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O documento apresenta uma introdução ao curso de psicoterapia, abordando conceitos iniciais, modalidades e competências do psicoterapeuta. Destaca a importância da aliança terapêutica e do contrato terapêutico, além de discutir fatores cognitivos como psicoeducação, reestruturação cognitiva e insight como estratégias de mudança. A Resolução CFP 13/2022 é mencionada como diretriz para a prática da psicoterapia, enfatizando a necessidade de um relacionamento interpessoal e ético entre terapeuta e paciente.

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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

AULA 1 – TEORIAS E TÉCNICAS PSICOTERÁPICAS:


NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

SUMÁRIO

1. CONCEITOS INICIAIS ................................................................................................................................... 2


2. PONTOS DE CONVERGÊNCIA ENTRE PSICOTERAPIAS............................................................................... 4
2.1. FATORES COGNITIVOS COMO ESTRATÉGIA DE MUDANÇA ................................................................ 5
2.1.1. Psicoeducação ............................................................................................................................ 5
2.1.2. Reestruturação cognitiva ........................................................................................................... 6
2.1.3. Insight .......................................................................................................................................... 6
2.2. ALIANÇA TERAPÊUTICA....................................................................................................................... 6
2.3. CONTRATO TERAPÊUTICO.................................................................................................................. 7
3. MODALIDADES PSICOTERÁPICAS ............................................................................................................... 8
3.1. PSICOTERAPIAS INDIVIDUAIS ............................................................................................................. 8
3.2. PSICOTERAPIA INFANTIL .................................................................................................................... 8
3.3. PSICOTERAPIA FAMILIAR E DE CASAIS ............................................................................................... 8
3.4. PSICOTERAPIA GRUPAL .................................................................................................................... 10
3.5. PSICOTERAPIAS BREVES................................................................................................................... 12
4. COMPETÊNCIAS DO(A) PSICOTERAPEUTA ............................................................................................... 13
5. ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO X PSICOTERAPIA .............................................................................. 14
6. QUESTÕES COMENTADAS ........................................................................................................................ 16
7. QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS ............................................................................................................... 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................................................... 48
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1. CONCEITOS INICIAIS

Conforme Cordioli (2019), a PSICOTERAPIA, originalmente chamada de “cura pela fala”, tem
suas origens em práticas antigas como a medicina, religião, filosofia, cura pela fé e hipnotismo. No final
do século XIX, tornou-se um método de tratamento para transtornos mentais, com terapeutas
treinados aplicando modelos teóricos e técnicas específicas. As terapias de orientação analítica,
especialmente a psicanálise de Freud, ganharam destaque nessa época, mas enfrentaram
obstáculos como longa duração do tratamento e alto custo, tornando-as inacessíveis para muitas
pessoas.
No pós-guerra e na segunda metade do século XX, houve esforços para desenvolver novos
métodos mais efetivos, de duração menor e com custo mais baixo. Surgiram assim as terapias
comportamentais, terapias breves dinâmicas, terapias cognitivas e cognitivo-comportamentais,
terapias interpessoais e terapias contextuais, como terapia dialética, mindfulness e aceitação e
compromisso. As terapias de grupo, casal e família também ganharam destaque, abordando uma
ampla gama de transtornos e problemas de vida.
Ainda conforme o autor, a psicoterapia é um método de tratamento que utiliza meios
psicológicos, com destaque para a comunicação verbal, na qual um(a) profissional treinado(a) – o(a)
terapeuta - busca influenciar de forma deliberada um cliente ou paciente que procura ajuda para
aliviar o sofrimento psíquico. Embora o termo "paciente" seja comumente usado, a psicoterapia é mais
uma atividade colaborativa do que uma ação unilateral. A relação terapêutica é central para o
processo, diferenciando-a de outras modalidades de tratamento médico. Além de lidar com questões
de sofrimento psíquico, a psicoterapia também se preocupa com o desenvolvimento pessoal e o
aprimoramento das capacidades individuais, especialmente nas relações humanas, visando
alcançar maior satisfação e crescimento pessoal.

Em resumo:
PSICOTERAPIA
• É um método de tratamento que utiliza meios psicológicos com a finalidade de
aliviar um desconforto ou sofrimento psíquico, eliminar sintomas de um transtorno
definido, resolver problemas pessoais de natureza emocional ou psicológica ou
estimular o desenvolvimento pessoal.
• O método é utilizado por um profissional treinado, que, de forma deliberada e
intencional, busca ajudar um cliente ou paciente que o procura com a finalidade de
obter alívio para um sofrimento de natureza psíquica.
• O método é fundamentado em um racional ou uma teoria que oferece uma
explanação para os sintomas e embasa uma técnica para sua remoção.
• É realizada em um contexto interpessoal – a relação terapêutica – e em um setting
profissional.
• Utiliza a comunicação verbal como principal recurso.
• É uma atividade eminentemente colaborativa entre paciente e terapeuta.
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A Resolução CFP 13/2022 traz diretrizes para o exercício da Psicoterapia por nós, Psis. O
normativo é publicado 22 anos após a Resolução CFP 10/2000, atualmente revogada, que especificava
a Psicoterapia como prática dessa(e) profissional. Nessa nova Resolução, que atualiza a de 2000, são
estabelecidos os princípios e deveres da(o) psicóloga(o) psicoterapeuta, as medidas para o sigilo
profissional e o serviço psicoterapêutico ofertado à criança e ao adolescente, bem como os
critérios para a utilização da abordagem psicoterapêutica e para organização do espaço.

Conforme a Resolução CFP 13/2022:

Art. 1º Esta Resolução regulamenta o exercício da psicoterapia por psicóloga e por


psicólogo.
Parágrafo único. Para fins desta resolução, psicoterapia é uma prática de intervenção
sustentada por um campo de conhecimentos teóricos e técnicos fundamentados
cientificamente, embasada por princípios éticos da profissão, que se desenvolve em
contexto clínico e em um relacionamento interpessoal, junto a indivíduos, casais,
famílias e demais grupos, decorrente de uma demanda psicológica com o objetivo de
promover a saúde mental e propiciar condições para o enfrentamento de conflitos
ou transtornos psíquicos.

Vamos destrinchar esse conceito:

PSICOTERAPIA

Prática de intervenção, sustentada em Aplicação sistematizada de métodos e


conhecimentos técnicos e científicos técnicas no contexto clínico

Embasada por princípios éticos, em um Promovendo saúde mental e


contexto clínico e em um relacionamento proporcionando condições de
interpessoal com pessoas, casais, famílias enfrentamento de conflitos ou
e outros grupos transtornos psíquicos

• Prática de intervenção sustentada por um campo de conhecimentos teóricos e técnicos


fundamentados cientificamente: A psicoterapia é uma forma de intervenção psicológica que
se baseia em teorias e técnicas cientificamente embasadas. Ela não é apenas uma prática
intuitiva, mas sim fundamentada em estudos e pesquisas que comprovam sua eficácia. O(a) Psi
necessariamente seguirá uma abordagem psicoterápica, cujas bases são, necessariamente,
embasadas em conhecimentos científicos;
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• Embasada por princípios éticos da profissão: Os(as) psicoterapeutas seguem rigorosos


princípios éticos que regem sua atuação profissional. Isso inclui o respeito à confidencialidade,
o compromisso com o bem-estar dos pacientes, o sigilo, entre outros valores fundamentais
previstos no nosso Código de Ética profissional;
• Desenvolve-se em contexto clínico: A psicoterapia é tipicamente realizada em um setting
clínico, que pode ser um consultório particular, uma clínica, ou uma instituição/espaço de
saúde mental. É um espaço seguro e confidencial, no qual se pode expressar pensamentos e
sentimentos livremente;
• Em um relacionamento interpessoal com indivíduos, casais, famílias e demais grupos:
Envolve um relacionamento terapêutico entre o(a) paciente e o psicoterapeuta. Essa relação é
caracterizada pela empatia, confiança e compreensão mútua, proporcionando um ambiente
propício para explorar suas questões emocionais. Pode ser aplicada em diferentes contextos,
atendendo não apenas indivíduos, mas também casais, famílias e grupos com dinâmicas
específicas;
• Decorrente de uma demanda psicológica com o objetivo de promover a saúde mental: A
psicoterapia geralmente é procurada quando há uma necessidade ou demanda psicológica.
Isso pode incluir problemas emocionais, conflitos interpessoais, transtornos mentais ou busca
por autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Objetiva promover a saúde mental,
trabalhando na resolução de problemas, alívio de sintomas, fortalecimento da resiliência
emocional e desenvolvimento de habilidades para lidar com as adversidades da vida;
• Propiciar condições para o enfrentamento de conflitos ou transtornos psíquicos: A
psicoterapia ajuda os indivíduos a lidar com conflitos internos, traumas emocionais e
transtornos psíquicos. Ela oferece um espaço para explorar questões profundas e encontrar
estratégias para enfrentá-las de forma saudável.

2. PONTOS DE CONVERGÊNCIA ENTRE PSICOTERAPIAS

Conforme Cordioli (2019), as psicoterapias abrangem uma variedade de objetivos,


fundamentos teóricos, frequência de sessões, duração, treinamento exigido dos terapeutas e
condições pessoais para os pacientes. Elas vão desde psicoterapias breves de apoio ou
intervenções em crises até formas mais complexas, como a psicanálise, que visam modificar
aspectos mais amplos da personalidade. Embora todas utilizem a comunicação verbal em uma relação
interpessoal, cada modelo teórico tem uma explicação específica para os sintomas e as mudanças
almejadas. Vejamos, então, quais são os pontos de divergência e convergência entre as Psicoterapias.

As abordagens psicoterápicas DIVERGEM em inúmeros aspectos:


• Entendimento do indivíduo;
• Métodos e técnicas de tratamento dos sintomas;
• Manejo clínico;
• Número de sessões, tempo e frequência do tratamento;
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• Forma de posicionamento do terapeuta (mais falante, escuta flutuante, etc).


Porém, TODA PSICOTERAPIA É:
• Tratamento, conduzido por profissional treinado;
• Estabelecimento de aliança terapêutica, que se dá pela comunicação verbal e tem por base a
confiança;
• Busca auxiliar o paciente a conhecer a si mesmo e encontrar soluções para seu agir/pensar
disfuncional.

Ademais, conforme Cordioli (2019), em todas as psicoterapias ocorre uma ampliação das
habilidades cognitivas do paciente, incluindo a aquisição de novas percepções, correção de
interpretações distorcidas sobre si mesmo e a realidade, e aumento do autoconhecimento e da
introspecção. Isso permite que o paciente identifique e compreenda melhor seus pensamentos,
emoções, impulsos e lembranças, alcançando um insight sobre sua vida mental.
Essas habilidades permitem ao paciente lidar de forma mais eficaz com seus pensamentos,
comportamentos, emoções e relacionamentos, resultando em maior controle sobre seus impulsos
e comportamentos e uma melhor tomada de decisões em sua vida.
Em resumo:

TODAS são uma forma de tratamento, conduzido por


CONVERGÊNCIA DE TODAS

profissional treinado
PSICOTERAPIAS:

Em todas, há estabelecimento de aliança terapêutica, que se


PONTOS DE

dá pela comunicação verbal e tem por base a confiança

TODAS busca auxiliar o paciente a conhecer a si mesmo e


encontrar soluções para seu agir/pensar disfuncional

Todas as modalidades estabelecem um contrato terapêutico

2.1. FATORES COGNITIVOS COMO ESTRATÉGIA DE MUDANÇA

Cordioli (2019) também menciona três fatores cognitivos que são utilizados como estratégias
de mudança por diferentes psicoterapias: a psicoeducação, a reestruturação cognitiva e o insight.

2.1.1. Psicoeducação

A PSICOEDUCAÇÃO tem dois principais objetivos: aumentar o conhecimento do paciente


sobre sua condição psíquica, incluindo sintomas, causas e tratamentos disponíveis; e familiarizá-lo
com o modelo de terapia e as estratégias utilizadas para superar os sintomas. É uma estratégia
crucial na prevenção de recaídas em transtornos como bipolaridade, TDAH, ansiedade e drogadição.
Durante as sessões, o(a) psicoterapeuta “educa” o(a) paciente, utilizando gráficos, desenhos e
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recursos auxiliares, além de fornecer folhetos explicativos e orientações para leituras e


pesquisas. A psicoeducação é uma intervenção importante em várias modalidades de terapia, como
a cognitiva, comportamental, terapia interpessoal e grupos de apoio.

2.1.2. Reestruturação cognitiva

A REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA, utilizada nas Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCCs,)


funciona como forma de modificar comportamentos e emoções. Durante o processo terapêutico,
busca-se corrigir distorções cognitivas, percepções e interpretações erradas ou distorcidas. Duas
mudanças essenciais são esperadas ao longo da terapia: dos pensamentos automáticos (ideias
prontamente disponíveis sobre uma situação) e das crenças subjacentes (estruturas cognitivas
formadas desde a infância). Pensamentos automáticos podem ser distorcidos e gerar emoções e
comportamentos perturbadores, enquanto as crenças subjacentes orientam as percepções,
interpretações e decisões do indivíduo. A reestruturação cognitiva visa modificar essas distorções,
tornando-as mais realistas e adaptativas, visando à remoção dos sintomas.

2.1.3. Insight

O termo INSIGHT se refere à capacidade do paciente de adquirir um maior conhecimento e


compreensão sobre si mesmo e seus problemas durante o processo terapêutico. Nas psicoterapias
de orientação analítica e psicanálise, o insight é considerado essencial, pois representa um
momento de tomada de consciência significativa sobre aspectos inconscientes da vida mental do
paciente. A obtenção do insight é alcançada por meio de intervenções específicas do terapeuta,
como observação, confrontação e interpretação. A observação busca chamar a atenção do paciente
para comportamentos e emoções sem identificar os motivos, incentivando a introspecção. Já a
confrontação busca levar o paciente a enfrentar aquilo que está sendo evitado devido a emoções
desagradáveis. Por fim, as interpretações são intervenções do terapeuta que propõem novas
explicações para sintomas, emoções e comportamentos, buscando tornar conscientes desejos,
fantasias, impulsos e mecanismos de defesa anteriormente inconscientes. A análise da relação
transferencial, ou seja, das emoções e pensamentos que o paciente direciona ao terapeuta, é
especialmente relevante na abordagem psicanalítica.

2.2. ALIANÇA TERAPÊUTICA

Para que a psicoterapia seja efetiva, é necessário que o terapeuta demonstre empatia,
autenticidade, calor humano, além de possuir conhecimento técnico sobre o problema a ser tratado.
Por parte do paciente, é importante ter confiança e desejo de fazer mudanças. Tudo isso faz parte do
que se convencionou chamar de ALIANÇA TERAPÊUTICA, um dos aspectos mais importantes e
fundamentais da psicoterapia, sendo considerada um fator-chave para o sucesso do tratamento.
Ela se refere à relação e colaboração construída entre o paciente e o terapeuta durante o processo
terapêutico.
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Vejamos algumas razões pelas quais a aliança terapêutica é tão crucial em Psicoterapia:
• Confiança e Segurança: A aliança terapêutica proporciona um ambiente seguro e confiável
para o(a) paciente expressar seus sentimentos, pensamentos e experiências sem medo de
julgamentos. A empatia e a aceitação incondicional do(a) Psi são essenciais para criar essa
atmosfera de segurança emocional;
• Abertura e Comunicação: Uma aliança terapêutica forte facilita a abertura em relação aos
problemas e desafios. O(a) paciente se sente mais à vontade para falar sobre questões
delicadas e difíceis, o que permite ao terapeuta obter informações mais detalhadas e
compreensão profunda dos problemas enfrentados pelo cliente;
• Adesão ao Tratamento: Quando o(a) paciente sente que o(a) Psi se importa genuinamente
com ele e está comprometido em ajudá-lo, a probabilidade de adesão ao tratamento aumenta.
A sensação de que estão trabalhando juntos em direção a metas compartilhadas motiva a
participar ativamente da terapia;
• Exploração e Insight: Uma relação terapêutica sólida permite que o(a) terapeuta faça
interpretações e ofereça insights mais profundos e significativos sobre questões inconscientes
ou mal compreendidas. O insight resultante da relação terapêutica pode levar a mudanças
emocionais e comportamentais significativas;
• Reparação de Relações: Para muitas pessoas, a aliança terapêutica é uma oportunidade de
experimentar uma relação de cuidado e suporte que pode ajudar a reparar feridas emocionais
associadas a experiências de relacionamentos passados;
• Resultados Terapêuticos: Estudos de pesquisa mostram consistentemente que uma boa
aliança terapêutica é essencial para obtenção de resultados terapêuticos. A qualidade da
relação entre paciente e terapeuta é muitas vezes mais determinante para o sucesso do
tratamento do que a abordagem terapêutica específica utilizada.

2.3. CONTRATO TERAPÊUTICO

Todas as modalidades de psicoterapia estabelecem um CONTRATO TERAPÊUTICO, mesmo


que este se dê apenas verbalmente. O contrato terapêutico é um acordo explícito entre paciente e
terapeuta, em que se define:
• O que é a terapia;
• Para quem ela se dirigirá;
• Quais são os objetivos do processo terapêutico;
• Em que lugar ela ocorrerá;
• Quem são os envolvidos no processo;
• Com qual periodicidade e frequência ocorrerão os encontros;
• O que se espera do terapeuta;
• O que se espera do paciente.
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Conforme a Resolução CFP 13/2022, ao prestar serviços de psicoterapia, o(a) Psi deve
estabelecer CONTRATO, VERBAL OU ESCRITO, com a pessoa atendida ou responsável legal, que
evidencie:
a) Direitos e deveres das partes, inclusive no que se refere à possibilidade de interrupção do
serviço a qualquer momento;
b) Condições, objetivos, honorários, frequência e tempo de sessão;
c) Impossibilidade de fazer previsões taxativas de resultados;
d) Modalidade de atendimento, observando a regulamentação específica; e
e) Informação de que os serviços psicoterapêuticos prestados devem ser registrados.

3. MODALIDADES PSICOTERÁPICAS

3.1. PSICOTERAPIAS INDIVIDUAIS

A psicoterapia individual é uma modalidade de tratamento psicológico que envolve sessões


terapêuticas entre um paciente e um terapeuta, de forma individualizada e privada. Nesse tipo de
terapia, o paciente tem a oportunidade de trabalhar questões pessoais, emoções, pensamentos,
comportamentos e traumas de maneira mais profunda e focada. O terapeuta ajuda o paciente a
desenvolver uma maior autoconsciência, compreensão de si mesmo e resolução de problemas.
Existem diversas abordagens de psicoterapia individual, cada uma com suas teorias, técnicas e
enfoques específicos. Veremos, em aulas futuras, cada uma delas detalhadamente, mas por enquanto
é importante que você saiba que o enfoque terapêutico vai variar a partir da demanda do(a) paciente
e da abordagem do(a) Psi.

3.2. PSICOTERAPIA INFANTIL

A psicoterapia infantil trabalha com a especificidade de estar o(a) paciente em condição


peculiar de desenvolvimento, o que demandará a utilização de metodologias específicas, a exemplo
daquelas desenvolvidas por Aberastury, Melanie Klein, Winnicott, dentre outros. Como as crianças
muitas vezes têm limitações ao expressar seus sentimentos e pensamentos de forma verbal, os
terapeutas usam técnicas adequadas à idade, como brincadeiras, jogos e atividades lúdicas para
ajudar a compreender e abordar questões emocionais e comportamentais.

3.3. PSICOTERAPIA FAMILIAR E DE CASAIS

A psicoterapia de casal é uma forma de psicoterapia na qual um terapeuta trabalha com casais
para ajudá-los a melhorar sua comunicação, resolver conflitos e fortalecer o relacionamento. O(A) Psi
atua como mediador(a) neutro(a) e ajuda o casal a identificar padrões negativos de interação,
compreender as necessidades e expectativas um do outro e aprender habilidades de resolução de
problemas.
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Já a psicoterapia familiar visa abordar as questões dentro de um sistema familiar como um


todo. O terapeuta trabalha com todos os membros da família para identificar padrões disfuncionais de
comunicação e interação, bem como para melhorar a coesão e a compreensão mútua. O foco está na
dinâmica familiar e nas influências interpessoais que podem estar contribuindo para os problemas
individuais dos membros da família. Essa modalidade pode ser especialmente útil em situações de
conflitos familiares, problemas de relacionamento entre pais e filhos, divórcios ou quando há uma
necessidade de resolver questões que afetam a família como um todo.

INDICAÇÕES:
Conforme Cordioli (2019), a psicoterapia familiar e de casal é recomendada em casos de:
• Transtornos da conduta de um dos familiares
• Abuso de substâncias
• Psicoeducação para doenças mentais
• Problemas conjugais, inclusive insatisfação e disfunções sexuais
• Alcoolismo
• Educação de relacionamento
• Depressão em um dos membros da família
• Transtornos de crianças e adolescentes
• Doença crônica de algum familiar
• Violência interpessoal

CONTRAINDICAÇÕES:
Ainda segundo o autor, há contraindicação nos casos em que:
• A família nega que estejam ocorrendo problemas familiares.
• Um dos membros da família é paranoide, psicótico, agressivo ou agitado.
• Situações nas quais membros importantes da família não podem estar presentes (ex: doença
física ou mental, falta de motivação, etc.).
• Tendência irreversível à ruptura familiar (p. ex., divórcio, separação).
• Crenças religiosas ou culturais muito fortes impedem intervenções externas na família.
• A intervenção familiar não teria qualquer efeito no problema atual.
• O equilíbrio familiar é tão precário que a terapia pode provocar a descompensação de um ou
mais membros (p. ex., confrontar um adulto que abusou sexualmente de uma criança com sua
vítima).
• Os problemas conjugais são egossintônicos.
• A individuação de um ou mais membros ficaria comprometida com a terapia ou exige
tratamento separado.
• Existem problemas individuais que necessitam previamente de outros tratamentos (ex:
desintoxicação).
• A terapia familiar é usada para encobrir responsabilidades individuais.
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• Situações nas quais um ou ambos os cônjuges não são honestos, mentem, têm segredos (ex:
infidelidade, homossexualidade, desonestidade nos negócios) que se revelados acarretariam a
ruptura imediata da família.
• Um dos cônjuges tem transtorno do caráter grave, especialmente se for conduta antissocial ou
desvio sexual.

3.4. PSICOTERAPIA GRUPAL

Na modalidade grupal, a terapia envolve um grupo de indivíduos que compartilham


experiências e desafios semelhantes. O grupo é conduzido por um psicoterapeuta, que facilita as
sessões e promove a comunicação aberta e a empatia entre os membros do grupo. A terapia em grupo
visa a oferecer um ambiente seguro e de suporte, no qual os participantes podem se expressar,
compartilhar perspectivas diferentes e aprender com as experiências dos outros.
Podemos mencionar alguns fatores terapêuticos que, segundo Yalom (2006), estão presentes
em uma psicoterapia grupal. São eles:

UNIVERSA-
LIDADE DO
PROBLEMA COMPARTI-
AFINIDADE LHAMENTO DE
INFORMAÇÕES

ESPERANÇA,
COESÃO ALTRUISMO,
PSICOTERAPIA SOCIALIZAÇÃO
DE
GRUPO
FATORES COMPORTA-
EXISTENCIAIS MENTO
(DOENÇA, IMITATIVO
LUTO)
RECAPI-
TULAÇÃO CATARSE
CORRETIVA

Ainda conforme Yalom (2006), os 10 fatores que as pessoas consideraram mais proveitosos nas
psicoterapias grupais são, em ordem de importância:
1. Descobrir e aceitar partes antes desconhecidas ou inaceitáveis de mim mesmo;
2. Ser capaz de dizer o que estava me incomodando em vez de retê-lo;
3. Outros membros me dizerem honestamente o que pensam de mim;
4. Aprender a expressar meus sentimentos;
5. O grupo me falar do tipo de impressão que causo nos outros;
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6. Expressar sentimentos negativos e/ou positivos para com outro membro;


7. Aprender que devo assumir a responsabilidade completa pela maneira como levo a vida,
não importa quanto apoio e orientação receba dos outros;
8. Entender como os outros me enxergam;
9. Ver que os outros conseguem revelar coisas embaraçosas e correr outros riscos e se
beneficiar com isso me ajudou a fazer o mesmo; e
10. Confiar mais no grupo e em outras pessoas.

INDICAÇÕES:
Conforme Cordioli (2019), a psicoterapia grupal é recomendada em casos de:

Psicoterapias de grupo de orientação dinâmica:


• Padrões de relacionamento interpessoal considerados desadaptativos;
• Aspectos do caráter desadaptativos;
• Psicoterapias cognitivo-comportamentais;
• Ansiedade ou fobia social;
• TOC;
• Ansiedade generalizada;
• Insônia;
• Transtorno de pânico (terapia complementar);;
• Fobias específicas;
• Estresse pós-traumático;
• Dor crônica;
• Síndrome do intestino irritável.

Grupos de autoajuda:
• Pacientes internados em hospitais psiquiátricos: na preparação da alta, no uso de
medicamentos psiquiátricos (ex: manejo dos efeitos colaterais, doses), no acompanhamento
de egressos
• Usuários de drogas e alcoolistas (AAs): na prevenção de recaídas, na psicoeducação de
pacientes e seus familiares com transtornos psiquiátricos relacionados ao uso de substâncias,
no auxílio para controle do peso e reeducação alimentar em pacientes com transtornos
alimentares, etc.
• Situações de crise, estresse agudo ou pós-traumático (vítimas de desastres naturais, situações
coletivas de violência) ou em fases do ciclo vital (adolescentes, idosos, gravidez e nascimento
dos filhos, aposentadoria)
• Manejo de doenças ou problemas médicos: diabetes, obesidade, hipertensão, tabagismo,
transplante, preparação para cirurgia cardíaca, pós-infarto, colostomia, mastectomia,
próteses, uso de aparelhos médicos de reabilitação, amputações, transtornos alimentares, etc.
• Em situações de conflito institucionais (mudanças institucionais, situações de conflito interno,
demissões).
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CONTRAINDICAÇÕES:
Ainda segundo o autor, há contraindicação nos casos de:
• Incompatibilidade com as normas do grupo
• Pacientes que não toleram o setting grupal (fobia social)
• Incompatibilidade grave com um ou mais membros do grupo
• Tendência a assumir papel desviante dos demais membros do grupo
• Ausência de controle de comportamentos agressivos, fortes tendências destrutivas e de
expressar na conduta suas ansiedades (ex: pacientes com transtornos da personalidade
borderline, histriônica, antissocial)
• Ansiedade, depressão ou sintomas psicóticos graves (ex: indivíduos com transtorno bipolar em
fase aguda, com esquizofrenia delirante ou com alucinações)
• Dificuldades graves para ter empatia em relação aos demais membros ou de se expor (ex:
pacientes com transtornos da personalidade esquizotípica, narcisista ou paranoide)
• Incapacidade de estabelecer relação honesta e laços afetivos e de lealdade com o grupo (ex:
indivíduos com personalidade antissocial)

3.5. PSICOTERAPIAS BREVES

Psi, a psicoterapia breve é uma forma de intervenção terapêutica focada e de curta duração,
que visa abordar problemas específicos e alcançar resultados terapêuticos dentro de um período de
tempo limitado. É uma abordagem terapêutica estruturada, que se concentra em metas claras e
objetivas, buscando uma resolução rápida dos problemas apresentados.
A psicoterapia breve tem como característica fundamental a delimitação de foco,
estabelecimento de atividade (utiliza técnicas para que o paciente ressignifique uma experiência
passada, permitindo que um novo olhar e uma nova emoção ocorram) e planejamento (ações
psicoterápicas planejadas, para que se mantenha o foco).

FOCO

ATIVIDADE
PSICOTERAPIA BREVE

PLANEJAMENTO

Em resumo, as principais características da psicoterapia breve:


• Há delimitação de um foco: a atividade psicoterápica é centralizada em um conflito
principal;
• Estabelece-se uma hipótese explicativa desse conflito principal, que orientará as intervenções
do psicoterapeuta;
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• A psicoterapia se desenvolve no sentido de ensinar novas formas de lidar com os conflitos


emocionais (teorias da aprendizagem).
• O terapeuta adota uma postura ativa: intervenções que visam insight, sugestões, clarificação,
aconselhamento e, até mesmo, educação (aprendizagem);
• A preocupação maior está no futuro e não no passado;
• Há delimitação de tempo: em geral, a terapia dura entre 12 a 40 sessões;
• O paciente ideal é aquele que possui problemas focais, é altamente motivado, tem boa
capacidade de insight e vincula facilmente com o terapeuta.

Um aspecto fundamental da abordagem é a identificação do conflito central que está


subjacente aos sintomas e dificuldades do cliente. Esse conflito central é a questão ou problema
central que está gerando sofrimento e limitando o funcionamento saudável do cliente. É por isso que
na psicoterapia breve, os objetivos terapêuticos são circunscritos, com formulação inicial de
hipótese, associado ao conflito central e o estabelecimento de critérios de melhora e evolução.
Assim, as principais características das psicoterapias breves, que as diferem das demais, são a
prévia delimitação:
• Do tempo de duração da psicoterapia;
• Da finalidade (é pontual);
• Do tratamento (centrado em um foco específico);
• Do nível de interpretação (se dá sob fatos atuais, e não infantis).

4. COMPETÊNCIAS DO(A) PSICOTERAPEUTA

Recentemente (2022), o CFP publicou uma Cartilha contendo reflexões e orientações sobre a
prática de Psicoterapia. Nela, constam algumas das principais competências a serem desenvolvidas na
especialização de psicoterapeutas. Tais competências estão relacionadas:

À FORMAÇÃO TEÓRICA:
• Conhecer as bases teóricas e técnicas de sua atuação, utilizando referências cientificamente
reconhecidas;
• Reconhecer o indivíduo na sua integralidade, respeitando suas condições psíquicas,
socioculturais, históricas, políticas, econômicas, educacionais e biológicas; e
• Buscar e utilizar de forma crítica o conhecimento científico necessário à atuação como
psicoterapeuta, assim como gerar conhecimento a partir da prática da psicoterapia.

À PESSOA DA PSICOTERAPEUTA E SUAS INTERAÇÕES:


• Refletir sobre suas competências e limitações no exercício da psicoterapia, reconhecendo a
necessidade de supervisão, autocuidado e educação permanente;
• Aceitar feedback de forma não defensiva;
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

• Relacionar-se com o outro de modo a propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais


necessários e compatíveis com a atuação profissional; e
• Ser acessível, confiável, empático, capaz de aceitar o outro de maneira não crítica e de
discriminar seus valores e crenças pessoais em relação aos do outro.

À ÉTICA PROFISSIONAL:
• Reconhecer os limites de sua área de competências e possibilidades profissionais, utilizando
esse reconhecimento como base para suas decisões;
• Manter os princípios éticos no uso das informações que lhe forem confiadas, inclusive na
interação com outros profissionais; e
• Realizar registro de dados e procedimentos, em meios físicos ou digitais, de acordo com os
parâmetros científicos e éticos.

À INTERVENÇÃO PROPRIAMENTE DITA:


• Realizar escuta qualificada, profissional, empática e fundamentada em pressupostos teóricos
específicos;
• Planejar intervenção, a partir de avaliação diagnóstica, identificando as estratégias mais
adequadas para prevenir ou aliviar o sofrimento;
• Promover o autoconhecimento, a saúde e o bem-estar de indivíduos e grupos;
• Realizar intervenção psicoterapêutica compatível com as necessidades e possibilidades de
determinado paciente ou grupo;
• Realizar intervenção psicoterapêutica adequada a objetivos e contextos específicos, guiando-
se por referencial teórico, recursos técnicos, princípios éticos e evidências científicas; e
• Avaliar a evolução e os resultados da psicoterapia, para a tomada de decisões e produção de
conhecimento científico.

AO RELACIONAMENTO COM A REDE DE PROFISSIONAIS:


• Relacionar-se com outros profissionais envolvidos no caso de forma cooperativa e ética,
buscando o melhor resultado para o paciente; e
• Comunicar resultados e elaborar documentos decorrentes de intervenção psicoterapêutica,
baseando-se em princípios teóricos, técnicos e éticos.

5. ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO X PSICOTERAPIA

Psi, enquanto no aconselhamento psicológico o(a) paciente amplia sua capacidade de


tomar consciência de sua realidade e de suas possibilidades de escolhas momentâneas, com a
finalidade de resolver problemas pontuais e específicos, na psicoterapia o foco está relacionado a
mudanças na estrutura da personalidade, que é algo mais profundo e demorado.
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

Isso porque o ACONSELHAMENTO é um processo de intervenção psicológica que NÃO tem


como função promover uma mudança qualitativa na personalidade do indivíduo atendido, mas sim
de promover um suporte psicológico imediato, uma orientação focada.
Vejamos mais detalhadamente as diferenças entre as duas modalidades de atendimento.

OBJETIVOS
• Aconselhamento Psicológico: O objetivo principal do aconselhamento é fornecer
suporte emocional, orientação e aconselhamento prático para ajudar o cliente a lidar
com questões específicas de vida, como problemas familiares, questões de
relacionamento, transições de vida, estresse ou tomada de decisões.
• Psicoterapia: A psicoterapia, por sua vez, tem um escopo mais amplo e profundo,
focando na compreensão e resolução de problemas emocionais e psicológicos mais
complexos e profundos. Seu objetivo é promover mudanças de longo prazo,
trabalhando com questões emocionais mais profundas, traumas, transtornos mentais e
aspectos mais intrincados da personalidade.
DURAÇÃO E FREQUÊNCIA
• Aconselhamento Psicológico: O aconselhamento tende a ser mais breve e focado em
questões específicas. As sessões podem ocorrer em um número limitado de encontros,
geralmente em curto prazo.
• Psicoterapia: A psicoterapia é tipicamente mais longa e contínua, com sessões regulares
ao longo de semanas, meses ou mesmo anos, dependendo da complexidade dos
problemas enfrentados pelo cliente.
ENFOQUE
• Aconselhamento Psicológico: O aconselhamento é mais indicado para questões mais
imediatas e específicas da vida, como conflitos familiares, dificuldades de comunicação,
tomada de decisões, luto, etc.
• Psicoterapia: A psicoterapia é recomendada para problemas mais profundos e
duradouros, como transtornos mentais, traumas, dificuldades crônicas de
relacionamento, questões de identidade e autoestima, entre outros.

Psi, encerramos aqui a parte teórica desta aula!


ATÉ A PRÓXIMA!
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6. QUESTÕES COMENTADAS

1. FCC - 2023 - MPE-PB


A psicoterapia breve é indicada nos casos em que há
A) crise recente, incapacidade de insight para resolução dos problemas e pouca motivação
para o tratamento.
B) transtornos recentes, agudos e de caráter leve, motivação para o tratamento, força e
plasticidade do ego, capacidade de insight, determinação e boa delimitação desde o início.
C) transtorno psicopatológico de grau moderado a grave, com sintomas agudos.
D) baixa tolerância à frustração, ansiedade, sintomas de caráter moderado e grave.
E) necessidade de substituir o processo de análise diante da resistência do sujeito,
transtornos crônicos de origem do passado do sujeito, sintomas de caráter leve,
moderado ou grave.

RESOLUÇÃO: A psicoterapia breve é uma forma de intervenção terapêutica focada e de curta duração,
que visa abordar problemas específicos e alcançar resultados terapêuticos dentro de um período de
tempo limitado. É uma abordagem terapêutica estruturada, que se concentra em metas claras e
objetivas, buscando uma resolução rápida dos problemas apresentados. Vamos relembras as
principais características da psicoterapia breve:
• Há delimitação de um foco: a atividade psicoterápica é centralizada em um conflito
principal;
• Estabelece-se uma hipótese explicativa desse conflito principal, que orientará as intervenções
do psicoterapeuta;
• A psicoterapia se desenvolve no sentido de ensinar novas formas de lidar com os conflitos
emocionais (teorias da aprendizagem).
• O terapeuta adota uma postura ativa: intervenções que visam insight, sugestões, clarificação,
aconselhamento e, até mesmo, educação (aprendizagem);
• A preocupação maior está no futuro e não no passado;
• Há delimitação de tempo: em geral, a terapia dura entre 12 a 40 sessões;
• O paciente ideal é aquele que possui problemas focais, é altamente motivado, tem boa
capacidade de insight e vincula facilmente com o terapeuta.
Com base nessas características, podemos dizer que a psicoterapia breve é recomendada para os casos
de transtornos recentes, agudos e de caráter leve; quando há motivação para o tratamento, força e
plasticidade do ego, capacidade de insight e determinação; e quando há boa delimitação da temática
psicoterápica desde o início.

GABARITO: LETRA B

2. CESPE / CEBRASPE - 2023 - Prefeitura de São Cristóvão - SE


No que se refere à psicoterapia breve e intervenções em crise, assinale a opção correta.
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A) As terapias breves, pela sua própria fundamentação teórica, desconsideram conceitos


como transferência e associação livre.
B) De modo geral, pessoas com poucos recursos psicológicos não se beneficiam de
intervenção em crise.
C) Na psicoterapia breve, os objetivos terapêuticos são circunscritos, com formulação inicial
de hipótese, associado ao conflito central e o estabelecimento de critérios de melhora e
evolução.
D) Psicoterapias em crise são restritas a situações de desastre e emergência.

RESOLUÇÃO: Na psicoterapia breve, os objetivos terapêuticos são definidos de forma mais delimitada
e focada em comparação a outras abordagens terapêuticas de longa duração. O terapeuta e o cliente
trabalham juntos para identificar os problemas principais que estão afetando a vida do cliente e
formular uma hipótese inicial sobre a causa desses problemas. Um aspecto fundamental da
abordagem é a identificação do conflito central que está subjacente aos sintomas e dificuldades do
cliente. Esse conflito central é a questão ou problema central que está gerando sofrimento e limitando
o funcionamento saudável do cliente. É por isso que está correto afirmar que, na psicoterapia breve,
os objetivos terapêuticos são circunscritos, com formulação inicial de hipótese, associado ao
conflito central e o estabelecimento de critérios de melhora e evolução.

GABARITO: LETRA C

3. Quadrix - 2023 - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - GO


O psicólogo, em sua atuação, lida frequentemente com a responsabilidade e a complexidade da
tarefa de responder, terapeuticamente, ao pedido de ajuda de outro ser humano. Tal
complexidade é inerente tanto à psicoterapia individual quanto à psicoterapia grupal. Com
relação a esse assunto, assinale a alternativa incorreta.
A) A clínica psicológica caracteriza-se não pelo local em que se realiza, mas pela qualidade da
escuta e da acolhida que se oferece ao sujeito.
B) Moderação, originalidade e capacidade de percepção interior são algumas das qualidades
esperadas do terapeuta em qualquer tipo de psicoterapia.
C) A psicoterapia de grupo, diferentemente da individual, é um método que trata,
conscientemente, das relações interpessoais e dos problemas psíquicos de vários
indivíduos de um grupo, dentro de um quadro científico empírico.
D) A psicoterapia de grupo é uma metodologia clínica que empreende o tratamento de vários
indivíduos dentro de um grupo e, devido à singularidade de cada paciente, não há como
desenvolvê-la sistematicamente.
E) Um aspecto importante e indispensável da psicoterapia em grupo é a igualdade de status
dos membros. Todos são tratados da mesma forma, com respeito e dignidade, e cada
participante é uma fonte rica de experiência tanto para si próprio quanto para os demais.

RESOLUÇÃO: Questão fácil, em que cada alternativa apresenta uma revisão conceitual sobre as
psicoterapias de grupo, à exceção da LETRA D, que afirma que não há como desenvolvê-la
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sistematicamente. Embora os grupos sejam compostos por indivíduos com singularidades e


necessidades diferentes, existem abordagens e técnicas específicas que podem ser aplicadas de
maneira sistemática para promover o tratamento e o crescimento dos participantes.

GABARITO: LETRA D

4. FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC


Segundo a literatura, a psicoterapia breve se fundamenta em um tripé constituído por:
A) Diálogo, atividade e processo.
B) Foco, empatia e planejamento.
C) Foco, atividade e planejamento.
D) Atividade, empatia e resolutividade.
E) Atividade, transferência e resolutividade.

RESOLUÇÃO: A psicoterapia breve tem como característica fundamental a delimitação de foco,


estabelecimento de atividade (utiliza técnicas para que o paciente ressignifique uma experiência
passada, permitindo que um novo olhar e uma nova emoção ocorram) e planejamento (ações
psicoterápicas planejadas, para que se mantenha o foco).

FOCO

PSICOTERAPIA ATIVIDADE
BREVE

PLANEJAMENTO

GABARITO: LETRA C

5. VUNESP - 2022 - PRUDENCO


As psicoterapias breves são caracterizadas por apresentarem objetivos limitados e por suas
metas serem mais reduzidas e mais modestas que as psicoterapias convencionais, auxiliando os
pacientes em seus problemas atuais. Porém, nem todos os pacientes podem ser beneficiados por
esse modelo de atendimento. Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação ao
atendimento em Psicoterapia Breve.
A) Pacientes com pelo menos uma relação significativa com outra pessoa em sua vida.
B) Os pacientes estarem no momento da psicoterapia por uma crise emocional.
C) Os pacientes terem disposição para mudanças e trabalho duro durante o tratamento.
D) Os pacientes apresentarem uma queixa emocional específica.
E) Os pacientes apresentarem postura passiva para compreender suas perturbações
emocionais.

RESOLUÇÃO: Vamos relembrar as principais características das psicoterapias breves:


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• Há delimitação de um foco: a atividade psicoterápica é centralizada em um conflito


principal;
• Estabelece-se uma hipótese explicativa desse conflito principal, que orientará as intervenções
do psicoterapeuta;
• A psicoterapia se desenvolve no sentido de ensinar novas formas de lidar com os conflitos
emocionais (teorias da aprendizagem).
• O terapeuta adota uma postura ativa: intervenções que visam insight, sugestões, clarificação,
aconselhamento e, até mesmo, educação (aprendizagem);
• A preocupação maior está no futuro e não no passado;
• Há delimitação de tempo: em geral, a terapia dura entre 12 a 40 sessões;
• O paciente ideal é aquele que possui problemas focais, é altamente motivado, tem boa
capacidade de insight e vincula facilmente com o terapeuta.

GABARITO: LETRA E

6. FCC - 2020 - AL-AP


A Psicanálise atua com fins terapêuticos que visam à exploração do inconsciente, resolução de
conflitos básicos e seus derivados e reestruturação da personalidade, enquanto que a
Psicoterapia breve de orientação psicanalítica conta com fins terapêuticos
A) limitados, superação de sintomas e problemas atuais.
B) que visam à identificação de pensamentos funcionais, psicoeducação e alívio de traumas.
C) que levam à psicoeducação, identificação de esquemas e pensamentos automáticos.
D) que identificam pensamentos disfuncionais, pensamentos funcionais e esquemas.
E) que identificam modos, esquemas e pensamentos disfuncionais.

RESOLUÇÃO: A Psicanálise foi, durante muitos anos, a modalidade psicoterápica mais difundida e
praticada, mas com o tempo, foi-se percebendo a necessidade de atender aos anseios do que quem
necessitava de uma ajuda mais específica, e também que houvesse uma possibilidade de intervenção
que tivesse uma duração menor. Foi a partir desse movimento de tentar dar brevidade à clínica
psicanalítica que surgiram as terapias breves. A intenção foi oferecer uma nova forma de psicanálise,
que fosse limitada no tempo e que tivesse um objetivo focal, previamente estabelecido, de modo a
abreviar o processo psicanalítico, sendo, portanto, um procedimento limitado, com foco em
questões atuais do paciente (e não no seu passado infantil) e visando a superação de questões
pontuais e atuais do sujeito.

GABARITO: LETRA A

7. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Com relação à grupoterapia, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Marcos, paciente de uma grupoterapia, é muito calado e dificilmente
expressa suas ideias ou opiniões durante as sessões. Assertiva: Nessa situação, a conduta mais
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adequada ao caso será encaminhar Marcos para uma terapia individual, porque, além de não ter
perfil para terapia grupal, ele pode intimidar os demais participantes do grupo.

RESOLUÇÃO: Um dos fatores terapêuticos da grupoterapia é justamente a possibilidade de enfrentar


limitações pessoais com o apoio dos membros. No caso de Marcos, a psicoterapia grupal pode ser
muito benéfica, já que é recomendada em casos como o dele, em que há ansiedade social.
Vamos relembrar: a psicoterapia de grupo é recomendada nos seguintes casos:
• Padrões de relacionamento mal adaptativos;
• Ansiedade ou fobia social;
• Transtorno obsessivo-compulsivo;
• Transtorno de pânico;
• Ansiedade generalizada, entre outras.

GABARITO: ERRADO

8. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Acerca da atuação dos profissionais da psicologia no âmbito familiar, julgue o item a seguir.
O psicólogo não poderá se recusar a atender uma família cujos pais sejam homossexuais, ainda
que alegue não se sentir apto para tal atendimento.

RESOLUÇÃO: Opa! Pegadinha!!! É claro que o psicólogo pode se recusar a prestar atendimento. Aliás,
ele deve fazer essa recusa, sempre que não se sentir apto a lidar com determinada demanda. Isso
é responsabilidade profissional e essa conduta está prevista em nosso Código de Ética.
Porém, observe: o psicólogo PODERÁ se recusar a atender uma família cujos pais sejam homossexuais,
DESDE QUE alegue não se sentir apto para tal atendimento. A mera recusa, sem justificativa, não seria
cabível.

GABARITO: ERRADO

9. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Acerca da atuação dos profissionais da psicologia no âmbito familiar, julgue o item a seguir.
O psicólogo que atende famílias segue o código de ética profissional dos psicólogos, tendo em
vista que não há um código de ética específico para a terapia de família.

RESOLUÇÃO: Exatamente! Já pensou se houvesse um código de ética específico para cada tipo de
atuação psicológica? Seriam tantos que a gente iria se perder rssss. No atendimento a famílias, grupos,
indivíduos, comunidades ou instituições, o profissional psicólogo deve sempre observar o nosso
Código de Ética profissional. Ele baliza a nossa atuação em qualquer contexto.

GABARITO: CERTO
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10. CESPE / CEBRASPE - 2020 - TJ-PA


A literatura aponta que, embora sejam identificadas mais de 250 modalidades de psicoterapias,
há um relativo consenso sobre sua efetividade como método de tratamento. Com relação aos
elementos característicos das psicoterapias, assinale a opção correta.
A) A psicoterapia de base psicanalítica dirige-se predominantemente a quadros neuróticos
clássicos, visando à supressão dos sintomas.
B) A psicoterapia existencial constitui técnica de cura da perturbação mental e pressupõe
intervenções cuja finalidade principal é facilitar o encontro do indivíduo com a
autenticidade da sua existência, de forma a assumi-la e a projetá-la mais livremente no
mundo.
C) As técnicas de psicoterapia são planejadas pelo paciente/cliente sob a anuência do
terapeuta.
D) A prática da terapia relacional envolve a transformação do paciente e pressupõe como
agente de mudança a relação dele com o terapeuta.
E) Os achados e as pesquisas sobre a neuropsicologia atualmente demonstram que a
psicoterapia pode alterar características genéticas dos organismos.

RESOLUÇÃO: Vejamos cada alternativa.


LETRA A – ERRADA. A psicoterapia analítica não visa a supressão de sintomas! O foco principal de uma
abordagem psicanalítica é o autoconhecimento, a autoaceitação.
LETRA B – ERRADA. Cura de perturbação mental? Não estamos mais no século XIX, concorda?
LETRA C – ERRADA. As técnicas de psicoterapia são planejadas pelo psicoterapeuta!
LETRA D – CERTA. É isso mesmo: a terapia relacional pressupõe, como o próprio nome sugere, que a
relação entre terapeuta e paciente embase toda a condução do processo psicoterápico.
LETRA E – ERRADA. A psicoterapia pode alterar comportamentos, pensamentos, modos de agir e estar
no mundo. Todavia, nosso mapa genético continuará sendo o mesmo!

GABARITO: LETRA D

11. FCC - 2020 - AL-AP


Toda relação interpessoal
A) mobiliza processos psíquicos.
B) desregula processos conscientes.
C) Influencia a formação de opiniões divergentes.
D) influencia as experiências dissonantes.
E) desregula pensamentos automáticos.

RESOLUÇÃO: Questão bem interpretativa da FCC. Se levarmos em consideração o fato de que o


encontro com o outro é sempre mobilizador de demandas psíquicas de cada sujeito, chegamos
facilmente à conclusão de que toda relação interpessoal mobiliza processos psíquicos, na medida
em que o encontro com o outro gera expectativas, projeções, angústias e desejos.
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GABARITO: LETRA A

12. FAUEL - 2020 - Prefeitura de Jaguapitã - PR


As várias teorias e técnicas psicoterápicas são norteadas por diferentes referenciais, que
podemos chamar de abordagens terapêuticas. Não se pode apontar uma ou outra linha de
atendimento como a mais efetiva, já que todas são guiadas pelo mesmo propósito o de ajudar o
paciente na compreensão e resolução de seus conflitos. O que muda de um processo para o outro
é apenas o caminho percorrido. A abordagem utilizada determina a condução do atendimento
psicológico. É essa base que indica como o terapeuta vai olhar para o seu paciente e trabalhar o
problema apresentado. Importante também considerar os objetivos do indivíduo, ou seja, o que
ele quer tratar, quais mudanças está disposto a realizar e em quanto tempo espera ver
resultados. Assim é CORRETO afirmar que:
A) O Behaviorismo nasceu a partir da Terapia Cognitivo Comportamental a partir de estudos
que Beck realizou com o objetivo de testar as hipóteses de Freud sobre a depressão.
Conforme a avaliação dos resultados, ele percebeu que a cognição estava relacionada com
os processos de adoecimento psicológico. Beck compreendeu que cada pessoa possui uma
forma de ver o mundo. São padrões de pensar e agir que se constroem e se cristalizam de
acordo com as experiências vivenciadas. E são exatamente os pensamentos disfuncionais
que produzem emoções negativas e desencadeiam comportamentos inadequados ou
autodestrutivos.
B) Na terapia psicanalítica o terapeuta auxilia o paciente a resgatar e reintegrar conteúdos
do seu inconsciente, desde os que aparecem em sonhos até aqueles que nunca são
acessados. Assim, ele passa a compreender e lidar com os conflitos que vivencia no
presente. Isso é feito por meio de uma técnica chamada associação livre, que conduz o
indivíduo a verbalizar livremente todos os pensamentos que invadirem sua mente,
independentemente de seu teor. Esse método pode fazer emergir fatos reveladores, que
não eram de conhecimento consciente da própria pessoa.
C) Na psicologia humanista se determina que o comportamento humano é modificado de
acordo com os estímulos do ambiente em que estamos inseridos. Dessa forma, a terapia
comportamental é um processo mais diretivo. O analista avalia quais as necessidades do
paciente e propõe técnicas que o ajudem a modificar seus padrões de ação.
D) Na psicanálise, o papel do terapeuta não é o de tratar neuroses ou identificar as causas de
um problema, e sim o de proporcionar um ambiente acolhedor para que o indivíduo
consiga crescer e alcançar o melhor de si. Um dos conceitos centrais da Psicanálise é a
aceitação incondicional. Segundo essa visão, o indivíduo só consegue mudar a partir do
momento que ele se aceita como realmente é. Um exemplo disso é visto em casos de
recuperação de dependentes químicos, que apenas buscam tratamento quando admitem
que têm um problema.

RESOLUÇÃO: Vamos encontrar os erros de cada assertiva para achar a correta:


LETRA A – ERRADA. Não foi o Behaviorismo que surgiu a partir da TCC – foi a TCC que surgiu a partir
do Behavirorismo.
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LETRA B – CERTA. A letra B traz um resumo do que é a clínica psicanalítica.


LETRA C – ERRADA. A terapia comportamental não é classificada na escola humanista, como supôs a
letra C.
LETRA D – ERRADA. O principal foco da psicanálise é sim o tratamento das neuroses.

GABARITO: LETRA B

13. IMPARH - 2020 - Prefeitura de Fortaleza - CE


O atendimento grupal é um recurso intervencionista da Psicologia nas instituições hospitalares.
A respeito dele, marque (V) verdadeiro ou (F) Falso para as afirmativas a seguir:
( ) Os atendimentos em grupo abrangem basicamente o compartilhamento de experiências entre
os enfermos.
( ) Diferentes concepções teóricas e técnicas baseiam a intervenção em grupo.
( ) Cabe ao psicólogo o registro psicológico detalhado do que foi relatado durante a sessão em
grupo.
( ) O psicólogo deve ter clareza sobre os objetivos do que está sendo proposto, assim como
realizar planejamento para atingir tais objetivos.
Assinale a resposta correta:
A) F, V, V, F
B) V, V, V, F
C) F, V, F, V
D) F, F, F, V

RESOLUÇÃO: Vejamos cada um dos itens.


ITEM I – FALSO. Depende do tipo de atendimento grupal. Por exemplo, se for um grupo com finalidade
terapêutica, o principal objetivo será a terapia, e não a troca de experiências.
ITEM II – VERDADEIRO. Pode-se ter grupos de abordagem psicanalítica, psicodramática, behaviorista,
gestáltica, etc.
ITEM III – FALSO. Não há que se falar em registro detalhado. Lembre-se sempre da questão do sigilo
profissional.
ITEM IV – VERDADEIRO. Não há intervenção psicológica eficiente sem um prévio planejamento e sem
que o profissional tenha clareza do que está fazendo, concorda?

GABARITO: LETRA C

14. COTEC - 2020 - Prefeitura de São Francisco - MG


Processo que é resultado da adaptação, com sucesso, a experiências de vida difíceis ou
desafiadoras, especialmente através de flexibilidade mental, emocional e comportamental e do
ajustamento a demandas externas e internas, cujos inúmeros fatores podem contribuir para que
as pessoas se adaptem bem ou mal às adversidades, predominantemente entre eles: as formas
como os indivíduos veem e se envolvem com o mundo, entre outras. Esse processo denomina-se
A) reprodução.
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B) resiliência.
C) transferência.
D) dependência.
E) projeção.

RESOLUÇÃO: RESILIÊNCIA é um conceito importado da física, que significa a capacidade do indivíduo


em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a
eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.

GABARITO: LETRA B

15. SELECON - 2020 - Prefeitura de Boa Vista - RR


A terapia breve, de acordo com Braier (1991), trata de ajudar o paciente a encarar os diversos
conflitos predominantes que determinam variados quadros na psicopatologia psicodinâmica.
Sobre o prazo de duração dessa terapia, pode-se afirmar que:
A) é indeterminado, contanto que dure menos que 24 meses a partir da primeira entrevista
B) é relativo, pois pode tratar-se de um paciente grave e o tratamento necessitar de
longevidade
C) é determinado pelo paciente quando esse se sentir apto e confiante para seguir sem o
tratamento
D) é fixado previamente, em geral alguns meses, o que influencia diferentes aspectos do
vínculo terapêutico

RESOLUÇÃO: Vamos relembras as principais características da psicoterapia breve:


• Há delimitação de um foco: a atividade psicoterápica é centralizada em um conflito principal;
• Estabelece-se uma hipótese explicativa desse conflito principal, que orientará as intervenções
do psicoterapeuta;
• A psicoterapia se desenvolve no sentido de ensinar novas formas de lidar com os conflitos
emocionais (teorias da aprendizagem).
• O terapeuta adota uma postura ativa: intervenções que visam insight, sugestões, clarificação,
aconselhamento e, até mesmo, educação (aprendizagem);
• A preocupação maior está no futuro e não no passado;
• Há delimitação de tempo: em geral, a terapia dura entre 12 a 40 sessões;
• O paciente ideal é aquele que possui problemas focais, é altamente motivado, tem boa
capacidade de insight e vincula facilmente com o terapeuta.

GABARITO: LETRA D

16. Quadrix - 2020 - CFP


Uma parte integrante de todas as terapias é um acordo entre paciente/cliente/usuário e
psicoterapeuta, em que se define o que é psicoterapia; para quem e para que se destina, quais
seus objetivos ou suas metas, quem será envolvido, onde e com que frequência irão ocorrer os
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25
CURSO EXTENSIVO COMPLETO

encontros, quais as responsabilidades (ou papéis) dos participantes e o que é esperado de cada
um. Os objetivos devem ser aceitos pelo paciente, bem como apropriados, do ponto de vista ético
e profissional, ao psicoterapeuta. Esse acordo é chamado de
A) aliança terapêutica.
B) contrato terapêutico.
C) aliança de trabalho.
D) plano terapêutico singular.
E) setting terapêutico.

RESOLUÇÃO: Todas as modalidades de psicoterapia estabelecem um contrato terapêutico, mesmo


que este se dê apenas verbalmente. O contrato terapêutico é um acordo explícito entre paciente e
terapeuta, em que se define:
▪ O que é a terapia;
▪ Para quem ela se dirigirá;
▪ Quais são os objetivos do processo terapêutico;
▪ Em que lugar ela ocorrerá;
▪ Quem são os envolvidos no processo;
▪ Com qual periodicidade e frequência ocorrerão os encontros;
▪ O que se espera do terapeuta;
▪ O que se espera do paciente.

GABARITO: LETRA B

17. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


O mecanismo de ação terapêutica que atua nos grupos caracterizados como de autoajuda é
derivado de alguns fatores. Um desses fatores refere-se ao fato de que esse tipo de grupo
A) permite que os seus integrantes evitem o contato com seus problemas de forma direta.
B) protege seus integrantes de um confronto com os obstáculos que limitam a sua atuação
no ambiente.
C) estimula a manifestação e a descarga dos afetos negativos característicos da dinâmica
grupal.
D) exerce uma função de continente para as angústias e dúvidas de seus integrantes.
E) reassegura a autonomia e a autossuficiência de cada um dos membros do grupo.

RESOLUÇÃO: Grupos de autoajuda são muito eficazes no apoio mútuo e compartilhamento de


experiências entre pessoas que vivem situações semelhantes, já que possuem potencial para prevenir
o desenvolvimento de padrões mal adaptados de enfrentamento de problemas e, ainda,
estimulam comportamentos saudáveis. A psicoterapia de grupo é recomendada nos seguintes casos:
• Padrões de relacionamento mal-adaptativos;
• Ansiedade ou fobia social;
• Transtorno obsessivo-compulsivo;
• Transtorno de pânico;
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26
CURSO EXTENSIVO COMPLETO

• Ansiedade generalizada, entre outras.


Podemos mencionar alguns fatores terapêuticos que, segundo Yalom, estão presentes em uma
psicoterapia grupal. São eles:

UNIVERSA-
LIDADE DO
PROBLEMA COMPARTI-
AFINIDADE LHAMENTO DE
INFORMAÇÕES

ESPERANÇA,
COESÃO ALTRUISMO,
PSICOTERAPIA SOCIALIZAÇÃO
DE
GRUPO
FATORES COMPORTA-
EXISTENCIAIS MENTO
(DOENÇA, IMITATIVO
LUTO)
RECAPI-
TULAÇÃO CATARSE
CORRETIVA

Falando especificamente dos grupos de autoajuda, Zimmermann destaca alguns de seus benefícios
aos participantes:
• Aceitação, por parte dos integrantes do grupo, de todos os membros, ajudando a propiciar, a curto
prazo, uma necessária "adesão" ao tratamento;
• Exerce uma função de continente, isto é a de conter e absorver as angústias e dúvidas;
• Propicia um estímulo às capacidades positivas.
• Representa um reasseguramento aos integrantes de que eles não estão sozinhos, que são
respeitados em suas limitações e que as mesmas não excluem uma boa qualidade de vida.

GABARITO: LETRA D

18. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


Durante a realização de uma sessão de psicoterapia individual, um terapeuta explicou ao seu
paciente, preocupado com as reações de sua esposa diante da morte da mãe dela, a diferença
entre luto e depressão. A atitude do terapeuta caracteriza uma
A) confrontação.
B) intervenção psicoeducativa.
C) clarificação.
D) validação empática.
E) observação.
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27
CURSO EXTENSIVO COMPLETO

RESOLUÇÃO: O terapeuta adotou uma abordagem psicoeducacional para explicar a diferença entre
luto e depressão. Tal tipo de intervenção promove a ampliação do conhecimento do paciente, além de
ajudá-lo na compreensão do processo pelo qual está passando. Trata-se de uma abordagem que busca
capacitar os pacientes e seus familiares a enfrentar as situações e questões práticas com as quais se
deparam, diante de uma situação-problema. As informações são sistemáticas, estruturadas e
didáticas, fazendo com que haja uma melhora nas habilidades de manejo do problema.
Esquematizando:
INTERVENÇÃO PSICOEDUCATIVA

Foco na informação de questões práricas, que


podem ajudar no enfrentamento do problema

Visa a ampliação do conhecimento do paciente,


além de ajudá-lo na compreensão do processo pelo
qual está passando

As informações são sistemáticas, estruturadas e


didáticas, fazendo com que haja uma melhora nas
habilidades de manejo do problema

GABARITO: LETRA B

19. INSTITUTO AOCP - 2019 - UFPB


O processo de intervenção psicológica que não tem como função promover uma mudança
qualitativa na personalidade do indivíduo atendido, mas sim de promover um suporte
psicológico imediato, uma orientação focada, especificamente, em aspectos egoicos do paciente,
é denominado
A) consulta psicológica.
B) orientação vocacional.
C) psicoterapia.
D) aconselhamento psicológico.
E) psicoterapia breve.

RESOLUÇÃO: A questão trata do aconselhamento psicológico. Falou em aconselhamento


psicológico, o que deve vir à sua mente é: intervenção breve, focal, objetiva, visando a solução de um
problema específico, que facilita a tomada de decisão, sem adentrar em abordagens complexas ou
compreensivas acerca do problema. Vejamos quais são as diferenças entre um processo de
aconselhamento e a psicoterapia convencional:
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

ACONSELHAMENTO PSICOLÓGICO PSICOTERAPIA


Tempo de intervenção breve Tempo de intervenção mais prolongado
Complexidade leve Complexidade do caso mais aprofundada
Voltado a situações contextuais Pode ter inúmeros enfoques
Intervenção focada na ação Intervenção focada na reflexão
Foco na resolução de problemas Foco na compreensão de problemas

GABARITO: LETRA D

20. COMPERVE – UFRN – 2019


A psicoterapia breve é uma modalidade de tratamento psicológico. Nessa perspectiva
psicoterápica, defende-se que o
A) foco é definido, mas não é possível determinar o tempo da terapia.
B) foco e o tempo da terapia são definidos.
C) foco é definido em cada sessão, e o tempo não é considerado.
D) foco não é definido, porém, o tempo da terapia é determinado.

RESOLUÇÃO: As principais características das psicoterapias breves, que as diferem das demais, são a
prévia delimitação de foco e tempo.
Esquematizando:

TEMPO
LIMITADO

PSICOTERAPIAS
BREVES:

OBJETIVO
DELIMITADO

GABARITO: LETRA B

21. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


Um psicólogo que utiliza a abordagem da terapia cognitivo-comportamental (TCC) atendeu um
paciente com um transtorno de estresse pós-traumático. Durante uma sessão, o terapeuta
favoreceu o entendimento do paciente sobre como a interpretação que ele deu ao evento
traumático que o atingiu influenciou intensamente sua manifestação emocional e os
comportamentos que ele adotou desde então. Essa técnica para o manejo da ansiedade,
característica da TCC, é denominada
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A) reestruturação cognitiva.
B) exposição.
C) racionalização.
D) dessensibilização sistemática.
E) modelagem.

RESOLUÇÃO: A questão aborda a REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA, que é uma técnica da TCC para o
manejo da ansiedade. Ela permite ao paciente aprender a identificar e contestar pensamentos
irracionais ou não-adaptativos (que são as chamadas distorções cognitivas), de modo que consiga
dar uma resposta comportamental mais adaptativa aos eventos traumáticos que o atinjam.

GABARITO: LETRA A

22. CESPE – EBSERH – 2018


Com relação a psicodiagnóstico e psicoterapia, julgue o item subsequente.
O surgimento de diferentes escolas psicoterápicas permitiu o desenvolvimento de técnicas
orientadas à prática da psicoterapia e do psicodiagnóstico, abordando questões como
personalidade, doença mental e modelos teóricos psicoterápicos.

RESOLUÇÃO: de fato, as diversas ramificações das psicoterapias, devido à pluralidade de maneiras de


compreender o ser humano, seu sofrimento psíquico, suas inter-relações e seu processo de cura e
adoecimento, permitiram que a ciência como um todo se desenvolvesse, tendo influenciado a
medicina, a farmacologia, a antropologia, a sociologia e tantas outras. É a diversidade provando, mais
uma vez, que só vem para somar!

GABARITO: CERTO

23. CESPE – EBSERH – 2018


Julgue o item subsecutivo, concernente à entrevista psicológica.
O insight é um fenômeno categorial que pode estar comprometido em alguns quadros
psicopatológicos.

RESOLUÇÃO: O insight pode mesmo estar comprometido em alguns quadros psicopatológicos, como
nos casos de psicoses e quadros perversos. Todavia, não há que se falar em “fenômeno categorial”,
como afirmou a banca. Na verdade, o insight é tudo menos categorial: ele inclui vários níveis de
intensidade, distintas dimensões e ocorre de uma forma bastante individualizada em cada um de nós.
Não se poderia afirmar que há uma única forma, como sugere a questão.

GABARITO: ERRADO

24. VUNESP – PREF. SERTÃOZINHO – 2019


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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

Durante um processo de psicoterapia individual, o estabelecimento de uma aliança terapêutica


entre o paciente e o terapeuta é fundamental. É correto afirmar que a aliança terapêutica
A) trata, especificamente, da consciência racional que o paciente demonstra sobre sua
necessidade de receber ajuda do terapeuta.
B) é sinônimo de transferência positiva e seu oposto é a transferência negativa.
C) pode ser considerada um pré-requisito para o estabelecimento da neurose de
transferência.
D) sustenta a sua atação nas funções autônomas do superego do paciente que solicita ajuda.
E) decorre da atualização de experiências prévias do paciente que o levam simplesmente a
repetir o passado no setting.

RESOLUÇÃO: Uma das características mais fundamentais para que uma psicoterapia dê certo é a
aliança terapêutica. Trata-se do vínculo que deve existir entre terapeuta e paciente, de modo que um
confie no outro. Essa aliança terapêutica é a primeira condição para o sucesso do processo. Por isso,
pode-se dizer que formar uma boa aliança terapêutica com o paciente é mais importante para ele do
que a abordagem do terapeuta, afinal, o paciente não tem a obrigação de saber qual é a sua linha
teórica. Portanto, ela pode sim ser considerada um pré-requisito para a neurose de transferência, que
é quando o analisando atualiza, na figura do analista, as suas primeiras relações infantis. Em
contrapartida, haverá a contratransferência do analista.

GABARITO: LETRA C

25. FCC – DPE/RS – 2013


David E. Zimerman aponta que a formação de um grupo terapêutico analítico, com fins
de insight, quer seja em instituição ou em clínica privada, passa por 4 etapas sucessivas:
planejamento, encaminhamento, seleção e composição do grupo. Segundo este autor, dentre os
critérios de seleção é importante considerar se o paciente está motivado para um tratamento
pelo método analítico, isto é, que ele reconheça que está necessitando de tratamento e,
sobretudo, que está disposto a
A) não guardar segredos, já que a psicoterapia de grupo analítico exigirá a disposição de
permitir o processo de livre associação.
B) realizar a psicoterapia em grupo, com a participação conjunta de toda e qualquer pessoa.
C) pelo menos uma vez ao mês, iniciar a temática da sessão, expondo suas dificuldades, com
fins de tratá-las.
D) aceitar os demais elementos do grupo, oferecendo amizade, para que com intimidade
possam todos estar mais encorajados a tratarem suas questões.
E) fazer mudanças psíquicas, para adquirir melhores condições de qualidade de vida.

RESOLUÇÃO: O pressuposto para a participação em uma psicoterapia de grupo é a predisposição a


realizar mudanças internas, seja na abordagem psicodinâmica, seja em qualquer outra. Isso porque a
pessoa que não estiver interessada em mudar sequer passou pela etapa de reconhecer que tem um
problema, e isso prejudicaria toda a dinâmica grupal. Entenda: o pressuposto da formação de um
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

grupo é o OBJETIVO EM COMUM, que no caso da psicoterapia é a adesão ao tratamento. Sem isso,
torna-se inviável a permanência do membro.

GABARITO: LETRA E

26. FIOCRUZ - FGV – 2015


O procedimento inicial relativo ao estabelecimento dos horários das sessões e sua frequência, à
introdução do paciente à regra fundamental da técnica analítica e à definição dos honorários,
quando for o caso, é chamado tecnicamente de:
A) Combinações preliminares.
B) Contrato terapêutico.
C) Entrevista preliminar.
D) Consulta inicial.
E) Anamnese diagnóstica.

RESOLUÇÃO: O enunciado está descrevendo o contrato terapêutico, que é a parte objetiva de


qualquer modalidade de terapia. Trata-se de um ACORDO EXPLÍCITO entre paciente e terapeuta, em
que se define:
• O que é a terapia;
• Para quem ela se dirigirá;
• Quais são os objetivos do processo terapêutico;
• Em que lugar ela ocorrerá;
• Quem são os envolvidos no processo;
• Com qual periodicidade e frequência ocorrerão os encontros;
• O que se espera do terapeuta;
• O que se espera do paciente.

GABARITO: LETRA B

27. UEM - UEM – 2018


Psicoterapia Breve é considerada uma forma de intervenção terapêutica frequentemente
utilizada em instituições de saúde. São princípios que norteiam diferentes formas de psicoterapia
breve:
A) inteligência e percepção.
B) motivação e emoção.
C) foco e temporalidade.
D) crenças e percepção.
E) foco e emoção.

RESOLUÇÃO: Lembre-se de que a psicoterapia breve foi concebida na tentativa de abreviar o processo
psicanalítico. Nesse sentido, há delimitação:
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

TEMPO
LIMITADO

PSICOTERAPIA
BREVE:

OBJETIVO
DELIMITADO

• No tempo de duração da psicoterapia;


• Na finalidade (é pontual);
• No tratamento (centrado em um foco específico);
• No nível de interpretação (se dá sob fatos atuais, e não infantis).

GABARITO: LETRA C

28. CFP - QUADRIX – 2013


O conceito de “Efeito Carambola” está relacionado:
A) à terapia interpessoal.
B) à Psicanálise.
C) ao Projeto Genoma.
D) à experiência emocional corretiva de terapia focal.
E) às técnicas comportamentais.

RESOLUÇÃO: A EEC (experiência emocional corretiva) e o efeito carambola são dois conceitos ligados
às psicoterapias breves e focais. Vamos relembrar o que significa cada um deles:
• EXPERIÊNCIA EMOCIONAL CORRETIVA (EEC) – paciente ressignifica uma experiência passada,
permitindo que um novo olhar e uma nova emoção ocorram;
• EFEITO CARAMBOLA – quando o paciente resolve o conflito inicial, consegue também resolver
outros conflitos, fazendo surgir mudanças em outras esferas de sua vida, por meio da
reaprendizagem emocional.

GABARITO: LETRA D

29. CPCON – 2016 – Pref. São José de Piranhas - PB


As atitudes e qualidades do psicoterapeuta interferem no processo, assim o estabelecimento de
um bom relacionamento entre o terapeuta e o cliente pode garantir situações futuras de
mudanças satisfatórias. Todavia, algumas qualidades específicas são reconhecidas como ideais.
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

Assim, a qualidade do terapeuta de ter a capacidade de pensar o pensamento do outro, de sentir


o sentimento dele, ver e sentir as coisas como ele vê, é chamada de:
a) Simpatia
b) Empatia
c) Rapport
d) Acolhimento
e) Sintonia

RESOLUÇÃO: Questão dada! Fácil, fácil! Acredito que, a essa altura de sua experiência psi, você já sabe
que a qualidade do terapeuta de ter a capacidade de pensar o pensamento do outro, de sentir o
sentimento dele, ver e sentir as coisas como ele vê, é chamada de empatia!

GABARITO: LETRA A

30. IBFC - 2015 - SSA-HMDCC


Assinale a alternativa que apresenta os objetivos da psicoterapia, independentemente da
orientação teórica:
A) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e ao esquecimento de
determinados sintomas.
B) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura definitiva de
determinados sintomas.
C) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura das doenças.
D) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura de determinados
sintomas.

RESOLUÇÃO: A psicoterapia é um tratamento, conduzido por profissional treinado, que utiliza


métodos e técnicas psicológicas. A relação terapêutica se estabelece, principalmente, pela
comunicação verbal. Nesse sentido, podemos dizer que a linguagem e seus representações são a
principal ferramenta de qualquer psicoterapeuta. A psicoterapia tem por objetivo auxiliar o paciente a
se autoconhecer e encontrar soluções para seu agir/pensar disfuncional. Ela ocorre num contexto
terapêutico, em que o paciente deposita confiança no terapeuta (estabelece-se uma aliança
terapêutica, em que o terapeuta tem uma posição privilegiada em relação àquele que busca ajuda).

GABARITO: LETRA D

31. CESPE - 2018 – EBSERH


Com relação a psicodiagnóstico e psicoterapia, julgue o item subsequente.
O surgimento de diferentes escolas psicoterápicas permitiu o desenvolvimento de técnicas
orientadas à prática da psicoterapia e do psicodiagnóstico, abordando questões como
personalidade, doença mental e modelos teóricos psicoterápicos.
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

RESOLUÇÃO: Questão bem intuitiva, que traz um conceito generalista, numa típica assertiva CESPE.
Está correta! De fato, com o advento de uma grande diversidade de técnicas psicoterápicas, a prática
da psicoterapia e do psicodiagnóstico se desenvolveu, de modo a aprofundar a produção de
conhecimento teórico e prático acerca de diversas temáticas, o que inclui teorias da personalidade,
doença mental, modelos teóricos psicoterápicos e etc.

GABARITO: CERTO

32. IDIB - 2016 - Prefeitura de Limoeiro do Norte – CE


Em relação ao atendimento com crianças na clínica, marque a alternativa INCORRETA:
A) Muitas vezes existe uma demanda de análise da criança, mas quem está realmente
demandando é um dos pais.
B) As entrevistas preliminares são um momento importante para compreender a demanda
trazida pelos pais ou responsáveis, como também situar a entrada da criança em terapia.
C) Após o início do tratamento com a criança, o psicólogo trabalha junto aos pais somente no
momento de alta terapêutica do paciente ou quando a terapia precisa ser interrompida.
D) Cabe ao profissional de Psicologia decidir se há critérios de indicação e condições
emocionais de iniciar um tratamento com a criança, apoiado incialmente em três pilares:
diagnóstico, presença ou não de sintomas e relação transferencial.

RESOLUÇÃO: Lembre-se de encontrar a INCORRETA e ela está expressa na letra C, por motivos
bastante claros: o psicólogo trabalhará com os pais sempre que entender que é necessário realizar
alguma intervenção ou esclarecimento junto a eles, o que pode acontecer a qualquer momento do
processo psicoterápico, e não apenas ao seu final.

GABARITO: LETRA C

33. FUNDATEC – 2018 - Prefeitura de Três de Maio - RS


A partir do estudo de Oliveira, Gastaud e Ramires (2018) sobre a participação dos pais na
psicoterapia da criança e as práticas dos psicoterapeutas, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Os resultados indicam que a controvérsia sobre a inclusão ou não dos pais na psicoterapia
psicanalítica de crianças parece ter sido superada. Há um consenso entre a maior parte
dos psicoterapeutas deste estudo sobre a importância da participação dos pais.
B) Não há flexibilidade quanto à forma em que a participação dos pais na psicoterapia poderá
ocorrer.
C) Há uma tendência dos terapeutas de assumir uma postura mais diretiva com relação ao
enquadre das entrevistas com os pais.
D) A literatura não é unívoca no que diz respeito às prescrições técnicas para a inclusão dos
pais no processo terapêutico dos seus filhos.
E) Há um reconhecimento, por parte dos participantes deste estudo, de que a inclusão dos
pais na psicoterapia da criança pode implicar alguns riscos e dificuldades para o processo
terapêutico, ao mesmo tempo em que traz benefícios.
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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

RESOLUÇÃO: Observe que a Banca quer a INCORRETA. Se você se atinou a isso, provavelmente acertou
a questão, que está bem fácil, já que o erro da LETRA B é bem flagrante: não poderíamos afirmar que
não há flexibilidade quanto à forma em que a participação dos pais na psicoterapia poderá ocorrer.
Cada abordagem (e cada psicóloga/o) conduzirá essa participação de acordo com a demanda do caso
e a necessidade.

GABARITO: LETRA B

34. FUNDATEC – 2015 - Prefeitura de Gentil - RS


De acordo com Cordioli (2008), existem fatores que são comuns a todas as psicoterapias, quais
sejam:
I. A psicoterapia deve proporcionar uma oportunidade para o paciente expressar emoções,
reviver e revisar experiências que envolvem figuras importantes do passado, percebendo as
repetições no presente e encontrando novas formas de agir.
II. Intervenções específicas são utilizadas pelo terapeuta, coerentes com um modelo explicativo
sobre a origem e manutenção dos sintomas, com o propósito de eliminá-los.
III. É dispensável o reconhecimento pelo paciente da necessidade de mudança, considerando que
o terapeuta estará conduzindo o mesmo.
IV. A psicoterapia é uma relação profissional que ocorre no contexto de uma relação interpessoal,
envolvendo uma outra pessoa ou um grupo.
Quais estão corretas?
A) Apenas I e II.
B) Apenas II e IV.
C) Apenas I, II e III.
D) Apenas I, II e IV.
E) Apenas II, III e IV.

RESOLUÇÃO: Por mais que os modelos psicoterápicos divirjam entre si, há fatores comuns a todas as
modalidades. Podemos resumir no quadro abaixo:

TODAS são uma forma de tratamento, conduzido por


CONVERGÊNCIA DE TODAS

profissional treinado
PSICOTERAPIAS:

Em todas, há estabelecimento de aliança terapêutica, que se


PONTOS DE

dá pela comunicação verbal e tem por base a confiança

TODAS busca auxiliar o paciente a conhecer a si mesmo e


encontrar soluções para seu agir/pensar disfuncional

Todas as modalidades estabelecem um contrato terapêutico


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CURSO EXTENSIVO COMPLETO

Ademais, é ponto pacífico entre todas elas a necessidade de que haja, por parte do paciente,
reconhecimento da necessidade de mudança, considerando que o terapeuta estará conduzindo o
processo.
Observe, portanto, que o ITEM III está INCORRETO. Todos os demais são verdadeiros.

GABARITO: LETRA D

35. FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Vila Lângaro - RS


Analise as seguintes assertivas sobre as contraindicações da psicoterapia de grupo:
I. Incompatibilidade leve com um ou mais membros do grupo.
II. Dificuldades sérias de empatizar ou de se expor (transtorno da personalidade esquizotípica,
narcísica ou paranoide).
III. Tendência a assumir um papel imitativo dos demais membros do grupo.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) I, II e III.

RESOLUÇÃO: Temos que a psicoterapia de grupo é recomendada nos seguintes casos:


• Padrões de relacionamento mal-adaptativos;
• Ansiedade ou fobia social;
• Transtorno obsessivo-compulsivo;
• Transtorno de pânico;
• Ansiedade generalizada, entre outras.
Em contrapartida, determinadas situações figuram como contraindicações gerais para
participação em grupos psicoterapêuticos:
• Ideações suicidas ativas;
• Psicoses atuais;
• Transtornos da personalidade graves e déficits cognitivos que demandem atenção exclusiva.
Observe então que o ITEM II (dificuldades sérias de empatizar ou de se expor (transtorno da
personalidade esquizotípica, narcísica ou paranoide) nos apresenta um quadro clínico que deve ser
mais bem atendido na psicoterapia individual.

GABARITO: LETRA B

36. FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Vila Lângaro - RS


Analise a alternativa INCORRETA em relação aos elementos comuns a todas as psicoterapias.
A) A psicoterapia é uma relação interpessoal que ocorre no contexto de uma relação pessoal,
envolvendo outra pessoa ou um grupo de pessoas.
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B) A psicoterapia deve proporcionar uma oportunidade para o paciente expressar emoções,


reviver e revisar experiências passadas, particularmente as que envolvem
relacionamentos com figuras importantes do passado, percebendo as repetições no
presente e encontrando novas formas de agir.
C) Intervenções específicas são utilizadas pelo terapeuta, coerentes com um modelo
explicativo sobre a origem e a manutenção dos sintomas, com o propósito de eliminá-los.
D) A terapia deve proporcionar a oportunidade para novas aprendizagens por meio da
exposição a situações, ideias, sentimentos ou comportamentos que provocam ansiedade,
fazendo com que o paciente supere seus medos e evitações
E) É indispensável o reconhecimento, por parte do paciente, da necessidade de mudança e
de um esforço pessoal para conseguir os resultados desejados.

RESOLUÇÃO: Observe que a Banca pede a INCORRETA. O erro está na LETRA A e é bem sutil: a
psicoterapia é mesmo uma relação interpessoal, mas ela ocorre no contexto de uma relação
profissional, e NÃO pessoal!

GABARITO: LETRA A
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7. QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS

1. FCC - 2023 - MPE-PB


A psicoterapia breve é indicada nos casos em que há
A) crise recente, incapacidade de insight para resolução dos problemas e pouca motivação para
o tratamento.
B) transtornos recentes, agudos e de caráter leve, motivação para o tratamento, força e
plasticidade do ego, capacidade de insight, determinação e boa delimitação desde o início.
C) transtorno psicopatológico de grau moderado a grave, com sintomas agudos.
D) baixa tolerância à frustração, ansiedade, sintomas de caráter moderado e grave.
E) necessidade de substituir o processo de análise diante da resistência do sujeito, transtornos
crônicos de origem do passado do sujeito, sintomas de caráter leve, moderado ou grave.

2. CESPE / CEBRASPE - 2023 - Prefeitura de São Cristóvão - SE


No que se refere à psicoterapia breve e intervenções em crise, assinale a opção correta.
A) As terapias breves, pela sua própria fundamentação teórica, desconsideram conceitos como
transferência e associação livre.
B) De modo geral, pessoas com poucos recursos psicológicos não se beneficiam de intervenção
em crise.
C) Na psicoterapia breve, os objetivos terapêuticos são circunscritos, com formulação inicial de
hipótese, associado ao conflito central e o estabelecimento de critérios de melhora e evolução.
D) Psicoterapias em crise são restritas a situações de desastre e emergência.

3. Quadrix - 2023 - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - GO


O psicólogo, em sua atuação, lida frequentemente com a responsabilidade e a complexidade da tarefa
de responder, terapeuticamente, ao pedido de ajuda de outro ser humano. Tal complexidade é
inerente tanto à psicoterapia individual quanto à psicoterapia grupal. Com relação a esse assunto,
assinale a alternativa incorreta.
A) A clínica psicológica caracteriza-se não pelo local em que se realiza, mas pela qualidade da
escuta e da acolhida que se oferece ao sujeito.
B) Moderação, originalidade e capacidade de percepção interior são algumas das qualidades
esperadas do terapeuta em qualquer tipo de psicoterapia.
C) A psicoterapia de grupo, diferentemente da individual, é um método que trata,
conscientemente, das relações interpessoais e dos problemas psíquicos de vários indivíduos
de um grupo, dentro de um quadro científico empírico.
D) A psicoterapia de grupo é uma metodologia clínica que empreende o tratamento de vários
indivíduos dentro de um grupo e, devido à singularidade de cada paciente, não há como
desenvolvê-la sistematicamente.
E) Um aspecto importante e indispensável da psicoterapia em grupo é a igualdade de status dos
membros. Todos são tratados da mesma forma, com respeito e dignidade, e cada participante
é uma fonte rica de experiência tanto para si próprio quanto para os demais.
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4. FEPESE - 2023 - Prefeitura de Balneário Camboriú - SC


Segundo a literatura, a psicoterapia breve se fundamenta em um tripé constituído por:
A) Diálogo, atividade e processo.
B) Foco, empatia e planejamento.
C) Foco, atividade e planejamento.
D) Atividade, empatia e resolutividade.
E) Atividade, transferência e resolutividade.

5. VUNESP - 2022 - PRUDENCO


As psicoterapias breves são caracterizadas por apresentarem objetivos limitados e por suas metas
serem mais reduzidas e mais modestas que as psicoterapias convencionais, auxiliando os pacientes
em seus problemas atuais. Porém, nem todos os pacientes podem ser beneficiados por esse modelo
de atendimento. Assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação ao atendimento em
Psicoterapia Breve.
A) Pacientes com pelo menos uma relação significativa com outra pessoa em sua vida.
B) Os pacientes estarem no momento da psicoterapia por uma crise emocional.
C) Os pacientes terem disposição para mudanças e trabalho duro durante o tratamento.
D) Os pacientes apresentarem uma queixa emocional específica.
E) Os pacientes apresentarem postura passiva para compreender suas perturbações emocionais.

6. FCC - 2020 - AL-AP


A Psicanálise atua com fins terapêuticos que visam à exploração do inconsciente, resolução de
conflitos básicos e seus derivados e reestruturação da personalidade, enquanto que a Psicoterapia
breve de orientação psicanalítica conta com fins terapêuticos
A) limitados, superação de sintomas e problemas atuais.
B) que visam à identificação de pensamentos funcionais, psicoeducação e alívio de traumas.
C) que levam à psicoeducação, identificação de esquemas e pensamentos automáticos.
D) que identificam pensamentos disfuncionais, pensamentos funcionais e esquemas.
E) que identificam modos, esquemas e pensamentos disfuncionais.

7. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Com relação à grupoterapia, julgue o próximo item.
Situação hipotética: Marcos, paciente de uma grupoterapia, é muito calado e dificilmente expressa
suas ideias ou opiniões durante as sessões. Assertiva: Nessa situação, a conduta mais adequada ao
caso será encaminhar Marcos para uma terapia individual, porque, além de não ter perfil para terapia
grupal, ele pode intimidar os demais participantes do grupo.

8. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Acerca da atuação dos profissionais da psicologia no âmbito familiar, julgue o item a seguir.
O psicólogo não poderá se recusar a atender uma família cujos pais sejam homossexuais, ainda que
alegue não se sentir apto para tal atendimento.
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9. CESPE / CEBRASPE - 2020 - MPE-CE


Acerca da atuação dos profissionais da psicologia no âmbito familiar, julgue o item a seguir.
O psicólogo que atende famílias segue o código de ética profissional dos psicólogos, tendo em vista
que não há um código de ética específico para a terapia de família.

10. CESPE / CEBRASPE - 2020 - TJ-PA


A literatura aponta que, embora sejam identificadas mais de 250 modalidades de psicoterapias, há um
relativo consenso sobre sua efetividade como método de tratamento. Com relação aos elementos
característicos das psicoterapias, assinale a opção correta.
A) A psicoterapia de base psicanalítica dirige-se predominantemente a quadros neuróticos
clássicos, visando à supressão dos sintomas.
B) A psicoterapia existencial constitui técnica de cura da perturbação mental e pressupõe
intervenções cuja finalidade principal é facilitar o encontro do indivíduo com a autenticidade
da sua existência, de forma a assumi-la e a projetá-la mais livremente no mundo.
C) As técnicas de psicoterapia são planejadas pelo paciente/cliente sob a anuência do terapeuta.
D) A prática da terapia relacional envolve a transformação do paciente e pressupõe como agente
de mudança a relação dele com o terapeuta.
E) Os achados e as pesquisas sobre a neuropsicologia atualmente demonstram que a psicoterapia
pode alterar características genéticas dos organismos.

11. FCC - 2020 - AL-AP


Toda relação interpessoal
A) mobiliza processos psíquicos.
B) desregula processos conscientes.
C) Influencia a formação de opiniões divergentes.
D) influencia as experiências dissonantes.
E) desregula pensamentos automáticos.

12. FAUEL - 2020 - Prefeitura de Jaguapitã - PR


As várias teorias e técnicas psicoterápicas são norteadas por diferentes referenciais, que podemos
chamar de abordagens terapêuticas. Não se pode apontar uma ou outra linha de atendimento como a
mais efetiva, já que todas são guiadas pelo mesmo propósito o de ajudar o paciente na compreensão
e resolução de seus conflitos. O que muda de um processo para o outro é apenas o caminho percorrido.
A abordagem utilizada determina a condução do atendimento psicológico. É essa base que indica
como o terapeuta vai olhar para o seu paciente e trabalhar o problema apresentado. Importante
também considerar os objetivos do indivíduo, ou seja, o que ele quer tratar, quais mudanças está
disposto a realizar e em quanto tempo espera ver resultados. Assim é CORRETO afirmar que:
A) O Behaviorismo nasceu a partir da Terapia Cognitivo Comportamental a partir de estudos que
Beck realizou com o objetivo de testar as hipóteses de Freud sobre a depressão. Conforme a
avaliação dos resultados, ele percebeu que a cognição estava relacionada com os processos de
adoecimento psicológico. Beck compreendeu que cada pessoa possui uma forma de ver o
mundo. São padrões de pensar e agir que se constroem e se cristalizam de acordo com as
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experiências vivenciadas. E são exatamente os pensamentos disfuncionais que produzem


emoções negativas e desencadeiam comportamentos inadequados ou autodestrutivos.
B) Na terapia psicanalítica o terapeuta auxilia o paciente a resgatar e reintegrar conteúdos do seu
inconsciente, desde os que aparecem em sonhos até aqueles que nunca são acessados. Assim,
ele passa a compreender e lidar com os conflitos que vivencia no presente. Isso é feito por meio
de uma técnica chamada associação livre, que conduz o indivíduo a verbalizar livremente todos
os pensamentos que invadirem sua mente, independentemente de seu teor. Esse método pode
fazer emergir fatos reveladores, que não eram de conhecimento consciente da própria pessoa.
C) Na psicologia humanista se determina que o comportamento humano é modificado de acordo
com os estímulos do ambiente em que estamos inseridos. Dessa forma, a terapia
comportamental é um processo mais diretivo. O analista avalia quais as necessidades do
paciente e propõe técnicas que o ajudem a modificar seus padrões de ação.
D) Na psicanálise, o papel do terapeuta não é o de tratar neuroses ou identificar as causas de um
problema, e sim o de proporcionar um ambiente acolhedor para que o indivíduo consiga
crescer e alcançar o melhor de si. Um dos conceitos centrais da Psicanálise é a aceitação
incondicional. Segundo essa visão, o indivíduo só consegue mudar a partir do momento que
ele se aceita como realmente é. Um exemplo disso é visto em casos de recuperação de
dependentes químicos, que apenas buscam tratamento quando admitem que têm um
problema.

13. IMPARH - 2020 - Prefeitura de Fortaleza - CE


O atendimento grupal é um recurso intervencionista da Psicologia nas instituições hospitalares. A
respeito dele, marque (V) verdadeiro ou (F) Falso para as afirmativas a seguir:
( ) Os atendimentos em grupo abrangem basicamente o compartilhamento de experiências entre os
enfermos.
( ) Diferentes concepções teóricas e técnicas baseiam a intervenção em grupo.
( ) Cabe ao psicólogo o registro psicológico detalhado do que foi relatado durante a sessão em grupo.
( ) O psicólogo deve ter clareza sobre os objetivos do que está sendo proposto, assim como realizar
planejamento para atingir tais objetivos.
Assinale a resposta correta:
A) F, V, V, F
B) V, V, V, F
C) F, V, F, V
D) F, F, F, V

14. COTEC - 2020 - Prefeitura de São Francisco - MG


Processo que é resultado da adaptação, com sucesso, a experiências de vida difíceis ou desafiadoras,
especialmente através de flexibilidade mental, emocional e comportamental e do ajustamento a
demandas externas e internas, cujos inúmeros fatores podem contribuir para que as pessoas se
adaptem bem ou mal às adversidades, predominantemente entre eles: as formas como os indivíduos
veem e se envolvem com o mundo, entre outras. Esse processo denomina-se
A) reprodução.
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B) resiliência.
C) transferência.
D) dependência.
E) projeção.

15. SELECON - 2020 - Prefeitura de Boa Vista - RR


A terapia breve, de acordo com Braier (1991), trata de ajudar o paciente a encarar os diversos conflitos
predominantes que determinam variados quadros na psicopatologia psicodinâmica. Sobre o prazo de
duração dessa terapia, pode-se afirmar que:
A) é indeterminado, contanto que dure menos que 24 meses a partir da primeira entrevista
B) é relativo, pois pode tratar-se de um paciente grave e o tratamento necessitar de longevidade
C) é determinado pelo paciente quando esse se sentir apto e confiante para seguir sem o
tratamento
D) é fixado previamente, em geral alguns meses, o que influencia diferentes aspectos do vínculo
terapêutico

16. Quadrix - 2020 - CFP


Uma parte integrante de todas as terapias é um acordo entre paciente/cliente/usuário e
psicoterapeuta, em que se define o que é psicoterapia; para quem e para que se destina, quais seus
objetivos ou suas metas, quem será envolvido, onde e com que frequência irão ocorrer os encontros,
quais as responsabilidades (ou papéis) dos participantes e o que é esperado de cada um. Os objetivos
devem ser aceitos pelo paciente, bem como apropriados, do ponto de vista ético e profissional, ao
psicoterapeuta. Esse acordo é chamado de
A) aliança terapêutica.
B) contrato terapêutico.
C) aliança de trabalho.
D) plano terapêutico singular.
E) setting terapêutico.

17. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


O mecanismo de ação terapêutica que atua nos grupos caracterizados como de autoajuda é derivado
de alguns fatores. Um desses fatores refere-se ao fato de que esse tipo de grupo
A) permite que os seus integrantes evitem o contato com seus problemas de forma direta.
B) protege seus integrantes de um confronto com os obstáculos que limitam a sua atuação no
ambiente.
C) estimula a manifestação e a descarga dos afetos negativos característicos da dinâmica grupal.
D) exerce uma função de continente para as angústias e dúvidas de seus integrantes.
E) reassegura a autonomia e a autossuficiência de cada um dos membros do grupo.
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18. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


Durante a realização de uma sessão de psicoterapia individual, um terapeuta explicou ao seu paciente,
preocupado com as reações de sua esposa diante da morte da mãe dela, a diferença entre luto e
depressão. A atitude do terapeuta caracteriza uma
A) confrontação.
B) intervenção psicoeducativa.
C) clarificação.
D) validação empática.
E) observação.

19. INSTITUTO AOCP - 2019 - UFPB


O processo de intervenção psicológica que não tem como função promover uma mudança qualitativa
na personalidade do indivíduo atendido, mas sim de promover um suporte psicológico imediato, uma
orientação focada, especificamente, em aspectos egoicos do paciente, é denominado
A) consulta psicológica.
B) orientação vocacional.
C) psicoterapia.
D) aconselhamento psicológico.
E) psicoterapia breve.

20. COMPERVE – UFRN – 2019


A psicoterapia breve é uma modalidade de tratamento psicológico. Nessa perspectiva psicoterápica,
defende-se que o
A) foco é definido, mas não é possível determinar o tempo da terapia.
B) foco e o tempo da terapia são definidos.
C) foco é definido em cada sessão, e o tempo não é considerado.
D) foco não é definido, porém, o tempo da terapia é determinado.

21. VUNESP - 2019 - IPREMM - SP


Um psicólogo que utiliza a abordagem da terapia cognitivo-comportamental (TCC) atendeu um
paciente com um transtorno de estresse pós-traumático. Durante uma sessão, o terapeuta favoreceu
o entendimento do paciente sobre como a interpretação que ele deu ao evento traumático que o
atingiu influenciou intensamente sua manifestação emocional e os comportamentos que ele adotou
desde então. Essa técnica para o manejo da ansiedade, característica da TCC, é denominada
A) reestruturação cognitiva.
B) exposição.
C) racionalização.
D) dessensibilização sistemática.
E) modelagem.

22. CESPE – EBSERH – 2018


Com relação a psicodiagnóstico e psicoterapia, julgue o item subsequente.
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O surgimento de diferentes escolas psicoterápicas permitiu o desenvolvimento de técnicas orientadas


à prática da psicoterapia e do psicodiagnóstico, abordando questões como personalidade, doença
mental e modelos teóricos psicoterápicos.

23. CESPE – EBSERH – 2018


Julgue o item subsecutivo, concernente à entrevista psicológica.
O insight é um fenômeno categorial que pode estar comprometido em alguns quadros
psicopatológicos.

24. VUNESP – PREF. SERTÃOZINHO – 2019


Durante um processo de psicoterapia individual, o estabelecimento de uma aliança terapêutica entre
o paciente e o terapeuta é fundamental. É correto afirmar que a aliança terapêutica
A) trata, especificamente, da consciência racional que o paciente demonstra sobre sua
necessidade de receber ajuda do terapeuta.
B) é sinônimo de transferência positiva e seu oposto é a transferência negativa.
C) pode ser considerada um pré-requisito para o estabelecimento da neurose de transferência.
D) sustenta a sua atação nas funções autônomas do superego do paciente que solicita ajuda.
E) decorre da atualização de experiências prévias do paciente que o levam simplesmente a repetir
o passado no setting.

25. FCC – DPE/RS – 2013


David E. Zimerman aponta que a formação de um grupo terapêutico analítico, com fins de insight, quer
seja em instituição ou em clínica privada, passa por 4 etapas sucessivas: planejamento,
encaminhamento, seleção e composição do grupo. Segundo este autor, dentre os critérios de seleção
é importante considerar se o paciente está motivado para um tratamento pelo método analítico, isto
é, que ele reconheça que está necessitando de tratamento e, sobretudo, que está disposto a
A) não guardar segredos, já que a psicoterapia de grupo analítico exigirá a disposição de permitir
o processo de livre associação.
B) realizar a psicoterapia em grupo, com a participação conjunta de toda e qualquer pessoa.
C) pelo menos uma vez ao mês, iniciar a temática da sessão, expondo suas dificuldades, com fins
de tratá-las.
D) aceitar os demais elementos do grupo, oferecendo amizade, para que com intimidade possam
todos estar mais encorajados a tratarem suas questões.
E) fazer mudanças psíquicas, para adquirir melhores condições de qualidade de vida.

26. FIOCRUZ - FGV – 2015


O procedimento inicial relativo ao estabelecimento dos horários das sessões e sua frequência, à
introdução do paciente à regra fundamental da técnica analítica e à definição dos honorários, quando
for o caso, é chamado tecnicamente de:
A) Combinações preliminares.
B) Contrato terapêutico.
C) Entrevista preliminar.
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D) Consulta inicial.
E) Anamnese diagnóstica.

27. UEM - UEM – 2018


Psicoterapia Breve é considerada uma forma de intervenção terapêutica frequentemente utilizada em
instituições de saúde. São princípios que norteiam diferentes formas de psicoterapia breve:
A) inteligência e percepção.
B) motivação e emoção.
C) foco e temporalidade.
D) crenças e percepção.
E) foco e emoção.

28. CFP - QUADRIX – 2013


O conceito de “Efeito Carambola” está relacionado:
A) à terapia interpessoal.
B) à Psicanálise.
C) ao Projeto Genoma.
D) à experiência emocional corretiva de terapia focal.
E) às técnicas comportamentais.

29. CPCON – 2016 – Pref. São José de Piranhas - PB


As atitudes e qualidades do psicoterapeuta interferem no processo, assim o estabelecimento de um
bom relacionamento entre o terapeuta e o cliente pode garantir situações futuras de mudanças
satisfatórias. Todavia, algumas qualidades específicas são reconhecidas como ideais. Assim, a
qualidade do terapeuta de ter a capacidade de pensar o pensamento do outro, de sentir o sentimento
dele, ver e sentir as coisas como ele vê, é chamada de:
A) Simpatia
B) Empatia
C) Rapport
D) Acolhimento
E) Sintonia

30. IBFC - 2015 - SSA-HMDCC


Assinale a alternativa que apresenta os objetivos da psicoterapia, independentemente da orientação
teórica:
A) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e ao esquecimento de
determinados sintomas.
B) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura definitiva de determinados
sintomas.
C) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura das doenças.
D) levar o paciente ao autoconhecimento, ao autocrescimento e à cura de determinados
sintomas.
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31. CESPE - 2018 – EBSERH


Com relação a psicodiagnóstico e psicoterapia, julgue o item subsequente.
O surgimento de diferentes escolas psicoterápicas permitiu o desenvolvimento de técnicas orientadas
à prática da psicoterapia e do psicodiagnóstico, abordando questões como personalidade, doença
mental e modelos teóricos psicoterápicos.

32. IDIB - 2016 - Prefeitura de Limoeiro do Norte – CE


Em relação ao atendimento com crianças na clínica, marque a alternativa INCORRETA:
A) Muitas vezes existe uma demanda de análise da criança, mas quem está realmente
demandando é um dos pais.
B) As entrevistas preliminares são um momento importante para compreender a demanda trazida
pelos pais ou responsáveis, como também situar a entrada da criança em terapia.
C) Após o início do tratamento com a criança, o psicólogo trabalha junto aos pais somente no
momento de alta terapêutica do paciente ou quando a terapia precisa ser interrompida.
D) Cabe ao profissional de Psicologia decidir se há critérios de indicação e condições emocionais
de iniciar um tratamento com a criança, apoiado incialmente em três pilares: diagnóstico,
presença ou não de sintomas e relação transferencial.

33. FUNDATEC – 2018 - Prefeitura de Três de Maio - RS


A partir do estudo de Oliveira, Gastaud e Ramires (2018) sobre a participação dos pais na psicoterapia
da criança e as práticas dos psicoterapeutas, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Os resultados indicam que a controvérsia sobre a inclusão ou não dos pais na psicoterapia
psicanalítica de crianças parece ter sido superada. Há um consenso entre a maior parte dos
psicoterapeutas deste estudo sobre a importância da participação dos pais.
B) Não há flexibilidade quanto à forma em que a participação dos pais na psicoterapia poderá
ocorrer.
C) Há uma tendência dos terapeutas de assumir uma postura mais diretiva com relação ao
enquadre das entrevistas com os pais.
D) A literatura não é unívoca no que diz respeito às prescrições técnicas para a inclusão dos pais
no processo terapêutico dos seus filhos.
E) Há um reconhecimento, por parte dos participantes deste estudo, de que a inclusão dos pais
na psicoterapia da criança pode implicar alguns riscos e dificuldades para o processo
terapêutico, ao mesmo tempo em que traz benefícios.

34. FUNDATEC – 2015 - Prefeitura de Gentil - RS


De acordo com Cordioli (2008), existem fatores que são comuns a todas as psicoterapias, quais sejam:
I. A psicoterapia deve proporcionar uma oportunidade para o paciente expressar emoções, reviver e
revisar experiências que envolvem figuras importantes do passado, percebendo as repetições no
presente e encontrando novas formas de agir.
II. Intervenções específicas são utilizadas pelo terapeuta, coerentes com um modelo explicativo sobre
a origem e manutenção dos sintomas, com o propósito de eliminá-los.
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III. É dispensável o reconhecimento pelo paciente da necessidade de mudança, considerando que o


terapeuta estará conduzindo o mesmo.
IV. A psicoterapia é uma relação profissional que ocorre no contexto de uma relação interpessoal,
envolvendo uma outra pessoa ou um grupo.
Quais estão corretas?
A) Apenas I e II.
B) Apenas II e IV.
C) Apenas I, II e III.
D) Apenas I, II e IV.
E) Apenas II, III e IV.

35. FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Vila Lângaro - RS


Analise as seguintes assertivas sobre as contraindicações da psicoterapia de grupo:
I. Incompatibilidade leve com um ou mais membros do grupo.
II. Dificuldades sérias de empatizar ou de se expor (transtorno da personalidade esquizotípica,
narcísica ou paranoide).
III. Tendência a assumir um papel imitativo dos demais membros do grupo.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) I, II e III.

36. FUNDATEC - 2019 - Prefeitura de Vila Lângaro - RS


Analise a alternativa INCORRETA em relação aos elementos comuns a todas as psicoterapias.
A) A psicoterapia é uma relação interpessoal que ocorre no contexto de uma relação pessoal,
envolvendo outra pessoa ou um grupo de pessoas.
B) A psicoterapia deve proporcionar uma oportunidade para o paciente expressar emoções,
reviver e revisar experiências passadas, particularmente as que envolvem relacionamentos
com figuras importantes do passado, percebendo as repetições no presente e encontrando
novas formas de agir.
C) Intervenções específicas são utilizadas pelo terapeuta, coerentes com um modelo explicativo
sobre a origem e a manutenção dos sintomas, com o propósito de eliminá-los.
D) A terapia deve proporcionar a oportunidade para novas aprendizagens por meio da exposição
a situações, ideias, sentimentos ou comportamentos que provocam ansiedade, fazendo com
que o paciente supere seus medos e evitações
E) É indispensável o reconhecimento, por parte do paciente, da necessidade de mudança e de um
esforço pessoal para conseguir os resultados desejados.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução n. 13/2022. Disponível em:


https://site.cfp.org.br/resolucao-sobre-psicoterapia-e-publicada-no-diario-oficial-da-uniao/

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Caderno: reflexões e orientações sobre a prática de psicoterapia


(2022). Disponível em: https://site.cfp.org.br/cfp-lanca-caderno-com-reflexoes-e-orientacoes-sobre-
psicoterapia/

CORDIOLI, A. V. et al. Psicoterapias: abordagens atuais. 4ª Edição. Porto Alegre/RS: Artmed, 2019.

YALOM, I. D, & LESZCZ, M. Psicoterapia de grupo: teoria e prática. Porto Alegre/RS: Artmed, 2006.

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