para todos.

A Cidadania

A vocação da Igreja é caracterizada por um conjunto de aspectos que a tornam


completamente distinta da vocação terrena de Israel. Um dos mais contrastantes é o que diz
respeito à cidadania do povo “eleito antes da fundação do mundo”. Enquanto Israel tinha uma
cidadania terrena a qual fazia depender todos os demais aspectos da sua vocação, a Igreja
Corpo de Cristo tem uma cidadania totalmente celestial: “... a nossa cidade está no céu de
onde esperamos o Salvador, O nosso Senhor Jesus Cristo”. Fl 3.20. Daí que toda a nossa vida
deva estar voltada para o céu, para as coisas que são de cima e não das que são da terra – ou
da vocação terrena.

A política que nos deve interessar deve ser a política celestial, as bênçãos que devemos
almejar devem ser as do céu, no qual está todo o nosso futuro. Isto deve ter uma influência
decisiva sobre a nossa vida, conforme demonstra o contexto de Filipenses 3.20: o contraste da
vida “cujo Deus é o ventre” (Fl 3.19) – o materialismo – é o céu “de onde esperamos o Salvador,
O nosso Senhor Jesus Cristo”. A vida de acordo com os valores celestiais é o modelo correto
para os dias em que vivemos, não somente por ser a melhor forma de contrariarmos o
desenfreamento deste mundo, mas porque essa é a nossa vocação, independentemente do
estado de degradação da humanidade. Somos exortados a buscar os valores celestiais, os
assuntos celestiais, a esperança celestial, a política celestial, em detrimento dos antigos
modelos da vocação terrena de Israel. Vivendo desta forma certamente seremos
“estrangeiros e peregrinos na terra” (Hb 11.13) e “peregrinos e forasteiros”. I Pe 2.11.

Notemos ainda o significado e a clareza de Hebreus 11.14-16: Porque, os que isto dizem,
claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de
onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a
celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já
lhes preparou uma cidade. Esta “cidade está no céu” – é a nossa pátria relativa à qual somos
“concidadãos dos santos e da família de Deus”.

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A Herança

Poucas coisas nos deverão espantar mais do que a graça de Deus para conosco relativa à
herança que nos está reservada no céu: “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e
que não se pode murchar, guardada nos céus para vós”. I Pe 1.4. Temos uma herança
incontaminável e incorruptível enquanto povo, não dependente do resultado do que
individualmente obtivermos no “tribunal de Cristo”. Nesta condição somos “herdeiros de Deus
e co-herdeiros de Cristo,”. Rm 8.17. Sublime verdade. Quanto ultrapassa o nosso
entendimento o amor de Deus revelado em Cristo relativamente à vocação da Sua Igreja.
Como podemos nós, seres pecadores, depois de uma vida caracterizada por mais ou menos
pecados neste mundo, sermos abençoados com uma herança, nos céus, riquíssima, sendo-nos
atribuído tudo o que por direito próprio pertencia somente ao Senhor Jesus Cristo. “Herdeiros
de Deus e co-herdeiros de Cristo”. Nunca se tinha visto nada que se compare a isto.

O crente da “presente verdade” tem todos os motivos para ter esperança, para viver
esperançoso tanto no que se refere à sua vida com Deus ainda neste mundo como, e
particularmente, quanto à eternidade. Precisamos abrir os olhos do nosso entendimento para
ver e crer nestas verdades: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que
saiba qual seja a esperança de sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos
santos”. Ef 1.18. Ninguém é mais rico que o crente da presente dispensação, nem mesmo
aqueles a quem foi prometido por herança a Terra. O céu com o Senhor Jesus Cristo é muito
mais sublime, muito mais nobre e deleitável. Por isso a esperança dos crentes devia ser uma
só (Ef 4.4), e não como frequentemente acontece, crendo cada qual no que entender,
esperando cada coisas diferentes.

Futuro da Vocação

Depois do que temos visto até este momento entendemos que dificilmente alguém deixará
de notar uma clara diferença dos propósitos de Deus para a Igreja relativamente ao que
anteriormente era conhecido. As diferenças são imensas ao ponto de podermos mesmo dizer
que a Igreja está tão distante de Israel quanto o céu está da terra. Quase tudo o que diz
respeito à Igreja é único, desde a sua eleição “antes da fundação do mundo” até ao próprio
futuro. Se nunca se tinha visto nada semelhante à Igreja Corpo de Cristo no que se refere ao
passado e presente, ainda maiores vão ser as diferenças no que respeita ao futuro da vocação.

Primeiramente, “os principados e as potestades” assistirão perplexos ao momento inigualável


da partida da Igreja para “encontrar o Senhor nos ares”. I Co 15; I Ts 4. O arrebatamento de um
povo inteiro para o levar para o céu será um momento não somente único como também
transcendente, tanto para o homem como para os seres celestiais. Humanamente ainda
existem muitos crentes que não compreendem a verdade do nosso arrebatamento
confundindo a vinda do Senhor para a Igreja aos ares com a Sua vinda à terra para o reino
milenar, não compreendendo que este evento acontecerá como último momento da
“dispensação da graça de Deus”, e como verdadeiro clímax da “vocação celestial” da Igreja,
antes por isso do início da grande tribulação; ignoram a ordem da partida: “os que morreram
em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados
juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos para
sempre com o Senhor”. I Ts 4.16-17.

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Só o estudo atento da Palavra de Deus com um espírito aberto, reconhecendo a sabedoria que
o Senhor tem dado aos seus servos para compreenderem e ensinarem estes assuntos é que
nos poderá abrir e renovar o entendimento das particularidades da vocação terrena para o
deleite e vida prática da vocação celestial para que fomos chamados.

No entanto o arrebatamento da Igreja é apenas o começo do futuro que nos está reservado.
De fato depois de retirados deste mundo partiremos para o céu, para a nossa verdadeira
pátria. Uma vez em casa seremos tudo quanto o nosso Deus projetou para nós, entraremos na
posse da nossa posição e seremos na prática tudo o que hoje somos na posição em Cristo, à
mão direita de Deus. Como temos dito o céu é o nosso destino e está lá o nosso futuro. O
verdadeiro crente encontrará tudo o que busca no céu onde cumprirá uma função
importantíssima como adorador de Deus: “Para louvor e glória da Sua graça”. Ef 1.6. Seremos
plenamente o “louvor e glória da Sua graça” e a expressão física da “multiforme sabedoria de
Deus”.

A Eleição e a Salvação

Um dos motivos mais controversos da doutrina da eleição diz respeito particularmente à


possibilidade colocada por muitos de Deus ter escolhido uns para serem salvos deixando
outros, por exclusão de partes irremediavelmente condenados. Isto contraria tudo o que nós
encontramos nas Escrituras acerca da graça de Deus.

Podemos inventar as desculpas que quisermos para fazermos passar esta versão errônea da
eleição, mas isso nunca a tornará coerente nem biblicamente lógica. Se há muitos que estão
irremediavelmente perdidos então porque morreu o Senhor “por todos os Homens”? Porque é
oferecida a salvação a “todos os homens”? O nosso bendito Deus, para além de todas as Suas
elevadíssimas virtudes, é um Deus extremamente coerente nunca se pondo em causa ou
contradizendo-se.

Como dissemos anteriormente a eleição é uma das maiores demonstrações da Graça ilimitada
de Deus que idealizou todo o seu plano soberano pensando na salvação de “todos os homens”.
Por isso também a morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo foi conhecida desde antes da
“fundação do mundo”. I Pe 1.20. Diga-se mesmo que o Senhor conta com todos os homens
para executar os Seus planos.

Tanto com Israel como na Igreja da presente época todos os homens tiveram a possibilidade
de se tornar membros do povo eleito, sem que ninguém estivesse eliminado à partida. A
salvação sempre foi oferecida a todos, mesmo aos não Judeus que tinham a possibilidade de
se tornarem prosélitos:

Israel: Ezequiel 18.32 “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus;
convertei-vos, pois, e vivei.”. No entanto esta vontade de Deus em salvar o pecador incluía o
próprio judeu porque se corporativamente eram eleitos individualmente estavam perdidos
pelo que tinham necessidade de se converterem “porque nem todos os que são de Israel são
Israelitas”. Rm 9.6.

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Leia Ezequiel 33.11. Isto se tornou ainda mais claro depois da rejeição do Messias, porquanto
lemos: Romanos 11.28 “Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós
(Igreja); mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais (Israel).”

Igreja: I Tm 2.3-6: Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,
Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há
um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a
si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

Atos 17.30: Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os
homens, e em todo o lugar, que se arrependam. Tito 2.11: Porque a graça de Deus se há
manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Custa a entender como é possível que
perante a clareza destes textos ainda exista quem pense que o nosso amado Senhor tenha
escolhido uns para serem salvos deixando outros para a perdição. Que mais é que o Senhor
nos terá de dizer para compreendermos que o Seu desejo mais ardente é salvar “todos os
homens”?

A eleição nunca contemplou a salvação porque Deus não salva povos mas almas (a própria
conversão de Israel ao Messias passava pelo arrependimento e batismo na água de cada
Israelita individualmente). São duas coisas completamente distintas. Um eleito para o ser tem
de se converter primeiro, e todos o podem fazer. Isto é a Graça de Deus na verdadeira
acepção da palavra. O nosso Deus é um Deus de graça. É muito claro na palavra de Deus o Seu
ardente desejo em salvar almas, as quais para Ele valem mais que o mundo inteiro. Mt 16.26.

Conforme podemos ver pelo texto de Efésios 1 existem um conjunto de aspectos que fazem
parte, por decreto Divino, da vocação da Igreja e consequentemente da nossa eleição (por ex.:
a essência, o caráter, filiação, herança, pátria celestial, ... ) mas não encontramos qualquer
referência à salvação. É, contudo usual citar-se II Ts 2.13 para afirmar que Deus também nos
elegeu para a salvação: Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do
Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do
Espírito, e fé da verdade.

De fato embora apareça aqui a palavra “salvação” o fato é que ela não diz respeito à nossa
alma, mas ao assunto tratado em todo o capítulo 2 desta epístola: a Grande Tribulação. O que
ali diz é que na Sua bendita graça o Senhor nos elegeu para nos salvar, à Igreja Corpo de
Cristo, desse período terrível que vai ser a Grande Tribulação. De fato este é também um dos
fatos soberanos da eleição do povo celestial – que este não passaria pela Grande Tribulação.
Não é por mérito nosso ou como recompensa pelos serviços da Igreja enquanto povo, mas
porque Deus assim decretou e definiu como um dos aspectos para que fomos eleitos. Refira-
se, aliás, que já em I Tessalonicenses 5 quando o apóstolo trata o mesmo assunto ele tem o
cuidado de ressalvar esta verdade embora dito de outra forma. I Ts 5.9.

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Capitulo IX

Os Elementos Básicos da Salvação

 A Graça
 O Sangue
 A Fé

I. A Graça

A salvação do pecador é justificado unicamente pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus


Cristo. Neste caso, a graça é o favor divino que o homem não merece, mas que, em sua
soberania e bondade, Deus quer dar-lhe. A salvação é obra de Deus, não do homem. Paulo
diz: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto [a salvação] não vem de vós, é dom de Deus;
não [vem] de obras, para que ninguém se glorie”. Ef 2.8-9. Em outra Epístola, o apóstolo
explica: “Se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça”. Rm 11.6.

O homem estende a mão vazia para receber, não à mão cheia para oferecer. Não tem nada a
oferecer em troca de sua salvação. Tampouco pode cooperar com a graça divina para salvar-
se. Está morto em seus delitos e pecados. Somente se dispõe a receber o favor de Deus. O
conceito de só pela graça é um golpe mui severo ao orgulho humano. Aqui não há lugar para a
auto-suficiência, nem para a arrogância do que pretende salvar-se a si mesmo e a outros,
mesmo por meio de esforços que aos olhos da sociedade parecem mui nobres e heróicos.

Deus é sempre “o Deus de toda a graça”. I Pe 5.10. A salvação sempre foi, é e sempre será pela
graça. Mas esta graça vem em plenitude na pessoa de Jesus Cristo. Jo 1.17. O homem
somente pode salvar-se em Cristo, não à parte de Cristo.

II. A Fé: O apóstolo Paulo afirmou: “o justo viverá por fé” Rm 1.17. A fé é a mão que recebe a
dádiva de Deus em Jesus Cristo. Certamente para o evangelista João, receber a Cristo parece
ser um equivalente de crer nele. Jo 1.12. Por meio da fé fazemos nossos os benefícios de Jesus
Cristo crucificado e ressuscitado. É nesses benefícios que descansa nossa segurança eterna de
salvação.

A fé mediante a qual somos justificados não é cega, não é mera credulidade. Tampouco é a fé
um mero assentimento à verdade revelada. É muito mais que um mero exercício intelectual.
Ter fé é confiar, é abandonar-se nas mãos de Jesus Cristo, reconhecendo a enormidade de
nossa culpa e a totalidade de nossa incapacidade para libertar-nos por nós mesmos do
pecado. É admitir que os méritos humanos são inúteis para fins de justificação. É lançar mão
do valor infinito da pessoa e obra do Filho de Deus. Ter fé em Jesus Cristo é deixar-se salvar
por Ele.

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A fé implica também obediência. Quando o homem crê que o Evangelho é a verdade, sente-
se na obrigação de obedecê-lo. O pecador é justificado só pela fé, mas a fé que justifica não
permanece só. Não é uma fé estéril, muito menos morta. O ensino de Tiago (2.14-26) se
harmoniza plenamente com o ensino de Paulo, o qual afirma que não somos salvos por obras,
mas sim, para obras que Deus “de antemão preparou para que andássemos nelas”. Ef 2.10.
Estas boas obras são frutos da salvação, não a causa dela.

Crer em Jesus Cristo significa, além do mais, entrar em sério compromisso com Ele, com sua
Igreja e com a sociedade. Não aceitamos Jesus Cristo para evadir nossas responsabilidades
morais e viver como nos agrada, depois de haver adquirido uma apólice de seguro para a
eternidade. No Evangelho há reclamos de caráter ético. Jesus teve o cuidado de advertir as
multidões sobre as dificuldades do caminho que Ele lhes propunha. Não guardou silêncio
sobre as exigências do discipulado. Ninguém poderia queixar-se de que Ele lhes enganara com
a oferta de uma “graça barata”. Seu interesse estava na qualidade, não na quantidade de seus
seguidores.

III. O Sangue

Muitos críticos rejeitam a "teologia sangrenta" da Bíblia porque a vêem como um resquício de
um tipo muito primitivo de religião conhecido como "religião de matadouro". Muitos
abandonam o Cristianismo bíblico porque se consideram refinados demais para incluir
pensamentos de um sacrifício em sua adoração.

A Bíblia declara claramente "A alma que pecar, essa morrerá", e "o salário do pecado é a
morte". Ez 18.20; Rm 6.23. No governo moral de Deus, ele determinou que a penalidade para
o pecado fosse à morte, física e eterna. As pessoas podem reclamar deste decreto de Deus
considerando-o injusto ou extremo, mas seus protestos apenas mostram como o pecado os
cegou para a verdadeira natureza do mesmo. O fato de que Deus requer um castigo tão
drástico para o pecado deveria ensiná-los não que Deus é brutal, mas que o pecado é
abominável.

Ainda assim, Deus, em seu amor incomparável pelo homem, também determinou que a
penalidade pelo pecado pudesse ser colocada sobre um substituto e, sobre este princípio, o
sistema sacrifical do Velho Testamento é construído. "Porque a vida da carne está no sangue;
e eu a tenho dado a vocês sobre o altar para fazer expiação por suas almas; porque pelo
sangue se faz expiação pela alma.". Lv 17.11.

Mesmo que o homem quisesse, ele não poderia oferecer a si próprio como pagamento por
seus pecados, pois esse mesmo pecado o desqualifica como um sacrifício aceitável.
Consequentemente, o Velho Testamento providenciou o oferecimento de certos animais
selecionados, cujo sangue era derramado vicariamente pelos pecados dos que se arrependiam
e acreditavam na revelação de Deus.

Todos os animais inocentes, sem mácula, que foram oferecidos como sacrifício no Velho
Testamento apontavam para o grande sacrifício, feito por Jesus Cristo na cruz do Calvário.
João Batista introduziu a Cristo, dizendo "eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo". Jo 1.29.

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O castigo que Deus impôs pelo pecado é ao mesmo tempo justo e de amor, por que o próprio
Deus, na pessoa de seu Filho, pagou o preço por todos aqueles que o aceitam como seu
Substituto. Deus o Filho, revestido de forma humana, derramou o seu sangue pelo pecado do
homem, satisfazendo assim a justiça santa de Deus. E, através de seu sangue precioso, Deus
se mostrou ao mesmo tempo "o justo e justificador de todos aqueles que crêem em Jesus".
Rm 3.26.

A Bíblia retrata o homem sem salvação como um escravo do pecado e fala sobre libertá-lo da
mesma maneira que um escravo era redimido no mundo antigo. Em Cristo "nos temos a
redenção através de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas de sua
graça". Ef 1.7. "Porque vocês não foram redimidos através de coisas corruptíveis, como prata e
ouro, do modo vão como vocês viviam ... mas pelo precioso sangue de Cristo, como o
Cordeiro sem defeito ou mácula". I Pe 1.18-19.

Separados de Jesus Cristo, todas as pessoas estão alienadas de Deus. A rebelião causada pelo
pecado abriu um abismo entre Deus e o homem impossível de ser transporto humanamente.
O sangue de Cristo construiu a ponte entre Deus e o homem. "Em Cristo Jesus vocês, que
antigamente estavam longe, foram trazidos para perto através do sangue de Cristo." Ef 2.13.
"Mas Deus mostra o seu amor para conosco quando, ainda pecadores, Jesus Cristo morreu por
nós. E muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, somos salvos da ira de Deus
através dele [Jesus Cristo]." Rm 5.8-9.

O pecado humano polui o coração de uma maneira que somente pode ser purificada pela
graça de Deus. E a graça de Deus se manifesta na eficácia do sacrifício de Jesus Cristo como
declara o apóstolo João: "o sangue de Jesus Cristo, o Filho de Deus, nos purifica de todo o
pecado". I Jo 1.7. Ainda que Deus deteste o pecado, nós ainda podemos gozar de sua amorosa
graça por causa do sangue de Jesus Cristo. O livro de Apocalipse nos dá uma mostra da glória
futura: "Estes são os que vieram da grande tribulação, que lavaram as suas vestes e as
tornaram brancas através do sangue do Cordeiro. Portanto, eles estão diante do trono de
Deus e o servem de dia e de noite no seu templo." Apoc 7.14-15.

A Bíblia enfatiza o sangue de Jesus Cristo porque somente através de seu sacrifício
encontramos perdão, purificação, reconciliação, salvação e glória. A base da salvação é o
sangue de Cristo. Somos salvos por Cristo, mas o Cristo da cruz. "Sabendo que não foi com
coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver
que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de
um cordeiro imaculado e incontaminado". I Pe 1.18-19. "Logo muito mais agora, tendo sido
justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira". Rm 5.9. "Em quem temos a
redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo a riqueza da sua graça". Efésios
1.7. Toda a obra como alicerce da salvação foi feita por Jesus Cristo quando "se manifestou,
para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo". Hb 9.26. E foi em graça que Ele pagou a
dívida do nosso pecado.

 O sangue de Cristo derramado é à base da salvação dos que crêem. Romanos 5.9
 O sangue de Cristo, derramado, é indispensável para salvação. Hb 9.22; Cl 1.14
 Salvação é de graça, mas não barata! Teve um preço incalculável. Sl 49.7; Mt 20.28.

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Capitulo X

A Natureza da Salvação

A Natureza da Salvação de Cristo está sendo deturpada pelos por alguns "pregadores
contemporâneos": Eles anunciam mais um Salvador do inferno do que um Salvador do
pecado. E assim é porque muitos estão fatalmente ludibriados, e porque há multidões que
desejam escapar do Lago de Fogo, mas sem terem o mínimo desejo de serem libertas da sua
própria carnalidade e mundanismo. A primeira coisa dita dEle no Novo Testamento é: "A
quem chamarás Jesus; porque ele salvará o seu povo ("não da ira vindoura"), mas dos seus
pecados". Mt 1.21. Cristo é um Salvador para aqueles que percebem algo da excessiva
malignidade do pecado, que sentem o terrível fardo dele sobre suas consciências, que se
detestam a si mesmos por culpa dele, que desejam serem livres do seu terrível domínio; e um
Salvador para ninguém mais. Se realmente Ele "salvasse do inferno" aqueles que ainda amam
o pecado, Ele seria um Ministro do pecado, perdoando sua maldade e apoiando-os contra
Deus. Que coisa indizivelmente horrível e blasfema com a qual acusam o Santo!.

Os Três Aspectos da Salvação

 Justificação
 Regeneração
 Santificação

I. Justificação

A Justificação pode ser definida como a ação de declarar alguém justo. De forma mais ampla,
é o ato instantâneo e legal (forense) da parte de Deus, pelo qual ele considera os nossos
pecados perdoados e a justiça de Cristo como pertencente a nós e declara-nos justos à vista
dele.

No Novo Testamento encontramos evidências de que a obra do Espírito Santo também se faz
sentir nesse estágio. A Justificação se dá pela fé, e essa fé é vista como sendo um dom do
Espírito Santo. Em I Coríntios 6.11, Paulo afirma: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos
lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e
no Espírito do nosso Deus”. Todas as obras citadas neste versículo podem ser aplicadas ao
Espírito Santo. Nossa Justificação se dá em “união com ou em conexão com o Espírito”. A
Justificação do crente é indissociável da obra do Espírito Santo.

A Justificação nos promove alguns benefícios também oriundos da ação soberana da terceira
pessoa da Trindade. Um destes benefícios é a nossa adoção como filhos de Deus Pai. Paulo
em Gálatas 4.4-6 nos informa que fomos adotados por Deus. No versículo 6, ele afirma: “E,
porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba,
Pai!”. Quando o Espírito Santo vive em nós, ele clama por Deus Pai e nos assegura que somos
verdadeiramente filhos de Deus. O Espírito Santo é chamado de “Espírito de Adoção” Rm
8.15. O Espírito guia os que verdadeiramente, são filhos de Deus. Rm 8.14.

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O Espírito como “Espírito de Adoção” é o recebimento de uma herança prometida por Deus
na fórmula do Pacto em Ezequiel 36.27: “Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis
nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”. Segundo o professor Moisés
Bezerril, “a habitação do Espírito (de adoção) no povo de Deus sempre está relacionada com o
Pacto ou sua renovação”. Ele salienta ainda o fato de que a realidade da adoção do povo de
Deus é tema implícito na fórmula “Eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo”, tanto na
velha quanto na nova dispensação do Pacto da Graça. Assim sendo, podemos concluir que a
Justificação do crente, juntamente com o benefício da adoção é também obra do Espírito
Santo.

A Posição Judicial do Crente para com Deus: Um aspecto básico e significante de nossa
salvação eterna é chamado de justificação. Esta é nossa posição com Deus. Ela significa que
no tribunal de Deus, nós fomos declarados inocentes, isto é, sem culpa. Fomos inocentados
de todas as acusações. Não há ninguém que nos condene. “Que diremos, pois, a estas coisas?
Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou,
antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem
intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que
condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está
à direita de Deus, e também intercede por nós.”, Rm 8.31-34. Como pôde Deus nos considerar
inocentes quando, na realidade, nós todos somos culpados diante de Deus? "Jesus pagou por
tudo", é a resposta. Jesus foi feito uma oferta de pecado, em nosso benefício e em nosso
lugar, para que pudéssemos ser declarados justos. “Àquele que não conheceu pecado, o fez
pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus.”, II Co 5.21.

Portanto, justificação não é o que pensamos sobre salvação. Não é um sentimento que temos,
nem é a interna habitação do Espírito de Deus em nós para nos guiar. É o que Deus tem
determinado sobre nosso pecado. Não é o mesmo que perdão mas, muito mais, é a remoção
da sentença de culpa. Nós somos justificados pela fé salvadora. Rm 3.28; 3.30; Gl 2.16; Gl 3.11;
At 13.39; Rm 3.24; Lc 18.14.

II. Regeneração

Regeneração nada mais é do que o ato de criar uma nova vida no homem. De acordo com a
definição do Dr. Berkhof: “é o ato de Deus pelo qual o princípio da nova vida é implantado no
homem, e a disposição dominante da alma se faz santa, e o primeiro exercício desta nova
disposição é assegurado”.

É interessante notarmos que a Regeneração ou Novo Nascimento, nada mais é do que obra
do Espírito Santo do Deus Vivo. Jesus quando falava a Nicodemos disse que “quem não nascer
da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. Jo 3.5. Paulo disse que Deus nos salva
“mediante o lavar regenerador e purificador do Espírito Santo”. Tt 3.5. Devemos entender,
antes de qualquer coisa, que a ação do Espírito Santo na Regeneração é acima de tudo
soberana. Jesus comparou-o ao vento que sopra onde quer e vai para onde quer. Jo 3.8. Ele
opera onde e da forma que deseja. A sua obra é igualmente misteriosa assim como o vento o
é. Entretanto, essa ação misteriosa é o que leva à criação de uma nova vida no homem. Esta
nova vida é uma conseqüência direta da nossa União com Cristo.

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Esta é inaugurada pela obra renovadora do Espírito Santo, na qual Ele começa a
transformação à imagem de Cristo, que se completará na eternidade. Para João Calvino, a
regeneração deveria ser entendida como a renovação que o Espírito efetua em todo o curso
da vida cristã.

A obra do Espírito Santo na Regeneração envolve vários elementos: 1 ) iluminação espiritual, a


fim de se poder ver o reino de Deus. I Jo 2.20,27; 2) a Regeneração envolve libertação da
vontade, de sua escravidão numa natureza dominada pelo pecado. Isso se dá através do
revestimento do poder do Espírito Santo na vontade humana. Jo 3.5,20; 3) na Regeneração há
purificação. Isso é o que quer comunicar a frase “nascer da água”, pois água e Espírito estão
intrinsecamente relacionados. Ez 36.25-27. O Espírito Santo concede nova vida e purifica o
coração.

Portanto na regeneração o que foi destruído é restaurado. Quando se trata do ser humano,
Regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma do homem. Esta
regeneração atinge todas as faculdades do homem, ou seja: Intelecto, Volição e a
Sensibilidade. O homem regenerado não faz tanta questão de satisfazer à sua própria
vontade como de satisfazer à de Deus. Na regeneração, ele passa a “PENSAR” de modo
diferente, “SENTIR” de modo diferente e “QUERER” de modo diferente tudo se transforma. II
Co 5.17: Se alguém está em Cristo, Nova Criatura é; as coisas velhas já passaram “tudo” se fez
novo.

Biblicamente a “regeneração” é descrita como:

1. Jo 3.3: Uma pessoa, para pertencer a aliança feita a Israel e gozar de todos os
seus direitos, precisava somente nascer de pais judaicos. Para pertencer ao reino do Messias,
contudo, uma pessoa precisa nascer de novo.

2. . Jo 10.10: É o Ato, a Ação ou o efeito de viver. A essência da regeneração é uma


nova vida concedida por Deus, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.

3. . Tt 3.5: Ato ou efeito de purificar. A alma foi lavada completamente das


imundícias da vida de outrora.

III. Santificação

No Antigo e Novo Testamento, o termo santificação, do hebraico qadash, e do grego hagios,


significa “ser consagrado”, “santo”, “santificado”, “separado”. A palavra é usada para distinguir
entre o santo e o profano, o especial do vulgar. Êx 30.29,32, 37; Lv 10.10.

No hebraico, o verbo denominativo “qadash” pode ser traduzido como “ser consagrado, ser
santo, ser santificado; consagrar, santificar, preparar ou dedicar”, distinguindo-se do que é
comum ou profano, enquanto o substantivo “qodesh”, refere-se à “natureza essencial daquele
que pertence ao domínio do sagrado e que por esse motivo, se distingue daquilo que é
comum ou profano”.

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a) Quando esta qualidade é aplicada a alguma coisa, se quer afirmar que este objeto ou
pessoa é separado para o serviço a Deus. Lv 20.26; cf. Êx 40.9; Lv 11.44.

b) Quando atribuído ao crente, designa a obra operada por Deus por meio do Espírito Santo,
que separa e purifica o homem para adorar e servir ao Senhor. Tt 3.5-7; II Pe 1.4. Na
santificação, o Espírito Santo aplica à vida do crente a justiça e a santidade de Cristo, com
vistas ao aperfeiçoamento.

A santificação envolve: a separação, purificação, dedicação e serviço do crente a Deus:


“Assim, pois, se alguém se purificar a si mesmo destes erros, será utensílio para honra,
santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda a boa obra”. II Tm 2.21; Rm
12.1. A vontade de Deus para a vida do crente é que este seja santo. I Ts 4.3-4. A Bíblia afirma
que somos santificados tanto pelas Escrituras (Jo 15.3; Sl 119.9; Tg 1.23-25); quanto pelo
sangue de Jesus. Hb 10.10-29; I Jo 1.7. E, que a santificação é uma obra da qual a Trindade
participa:

a) Somos santificados pelo Pai. Jo 15.1-2; 17.5-7.


b) Somos santificados pelo Filho. Hb 10.10; 2.11.
c) Somos santificados pelo Espírito Santo. Rm 15.16; I Co 6.11; Gl 5.22-25.

O próprio nome “Espírito Santo” já sugere a associação do Espírito com a obra da


Santificação. A Santificação é uma obra progressiva da parte de Deus e do homem
(regenerado), que nos torna cada vez mais livres do pecado e semelhantes a Cristo em nossa
vida presente. De forma sucinta, Santificação nada mais é do que a conformidade com a
imagem de Deus, embora de forma ainda imperfeita. A Santificação está em estreita relação
com a regeneração, pois esta como mudança moral é o primeiro estágio da Santificação.

Em outras palavras, assim como a Regeneração é obra do Espírito Santo, logicamente, a


santificação também o é. “Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo sido
criado neles um novo coração e um novo espírito, são, além disso, santificados, real e
pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, por sua Palavra e por seu
Espírito, que neles habita”.

1. Quem santifica os crentes?

a. Somos “santificados” por Deus. I Ts 5.23


b. Somos “santificados” por Jesus. Ef 5.25-26
c. Somos “santificados” pelo Espírito Santo. I Pe 1.2
d. Somos “santificados” pela Palavra Divina. Jo 17.17

2. Tempos da santificação

a. No Passado: Ato Inicial da Santificação (separação DO pecado PARA Deus)

b. No Presente: Processo da Santificação (esta separação do pecado para Deus é progressiva;


é processo para toda a presente vida e só chegará à completa fruição quando nos reunirmos a
Ele; o homem tem parte e deve se esforçar neste processo).

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c. No Futuro: Santificação Completa e Final (a completa e final conformação do crente a
Cristo espera a reunião do servo ao Senhor quer na morte [Hb 12.22-23] ou no
Arrebatamento. I Ts 3.13; I Jo 3.2; I Co 15.51-53; I Ts 4.16-17; Hb 9.28; Jd 1.21.

Depois, não mais haverá possibilidade alguma de pecarmos. Apoc 21.27; I Jo 3.2; Is 65.17; Is
51.16; 66.22; II Pe 3.10-13; Apoc 21.1-2; 22.4,11. No Arrebatamento, nosso corpo será
glorificado (Rm 8.23; Fp 3.20-21) e se tornará perfeito instrumento de obediência a Deus. A
perspectiva desta completa conformação à imagem de Cristo deve nos impelir a nos
desfazermos de todas as coisas profanas das nossas vidas. I Jo 3.2-3.

Santificação não é:

1. Impecabilidade (sinless perfection)


1.1. A Bíblia chama Noé de “justo e reto”. Gn 6.9
1.2. A Bíblia chama Jó de “sincero, reto e temente a Deus”. Jó 1.1
1.3. A Bíblia chama Ló de “justo”. II Pe 2.7
1.4. A Bíblia chama Davi de “homem segundo o coração de Deus”. I Rs 3.6; 9.4; 14.6; 15.3; At
13.22; e outras pessoas de "justo", "'integro", "temente a Deus", "perfeito", ou "sem culpa",
mas isto não significa que chegaram a ser "absolutamente sem pecado e incapazes de pecar",
pois Noé se embriagou vergonhosamente (Gn 9.20-27); Jó confessou pecado (Jó 42.6); Ló
andou pela vista, quis viver entre homossexuais, embriagou-se e caiu em incesto com as
filhas; Davi adulterou, depois providenciou a morte do marido; etc.!

2. Isolamento: A santificação não é uma exigência que isola o crente do convívio social, pelo
contrário, ela é demonstrada em nossos relacionamentos cotidianos. I Co 1.2; 10.31; Cl 3.12; I
Pe 1.15.

3. Não é um Ato Jurídico: A santificação não é como a justificação, um ato jurídico de Deus,
mas uma atividade moral e recriadora, pela qual o pecador é renovado no seu interior e levado
a ser cada vez mais conforme a imagem de Deus.

4. Não é um "Remédio Mágico", que só produz "gente boa": A conversão de alguém e a


conseqüente busca por Santificação, não é nenhum "pó mágico", como nos contos de fadas,
que transforma o caráter das pessoas "de uma hora para outra". A conversão é um ótimo
início, mas Deus tem um caminho de transformação, na vida de cada ser humano.

5. Santificação não é só deixar de fazer o que é errado, mas fazer o que é certo, com a
motivação de agradar a Deus.

6. A santificação não é nem ativismo (atividade autoconfiante) nem apatia (passividade


confiante em Deus), mas sim esforço dependente de Deus. II Co 7.1; Fp 3.10-14; Hb 12.14.
Sabendo que se não nos tornar aptos, nada poderemos fazer, moralmente falando, como
deveríamos, e que Ele está pronto a nos fortalecer em tudo o que temos por fazer (Fp 4.13),
permanecemos em Cristo, suplicando constantemente sua ajuda, e a receberemos. Cl 1.11; I
Tm 1.12; II Tm 1.7; 2.1.

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Capitulo XI

A Obra da Trindade na Salvação

I. A Obra do Pai: Determinou o plano, na Eternidade

1. Preconheceu. Rm 8.29; I Pe 1.2; Rm 11.2; I Pe 1.20


2. Predestinou. Rm 8.29-30; I Co 2.7; Ef 1.5,11; At 4.28
3. Escolheu [mas não necessariamente eleição para salvação] At 9.15; Rm 9.11
3.1. Chamados, mas não escolhidos. Mt 20.16
3.2. Eleitos, os escolhidos de Deus. Mc 13.20
3.3. Eleitos serão arrebatados. Mt 24.31
3.4. Eleitos, antes da fundação do mundo. Ef 1.4
3.5. Eleitos segundo a vontade de Deus. I Ts 1.4
3.6. Eleitos segundo a presciência de Deus Pai. I Pe 1.2
3.7. Eleitos para a salvação. II Ts 2.13
3.8. Rufo, eleito no Senhor. Rm 16.13

II. A Obra do Filho: Desempenhou o plano, na Plenitude dos Tempos

1. Não veio para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Jo 12.47
2. Veio fazer a vontade do Pai. Fp 2.6-8; Hb 10.5-9
3. Veio ser o fiador de uma nova aliança. Hb 7.22
4. Veio como Cordeiro para ser Sacrificado. Is 53; Jo 1.29
5. Veio para salvar o que se tinha perdido. Mt 18.11
6. Veio para morrer pelos ímpios. Rm 5.6
7. Morte substitutiva. Mt 26.54; Mc 14.21
8. Morte prevista. At 2.23

III. A Obra do Espírito Santo: Declara o plano, diariamente

1. Testificando a respeito de Jesus. Jo 16.26


2. Convencendo o pecador. Jo 16.8-11
2.1. Do Pecado
2.2. Da Justiça
2.3. E do Juízo
3. Selando aqueles que aceitaram a Jesus como salvador. Ef 1.13
4. Consola aqueles que aceitaram a Jesus como salvador. Jo 14.7
5. Intercede por aqueles que aceitaram a Jesus como salvador. Rm 8.26
6. Regenera aqueles que aceitaram a Jesus como salvador. Jo 3.6
7. Santifica aqueles que aceitaram a Jesus como salvador. II Ts 2.13
8. Guiará na verdade os que aceitaram a Jesus como salvador. Jo 16.13
9. O papel principal do Espírito Santo no processo de nossa salvação é fazer-nos um em
Cristo. Em I Coríntios 12.13, encontramos a fonte dessa certeza: “Pois, em um só
Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer
escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito”. Podemos concluir
então, que a nova vida espiritual do homem regenerado, na sua totalidade, é operação
do Espírito Santo de Deus.
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Capitulo XII

100 Coisas que Acompanham a Salvação

1. Comunhão com o Filho de Deus, Jesus Cristo nosso Senhor. I Co 1.9


2. Acesso ao Pai em Cristo e através do Espírito. Ef 2.18
3. Acesso com confiança. Ef 3.12
4. Acesso a graça, na qual estamos firmes. Rm 5.2
5. Justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Rm 14.17
6. Gozo e paz em crer. Rm 15.13
7. Abundância na esperança. Rm 15.13
8. Deus operando em nós tanto o querer como o efetuar. Fl 2.13
9. A contínua intercessão de Jesus. Hb 7.15
10. A intercessão do Espírito Santo. Rm 8.26
11. O privilégio de andar na luz. I Jo 1.7
12. Perdão quando o pecado é confessado. I Jo 1.9
13. Cristo em nós, a esperança da glória. Cl 1.27
14. O Espírito de adoção. Rm 8.15
15. Ser ensinado por Deus a amar uns aos outros. I Ts 4.9
16. Ser ensinado do Pai por Jesus. Mt 11.27-28
17. Cristo manifestado a Si mesmo para nós. Jo 14.21
18. O Pai e o Filho fazendo morada em nós. Jo 14.23
19. Fortaleza no homem interior. Ef 3.16; Rm 8.11
20. O Espírito de sabedoria e revelação. Ef 1.17
21. A abertura dos olhos do nosso entendimento. Ef 1.18-19
22. Completa certeza da esperança. Hb 6.11
23. Plenitude do entendimento. Cl 2.2
24. Inteira certeza de fé. Hb 10.22
25. Estar casado com Cristo. Rm 7.4
26. Dar fruto para Deus. Rm 7.4
27. Ser herdeiros de Deus. Rm 8.17
28. Ser herdeiros juntamente com Cristo. Rm 8.17
29. Participantes da natureza Divina. II Pe 1.4
30. Estar unido ao Senhor. I Co 6.17
31. Nossos nomes escritos no Céu. Lc 10.20; Hb 12.23
32. Uma herança incorruptível, reservada para nós no céu. I Pe 1.4
33. Ser guardado pelo poder de Deus. I Pe 1.5
34. Ser guardado de tropeçar. Jd 24
35. A paz de Deus guardando nossos corações e mentes. Fl 4.7; Cl 3.15
36. Saber em "Quem" temos crido. II Tm 1.12
37. Ser apropriado para o uso do Senhor. II Tm 2.21
38. Recebimento de graça sobre graça. Jo 1.16
39. Discernir extensão da salvação. Ef 3.18
40. Conhecer o amor de Cristo que transcende o conhecimento. Ef 3.19
41. Ser cheios de toda plenitude de Deus. Ef 3.19
42. Ter a mente de Cristo. I Co 2.16
43. Uma unção que nos ensina a permanecer. I Jo 2.20-27
44. Justiça pela imputação por causa da fé. Rm 4.6-8
45. Uma consciência purificada. Hb 9.14
46. Poderosas armas espirituais. II Co 10.4-5
47. Toda armadura de Deus. Ef 6.11-18
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48. Todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais. Ef 1.3
49. Todas as coisas que pertencem à vida e à piedade. II Pe 1.3
50. O espírito de poder, amor e de moderação. II Tm 1.7
51. Eterna consolação e boa esperança. II Ts 2.16
52. O Espírito Santo. I Jo 3.24; 4.13
53. Um entendimento ministrado pelo próprio Jesus. I Jo 5.20
54. O amor da verdade. II Ts 2.10
55. Um reino que não pode ser abalado. Hb 12.28
56. Alimentado espiritualmente pelo próprio Deus. II Co 6.2
57. Conhecendo o que nos é dado gratuitamente por Deus. I Co 2.12
58. Ter um tesouro celestial num vaso de barro. II Co 4.7
59. Ter de Deus um edifício, nos céus. II Co 5.1
60. Um Sumo Sacerdote. Hb 8.1
61. Iluminação. Hb 8.1
62. Esclarecimento. Hb 10.32
63. Provar o dom celestial. Hb 6.4
64. Participar do Espírito Santo. Hb 6.4
65. Provar a Palavra de Deus. Hb 6.5
66. Provar os poderes do mundo vindouro. Hb 6.5
67. Libertação do poder das trevas. Cl 1.13
68. Transladação para o Reino de Cristo. Cl 1.13
69. Todas as coisas se tornando possíveis. Mc 9.23; Ef 1.20, 3.20
70. A ministração dos santos anjos. Hb 1.13-14
71. Todas as coisas cooperando para o nosso bem. Rm 8.28
72. O Senhor sendo nosso Ajudador. Hb 13.6
73. Mentes puras. II Pe 3.16,17
74. Deus sendo "por nós". Rm 8.1
75. Uma melhor esperança. Hb 7.9
76. Sangue que fala melhor do que o de Abel. Hb 12.4
77. Nenhuma condenação. Rm 8.1
78. Paz com Deus. Rm 5.1
79. Vida eterna. I Jo 5.11
80. Vida abundante. Jo 10.0
81. Grandíssimas e preciosas promessas. II Pe 1.4
82. Ser ressuscitado e assentado com Ele nos lugares celestiais. Ef 2.6
83. A Palavra de Deus nos edificando e nos dando uma herança. At 20.32
84. Sendo confirmados por Deus. II Co 1.21
85. O selo do Espírito Santo. II Co 1.22
86. Tendo suficiência da parte de Deus. II Co 3.5
87. Um poder que Deus opera transcendentemente em nós. Ef 3.20
88. Tendo abundância em todas as ciosas. II Co 9.8
89. A obra de Deus aperfeiçoada em nós até o dia de Cristo. Fl 4.19
90. Todas as nossas necessidades supridas em gloria. Fl 4.19
91. Feitos idôneos para participar da herança dos santos. Cl 1.11-12
92. Sendo santificados completamente, espírito, alma e corpo. I Ts 5.23-24
93. Participando da santidade de Deus através da correção. Hb 12.10
94. A vitória que vence o mundo. I Jo 5.4-5
95. Satanás sendo esmagado debaixo de nossos pés. Rm 16.20
96. Sendo chamados à liberdade. Gl 5.1,13
97. Aprendendo de Cristo. Ef 4.20
98. Pureza de alma. I Pe 2.3
99. Provar que o Senhor é bom. I Pe 2.3
100. Recebidos por Cristo. Rm 15.7.
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Capitulo XIII

O Mundo Está Agonizando Sem Salvação

No livro, Além da Porta da Morte, escrito por Dr. Maurice Rawlings. Dr. Rawlings, especialista
em Cirurgia e Doença Cardiovascular, ressuscitou muitas pessoas que tinham estado
clinicamente mortas. Dr. Rawlings, um ateu devoto, considerava "que a morte é nada além de
uma extinção indolor". Mas algo aconteceu em 1977 e isso trouxe uma mudança dramática em
sua vida.

Ele estava ressuscitando um homem, terrificado, que gritava — estou caindo nas chamas do
inferno:

"A cada momento que recuperava a batida do coração e a respiração, o paciente gritava: "Eu
estou no inferno!". Ele estava aterrorizado e suplicava para que eu o ajudasse. Eu estava
morto de medo. . . Então eu notei o olhar genuinamente alarmado na face dele. Ele estava
com um olhar terrificado, pior que a expressão de morte! Este paciente tinha a atitude de
quem expressa um horror extraordinário! Suas pupilas estavam dilatadas, e estava suando e
tremendo.

Então ainda outra coisa estranha aconteceu. Ele disse, "Você não entende ? Eu estou no
inferno. . . Não me deixe voltar para o inferno!" . . .O homem estava sério, e finalmente eu
concluí que ele realmente estava em dificuldade. Ele estava em pânico, como eu nunca
tinha visto antes". (Maurice Rawlings, Beyond Death's Door, [Thomas Nelson Inc., 1979] p. 3).

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Dr. Rawlings disse, ninguém, que tivesse ouvido os gritos dele e visto o olhar de terror em sua
face, poderia duvidar durante um único minuto que ele estava, de fato, em um lugar chamado
inferno!

O Trem da Vida

Alguém comparou a nossa vida com uma viagem de trem, cheia de embarques e
desembarques, de belas paisagens e caminhos acidentados.

Quando nascemos, nós embarcamos nesse trem. Então encontramos duas pessoas, as quais,
acreditamos, ficarão conosco até o fim da viagem. São os nossos pais. Infelizmente isso não é
verdade. Em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seu carinho,
proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem outras pessoas que virão a ser
importantes para nós, que são os nossos irmãos, amigos e amores. E no trem há também
pessoas que passam de vagão a vagão, prontas a ajudar a quem precisa. Muitos descem e
deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que quando desocupam
os seus assentos ninguém percebe a sua falta.

Alguns passageiros se acomodam em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa
viagem separados deles. São os excluídos, aqueles que a sociedade marginou. Mas isso não
nos impede que, com esforço, atravessarmos o nosso vagão e encontramos com eles para
lhes prestar a nossa solidariedade. E esse trem nunca volta. Diz a Palavra de Deus: Aos
homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo. Hb 9.27. Quem morre,
está morto, não volta mais a viver aqui na terra. É, pois, uma viagem sem volta.

Além disso, com a morte também se decide o destino da pessoa. Quem vai para o céu, fica lá
para sempre. Quem vai para o inferno, de lá nunca sai.

Na história do rico e Lázaro que Jesus contou, nos é dito que o rico queria que Abraão lhe
mandasse um pouco de água, para aliviar um pouco a sua sede. A resposta de Abraão foi clara
em dizer que isso não era possível, pois há um grande abismo que separa o céu do inferno, de
sorte que os querem passar para o inferno não o podem, e nem os que estão no inferno
poderão passar para o céu.

ele precisa saber para onde quer ir. Há muita gente que viaja sem rumo e sem
destino nesta vida. É como Voltaire, que disse momentos antes da sua morte: “Eu nasci e não
sei como, vivi e não sei por que e estou de partida e não sei para onde; dou um salto no
escuro”. De modo geral os homens agem como se a vida terminasse com a morte. A Bíblia,
porém, nos ensina que esta vida é apenas uma preparação para a eternidade. Nossa vida
continua por toda a eternidade. E a escolha que fizermos agora decide o tipo de vida que
vamos ter no futuro. Diz Jesus: “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens
que ele possui”. E, “O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma”.

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para se fazer uma viagem é preciso, além do destino, saber o caminho que
nos leva ao destino escolhido. Na viagem à eternidade existem apenas dois destinos: o céu e o
inferno.

E para chegar a qualquer um desses dois lugares existem apenas dois caminhos: o caminho
largo e o caminho estreito. Há um caminho largo e neste caminho estão as pessoas do
mundo, como o traficante de drogas, o alcoólatra, o assassino, o ladrão, o adúltero, o
feiticeiro e também muita gente da igreja. São pessoas que achavam que iam para o céu,
porém, quando chegaram lá não conseguiram entrar. Elas então, surpresas, dizem: “Mas,
Senhor, porventura não temos nós profetizado em teu nome e em teu nome não expelimos
muitos demônios e eu teu nome não fizemos muitos milagres?” E Jesus lhes responde,
dizendo: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.

Muitos precisam gastar mais tempo pensando no futuro e o que ele reserva e não apenas
nesta vida. Senão serão surpreendidos com o inferno. A Bíblia, em vários lugares, adverte
sobre o inferno. Jesus falou muito sobre o inferno. Na verdade, ele falou mais sobre o inferno
do que qualquer outra pessoa. Ele disse, por exemplo, que o inferno não foi preparado para o
homem. Não era da vontade de Deus que o homem fosse para lá. O inferno foi preparado
para o diabo e os seus anjos. Mas o homem se rebelou contra Deus e resolveu seguir o diabo.
A existência do inferno indica que o homem tem a liberdade de escolha. Ele pode escolher: o
caminho largo ou o caminho estreito. No fim do caminho largo há um lugar, que se chama
inferno. No fim do caminho estreito há um lugar, que se chama céu. E cada um de nós está
num destes caminhos: ou estamos no caminho do céu ou no caminho do inferno. Não há
outra alternativa.

para se fazer uma viagem, é preciso estar preparado. Para ir para o inferno,
não é necessário nenhum preparo. Mas para chegar ao céu é preciso conhecer o caminho e ter
um passaporte.

Estou certo de que você já ouviu estas palavras ditas


com irritação: "Vá para o inferno!", ou: "Que inferno!".
Eu as ouço freqüentemente. Mas, será que percebemos
o significado real desse lugar chamado inferno? Você
parou alguma vez para pensar a respeito do inferno e do
que significa estar lá?
Depois que quinze dos seus companheiros foram
mortos no Vietnã, um soldado exclamou: "Ao menos
eles irão para o céu, porque aqui já estiveram no inferno!" Muitas pessoas têm diferentes
opiniões sobre o inferno. Entretanto, opiniões não valem muito quando se trata do inferno. O
que realmente importa é aquilo que Deus diz a respeito.

Como é o inferno?

O inferno é um lugar onde Deus não está – onde não há nenhum consolo ou bênçãos. A Bíblia
o descreve como "trevas... [onde] haverá choro e ranger de dentes". Mt 22.13; 25.30. Ela
também nos diz: "O Diabo... foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre... e serão
atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos". Apoc 20.10. O inferno não foi
preparado para nós, mas "para o Diabo e seus anjos (demônios)" Mt 25.41. Entretanto, a Bíblia
diz que todos os que rejeitam a oferta de salvação e o perdão de Deus irão para lá. Jo 3.36.
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Podemos estar certos de que Deus não está tentando simplesmente assustar-nos. Ele está
nos advertindo seriamente para evitarmos o inferno a qualquer custo!.Vale lembrar que NÃO
EXISTE o lugar denominado Purgatório, segundo o catolicismo, não é um nível intermediário
entre o Céu e o Inferno, mas um local de purificação onde ficam as almas das pessoas que
morreram em estado de graça, isto é, salvas, mas ainda precisariam se preparar para ter
condições de ver Deus nos Céus. A sua existência foi teorizada no pontificado do Papa
Gregório I, em 593, com base no livro de 2º Macabeus 12.42-46 (livro Apócrifo). Em 1439, no
Concílio de Florença, a doutrina foi aprovada e confirmada depois, em 1563 no Concílio de
Trento. Portanto, Deus não nos deixa desinformados a respeito do que virá após a morte: “...
aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo". Hb 9.27.

E quanto ao Céu? (João 14.1-3)

Os céus do Senhor é a morada do Altíssimo, mas também é a morada dos salvos por Cristo
Jesus. Esta é a mais maravilhosa notícia que o gênero humano pode receber; podemos
desfrutar desta morada celestial e eterna. Podemos viver eternamente neste lugar
indescritível em permanente estado de paz, contentamento e glória. Esta é a vontade do Pai.
Ele deseja que estejamos junto a Ele eternamente sendo que por meio de Seu Filho Jesus
tornou isto possível a todo o que crê. Jo 3.16,15,35-36; 6.38-40. Uma das palavras mais
expressivas do Senhor Jesus sobre este assunto foram as que estão registradas no evangelho
de João 14.1-3. Neste belíssimo texto Cristo afirma: "Na casa de meu Pai há muitas moradas."
Ha muitas moradas na casa do Pai preparadas para os salvos, para os remidos do Senhor. A
mensagem central da Bíblia é esta: Deus preparou moradas e quer enchê-las com seus filhos
(Jo 1.12) tendo-os junto a Si para sempre, Jo 14.3.

A vida no Céu: Poucos cristãos param para refletir sobre a vida no céu. De fato, há
considerável desconhecimento, entre os salvos, de como será a existência em sua nova e
gloriosa morada. Muitas perguntas surgem, entretanto recorrendo as Escrituras Sagradas
podemos aumentar nossa compreensão a respeito, e viver com antecipada alegria. Vamos
observar alguns aspectos:

1. Será uma vida na presença de Deus, Cristo e o Espírito Santo


2. Será uma vida com valores morais. Apoc 21.18
3. Será uma vida com pureza. Apoc 6.11
4. Será uma vida com um novo corpo. I Co 15.40,47,50-54
5. Será uma vida com galardões. Apoc 4.10; 19.12; Mt 25.14-30
6. Será uma vida de pleno conhecimento. I Co 1.8-10
7. Será uma vida de felicidade completa. Apoc 21.3,4
8. Será uma vida de adoração e serviço. Apoc 22.3,4; 21.4,22
9. Será uma vida de perfeita comunhão com Deus. Hb 12.22-23; Apoc 7.4-11
10. Será uma vida de santidade de caráter. Apoc 3.5; 21.27
11. Será uma vida eterna. Mt 25.46
12. Será uma vida de constante adoração. Apoc 15.3; 5.9-12

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Capítulo XIV

A Salvação do Crente Fiel está Garantida: 45 Razões Bíblicas

1. Porque o crente está seguro como Noé na Arca. Gn 7.16; I Pe 3.20,21


2. Porque o crente está selado no Espírito Santo. Ef 1.13; 4.30; II Tm 2.19
3. Porque o crente tem o penhor do Espírito Santo. II Co 1.22; 5.5
4. Porque Deus fez através do pai Abraão uma aliança irrevogável. Gl 3.15;29
5. Porque Deus fez uma aliança incondicional. Jr 34.18; I Co 11.25
6. Porque Deus fez uma aliança unilateral. Gn 15.12
7. Porque o temor do Senhor é estabelecido no coração. Hb 3.12; 8.8-13; Ez 36.26,27
8. Porque o crente é guardado por Deus, do mal que há no mundo. Sl 12.7
9. Porque o crente é guardado por Deus como a menina dos Seus olhos. Sl 17.8
10. Porque a alma do crente é guardada por Deus. Sl 25.20; 97.10
11. Porque o crente é preservado para sempre. Sl 37.28
12. Porque o próprio Deus é o protetor. Sl 12l.5-8
13. Porque o Senhor o ama. Sl 145.20
14. Porque o amor de Deus para com o crente é eterno. Jr 31.3
15. Porque será guardado do mal. Jó 5.19; Sl 91; Jo 17.9-26
16. Porque o crente é guardado do maligno. I Jo 5.18; II Ts 3.3; Jr 31.11
17. Porque o crente é guardado para não tropeçar. Jd 24; I Sm 2.9; Is 63.13
18. Porque a fé do crente não lhe permite tropeçar. Jo 11.9; Rm 9.31-33
19. Porque o crente tem perpétuo fundamento. Pv 10.25; II Tm 2.19; I Co 3.11
20. Porque o crente é guardado pela fé no poder de Deus. I Pe 1.5
21. Porque Jesus é o Autor da fé salvadora. Hb 2.2; Fp 1.29; I Co 3.5; II Ts 3.2
22. Porque o crente é guardado pelo poder de Deus. Rm 16.25; II Tm 1.12; Jd.24
23. Porque a salvação do crente se fundamenta em coisas imutáveis. Hb 6.17; 9.14,15
24. Porque o crente jamais será condenado. Rm 8.1; I Co 11.32
25. Porque o crente, ainda que venha a cair, não ficará prostrado. Sl 37.23,24; 145.14
26. Porque o crente é conduzido por Deus até o fim. Sl 121.8
27. Porque a tentação não pode condenar o crente. Rm 6.14,18; II Pe 2.9
28. Porque o crente já passou da morte para a vida. Jo 5.24
29. Porque o crente foi regenerado para uma viva esperança. I Pe 1.3,4
30. Porque o crente foi regenerado pela Palavra de Deus. I Pe 1.23
31. Porque o crente foi regenerado pelo Espírito Santo. Jo 3.5; Tt 3.5; I Jo 3.9
32. Porque o crente jamais será lançado fora. Jo 6.37-40
33. Porque o crente já possui a vida eterna. Jo 6.47; I Jo 5.11-13; I Tm 6.12
34. Porque o crente não pode ser arrancado da mão do filho de Deus. Jo 10.28
35. Porque o crente não pode ser arrancado da mão do Pai. Jo 10.29
36. Porque o crente é conhecido do Senhor. Mt 7.21-23; Jo 10.14,27; II Tm 2.19
37. Porque o crente tem a companhia de Jesus todos os dias até o fim. Mt 28.20
38. Porque o crente está livre da condenação. Rm 8.1,33,34
39. Porque o crente está justificado. Rm 8.30
40. Porque todas as coisas cooperam para o bem do crente. Rm 8.28; Gn 50.20
41. Porque nada poderá separar o crente do amor de Deus. Rm 8.35-39; Jo13.1
42. Porque o crente será confirmado até o fim. I Co 1.8; Rm 16.25; II Ts 3.3
43. Porque Deus mesmo terminará a obra no crente. Fl 1.6; 2.13
44. Porque a vida do crente está escondida com Cristo em Deus. Cl 3.3
45. Porque o crente é propriedade de Cristo. Rm 8.9-11; I Co 6.19,20.

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Capítulo XV

Biografias: Jacó Arminius & João Calvino

Arminius, Jacó (Jakob Hermanss): Um teólogo holandês.


Arminius nasceu em Oudewater (18 m. em direção ao
leste e nordeste de Roterdã) em 10 de outubro de 1560 e
morreu em Leiden em 19 de outubro de 1609. Após a
morte prematura de seu pai ele foi morar com Rudolphus
Snellius, professor em Marburg. Em 1576 retornou para
casa e estudou teologia em Leiden sob Lambertus
Danæus. Aqui ele passou seis anos, até que recebeu
autorização dos burgomestres de Amsterdã para
continuar seus estudos em Genebra e Basel sob Beza e
Grynæus. Ele fez preleções sobre a filosofia de Petrus
Ramus e a Epístola aos Romanos. Sendo chamado de
volta pelo governo de Amsterdã, em 1588 ele foi
nomeado pregador da congregação reformada. Durante os quinze anos que passou aqui, ele
obteve o respeito de todos, mas suas concepções sofreram uma mudança. Sua exposição de
Rm 7 e 9 e seu pronunciamento sobre a eleição e reprovação foram considerados ofensas. Seu
colega, erudito, mas irascível, Petrus Plancius se opôs a ele em particular. Disputas surgiram
no consistório, que temporariamente foram impedidas pelos burgomestres.

Arminius foi suspeito de heresia porque considerava o consentimento com os livros simbólicos
como não unificadores e estava pronto a conceder ao Estado mais poder nas questões
eclesiásticas do que os rígidos calvinistas gostariam de admitir. Quando dois dos professores
da Universidade de Leiden, Junius e Trelcatius, morreram (1602), os administradores
chamaram Arminius; e Franciscus Gomarus, o único professor de teologia vivo, protestou,
mas ficou satisfeito após uma entrevista com Arminius. O último assumiu suas obrigações em
1603 com um discurso sobre o ofício sumo sacerdotal de Cristo, e se tornou doutor em
teologia. Mas as disputas dogmáticas foram renovadas quando Arminius realizou palestras
públicas sobre a predestinação. Gomarus se opôs a ele e publicou outras teses.

Sucedeu uma grande agitação na universidade e os estudantes foram divididos em dois


partidos. Os ministros de Leiden e de outros locais participaram da controvérsia, que se
tornou geral. Os calvinistas queriam que a questão fosse decidida por um sínodo geral, mas os
Estados Gerais não queriam fazê-lo. Oldenbarneveldt, o estadista liberal holandês, deu em
1608 a ambos os oponentes oportunidade para defender suas opiniões diante da suprema
corte, e o veredicto pronunciado foi que, visto que a controvérsia não tinha qualquer relação
com os pontos principais relativos à salvação, cada um deveria ser indulgente com o outro.

Mas Gomarus não se renderia. Até os Estados da Holanda tentaram realizar uma reconciliação
entre os dois, e em agosto de 1609, ambos os professores e quatro ministros foram
convidados para fazer novas negociações. As deliberações foram primeiro mantidas
oralmente, sendo depois continuada por escrito, mas foram encerradas em outubro com a
morte de Arminius.

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Em suas Disputationes, que foram parcialmente publicadas durante sua vida, parcialmente
após sua morte, e que incluíam toda a seção de teologia, assim como em alguns discursos e
outros escritos, Arminius clara e diretamente definiu sua posição e expressou sua convicção.
No geral estes escritos são um belo testemunho de sua erudição e sagacidade. A doutrina da
predestinação pertencia aos ensinos fundamentais da Igreja Reformada; mas a concepção
dela afirmada por Calvino e seus partidários, Arminius não poderia adotar como sua. Ele não
queria seguir um desenvolvimento doutrinário que tornava Deus o autor do pecado e da
condenação dos homens. Ele ensinava a predestinação condicional e atribuiu mais
importância à fé. Ele não negava nem a onipotência de Deus nem sua livre graça, mas ele
considerava que era seu dever preservar a honra de Deus, e enfatizar, baseado nas claras
expressões da Bíblia, o livre-arbítrio do homem bem como a verdade da doutrina do pecado.
Nestas coisas ele estava mais do lado de Lutero do que de Calvino e Beza, mas não pode ser
negado que ele expressou outras opiniões que foram vigorosamente contestadas como sendo
afastamentos da confissão e do catecismo. Seus seguidores expressaram suas convicções nos
famosos cinco artigos que eles apresentaram diante dos Estados como sua justificação.
Chamados de remonstrantes, por causa destas Remonstrantiæ, eles sempre se recusaram a
ser chamados de arminianos.

Biografia de João Calvino

João Calvino nasceu em Noyon, nordeste da França, no


dia 10 de julho de 1509. Seu pai, Gerard Calvin, era
advogado dos religiosos e secretário do bispo local. Aos
12 anos, Calvino recebeu um benefício eclesiástico cuja
renda serviu-lhe de bolsa de estudos. Em 1523, foi residir
em Paris, onde estudou latim e humanidades (Collège de
la Marche) e teologia (Collège de Montaigu). Em 1528,
iniciou seus estudos jurídicos, primeiro em Orleans e
depois em Bourges, onde também estudou grego com o
erudito luterano Melchior Wolmar. Com a morte do pai
em 1531, retornou a Paris e dedicou-se ao seu interesse
predileto – a literatura clássica. No ano seguinte publicou
um comentário sobre o tratado de Sêneca De Clementia.
Calvino converteu-se à fé evangélica por volta de 1533,
provavelmente sob a influência do seu primo Robert
Olivétan. No final daquele ano, teve de fugir de Paris sob
acusação de ser o co-autor de um discurso simpático aos protestantes, proferido por Nicholas
Cop, o reitor da universidade. No ano seguinte, voltou a Noyon e renunciou ao benefício
eclesiástico. Escreveu o prefácio do Novo Testamento traduzido para o francês por Olivétan
(1535). Em 1536 veio a lume primeira edição da sua grande obra, As Institutas ou Tratado da
Religião Cristã, introduzidas por uma carta ao rei Francisco I da França contendo um apelo em
favor dos evangélicos perseguidos. Alguns meses mais tarde, o reformador suíço Guilherme
Farel o convenceu a ajudá-lo na cidade de Genebra, que acabara de abraçar a Reforma. Logo,
os dois líderes entraram em conflito com as autoridades civis sobre questões eclesiásticas,
sendo expulsos em 1538. Produziu uma nova edição das Institutas (1539), o Comentário da
Epístola aos Romanos, a Resposta a Sadoleto (uma apologia da fé reformada) e outras obras.

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Avaliação: Soteriologia

1. Quais as conseqüências do pecado para Adão, para Eva e para a Humanidade?


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2. Qual é a base da Teologia Calvinista em relação à Salvação?


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3. Qual é a base da Teologia Arminiana em relação à Salvação?


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4. Quais os principais pontos de divergência entre a Teologia Calvinista e Arminiana?


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5. O que significa a Doutrina da Eleição?


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6. Quais os elementos básicos da Salvação?


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7. O que significa: Justificação; Regeneração e Santificação?


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Bibliografia

Given O. Blakely

Lindolfo Pieper

Dawson Campos de Lima

Philippe van Mechelen, 2004.

Pr. Ricardo Gondim

Pr. Matheus Esteves

A.A. Autores Anônimos

Tradução: Paulo Cesar Antunes

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