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(Aula 1) Introdução A Proteção Radiológica

O documento discute conceitos fundamentais de proteção radiológica, incluindo exposição, dose absorvida, dose equivalente e limites máximos permissíveis. Explica como a exposição à radiação pode causar danos biológicos e a necessidade de estabelecer medidas de proteção.

Enviado por

Victor Douglas
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(Aula 1) Introdução A Proteção Radiológica

O documento discute conceitos fundamentais de proteção radiológica, incluindo exposição, dose absorvida, dose equivalente e limites máximos permissíveis. Explica como a exposição à radiação pode causar danos biológicos e a necessidade de estabelecer medidas de proteção.

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Proteção Radiológica

Introdução

Tendo em vista os danos biológicos


causados nos seres vivos pela exposição
à radiação tornou-se necessário
estabelecer meios de proteção aos que
trabalham com radiação e à população em
geral.
Unidades de Radiação
Exposição: X
É o quociente entre dQ por dm, onde dQ é o
valor absoluto da carga total de íons de um dado
sinal, produzidos no ar, quando todos os elétrons
(negativos e positivos) liberados pelos fótons no
ar, em uma massa dm, são completamente
freados no ar, ou seja:

X = dQ/dm [ C m-2 ]
O Fóton Compton transfere a energia
Etr ao elétron no ponto P. O elétron ioniza
um trajeto até sua parada em Pend.
Neste trajeto ele gera aprox. 30 pares
de íons por keV de perda de energia, no
volume de interesse de massa m.
Atenção:
Devido à necessidade de se conhecer
perfeitamente a massa do volume de
material atingido e de coletar “toda”a
carga de mesmo sinal num eletrodo, a
medição da Exposição só é factível numa
câmara de ionização a ar, a câmara de ar
livre (“free-air”).
Isto significa que esta grandeza só
pode ser definida para o ar e para fótons
X ou gama.
As radiações alfa não conseguem
penetrar na câmara para ionizar o ar, e as
radiações beta não permitem condições
de homogeniedade ou equilíbrio eletrônico
na coleta dos elétrons.
Exposição - Unidade
Unidade Especial: RÖNGTEN ( R )
que está relacionada com a unidade do SI
pela relação:
1 R = 2.58 10-4 [ C kg-1]
Exposição em Röngten, é definida
como sendo a quantidade de radiação X
ou gama tal que, a emissão corpuscular
ela associada, em um cm3 de ar, produz
no mesmo, íons transportando uma u.e.s
(unidade eletrostática de carga) de cada
sinal, nas condições normais de
temperatura e pressão (CNTP = 0ºC e 760
mmHg).
Detectores por ionização
Em detectores por ionização, a
radiação incidente cria pares de íons no
volume de medida do detector.
Este volume de medida geralmente é
preenchido com um gás ou uma mistura
de gases.
A quantidade de pares de íons criados
são contados em um dispositivo de
medida da corrente elétrica.
Dose Absorvida

Outro efeito da interação da radiação


com a matéria é a transferência de
energia. Esta nem sempre é toda
absorvida, devido à variedade de modos
de interação e à natureza do material.
A relação entre a energia absorvida e a
massa do volume de material atingido é a
base da definição da grandeza Dose
absorvida.
Assim, por exemplo, uma quantidade
da energia transferida pode ser captada
no processo de excitação dos átomos, ou
perdida por radiação de freamento (raios
X), cujos fótons podem escapar do
material.
Dose Absorvida: D

Para especificar melhor as variações


espaciais e evitar a variação da
quantidade de energia absorvida em
diferentes pontos do volume do material, a
Dose absorvida é definida como uma
função num ponto P, de interesse, ou
seja:
D = dE/dm [ J kg-1 ]
onde dE é a energia média depositada
pela radiação no ponto P de interesse,
num meio de massa dm.
A unidade antiga de dose absorvida,
é o rad (radiation absorved dose), que
em relação à unidade atual, o gray (Gy),
vale:
1 Gy = 100 rad
Exemplo:

1) Injeta-se intravenosamente mercúrio


– 197 que emite radiação gama em um
paciente com 74 kg. Calcule a dose
absorvida pelo paciente em rad e Gy, se a
energia total absorvida pelo organismo do
paciente for 7,4 x 10-2J.
Solução:
2
E 7,4 x10 J 3
D D  D  10 Gy
m 74 kg

como 1Gy 100 rad , Temos


3 3 1
10 Gy 10 x10 rad 10 rad
2
Equivalente de Dose

Esta grandeza, definida no Brasil como


Dose Equivalente, é uma tradução
equivocada de “ Dose Equivalent ” das
recomendações da ICRP 26. Esta
grandeza, assim denominada, ficou
estabelecida nas normas da CNEN -3.01,
e no vocabulário dos usuários.
A tradução correta seria Equivalente de
dose, pois o conceito definido foi de
equivalência entre doses de diferentes
radiações para produzir o mesmo efeito
biológico.
O Equivalente de Dose H, é obtido
multiplicando-se a dose absorvida D pelo
Fator de qualidade Q, ou seja,

H = DQ [Sv] (Sievert)
Como vimos, o Equivalente de Dose H, é
obtido multiplicando-se a dose absorvida D pelo
Fator de qualidade Q, ou seja, H = DQ.
O fator de qualidade Q é adimensional e
constitui um fator de peso proveniente da
simplificação dos valores da Eficiência Biológica
Relativa (RBE) dos diferentes tipos de
radiação,na indução de deter-minado tipo de
efeito biológico.
Na equivalência, as diferenças entre as
radiações foram expressas pelos diferentes
valores do LET (Linear Energy Transfer), ou
seja, o valor de Q foi obtido em função do LET.
Os efeitos químicos e biológicos que
ocorrem num meio exposto à radiação
dependem não só da energia absorvida
pelo meio, mas também do tipo da
radiação incidente e da distribuição da
energia absorvida.
Por exemplo, para uma mesma dose
absorvida por um meio, o dano será tanto
maior quanto maior for a densidade de
ionização produzida pela radiação no
meio.
A unidade de dose equivalente,
adotada pelo ICRU até 1975, foi o
rem( roentgen equivalent men).

1 rem = 1 rad ( para fótons )


Em 1975, a unidade adotada pela
ICRU foi mudada para sievert ( Sv ) no
Sistema Internacional.
1 Sievert = 1 Gray
Como 1Gray = 100rem , temos:

1Sievert = 100 rem


Na prática, por motivos de
simplicidade, utiliza-se o valor médio do
Fator de Qualidade Q, com valores
efetivos conforme a Tabela que segue.
Estes valores não devem ser usados
para avaliar os efeitos de exposições
acidentais com altas doses.
Tabela de Fatores de Qualidade
TIPO DE RADIAÇÃO Q

Raios X, Radiação γ e elétrons 1


Prótons e partículas com uma (1) unidade de carga e com 10
massa de repouso maior que uma unidade de
massa atômica e de energia desconhecida

Nêutrons com energia desconhecida 20


Radiação α e demais partículas com carga 20
superior a uma (1) unidade de carga
Equivalente de Dose (Dose
equivalente) no órgão, HT (ICRP 26)
O Equivalente de Dose no órgão ou
tecido, é o equivalente de dose médio em
um tecido específico T, expresso por:

HT= DT QT

onde QT é o fator de qualidade médio


no órgão ou tecido T e DT a dose
absorvida
Equivalente de Dose (Dose
equivalente) Efetiva, HE (ICRP 26)

O Equivalente de Dose Efetiva HE,


também denominada de Equivalente de
Dose de Corpo Inteiro HWB, (Whole
Body) é obtido pela relação,
HE = ∑T wT HT
onde, wT é o fator de peso do tecido ou
órgão relevante e HT é o equivalente de
dose no órgão.
Os valores de wT estão associados à
radiosensibilidade do órgão à radiação e
seus valores estão na Tabela seguinte.
Fatores de Ponderação
Exemplo

Uma pessoa ingere uma pequena


quantidade de trítio que emite radiação
beta de 18 Kev. A dose absorvida pelo
tracto gastrintestinal é de 500 mrad.
Determine a dose equivalente em rem e
em Sv.
Solução:

H=D.Q
Q = 1 ( VEJA TABELA)
H=D
H = 500 mrem = 5 mSv
Limites Máximos Permissíveis

Os limites máximos permissíveis, são


estabelecidos de forma a restringirem os
efeitos somáticos, nos indivíduos
expostos, na sua descendência direta e
na população como um todo.
A CNEN e a ICRP recomendam,
então, limites de doses equivalentes
diferentes para os trabalhadores com
radiação e para o público como um todo.
Levando em conta esses fatores e
experiências anteriores, a ICRP fixou em
50 mSv o limite anual de dose equivalente
para os que trabalham com radiação e de
5 mSv a dose anual para o indivíduos
público.
Exemplo
Determine a dose equivalente máxima
permissível por hora para um trabalhador
com radiação.

Solução
50 mSv mSv
LMP   0,025
50 semanas x 40h / semanas h

3 rem mrem
0,025 x10 x100  2,5
h h
A exposição externa ocorre quando o
organismo for irradiado por uma fonte
externa a ele.
Três fatores devem ser levados em
consideração para diminuir o risco devido
a essas exposições: tempo (t) , distância
(d) de permanência relativos a fonte de
radiação e blindagens apropriadas.
De uma forma geral, pode-se dizer que
a exposição é diretamente proporcional ao
tempo e inversamente proporcional ao
quadrado da distância em relação a fonte,
considerada puntiforme, isto é:

kt
X  2
d
OBS:
-k é uma constante;
-Mesmo que a fonte seja grande, ela
poderá ser considerada puntiforme se as
distâncias em relação à mesma forem
grandes.
-No caso de tubos de raios-x, a
constante k está relacionada ao mA e ao
Kv aplicado no tubo.
Exemplo:

A taxa de dose equivalente para um


trabalhador com radiação gama é de 0,15
rem/h, a 1m da fonte. Sabendo-se que a
máxima taxa de dose equivalente
permissível para esse trabalhador é de 2,5
mrem/h, a que distância da fonte ele
poderá permanecer?
Solução:
Sendo : X1 = 0,15R/h D1= 1m
X2 = 2,5 mR/h D2 = ?

kt kt
X1  2
e X2  2
d1 d2

2 2
2 X d 0 ,15 x1
d2  1 1  3
 60 m 2
 d 2  60 m 2
 d 2  7,75m
X2 2,5 x10
Exercícios

1) Injeta-se intravenosamente
mercúrio- 197 que emite radiação gama
em um paciente com 100 kg. Calcule a
dose absorvida pelo paciente, se a
energia total absorvida pelo organismo do
paciente for 1,9 x 10-2 J.
2) Durante um exame com raios-x, são
absorvidos uniformemente pelo útero 5
rads. Determine a energia absorvida por
grama pelo útero.
3) Durante um exame com raios X, são
absorvidas uniformemente pelos rins 1,0 x
10-2 Gy. Determine a energia absorvida por
grama pelos rins.
4) Calcule a energia térmica absorvida
por unidade de massa por um bloco de
grafite de um calorímetro quando a
temperatura do bloco se elevar de 0,2ºC.
Suponha que o calor específico do grafite
seja 170 cal/kg. ºC.
5) Determine a máxima dose
equivalente permissível por semana por
um trabalhador com radiação.
6)O tubo de raios-x de um dentista
opera com um taxa de exposição de 3R/h
a 1m do tubo. Aumentando-se a corrente
eletrônica do tubo por um fator 10, a nova
taxa de exposição será 30R/h. A que
distância da máquina deverá trabalhar o
dentista para que a taxa de exposição
continue sendo de 3R/h.
7) A taxa de dose equivalente a 1m de
uma fonte que emite radiação gama é de
0,64 rem/h. Levando em consideração o
limite máximo permissível, calcule:
a) A distância da fonte na qual uma pessoa
pode trabalhar durante 50 semanas ao
ano, a 40 horas por semana.
b) A redução que deve ser feita no número
de horas por semana, se a máxima
distância possível de trabalho for 11,3m.
8) O radioisótopo fósforo-32 é
administrado a um paciente com 64 kg.
Cada átomo desse radioisótopo emite
uma partícula beta com energia de 0,698
Mev numa desintegração. Se a dose
absorvida não deve superar 1 rad, calcule
a quantidade em gramas de fósforo-32
que pode ser ingerida pelo paciente.
9) 1,97x10-9g de mercúrio-197 é
administrado a um paciente de 74 kg, na
detecção de um tumor. Cada átomo de
mercúrio-197 emite um raio gama de 77
Kev numa desintegração. Calcule a
energia total e a dose total absorvida pelo
paciente.
FIM

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