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Material 1 - Fundamentos e Análise de Custos

mateiral sobre fundamentos de analise de custto

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CONTABILIDADE DE CUSTOS

Origem:
• surgiu da necessidade da contabilidade de ter um
controle maior sobre os valores a serem atribuídos
aos estoques de produtos na indústria, bem como,
da necessidade de tomar decisões quanto a: o que,
como e quando produzir;
• Faz parte da contabilidade gerencial, decisorial ou
administrativa.
Algumas considerações:
• Não está restrita às formalidades legais da
contabilidade geral;
• Suas técnicas não são aplicadas apenas às empresas
industriais, mas também a outras atividades,
incluindo empresas públicas e entidades sem fins
lucrativos.
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Conceito:
• “Processo ordenado de usar os princípios de contabilidade geral
para registrar os custos de operação de um negócio” (BRUNI &
FAMÁ, 2004, p. 24);
• “é uma técnica utilizada para identificar, mensurar e informar os
custos dos produtos e/ou serviços. Ela tem a função de gerar
informações precisas e rápidas para a administração, para a
tomada de decisões.” (CREPALDI, 2002, p. 13)
Finalidades:
1. Fornecer dados para a determinação dos lucros e avaliação dos
estoques;
2. Controle das operações – e demais recursos produtivos, como os
estoques etc.
3. Tomada de decisão – o que envolve produção (o que, quanto, como e
quando fabricar), formação de preços, escolha entre fabricação própria
CONTABILIDADE DE CUSTOS
Usuários:
• Inicialmente contadores, auditores e fiscais –
contabilidade de custos como uma forma de resolver
seus problemas de mensuração monetária dos estoques
e do resultado;
• Administradores – encarada como uma eficiente forma
de auxílio no desempenho da missão gerencial.

Administrador precisa se familiarizar com os termos


técnicos (terminologia ou nomenclatura) da contabilidade
de custos, pois estes são essenciais na linguagem de
negócios.
ELEMENTOS DE CUSTOS
• Os principais elementos que influenciam no resultados de
qualquer entidade são representados por meio:
 das receitas auferidas;
 dos custos:
 diretos, ou
 indiretos
 das despesas incorridas.
• Os custos contábeis sob o ponto de vista contábil pode ser
expresso por meio de uma composição formada por 03 (três)
elementos:
 Material Direto (MD);
 Mão-de-Obra Direta (MOD); e
 Custos Indiretos de Fabricação (CIF)
ELEMENTOS DE CUSTOS
• Material Direto (MD) – todo material que pode ser
identificado como sendo uma unidade do produto (podem
ser diretamente apropriados dos produtos);
• Mão-de-Obra Direta (MOD) – todo salário devido ao
operário que trabalha diretamente no produto, cujo
tempo pode ser identificado com a unidade que está sendo
produzida (podem ser diretamente apropriados aos
produtos);
• Custos Indiretos de Fabricação (CIF) – todos os custos
relacionados com a fabricação que não podem ser
economicamente identificados com as unidades que estão
sendo produzidas (tem que ser alocados aos produtos de
maneira estimativa e muitas vezes arbitrárias). Ex: aluguel da
fábrica, materiais indiretos, mão-de-obra indireta, seguro,
ELEMENTOS DE CUSTOS
• Outros gastos significativos, porém não classificados como custos, são
agrupados como:
 despesas diversas:
 Fixas e variáveis
 Não podem ser alocadas ao produto final.
 Ex: despesas com vendas, salário do pessoal administrativo, água e
luz do escritório.

TERMINOLOGIA EM CUSTOS
1. Gasto – compra de um produto ou serviço qualquer, que gera
sacrifício financeiro para a entidade (desembolso), sacrifício esse
representado por entrega ou promessa de entrega de ativos
(normalmente dinheiro).
* Conceito amplo e que se aplica a todos os bens e serviços
adquiridos.
• Não inclui custo de oportunidade ou os juros sobre capital próprio (não
TERMINOLOGIA EM CUSTOS (continuação)
2. Desembolso – pagamento resultante da aquisição do bem
ou serviço.
3. Investimentos – representam gastos ativados em função de
sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos.
Ficam temporariamente “congelados” (estocados) no ativo da
empresa e, posteriormente, e de forma gradual, são
“descongelados” e incorporados aos custos e despesas.

4. Custos – gastos relativos a bens e serviços utilizados na


produção de outros bens ou serviços.
* Matéria-prima – inicialmente gasto de aquisição,
investimento (durante o tempo de estocagem), custo (no
momento de sua utilização) e investimento (produto acabado
estocado).
TERMINOLOGIA EM CUSTOS (continuação)
5. Despesa – bem ou serviço consumido direta
ou indiretamente para a obtenção de receitas.
* Comissão do vendedor – gasto que se torna
imediatamente uma despesa;
6. Perda – bem ou serviço consumido de
forma anormal e involuntária.
* Valores sacrificados de maneira normal no
processo de produção não são considerados
perdas e sim custos. Ex: perdas com incêndios,
obsoletismo de estoques, etc.
TERMINOLOGIA EM CUSTOS (continuação)
7. Rateio – significa a alocação de custos indiretos aos
produtos em fabricação, observando critérios racionais. Ex.:
depreciação de máquinas rateada de acordo com o tempo de
utilização (HM) por produto. Apresenta sempre um certo grau
de arbitrariedade, devido à dificuldade de fixação de critérios
de rateio.
Teoricamente, a separação entre custos e despesas é fácil: os
gastos relativos ao processo produtivo são custos, e os
relativos à administração, às vendas e aos financiamentos são
despesas.
Na prática não é possível separação de forma clara e objetiva.
Ex: uma única administração sem separação da que realmente
pertence à produção; surge daí a prática de ratear o gasto
geral da administração, parte para despesa e parte para custo
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos quanto à aplicabilidade:
Diretos ou primários
Indiretos
De transformação (de conversão ou de agregação)
• Custos quanto à variabilidade:
 Fixos
 Variáveis
 Semi-fixos
 Semi-variáveis
• Custos em relação a sua associação ao produto:
custos primários ou diretos (CD)
custos de transformação ou de conversão (CT)
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos em relação a sua associação ao produto (continuação):
 Custo Fabril (CF): CF = MD + MOD + CIF
 Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
 Custos integrais ou plenos ou gastos totais

 Custos em relação à base monetária:


 Históricos corrigidos
 Correntes (ou de reposição)
 Históricos
 Estimados
 Padrão
 Objetivo ou meta (target cost)
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos quanto à aplicabilidade:
Diretos ou primários – são aqueles diretamente
incluídos no cálculo dos produtos.
 Ex.: materiais diretos, mão-de-obra direta, embalagem;
 basta haver uma medida de consumo (quilogramas,
horas, quantidade).
Indiretos – necessitam de aproximação, isto é, algum
critério de rateio, para serem atribuídos aos produtos
(ex.: aluguel, supervisão, chefias).
De transformação (de conversão ou de agregação) –
consiste no esforço agregado pela empresa na obtenção
do produto. Ex.: mão-de-obra direta e custos indiretos
de fabricação.
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos quanto à variabilidade:
 Fixos – são aqueles que, em determinado período de
tempo e em certa capacidade instalada, não variam,
qualquer que seja o volume de atividade da empresa.
 Variáveis – seus valores variam de acordo com o
volume de produção. Quanto maior a produção,
maiores serão os custos variáveis.
 Semi-fixos – são fixos em determinado patamar,
passando a ser variáveis quando esse patamar for
excedido. Ex. consumo de água, até 10m3 um valor,
após valor variável.
 Semi-variáveis – custos variáveis que não acompanham
linearmente a variação da produção, mas aos saltos,
mantendo-se fixos dentro certos limites.
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos em relação a sua associação ao produto:
custos primários ou diretos (CD): estão associados
diretamente à produção. CD = MD + MOD
custos de transformação ou de conversão (CT):
representam o valor do esforço da própria empresa
para transformar o material adquirido do fornecedor
em produto acabado. CT = MOD + CIF (não inclui
componentes adquiridos prontos - MD, nem
embalagens).
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos em relação a sua associação ao produto (continuação):
 Custo Fabril (CF): CF = MD + MOD + CIF. São incorridos
durante o processo de fabricação e incorporados no
estoque de produtos em processo. Quando itens são
finalizados, estes custos e estoques são transferido para o
estoque de produtos acabados.
 Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) – representam a
saída dos estoques da entidade para o comprador. CMV
(operação mercantil), CPV (operação industrial) ou CSP ou
CSV (custo dos serviços prestados ou vendidos – operação
de serviços). Consistem na última etapa do processo de
formação de custos (valores retirados dos estoques e
entregues aos clientes). Como estão associados ao
período, devem ser vistos, na verdade, como despesas.
CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS
• Custos em relação a sua associação ao produto
(continuação):
 custos integrais ou plenos ou gastos totais:
correspondem à soma de todos os valores
consumidos pela empresa para elaboração do
produto ou prestação do serviço. GT = CF + Despesas.

Custos em relação à base monetária:
 Históricos: Custos em valores originais da época em
que ocorreu a compra, de acordo com a Nota Fiscal.
 Históricos corrigidos: custos históricos acrescidos de
correção monetária, trazidos para o valor monetário
atual (atualizados);

Custos em relação à base monetária (continuação):
 Correntes (ou de reposição): Representam o
custo necessário para repor um item no total;
 Estimados: custos previstos para o futuro;
 Padrão: custo estimado presumindo-se maior
eficiência técnica e financeira. Corresponde a
um valor ideal a ser alcançado pela empresa;
 Objetivo ou meta (target cost): representam
metas de valores a serem obtidos em
negociações ou no futuro.
OUTRAS DENOMINAÇÃO DE CUSTOS
• custos irrecuperáveis ou afundados (sunk costs) –
custos sem recuperação possível. Ex: os gastos
associados com realização de pesquisa de
mercado para estimar viabilidade do lançamento
futuro de um novo produto, independente do
resultado da pesquisa. Esse valores devem ser
excluídos dos processos de tomada de decisão.
• custos de oportunidade – são aqueles associados
a uma alternativa abandonada ou preterida.

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